“– Como vamos fazer isto?” Gritaram os seus demónios. Respondeu-lhes: "– Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes. Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado. Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 a 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios. Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos. Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos. Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais. Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia. Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos. Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças. Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas. Mantenham-nos de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para reflectirem na criação de Deus. Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a de Jesus. Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa. Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!" Guardadas as devidas proporções do exagero, não será um alerta esta mensagem de e-mail? Será que hoje, mais do que nunca é válida a frase de Nosso Senhor: ““«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos” (Mt 11, 28)?
sábado, 2 de julho de 2011
JESUS MANSO HUMILDE DE CORAÇÃO
“– Como vamos fazer isto?” Gritaram os seus demónios. Respondeu-lhes: "– Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes. Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado. Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 a 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios. Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos. Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos. Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais. Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia. Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos. Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças. Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas. Mantenham-nos de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para reflectirem na criação de Deus. Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas que não tenham nenhum tempo para buscarem a de Jesus. Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem, sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa. Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!" Guardadas as devidas proporções do exagero, não será um alerta esta mensagem de e-mail? Será que hoje, mais do que nunca é válida a frase de Nosso Senhor: ““«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos” (Mt 11, 28)?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
HAVERÁ ALEGRIA NO CÉU POR UM SÓ…
Que alegria numa casa quando nasce uma nova criança, não é mesmo? Assim a Igreja que somos nós deve viver a contínua alegria de gerar novos filhos de Deus, pela regeneração do Baptismo ou pela ressurreição espiritual de um a conversão sincera. É ao que as leituras de hoje nos convidam: “Alegrai-vos com Jerusalém, rejubilai com ela, vós todos que a amais; regozijai-vos com ela, vós todos os que estáveis de luto por ela. Como criança amamentando-se ao peito materno, ficareis saciados com o seu seio reconfortante, e saboreareis as delícias do seu peito abundante.” (Is 66,10-11) Como diz São Paulo na segunda leitura, a Igreja é o “Israel de Deus” ou “Novo Israel”. E que alegria é esta de se gerar filhos ou ressuscitá-los para a vida da graça?
Nosso Senhor fala dela no Evangelho: “Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.” (Lc 15,7) Nós podemos dar esta alegria aos anjos de Deus, e com certeza ao nosso Pai do Céu. Se ajudamos para que exista esta alegria, é claro que, em nossa alma, também dela participaremos. Por causa desta alegria, São Paulo estava disposto a sofrer qualquer coisa. Ele mesmo dizia na segunda leitura de hoje: “De agora em diante ninguém mais me venha perturbar; pois eu levo no meu corpo as marcas de Jesus.” (Gl 6,17) Ele chamava “marcas de Jesus” às marcas que tinham ficado em seu corpo por causa da paixão pela evangelização: “Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar. Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos,…” (2 Cor 11,24-26) São Paulo também compara a obra da Evangelização com um jogo desportivo: “E também aquele que participa numa competição não recebe o prémio, se não competir segundo as regras.” (2 Tm 1,17) Pelo contrário, se alguém não compete segundo as regras pode tomar um cartão amarelo ou até um cartão vermelho, como vemos nos jogos da copa de mundo. Jesus no Evangelho nos dá algumas regras a serem seguidas no “campo” da Evangelização.
A primeira regra é que o jogo é em equipa: “Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.” (Lc 10,1) Nosso Senhor não caiu no erro de Moisés, que por ter sido criado na corte do Faraó, foi acostumado ao regime faraónico e começou a julgar sozinho as questões do povo. Seu sogro Jetro, logo aconselhou-o: “Tu estarás em nome do povo em frente de Deus, e tu próprio levarás as causas a Deus. Adverti-los-ás dos preceitos e das instruções e dar-lhes-ás a conhecer o caminho que devem seguir e as obras que devem praticar. Escolhe tu mesmo entre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens íntegros, que odeiem o lucro ilícito, e estabelecê-los-ás como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez. Eles julgarão o povo em todo o tempo. Toda a questão que seja grande, eles a apresentarão a ti, mas toda a questão menor, julgá-la-ão eles mesmos. Torna assim mais leve a tua carga, e que eles a levem contigo. Se fizeres desta maneira, e se Deus to ordenar, tu poderás permanecer de pé, e também todo este povo entrará em paz nas suas casas.” (Exodo 18,19-23) A segunda regra é pedir ao Dono da Messe que envie mais operários para a sua Messe. A terceira regra que Nosso Senhor nos diz é que só quem vive do essencial consegue experimentar a Divina Providência, ser caridoso e caminhar “livre, leve e solto”: “Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias;”… (Lc 10,4) Quantas coisas inúteis acumulamos!... Outra característica é que a Evangelização passa pelas nossas casas: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!” (Lc 10,5) Uma outra característica é que devemos dar espaço ao poder de Deus que se manifesta na caridade: “…curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: ‘O Reino de Deus já está próximo de vós.” (Lc 10, 9) Jesus previne que haverá também recusas. Não se deixar abalar, mas ir avante: “Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saí à praça pública e dizei:‘Até o pó da vossa cidade, que se pegou aos nossos pés, sacudimos, para vo-lo deixar.” Lc 10,10,11)
Peçamos ao Senhor que nos converta de todas as vezes que não “jogamos segundo as regras”. Um jogo da copa do mundo, podemos perder. Não há mal nisso. Mas no que se refere à obra da salvação das almas, essa não pode ser perdida. Essa é a única partida que não podemos perder e nem permitir que aqueles que Nosso Senhor nos confiou percam.
