sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O surpreendente infinito

Deus, na sua bondade, não cessa de surpreender-me em minha vida pessoal e minha vida de palotino. Três meses atrás eu cheguei na Coréia do Sul e a realidade da presença Palotina na Ásia abriu-se diante de mim, e agora, nestes últimos dias, tenho tido a oportunidade de conhecer muitos palotinos que estão engajados na formação na Ásia e Oceania. São Vicente Pallotti continua a surpreender e maravilhar-me e nele e por ele Deus torna-se reconhecido como infinito.

Eu não acredito em acaso e por isso eu acho que a minha presença no encontro dos formadores da Ásia e Oceania em Trivandrum, Índia, levará a novas descobertas no futuro. A Índia é um surpreendente país, juntamente a isto é fascinante ver alguma coisa da vasta família Palotina e ter a sensação de como é distribuída em toda Índia.

Preparando-me para reunião, durante o voo da viagem para Índia, eu não sabia a forma de me proteger contra os insetos, a comida picante e se deveria andar descalço. As descrições e os contos que eu tinha ouvido, tudo parecia muito misterioso, até mesmo assustador, mas ao mesmo tempo cativante - tal como com todos os mistérios. Eu não tinha idéia que eu poderia encontrar em tal encontro. Meu primeiro encontro com o ‘Mundo Palotino’ foi em Thurles, Irlanda, onde eu participei de um encontro vocacional, promovido em 2005.

O panorama da realidade palotina, que foi visto durante a sessão, foi muito mais rico que as espectativas e as experiências anteriores. O programa foi muito intenso e movimentou a Casa de Retiros, em Trivandrum, com uma boa convivência entre todos. Até mesmo durante as pausas para o cafezinho, aproveitava-se o tempo para algumas discussões. Durante toda sessão, não havia um sequer momento de discórdia ou divisão, porque tudo ocorreu dentro do espírito do próprio fundador. Cada participante sentiu-se profundamente responsável pela União, tal como desejou São Vicente Pallotti.

A Casa de retiros dos palotinos é muito movimentada. Diariamente acolhe diversos grupos, tanto para a formação religiosa como para pessoas de negócios. Ela se situa a treze quilômetros do centro de Trivandrum, circundada por um bosque de coqueiros (antes existia cultivo de cocos, que servia para a manutenção do seminário), que para mim tornou-se um oásis da vida palotina, na qual as Irmãs Palotinas, as Irmãs Missionárias do Apostolado Católico, o Instituto Secular Khristsevikas, as Irmãs do Cenáculo, os representantes da União do Apostolado Católico e os confrades das diversas Províncias, Regiões, Delegaturas, podiam rezar, discutir, fazer projeções futuras, rir e fazer caminhadas juntos.

O espírito que se percebia em todos os momentos do encontro, durante as conferências, discussões e debates, no plenário e nos grupos, indicava claramente que, não obstante a variedade de cultura, da cor dos olhos, de casas, de províncias ou ainda de função, guiava-nos a uma única direção. Por isso, no país das múltiplas religiões, no Estado de Kerala, uma das regiões mais católicas da Índia, pudemos, por uma semana, unir os esforços em direção a uma verdadeira união, para juntos programarmos uma comum atividade formativa para a Ásia/Oceania.

A presença de muitos membros jovens, no encontro, revitalizou a minha fé, porque estava influenciada pelas estatísticas negativas referentes à diminuição das vocações. Na Índia, porém, a realidade é bem diferente. A força que impulsiona os jovens a tornarem-se palotinos fez com que o encontro assumisse um caráter de internacionalidade, que no final tornou-se o fio condutor e o tema principal das discussões formais e informais. Muitos jovens procuram nossas comunidades palotinas, mas, às vezes, por motivos econômicos e sociais, não podem realizar o seu sonho.

Durante o encontro, cada pessoa que relatava sobre sua própria realidade, com muitas diferenças em relação ao número das vocações ou da situação sócio-econômica, além de cumprir a programação, proporcionava a todos a possibilidade de tirar suas próprias conclusões.

Quanto ao local, a qualidade da preparação, o acesso a capela, o sol, e sobretudo os pratos típicos da região que, a cada dia, apareciam sempre com um aspecto mais indiano (começamos com pratos mais leves e, ao final, experimentamos os mais picantes), fez com que não me sentisse um estrangeiro, nem indiferente, nem estressado, cansado, debilitado ou faminto.

