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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Festa da Mãe da Misericórdia padroeira da Região

Cada ano, no dia 16 de novembro, a igreja celebra a festa da Mãe da Misericórdia e nós, os palotinos do Rio de Janeiro, celebramos a festa da nossa padroeira. A devoção a Nossa Senhora da Misericórdia tem origem no hino de louvor a Deus, que a própria Virgem Maria cantou, chamado “Magnificat”. No canto, ela agradece a Deus pela maravilha que Ele está fazendo na vida dela.  Num dos versículos deste canto Maria diz: “Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem” (Lc 1, 50).

Maria é portadora da própria misericórdia de Deus, que é Jesus, o Salvador. Por isso, o título Nossa Senhora da Misericórdia. Por ter gerado Jesus, Misericórdia de Deus em pessoa, Maria recebeu, por volta do Século XVI, um título que entrou para a Ladainha de Nossa Senhora: “Mãe de Misericórdia”. O título entrou, também, na oração da Salve Rainha: “Salve, Rainha, Mãe de Misericórdia...” Assim, a Igreja passou a invocar a intercessão de Maria com esse título, confiando na misericórdia que ela pede a Deus em nosso favor e lembrando que, como Mãe de Misericórdia, ela é, também, corredentora em Jesus Cristo. Por volta do ano 1620, na Lituânia, foi pintada a Mãe de Misericórdia. A obra foi feita a pedido da prefeitura da cidade de Vilnius. Esta imagem foi instalada sobre a porta principal da cidade murada, chamada “Porta da Aurora”, com a intenção de proteger a cidade da invasão dos tártaros. O Papa Francisco visitando o santuário da Mãe da Misericórdia em Vilnius lembrou que a muralha da porta: “o exército invasor, em 1799, destruiu completamente, deixando apenas esta porta: já então estava ali colocada a imagem da «Virgem da Misericórdia», a Santíssima Mãe de Deus que está sempre pronta a socorrer-nos, a vir em nosso auxílio” (Papa Francisco discurso do dia 22 de setembro de 2018, no Santuário Mãe da Misericórdia em Vilnius).
Contemplando a imagem de Nossa Senhora o Papa nota: “Ela, já desde então, queria ensinar-nos que se pode proteger sem atacar, que é possível ser prudentes sem a necessidade doentia de desconfiar de todos”. O Santo Padre Papa Francisco mostra para nós e destaca que na misericórdia encontra-se o rosto de Jesus. “Esta Mãe sem o Menino, toda dourada, é a Mãe de todos; em cada um daqueles que aqui se deslocam, Ela vê o que muitas vezes nós próprios não conseguimos sequer notar: o rosto de seu Filho Jesus gravado no nosso coração”. É bom se aproximar  da Mae cheia de Misericórdia, mas não podemos esquecer que do nosso lado tem o próximo que também procura misericórdia. “Como toda a boa mãe, a Mãe da Misericórdia procura reunir a família e segreda-nos ao ouvido: «Procura o teu irmão». Deste modo, abre-nos a porta para uma alvorada nova, uma nova aurora. Leva-nos até ao limiar da porta, aquela porta do homem rico do Evangelho (cf. Lc 16, 19-31).
Hoje aguardam por nós crianças e famílias com as chagas a sangrar; não são as de Lázaro na parábola, mas as de Jesus. São reais, concretas; e, a partir do seu sofrimento e escuridão, gritam por nós para que lhes levemos a luz sanadora da caridade. Porque a caridade é a chave que nos abre a porta do Céu” lembra Papa Francisco.

Neste dia da Mãe da Misericórdia, rezamos pedindo a Deus que contemplando a imagem colocada na “Porta da Aurora” sejamos os portadores da misericórdia divina para as pessoas que encontramos no nosso dia a dia. Que neste Ano do Laicato a Região dos padres palotinos do Rio de Janeiro aproxime-se ainda mais das pessoas implantando nos corações de todos, o carisma de São Vicente Pallotti.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Encontro anual dos membros da Região Mãe da Misericórdia -RJ

Entre os dias 14 a 16 de novembro na paroquia de São Benedito em Itaperuna, aconteceu o encontro anual dos membros da Região Mãe da Misericórdia -RJ.
O encontro começou com a oração do terço da Divina Misericórdia junto com a comunidade paroquial, presidido pelo Reitor Regional Pe. Estevão Lewandowski. Em seguida todos participaram da benção da nova casa paroquial.

