quinta-feira, 15 de novembro de 2018

VI Assembleia da Região Mãe da Misericórdia – 14 de novembro

No dia 14 de novembro a Assembleia começou com a palestra do Pe. Piotr Hubert Jankowski, Ecônomo da Província da Anunciação do Senhor e representante do Conselho Provincial desta Província na Assembleia. Ele tratou de três assuntos.
O primeiro foi a questão da independência da Região. Está seria uma forma de maturidade da Região e a plena autonomia na tomada de todas as decisões. A Província vai continuar apoiando os projetos da Região e a colaboração pessoal na questão dos padres poloneses, inclusive na possibilidade de eventual envio de novos missionários. O segundo tema foi da colaboração material e a ajuda aos poloneses durante sua permanência nas férias. Para este fundo vai servir o dinheiro procedente das aposentadorias pagas pelo governo polonês para os padres de origem Polonesa que pertencem a Região. Na discussão o Superior Regional, Pe. Estevão Lewandowski, sugeriu que este fundo precisa ser aumentado para servir para esta finalidade e por isso pediu que a Província continuasse a pagar o pecúlio de férias dos padres por pelo menos dois anos. Estes detalhes devem ficar acertados na elaboração final do convênio. A terceira questão foi o pedido da Província que a Região aceitasse por dois anos a missão no as México enviado um ou dois missionários, mas recebendo certa recompensa da Província. O debate foi favorável para esta questão.
Em seguida foram apresentados os diversos relatórios: dos reitores das comunidades locais, das casas de formação e dos Secretários do Secretariado do Apostolado, da Formação, das Missões e da Divina Misericórdia. Também o Pe. Cristóvão Sopicki apresentou o seu trabalho na organização das peregrinações palotinas.
Na parte da tarde chegou o Pe. Jacinto Wójcik, que tinha passado alguns problemas de saúde. Ele veio com três seminaristas palotinos.
A Santa Missa foi celebrada na comunidade de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia e São Vicente Pallotti, que faz parte da Paróquia de Santa Rita. Esta é a primeira igreja dedicada à Padroeira da nossa Região. O dia terminou com um jantar oferecido pelo pároco local, o Pe. Jurandir do Nascimento.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

VI Assembleia da Região Mãe da Misericórdia – 13 de novembro


13 de novembro foi um dia de espiritualidade com duas palestras das Irmãs Solange e Cristofora da Congregação de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia. Conseguiram transmitir a mensagem de encorajamento e emocionar os padres com a pregação no jeito feminino.
Na parte da tarde tivemos os relatórios do Superior Regional, Pe. Estevão Lewandowski e do Ecônomo Regional, Pe. Josiel da Silva Azevedo. Respondendo a necessidade da Igreja sobre o trabalho missionário, conversamos sobre a possibilidade de assumir a missão no Mexico. Pe. Jorge Chmielecki declarou a disposição de assumir a missão no México.

A Santa Missa foi presidida pelo Reitor da Comunidade de Portugal, Pe. João Pedro Stawicki, que também fez a tradução da homilia do Pe. Piotr Hubert Jankowski, Ecônomo da Província da Anunciação do Senhor e representante do Conselho Provincial desta Província para a nossa Assembleia.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

VI ASSEMBLEIA DA REGIÃO MÃE DA MISERICÓRDIA

Nestes dias, 12-16 de novembro de 2018, está sendo realizada a VI Assembleia  da Região Mãe da Misericórdia, para avaliar a nossa caminhada, como também para debater os assuntos importantes do nosso trabalho pastoral na realização do carisma Palotino.

