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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Escolha do Procurador, do Ecônomo e do Secretário Gerais

Hoje (sábado, 9 de outubro) a Missa da manhã foi celebra nos vários grupos lingüísticos. Todos rezaram na intenção da escolha do Procurador, do Ecônomo e do Secretário Gerais.


Antes de começar a eleição, nosso Superior Geral, Pe. Jacob Nampudakam, fez uma reflexão, lembrando que “o corpo é um organismo vivo formado por muitos membros e os diversos membros unidos formam um único corpo, dando-lhe vida. Essa imagem deve acompanhar a reflexão sobre os membros do Conselho Geral, que deve ser um “team”.


Com grande maioria dos votos foram escolhidos os seguintes coirmãos: Pe. Vitaliy Gorbatykh da Ucrânia (WA) como Procurador Geral; Pe. Gerald Dwyer da Irlanda (IR) como Ecônomo Geral e Pe. Markus Reck da Suíça (CH) como Secretário Geral.

Em seguida continuou-se a reflexão sobre as moções entre SAC e UAC. Pe. Francesco Todisco fez uma breve introdução sobre as moções, explicando-as. Algumas moções mostram que, em algumas entidades, percebe-se a falta de clareza em relação entre a SAC e a UAC. Em votação a Assembléia aceitou algumas diretivas para o futuro.

À tarde Pe. Franesco Todisco apresentou, de forma detalhada e interessada, a história do processo de beatificação e canonização de São Vicente Pallotti. No plenário estavam presentes não só os Delegados, mas também membros da UAC para juntos prepararem a celebração de jubileu de 50 anos da canonização do Nosso Fundador. O jubileu vai ser no ano de 2013. Pe. Todisco apresentou várias possibilidades de como esse Jubileu pode ser celebrado em nível internacional. A partilha e as sugestões que surgiram no plenário foram muito vivas e enriquecedoras.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Novo Superior Geral da Sociedade do Apostolado Católico

O Dia 4 de outubro será uma data marcante na historia da Sociedade do Apostolado Católico, esse é um dia importante no qual os Delegados da XX Assembléia Geral escolheram, pela primeira vez em sua historia, uma pessoa da Índia como sucessor do Fundador, São Vicente Pallotte.


 Exatamente as 09h30minh realizaram-se a eleição histórica, quando a Assembléia escolheu o Pe. Jacob Nampudakam como o novo Superior Geral da Sociedade. Este é um momento muito alegre para a história dos Palotinos na Índia, que começou no ano de 1951 com a chegada dos primeiros missionários da província do Coração de Jesus (Friedberg) da Alemanha. Vale a pena lembrar, que os Palotinos criaram uma província na Índia em 1989. Em  2010 essa província foi transformada em três entidades, com sede em Nagpur, Bangalore e Raipur.


Pe. Jacob Nampudakam nasceu no dia 10 de agosto 1955 em Ayyampara, Kerala, Índia. É membro da Província Epifánia do Senhor em Nagpur. Sua Ordenação sacerdotal foi em 1981, depois de terminar os estudos teológicos no seminário St. Charles em Nagpur, Índia. Depois da ordenação Pe. Jacob trabalhou como diretor espiritual, mestre dos novicios, diretor do Centro de Animação Palotina, Secretário Geral e Conselheiro Geral. Nos últimos 12 anos foi também Secretário Geral para Formação. Pe. Jacob Nampudakam é mestre em filosofia e espiritualidade, estudou psicologia na Universidade Gregoriana em Roma.



Pe. Jacob Nampudakam tomou posse de Superior Geral durante uma celebração na capela do Divino Mestre em Ariccia, Roma. Dentro da celebração com a presença do Procurador Geral Pe. Karl Heinena e os moderadores da Assembléia Pe. Mathew Panakal e Aleksander Pietrzyk e todos  os Delegados, o  novo Geral fez sua profissão de fé.


