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terça-feira, 23 de abril de 2019

RENOVAÇÃO DO COMPROMISSO APOSTÓLICO


Na manhã do dia 23 de abril de 2019 aconteceu na Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, Rio de Janeiro, o encontro da Família  Palotina. Nessa manhã foi trabalhado pelo nosso sacerdote palotino, Pe. Daniel Rochetti SAC, o tema da missão apostólica da Igreja e a missão palotina.



Nosso encontro contou com as presenças dos Conselhos Locais da União do Apostolado Católico de Niterói e do Rio de Janeiro, da comunidade das Irmãs Palotinas Romanas do Rio de Janeiro, da comunidade dos Irmãos Palotinos do Seminário Maior e dos próprios paroquianos daquele local que de ofereceram uma bela e calorosa acolhida. Tivemos cerca de cinquenta participantes nesse momento de encontro e confraternização.



A colocação sobre o tema de nosso encontro do Pe. Daniel SAC foi excelente. Ele expôs aquilo que é próprio de nosso pai  e fundador Vicente, no qual nos espelhamos para sermos missionários, e também dos diferentes modos de vida missionária dentro da Igreja.
Fica em nosso coração o  chamado para impelir o Amor de Cristo na Igreja e no mundo.

Para ser um evangelizador é necessário estarmos cheios do Amor de Cristo para impelí-lo nos outros e termos um agir evangelizador. Este agir evangelizador não é apenas um determinada ação de momento, mas toda e qualquer ação nossa deve ser evangelizadora.
Nosso dia foi concluído com a Celebração Eucarística presidia pelo  Pe. Paulo Kowalczyk SAC e concelebrada pelos padres Marcos Karny SAC e Daniel Rochetti SAC. Também nessa missa os pios leigos fizeram a renovação de seu Empenho Apostólico na União do Apostolado Católico.


Agradecemos a Deus por esse encontro de formação que reforça o rosto da nossa União quanto a anunciadores do Evangelho segundo o carisma de São Vicente Pallotti. Agradecemos também ao Pe. Daniel SAC pela formação, ao Padre Paulo SAC e seus paroquianos  pela  acolhida, a presença do Pe. Marcos SAC, das Irmãs Palotinas e a presença dos demais membros da UAC durante essa manhã.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Retiro anual da Região Mãe da Misericórdia

O Conselheiro Geral, Pe. Denilson Geraldo, SAC orientou o retiro anual aos membros da Região Mãe da Misericórdia, na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 06 a 09 de março.

A temática foi sobre a experiência de Deus na história de fé pessoal e comunitária que nós palotinos somos chamados a testemunhar. A referência para as reflexões foram os Evangelhos dominicais do tempo quaresmal e o relato do Evangelho de João sobre a Páscoa. Durante o retiro houve momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, celebração do Sacramento da Penitência e diversos momentos de oração e partilha.

A Região Mãe da Misericórdia concluiu os exercícios espirituais com uma confraternização e com um encontro com o novo Reitor Regional, Pe. Estevão Lewandowski, sobre os desafios do novo Regime Regional. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Formatura Curso Pastoral Catequética

No último dia 01 de dezembro, aconteceu na paróquia de N. S. de Fátima em Pendotiba, Niterói, a formatura do curso conhecido como CPC.
O CPC – Curso de Pastoral Catequética da arquidiocese de Niterói, tem sede em várias paróquias, e no nosso vicariato oceânico, a sede é na paróquia Palotina de N. S. de Fátima, e tem o Pe. Saulo, SAC, como coordenador.
O curso é especialmente para os fiéis que querem ser catequistas, e para todos que queiram se aprofundar no estudo da doutrina da igreja e na fé. Então estudam ao longo do Ano, módulos de Sagrada Escritura, Teologia Moral, Psicopedagogia, Sacramentos, etc. 
No dia 01 de dezembro, foi o encerramento das aulas de 2016, e foi celebrada a missa em ação de graças, pelo pe. Cristóvão Sopicki, SAC, pároco, que durante a homilia, falou de nossa preparação do tempo do Advento, e também deu o testemunho de quando foi catequista ainda no tempo de seminarista, e que até hoje, mantem contato com alguns dos seus catequizados.
Ao final da missa, aconteceu a entrega dos diplomas e certificados, e ainda uma confraternização no salão paroquial. 
O convite fica para todos que queiram se aprofundar nos estudos e conhecer ainda mais a igreja de Cristo, para se inscreveram no CPC de 2017, as aulas iniciarão em 02 de fevereiro de 2017. Podem ir na paróquia de N. S. de Fátima e participar.