Para as Células de Evangelização:
Sentes-te já membro de uma equipa de Evangelização? Que aspectos das leituras desta semana são vivenciadas pelas Células?
Pe. Marcelo
sexta-feira, 3 de julho de 2009
A FAMÍLIA DE JESUS
Antes de entrar no tema central, propriamente dito do Evangelho de hoje, que é a pouca fé dos familiares de Jesus, convém esclarecer um ponto de “apologética” que quer dizer: defesa da fé. Hoje no Evangelho fala-se dos irmãos de Jesus. Como pode ser se Nossa Senhora permaneceu sempre virgem? Vejamos: Os irmãos de Jesus elencados em M6,3 e Mt 13,55 são quatro: Tiago, José, Simão e Judas. A leitura fundamentalista é quando nós pegamos uma passagem isolada do contexto e a queremos fundamentar com ele uma nossa opinião. Comparemos então com outras passagens: Na Carta aos Gálatas, São Paulo refere-se a um Apóstolo chamado Tiago, que era conhecido como “irmão do Senhor” (Gl 1,19). São Paulo esteve com ele em Jerusalém juntamente com o Apóstolo Pedro. Vemos com isso que um Apóstolo chamado Tiago era também considerado “irmão do Senhor”. Ora, na lista dos Apóstolos chamados por Jesus, em Mc 3,13-19, curiosamente os únicos que são distinguidos pelo nome dos pais são os dois Tiagos. Um deles era filho de Alfeu e outro filho de Zebedeu. Um deles, portanto, é o Apóstolo nomeado por São Paulo na Carta aos Gálatas como “irmão do Senhor”. Ora, pelo Novo Testamento sabemos claramente que o nome do esposo da Virgem Maria era José. Assim vemos que o Apóstolo que era chamado como “irmão do Senhor”, não é filho de São José. Como consta, quando Jesus tinha doze anos, São José era ainda vivo. Daí ve-se bem que a expressão irmãos era usada para parentes próximos. Diga-se de passagem que não é a primeira vez, na Bíblia, que parentes próximos são chamados de irmãos. Ver no caso de Abraão: Lot era seu sobrinho (ver Gen 11,27 ss.); no entanto é chamado de seu irmão em Gn 13,8 e Gen 14,14-16. O hebraico não tem tantos termos para parentesco. Eles precisam usar “bem-dot” para expressar filho de um tio por parte de pai, mas para outros graus de parentesco eles precisam construir uma frase complexa como “filho do irmão de sua mãe” ou “ filho da irmã de sua mãe”(para consultar expressões complexas em aramaico, v. Sokoloff, pp. 111 e 139). Portanto, usam simplesmente o termo “ah” que corresponde a “irmão”. (Cf. A Igreja do Deus Vivo, Ed. Vozes).Além disso Jesus disse que quem fizesse a vontade de seu Pai que está nos Céus é seu irmão, sua irmã e sua mãe. Somos a Igreja do Deus Vivo, somos os que permanecem na doutrina, somos os irmãos de Jesus, somos Igreja Católica. Mas não devemos cair no triunfalismo e esquecer que Jesus censurou a falta de fé que encontrou justamente entre os seus parentes. O Evangelho diz que não pode fazer ali nenhum milagre, apenas algumas curas impondo as mãos.
Algumas pessoas deficientes, que perderam alguns dos seus sentidos, acabam por ser extraordinariamente boas no uso de outros. Por exemplo, quem ficou cego, costuma desenvolver de modo extraordinário o tacto e a audição… Jesus com certeza encontra em muitos dos nossos irmãos protestantes, que perderam o Sacramento da Eucaristia, um ardente amor à Palavra de Deus. Mesmo que às vezes lida de um modo fundamentalista, eles a amam, levam-na a sério, estudam-na. Por isso, por exemplo, esperam muito do Senhor, inclusive milagres, são muito generosos em ofertas (dízimos), que é algo profundamente bíblico: Dt 14,22; Tb 1,7;…. E Jesus: Mt 23,23 “Devíeis praticar estas coisas, sem deixar aquelas.” (Ver: http://www.youtube.com/watch?v=VVtHstExP0k)
Quando é que os católicos terão um ardente amor à Sagrada Escritura como os nossos irmãos separados? Quando é que os nossos irmãos separados crerão no capítulo 6 do Evangelho de São João que fala sobre a Eucaristia? Quando é que os católicos lendo e levando a sério a Palavra de Deus, sendo fiéis nas ofertas e dízimos, esperarão do Senhor milagres da Divina Providência? (Cf. Malaquias 3,6-12) Quando é que os nossos irmãos separados reconhecerão a “mulher” do Génesis ao Apocalipse e farão parte da profecia de Nossa Senhora no” Magnificat” : “Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”? Enfim, quando é que chegaremos àquilo que disse Nosso Senhor: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor.” (Jo 10,16) Impossível? Mas o nosso Deus é o Deus do impossível. A reunificação do Corpo de Cristo, a Igreja, dilacerado pelas nossas divisões é um milagre que já começa a acontecer. Temos uma opção diante das nossas fraquezas: Fazer como São Paulo, se gloriar nas limitações e esperar no poder de Deus, ou ser cabeça dura como Israel na primeira leitura. Escolhamos a primeira opção.
Para as células de Evangelização:
1- Que de bom já viste em algum irmão, cristão, mas separado da Igreja Católica? Que erros doutrinais já notaste nesses irmãos? Já participaste de algum encontro ecuménico? Foi positivo?
Pe. Marcelo