Pe. Jacob Nampudakam é o 19º Superior geral da Sociedade do Apostolado Católico. Como Superior Geral Pe. Jacob deseja continuar a obra de crescimento da Sociedade e toda família palotina no  espírito de colaboração e carisma do Fundador, são Vicente Pallotti. Formação e missão são os principais campos no qual deseja trabalhar o novo Superior Geral.
Desejamos ao Pe. Jacob, novo Superior Geral, as benção de Deus e que são Vicente Pallotti interceda em realização das tarefas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Retiro

No segundo dia da XX Assembléia Geral os Delgados participaram do retiro. Na parte da manha a meditação sobre o tema principal da Assembléia, pregou o Pe. Professor Franciszek Mickiewicz SAC.
Padre Franciszek é membro da província polonesa e professor da Universidade de Cardeal Stefan Wyszynski em Varsóvia, é autor de numerosas publicações de teologia bíblica e poema sobre a vida de são Vicente Pallotti (Uma vida não basta). Ele fez reflexão sobre o tema: “Os apóstolos de Cristo no mundo que sofre as transformações”.
Segundo relato do Evangelho segundo são Marcos (Mk 3, 13 – 15) os apóstolos foram escolhidos para estar com Jesus, pregar a Boa Nova e curar doentes e possuídos. A Tarefa dos Apóstolos foi transferida para as outras pessoas que em algo concreto e lugar definitivo, devem ser o apóstolo e a testemunha de Jesus Cristo.
O Pregador lembrou que é óbvio para todos que no apostolado e na evangelização devemos empregar todas as conquistas da civilização contemporânea para reavivar a fé e reascender a caridade entre os cristãos.

A Adoração comunitária na frente Jesus Eucarístico permitiu uma profunda meditação sobre tema da Assembléia.

Reavivar a fé e reacender a caridade. Apóstolos de Jesus no mundo que muda

Na segunda-feira dia 20 de setembro na Casa de Retiros “Casa Divin Maestro” em Ariccia perto de Roma começou a XX Assembléia Geral da Sociedade do Apostolado Católico.
63 Delegados representam todas as províncias e regiões do mundo palotino que até dia 15 de outubro irão refletir sobre o futuro da Sociedade e irão escolher o novo Conselho Geral. A Assembléia tem como tema frase: “Reavivar a fé e reacender a caridade. Apóstolos de Jesus no mundo que muda” abriu o Superior Geral Pe. Friedrich Kretz.
“Desejo que todos participem com grande atividade para a Sociedade e União do Apostolado Católico, para que com entusiasmo contribuam na construção do futuro da SAC e UAC” falou o Padre Geral. Na Missa de abertura da Assembléia participaram também as irmãs palotinas que foram representadas pelas Superioras Geral Ir. Serena Cambiaghi CSAC e Ir. Izabela Świerad SAC.

Falando para os palotinos Pe. Kretz destacou que “agora, na Assembléia Geral, aqui no Centro “Divino Maestro” em Ariccia nós somos convidados e desafiados para entrar no Cenáculo. (...) Cenáculo é um “empreendimento” arriscado. Ele esconde em si um risco. O risco da mudança, da transformação em vida nova, até agora desconhecida”. “Nós palotinos podemos responder aos sinais do tempo com todos os meios possíveis, em todos os modos possíveis, em todos os possíveis lugares. Que admirável pressuposto este de estar presentes num mundo, onde a “mudança” é uma marca registrada!” “Que Deus derrame o seu Espírito também sobre nós, para que a visão, que Pallotti teve do “nosso jeito de ser Igreja”, se realize em nós e também por meio de nós” desejou Pe. Kretz.


No primeiro dia da Assembléia os Delegados reuniram-se em cinco grupos lingüísticos para escolher seus representantes que serão os membros das Comissões.

XX Assembléia Geral da Sociedade do Apostolado Católico

No dia 20 de setembro na “Casa Divino Mestre” em Aricci, uma Casa de Retiros e Centro de Congressos da Família dos Paulinos, fora das portas de Roma, nos Montes Albanos, começou a XX Assembléia Geral da Sociedade do Apostolado Católico (Padres Palotinos).O Objetivo principal da Assembléia é colocar metas de ação para os próximos seis anos. Neste tempo, no ano 2013 vai ser realizado o jubileu de ouro da canonização do fundador da congregação São Vicente Pallotti.  Será eleito também o novo Conselho Geral.


Cada Assembléia Geral em qualquer congregação é um evento importante em sua história, evento que deveria dar um forte impulso para ir mais adiante. Deveria ser um novo começo. Por isso o Conselho Geral escolher como tema a frase do evangelho de são João “Como o Pai me enviou também eu vos envio(Jo 20,21). O Tema proposto é: “Reavivar a fé e reacender a caridade: Apóstolos de Jesus no mundo que muda”. “Reavivar a fé e reacender a caridade” era a fonte, o motor e o objetivo da espiritualidade do nosso Fundador, da sua visão da Igreja e de todos os seus empreendimentos apostólicos. São Vicente Pallotti desejou usar todas as possibilidades e os meios do seu tempo ele lhes respondeu.