domingo, 2 de agosto de 2015

O pensamento de Pallotti sobre a formação sacerdotal

Vicente Pallotti lembra, frequentemente, em seus escritos, que o eclesiástico deve esforçar-se pessoalmente, para buscar seu crescimento durante toda sua vida.
Ele estava convencido de que há uma intrínseca união entre o crescimento espiritual, o estudo e o apostolado. Sobre isto, merece destaque o texto sobre a obrigação de todos no espírito de santidade e de instrução (OOCC II, 81-86; III, p. 47-48). Este texto vem precedido da referência sobre a vida de Jesus Cristo: “O menino crescia e se fortificava, cheio de sabedoria e da graça de Deus; após três dias o encontraram no Templo, sentado entre os doutores, enquanto os escutava e os interrogava” (Lc 2,40-46). Pallotti, assim, pensava: da mesma forma que Jesus crescia e se fortificava cheio de sabedoria, escutando e interrogando os mestres, mesmo sendo a verdadeira Sabedoria, com maior razão, devemos também nós buscar a verdadeira instrução.

Escreve ainda: “devemos mais amar que buscar as instruções, e devemos procurá-las com afinco e ávidos de manifestar aos outros a nossa ignorância; e, por esta via de humildade, Deus nos recompensará com grande e saudável capacidade” (OOCC III, 48). Pallotti, por sua vez, enumerava os pontos que mereciam maior atenção e aprofundamento, a saber: a Sagrada Escritura, a história da Igreja, a teologia fundamental e dogmática, os sacramentos, a liturgia e a teologia moral. Ele expressa, ainda, a razão de se ter um contínuo aprendizado: “para que jamais regrida na mais perfeita imitação da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e, assim, cooperar eficazmente no engrandecimento da sua glória, para a santificação das almas” (OOCC VII, 63-64).

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Manhã de Formação e Confraternização da UAC Itaipu

No dia 24 de julho, ainda no espírito do congresso internacional da UAC, os membros da UAC de Itaipu, prepararam um dia de formação e convívio, aproveitando a estadia dos padres Poloneses em Itaipu.
Pela manhã, todos participaram na igreja de uma meditação sobre são Vicente Pallotti, dirigida pelo Pe. Stanislaw Stawicki, com tradução simultânea feita pelo Pe. Daniel. Logo após, aconteceu a santa missa.

Terminada a celebração, tiramos a foto oficial e partimos para casa para uma tarde de convívio. Os membros da UAC prepararam um delicioso churrasco, onde todos puderam confraternizar, cantar, e ainda um sorteio de lembrancinhas que os poloneses prepararam.
E para uma surpresa, também esteve presente a presidente da UAC a sra. Donatella Acerbi.
Que também dirigiu-nos algumas palavras, ainda no clima do congresso, agradecendo a alegria de poder estar em um convívio com os membros de Itaipu e da Polônia, mesmo já tendo terminado o congresso. Mostrando que a união rompe as barreiras da línguas, das distancias e que o amor e o carisma que nos une e nos faz levar a obra Palotina pelo mundo.
Foi de fato um dia muito especial, onde todos com muita alegria puderam se conhecer melhor, sentindo-se como uma grande família.

domingo, 7 de dezembro de 2014

O Ano da Vida Consagrada e da alegria de ser Palotino


O Ano da Vida Consagrada e da alegria de ser Palotino. Sábado, 29 de novembro de 2014, em toda a Igreja Católica começou o Ano da Vida Consagrada.
Em Roma, este evento foi marcado com uma grande vigília de oração na Basílica de Santa Maria Maggiore, presidido pelo Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom José Rodríguez Carballo, OFM. Foi um momento de oração marcada por ouvir alguns dos escritos dos Fundadores que seguiram Jesus em diferentes formas e a mensagem de vídeo de Papa Francisco que estava com visita pastoral à Turquia.
Outro momento importante foi a Celebração Eucarística do domingo, 30 de novembro, presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação, que nos apresentou plenamente no Ano da Vida Consagrada que ilustra o ensinamento do Papa Francisco sobre ele.

