Mostrando postagens com marcador União do Apostolado Católico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador União do Apostolado Católico. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Formação para UAC


Entre os dias 24 e 25 de novembro de 2018, realizou-se no Seminário Maior Palotino do Rio de Janeiro dois dias formativos com os Cooperadores da UAC Rio e Niterói, sob a orientação do Presidente da UAC no Brasil, Padre Gilberto Orsolin SAC.

No primeiro dia, Padre Gilberto apresentou a vida e obra de São Vicente Pallotti, questionando aos colaboradores “como deve ser o nosso jeito de ser igreja, no modo Palotino”. Um dos pontos apresentados foi acerca da Caridade como ação, que deve ser organizada para uma melhor ação apostólica.

No segundo dia foi trabalhado o regulamento e Estatuto da União do Apostolado Católico e estatísticas a respeito de onde a UAC tem seu apostolado no mundo. Os colaboradores puderam tirar dúvidas a respeito da União, do compromisso e também partilhar as ideas e expectativas com as atividades de sua Região. Na segunda parte do dia apresentou-se os treze mandamentos da cooperação, como auxílio na vida comunitária, no apostolado, na família e onde mais se possa aplicar.

Ao término do dia na solene celebração eucarística de Cristo Rei e encerramento do ano dedicado ao laicato no Brasil, a Santa Missa foi celebrada com admissão de uma jovem na União do Apostolado Católico.

Foram bastante frutuosos estes dias formativos, juntamente com o padre Gilberto, que com sua experiência apostólica na União do Apostolado Católico nos deixou exemplos de como o carisma de São Vicente Pallotti é vivo nos dias atuais e de que a UAC é um grande presente de Deus para a sua Igreja, no seu modo de fazer apostolado. Onde os leigos, vida consagrada e sacerdotes tem funções diferente, mas uma missão em comum, que é buscar a salvação das almas, de cada um nós, em seu estados  de vida e ao do próximo.
Que Maria Rainha dos Apóstolos e São Vicente Pallotti, interceda por toda União.

Admissão na UAC, compromisso Apostólico


Aconteceu na noite do dia 25 de Novembro de 2018, na paroquia de Santa Isabel Rainha de Portugal no Rio de Janeiro, Solenidade de Cristo Rei e término do ano dedicado ao laicato no Brasil, a admissão de um membro de sua comunidade paroquial Renata Franco, na União do Apostolado Católico.


A Santa missa foi celebrada  pelo presidente da União do Apostolado Católico no Brasil Padre Gilberto Orsolin SAC e concelebrada pelo Pe. Daniel Rocchetti SAC, com a presença do animador da União no Rio de Janeiro, o seminarista José Luiz Alves SAC, do Seminário Maior Palotino do Rio de Janeiro, da Irmã Palotina e os colaboradores da UAC, amigos e familiares, Renata assumiu o compromisso de viver a confirmação do seu batismo pelo carisma palotino de reavivar a fé, reacender a caridade e propagá-las ao mundo, buscando a salvação eterna sua e do próximo, no seu modo e estado de vida atual, sob a Intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos, de São Vicente Pallotti e todos os anjos e Santos.


Que Maria Rainha dos apóstolos nossa padroeira interceda pela vida e pelos trabalhos apostólicos de Renata, e de todos outros membros da União do Apostolado Católico, que buscam imitar Jesus Cristo o Apóstolo do Eterno Pai no carisma de nosso pai e fundador São Vicente Pallotti. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Apóstolos Hoje - outubro 2018