Assembléia Geral é suprema autoridade na Sociedade, nela participam 63 padres e irmãos que representam quase 2400 palotinos que trabalham em todos os continentes. A Assembléia é presidida pelo atual superior geral Pe. Friedrich Kretz. Anterior dele Dom Seamus Freeman, que vai participar da Assembléia nos dias que vão tratar sobre a União do Apostolado Católico, que é principal obra de são Vicente Pallotte. No inicio da Assembléia vai ter um dia de retiro pregado pelo bispo palotino Dom Henryk Hoser, arcebispo de Varsóvia Praga na Polônia.


Os Palotinos que trabalham na America Latina (Brasil, Uruguai, Argentina) são representados por nove membros da Sociedade.


A Assembléia vai terminar no dia 15 de outubro. O Trabalho é realizado em cinco línguas oficiais da Sociedade: Italiano, inglês, alemão, polonês e português. O Mais novo membro da Assembléia tem 35 anos, mais velho 75, a media da idade de todos participantes da Assembléia é 51 anos.Os Trabalhos da Assembléia podem ser acompanhados no site http://www.sac.info/2010.

A Sociedade do Apostolado Católico é uma comunidade internacional de padres e irmãos, fundada pelo sacerdote romano Vicente Pallotti (1795-1850). Do nome do fundador deriva o nome popular “palotinos”. O título oficial em língua latina é “Societas Apostolatus Cattolici”. As iniciais do título latino formam a abreviação “SAC” que se acrescenta ao nome dos “Palotinos”. A Sociedade foi fundada em Roma no ano de 1835. Atualmente conta com quase 2400 membros em todo o mundo, que vivem em mais ou menos 300 Comunidades Locais, espalhadas em 40 países em todos os continentes. Segundo o número de membros os Palotinos ocupam o 17° lugar entre as comunidades religiosas masculinas da Igreja. Da Sociedade fazem parte sacerdotes e irmãos que, por toda a vida, prometem à mesma: castidade, pobreza, obediência, perseverança, comunhão de bens e espírito de serviço. O lema da Sociedade são as palavras do Apóstolo São Paulo: “Caritas Christi urget nos” (A caridade de Cristo nos impele). A padroeira da Sociedade é Maria, Rainha dos Apóstolos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ordenação

SOCIEDADE DO APOSTOLADO CATÓLICO

Região Mãe da Misericórdia


A família Palotina junto com a família Guilherme convidam para participar da celebração da Ordem ao presbiterato do Diácono Juliano Guilherme da Silva SAC que será presidida pelo Excelentíssimo Sr. Bispo Aux. Dom Roberto da Arquidiocese de Niterói.       



No dia 31 de Julho de 2010 no ano do Senhor

às 09:00 horas na Paróquia de São Sebastião – Itaipu, Niterói, RJ

Sua presença e oração será motivo de grande alegria a nós Igreja de Cristo!



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A vocação e missão dos irmãos na Sociedade do Apostolado Católico

Eu, Ir. Stephen Buckley, palotino, membro da Província Mãe do Divino Amor (Província Irlandesa), o mais novo membro do Secretariado Geral para a Formação, saúdo a todos os leitores do Boletim Belém.

O nosso Padre Geral, Friedrich Kretz SAC, juntamente com seu Conselho, preocupado com a situação dos irmãos, com sua missão e formação na Sociedade do Apostolado Católico, pediu-me para que participasse do Secretariado Geral para a Formação.

O impulso para uma nova iniciativa em favor dos irmãos nasceu em 2007, no Secretariado Geral para a Formação, que promoveu um encontro de formação para os irmãos, com a aprovação do Conselho Geral no verão de 2008 e 2009, no Centro Internacional de Formação Palotina – Cenáculo – na Via Giuseppe Ferrari.O primeiro encontro sobre a formação permanente aconteceu em julho de 2008. O segundo encontro aconteceu entre os dias 25 a 31 de julho deste ano. Trinta pessoas entre irmãos, assessores e intérpretes participaram do encontro.