Papa Francisco na Carta Apostólica a todos consagrados por ocasião do Ano da Vida Consagrada, de 21 de Novembro de 2014, indica claramente os objetivos deste ano especial: olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança. O Santo Padre espera deste Ano de graça: que nós sejamos testemunhas da alegria de ser consagrados, acordar o mundo com as nossas vidas, sejamos na Igreja "especialistas de comunhão" e que "Nós saímos" para os subúrbios de existência.

Relatamos a primeira iniciativa do Secretariado Geral para a Formação, que envolverá as casas de formação. O Secretariado está organizando uma "Corrente de Oração", inspirado no tema: “A alegria de ser consagrado Pallottino”, que começará no dia 22 janeiro de 2015, festa de São Vicente Pallotti, e vai durar 33 dias e seguirá os "Trinta e três pontos" na qual Ele apresenta a santa vida de Jesus, que é a “nossa regra fundamental”. O Secretariado Geral de Formação envia logo a casas de formação um calendário com todas as informações. Neste Ano dedicado à Vida Consagrada nossos jovens podem viver mais profundamente a comunhão e a alegria da consagração através da oração e da meditação.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Encontro mundial de formadores


Hoje em Roma, território onde viveu, se santificou e morreu Vicente Pallotti, teve inicio ao encontro mundial de formadores (as) Palotinos (as), rezemos por todos os nossos formadores para que nunca lhes falta a sabedoria e jeito de amar de Cristo!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O pensamento de Pallotti sobre a formação sacerdotal



Vicente Pallotti lembra, frequentemente, em seus escritos, que o eclesiástico deve esforçar-se pessoalmente, para buscar seu crescimento durante toda sua vida.
Ele estava convencido de que há uma intrínseca união entre o crescimento espiritual, o estudo e o apostolado. Sobre isto, merece destaque o texto sobre a obrigação de todos no espírito de santidade e de instrução (OOCC II, 81-86; III, p. 47-48). Este texto vem precedido da referência sobre a vida de Jesus Cristo: “O menino crescia e se fortificava, cheio de sabedoria e da graça de Deus; após três dias o encontraram no Templo, sentado entre os doutores, enquanto os escutava e os interrogava” (Lc 2,40-46). Pallotti, assim, pensava: da mesma forma que Jesus crescia e se fortificava cheio de sabedoria, escutando e interrogando os mestres, mesmo sendo a verdadeira Sabedoria, com maior razão, devemos também nós buscar a verdadeira instrução.
Escreve ainda: “devemos mais amar que buscar as instruções, e devemos procurá-las com afinco e ávidos de manifestar aos outros a nossa ignorância; e, por esta via de humildade, Deus nos recompensará com grande e saudável capacidade” (OOCC III, 48). Pallotti, por sua vez, enumerava os pontos que mereciam maior atenção e aprofundamento, a saber: a Sagrada Escritura, a história da Igreja, a teologia fundamental e dogmática, os sacramentos, a liturgia e a teologia moral. Ele expressa, ainda, a razão de se ter um contínuo aprendizado: “para que jamais regrida na mais perfeita imitação da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e, assim, cooperar eficazmente no engrandecimento da sua glória, para a santificação das almas” (OOCC VII, 63-64).