SANTIDADE, UM CAMINHO FEITO JUNTOS

Santa Teresa de Lisieux nos aconselha, que durante os tempos de oração, é bom periodicamente trazer à memória aqueles momentos em que sentimos a graça de Deus nos tocar profundamente, em especial quando estamos atravessando períodos de aridez ou de escuridão, podendo assim, trazer nova seiva de vida e inspiração daquelas experiências que nos podem ajudar a superar as dificuldades atuais e, ainda, “reavivar o dom de Deus que está em nós” (2Tim 1,6). No início de Gaudete et Exsultate, Papa Francisco fala da importância da “várias testemunhas que nos encorajam” (cfr. GE 3), entre eles os “sinais de santidade que o Senhor nos apresenta através dos membros mais humildes” do seu povo (GE 8).
Quando era seminarista palotino a Dublin, o então recém eleito Reitor Geral, P. Seamus Freeman SAC, falou-nos do carisma Palotino. Não lembro de todos os detalhes que nos falou, mas lembro-me de sentir como se um fogo acendesse em mim, senti que isso “era algo para o qual eu poderia alegremente doar minha vida”. Apresentou-nos uma visão maravilhosa da vida e da comunidade cristã, onde todos são chamados apóstolos, irmãs e irmãos nas diferentes vocações, mas iguais na dignidade, para contribuir com nossos talentos e dons particulares à comunhão e colaboração prática com os outros para ajudar a construir o Reino de Deus. Uma visão que vai além da comunidade dos discípulos de Cristo, e que buscava também a colaboração com as pessoas de boa vontade de todos mesmo daqueles que não crêem.
Embora tenha mudado sua intensidade no decorrer dos anos, as vezes è semelhante “a uma mecha que ainda fumega” (Is 42,3), aquele misterioso fogo verdadeiramente nunca me abandonou. Esteve e continua a ser nutrido daquela experiência inicial e de outras, inclusive o simples mas profundo testemunho da palavra e da vida de tantas outras pessoas de todas as vocações – seja na ou fora da Família Palotina – que procuram viver com profunda fé, humanidade, integridade e solidariedade em espírito de comunhão e co-responsabilidade, no serviço generoso e humilde, em particular aos mais necessitados e vulneráveis.
A União tem muito a oferecer à Igreja e ao mundo. Como a própria vida, essa é fundamentalmente enraizada e construída em relações saudáveis.
A relação fundamental para cada um de nós é naturalmente nossa relação com Deus. Cada um de nós misteriosamente envolvidos em uma relação de amor com Cristo e, através Dele, com o Pai e o Espírito Santo. Nessas relações fundamentais, somos convidados a “saborear” o amor infinito que é Deus, a deixar que esse amor penetre sempre mais e transforme todas dimensões do nosso ser e cada aspecto da nossa pessoa e humanidade, tornando-se a força motriz de tudo o que somos e fazemos, mesmo que tudo isso seja um processo longo e às vezes doloroso mas, cada um a seu modo, buscando sempre discernir o caminho que o Senhor nos está chamando a seguir (GE 11).
Para que seja verdadeiramente humano e cristão, esse caminho único para cada pessoa, não pode ser individualista, na verdade é sempre uma rede mais ampla de relações humanas, porque a “santificação é um caminho comunitário, que se deve fazer dois a dois” (GE 141). Assim como “ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado”, assim também ninguém se faz santo sozinho, “mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana” (GE 6).
Como membros da União do Apostolado Católico, isto é verdade para nós de uma maneira particular. Nossas relações humanas devem se impregnar concretamente do amor que é a própria vida e o próprio ser da Trindade (cfr. Estatuto Geral 18), e torná-lo mais carne como o descreve São Paulo no seu maravilhoso hino: paciente, gentil, indulgente, livre de ciúmes, arrogância, vaidade, grosseria, egoísmo, irritabilidade e ressentimento. Este amor é tão substancial que, onde falta, a União deixa de existir, e isto independentemente de qualquer estrutura ou obra externa que se deva colocar em prática (cfr. OOCC III, 137-138).
O Estatuto Geral da nossa União e as estruturas de base nelas delineadas visam orientar o funcionamento de uma comunidade que dê, de modo muito real, expressão concreta a estas características do amor: humildade, abertura e diálogo; respeito profundo aos outros e benevolência para com eles; plena participação de todos como apóstolos com plenos direitos; paciência e generosidade de espírito; simplicidade, transparência e integridade; colaboração desde o início e co-responsabilidade; discernimento partilhado e paixão pela missão, ternura e fidelidade. Portanto, uma comunidade que reconhece, encarna e promove a fundamental dignidade e igualdade de todos os seus membros (EsG l7, cfr. EsG 70), independentemente da vocação ou das condições de vida, e que, sem ignorar as distinções entre elas, mas corretamente entendida e vivida, coloca cada estado de vida num contexto amplo, saudável, estável e frutífero de abertura e serviço mútuo, convidando a um novo modo de relacionar-se com os outros.
“A co-responsabilidade exige uma mudança de mentalidade… na Igreja”, de modo que ninguém seja visto como um simples colaborador-executor de planos decididos por outros, mas sim que todos sejam considerados “como pessoas realmente “co-responsáveis” do ser e do agir da Igreja” (cfr. Papa Bento XVI, Mensagem, 10 de agosto 2012). Um aspecto fundamental do nosso próprio carisma e missão é colaborar ativamente para tal mudança de mentalidade na Igreja, promovendo a co-responsabilidade de todos os batizados (EsG 1).
O desafio como Família Palotina é aprender em todos os níveis a abraçar e viver isto, de forma coerente e profunda, em todas as relações entre nós: entre pessoas semelhantes e de diversas vocações e estados de vida, nos conselhos de coordenação da União e internamente nas tantas e diversas comunidades da União. Este é nosso DNA palotino.
A tentação de tratar os outros de uma forma que não reflete o espírito de comunhão e co-responsabilidade é aquela que pode aparecer a qualquer membro da União. E isso é verdade, quer exista ou não uma posição particular de responsabilidade e serviço. Como membro de uma das comunidades fundadas da São Vicente, penso que precisamos prestar particular atenção de como entendemos a nossa responsabilidade específica na União. É humildade lembrar que a primeira “comunidade” fundada por São Vicente foi e é a mesma União, à qual pertencem todos os seus membros com as particulares comunidades por ele fundadas sucessivamente. Isto não diminui a função específica destes últimos na União, mas convida-nos a apreciá-la e a exercitá-la com maior sentido de pertença a uma única família de origem, juntamente com todos os outros membros da mesma, em que as diferentes vocações são “assim ligadas que cada uma ajuda a outra a ser atenta ao crescimento contínuo, e prestar um serviço específico” (EsG 7)
“Os membros da inteira fundação, apesar da variedade, não estão subordinados nem aos superiores, nem uns aos outros, mas são diretamente orientados para a finalidade da União como seus sustentadores, com os mesmos direitos. Tanto os que receberam o sacramento da ordem, como os que não o tenham recebido, os membros individuais e quantos tenham sido incorporados a uma comunidade têm, em princípio, a mesma fundamental responsabilidade para com a missão da União (EsG 6, 37). …Nos órgãos [da União], os membros das comunidades originárias, por princípio, não reivindicam uma posição de dominação, mas sentem-se e querem ser iguais entre iguais (EsG 29 , 31, 49, 58)” (O Carisma de São Vicente Pallotti. Origem, Desenvolvimento, Identidade, pp. 28-29).
Isso reflete um elemento essencial da verdade a respeito do nosso Carisma assim como a Igreja o reconheceu. De fato, em e através de Papa Francisco, a Igreja mesma é chamada a compreender-se em termos não tão diversos: “É bom lembrar que a Igreja não é uma elite de sacerdotes, de consagrados, de bispos, mas que todos formamos o Santo Povo fiel de Deus… O Santo Povo fiel de Deus é ungido com a a graça do Espírito Santo, portanto, no momento de refletir, pensar, avaliar, discernir, devemos ser muito atentos a esta unção”. Aqueles que têm uma responsabilidade particular são chamados a discernir sempre com os outros e nunca por ou sem os outros (cfr. Carta ao Cardial Marc Quellet, Presidente da Pontifícia Comissão pela América Latina, 19 de março de 2016).
Se a Igreja fosse marcada por este sentido profundo e partilhado do discernimento e responsabilidade, certamente ter-se-ia encontrado as respostas mais semelhantes a Cristo naquelas situações que, como estamos vendo, são resultados que causam mais uma vez terrível mal nesses tempos, muitas vezes para as pessoas mais vulneráveis. Papa Francisco convidou toda a Igreja a reparar e a exercer a autoridade como serviço e amor para o bem de todos. É claro que a União é chamada a dar a sua importante contribuição na construção de uma Igreja saudável e centrada em Cristo e de um mundo melhor. Peçamos a Deus, por intercessão de Maria Rainha dos Apóstolos e de São Vicente Pallotti, que iluminem nossos corações para que possamos ver que esperança o seu chamado, como União, tem reservado para nós, para Igreja e para o mundo. Possa o fogo do carisma confiado a nós através São Vicente ser aceso em nós e queimar ardentemente, assim unidos como uma só família podemos dar testemunho do Deus de amor infinito e juntos empenhar-nos a levar aquele amor de todas as formas, e em particular aos que estão perdidos, abatidos e sofredores. Podemos nos libertar de tudo o que mina dentro de nós o amor, o respeito mútuo e o afeto; tudo aquilo que causa divisão, de modo que nossas energias possam ser livres para trabalhar de todo coração como pessoas e como única família por nenhum outro fim, senão a construção e difusão do Reino de Deus, reino de bondade e santidade, de misericórdia, justiça e solidariedade.