Não bastasse isso, os últimos dias superaram nossas expectativas. O maravilhoso programa cultural, preparado por vários grupos artísticos, inclusive um grupo de seminaristas menores, e depois um passeio turístico por Trivandrum (com a possibilidade de tomar banho no Oceano indiano) fez com que criasse em mim um desejo de novamente retornar a Índia, não só para encontros, mas também para visitar os confrades e coirmãs das diversas Províncias e Regiões, que pude conhecer.

Obviamente, como sempre, quando visito um lugar, e não foi diferente na Índia, durante o encontro, procurei fazer registros fotográficos. Por isso, na minha memória, estão sempre presentes as imagens dos pratos, das folhas de bananeiras, ou do coco que nos foi servido com um canudinho.

A santa missa presidida pelo Provincial, Pe. Augustine Varickakal e o banquete oferecido no seminário menor, como conclusão do nosso encontro, foi o alge do desejo de todos os formadores.

Portanto, desejo que a fé de cada um e de todos os palotinos, seja reavivada, que o amor através da íntima relação com Jesus seja reacendido e os esforços sejam unidos, a fim de que o carisma, rico e belo do fundador, possa impulsionar os corações daqueles que Deus coloca em nosso caminho palotino. Amém.

Pe. Jaroslaw Kamienski, SAC

sábado, 24 de janeiro de 2009

Dia de São Vicente Pallotti em Roma

Estar em Roma é a oportunidade que temos de viver mais perto de nosso fundador. Não é somente uma questão física, pois moro no mesmo prédio onde ele viveu, onde ele trabalhou, onde ele, no dia 22 de janeiro de 1850, terminava sua vida e entrava naquela mais profunda intimidade com Deus, seu único amor e único bem. Sim, não é somente uma questão física, é também uma oportunidade de verdadeira riqueza espiritual: daqui, deste centro, cremos que se emana a toda família palotina, as graças renovadoras e carismáticas de nossa própria identidade. Uma vez o nosso padre geral disse que este lugar sustenta muitas casas palotinas, muitas pessoas palotinas ...

Dia 22 de janeiro foi belo ver que isto é realidade. Cremos nesta realidade espiritual que não conhece a distância. Éramos centenas de pessoas reunidos em torno ao altar do Santo, para agradecer ao bom Deus o dom de sua vida e o dom de seu carisma, herança nossa. Como não acreditar que os padres palotinos, as irmãs palotinas, as missionárias palotinas, as irmãs e os padres de Schoenstatt, os leigos e leigas empenhados e tantos e tantos devotos, de diversas partes do mundo não eram como que canais da graça de Deus para que o carisma de Pallotti fosse reavivado em cada lugar, em cada realidade onde trabalhamos? Sim, eramos aqui, centenas, mas não eramos apenas nós ... conosco, em nossa lembrança, estava todo o mundo palotino.

Pe. Zenon Hanas SAC, vice-geral dos padres e irmãos palotinos foi quem celebrou a Santa Missa festiva. Em sua homilia, questionou-nos, mais uma vez, com aquela mesma autoridade que acreditamos que nosso fundador havia: "Que coisa você pode e deve fazer, hoje, para reavivar a fé, confirmar a esperança, reascender a caridade em você mesmo e nos teus irmãos?" Um silencio, longo e profundo ... uma resposta que nós deveríamos dar, ali, já naquela hora, a Pallotti e ao nosso Bom Deus.

Como família reunida, uma resposta já foi dada. Um simples sinal realizado naquela Santa Missa, um gesto simbólico, se tornou profético para todos nós: foi entregue aos representantes das realidades palotinas, Pe. Zenon Hanas (vice-geral dos Padres e Irmãos Palotinos), Ir. Serena Cambiaghi (madre geral das Irmãs Palotinas), Ir. Stella Holisz (madre geral das Irmãs Missionárias Palotinas) e Sr. Corrado Montaldo (membro da comunidade leiga Quinta Dimensão e vice-presidente do Conselho de Coordenação Nacional Italiano da União) uma cópia do Estatuto Geral da UAC, aprovado definitivamente pelo Pontifício Conselho para os leigos, no último dia 28 de outubro.
Naquele gesto, a família palotina retoma com força nova o compromisso de tornar visível, verdadeira realidade, aquela que foi a inspiração primeira de São Vicente Pallotti, uma comunidade que, unida pela regra do amor evangélico, existe para avivar a fé e a sustentar a caridade.
Pe. Daniel