A maior parte do encontro teve a colocação do Pe. Jan Korycki, postulador do processo da beatificação da Beata Elisabetta Sanna. Ele chegou da Polônia para divulgar para todos a pessoa e o carisma da Beata, em preparação da peregrinação das relíquias da Elisabetta Sanna que vai acontecer na América Latina.



Durante o encontro teve também ocasião para escutar o relatório do Ecônomo, formadores, reitores da comunidade de Portugal e Amazonas e partilhar as experiências de cada membro. Com grande alegria participamos da oração do terço junto com a comunidade paroquial e das Santas Missas. Primeiro na paróquia de São Benedito, presidida pelo bispo diocesano de Campos dos Goytacazes, Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, por ocasião de 30 anos da presença Palotina nesta paroquia. Durante a homilia Pe. Daniel Rocchetti, Secretário da Região, destacou a importância de juntar nossas forças, com ajuda de Deus para dar bons frutos no trabalho.


No segundo dia participamos da Eucaristia em ação de graças pelos 50 anos da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fatima em Itaperuna – Vinhosa, onde fomos recebidos pelo pároco Pe. José Stępiński. Durante a homilia Pe. Jorge Chmielecki, Conselheiro da Região, lembrou sobre a importância da fé para com ajuda de Deus, vencer as dificuldades.


No último dia com alegria celebramos a festa da Mãe da Misericórdia, padroeira da nossa Região, agradecendo a Deus pelos 44 anos da Missão dos palotinos poloneses no Brasil. Durante a homilia o Reitor Geral destacou a Mãe da Misericórdia como exemplo de discípula missionaria.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Festa da Mãe da Misericórdia

Nós, palotinos da Região Mãe da Misericórdia, iremos celebrar no dia 16 de novembro a nossa padroeira. Deste modo, apresentamos os motivos de honrarmos a Mãe de Deus com o Título de Mãe da Misericórdia.
A imagem da Madona de “Ausros Vartai” foi provavelmente pintada em Vilnius nos anos 1620-1630. Apesar de numerosas investigações, a identidade do autor da imagem permanece desconhecida. A imagem a óleo, com as dimensões de 200x165 cm, foi pintada sobre tábuas de carvalho cobertas por uma leve camada de giz. A dupla coroa e o vestido confeccionado em prata, exteriormente dourado, foi imposto na imagem na passagem do século XVII para o XVIII. Um elemento característico da imagem é um voto, em forma de uma grande meia-lua, localizado em 1849 na parte inferior da imagem. No revestimento de prata das paredes da capela encontram-se votos selecionados. Entre os votos que cobrem as paredes encontram-se também os enviados pelo Santo Padre Joao Paulo II. O número dos votos de prata ali depositados pelos fiéis, em agradecimento por graças alcançadas, é estimado em 8.000.

Há séculos, por intercessão da Mãe de Deus, os habitantes de Vilna suplicam graças especiais para si mesmos e para os seus familiares. Muitas cópias da imagem de Nossa Senhora da Misericórdia encontram-se em igrejas de outros países. Igualmente na basílica romana de S. Pedro e S. Paulo encontra-se uma capela na qual está exposta uma cópia dessa efígie.
Em 1773 o papa Clemente XVI concedeu indulgências à Irmandade da Proteção da Santíssima Virgem Maria em Vilnius.
Através de um decreto pontifício de 1927, a imagem de “Ausros Vartai”, à qual foi dado o nome de Imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, foi coroada com coroas pontifícias. Às solenidades de coroação foi conferida a mais alta graduação eclesiástica e estatal − as coroas de ouro foram impostas pelo núncio papal. (Essas coroas se perderam durante a II Guerra Mundial.)
A Divina Providencia fez com que, nessa capela de Nossa Senhora da Misericórdia, em 1935, no primeiro domingo depois da Páscoa, a Imagem de Jesus Misericordioso pela primeira vez recebesse a veneração pública.