A finalidade deste encontro foi para colher propostas e sugestões concretas, para que o Secretariado possa preparar um programa formativo para os irmãos da Sociedade, inserindo-o como suplemento na Ratio Institutionis, após aprovação do Conselho Geral.
Graças às sugestões e propostas feitas pelos irmãos, foi possível focar-se vários aspectos da formação: a história dos irmãos da nossa Sociedade; os irmãos no projeto apostólico de São Vicente Pallotti e na Igreja de hoje; a atual situação dos irmãos na SAC; a formação missionária dos irmãos: novos desafios e possibilidades; a formação dos irmãos segundo a Ratio Institutionis e a formação permanente dos irmãos na SAC. O horário proporcionou equilíbrio entre trabalho, oração e tempo livre. Todos os principais grupos linguísticos tiveram a oportunidade de animar a liturgia conforme o programa. A recreação comum, que tem um papel importante nos encontros internacionais, permitiu aos participantes maior integração. Foi dedicado um dia também para percorrermos os passos de São Vicente Pallotti. Os padres Kupka e Stawicki conseguiram despertar nos participantes, o interesse pela história e pela vida de nosso santo Fundador. O grupo visitou ainda a Casa Geral das Irmãs Missionárias Palotinas. Desde o primeiro encontro de 2008, elas acolheram com muita alegria os participantes do encontro. Na ocasião da nossa visita, pudemos encontrar irmãs de diversas regiões do mundo, que também estavam em Roma para participar de um curso promovido pelo Conselho Geral delas.
A parte final do nosso encontro foi destinada à definição das várias propostas que surgiram nas discussões feitas nos grupos nos dias anteriores, a saber:
1. Publicar no site palotino temas referentes aos irmãos;
2. Proporcionar nas províncias/Regiões cursos para os irmãos;
3. Encorajar as Unidades Palotinas na África e na Índia, para que promovam a vocação dos irmãos.
“Onde existe vontade...”
Conforme nossa história, São Vicente Pallotti não só acolheu como encorajou a vocação dos irmãos. Por isso, nós palotinos somos também chamados a ser uma comunidade com variedade de vocações, e, como tal, somos um símbolo vivo na fundação da União do Apostolado Católico. Todavia, a nossa história mostra que a consciência e a promoção da vocação, do papel e da missão dos irmãos, foram marcadas por dificuldades e incompreensões. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, na nossa Sociedade, a queda no número dos irmãos tem sido constante. Pesquisando sobre a celebração do centenário da fundação das quatro primeiras Províncias da Sociedade (9 de setembro de 1909 a 2009), descobri que somente a província alemã tinha mais irmãos (155) do que toda a Sociedade possui na atualidade (143). Os sucessivos Regimes Gerais tomaram conhecimento desta tendência e já examinaram e continuarão examinando a situação dos mesmos.
Os dois encontros internacionais, com suas conclusões e a preparação de um programa formativo prático, são um contributo para o Secretariado Geral para a Formação. O senso de responsabilidade para a promoção da vocação e da missão dos irmãos deve começar pelas raízes da nossa Sociedade: Províncias/Regiões; Comunidades Locais e de cada membro. A vontade de fazê-lo, creio que existe. É preciso, porém, que cada um encontre o seu modo de encorajar, sustentar e promover a vocação e a missão dos irmãos da nossa Sociedade.
Ir. Stephen Buckley, SAC

terça-feira, 14 de julho de 2009

CARISMA PALOTINO

Introduçăo

Começamos este breve estudo sobre o carisma palotino. Dizemos breve porque não pode ser exaustivo. Deixará, portanto, o leitor e o próprio autor com mais interrogações e com maior frustração. O estudo do carisma palotino é um assunto profundo e sério e não pode ser tratado de modo superficial. Tento expor aqui a vivência de sessenta anos de vida palotina, o que experimentei, o que vi e observei, ouvi e li, mas sobretudo o que eu observei em nossos membros leigos. Não apenas nos Padres, Irmãos e Irmãs e membros professos, mas também em nossos fiéis, isto é, em todos os que, por diversas circunstâncias, estiveram sob a influência deste carisma apostólico como membros de nossas instituições, movimentos, escolas, etc.. Perguntamos a eles o que pensam de nós, como nos vêem, que experiências tiveram, etc..Observaçăo metodológica