Festa de São Vicente Pallotti


Este ano a paróquia de Santa Isabel cedeu o espaço para as centrais festividades Palotinas no Rio de Janeiro. As celebrações foram preparadas pelos membros do novo grupo de Formação e Vivencia Palotina SÃO GASPAR DE BÚFALO e acompanhados pelo Pe. João Pedro Stawicki SAC. Ao longo dos 3 dias do Tríduo que antecede a festa do Fundador, foram organizados encontros e debates sobre a Sua Vida, Espiritualidade, Apostolado e Carisma. Sucessivamente as Missas foram celebradas a cada dia em diversas línguas: em Latim, Italiano, Polonês e finalmente, no dia da festa, em Português. Pudemos contar com as bandas e solistas,que a cada dia cantavam musicas Gregorianas, Italianas, Sardas e ate em Polonês. No dia 22 de janeiro a Celebração tomou um tom diferente, pois depois de um período de ferias, pela primeira vez estavam presentes todos os seminaristas, neste dia também os postulantes terminaram sua preparação rumo a noviciado. Estavam presentes os sacerdotes da região com especial destaque ao Pe. João Francisco Pietrus (o novo Mestre dos Noviços) e Pe. Jurandir do Nascimento (responsável pelo postulantado) que presidiu a Santa Missa e dirigiu uma Vigorosa palavra sobre o Amor e Caridade na vida do nosso Santo Fundador. A festa terminou em clima de confraternização com a presença dos padres, irmãs e leigos provenientes de todas as paróquias do Rio de Janeiro.


Pe. João Pedro

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

São Vicente Pallotti prevê o dia da sua morte

No dia 11 de janeiro de 1850, isto é, onze dias antes da morte de Pallotti, durante a celebração do Oitavário da Epifania, Elisabetta Sanna foi confessar-se com o Pe. Vicente Pallotti, na Igreja de Santo Andrea della Vale. Após a confissão, Pallotti disse-lhe: “Peçamos ao Senhor a graça de prepararmo-nos para uma santa morte”. Elisabetta, no início, pensou que estava falando para ela e, por várias vezes, nos dois dias seguintes, indagou-o sobre o que havia dito, mas ele não comentou mais nada. Quando, porém, no dia 16 de janeiro, Pe. Francisco Vaccari disse-lhe que Pe. Vicente, após celebrar a missa, ficou acamado, ela exclamou: “Pe. Vicente não levantará mais, pois morrerá”. Ela insistiu: “Não há mais nada o que fazer; ele mesmo me disse isso”.Pallotti, após ter recebido a graça de prever sua morte tão próxima, não pediu orações para os outros, mas para Sanna. Ele a via como uma senhora santa e, em um momento tão importante como esse, confiava em suas orações. Quando, pois, os seus confrades pensavam que a situação da sua saúde parecia melhorar, ele disse ao Pe. Vaccari: “Diga a Elizabeta: oração é a vontade de Deus; espero deixar logo este leito”. Elisabetta, comentando estas palavras, disse: “Pe. Vicente deixa o leito, porque os mortos não o levam consigo”. E, logo após a morte do Santo, acrescentou: “Pe. Vicente está no Paraíso”.

São Vicente e a Venerável Elisabetta Sanna entendiam-se bem e ajudavam-se reciprocamente com orações, conselhos e mortificações. A vida deles, o testemunho deles e a colaboração entre eles são sempre atuais. O comportamento deles confirma as verdades que sublinhava o Servo de Deus João Paulo II: “Os santos vivem com os santos; os santos não passam para sempre; os santos encorajam-nos continuamente para vivermos a santidade e, bradam, para que a santidade seja vivida.