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Belém - dezembro de 2013

Uma visão espiritual da Casa de Nazaré

O Boltim Belém, desde a sua criação, tem a finalidade de informar os membros da SAC sobre o que acontece de importante em toda a União do Apostolado Católico, para que os trabalhos realizados cheguem ao conhecimento de todos e assim, possamos ter um espírito de perfeita união e de colaboração.
A reflexão deste mês será dedicada sobre algo que move o carisma palotino: a casa de Nazaré. Nas Regras encontramos: “todos os que fizerem parte da nossa mínima Congregação deverão observar o que segue: imaginar-se na casa de Nazaré, fazendo parte da sagrada família do Homem-Deus, e praticar a mesma humildade, dependência, simplicidade e disposição de crescer, como julga ter agido e progredido Jesus, Maria e José”. Pallotti gostava de evocar esse lugar bíblico porque percebia a ação de Deus no meio de pessoas que colaboravam com Ele e entre si e, ao mesmo tempo, estava presente a tríade que nutria a sua pedagogia.
Pallotti via a casa de Nazaré como um lugar onde as pessoas viviam unidas, aprendiam a rezar, a trabalhar, a se calar, a cumprir seus deveres para com Deus e para com os homens; lugar em que elas se dispunham a adquirir a maturidade necessária, antes de se dedicar ao ministério público, aprendendo o justo valor das coisas.
“Como na Santa Família da Casa de Nazaré, as obras da fé e da religião se sucediam às obras laboriosas de carpinteiro e às outras necessárias para vida, de maneira que estava muito distante dela a mínima ociosidade e nela resplandecia o mais perfeito cumprimento de todas as obrigações, assim, nos Santos Retiros da Congregação, deve ser para sempre banida toda e a menor ociosidade. Recordando a concórdia e a caridade perfeita que resplandeciam na Casa de Nazaré, todos serão solicitados a ultimar rapidamente as obras do próprio ofício para terem o mérito da caritativa cooperação que, com humildade e caridade, prestarão aos seus irmãos nos respectivos ofícios, segundo a ordem do Reitor. Desse modo tornar-se-ão ricos dos sumos méritos da caridade e da obediência” (OO CC II, 148-150).
Portanto, por trás da modéstia deste comportamento respeitoso dos usos e costumes de sua cultura, a Sagrada Família vivia uma realidade tão grandiosa que apenas o silêncio e a discrição poderiam assegurar, ao Lar de Nazaré, a serenidade necessária ao desenvolvimento do plano de Deus: o nascimento do Messias tão esperado pelo povo hebreu, depois de tantos séculos. Serenidade também para zelar pela infância e adolescência de Jesus, o Cristo Salvador do mundo, até que ele alcançasse sua plena maturidade de homem e pudesse iniciar sua vida pública e a pregação de seu Evangelho.
Foi efetivamente na humilde morada de Nazaré que começaram a se desenrolar, entre os membros da Sagrada Família, as primeiras páginas do Novo Testamento que o Céu, em seu Verbo, se fez carne e veio se doar aos homens, por amor e pela salvação de todos. O testemunho de Cristo e de seus pais demonstra o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado (Paulo VI).
São Lucas nos dá mais informações sobre esta parte da vida de Cristo, essencialmente no que diz respeito à sua infância: “Jesus crescia em sabedoria, estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2, 52). Jesus viveu, pois, com Maria e José, uma infância afetuosa e submissa, marcada pela doçura, humildade e obediência.
O que se passou entre a infância de Jesus e a sua idade adulta, nós conhecemos, em parte, graças ao que conseguimos vislumbrar, indiretamente, por meio da Sagrada Escritura. Entretanto, temos maior conhecimento por meio do conjunto dos textos escritos e testemunhos da Tradição da Igreja, e por meio de seus Santos e Doutores. Por conseguinte, o que descobrimos é que, antes de se lançar pelas estradas da Galileia, para pregar, Jesus viveu, inicialmente, em Nazaré da Galileia, junto aos seus, a vida de uma família judia, piedosa e laboriosa. Filho de carpinteiro, formado por José seu pai, nosso Salvador exerceu, igualmente, durante muitos anos, esta profissão de artesão. Jesus seguiu, além disso, os costumes e preceitos da religião de Israel, frequentando a Sinagoga com os fiéis de seu tempo.
Em resumo, durante noventa por cento de sua existência, neste mundo, Cristo – Verbo de Deus, Deus mesmo e mestre do Universo! – viveu como que escondido, ao abrigo dos olhares do mundo, em santidade, na obediência filial e no trabalho de suas mãos... O Papa Paulo VI vê nesta maneira de viver reservada, no coração da Sagrada Família, uma verdadeira “escola do Evangelho”. Esta vida – absolutamente simples – da Sagrada Família, em Nazaré, não é, na verdade, uma escola de espiritualidade do viver cotidiano para cada cristão? Uma escola de vida, humilde e afetuosa, cujo Mestre não é outro senão o Próprio Deus feito homem?

Que todos nós membros da união possamos não só ter a Família de Nazaré como modelo, mas também como centro de todas as nossas motivações apostólicas.

Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC
Província São Paulo Apóstolo – Brasil

terça-feira, 8 de outubro de 2013

AS COMUNICAÇÕES DA FÉ NA SOCIEDADE DOS MASS-MEDIA

S. Vicente Pallotti era um hábil comunicador e homem de muitas relações. As suas cartas testemunham seus numerosos contatos. Aproveitava o material impresso para difundir suas iniciativas pastorais e apostólicas. Contudo, como confessor e diretor espiritual, estava em condições de escutar com grande sensibilidade os sofrimentos e ânsias humanas. Sabemos que ele se preocupava com a educação dos missionários e apóstolos, também no setor das capacidades de comunicação. Na “Regra”, chamada ‘Cópia Lambruschini”, escreveu: “Todos aprenderão a língua do país em que habitam, sem deixar a cultura da língua própria, enquanto for útil no lugar mesmo, ou para as Obras da glória de Deus, e utilidade espiritual do próximo” (OOCC, II, p. 162).
Esta sugestão de Pallotti não é só o cuidado pelo ensino das línguas estrangeiras. Pode ser entendido como uma preocupação para compreender a mentalidade e a linguagem que usam os homens modernos. Sabemos que, às vezes, no mundo moderno a maneira que nós falamos sobre Deus e a fé é de difícil compreensão para muitas pessoas. Nas recomendações aos missionários populares, Pallotti os encoraja a procurar “os mais zelosos operários do Clero... de tomar com muita e edificante atenção todas as notícias do povo acerca dos costumes, e de todas as necessidades espirituais.” Este conhecimento colhido deve ser utilizado “para a pregação”, de maneira que possam “orientar as consciências oportunamente” (OOCC VII, p. 215).
Estas indicações de Pallotti conservaram a sua atualidade. Num encontro com os estudantes de Teologia coloquei a pergunta se alguém conhecia um caso de conversão como resultado de ver os conteúdos online. Fez-se silêncio. Um estudante, timidamente, acenou que um dos seus amigos viu um vídeo no You Tube e se interessou pela questão das curas milagrosas. Foi a única resposta à pergunta sobre a conversão.
Depois pedi, se alguém conhecia algum fato em que a Internet teria feito mal ou tivesse prejudicado a alguém. Neste momento a sala parecia uma floresta de mãos. Quase todos tinham uma história para contar, um acontecimento no qual o internauta sofreu um dano material ou espiritual, causados pela utilização da Internet.
O encontro com os estudantes de Teologia mostra claramente aquilo que é a nossa estereotípica associação e a valorização da Internet e das novas tecnologias relacionadas com a mesma. No primeiro caso, a Internet parece um centro de entretenimento superficial e de conteúdo vulgar, que prospera no lado obscuro da nossa natureza humana.
A conversa com os estudantes de Teologia, contudo, continuava ainda. Pedi que narrassem os vários modos de utilização da Internet para aumentar sua vida de fé. Depois descobriu-se que muitos deles enviaram e-mails aos amigos pedindo orações, procuraram sites de  informações sobre a vida das suas comunidades e dos textos dos discursos do Papa. Tiveram sucesso em deliciar-se com a escuta de música cristã e de web radio. Muitos outros encontros litúrgicos, homilias e conferências estão também disponíveis para aqueles que têm necessidade de tais conteúdos.
A mencionada discussão com os estudantes de Teologia sobre o papel dos novos meios no reforço e na partilha da fé é um bom exemplo, que expressa algumas importantes verdades e princípios. É verdade que as conversões diante da telinha do computador e com o mouse em mãos são raras. A Internet não substitui um encontro face a face. Não substitui uma ajuda específica, como o dar um copo de água ou do tempo gasto ao lado do doente.
De outra parte, os instrumentos da Internet podem ser extremamente úteis para fornecer informações sobre a vida das comunidades cristãs, sobre a continuidade das relações internas da comunidade e para encontrar um conteúdo espiritual.
Os discípulos e apóstolos de Jesus são convidados a partilhar a sua fé. Esta é a essência de toda evangelização, antiga ou nova. Partilhar a fé é possível também usando os novos meios de comunicação. Os nossos sites, e-mails enviados, as informações  no Facebook, o envio de mensagens de texto ou o uso de aplicativos em telefones celulares – tudo isto pode ser um instrumento que nos ajudará a reforçar a nossa fé e esperança e a partilhá-la com os outros. Por outro lado, a mesma mídia e seus conteúdos podem contribuir para o enfraquecimento da fé e a perda da confiança em Deus e na sua Igreja.
Estas afirmações são o ponto de partida para futuras reflexões. Trata-se de encontrar critérios para distinguir quando os meios de comunicação estão conduzindo a um aprofundamento da fé e da comunidade eclesial, e quando se tornam um instrumento para diluir e como que liquidificar os seus contornos.
Para responder a estas perguntas é necessária, antes de tudo, uma aprofundada reflexão sobre o que é a fé. A fé é um dom que vem de Deus. A aceitação voluntária deste dom é a resposta da pessoa humana. Mas a “A fé não é simples assentimento intelectual do homem a verdades particulares sobre Deus; é um gesto mediante o qual me confio livremente a um Deus que é Pai e que me ama; é adesão a um «Tu» que me dá esperança e confiança "  (Bento XVI, Audiência geral, 24 de outubro de 2012)). Portanto, uma pessoa não começa a crer simplesmente porque decidiu. Há pessoas que têm um vasto conhecimento sobre a religião cristã, mas não são crentes. O conhecimento não é a própria fé, mesmo se o crente faz de tudo a fim de conhecer Deus e tudo o que Deus revelou.
O reforço da fé nos vem através da oração pessoal e a reflexão sobre a Palavra de Deus. O melhor ambiente para fortalecer a fé é o encontro vivo com outros crentes, com os quais estamos em condições de rezar juntos e falar dos valores mais basilares e essenciais da vida.·.