No primeiro dia participaram 22 padres da Região como também o Pe. Denilson, conselheiro geral de Roma representando o Conselho Geral e o Pe. Jankowski, ecônomo provincial representando o Conselho Provincial da Província Mãe de Poznan. Contamos com a presença dos representantes da Amazônia (Pe. Mantovani) e de Portugal (Pe. Stawicki).
O Local da Assembleia é a Paróquia de São Benedito em Itaperuna, onde o pároco é o Superior Regional, Pe. Lewandowski. No segundo dia teremos a palestra das Irmãs da Congregação da Mãe da Misericórdia, da qual fazia parte a Santa Faustina.
A Missa será presidida por Dom Roberto, bispo de Campos dos Goitacazes que fará a consagração do novo altar da Igreja paroquial de São Benedito, que está sendo ampliada.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

VI Assembleia Regional da Região Mãe da Misericórdia


Começa hoje na paroquia de São Benedito em Itaperuna a VI Assembleia Regional da Região Mãe da Misericórdia da Sociedade do Apostolado Católico (padres palotinos). Ela acontecerá de 12 a 16 de novembro.
Durante a Assembleia será revisto questões que desafiam uma melhor maneira de servir a Igreja no carisma de São Vicente Pallotti. Os padres assumiram o tema Ano do Laicato, ou seja, “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. A reflexão teológica que dá início ao encontro vai ser conduzida pelo Pe. Francis Constantino, da Diocese de Campos. Assembleia iniciou com a oração do terço da Misericórdia e com palavras do Superior Regional Pe. Estevão Lewandowski. Participam os membros da Região com consagração perpetua que trabalham no estado do Rio de Janeiro e o Reitor da comunidade local de Portugal e do Amazonas. O Conselheiro Geral Pe. Denilson Geraldo, representa o Conselho Geral. A Assembleia terminará no dia 16 de novembro com a solene celebração da festa da padroeira da Região, Mãe da Misericórdia.
Pedimos para todos a intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos, a Mãe da Misericórdia, de nosso Fundador São Vicente Pallotti e de nossos bem-aventurados mártires José Jankowski e José Stanek, beata Elisabeta Sanna para que os frutos desta Assembleia ajudem a trabalhar com os leigos e atuar em todos os campos das nossas atividades, sendo para todos sal da terra e luz do mundo.

domingo, 11 de novembro de 2018

Tragédia x Solidariedade

No último dia 10 de novembro, durante a madrugada, uma enorme pedra rolou no morro onde fica a comunidade Boa Esperança, em Piratininga – Niterói. Havia chovido bastante, dias antes, e infelizmente aconteceu essa tragédia. O deslizamento da pedra soterrou várias casas e 15 pessoas morreram, cerca de 20 famílias ficaram desabrigadas. Foi uma tragédia, ao contar que havia uma festa de aniversário e 7 pessoas da mesma família faleceram. A Região oceânica de Niterói amanheceu de luto e com muita tristeza ao ver pela TV o acontecimento. A comoção foi tão grande que logo centenas de pessoas se mobilizaram para irem até a comunidade ajudar no resgaste. Mas em meio a tragédia pudemos ver a solidariedade do povo.


Nas celebrações das missas nas comunidades que fazem parte do vicariato oceânico, e em nossa Paroquia o Pe. José Rodrigues junto com o povo, rezamos nas intenções dos falecidos e das famílias que perderam tudo. Ainda teve a mobilização dos jovens das paróquias inclusive de nossa paróquia de São Sebastião em Itaipu, que foram para o colégio ajudar na organização das doações que não paravam de chegar. A prefeitura montou um posto de coleta de doações na escola Portugal Neves, e neste domingo, o dia todo a cruz vermelha e centenas de pessoas passavam para deixar doações, ajudar com a organização, colaboradores, psicólogos, assistentes sociais, dezenas de voluntários.



A solidariedade das pessoas, e a preocupação com o próximo nos mostra que não importa de onde viemos, o que fazemos, qual fé professamos, ao estar ajudando naquela escola, despojávamos de nós mesmos para ser mais para os outros, mesmo sendo um simples trabalho, era na base do amor que vem de Deus, que podíamos fazer o mínimo para amenizar a dor e o sofrimentos dos que perderam suas vidas e bens materiais.

Que Deus conforte o coração das famílias que perderam seus entes queridos, e que o amor de Deus sempre nos mova a estamos dispostos a ajudar o próximo sempre que precisar, não só nas tragédias, mas no dia a dia, sejamos mais solidários e gentis uns com os outros.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

VIII SEMANA TEOLÓGICA


Durante os dias 22 a 26 de outubro de 2018 aconteceu, na Paróquia de Santa Isabel Rainha de Portugal, na Cidade do Rio de Janeiro, a VIII Semana Teológica, organizada pela Escola Mater Ecclesiae e Luz e vida, do núcleo de Bento Ribeiro.