Durante a II Guerra mundial, por decisão do arcebispo metropolitano de Vilna, Romualdo Jalbrzykowski, o Ícone de Nossa Senhora da Misericórdia permaneceu em meio aos fiéis devotos em Ostra Brama.  Quando após o término da guerra Vilnius passou a pertencer à URSS e as igrejas na sua maioria foram fechadas − a capela de “Ausros Vartai” permaneceu aberta.

A MÃE DE MISERICÓRDIA COMO ESTÍMULO DE AMOR
“Maria é para nós a Mãe de Misericórdia, e Ela começou a proporcionar essa misericórdia desde o Calvário. Desde então toda graça desce sobre os homens por intermédio de Maria: Ela fortaleceu os Apóstolos em seu trabalho. Ela alcançou a inspiração para os Evangelistas. E, quando foi levada ao céu, tanto mais Ela nos protege e nos alcança a Misericórdia Divina.
Talvez tenhamos a registrar muitos erros na vida, talvez alguém tenha mergulhado no pecado − e Maria lhe alcançou a graça da conversão. Quantas vezes isso se repetiu, permanecerá um mistério conhecido apenas por Deus, mas, caso isso tenha sido constante, nós nos tornamos objeto da especial solicitude da Mãe de Misericórdia. Foi Ela que colocou em nossos lábios as palavras JESUS, EU CONFIO EM VÓS e afastou o momento do eterno e terrível castigo.

Certamente tudo provém de Jesus Misericordioso, mas toda graça que nos é concedida vem a nós por Maria. (...) Uma prova disso são os numerosos lugares milagrosos onde por intermédio da Santíssima Virgem Maria as pessoas alcançam curas de doenças, consolo na tristeza, esperança no desespero. Não foi obra do acaso que a imagem do Misericordiosíssimo Salvador, que goza de culto e é fonte de graças em todo o mundo, tenha sido exposta pela primeira vez aos pés de Nossa Senhora da Misericórdia (28.04.1935, no domingo da Pascoela), quando Ela de alguma forma a aprovou e recomendou. Diante disso, estreitemos mais ainda os laços que nos unem a Mãe da Misericórdia e confiemos n’Ela sem limites” (Pe. M. Sopocko). 

ORAÇÃO PEDINDO A PROTEÇÃO E A INTERCESSÃO DA MÃE DE MISERICÓRDIA

Ó Senhora minha, Santa Maria!
À Vossa graça, à Vossa especial vigilância e misericórdia hoje,
todos os dias e na hora da minha morte recomendo o meu corpo e a minha alma.
Todas as minhas esperanças e os meus consolos,
todas as aflições e sofrimentos,
a vida e o fim da minha vida confio a Vós,
para que pelos Vossos méritos todos os meus atos sejam praticados
e guiados segundo a vontade Vossa e de Vosso  Filho. Amém.

sábado, 15 de novembro de 2014

Mãe da Misericórdia


Nós, palotinos da Região Mãe da Misericórdia, iremos celebrar no dia 16 de novembro a nossa padroeira. Deste modo, apresentamos os motivos de honrarmos a Mãe de Deus com o Título de Mãe da Misericórdia.
 

Há uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demônio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efetivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores).
A invocação “Salve, Rainha Mãe de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericirdiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” Se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+ 942), abade de Cluny. “Ego sum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho. Relação com a Mensagem da Divina Misericórdia.

Em Vilna, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe da Misericórdia. Sua festa é celebrada a 16 de novembro.

Em nossos tempos, Santa Faustina Kowalska, mística polonesa, nos repropõe a centralidade da Divina Misericórdia para a fé e a vida da Igreja, recorrendo a Maria Santíssima como Mãe da Misericórdia. Por Providência divina, a primeira vez em que a imagem de Jesus Misericordioso foi publicamente venerada foi justamente em Vilna (cf. Diário, 417).

Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de Misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia” ou “Mãe de Misericórdia” assim se justifica:

Maria é a mulher que experimenta de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes). Ela é “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1, 6).
Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraordinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1, 3). A partir do seu “eis-me aqui” e o seu “faça-se”, a misercórdia divina se faz carne e entra na história!
Maria é a intercessora incansável do povo de Deus – elevada aos Céus em corpo e alma, Maria não deixa de apresentar as necessidades dos fiéis ao seu Filho, a quem rogou pelos esposos de Caná, quando vivia na terra (cf. Jo 2, 1 ss). Ela “continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna”, ensina o Concílio Vaticano II (Lumem gentium, n. 62), praticando assim a misericórdia, sobretudo para com os que padecem dos males da alma (pecadores), mas também do corpo (todos que sofrem).
A Mãe de Jesus e nossa merece, portanto, ser honrada como Mãe da Misericórdia e Mãe de Misericórdia! Ó Maria, Mãe que experimentastes e gerastes a Misericórdia, Mãe que proclamais e exerceis a misericórdia, fazei de nós autênticos apóstolos deste mesmo mistério de amor em nossos tempos. Amém.
Pe. Akácio

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Festa da Mãe da Misericórdia


No dia 16 de novembro celebramos a festa da Mãe da Misericórdia – padroeira da Região dos Padres Palotinos do rio de Janeiro.
A Região Mãe da Misericórdia dos padres Palotinos no Rio de Janeiro teve seu início no ano de 1974, quando os padres vindos da Polônia assumiram os trabalhos na Cidade Maravilhosa. Em maio de 1974 o Conselheiro Geral, pe. Henrique Kietlinski e o provincial dos padres palotinos italianos vieram de Roma para o Brasil para fechar a Delegação italiana e abrir a Delegação polonesa “Mãe da Misericórdia”. No dia 1 de junho de 2001, o Governo Geral proclama a criação da Região Mãe da misericórdia e no dia 22 de janeiro é inaugurada a Região Mãe da Misericórdia.
Celebração da festa da Mãe da Misericórdia está ligada à imagem (ícone) de Maria que se encontra na cidade de Vilna, capital da Lituânia, já desde o século XVI, em uma das entradas do antigo muro construído no século XVI. Existe neste local o santuário de Ostra Brama, ou seja, Portal da Aurora.
Milagres foram confirmados através da veneração do povo a este quadro. No dia 04 de Setembro de 1993 o Papa João Paulo II rezou o terço diante da imagem. A imagem deixa claro, pelo próprio lugar onde se encontra, que Maria é a porta para a Divina Misericórdia - o seu dia é celebrado em 16 de novembro. 
Não por coincidência, mas por Providência, a primeira vez que a Imagem de Jesus Misericordioso foi publicamente venerada foi justamente neste local (Diário 417).
Maria é chamada, com muita justiça, de Mãe da Misericórdia porque foi ela quem nos trouxe Jesus, a própria misericórdia encarnada. Ao mesmo tempo, por ser nossa mãe, a quem foi confiada a nossa proteção aos pés da cruz (cf. Jo 19,26ss), Maria está constantemente intercedendo por nós, diante dos muitos perigos deste mundo, sendo portando uma verdadeira Mãe de Misericórdia.
Estamos no tempo da Misericórdia, última tábua de salvação para a humanidade, como Jesus revelou a Santa Faustina. Quis o Senhor que esta misericórdia chegasse a nós por intercessão de Sua Mãe, a quem Ele expressamente ordenou que recorrêssemos (D. 1560). A própria Santa Faustina, em sua busca pela misericórdia para si e para toda a humanidade, recorre a Nossa Senhora (D. 79).
Em sua Encíclica “Dives in Misericórdia” (Deus é rico em Misericórdia), o beato Papa João Paulo II faz notar que estamos em um tempo de implorar a misericórdia do Senhor:
“... em nenhum momento e em nenhum período da história, especialmente numa época tão crítica como a nossa, pode a Igreja esquecer a oração que é um grito de apelo à misericórdia de Deus, perante as múltiplas formas de mal que pesam sobre a humanidade e a ameaçam (...) a Igreja tem o direito e o dever de fazer apelo ao Deus da misericórdia”.
Já em outro texto, na Encíclica “Redemptoris Mater” (Mãe do Redentor), o mesmo Papa faz notar que este tempo difícil da humanidade tem a Mãe presente no seu centro:
“Maria, Mãe do Verbo encarnado, está colocada no próprio centro dessa “inimizade”, dessa luta que acompanha o evoluir da história da humanidade sobre a Terra e a própria história da salvação.”
Por fim, o próprio Papa conclui: “Maria intercede pelos homens. E não é tudo: como Mãe deseja também que se manifeste o poder messiânico do Filho, ou seja, o seu poder salvífico que se destina a socorrer as desventuras humanas, a libertar o homem do mal que, sob diversas formas e em diversas proporções, faz sentir o peso na sua vida.”
Sabemos que o momento presente, tanto para cada um pessoalmente, como para toda a família de Deus, é de grande desafio. Nossas famílias estão sendo atacadas a todo momento, nossos jovens são empurrados à droga, a impureza e a falta de sentido da vida. Mas, em tudo isso somos mais que vencedores, pois nosso Deus é o “Pai das Misericórdias” e nossa Mãe a “Mãe da Misericórdia”.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mãe da Misericórdia