O carisma em geral pertence ao mistério da Redenção. Por isso jamais poderemos conhecê-lo plenamente, com exceção da sua existência, que conhecemos através da fé. Por ser um mistério da graça de Deus, não podemos formar dele conceitos completos, definidos, claros, como fazemos noutras ciências. Podemos elaborar conceitos através de comparações, de parábolas, de semelhanças (luz, vida, força, energia, etc.). Também podemos ter uma certa idéia do carisma através de experiências místicas, as quais, porém, são intransmissíveis, visto que o nosso léxico não tem palavras para fazê-lo com exatidão. Pode também haver intuições do carisma através de caminhos desconhecidos. A conclusão é esta: é praticamente impossível discernir plenamente o carisma através dos efeitos somente. Tudo isso é, pois, uma tarefa incompleta que pode ser completada com posteriores conhecimentos e experiências. Com estas advertências nos propomos investigar o carisma.
Aproximação geral do carisma
Carisma relaciona-se com caro. E caro, como adjetivo, significa que algo ou alguém tem um preço elevado ou nos é precioso. Costumamos dizer ‘caro amigo’. Com isso queremos dizer que ele é valioso e precioso para nós. A definição de carisma é deficiente: dom outorgado gratuitamente por Deus a uma criatura (se é dom, subentende-se que é gratuito). É-nos mais fácil recorrer a definições negativas, isto é, que dizem mais o que não é do que o que é. Manifestamente, as definições negativas não satisfazem. Costuma-se também usar a categoria do modo: modo ou maneira de ser Igreja. Isso é verdade, mas reduz o carisma a um fator acidental, isto é, ao que é modal, quando, em si mesmo, é uma essência ou substância real.
Carisma e identidade da pessoa, da Igreja, das igrejas e das comunidades

A identidade de cada pessoa e de cada coisa é o meio necessário para conhecer a realidade em todos os campos em que devemos atuar, desde Deus até os elementos materiais. Estamos procurando averiguar cada vez mais profundamente nossa identidade palotina e por isso consideramos o carisma palotino como critério ou medida do que somos. Por isso o Vaticano II exorta voltar às fontes a fim de conhecer o verdadeiro rosto da própria Igreja. A problemática do Concílio tinha em vista esclarecer o que a Igreja pensava a respeito de si mesma. Daí a sua pergunta de fundo: Igreja, que dizes de ti mesma? Já o primeiro Concílio Ecumênico, o primeiro de Nicéia, celebrado em 325, indicou as notas essenciais da verdadeira Igreja de Cristo que se encontram no Credo Niceno: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. O Vaticano II quis ampliar este conhecimento e, conseqüentemente, determinou que cada parte constitutiva da Igreja fizesse o mesmo. Deviam fazê-lo as Igrejas particulares, as regionais (Medellín, Puebla, Santo Domingo), as locais, as paróquias, os institutos apostólicos, os movimentos...
A Igreja tem como seu Fundador nosso Senhor Jesus Cristo, o qual lhe deu os meios necessários para continuar a sua obra no tempo. “Felizes os que crerão em mim, sem ter-me visto...” Como afirma muito bem o mesmo Concílio, a Igreja é um mistério cuja natureza real entrevemos como a ponta de um recife que emerge da água. A Igreja emerge do mar da divindade. Podemos conhecer a sua parte emergente, mas também podemos mergulhar nesse mar da divindade para conhecer mais e melhor, usando bem, é claro, os meios idôneos para realizar esta operação. O próprio Senhor nos providencia estes elementos, com uma variedade infinita, razão por que nenhum deles chega a abarcar toda a verdade ou todas as dimensões do que está submerso.
Carisma e sobrenatural
O Concílio de Nicéia, ao dizer que Deus é Criador do mundo visível e invisível, afirma a existência de duas realidades, isto é, a natural e a sobrenatural. A primeira é aquela que conhecemos por meio dos sentidos e das faculdades morais e intelectuais, ao passo que a segunda supera toda dimensão natural. São duas realidades paralelas, independentes, mas que podem encontrar-se num mesmo ser. O próprio Deus é uma realidade natural e sobrenatural. Também o homem. O sobrenatural tem existência própria. No homem é constituído pelos dons, pelos meios que chamamos graça de Deus, por aquilo que não é devido à natureza humana ou a outra natureza criada ou criável. Deus, em sua infinita e incompreensível misericórdia, dá-nos participar do mundo sobrenatural, cuja porta de entrada é a Fé. Fé que é uma luz suficiente para ver obscuramente as realidades ocultas em Deus. Fé que é obscura, mas suficiente para levar-nos a um conhecimento cada vez mais pleno. Esta transição supõe etapas cujo ritmo é marcado pela resposta que vamos dando a essa graça.
Mergulhando no mar infinito de Deus, chegamos a um ponto que parece ser o início da vida sobrenatural para nós, seres humanos. Este ponto é a elevação da nossa natureza humana a uma altura incomensurável e incompreensível, isto é, tornando-nos participantes da natureza divina, o máximo permitido à nossa natural limitação. Esta participação torna-nos filhos adotivos de Deus e incorpora-nos em sua família com todos os direitos e deveres próprios de filhos... Mas esta relação coloca Deus também na posição de Pai e por isso com todos os deveres próprios de um pai para com o filho. Os dons divinos são incondicionais e subsistem sempre, apesar das nossas infidelidades e traições. Somos e seremos sempre seus filhos. “Se um filho pede a seu pai um pedaço de pão, dar-lhe-á ele uma pedra?.. Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai que está nos céus!” Por isso podemos ter a certeza de que Ele cumprirá sua paternidade, mesmo quando atuamos sem consciência dessa filiação ou inclusive quando somos infiéis às suas conseqüências e implicações.
Os carismas pertencem a esse mundo sobrenatural. Eles são o cume de todos os demais dons, virtudes, energias que reforçam nossa debilidade. “Tudo posso nAquele que me conforta”. Existem diferenças entre os diversos dons e graças. Os Carismas pertencem ao mistério infinito de Deus, algo, como diz São Vicente Pallotti, incompreensível, comparável a uma loucura, algo completamente insuperável para a nossa razão.
Carismas de Săo Vicente Palloti
Nesta altura rarefeita da realidade carismática estão os carismas de São Vicente Pallotti: os que são dele individualmente e os que são comunitários ou coletivos, isto é, dados a um órgão ou corpo na Igreja e dos quais brota a particular espiritualidade, que é o modo de ver, de contemplar parcialmente a infinita variedade do mundo sobrenatural. Aqui está nosso carisma particular como herdeiros de São Vicente Pallotti. Devemos exercitá-lo no apostolado com todas as conseqüências e dimensões que implica.
Carisma em nós