Para a reflexão, oração pessoal e comunitária:
Quando você foi particularmente tocado pelo carisma? Pede na oração que o espírito do carisma, dono do Espírito Santo de Deus, seja renovado e aprofundado em ti, na tua comunidade e na União.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Gv. 13,35). O que torna frágil este testemunho entre nós e como podemos ao invés, enraizá-lo em profundidade e reforçá-lo na prática?
De que maneira entendo e percorro o caminho da santidade em termos excessivamente individualistas? De que modo experimentei a riqueza que vem do caminhar junto com os outros para a santidade?
            P. Rory Hanly SAC,
            Roma

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

MENSAGEM FINAL DA Vª ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO

Casa de Exercícios Espirituais dos Passionistas, Roma, Itália
24 a 27 de Janeiro de 2018

Comunhão e corresponsabilidade – celebrando e difundindo a alegria da comunhão e da corresponsabilidade

           
O encontro da Vª Assembleia Geral Ordinária da União do Apostolado Católico foi realizado de 23 a 27 de janeiro de 2018 na Casa de Exercícios Espirituais dos Padres Passionistas em Roma. O total de participantes foi de 39: os membros do CdCG, os Presidentes ou Vice Presidentes dos Conselhos de Coordenação Nacional, dois representantes dos Presidentes de CdCN, o Secretário Geral e o assistente de secretaria, o Ecônomo Geral, os 03 membros convidados, os moderadores, os tradutores e os secretários.
            A primeira concelebração eucarística, presidida pelo Pe. Jacó Nampudakam, Reitor Geral da SAC e Assistente Eclesiástico da União, girou em torno do tema geral desta Assembleia. De fato, em sua homilia, Pe. Jacó destacou quatro aspectos que favorecem e reforçam entre nós a comunhão e a corresponsabilidade:
- Deus, fonte de comunhão e de colaboração;
- o desejo de compreender e respeitar a diversidade dos dons e das vocações;
- o conhecimento e a experiência do itinerário espiritual e místico de nosso santo fundador;
- a União, enquanto associação pública de fiéis à serviço das missões na Igreja. De fato, continuou afirmando o Pe. Jacó em sua colocação: “A União não deve se transformar num clube esportivo de alguns poucos que a imaginam todos de um mesmo modo, mas como algo aberto para todos, estando ou não em desacordo com ela”.
            A partir das colocações feitas pela Presidente, pelas duas Madres Gerais, pelo Secretário Geral, pelo Ecônomo Geral, pelos Presidentes dos Conselhos de Coordenação Nacionais e pelos três membros convidados, ficamos contentes em perceber e comprovar como o carisma de Pallotti está se difundindo no mundo inteiro, como força unificante entre leigos, religiosas, irmãos e sacerdotes. No entanto, é importante não esquecer – destacou a Presidente da União, a Srta. Donatella Acerbi, - que “o carisma é tão somente de Deus e a ele pertence; ele não é nosso e nem de Pallotti. Tanto ele como nós somos seus portadores”. Deus pede, porém, a nossa colaboração para viver, custodiar, aprofundar e desenvolver constantemente este carisma em sintonia com o corpo de Cristo em perene crescimento.
            O Pe. David Glenday, MCCJ, Reitor Geral Emérito dos Missionários Combonianos e Secretário Geral da União dos Superiores Gerais (USG), foi convidado a contribuir com nossa condivisão, provocando o nosso diálogo recíproco com uma reflexão muito incisiva. Baseando-se no capítulo dez do evangelho segundo Lucas, ele comparou o trabalho de nossa Assembleia com o diálogo entre Jesus e os setenta e dois discípulos, que retornavam logo após terem vivido com alegria a missão a eles confiada por Jesus. Pe. David nos convidou a viver com intensa alegria a nossa realidade de vida como União. O seu discurso girou em torno dos cinco verbos que orientaram os caminhos de nossa Assembleia: recordar – o nosso próprio caminho como discípulos; discernir – aquilo que nos impele; desejar – o bem que está nascendo em nós; servir – como servir a alegria do Povo de Deus saindo para fora, tal como Jesus nos pediu; e consolar – os outros em nossa missão apostólica. São cinco verbos, cinco pedras sobre as quais caminhamos e que podemos continuar caminhando com confiança.
            Examinamos bem de perto algumas realidades da União, escolhidas pelo CdCG, assim definidas: a formação, a economia e a evangelização. Tudo isso foi tratado de modo sincero e aberto, buscando trabalhar em prol de uma harmonia maior na vida da União. Esperamos que isto nos conduza a uma ação ainda mais incisiva por parte do novo Conselho de Coordenação Geral e dos Conselhos de Coordenação Nacionais, uma vez que (como nos lembrou Pe. David), “o primeiro passo para a corresponsabilidade consiste em busca-la com coragem e humildade”.
            No terceiro dia os trabalhos da Assembleia prosseguiram com a eleição dos dez membros (dentre os quais três substitutos) que, junto com os três Superiores Gerais das comunidades fundadas por Pallotti, formam o novo CdCG. A missão deles é a de vigiar e levar em frente a vida da União durante o próximo triênio.
            Conforme o nosso costume, reunidos em oração em torno do altar de nosso santo fundador, na Igreja do Santíssimo Salvador em Roma, celebramos a missa de encerramento, que foi presidida pelo Secretário Geral, Pe. Rory Hanly.
            Queremos agradecer a todos aqueles que nos acompanharam durante todos estes dias através da oração, do sacrifício e do encorajamento. Obrigado por todo o bem realizado e pelo testemunho de serviço generoso prestado a toda carismática família palotina.
            Queremos concluir com as palavras do Papa Francisco, que ecoaram fortemente durante a Assembleia: “Procurem agir pessoalmente em vez de se limitarem a observar e criticar sentados o trabalho realizado pelos outros” (Discurso feito em Cesena, em 01 de outubro de 2017). É com este espírito que devemos caminhar. Queremos caminhar juntos como discípulos e missionários, protagonistas da missão de Jesus, seguindo os passos de São Vicente Pallotti que, por sua vez, seguiu de perto os passos do próprio Jesus Cristo.