Pe. Jan Korycki, SAC

Peçamos hoje a intercessão de S.Vicente Pallotti, que já fazia em vida muitos milagres, para que junto ao senhor obtenha para nós, a graça de sermos perseverantes e trabalharmos com ardor no reavivamento da caridade entre os católicos e com aqueles que ainda não conhecem o Sr. Jesus.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

IV OITAVÁRIO DA EPIFANIA

O Oitavário da Epifania aconteceu na nossa paróquia de São Sebastião em Itaipu entre os dias 06 a 13 de janeiro. A festa da unidade foi um verdadeiro encontro de fé e caridade.Devido à importância que Pallotti dava a essa festa, eram convidados os melhores pregadores de sua época e dessa vez não foi diferente, pois estiveram presentes comunidades e capelas, localizadas em nossa região. Que teve como tema: “nós somos a Estrela Guia que leva a todos adorar e anunciar o menino Jesus em nossa comunidade?” E a cada dia eram mostrados como desenvolvia esse anuncio do menino Jesus em suas respectivas localidades.

Após as partilhas tivemos vários momentos de confraternização com lanches e conversas das quais eram banhadas de alegria e carinho, por termos a oportunidade de estarmos reunidos ali para adorar o Senhor.
Enfim cumprimos o verdadeiro propósito de São Vicente Pallotti, que o Oitavário seja a festa da vocação dos povos ao cristianismo e à salvação.

Que como essa linda oração de S.V.Pallotti seja também a nossa oração ao Pai Eterno “Jesus, Amor infinito, verdadeiro Deus e verdadeiro homem sacramentado para ser alimento e bebida de nossa alma. Somos indignos de receber-vos, mas vos desejamos e queremos desejar-vos com a plenitude do amor de todos os anjos e santos, de sua rainha Maria vossa infinita misericórdia, que não rejeita nem sequer os mais miseráveis, mas que os procura, queremos receber-vos em cada momento para sempre(...)”
Juliana Rodrigues

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Festa em Itaperuna

Na festa litúrgica da Família, domingo - 28 de dezembro passado, não poderia ser data mais especial para o encerramento das festividades dos 40 anos de nossa Paróquia!

Mesmo com as águas da enchente ainda nas ruas da cidade e nos bairro Niterói, impedindo parte dos paroquianos de chegarem à Matriz São Benedito, foi realizada com júbilos a Santa Missa exaltando a Sagrada Família, modelo excelso de vida comunitária e missionária para todos e, a bênção do Sino que será colocado na torre de nossa Matriz.Dom Roberto veio especialmente para essa bênção - inspirado pelo Divino, nos apresenta a importância, o significado missionário do sino. Sino que representa a voz do Pastor que chama que conclama os fiéis a virem até a Casa de Deus para a oração, para a partilha do Pão, para a vivência em família com a presença de Jesus em meio.



Sino que com suas badaladas lembra, anuncia a todos – até aos não fiéis – que Jesus Cristo os chama, os espera sempre, ali na Sua Casa. Sino que vem lembrar, que também nós somos os missionários de Deus no campo do trabalho, na vida social, na família e na Igreja.

Nessa celebração encontravam-se presentes os caríssimos Mosenhor Lamar, Pe. João Baraniecki e nosso pároco Pe. Estevão Lewandowski concelebrando juntos. Ali, naquele Altar, estavam os principais sacerdotes da história dessa Paróquia: Dom Roberto, 1º pároco com quem a vida pastoral aqui iniciou; Monsenhor Lamar que ao chegar, implantou a Nova Liturgia, combateu as injustiças, buscou os jovens enchendo os corações deles com as luzes de Deus e revolucionou; Pe. João Baraniecki Sac, 1º palotino, que mesmo com forte sotaque estrangeiro, impregnou a Paróquia com o carisma palotino, intensificando o trabalho pastoral e missionário, levou os fiéis a zelarem pela Casa de Deus.

Em seguida, um gostoso almoço com churrasco foi oferecido aos fiéis e celebrantes para o lançamento do livro: “Espiritualidade e Edificação – 40 anos de história”, que registra a história da Paróquia São Benedito. Um presente que Pe. Estevão deixa a esta abençoada comunidade para que a nossa história não seja esquecida e possa ser recontada de geração em geração, a fé que nos mantém unidos.

Cristiano Jose da Silva

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Oitavário da Epifania

Vicente Pallotti tem o Grande mérito de ter criado uma grande festividade: o grande Oitavário da Epifania, na cidade de Rome. Poucos visitantes da Cidade Eterna, durante as festas natalinas, terão passado pela cidade sem conhecê-la. Essa celebração combinava num conjunto toda uma série de valores religiosos, cada um significativo por si mesmo, conjunto esse que trazia consigo uma mensagem especial.