No decorrer destes dias foram aprofundados os temas relacionados a vivência cristã dos leigos e leigas na Igreja por ocasião do Ano do Laicato.
No primeiro dia tivemos a presença do professor do Seminário Arquidiocesano São José, de Niterói e Reitor do Seminário Maior Palotino do Rio de Janeiro, Padre Daniel Rocchetti SAC, que trabalhou sobre os cristãos leigos e sua missão de levar adiante a Boa Nova da Salvação, a exemplo de em São Vicente Pallotti.



No segundo dia tivemos a presença do professor do Seminário Arquidiocesano São José, do Rio de Janeiro, Padre Sérgio Muniz, falando sobre Maria, como modelo de Cristã Leiga.
No terceiro dia tivemos a participação do leigo e advogado Eduardo Badu, fundador da Comunidade Maria Serva da Trindade, que abordou a questão dos cristãos leigos e leigas e sua missão no mundo.
No quarto dia a Professora da PUC-RJ, leiga consagrada, Maria de Lurdes Corrêa, com o tema: Os cristãos leigos e leigas a caminho da santidade na Sagrada Escritura.



Por fim no quinto dia, com a professora da Faculdade de São Bento, do Rio de Janeiro e leiga consagrada, Maria Clara Machado, que falou sobre os cristãos leigos e leigas e sua missão na Igreja.
Durante os dias desta Semana Teológica, houve um bom número de participantes não só da Paróquia de Santa Isabel, mas de outras Paróquias vizinhas, que tiveram oportunidade de tirar suas dúvidas, podendo assim colher muito proveito dos grandes conteúdos que foram passados.


Parabéns para toda a equipe que organizou esta semana formativa, que foi e é muito importante para a formação dos leigos e leigas nos dias de hoje.
Bruno Bauer SAC

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Apóstolos Hoje - outubro 2018