Para uma reflexão pessoal/comunitária:

1. Jesus diz:”Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). O mundo de hoje, ao contrário, proclama, com distorção, as palavras de Jesus, levantando temores infundados: “Se conhecerdes a verdade, a verdade vos tornará escravos”. Como distinguir na enxurrada das informações hodiernas, a verdade da mentira, os conteúdos úteis, dos nocivos?

2. Pallotti nos encorajou a conhecer a mentalidade, a linguagem, e as exigências das pessoas no meio das quais vivemos. Estamos em condições de descobrir a mais importante necessidade dos outros, no que diz respeito a seus meios de subsistência e suas esperanças e medos do futuro?

3. Pallotti escreveu sobre os missionários que deveriam “ser ávidos de aprender com grande perfeição e precisão a arte dificílima da propagação da Santa Fé” (OOCC VII, p. 246). Estão em condições de partilhar com outros a experiência de fé?

A oração de Bento XVI pelas vocações para a evangelização (2007):
“Dirigimo-nos a ti, Maria, que sustentaste a primeira comunidade, onde ‘todos eram unânimes, e todos se reuniam regularmente para a oração’ (cf At 1,14), para que ajude a Igreja a ser no mundo de hoje o ícone da Trindade, sinal eloqüente do amor divino por todos os homens
Virgem, intercede para que não faltem, no seio do povo cristão os servidores da alegria divina: sacerdotes que, em comunhão com seus Bispos, anunciem fielmente o Evangelho e celebrem os sacramentos, cuidem do povo de Deus, e estejam prontos a evangelizar a humanidade inteira. Faze que também nesse nosso tempo aumente o número das pessoas consagradas, que vão contra a corrente, vivendo os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, e testemunhando, de modo profético, Cristo e sua libertadora mensagem de salvação.

Maria, ajuda-nos a dizer com a vida: “Eis-me, ó Deus, que venho para fazer a tua vontade” (cf Hb 10.7)”.