O carisma atua, influi, dimensiona e trabalha em nós, embora não tenhamos explícita consciência de sua existência ou atuação. Continuará assim enquanto não pusermos um obstáculo a sua realização e exercício. A posse deste carisma apostólico facilitará tudo o que difícil e fatigante. Esta é uma maneira de procurar captar ou iluminar essa verdade inefável. Existem muitas outras conclusões e aclarações que tornariam interminável qualquer tratado oral ou escrito. Não obstante isso, podemos e devemos avançar nesta direção, onde sempre encontraremos novas iluminações, novas luzes, novos motivos. Foi por isso, talvez, que São Vicente Pallotti nos disse, em seu leito de morte, que todos devemos ser fundadores, no sentido de discernir o genuíno e autêntico do que não o é. Os esforços do Fundador deram como resultado a experiência mística da visão apostólica da Igreja e da fundação da pequena União do Apostolado Católico à qual somos chamados e na qual estamos integrados, apesar de nossa ignorância e outras deficiências nossas.
Tenhamos em conta que, além das virtudes teologais e morais, infundidas em nós junto com a filiação divina e que nos capacitam a atuar na ordem sobrenatural, Deus nos infunde também os dons do Espírito Santo que à capacidade de atuar acrescentam a facilidade. Os carismas particulares pertencem à ordem dos dons do Espírito Santo, dados, porém, para benefício e bem dos demais, sem deixar por isso de beneficiar quem os recebe.
Faltar-nos-ia identificar mais claramente a dimensão de nossa espiritualidade, mas, embora sem este conhecimento mais cabal e completo, podemos estar seguros de possuir o carisma. Embora não tenhamos plena consciência desta posse, nós o vamos realizando em nossa vida individual e comunitária, como nos prova a experiência.
Pe. Kevin O’Neill, SAC
Traduçaõ do
Pe. João Baptista Quaini, SAC

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Oitavário da Epifania

Vicente Pallotti tem o Grande mérito de ter criado uma grande festividade: o grande Oitavário da Epifania, na cidade de Rome. Poucos visitantes da Cidade Eterna, durante as festas natalinas, terão passado pela cidade sem conhecê-la. Essa celebração combinava num conjunto toda uma série de valores religiosos, cada um significativo por si mesmo, conjunto esse que trazia consigo uma mensagem especial.