SANTIDADE, UM CAMINHO FEITO JUNTOS

Santa Teresa de Lisieux nos aconselha, que durante os tempos de oração, é bom periodicamente trazer à memória aqueles momentos em que sentimos a graça de Deus nos tocar profundamente, em especial quando estamos atravessando períodos de aridez ou de escuridão, podendo assim, trazer nova seiva de vida e inspiração daquelas experiências que nos podem ajudar a superar as dificuldades atuais e, ainda, “reavivar o dom de Deus que está em nós” (2Tim 1,6). No início de Gaudete et Exsultate, Papa Francisco fala da importância da “várias testemunhas que nos encorajam” (cfr. GE 3), entre eles os “sinais de santidade que o Senhor nos apresenta através dos membros mais humildes” do seu povo (GE 8).
Quando era seminarista palotino a Dublin, o então recém eleito Reitor Geral, P. Seamus Freeman SAC, falou-nos do carisma Palotino. Não lembro de todos os detalhes que nos falou, mas lembro-me de sentir como se um fogo acendesse em mim, senti que isso “era algo para o qual eu poderia alegremente doar minha vida”. Apresentou-nos uma visão maravilhosa da vida e da comunidade cristã, onde todos são chamados apóstolos, irmãs e irmãos nas diferentes vocações, mas iguais na dignidade, para contribuir com nossos talentos e dons particulares à comunhão e colaboração prática com os outros para ajudar a construir o Reino de Deus. Uma visão que vai além da comunidade dos discípulos de Cristo, e que buscava também a colaboração com as pessoas de boa vontade de todos mesmo daqueles que não crêem.
Embora tenha mudado sua intensidade no decorrer dos anos, as vezes è semelhante “a uma mecha que ainda fumega” (Is 42,3), aquele misterioso fogo verdadeiramente nunca me abandonou. Esteve e continua a ser nutrido daquela experiência inicial e de outras, inclusive o simples mas profundo testemunho da palavra e da vida de tantas outras pessoas de todas as vocações – seja na ou fora da Família Palotina – que procuram viver com profunda fé, humanidade, integridade e solidariedade em espírito de comunhão e co-responsabilidade, no serviço generoso e humilde, em particular aos mais necessitados e vulneráveis.
A União tem muito a oferecer à Igreja e ao mundo. Como a própria vida, essa é fundamentalmente enraizada e construída em relações saudáveis.
A relação fundamental para cada um de nós é naturalmente nossa relação com Deus. Cada um de nós misteriosamente envolvidos em uma relação de amor com Cristo e, através Dele, com o Pai e o Espírito Santo. Nessas relações fundamentais, somos convidados a “saborear” o amor infinito que é Deus, a deixar que esse amor penetre sempre mais e transforme todas dimensões do nosso ser e cada aspecto da nossa pessoa e humanidade, tornando-se a força motriz de tudo o que somos e fazemos, mesmo que tudo isso seja um processo longo e às vezes doloroso mas, cada um a seu modo, buscando sempre discernir o caminho que o Senhor nos está chamando a seguir (GE 11).
Para que seja verdadeiramente humano e cristão, esse caminho único para cada pessoa, não pode ser individualista, na verdade é sempre uma rede mais ampla de relações humanas, porque a “santificação é um caminho comunitário, que se deve fazer dois a dois” (GE 141). Assim como “ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado”, assim também ninguém se faz santo sozinho, “mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana” (GE 6).
Como membros da União do Apostolado Católico, isto é verdade para nós de uma maneira particular. Nossas relações humanas devem se impregnar concretamente do amor que é a própria vida e o próprio ser da Trindade (cfr. Estatuto Geral 18), e torná-lo mais carne como o descreve São Paulo no seu maravilhoso hino: paciente, gentil, indulgente, livre de ciúmes, arrogância, vaidade, grosseria, egoísmo, irritabilidade e ressentimento. Este amor é tão substancial que, onde falta, a União deixa de existir, e isto independentemente de qualquer estrutura ou obra externa que se deva colocar em prática (cfr. OOCC III, 137-138).
O Estatuto Geral da nossa União e as estruturas de base nelas delineadas visam orientar o funcionamento de uma comunidade que dê, de modo muito real, expressão concreta a estas características do amor: humildade, abertura e diálogo; respeito profundo aos outros e benevolência para com eles; plena participação de todos como apóstolos com plenos direitos; paciência e generosidade de espírito; simplicidade, transparência e integridade; colaboração desde o início e co-responsabilidade; discernimento partilhado e paixão pela missão, ternura e fidelidade. Portanto, uma comunidade que reconhece, encarna e promove a fundamental dignidade e igualdade de todos os seus membros (EsG l7, cfr. EsG 70), independentemente da vocação ou das condições de vida, e que, sem ignorar as distinções entre elas, mas corretamente entendida e vivida, coloca cada estado de vida num contexto amplo, saudável, estável e frutífero de abertura e serviço mútuo, convidando a um novo modo de relacionar-se com os outros.
“A co-responsabilidade exige uma mudança de mentalidade… na Igreja”, de modo que ninguém seja visto como um simples colaborador-executor de planos decididos por outros, mas sim que todos sejam considerados “como pessoas realmente “co-responsáveis” do ser e do agir da Igreja” (cfr. Papa Bento XVI, Mensagem, 10 de agosto 2012). Um aspecto fundamental do nosso próprio carisma e missão é colaborar ativamente para tal mudança de mentalidade na Igreja, promovendo a co-responsabilidade de todos os batizados (EsG 1).