Os membros da Vª Assembleia Geral Ordinária da UAC 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

Assembleia Eletiva - UAC Itaipu e Inicio do Oitavário da Epifania

No dia 06 de Janeiro de 2018, dia da Epifania do Senhor,  o grupo da UAC  de itaipu se reuniu em assembleia para um dia de retiro e eleição do novo Conselho Local.
A assembleia contou com a maioria dos membros da UAC, e seguiu o dia com um cronograma de orações, formação, almoço partilhado, adoração e a eleição.
Após a votação foram eleitos o novo conselho local de Itaipu, tendo como presidente Rita de Cássia, o vice Renato, Financeiro – Isabel, vice financeiro Vera, Secretária Kiki e para formação Leda. O diretor espiritual Pe. José Rodrigues.
Terminada a eleição, os membros seguiram para igreja, rezando o terço e dando início a Santa Missa de abertura do Oitavário da Epifania. Como já é tradição na Paróquia de São Sebastião de Itaipu, todos os anos celebramos o Oitavário, convidando padres das outras paróquias vizinhas para presidir as celebrações.
Que São Vicente Pallotti e a Beata Elisabeta Sanna intercedam pelo novo Conselho Local e que a UAC itaipu cresça ainda mais, atraindo mais fiéis e membros a conhecer o carisma e a espiritualidade Palotina vivendo em união.


Camille Santos

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Oração para pedir a bênção de Deus sobre a Va Assembléia Geral da União

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,
inflama nossos corações com  teu amor, o amor de Cristo.
Renova em cada um de nós o prodígio da tua misericórdia.
Abençoa a Assembléia Geral da União:
que pela força do teu Espírito, seja
uma profunda experiência de comunhão
contigo e entre nós,
de discernimento corresponsável,
de guia verdadeiramente evangélico,
para que, possamos servir com eficácia
o teu Reino na Igreja e no mundo.
Possa trazer frutos duradouros e concretos
na vida e na missão da União nestes nossos tempos,
segundo os desígnios do teu Coração.
Pedimos-te pelos méritos infinitos de Jesus Cristo,
pela infalível intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos,
e pelos méritos de São Vicente Pallotti,
da Beata Elisabetta Sanna e dos Beatos Josef Stanek e Josef Jankowski


Glória a Ti que em tudo tens poder de fazer muito mais do que podemos pedir ou pensar, segundo a força que já existe em nós (cf. Ef 3,20). Amém

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Apóstolos hoje - Novembro 2017

A MISSÃO PALOTINA NO PERÚ
A nossa vida está verdadeiramente animada por Deus? Quantas coisas anteponho a Deus, em cada dia?
(Papa Francisco)

No dia dez de fevereiro de dois mil e dezoito celebraremos quatro anos da missão palotina na província de Vilcashuamán, Ayacucho, Perú.
A chegada dos missionários palotinos se deu em um cenário de abandono, tanto dos templos como da vida de fé de muitos fiéis, que não podiam contar com a presença de sacerdotes para a celebração dos sacramentos e para os cuidados pastorais necessários para viverem e fortalecerem sua fé.
Os missionários não mediram esforços e começaram os trabalhos para reavivar e reacender a caridade. No início eram apenas três comunidades a serem atendidas, por conta da distância de uma para outra. Em pouco tempo, os palotinos já estavam atendendo toda a Província, que tem quase quatro mil quilômetros de extensão, contendo 8 distritos, com seus povoados.
Os desafios são enormes, mas os progressos já podem vistos e celebrados. O domínio do idioma, especialmente a língua nativa do povo dessa região, Quechua, foi no princípio uma grande dificuldade, mas com a graça de Deus e o auxílio do povo, ela foi superada. Hoje o idioma já não é problema. As celebrações e as visitas pastorais são realizadas em muitos povoados que não tinham visto a presença de um sacerdote. Foram inúmeros sacramentos celebrados e festas patronais realizadas em todos povoados.
A Paróquia, que não parecia ter vida, tem recebido a vitalidade da fé e da expressão religioso do povo. Hoje tem um novo rosto, com a presença dos jovens, crianças e famílias na missa. Um trabalho exigente, mas que produz bons frutos são os atendimentos aos colégios, com missas e palestras para a preparação dos sacramentos, assim como a formação dos valores humanos e religiosos.
As irmãs palotinas, Irmãs do Cenáculo, com o seu carisma deram uma nova expressão para essa missão. Elas apóiam todas as atividades pastorais da Paróquia. Outra presença importante é a das Irmãs Missionárias de Maria Imaculada: são irmãs mexicanas que exercem os trabalhos missionários em outra parte da nossa paróquia, especialmente na animação catequética e de fé de muitos povoados.
Deus tem abençoado a missão palotina, em terras peruanas, agraciando-a com um vocacionado, que já iniciou sua formação no postulado palotino, no Brasil. A missão está se desenvolvendo e crescendo, os missionários são conscientes que muito já foi feito, porém há muito mais para se fazer. Desta maneira, a gratidão é o sentimento que preenche o coração dos missionários por tantas pessoas que rezam e apóiam essa missão.
Pela intercessão de nosso fundador, São Vicente Pallotti, Deus abençoe a todos.

            Pe. Manoel Santana Vieira SAC,
            Peru.

Perguntas para reflexão pessoal e comunitária:
Quão forte é a nossa corresponsabilidade e compromisso prático para o sustento de projetos missionários no exterior?
De que forma estamos envolvidos em apoiar esses projetos com recursos financeiros e/ou pela oração? Existe algo mais a que somos chamados a realizar?