Em primeiro lugar, a Oitava era uma festa das liturgias. Cada manhã celebravam-se missas solenes, nos diversos ritos da Igreja católica. Não só nos diversos ritos da Igreja latina, mas também nos chamados orientais. Durante ao Oitavário, havia pregações especiais nos principais idiomas europeus: francês, inglês, alemão. Espanhol, polonês.

Pela tarde, a Oitava assumia o caráter de uma grande missão popular, com sermões em italiano pronunciados pelos mais célebres oradores sacros da Itália. Concluíam-se os ofícios, todas as tardes, com uma grande procissão e benção do Santíssimo Sacramento. Era presidida por um cardeal, ajudado pelos alunos dos grandes colégios e seminários de Roma, cada um no seu turno.
As cerimônias dos ritos orientais atraíam a muitos turistas. Mas Vicente Pallotti não queira preparar um espetáculo para deleitar os curiosos. Sua intenção era unir na oração litúrgica todos os fiéis, para demonstras em forma de drama a unidade do catolicismo, no conjunto dos seus curiosidades históricas. São as formas vivas em que os diversos povos cristãos adoram o Deus universal. Os sermões nas diversas línguas eram muito mais que uma homenagem às culturas encerradas nesses idiomas.
Vicente Pallotti queria que os estrangeiros, os turistas e os peregrinos tivessem a possibilidade de escutar, cada um em sua língua, a mensagem evangélica de todos os tempos, durante sua estadia na cidade universal. A missão popular pregada ao povo de Roma refletia seu intenso espírito missionário que exigia que a conversão dos corações fosse precedida pela apresentação das verdades da fé. E as grandes procissões cardinalícias manifestavam a glória e a dignidade que se deve sempre cercar o culto público que os fiéis atributavam à divindade.
O oitavário insistia no tema da renovação da fé e da caridade como fatores imprescindíveis para o progresso da religião entre os homens. A fé é comunicada e aprofundada nos corações humanos pela comunicação da Palavra. A caridade cresce, quando a mola da vontade é movida pela graça aceita pelos que escutam, de boa vontade, a eterna mensagem divina. Essa é a mensagem que os célebres pregadores, por mais de um século, proclamaram desde o púlpito do grande templo de Santo André della Valle, onde se desenrolavam as cerimônias do Oitavário. Finalmente, o oitavário ilustrava a cooperação entre o clero, pois os prelados, o clero secular, as ordens religiosas, os seminaristas e membros dos colégios eclesiásticos se uniam para simbolizar não só na teoria mas na realidade concreta, a unidade de ação que devia existir na Igreja de Deus entre todas as ordens do clero.
O Oitavário foi celebrado, pela primeira vez, no ano de 1836, e desde então, só foi omitida em duas oportunidades: uma por ocasião da revolução romana de 1848 e outra por causa da inundação de Roma em 1871.
No Brasil, a celebração do Oitavário foi realizado pela primeira vez em janeiro de 2004, em Manaus (AM), por iniciativa de uma leiga apaixonada pelo carisma palotino, Dayse da Conceição, que contagiou outras pessoas com seu entusiasmo. Essa grande festa passou a ser realizada também em outros lugares. Em janeiro do corrente ano, aconteceu também em Curitiba, Cambé (PR) e Itaipu (RJ).
Em nossa região temos a celebração do Oitavário na Paróquia de São Sebastião de Itaipu, Niterói, que começou no ano de 2006 por iniciativa do então pároco Pe. João Pedro, e na Paróquia de N.S dos Navegantes no Rio de Janeiro, que teve inicio no ano de 2008, por iniciativa também do pároco, Pe. Jacinto, e neste ano começa na Paróquia de Santa Isabel também no Rio.
Neste ano na Paróquia de S. Sebastião de Itaipu será celebrado o Oitavário com a participação de todas as capelas e comunidades, que se revezarão cada dia na preparação litúrgica, nas palestras e na preparação da confraternização. Este ano o tema a ser aprofundado será: “Nós somos a Estrela Guia que leva a todos adorar e anunciar o menino Jesus em nossa comunidade?”. Esperamos que com a graça de Deus o objetivo maior desta solenidade seja alcançado, que todos possam aproveitar, meditar e participar com muita alegria desta grande inspiração palotina.
Camille do Espirito Santo Santos