O desafio como Família Palotina é aprender em todos os níveis a abraçar e viver isto, de forma coerente e profunda, em todas as relações entre nós: entre pessoas semelhantes e de diversas vocações e estados de vida, nos conselhos de coordenação da União e internamente nas tantas e diversas comunidades da União. Este é nosso DNA palotino.
A tentação de tratar os outros de uma forma que não reflete o espírito de comunhão e co-responsabilidade é aquela que pode aparecer a qualquer membro da União. E isso é verdade, quer exista ou não uma posição particular de responsabilidade e serviço. Como membro de uma das comunidades fundadas da São Vicente, penso que precisamos prestar particular atenção de como entendemos a nossa responsabilidade específica na União. É humildade lembrar que a primeira “comunidade” fundada por São Vicente foi e é a mesma União, à qual pertencem todos os seus membros com as particulares comunidades por ele fundadas sucessivamente. Isto não diminui a função específica destes últimos na União, mas convida-nos a apreciá-la e a exercitá-la com maior sentido de pertença a uma única família de origem, juntamente com todos os outros membros da mesma, em que as diferentes vocações são “assim ligadas que cada uma ajuda a outra a ser atenta ao crescimento contínuo, e prestar um serviço específico” (EsG 7)
“Os membros da inteira fundação, apesar da variedade, não estão subordinados nem aos superiores, nem uns aos outros, mas são diretamente orientados para a finalidade da União como seus sustentadores, com os mesmos direitos. Tanto os que receberam o sacramento da ordem, como os que não o tenham recebido, os membros individuais e quantos tenham sido incorporados a uma comunidade têm, em princípio, a mesma fundamental responsabilidade para com a missão da União (EsG 6, 37). …Nos órgãos [da União], os membros das comunidades originárias, por princípio, não reivindicam uma posição de dominação, mas sentem-se e querem ser iguais entre iguais (EsG 29 , 31, 49, 58)” (O Carisma de São Vicente Pallotti. Origem, Desenvolvimento, Identidade, pp. 28-29).
Isso reflete um elemento essencial da verdade a respeito do nosso Carisma assim como a Igreja o reconheceu. De fato, em e através de Papa Francisco, a Igreja mesma é chamada a compreender-se em termos não tão diversos: “É bom lembrar que a Igreja não é uma elite de sacerdotes, de consagrados, de bispos, mas que todos formamos o Santo Povo fiel de Deus… O Santo Povo fiel de Deus é ungido com a a graça do Espírito Santo, portanto, no momento de refletir, pensar, avaliar, discernir, devemos ser muito atentos a esta unção”. Aqueles que têm uma responsabilidade particular são chamados a discernir sempre com os outros e nunca por ou sem os outros (cfr. Carta ao Cardial Marc Quellet, Presidente da Pontifícia Comissão pela América Latina, 19 de março de 2016).
Se a Igreja fosse marcada por este sentido profundo e partilhado do discernimento e responsabilidade, certamente ter-se-ia encontrado as respostas mais semelhantes a Cristo naquelas situações que, como estamos vendo, são resultados que causam mais uma vez terrível mal nesses tempos, muitas vezes para as pessoas mais vulneráveis. Papa Francisco convidou toda a Igreja a reparar e a exercer a autoridade como serviço e amor para o bem de todos. É claro que a União é chamada a dar a sua importante contribuição na construção de uma Igreja saudável e centrada em Cristo e de um mundo melhor. Peçamos a Deus, por intercessão de Maria Rainha dos Apóstolos e de São Vicente Pallotti, que iluminem nossos corações para que possamos ver que esperança o seu chamado, como União, tem reservado para nós, para Igreja e para o mundo. Possa o fogo do carisma confiado a nós através São Vicente ser aceso em nós e queimar ardentemente, assim unidos como uma só família podemos dar testemunho do Deus de amor infinito e juntos empenhar-nos a levar aquele amor de todas as formas, e em particular aos que estão perdidos, abatidos e sofredores. Podemos nos libertar de tudo o que mina dentro de nós o amor, o respeito mútuo e o afeto; tudo aquilo que causa divisão, de modo que nossas energias possam ser livres para trabalhar de todo coração como pessoas e como única família por nenhum outro fim, senão a construção e difusão do Reino de Deus, reino de bondade e santidade, de misericórdia, justiça e solidariedade.

Para a reflexão, oração pessoal e comunitária:
Quando você foi particularmente tocado pelo carisma? Pede na oração que o espírito do carisma, dono do Espírito Santo de Deus, seja renovado e aprofundado em ti, na tua comunidade e na União.
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Gv. 13,35). O que torna frágil este testemunho entre nós e como podemos ao invés, enraizá-lo em profundidade e reforçá-lo na prática?
De que maneira entendo e percorro o caminho da santidade em termos excessivamente individualistas? De que modo experimentei a riqueza que vem do caminhar junto com os outros para a santidade?
            P. Rory Hanly SAC,
            Roma