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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cerco de Jericó em Itaipu


União do Apostolado Católico – Grupo Mártires Palotinos

I Cerco de Jericó – Jo 4,10
De 13 a 19 de Outubro.

A paróquia de São Sebastião em Itaipu dará início ao Cerco de Jericó nesta segunda- feira, às 16:00h, sob as bênçãos de São Vicente Pallotti e nossa Senhora Aparecida. Todos estão convidados para rezar junto conosco. Será todos os dias de há as 22h.
O QUE É UM CERCO DE JERICÓ?

QUEM PARTICIPA DO CERCO DE JERICÓ?
Qualquer pessoa pode participar. O Cerco é aberto a todas as pessoas, para que rezam nas suas intenções e na intenção da comunidade. Uma das belezas do cerco é justamente toda a comunidade rezar dia e noite, por sete dias nas mesmas intenções. A uma só voz, num só clamor, em concordância um com o outro... O sacerdote, a comunidade, nossas famílias, em grupo ou individualmente...
O Cerco de Jericó não é uma propriedade da Renovação Carismática Católica, Focolares, Vicentinos, Caminho Neo-catecumenal, Teologia da Libertação, Tradicionalistas... É uma herança de toda a Igreja. Fica livre para cada grupo exercer sua espiritualidade em seu momento de adoração, sempre lembrando que toda forma de espiritualidade agrada a Deus, porque Ele é o autor da Espiritualidade.

COMO FUNCIONA UM CERCO DE JERICÓ?
Ficará definido questões práticas. Geralmente funciona da seguinte forma:
- O Santíssimo Sacramento é exposto ao final de uma missa própria e assim permanecerá por sete dias e sete noites sendo adorado no altar da igreja. Para que seja viável tal adoração a comunidade é dividida em equipes, geralmente por hora, que permanecerão em adoração rezando por intenções particulares e pelas intenções da comunidade.
- No início de cada hora pode-se rezar uma mesma oração referente às intenções da comunidade. E no restante da hora fica a critério de cada grupo, guardando a Espiritualidade e lembrando que Jesus encontrar-se-á exposto.
- As equipes revezarão por hora, haverá um grupo de ao menos 2 pessoas por hora responsáveis pelo horário, mas fica livre para outras pessoas permanecerem ali em adoração.
- Durante a noite, geralmente, existe um único grupo que permanece toda a madrugada em adoração, esse grupo é um pouco maior, de umas 8 pessoas para que possam revesar durante toda a noite em vigília.
- Nos horários das missas o santíssimo pode ser velado ou recolhido ao sacrário, sendo exposto logo ao final da missa.
- Mobilizam-se pessoas da comunidade e das pastorais. Para os momentos de vigília, na nossa realidade, podemos procurar ajuda e contar com as pessoas das Comunidades de Vida de nossa Paróquia – Santos Anjos e Amor Infinito - , os Grupos de Oração, a Juventude e o Grupo da UAC, e para o dia podemos fazer uma planilha com todos os horários e as pessoas interessadas colocam seus nomes no horário que ela pode adorar ao Senhor, deixando nome e telefone.
- Caso não seja possível fazermos vigília todas as noites, em ao menos uma seja feita, de preferência de sexta para sábado.
- E no encerramento do Cerco faz-se uma solene celebração Eucarística onde o sacerdote dá sete voltas com o Santíssimo Sacramento ao redor da Igreja, lembrando as sete voltas em volta de Jericó, pode-se fazer do lado de fora da Igreja e o povo pode acompanha-lo em procissão...
- Pode-se também colocar uma cesta de intenções que no final do Cerco serão queimadas, montar uma pequena “muralha” com as principais intenções da comunidade...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O massacre de San Patricio. Religiosos palotinos são trucidados

4 de julho é dia do martírio dos 5 Palotinos em Buenos Aires: 3 Irlandeses e 2 Argentinos. Apresentamos a entrevista com Pe. Mariano Pinasco sobre esse acontecimento
 