Em Vilna, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe de Misericórdia. Sua festa é celebrada a 16de novembro.
A Região Mãe da Misericórdia dos padres Palotinos no Rio de Janeiro teve seu início no ano de 1974, quando os padres vindos da Polônia assumiram os trabalhos na Cidade Maravilhosa. Em maio de 1974 o Conselheiro Geral, pe. Henrique Kietlinski e o provincial dos padres palotinos italianos vieram de Roma para o Brasil para fechar a Delegação italiana e abrir a Delegação polonesa “Mãe da Misericórdia”. No dia 1 de junho de 2001, o Governo Geral proclama a criação da Região Mãe da misericórdia e no dia 22 de janeiro é inaugurada a Região Mãe da Misericórdia. Existe uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demônio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efetivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores). Oficialmente a Igreja Católica aprovou a 15/8/1986 o formulário da Missa Votiva “Santa Maria, Rainha e Mãe de Misericórdia”, importante marco para a história de sua veneração – sem nos esquecermos que a 30/11/1980 o Papa João Paulo II destacara na sua Encíclica Dives in misericordiaque Maria é a “pessoa que conhece mais a fundo o mistério da misericórdia divina” (n. 9). Anos depois o Catecismo da Igreja Católica (1997) dirá que ao rezar na Ave-Maria: “rogai por nós, pecadores”, estamos recorrendo à “Mãe da misericórdia” (n. 2677). A invocação “Salve, Rainha mãe de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ópiedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo O dão (+942), abade de Cluny. “Egosum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho.
Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia”ou “Mãe de misericórdia” assim se justifica: Maria é a mulher que experimentou de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição,glorificação e Pentecostes). Ela é “kecharitoméne”, “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1,6).
Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraordinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1,3). A partir do seu “eis - me aqui” e o seu “faça-se”, a misericórdia divina se faz carne e entra na história!

Maria é a profetisa que exalta a misericórdia de Deus – pois no seu cântico o “Magnificat” por duas vezes – unida ao Filho do Altíssimo e ao seu Espírito –ela louva ao Pai misericordioso: “a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem”; “socorreu Israel, seu servo, lembrando - sede sua misericórdia” (Lc 1,50.54).
Maria é a intercessora incansável do povo de Deus – elevada aos Céus em corpo e alma,Maria não deixa de apresentar as necessidades dos fiéis ao seu Filho, a quem rogou pelos esposos de Caná, quando vivia na terra (cf. Jo 2,1ss). Ela“ continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna”, ensina o Concílio Vaticano II (Lumen gentium, n. 62), praticando assim a misericórdia, sobre tudo para com os que padecem dos males da alma (pecadores), mas também do corpo(todos que sofrem).
Maria é a apóstola incansável da misericórdia divina – com a permissão e o envio do seu Filho, Maria visitou inúmeras vezes os seus filhos ainda peregrinos neste mundo, o que podemos contemplar nas aparições que já gozam de beneplácito eclesial (Guadalupe, La Salette, Lourdes, Knock, Fátima etc.), convidando a todos a se aproximarem do “trono da graça” que é o seu Filho. Com o seu coração compassivo de Mãe, não poderia permanecer indiferente às mazelas dos seus filhos neste vale de lágrimas!
A Mãe de Jesus e nossa merece, portanto, ser honrada como Mãe da Misericórdia e Mãe de misericórdia! Ó Maria, Mãe que experimentastes e gerastes a Misericórdia, Mãe que proclamais e exerceis a misericórdia, fazei de nós autênticos apóstolos deste mesmo mistério de amor em nossos tempos. Amém.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Encontro Regional de Formação