Em primeiro lugar, a Oitava era uma festa das liturgias. Cada manhã celebravam-se missas solenes, nos diversos ritos da Igreja católica. Não só nos diversos ritos da Igreja latina, mas também nos chamados orientais. Durante ao Oitavário, havia pregações especiais nos principais idiomas europeus: francês, inglês, alemão. Espanhol, polonês.

Pela tarde, a Oitava assumia o caráter de uma grande missão popular, com sermões em italiano pronunciados pelos mais célebres oradores sacros da Itália. Concluíam-se os ofícios, todas as tardes, com uma grande procissão e benção do Santíssimo Sacramento. Era presidida por um cardeal, ajudado pelos alunos dos grandes colégios e seminários de Roma, cada um no seu turno.
As cerimônias dos ritos orientais atraíam a muitos turistas. Mas Vicente Pallotti não queira preparar um espetáculo para deleitar os curiosos. Sua intenção era unir na oração litúrgica todos os fiéis, para demonstras em forma de drama a unidade do catolicismo, no conjunto dos seus curiosidades históricas. São as formas vivas em que os diversos povos cristãos adoram o Deus universal. Os sermões nas diversas línguas eram muito mais que uma homenagem às culturas encerradas nesses idiomas.
Vicente Pallotti queria que os estrangeiros, os turistas e os peregrinos tivessem a possibilidade de escutar, cada um em sua língua, a mensagem evangélica de todos os tempos, durante sua estadia na cidade universal. A missão popular pregada ao povo de Roma refletia seu intenso espírito missionário que exigia que a conversão dos corações fosse precedida pela apresentação das verdades da fé. E as grandes procissões cardinalícias manifestavam a glória e a dignidade que se deve sempre cercar o culto público que os fiéis atributavam à divindade.
O oitavário insistia no tema da renovação da fé e da caridade como fatores imprescindíveis para o progresso da religião entre os homens. A fé é comunicada e aprofundada nos corações humanos pela comunicação da Palavra. A caridade cresce, quando a mola da vontade é movida pela graça aceita pelos que escutam, de boa vontade, a eterna mensagem divina. Essa é a mensagem que os célebres pregadores, por mais de um século, proclamaram desde o púlpito do grande templo de Santo André della Valle, onde se desenrolavam as cerimônias do Oitavário. Finalmente, o oitavário ilustrava a cooperação entre o clero, pois os prelados, o clero secular, as ordens religiosas, os seminaristas e membros dos colégios eclesiásticos se uniam para simbolizar não só na teoria mas na realidade concreta, a unidade de ação que devia existir na Igreja de Deus entre todas as ordens do clero.
O Oitavário foi celebrado, pela primeira vez, no ano de 1836, e desde então, só foi omitida em duas oportunidades: uma por ocasião da revolução romana de 1848 e outra por causa da inundação de Roma em 1871.
No Brasil, a celebração do Oitavário foi realizado pela primeira vez em janeiro de 2004, em Manaus (AM), por iniciativa de uma leiga apaixonada pelo carisma palotino, Dayse da Conceição, que contagiou outras pessoas com seu entusiasmo. Essa grande festa passou a ser realizada também em outros lugares. Em janeiro do corrente ano, aconteceu também em Curitiba, Cambé (PR) e Itaipu (RJ).
Em nossa região temos a celebração do Oitavário na Paróquia de São Sebastião de Itaipu, Niterói, que começou no ano de 2006 por iniciativa do então pároco Pe. João Pedro, e na Paróquia de N.S dos Navegantes no Rio de Janeiro, que teve inicio no ano de 2008, por iniciativa também do pároco, Pe. Jacinto, e neste ano começa na Paróquia de Santa Isabel também no Rio.
Neste ano na Paróquia de S. Sebastião de Itaipu será celebrado o Oitavário com a participação de todas as capelas e comunidades, que se revezarão cada dia na preparação litúrgica, nas palestras e na preparação da confraternização. Este ano o tema a ser aprofundado será: “Nós somos a Estrela Guia que leva a todos adorar e anunciar o menino Jesus em nossa comunidade?”. Esperamos que com a graça de Deus o objetivo maior desta solenidade seja alcançado, que todos possam aproveitar, meditar e participar com muita alegria desta grande inspiração palotina.
Camille do Espirito Santo Santos