“Qualquer palavra que se dissesse contra os métodos utilizados pela cruel ditadura era praticamente uma condenação de morte”, afirma o padre palotino Mariano Pinasco
Por: Bruna Quadros
“Melhor que, diante do que estamos fazendo, fiquem quietos, calem.” Eram frases deste teor que ditadores argentinos lançavam sobre membros da comunidade palotina de San Patricio, no período de repressão que assolou o país, diante de crimes que vão desde tortura até a morte. Um dos motivos para esta perseguição talvez estivesse no comprometimento claro e profético dos palotinos, diante do momento que a Argentina vivia, conforme aponta o Prof. Dr. Pe. Mariano Pinasco, religioso palotino, em entrevista concedida por e-mail à revista IHU On-Line.
Em 4 de julho de 1976, cinco dos religiosos que integravam a congregação foram brutalmente assassinados. Para Pinasco, os assassinos do Massacre de San Patricio, na Argentina, queriam uma Igreja que ficasse quieta, que não denunciasse a tragédia que a sociedade estava vivendo. A memória destes grandes mártires do século XX continua viva, nos dias de hoje. “O sangue derramado por essa comunidade poderá ser o alicerce para a construção de uma nova sociedade com um jeito também diferente de ser igreja. Uma igreja que volte às suas origens, comprometida até a morte com o ser humano.”
Mariano Pinasco estudou Filosofia e Teologia no Colégio Máximo Palotino de Santa Maria (RS). Em 1990, foi ordenado sacerdote da comunidade palotina. É doutor em História Eclesiástica, pela Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Atualmente, é professor da cátedra de Historia no curso de Teologia na Faculdade Palotina de em Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Histórica dos Palotinos, sediada em Roma, Itália. No dia 5 de setembro, ele estará na Unisinos para participar do evento Medellín a Aparecida: marcos, trajetórias e perspectivas da Igreja Latino-Americana, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Durante a atividade, será exibido o documentário 4 de julho, dirigido por Juan Pablo Young e Pablo Zubizarreta, no Auditório Central da Unisinos.
IHU On-Line - Por que os palotinos foram assassinados no Massacre de San Patricio?
Mariano Pinasco - Existem várias teorias ou especulações sobre o crime cometido contra a comunidade palotina de San Patricio. Uma delas seria o fato de dar um golpe contra a Igreja Católica em geral, quer dizer, uma mensagem para a Igreja no começo da cruel ditadura militar sofrida na Argentina: “Melhor que, diante do que estamos fazendo, fiquem quietos, calem”. Outra linha de pesquisa nos pode conduzir ao próprio testemunho que a comunidade dos cinco religiosos dava nas tarefas evangelizadoras por eles realizadas, especialmente por alguns dos seus membros, mas certamente não foi um fato isolado dentro do contexto de morte e destruição que a sociedade Argentina vivia a partir da violência sistemática gerada desde um Estado repressor.
IHU On-Line - Que posturas políticas eles tinham para serem perseguidos pela ditadura Argentina?
Mariano Pinasco – Certamente, alguns dos membros dessa comunidade tinham um compromisso claro e profético diante da situação de regime militar que estava se vivendo na Argentina. Qualquer palavra que se dissesse contra os métodos utilizados pela cruel ditadura era praticamente uma condenação de morte. Desde o púlpito da paróquia de San Patricio, se denunciavam os fatos terríveis que estavam acontecendo na Argentina e isso foi feito na frente de uma congregação composta por fiéis que, em muitos dos casos, ocupavam lugares de privilégio na sociedade, num dos bairros mais ricos da cidade de Buenos Aires. Essas denúncias certamente originaram mais de um comentário nos círculos fechados que apoiavam a ditadura militar e isso ajudou para que a comunidade fosse “marcada” para morrer.
IHU On-Line - Quais eram suas atividades na Argentina?
Mariano Pinasco - A comunidade era composta de três sacerdotes que se ocupavam do trabalho pastoral tipicamente paroquial urbano e, além disso, o Pe. Alfredo Kelly, pároco de San Patricio, era o diretor de uma importante escola de catequistas em Buenos Aires. A comunidade palotina de San Patricio estava também composta pela comunidade de formação, ou seja, os seminaristas da congregação, que eram seis – dois deles assassinados. A paróquia era muito ativa, e os jovens ocupavam um lugar de destaque nas atividades paroquiais. Uma das legendas que os assassinos picharam nas paredes da casa paroquial na noite do crime, como um motivo justificativo do horrível fato, referia-se justamente a eles: “por perverter as mentes virgens de nossos jovens”. Isso também indicaria um dos motivos do crime.