Pe. Zenon Hanas SAC

domingo, 8 de setembro de 2013

Belém, Julho de 2013, nº 81

Sesquicentenário da IGREJA de são pedro – londres
No início do ano de 2011, o reitor e pároco Pe. Carmelo Di Giovanni enviou uma carta ao Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, convidando-o para visitar a nossa Igreja em Londres (São Pedro). Nenhum de nós esperava que a sua resposta negativa fosse abrir as festividades deste evento tão importante para nossa comunidade paroquial. O Presidente Napolitano, explicando o motivo da sua ausência, enviou votos e congratulações por esse memorável aniversário dos cento e cinquenta anos da Igreja italiana de São Petro, cuja celebração foi iniciada no dia 16 de abril, de 2013.
Desde a sua fundação, a Igreja italiana de São Pedro era um lugar importante, bem como um marco para a comunidade de imigrantes italianos em Londres. Historicamente, a primeira Igreja Palotina foi construída nos anos de 1852-1863, graças ao compromisso dos colaboradores de São Vicente Pallotti: Pe. Rafael Melia e Pe. José Faà di Bruno. O projeto dos nossos confrades era grande. A pedido do Papa Pio IX e com a sua bênção, a ideia primordial para construir uma Igreja para a comunidade de imigrantes italianos também foi estendida para os fiéis de outras nações. O próprio Papa contribuiu para a nomeação e a dedicação da Igreja em honra ao Apóstolo Pedro.
Desde o início de suas atividades até os dias atuais, a Igreja italiana de São Pedro é considerada um lugar importante não só para os imigrantes italianos que residem em Londres, mas também em toda a Grã-Bretanha. As sucessivas gerações dos palotinos que aí trabalharam, procuraram adaptar-se aos novos desafios, às dinâmicas e mudanças sociais acontecidas ao longo dos tempos. Graças aos esforços de muitas pessoas, a nossa Igreja permanece como um lugar de muita atividade apostólica. Como paróquia, com o nosso trabalho, abraçamos três gerações de imigrantes italianos que vivem em Londres: a geração mais velha do pós-guerra de 1950; seus filhos e suas famílias que nasceram na Inglaterra e com dupla nacionaldiade, sendo que muitas delas têm pouco conhecimento da língua italiana; e em terceiro lugar, a mais recente geração daqueles que hoje vivem em Londres “para ganhar o seu pão” ou para a realização de diversos projetos e contratos. Em resposta ao projeto primordial do Papa Pio IX, estamos abertos também para acolher entre nós pessoas de outras nacionalidades.
A nossa pastoral destina-se às necessidades dos imigrantes italianos, que a cada hora do dia ou da noite vêm até nós pedindo ajuda ou suporte. Outro trabalho importante para nós são as visitas aos presos e aos doentes nos hospitais e lares. Essa atividade é feita com base na iniciativa do Pe. Carmelo, projeto São Pedro, que visa a identificar e auxíliar os jovens viciados em todo tipo de drogas. No prédio adjacente à Igreja, há quatro ambientes que servem como local de recreação, reuniões para pessoas de todas as faixas etárias (Clube Social). Há também a sede de várias associações, locais de reunião e formação para crianças de até seis anos de idade; para jovens de 7 a 17 anos (clube de jovens). Durante o ano, uma vez por semana, é realizado um programa de catequese para as crianças da primeira comunhão e confirmação para a juventude. É uma proposta que atrai participantes de toda Londres. Em dois anos, o grupo composto por crianças e jovens (cerca de 500 pessoas) participou dos Jogos Olímpicos, organizado por nós. Um dos grupos da nossa paróquia, que é muito dinâmico, é o grupo de jovens, que se divide em cinco Comunidades.
Para todos nós e também para a sociedade britânica, o Jubileu de cento e cinquenta anos da consagração da Igreja de São Pedro é um importante evento que acontece na cidade de Londres. De acordo com uma decisão feita pelo Pe. Carmelo, em conjunto com a Comissão do Jubileu da nossa Igreja, as celebrações acontecerão durante um ano: de 16 de abril de 2013 à Páscoa de 2014. Até agora, durante várias celebrações, participaram vários representantes da Igreja, como o Núncio Apostólico na Grã-Bretanha, Dom Antonio Mennini, Dom Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster (Nossa Diocese), Pe. Antonio Lotti, Provincial da Província Italiana dos Palotinos. Tivemos, ainda, a honra da presença de vários cardeais e Bispos da Itália e Grã-Bretanha; Pe. Zenon Hanas – vice-provincial da Província polonesa de Cristo Rei, outros sacerdotes e irmãos, autoridades civis, representantes da Rainha Elizabeth II, membros do Governo e do Parlamento Britânico e autoridades locais. Acolhemos com entusiasmo nossos paroquianos e muitos representantes dos britânicos e de imigrantes que vivem em Londres.
Ao escrever essas linhas, partilho um pouco da nossa alegria por receber tantas pessoas que nos ajudam e que demonstram quão viva está essa nossa comunidade, empenhada no serviço do Reino e da salvação das almas.

Pe. Riccardo Wrobel, SAC

Igreja de São Pedro – Londres