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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dia 22 de maio festa da Rainha dos Apóstolos

Santa Maria Rainha dos Apóstolos.

Padroeira da União do Apostolado Católico.

São Vicente Pallotti colocou a União do Apostolado Católico, desde a sua fundação, sob o patrocínio especial da Santíssima Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos. Pelos méritos e a intercessão da imaculada Mãe de Deus, ele queria obter todas as graças e os dons necessários para uma frutífera participação na missão da Igreja, a fim de que todos os seus membros – sacerdotes, religiosos e fiéis cristãos leigos, de cada estado e condição-, se dispusessem a perseverar unânimes na oração com Maria, a Mãe de Jesus. Todos têm nela um perfeito modelo da caridade e do zelo apostólico. A Santíssima Virgem Maria não participava de nenhum sacerdócio ministerial, mas cooperou de tal modo na obra de seu Filho que mereceu ser proclamada Rainha dos Apóstolos.

Oração a Maria Rainha dos Apóstolos.

Maria, Rainha dos Apóstolos!

     No seguimento do vosso Filho Jesus, nós nos empenhamos em reavivar a fé e reacender a caridade, em nossa vida e na de nossos irmãos e irmãs. Confiando em vós, Virgem santa, colocamos nossa firme esperança na ajuda Divina que nos vem por vossa intercessão, e colocamos a serviço da maior glória de Deus todas as nossas energias físicas e espirituais.

     Segundo o exemplo de São Vicente Pallotti, pedimos vossa maternal ajuda, para que aumente sempre mais em nós o desejo de orar sem cessar pela difusão do Reino de Deus, na firme confiança de alcançar conosco o paraíso, por toda eternidade. Amém.

Rezemos em comunidade.

Orações Palotinas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Maria, Mãe da Misericórdia

Nós, palotinos da Região Mãe da Misericórdia, iremos celebrar no dia 16 de novembro a nossa padroeira. Deste modo, apresentamos os motivos de honrarmos a Mãe de Deus com o Título de Mãe da Misericórdia.

Há uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demônio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efetivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores).

A invocação “Salve, Rainha Mãe de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericirdiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” Se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+ 942), abade de Cluny. “Ego sum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho.
Relação com a Mensagem da Divina Misericórdia.

Em Vilna, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe da Misericórdia. Sua festa é celebrada a 16 de novembro.

Em nossos tempos, Santa Faustina Kowalska, mística polonesa, nos repropõe a centralidade da Divina Misericórdia para a fé e a vida da Igreja, recorrendo a Maria Santíssima como Mãe da Misericórdia. Por Providência divina, a primeira vez em que a imagem de Jesus Misericordioso foi publicamente venerada foi justamente em Vilna (cf. Diário, 417).

Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de Misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia” ou “Mãe de Misericórdia” assim se justifica:

Maria é a mulher que experimenta de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes). Ela é “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1, 6).
Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraordinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1, 3). A partir do seu “eis-me aqui” e o seu “faça-se”, a misercórdia divina se faz carne e entra na história!

Maria é a intercessora incansável do povo de Deus – elevada aos Céus em corpo e alma, Maria não deixa de apresentar as necessidades dos fiéis ao seu Filho, a quem rogou pelos esposos de Caná, quando vivia na terra (cf. Jo 2, 1 ss). Ela “continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna”, ensina o Concílio Vaticano II (Lumem gentium, n. 62), praticando assim a misericórdia, sobretudo para com os que padecem dos males da alma (pecadores), mas também do corpo (todos que sofrem).
A Mãe de Jesus e nossa merece, portanto, ser honrada como Mãe da Misericórdia e Mãe de Misericórdia! Ó Maria, Mãe que experimentastes e gerastes a Misericórdia, Mãe que proclamais e exerceis a misericórdia, fazei de nós autênticos apóstolos deste mesmo mistério de amor em nossos tempos. Amém.
Pe. Akácio