IHU On-Line - Como, quando e por que vieram para esse país?
Mariano Pinasco - Os palotinos chegaram à América do Sul em 1885, seguindo as pegadas da imigração italiana da Quarta Colônia, no Rio Grande do Sul, e se estabeleceram no Uruguai, quando foram convidados a assistir, religiosamente, aos imigrantes irlandeses que se encontravam nas pampas argentinas, assumindo trabalhos paroquiais e na área da educação através da fundação de diversas escolas. Pouco a pouco, foram assumindo trabalhos, não só com os imigrantes irlandeses, mas começaram a se comprometer nas atividades com toda a sociedade Argentina.
IHU On-Line - Quais foram as circunstâncias em que ocorreu o Massacre de San Patricio?
Mariano Pinasco - O massacre de San Patricio se origina num contexto que não escapa do contexto que a América Latina viveu na década dos anos 1970. A partir de março de 1976, foi derrubado o governo democrático na Argentina - na época, o país era presidido por Isabel Perón  e passou a ser comandado por Jorge Rafael Videla  - e começou uma sangrenta ditadura encabeçada pelos militares. A partir daí, começa a execução de um plano sistemático de repressão e de extermínio de tudo aquilo que era participação popular na vida política, no mundo do trabalho e na ação de social. Instaurou-se o terrorismo de Estado que reprimiu, desapareceu e assassinou um bom numero de cidadãos, como parte de um plano muito bem pensado. Foi certamente um regime de terror que silenciou e edificou uma sociedade cheia de medos. Anos de terror se instalaram numa sociedade que durante quase oito anos viveu perseguida, silenciada e paralisada pelo medo.
IHU On-Line - Como a igreja argentina trabalha a memória do Massacre de San Patricio?
Mariano Pinasco - Na verdade, uma das teorias que indicam que o crime cometido contra a comunidade palotina foi um sinal de advertência para toda a igreja argentina parecia estar muito acertada, pois obteve muito efeito. Um mês depois do massacre da comunidade palotina, no dia 6 de agosto de 1976, foi assassinado o bispo Angelelli  de La Rioja, no norte argentino, e leigos, catequistas, irmãs e padres de diferentes regiões também foram desaparecidos ou mortos ao longo do regime. Isto fez com que também o medo se apoderasse de muitos dos referentes da igreja Argentina, paralisando-os, fazendo justamente aquilo que buscavam os assassinos, isto é, uma igreja que fique quieta, que não denuncie a tragédia vivida pela sociedade. Outro capítulo amargo desta história certamente foram os que desde o ministério pastoral apoiaram abertamente a metodologia e a ideologia do sistema ditatorial vigente. Neste sentido, ainda como comunidade católica estamos em dívida na Argentina, pois nunca se assumiu o fato de que muitos dos membros, da hierarquia e não só, foram cúmplices do regime terrorista através do silêncio e até houve alguns que apoiaram o regime ilegal publicamente. No caso particular da comunidade palotina assassinada, começou-se, há quatro anos, com o processo canônico para o reconhecimento martirial oficial por parte da Igreja, um processo que levará tempo mais que certamente será uma oportunidade para resgatar a memória, não só dos cinco membros da comunidade palotina, mas também de tantos eclesiásticos e leigos que derramaram o seu sangue com a esperança da construção de uma sociedade mais justa, mas solidária e mais fraterna. Esperamos que a memória de todos eles seja resgatada e colocada no lugar que merecem, pois, como dizem por aí, “um povo que esquece sua memória é um povo sem futuro”.
IHU On-Line - Qual é o principal legado humanitário e político desses religiosos mortos pela ditadura argentina?
Mariano Pinasco – O legado que nos deixaram os cinco religiosos de San Patricio foi o seu testemunho de vida diante de uma sociedade cheia de sinais de morte ao seu redor. O testemunho deles certamente será semente de vida, o seu sangue será o adubo para muitos que seguindo esse testemunho não se calarão diante das injustiças. O sangue derramado por essa comunidade poderá ser o alicerce para a construção de uma nova sociedade com um jeito também diferente de ser igreja. Uma igreja que volte às suas origens, comprometida até a morte com o ser humano. Muito interessante foi a experiência de ouvir os testemunhos das pessoas que tiveram a oportunidade de assistir ao documentário 4 de julho, principalmente daqueles que se consideram ateus, muitos deles diziam: “Nunca imaginamos uma Igreja assim”. Tenho certeza de que o sangue derramado por estes mártires do século XX brotará por algum lugar na nossa sociedade, gerando uma espécie de experiência de ressurreição, de experiência pascal.



