sábado, 22 de setembro de 2012
A “CATEQUESE” DE CRISTO
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios que os filhos da luz
“Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios que os filhos da luz”. Depois, o conselho, que, na verdade, é uma exortação: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas”. Que significam estas palavras?
A constatação de Jesus é tristemente real: os pecadores são mais espertos e mais dispostos para o mal, que os cristãos para o bem. Pecadores entusiasmados com o pecado, apóstolos do pecado, divulgadores do pecado… Cristãos sem entusiasmo pelo Evangelho, sem ânimo para a virtude, sem criatividade para crescer no caminho de Deus! Pecadores motivados, cristãos cansados e preguiçosos! Que vergonha! Hoje, como ontem, a constatação de Jesus é verdadeira. Olhemo-nos, olhemos uns para os outros, olhemos para esta Comunidade que, dominicalmente, se reúne para escutar a Palavra e nutrir-se do Corpo do Senhor… Somos dignos da Eucaristia? Sê-lo-emos se nos tornamos testemunhas entusiasmadas e convictas daquele que aqui escutamos, daquele por quem aqui somos alimentados!
Da constatação triste do Senhor, brota sua exortação grave: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas”. Palavras estranhas; à primeira vista, escandalosas… Que significam? Jesus chama o dinheiro de “injusto”. Isto porque o dinheiro, a riqueza, os bens materiais e os bens da inteligência, do sucesso, da fama, ainda que adquiridos com honestidade, são sempre traiçoeiros, sempre perigosos, sempre na iminência de escravizar nosso coração e nos fazer seus prisioneiros. Dinheiro injusto porque sempre nos tenta à injustiça de dar-lhe a honra que é devida somente a Deus e de buscar nele a segurança que somente o Senhor nos pode garantir. Por isso, Jesus chama os bens deste mundo de “dinheiro injusto”… Sempre injusto, porque sempre traiçoeiro, sempre traiçoeiro, porque sempre sedutor! Constantemente corremos o risco de nos embebedar com ele, fazendo dele o fim de nossa existência, nossa segurança e nosso deus… Mas, os bens materiais, em geral, e o dinheiro, em particular, não são maus de modo absoluto… Eles podem ser usados para o bem. Por isso Jesus nos exorta a fazer amigos com eles… Fazemos amigos com nossos bens materiais ou espirituais quando os colocamos não somente ao nosso serviço, mas também ao serviço do crescimento dos irmãos, sobretudo dos mais necessitados. Aí, o dinheiro se torna motivo de libertação, de alegria e de vida para os outros… Aí, então, tornamo-nos amigos dos pobres, que nos receberão de braços abertos na Casa do Pai! Bendito dinheiro, quando nos faz amigos dos pobres e, por meio deles, amigos de Deus! Que o digam os cristãos que foram ricos e se fizeram amigos de Deus porque foram amigos dos pobres! Que o digam Santa Brígida da Suécia, Santo Henrique da Baviera, São Luís de França, os Santos Isabel e Estevão, reis da Hungria, Santa Isabel de Portugal… e tantos outros, que souberam colocar seus bens a serviço de Deus e dos irmãos! Uma coisa é certa: é impossível ser amigo de Deus não sendo amigo dos pobres. Sobre isso o Senhor nos adverte duramente na primeira leitura: ai dos que celebram as festas religiosas dos sábados e das luas novas em honra do Senhor com o pensamento de, no dia seguinte, roubar, explorar o pobre e pisar o fraco! Maldita prática religiosa, esta! A queixa do Senhor é profunda, sua sentença é terrível. Ouçamos o que ele diz, e tremamos: “Por causa da soberba de Jacó, o Senhor jurou: ‘Nunca mais esquecerei o que eles fizeram!’” A verdade é que não podemos usar nossos bens como se Deus não existisse e não nos mostrasse os irmãos necessitados, como também não podemos adorar a Deus como se não tivéssemos dinheiro e outros bens materiais ou da inteligência, bens que devem ser colocados debaixo do senhorio de Cristo! Não se pode separar nossa relação com Deus do modo como usamos os nossos bens! Ou as duas vão juntas, ou a nossa religião é falsa!