Como podemos viver e promover o sentido da corresponsabilidade missionária em nossa Família Palotina e na Igreja como um todo?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Apóstolos hoje - Outubro de 2017

O DIÁLOGO NO CAMPO DA ECONOMIA
A Economia é uma das Ciências Sociais que nos ajuda no correto funcionamento de um mundo desenvolvido segundo a vontade de Deus e o que resulta das palavras escritas na Bíblia, Gênesis (1,26): e Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, que reine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, sobre todos os animais selvagens e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra.”
Este é o mundo que recebemos como dom, desde a origem da criação, com a finalidade de uma correta gestão, ativa e cuidadosa. A administração ativa e cuidadosa (domínio) não é recomendada somente pelo Evangelho, mas também pela lei particular, estabelecida pelas nossas Congregações e ainda pela União, como foi enfatizado pelo Padre Friedrich Kretz SAC, na sua introdução ao texto sobre administração econômica da Sociedade.
Este “domínio” expresso na ciência econômica consiste no método e no uso de vários instrumentos para a “administração”, vale dizer uma gestão responsável, que cuida daquilo que nos foi dado e confiado.
Para poder cuidar conscientemente, da administração segundo a vontade de Deus, é necessário incluí-Lo neste diálogo, como Criador daquilo que nos foi dado como dom. O Diálogo na Economia, o diálogo de Deus, ocorre em diversos níveis: comunitário e pessoal. Este diálogo diz respeito a todos, pessoalmente, segundo a própria situação e condição. Este interessa ao proprietário, ao gerente, ao supervisor, ao funcionário e a quantos participam do fruto do próprio trabalho. Somos todos protagonistas no mesmo diálogo.
Deixamos a Economia global aos espertos deste mundo que, como nós, deverão ao final prestar contas da sua administração. (Lc 14, 25-33).
Continuando esta reflexão, quero partilhar a minha experiência pessoal de diálogo na área da Economia, a respeito do meu relacionamento com Deus, com outras pessoas e comigo mesmo; oferecerei algumas indicações, talvez até algumas sugestões, modelos que foram muito úteis para ajudar-me a permanecer ativamente comprometido neste diálogo.
A essência no início deste difícil diálogo com Deus, na gestão da propriedade, é um convite do próprio Deus de trabalhar, ganhar, economizar, gastar e administrar. O fruto deste convite é a libertação, dada por Deus mesmo: todos os bens pertencem a Ele e tem n’Ele o seu início. Colocar Deus em primeiro lugar – porque nem tudo depende exclusivamente das minhas capacidades pessoais, da educação, da minha descoberta, da necessidade de possuir e de criar um mundo à minha imagem antes da imagem d’Ele – é um ato de confiança que ao invés de dizer “Jesus, eu confio em mim”, dizer “ Jesus, eu confio em Ti”
Muito tempo passou antes de entender e aceitar tudo isto, que se tornou uma espécie de conversão, metanóia e libertação. Tal conversão provavelmente é mais difícil para os leigos, porque a vida deles é muito ligada às habilidades que possuem para adquirir tais bens; mas esta conversão é necessária também na vida consagrada para compreender a vontade de Deus, quanto a posse e administração desses bens materiais.
A consciência que aquilo que tenho não é meu, mas algo que recebi para administrar bem, muda a maneira de olhar o mundo, o trabalho, o ganhar, investir e conservar. É uma conversão que dá vida como dizem as Escrituras: “Convertei-vos e vivereis”. (Ez 18,32). Não é fácil adquirir tal consciência, cada dia exige conversão, oração, diálogo, dando uma “relação de gestão”, uma contínua renovação da amizade com Deus, ao qual tudo pertence.
São Vicente descobriu recursos econômicos pertencentes de modo exclusivo a nosso Senhor Jesus Cristo e como patrimônio dos seus pobres. (cf Lei SAC n. 26).
Na realização do meu trabalho, no meu diálogo cotidiano com Deus, procuro dar o meu tempo completamente a Deus, minhas capacidades, minhas decisões, meus colaboradores, funcionários, e as pessoas que encontro durante o dia, com o objetivo de ser um instrumento útil “na vinha do Senhor”
Na oração, junto a Deus, encontro as soluções dos problemas profissionais ou outras tarefas a mim confiadas. Às vezes a resposta vem imediatamente, mas com freqüência preciso de mais tempo para que meu coração seja aberto e pronto.
O melhor lugar e momento para falar destes temas ligados ao trabalho são na Sua presença no Santíssimo Sacramento ou no Sacramento da Penitência. Nestas duas realidades de Sua presença, a resposta às questões, que lhes dirijo, chega ao coração ou diretamente aos ouvidos. Muitas vezes confio meu trabalho e meus deveres profissionais a Deus, através dos Santos, mas sobretudo a São José operário.