Fonte: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2105&secao=271
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

10 Aniversário da UAC em Itaipu

Os membros individuais do grupo Mártires palotinos UAC /Itaipu, participaram no dia 27 de outubro da missa em Ação de Graças pelo décimo aniversário de aprovação da União, como Associação Pública Internacional de fiéis, pelo Pontifício Conselho para os Leigos.
A celebração foi presidida pelo pároco da Matriz de São Sebastião, Padre Casimiro Pac Sac. Durante a procissão das ofertas, o Estatuto Geral da União, foi oferecido a Deus junto com os esforços de todos os membros, em serem fiéis ao carisma do seu fundador.

Vera Tavares

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os beatos mártires palotinos


Hoje, dia 12 de Junho Igreja celebra a festa litúrgica dos beatos mártires, Pe. Józef Stanek e Pe. Józef Jankowski. No ano de 1999 junto com outros 106 mártires da fé cristã foram beatificados também esses dois membros da Província Palotina Polaca.
O beato Pe. Józef Jankowski (1910-1941) era oriundo da Pommerania, fez os seus estudos filosófico-teológicos no seminário de Oltarzew e foi ordenado sacerdote em 1936.
Sucessivamente trabalhou como capelão das escolas em Oltarzew e arredores; foi diretor espiritual do movimento eucarístico e dos candidatos que ingressavam na Sociedade. Nos primeiros dias da segunda guerra mundial, em Setembro de 1939 tornou-se capelão militar e da população civil. Durante a ocupação nazista foi administrador do seminário. No dia 16 de Maio de 1941 foi preso pela Gestapo e levado ao campo de extermínio de Auschwitz. Cansado pelos trabalhos forçados e pela fome e, enfim, torturado por um capanga do campo de concentração, morreu em 16 de Outubro de 1941.

O beato Pe. Józef Stanek (1916-1944) era oriundo da região de Cracóvia.
Depois do exame de maturidade, entrou na Sociedade e, concluídos os estudos, foi ordenado sacerdote em 1941. Após a ordenação sacerdotal iniciou o estudo especializado junto ao Instituto de Sociologia – então clandestino – na universidade de Varsóvia. No dia  em que se iniciou a rebelião, em Varsóvia (01-08-1944), trabalhou como capelão num dos hospitais da mesma cidade. Na segunda metade de Agosto de 1944, por ordem dos superiores, foi nomeado capelão da armada clandestina. No dia 23 de Setembro foi preso pelas unidades SS e enforcado.

Beatos palotinos, Józef Stanek e Pe. Józef Jankowski rogai por nos!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Processo de postulação dos mártires palotinos já esta no Vaticano

A Solene celebração presidida pelo D. Henryk Hoser SAC na Cúria da arquidiocese de Varsóvia-Praga no dia de 20 de outubro de 2011, fechou o processo de beatificação dos cinco mártires palotinos.

O evento foi assistido por juízes do processo Pe. Zygfryd Landowski, Pe. Krzysztof  Warchałowski, notário, Pe. Jacek Wierzba SAC, membros do Conselho da Província de Cristo Rei com o Superior Provincial Pe. Jozef  Lasak SAC e postulador Pe. Henryk Kietlinski SAC e convidados.

O processos de beatificação dos Palotinos incluem cinco candidatos para glória aos altares. Aqui estão os seus nomes: Pe. Francszek Bryja SAC, Pe. Franciszek Kilian, Pe. Norbert Pellowski SAC, Pe. Jan  Szambelańczyk SAC, Ir. Pawel Krawczewicz SAC.
O processo dos mártires Palotinos é conduzido dentro do processo de beatificação da diocese de Pelplin, incluindo um segundo grupo dos mártires poloneses da Segunda Guerra Mundial. Os trabalhos do processo de beatificação duraram 8 anos. O resultado dos pesquisas em arquivo e numerosas sessões saíram em 20 volumes de documentação, incluindo 10volumes em polonês e 10 volumes em italiano. Durante a sessão de encerramento do processo de todo o material sobre o martírio dos cinco palotinos, foi transferido para as mãos de arcebispo Henry kHoser. Ele também ordenou o Padre Notário a carimbar os volumes individuais de documentação e preparar-los para o transporte. O Padre postulador, Henry Kietlinski foi destinado para transportar o material do processo para Vaticano e entregar esta remessa, que pesa 30 kg, nas mãos do prefeito da Congregação para a Causa dos Santos.

O transporte de toda a documentação foi realizado de avião com duas malas. Fui acompanhado pelo Pe. Jerzy Blaszczak que foi de grande ajuda. No aeroporto mandaram no entanto, que a nossa bagagem importante fosse despachado junto com a bagagem em geral. O tamanho das malas não permitiu que fossem levadas como bagagem de mão. Embora a equipe de vôo tentasse fazer etiquetas especiais nas malas para não terem-se perdido e ninguém levasse elas por engano, mas o risco era grande. A nossa fervorosa oração acompanhava pacote. Nós experimentamos a grande alegria quando no aeroporto de Roma recebemos nossas malas - intactos. E então, sem dificuldade, com a ajuda de Pe. Wolfgang Weiss, chegamos a nossa Casa Geral, localizada no coração de Roma, e recebidos fervorosamente pelo padre. Jan Korycki SAC e toda a nossa comunidade.