P. LUIZ MAURÍCIO
Para as Células de Evangelização
Como uso os bens materiais, como uso meus talentos, como uso minha inteligência? Somente para mim? Ou sei colocar-me a serviço, fazendo de minha vida uma partilha, tornando outros felizes e o nome de Deus honrado?
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A “CATEQUESE” DE CRISTO
A Igreja, como mãe e mestra nos vem também alertar, na presente liturgia, dos combates que Cristo viveu e também o cristão é chamado a travar.
Na primeira leitura alerta-nos das perseguições do mundo: “Armemos laços ao justo porque nos incomoda, e se opõe à nossa forma de actuar. Censura-nos as transgressões da Lei, acusa-nos de sermos infiéis à nossa educação. Ele afirma ter o conhecimento de Deus e chama-se a si mesmo filho do Senhor! Ele tornou-se uma viva censura para os nossos pensamentos; só o acto de o vermos nos incomoda,…” (Sabedoria 2,12-14)Na segunda leitura, vemos aquele que é talvez o pior combate, pois trata-se de “inimigos domésticos”, em nós mesmos: “De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra? Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos!” (Tg 4,1-2) Não esqueçamos também aquele que quer instigar tais tendências que é o maligno. Eis ai o tríplice combate do Cristão: o mundo, a carne e o demónio. Mas não desanimemos, pois Nosso Senhor nos garante através de São Paulo: “Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar.” (1 Cor 10,13) O que precisamos é clamar como no Salmo de hoje: “Mas o Senhor é o meu amparo, Ele me protege a vida.” Será que uma das falhas pedagógicas mais crassas do nosso tempo, não tem sido prometermos aos nossos educandos um “mar de rosas”? Santo Agostinho falando aos pastores, exorta-os a não ser assim. Citando a Escritura ele disse: “Todos os que quiserem viver piedosamente em Cristo sofrerão perseguições”, e por tua conta vais dizendo: -‘Se viveres piedosamente em Cristo terás tudo em abundância. E se não tens filhos hás de tê-los e poderás alimentá-los com abundância sem que nenhum deles te morra’. É este o teu processo de construir? Repara no que fazes e onde constróis. Estás a construir sobre a areia. Virão as chuvas, transbordarão os rios, soprarão os ventos e investirão sobre esta casa, e ela cairá e será grande a sua ruína. Retira da areia tua construção, edifica sobre a pedra; quem deseja ser cristão, tenha o seu fundamento em Cristo. Considere os sofrimentos humilhantes de Cristo; olhe para Aquele que sem pecado pagou o que não devia…”
Estamos a iniciar mais um ano catequético. Jesus nos garante no Evangelho de hoje: “Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»” (Mc 9,36) Precisamos de mais pessoas corajosas que queiram ensinar a fé e os mandamentos de Deus às nossas crianças.
Pode ser que alguém receba, em parte, já aqui na terra a recompensa de seu trabalho na messe do Senhor, como uma pessoa das nossas paróquias que viveu em África e teve de voltar a Portugal na época das guerras de descolonização. Durante uma rusga das guerrilhas, viram-se aflitos pois começaram a fazer das suas diabruras para provocá-los e estavam mesmo em risco de vida, quando um dos adolescentes armados reconheceu que a senhora tinha sido sua professora e disse ao comandante da rusga. O comandante perguntou se ela tinha sido boa professora, ao que ele disse que sim. A essa resposta a guerrilha deixou-os em paz. Porém, a principal recompensa não é esta. A melhor e única a que devemos aspirar é aquela que Nosso Senhor nos promete através do profeta Daniel: “Os que tiverem sido sensatos resplandecerão como a luminosidade do firmamento, e os que tiverem levado muitos aos caminhos da justiça brilharão como estrelas com um esplendor eterno.” (Daniel 12,3) Já aceitaste alguma vez na vida o desafio a ser catequista?
Para as Células de Evangelização:
1-O que Nosso Senhor fez por ti e o que fizeste por ele neste tempo em que as Células não se reuniram?
Pe. Marcelo