A Solene celebração da liturgia no dia 16 de novembro, quando celebramos o dia de nossa padroeira Mãe da Misericórdia, deu inicio ao Encontro Regional de Formação.
Durante a celebração no Santuário da Divina Misericórdia no Rio de Janeiro, que foi presidida pelo Superior Regional Pe. João Pedro Stawicki SAC, o seminarista Saulo começou mais um etapa na sua formação tornando se leitor.
Pe. João Pedro lembrou que a imagem da Mãe da Misericórdia é muito ligada não só com a tradição cristã, mas também com nosso fundador São Vicente Pallotti que escreveu o “Poema da Misericórdia”. Explicando a imagem da Nossa Padroeira Pe. João Pedro citou o Beato Pe. Michal Sopocko que observou que no rosto da Mãe da Misericórdia vemos uma forte dor, que não chega ao desespero, porque esta dor esta assegurada pela submissão a vontade de Deus – SUBMISSÃO TOTAL!!! Por isso tem suas mãos cruzadas no peito, olhos virados para o chão e nestes olhos da para ver o raio de alegria, porque Maria neste momento esta dando a luz à humanidade inteira para o céu, no meio de insuperáveis dores do corpo e da alma.
No dia seguinte todos trabalharam sobre um texto de Instrumentum Laboris da XX Assembléia Geral da Sociedade do Apostolado Católico. No coração da fundação de Pallotti esta a intenção de um homem de Deus preocupado por este mundo e que sentiu que a melhor solução para os problemas do seu tempo era “reavivar a fé em Deus e reacender a caridade entre os povos deste mundo”. A pergunta que colocamos diante de nós mesmos nesta Assembléia Geral, foi, “neste mundo que muda, como podemos ser apóstolos que reavivam a fé em Deus e reacendem a caridade no mundo?”O  Documento não deu respostas para as  perguntas, mas permitiu que todos os membros da Região pudessem conhecer os temas e preocupações  que foram refletidas durante a Assembléia.
Quinta-feira  foram discutidos vários temas importantes da atualidade da Região. O Documento conclusivo da V Conferência de Aparecida, recordando o mandato do Senhor de “ir e fazer discípulos entre todos os povos” deseja despertar um grande impulso missionário na Igreja na América Latina e no Caribe. Pe. João Pedro explicou como nós palotinos podemos fazer missão continental no estilo de nosso Fundador. O elemento mais característico do Pallotti era certa estrutura que poderia ajudar na Missão Continental, certo tipo de sistemática, que pode ser chamada como a estrutura 12+1 dando a cada um o nome de um dos Apóstolos. Podemos constatar que esta visão das 13 procuradorias de Pallotti é uma visão completa, que tenta tocar em todos os níveis, as dimensões e os patamares do trabalho pastoral - missionário numa paróquia, forania,  vicariato ou diocese. Com alegria de todos os membros da Região foi dada a  notícia que a arquidiocese de Niterói iniciou o processo de reconhecimento do milagre realizado pela interseção de Elisabete Sanna, o vice-postulador deste processo é o Pe. Marcos Karny SAC. Nossa Região vai oferecer para Pe. Orides Giraldo relíquias do beato Pe. José Stanek SAC. A Relíquia será colocada no altar principial da igreja de Cristo Rei em Curitiba.
À noite assistimos na UFRJ um concerto da orquestra sinfônico da musica de Sibelius e La Falla.
O último dia do Encontro foi um dia de recreação comunitária na casa do noviciado. Para todos foi um tempo de oração, reflexão e aprofundamento do carisma palotino.
Pe. Artur Karbowy SAC