Ó, São José, protetor de Jesus, esposo castíssimo de Maria, que passaste a vida no cumprimento perfeito do dever, sustentando com o trabalho manual a Sagrada Família de Nazaré, protege com bondade a nós todos que, confiantes, a ti nos dirigimos.Tu conheces as nossas aspirações, nossas angústias e nossas esperanças: e a ti recorremos, pois sabemos que tu nos compreendes e nos proteges. Também tu experimentaste a provação, a dificuldade, o cansaço; no entanto, mesmo em meio às preocupações da vida material, teu espírito repleto da mais profunda paz exultou de inefável alegria pela intimidade com o Filho de Deus, a ti confiado, e com Maria, sua dulcíssima Mãe. Permite que também nós compreendamos que não estamos sozinhos em nosso trabalho, mas saibamos descobrir Jesus ao nosso lado, acolhê-lo com a graça, guardá-lo fielmente como tu fizeste. E faze que em cada família, em cada ambiente, em cada laboratório, onde quer que um cristão trabalhe, tudo seja santificado pela caridade, paciência, justiça, pela busca do bem, a fim de que desçam em abundância os dons da predileção celeste. Amém       (Oração do Papa São João XXIII)
Confiar, descobrir e consentir que Deus nos guie, ajuda-nos a entrar em diálogo pessoal com Ele, às vezes nos permite avaliar uma situação econômica particular e, se necessário, de fazer escolhas concretas.
Propomos um exemplo particular.
Uma vez, contemplando os Mistérios Gozosos do Rosário fiquei impressionado com o fato que no próprio significado dos mesmos é possível encontrar uma resposta a respeito da oportunidade de escolher um particular serviço econômico e criar um estudo sobre sua “viabilidade”.
No início, antes de uma nova idéia de trabalho, de produção, projeto a ser realizado, deve-se seguir a lógica da Anunciação: um certo pensamento, a iniciativa de Deus, o chamado do Anjo: “Podes fazer”, ou “talvez isto pode ser importante fazer”. A Anunciação é um início exato do processo, a concepção de uma idéia, é o verdadeiro início. A Anunciação é também o pulsar das batidas do coração, uma “tempestade cerebral”, quando aparece uma “nova” idéia maravilhosa. Mas no Mistério da Anunciação há ainda muita incerteza, uma resposta ainda a ser dada: qualquer coisa acontecerá? O que será? É realmente a vontade de Deus?
O próximo passo é fazer uma outra avaliação, para procurar reduzir o risco e ver se a nossa idéia é original, única e inovativa, porque somente tal característica e o modo de agir a nossa idéia podem garantir seu futuro sucesso (e mostrar se verdadeiramente é “inspiração de Deus”). É importante confrontar nosso projeto, com aquilo que já está no mercado, para ver se há algo semelhante a nossa idéia. Com freqüência há muitos produtos semelhantes, mas somente alguns tem sucesso. A visita de Maria a Elizabete confirmou que o filho era o Messias. O filho de Elisabete mostrou de ser “profeta”, indicando e revelando no filho de Maria, o “Messias” prometido, “Consagrado do Senhor”.
Caso a sua idéia é “inspiração de Deus”, pode cantar o Magnificat e acolhê-la como um instrumento nas mãos do Pai, para ajudar a “salvar o mundo”. Se diz que se trata de um “profeta”, a decisão de dar-lhe vida recai sobre você, mas a possibilidade de sucesso pode ser muito mais difícil de alcançar.
Vamos ao Mistério do “Nascimento”, um nascimento no qual a idéia se torna realidade e completa o plano da criação de Deus. Este Mistério se pode meditar depois, da revelação aos pastores, a Epifania do “Nascimento” e assim por diante, como sugere o Senhor. O nível do detalhe deste projeto pode ser elaborado no decorrer do diálogo, que inicia onde e quando Deus é convidado.
No Mistério da “Apresentação do Senhor”, somos convidados a entregar a Deus, aquilo que já, a Ele, pertence. Meditando este Mistério, procuro às vezes compreender a natureza da ação de Deus em mim, que trouxe a realização da idéia, para colocar tudo novamente sob os seus cuidados. Nesta oferta há também uma dimensão pública, que inclui a promoção, o marketing e todas as suas conseqüências.
No Mistério do “Encontro de Jesus no templo”, nos encontramos diante do problema da sustentabilidade do produto. Se o produto ficou no mercado por doze anos e continuamos a encontrá-lo na economia divina que cria e desenvolve o mundo, (mesmo que seja uma coisa pequena, visto que não sabemos quem e o que nos orientará no futuro) significa que conseguimos o equilíbrio, no campo econômico e no campo de Deus, ao mesmo tempo.
Em outros Mistérios do Rosário podemos encontrar outras conexões, comparações e sugestões, mas deixo isto para a meditação pessoal.
Um exemplo de conexão entre a oração e reflexão dos Mistérios do Rosário, na abertura ao diálogo na economia da vida cotidiana, é uma atitude que, talvez, não seja a melhor, mas que mostra a possibilidade de procurar e encontrar um espaço de diálogo econômico numa esfera exclusivamente ligada ao contato com Deus.
O diálogo leva sempre a cooperação, a esta “cooperação santa”, e não somente com Deus, mas também com as pessoas que convidamos a colaborar.
A finalidade de cada diálogo é sempre a de compreender melhor a outra pessoa, a sua fé e aprofundar a compreensão da própria fé, no ser apóstolo onde Deus nos envia.