A entrega oficial do material de processo para Congregação para Causa dos Santos no Vaticano

O Pe. Postulador Dariusz Drążek responsável por nossos processos em nível do Vaticano, estabelecida com a equipe da Congregação a nossa reunião nesta instituição para o dia 08 de novembro de 2011 as 10.00.

Na entrega oficial do material do processo de beatificação dos cinco mártires palotinos participaram: os funcionários da Congregação para Causados Santos, Postulador Geral Pe. Mariusz Drążek, Pe. Postulador Henryk Kietliński SAC, Pe. Jerzy Błaszczak SAC como fotógrafo e ajudante no transporte da documentação e Pe. dr. Jan Korycki SAC Postulador Geral SAC, que aconselhou o processo de organização do encontro e contribuiu para a construção do clima de acolhimento para processo de beatificação mártires Palotina, realizado em Mitras das dioceses de Pelpin  e Varsóvia-Praga, e agora transferidos diretamente para o Vaticano.
E assim, por funcionários da Congregação foram convidados para uma sala, na qual já eram grandes, novas, brilhantes e cuidadosamente preparadas as caixas, previamente fornecidas a partir de Pelplin pelo Pe. Wieslaw Mazurowskie - nosso Postulador Geral na Polônia. Em 6 seladas caixas tinha toda  a documentação dos processos,que foram importados da Pelplin. A Sétima caixa foi vazia. E nessa caixa foram colocados 20 volumes, selados, da documentação dos nossos cinco processos. Na caixa teve ainda muito espaço, que mais tarde foi preenchido por materiais dos processos dos salesianos de Cracóvia. Meu coração se encheu de alegria e agradecimento a Deus e os colaboradores mais próximos que tivemos tempo em tempo adequado, sem qualquer problema juntar nossa documentação dos cinco mártires Palotinos para o processo da diocese de Pelplin.

A meu pedido,dirigido ao funcionário da Congregação  para Causa dos Santos, vou receber um documento confirmando o recebimento e registro de todas as provas do processo da diocese de  Pelplin, entre eles os processos de documentos dos Palotinos. A partir desse momento o processo de Canonização dos Palotinos esta em andamento no Vaticano.
Pe. Henryk Kietliński SAC

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mártires Palotinos

12 de junho celebramos festa dos Mártires Palotinos beato Pe. José Jankowski e beato Pe. José Stanek. No ano de 1999 junto com outros 106 mártires da fé cristã foram beatificados esses dois membros da Província Polaca, P. Józef Stanek e P. Józef Jankowski.

O beato P. Józef Jankowski (1910-1941) era oriundo da Pommerania, fez os seus estudos filosófico-teológicos no seminário de Oltarzew e foi ordenado sacerdote em 1936. Sucessivamente trabalhou como capelão das escolas em Oltarzew e arredores; foi diretor espiritual do movimento eucarístico e dos candidatos que ingressavam na Sociedade. Nos primeiros dias da segunda guerra mundial, em setembro de 1939 tornou-se capelão militar e da população civil. Durante a ocupação nazista foi administrador do seminário. No dia 16 de maio de 1941 foi preso pela Gestapo e levado ao campo de extermínio de Auschwitz. Cansado pelos trabalhos forçados e pela fome e, enfim, torturado por um capanga do campo de concentração, morreu em 16 de outubro de 1941.

O beato P. Józef Stanek (1916-1944) era oriundo da região de Cracovia. Depois do exame de maturidade entrou na Sociedade e, concluídos os estudos, foi ordenado sacerdote em 1941. Após a ordenação sacerdotal iniciou estudo especializado junto ao Instituto de Sociologia – então clandestino – na universidade de Varsóvia. O dia que iniciou a rebelião em Varsóvia (01-08-1944), trabalhou como capelão num dos hospitais da mesma cidade. Na segunda metade de agosto de 1944, por ordem dos superiores foi nomeado capelão da armada clandestina. No dia 23 de setembro foi preso pelas unidades SS e enforcado.


Que estes dois testemunhas do amor extremo intercedam em todos os nossos trabalhos apostólicos!!!