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mãe da Misericórdia Padroeira da nossa Região

No dia 16 de novembro a Igreja celebra a festa da Mãe da Misericórdia. A  Região do Rio de Janeiro da Sociedade do Apostolado Católico escolheu como sua padroeira Nossa Senhora com titulo de Mãe da Misericórdia.
Oficialmente a Igreja no dia 15 de agosto de 1986 aprovou o formulário da Missa Votiva “Santa Maria, Rainha e Mãe de Misericórdia”, esse fato é importante marco para a história de sua veneração – sem nos esquecermos que a 30 de novembro de 1980 o Papa João Paulo II destacara na sua Encíclica Dives in misericordia que Maria é a “pessoa que conhece mais a fundo o mistério da misericórdia divina” (n. 9). Anos depois o Catecismo da Igreja Católica (1997) dirá que ao rezar na Ave-Maria: “rogai por nós, pecadores”, estamos recorrendo à “Mãe da misericórdia” (n. 2677).
A invocação “Salve, Rainha Mãe de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+942), abade de Cluny. “Ego sum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho.
No mundo oriental podemos encontrar testemunhos ainda mais antigos. O padre oriental da Tiago de Sarug (+521), aplicou a Maria explicitamente o título de “Mãe de misericórdia” (Sermo de transitu), o que é por muitos considerado como sua primeira atribuição em absoluto. Em Vilno, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe de Misericórdia.
Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia” ou “Mãe de misericórdia” assim se justifica:
Maria é a mulher que experimentou de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes).
Ela é kecharitoméne, “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1,6).
Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraodinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1,3). A partir do seu “eis-me aqui” e o seu “faça-se”, a misericórdia divina se faz carne e entra na história!
Mãe da Misericórdia, rogai por nós e intercedei pela nossa Região. Amém.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Maria, Mãe da Misericórdia

Nós, palotinos da Região Mãe da Misericórdia, iremos celebrar no dia 16 de novembro a nossa padroeira. Deste modo, apresentamos os motivos de honrarmos a Mãe de Deus com o Título de Mãe da Misericórdia.

Há uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demônio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efetivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores).

A invocação “Salve, Rainha Mãe de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericirdiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” Se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+ 942), abade de Cluny. “Ego sum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho.
Relação com a Mensagem da Divina Misericórdia.

Em Vilna, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe da Misericórdia. Sua festa é celebrada a 16 de novembro.

Em nossos tempos, Santa Faustina Kowalska, mística polonesa, nos repropõe a centralidade da Divina Misericórdia para a fé e a vida da Igreja, recorrendo a Maria Santíssima como Mãe da Misericórdia. Por Providência divina, a primeira vez em que a imagem de Jesus Misericordioso foi publicamente venerada foi justamente em Vilna (cf. Diário, 417).

Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de Misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia” ou “Mãe de Misericórdia” assim se justifica:

Maria é a mulher que experimenta de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes). Ela é “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1, 6).
Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraordinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1, 3). A partir do seu “eis-me aqui” e o seu “faça-se”, a misercórdia divina se faz carne e entra na história!

Maria é a intercessora incansável do povo de Deus – elevada aos Céus em corpo e alma, Maria não deixa de apresentar as necessidades dos fiéis ao seu Filho, a quem rogou pelos esposos de Caná, quando vivia na terra (cf. Jo 2, 1 ss). Ela “continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna”, ensina o Concílio Vaticano II (Lumem gentium, n. 62), praticando assim a misericórdia, sobretudo para com os que padecem dos males da alma (pecadores), mas também do corpo (todos que sofrem).
A Mãe de Jesus e nossa merece, portanto, ser honrada como Mãe da Misericórdia e Mãe de Misericórdia! Ó Maria, Mãe que experimentastes e gerastes a Misericórdia, Mãe que proclamais e exerceis a misericórdia, fazei de nós autênticos apóstolos deste mesmo mistério de amor em nossos tempos. Amém.
Pe. Akácio