Perguntas para reflexão pessoal e comunitária:
1.     Ter consciência e o sentido de responsabilidade que toda a minha vida (compreendendo o dinheiro e as finanças na vida cotidiana) e todas as ações constituem minha participação ao plano da criação de Deus para o mundo?
2.     O meu diálogo com Deus envolve também a questão da minha vida cotidiana, do trabalho, da gestão dos bens?
3.     Qual é minha responsabilidade no local onde trabalho e com as pessoas com os quais trabalho? Rezo pelos meus chefes, funcionários, colaboradores e superiores?

                                            Marek Kalka,
UAC Polônia

sábado, 21 de outubro de 2017

Apóstolos Hoje, Setembro de 2017

“DIÁLOGO, UM CAMINHO QUE NOS LEVA A NÓS MESMOS, A DEUS E AO OUTRO.”

      
Há diversos tipos de diálogo, mas me deterei apenas em dois, que julgo serem a base para os demais.
üO diálogo interior: É o mais exigente. Ele é um processo necessário para o crescimento do ser humano em sua consistência. É neste diálogo interior que se manifesta o mundo das relações conscientes e inconscientes do humano e do divino.
üO diálogo exterior: É com tudo aquilo que se adiciona à nossa existência, da parte de fora de nós mesmos, criando desejos nem sempre são necessários à nossa existência, mas ambos são pertinentes entre si; pois a comunhão dos dois favorece a construção sólida da identidade da pessoa e do mundo em que se vive.
       Para a nossa família Palotina, tal diálogo é, ou ao menos deveria ser, fruto de uma experiência anterior, pois a pedagogia de Pallotti nos remete ao Cenáculo onde se aprende e somos capacitados para o apostolado universal. Pela falta de uma tão profunda experiência pessoal do Cenáculo e do seu poder transformador vem à luz nosso limite como pessoas, com a correspondente limitação ao apostolado.
       Uma ação apostólica efetiva requer  a compreensão e valorização de  si e do mundo em que nosso apostolado é realizado, uma compreensão do emissor e do receptor da mensagem da pessoa e da cultura.
“O diálogo, um caminho que nos leva a nós mesmos, a Deus e ao outro.”
       No episódio de Pentecostes, todos compreendiam o que os apóstolos falavam (Atos 2,8), todos entendiam a mensagem de salvação apesar de serem pessoas de línguas e culturas diferentes. Aquele diálogo gerou a comunhão entre pessoas e culturas.
A cultura de hoje continuamente nos influencia a nos tornar cada vez mais consumidores de coisas e idéias. Até mesmo uma simples propaganda de um chocolate tem o poder de provocar em mim esta pergunta: isto é necessário neste momento para mim? Da mesma forma acontece em relação a muitas outras coisas, que são desnecessárias para sermos felizes. Para muitos, o ter é mais importante que o ser.
       O diálogo externo fabricado pela ganância de poucos tem causado a carência, a pobreza, a falta de um sentido profundo interior do coração humano. Por isso, há mais interesse de conhecer o diferente, porque não se conhece a riqueza do próprio interior (conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará - Jo 8,32).
       As pessoas às quais desde muito cedo foi oferecido um espaço de diálogo, não terão dificuldades de experimentar e manifestar ao mundo externo a consistência do seu mundo interior.
“O diálogo, um caminho que nos leva a nós mesmos, a Deus e ao outro.”
       Em todos os povos a família é central na formação da pessoa, com a riqueza e as imperfeições de cada membro. O diálogo entre os membros inclui a interação entre as gerações e possibilita desta maneira a transmissão de uma duradoura identidade com as devidas características de seu grupo cultural e social.
       As culturas que foram evangelizadas pelos cristãos, logo encontraram na tradição cristã-apostólica uma compreensão do evento salvífico pelas palavras de Cristo após sua morte. Fiéis ao mandamento de Jesus, os apóstolos levaram a mensagem de salvação a todos os povos, pelo diálogo, acompanhado por sinais dos efeitos do anúncio evangélico nos corações dos ouvintes da Palavra. (Ide pelo mundo afora e pregai o evangelho a todas as nações; Mt 28,19, Mc 16,15).
       A vida na modernidade tornou o encontro consigo, com o outro e com Deus muito mais difícil. Há muitas conversas, muito conhecimento do mundo exterior, mas há muito vazio no interior das pessoas. Somos quase forçados a sermos espertos no conhecimento de coisas. No que se refere ao ser humano em si, parece que cada vez mais desconhecemos o poder da nossa natureza. Os encontros com outros muitas vezes tem revelado a inconsistência do ser humano.
       O diálogo de Jesus com os discípulos a caminho de Emaús é um modelo maravilhoso de encontro que leva à vida nova. Jesus começou fazendo-lhes uma simples pergunta a respeito daquilo que estavam conversando, deu-lhes a oportunidade de expressarem tudo o que lhes estava pesando no coração a respeito da situação atual. Somente depois de os escutar atentamente, compreendendo a profundidade de sua dor e angústia, Ele lhes dirigiu uma palavra, capaz de gerar vida e provocar mundança de vida, uma palavra que tinha o poder de penetrar, aliviar seu desespero e desafiá-los a olhar sua situação e sua vida com olhos novos, abertos à esperança que vem do Evangelho. Somente mais tarde, depois que o Senhor lhes abriu plenamente os olhos, eles reconheceram o poder misterioso do diálogo e o efeito que este provocou dentro deles: “Não se nos abrasava o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (Lc 24,32). Foi através do aprender e escutar de novo, com ouvidos e olhos novos, que seus corações foram transformados, que foram reconfirmados como discípulos Daquele que doou sua vida por eles, tornando-se testemunhas e presença de sua vida ressuscitada.
“O diálogo, um caminho que nos leva a nós mesmos, a Deus e ao outro.”
       O diálogo com autoridades tem-se mostrado frequentemente infrutífero e não gerador de comunhão, com pouca compatibilidade de pensamentos. Parece que temos homens e mulheres infantis em suas relações. A crise do ser humano se instalou pela crise de autoridade; temos muitos autoritários, e poucas verdadeiras autoridades. Autoritarismo envolve a ausência de presença afetiva, pois é pelo afeto que adquirimos aquela maturidade de adulto, que é capaz de acolher o outro sem perder a sua identidade.
       No meu pensar vejo que seja urgente aprendermos a perceber, a explicar e a integrar em nossa praxe os verbos: sentir, ouvir e ver, pois estes verbos são os responsáveis para que haja diálogo autêntico e consistente entre as pessoas. A consciência do sentimento é base do diálogo interior. O que ouvimos é base do escutar, do saber abrir-se para outros valores. O que vemos, forma a base de nossa visão geral a respeito da totalidade que se manifesta na nossa existência e no mundo em que vivemos.
       No diálogo como instrumento para a libertação, há um princípio que usamos na nossa comunidade terapêutica, Mãe do Divino Amor, na recuperação de jovens masculinos dependentes químicos, que fazem residência em nossa casa. “As doenças que atingem a alma, entram pelos sentimentos, pelo que ouvimos e pelo que vemos. A doença sai pela boca, ou seja, se não falamos o que sentimos, não há recuperação.
       Os dez anos desse apostolado caritativo a pessoas com dependências químicas e/ou afetivas em recuperação, tem nos mostrado que quanto mais se fala do que se sente, mais rápido se adquire ou readquire a sanidade da alma. Todo o processo terapêutico está baseado no amor.
       O amor cura: desintoxicação do corpo
       O amor salva: perseverança, quem perseverar será salvo do traficante, da morte, do julgamento, da criminalidade, culpas, rejeições etc...
       O amor liberta: conhecer o próprio mundo interior, perceber o que os levou a prisão dos afetos doentios e das drogas.
       O amor reconcilia: consigo mesmo, com Deus e com os outros, ou seja, faz a reparação do que se fez de desonesto.
       Vivendo com estes irmãos, identificamos que as causas que os levaram a tal sofrimento são inúmeras, mais a maior é a falta de diálogo. Tal falta de comunicação pelo diálogo afetivo, particularmente com aqueles tem autoridade em suas vidas, com os primeiros responsáveis, os tornaram frágeis, sujeitos a caírem na armadilha da dependência química e afetiva.
“O diálogo, um caminho que nos leva a nós mesmos, a Deus e ao outro.”
       Assim, o carisma de nosso Santo fundador São Vicente Pallotti, continua sendo uma luz para os homens e mulheres de hoje, como foi para as pessoas do seu tempo. Esta herança pertence a todos os Palotinos (Padres, Irmãos, Irmãs e Leigos).
Somos chamados a sermos luz para cada filho e filha de Deus, qualquer que seja a miséria ou sofrimento em que se encontre. Pois a graça do nosso batismo nos qualifica para tal fim. “Cada um que se arma do sinal salutar da santa cruz, pode estar certo de fazer tudo aquilo que é da maior glória de Deus e para bem da própria alma e da alma do outro.” (Cf. OOCC III. 449-450).
Em Amoris Laetitia, o Santo Padre, Papa Francisco diz: a pessoa que ama é capaz de dizer palavras de incentivo, que reconfortam, fortalecem, consolam, estimulam. Por exemplo, aqui são algumas palavras que Jesus Cristo  dizia para as pessoas: “coragem filho, teus pecados estão perdoados” (Mt 9,2). “Vai em paz” (Lc 7,50). Não tenhas medo! (Mt 14,27). (Amoris Laetitia N°100).
Todas estas palavras deveriam ser divididas, nas nossas famílias e comunidades, onde o fraco se torna forte, o medroso toma coragem, o pecador alcança a santidade.
Em resumo: O diálogo é uma porta que nos leva ao conhecimento do mistério humano e divino.

Perguntas:
  1. Que diálogo temos com o nosso mundo interior; o que não quero ver e por quê?
  2. O nosso apostolado tem revelado o carisma palotino aos pobres de hoje?
  3. Que tipo de dependência temos que nos impede de sermos a imagem e semelhança de Deus amor, a nós mesmos e a outros?

                                                  Fr. José Orlando de Carvalho da Cruz, SAC.

                                                  Brazil

domingo, 27 de agosto de 2017

Apóstolos Hoje Agosto de 2017

DIÁLOGO EM FAMÍLIA
A família se compõe e se fundamenta no diálogo, feito de pequenas situações, todas importantes e significativas: os gestos mais simples, as atenções, as gentilezas, adisputa para servir uns aos outros, mas sobretudo nutrir sem se cansar, a sintonia entre as pessoas.
Acreditamos que duas coisas são particularmente importantes: a reciprocidade e a perseverança. Mas quem pode fazer esses dons se não a Graça?
A Sagrada Família é o exemplo que Jesus nos oferece. Ele no centro da família, não como uma criança que atrai a atenção como tal, talvez até sujeita a algum “vício”, amorosamente aceita pelos pais, assim como o “sagrado” entre eles.
Ao redor de Jesus há um primeiro mistério que envolveu os pais, desde a anunciação: o diálogo entre Maria e José foi nutrido pela fé em Deus que sustentou todos e os acompanhou sempre. Deus foi a “garantia” daquela família.
Mesmo o momento do nascimento foi incomum, mas
os simples e os estrangeiros estavam alí para acolhê-los, criança e pais.
Quanto terão falado entre eles José e Maria? Quantas perguntas foram feitas sobre os acontecimentos e o seu futuro? Jesus certamente não criou as bases para um futuro simples e planejável... talvez nem pensassem nisto... a Providência foi a luz que os conduziu.
Também hoje a Providência trabalha, mas lhe damos espaço? Em família nós nos questionamos para entender como acontecem coisas inesperadas e o que Jesus quer dizer com este modo de agir? A contemplação, quando é partilhada, é uma maneira diferente de dialogar... diante do sagrado há a contemplação.  
Uma amiga que conhecemos foi atingida por uma grave e rara doença, seu marido, sendo médico, obviamente estava muito preocupado. Após as primeiras terapias fomos visitá-los e nos disseram que encontraram tanto sofrimento, e que ficaram impressionados com a doçura e serenidade com a qual outras famílias enfrentavam as mesmas situações de dor, simplesmente dialogando e agindo com ternura. Simplesmente nos disseram: “isto foi para nós o maior ensinamento”. Ter olhos para perceber que Jesus te fala através das situações e contemplá-Lo juntos é um nível de diálogo muito profundo, talvez um dom.
A vida hoje é mutas vezes agitada e parece que o tempo nunca é suficiente. É verdade, em parte, mas o diálogo do casal é algo que se constrói no decorrer dos anos... é uma condição essencial que se adquire com a graça e que deve ser alimentada todos os dias, com a criatividade diante de cada situação.
Nós pais, ou nós adultos em geral, temos também a oportunidade de educar-nos à contemplação e à comunicação profunda também os menores. Envolvê-los num ambiente onde se vive deste modo, sem a presunção que tudo se torne perfeito. De fato, nós e nossos filhos somos acompanhados pela nossa humanidade, mas sabemos que os nossos limites são superados pelo Amor de Jesus.
Não é fácil manter vivo o diálogo com os filhos, sobretudo na fase do crescimento, mas esperimentamos sem desanimar diante do silêncio ou dos contrastes. Faziam parte do “pacote”, por assim dizer, mas eles depois, de superada a adolescência, reconheceram nossa firmeza e compreederam a importância do diálogo sobretudo nos momentos mais difícies.
Entendemos na nossa vida de família no interno da família palotina a importância de amar o outro dispondo-nos à escuta, ao diálogo autêntico, livres de julgamentos e desinteressados. Compreender e entender as razões do outro quem quer que seja para poder viver a diversidade como riqueza e isto podemos fazer sempre, onde quer que estejamos e em qualquer situação.

DE SÃO VICENTE PALLOTTI:
“...cada um imaginando de encontrar-se na Casa de Nazaré como se fizesse parte da Sagrada Família do Homem-Deus se compromete a viver com aquela humildade, submissão, simplicidade, e proveito que pode imaginar, que teria praticado, e promovido se realmente se tivesse encontrado vivendo com Jesus, Maria e José” (OOCC II, 104).

REFLEXÕES:
Sentimos a necessidade e a alegria de partilhar nossas experiências?
Quanto tempo dedicamos ao diálogo na família/comunidade?
Quando nos confrontamos procuramos convencer ou compreender o outro, as suas razões e as suas experiências?
Nossa atitude com o externo coloca os outros à vontade criando um clima de confiança e tranquilidade ou, inadvertidamente levantamos um véu de separação diante daqueles que tem opinão diferente?
Como reagimos diante a partilha de um sofrimento? É mais fácil alegrar-se junto ou enfrentar uma dificuldade?
            Rosa Colucci e Giuseppe del Coiro,

            Roma.