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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Belém - dezembro de 2013

Uma visão espiritual da Casa de Nazaré

O Boltim Belém, desde a sua criação, tem a finalidade de informar os membros da SAC sobre o que acontece de importante em toda a União do Apostolado Católico, para que os trabalhos realizados cheguem ao conhecimento de todos e assim, possamos ter um espírito de perfeita união e de colaboração.
A reflexão deste mês será dedicada sobre algo que move o carisma palotino: a casa de Nazaré. Nas Regras encontramos: “todos os que fizerem parte da nossa mínima Congregação deverão observar o que segue: imaginar-se na casa de Nazaré, fazendo parte da sagrada família do Homem-Deus, e praticar a mesma humildade, dependência, simplicidade e disposição de crescer, como julga ter agido e progredido Jesus, Maria e José”. Pallotti gostava de evocar esse lugar bíblico porque percebia a ação de Deus no meio de pessoas que colaboravam com Ele e entre si e, ao mesmo tempo, estava presente a tríade que nutria a sua pedagogia.
Pallotti via a casa de Nazaré como um lugar onde as pessoas viviam unidas, aprendiam a rezar, a trabalhar, a se calar, a cumprir seus deveres para com Deus e para com os homens; lugar em que elas se dispunham a adquirir a maturidade necessária, antes de se dedicar ao ministério público, aprendendo o justo valor das coisas.
“Como na Santa Família da Casa de Nazaré, as obras da fé e da religião se sucediam às obras laboriosas de carpinteiro e às outras necessárias para vida, de maneira que estava muito distante dela a mínima ociosidade e nela resplandecia o mais perfeito cumprimento de todas as obrigações, assim, nos Santos Retiros da Congregação, deve ser para sempre banida toda e a menor ociosidade. Recordando a concórdia e a caridade perfeita que resplandeciam na Casa de Nazaré, todos serão solicitados a ultimar rapidamente as obras do próprio ofício para terem o mérito da caritativa cooperação que, com humildade e caridade, prestarão aos seus irmãos nos respectivos ofícios, segundo a ordem do Reitor. Desse modo tornar-se-ão ricos dos sumos méritos da caridade e da obediência” (OO CC II, 148-150).
Portanto, por trás da modéstia deste comportamento respeitoso dos usos e costumes de sua cultura, a Sagrada Família vivia uma realidade tão grandiosa que apenas o silêncio e a discrição poderiam assegurar, ao Lar de Nazaré, a serenidade necessária ao desenvolvimento do plano de Deus: o nascimento do Messias tão esperado pelo povo hebreu, depois de tantos séculos. Serenidade também para zelar pela infância e adolescência de Jesus, o Cristo Salvador do mundo, até que ele alcançasse sua plena maturidade de homem e pudesse iniciar sua vida pública e a pregação de seu Evangelho.
Foi efetivamente na humilde morada de Nazaré que começaram a se desenrolar, entre os membros da Sagrada Família, as primeiras páginas do Novo Testamento que o Céu, em seu Verbo, se fez carne e veio se doar aos homens, por amor e pela salvação de todos. O testemunho de Cristo e de seus pais demonstra o imenso resplendor que pode atingir uma vida familiar comum, vivenciada em Deus, na simplicidade e num grande amor compartilhado (Paulo VI).
São Lucas nos dá mais informações sobre esta parte da vida de Cristo, essencialmente no que diz respeito à sua infância: “Jesus crescia em sabedoria, estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2, 52). Jesus viveu, pois, com Maria e José, uma infância afetuosa e submissa, marcada pela doçura, humildade e obediência.
O que se passou entre a infância de Jesus e a sua idade adulta, nós conhecemos, em parte, graças ao que conseguimos vislumbrar, indiretamente, por meio da Sagrada Escritura. Entretanto, temos maior conhecimento por meio do conjunto dos textos escritos e testemunhos da Tradição da Igreja, e por meio de seus Santos e Doutores. Por conseguinte, o que descobrimos é que, antes de se lançar pelas estradas da Galileia, para pregar, Jesus viveu, inicialmente, em Nazaré da Galileia, junto aos seus, a vida de uma família judia, piedosa e laboriosa. Filho de carpinteiro, formado por José seu pai, nosso Salvador exerceu, igualmente, durante muitos anos, esta profissão de artesão. Jesus seguiu, além disso, os costumes e preceitos da religião de Israel, frequentando a Sinagoga com os fiéis de seu tempo.
Em resumo, durante noventa por cento de sua existência, neste mundo, Cristo – Verbo de Deus, Deus mesmo e mestre do Universo! – viveu como que escondido, ao abrigo dos olhares do mundo, em santidade, na obediência filial e no trabalho de suas mãos... O Papa Paulo VI vê nesta maneira de viver reservada, no coração da Sagrada Família, uma verdadeira “escola do Evangelho”. Esta vida – absolutamente simples – da Sagrada Família, em Nazaré, não é, na verdade, uma escola de espiritualidade do viver cotidiano para cada cristão? Uma escola de vida, humilde e afetuosa, cujo Mestre não é outro senão o Próprio Deus feito homem?

Que todos nós membros da união possamos não só ter a Família de Nazaré como modelo, mas também como centro de todas as nossas motivações apostólicas.

Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC
Província São Paulo Apóstolo – Brasil

domingo, 8 de setembro de 2013

Belém, Julho de 2013, nº 81

Sesquicentenário da IGREJA de são pedro – londres
No início do ano de 2011, o reitor e pároco Pe. Carmelo Di Giovanni enviou uma carta ao Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, convidando-o para visitar a nossa Igreja em Londres (São Pedro). Nenhum de nós esperava que a sua resposta negativa fosse abrir as festividades deste evento tão importante para nossa comunidade paroquial. O Presidente Napolitano, explicando o motivo da sua ausência, enviou votos e congratulações por esse memorável aniversário dos cento e cinquenta anos da Igreja italiana de São Petro, cuja celebração foi iniciada no dia 16 de abril, de 2013.
Desde a sua fundação, a Igreja italiana de São Pedro era um lugar importante, bem como um marco para a comunidade de imigrantes italianos em Londres. Historicamente, a primeira Igreja Palotina foi construída nos anos de 1852-1863, graças ao compromisso dos colaboradores de São Vicente Pallotti: Pe. Rafael Melia e Pe. José Faà di Bruno. O projeto dos nossos confrades era grande. A pedido do Papa Pio IX e com a sua bênção, a ideia primordial para construir uma Igreja para a comunidade de imigrantes italianos também foi estendida para os fiéis de outras nações. O próprio Papa contribuiu para a nomeação e a dedicação da Igreja em honra ao Apóstolo Pedro.
Desde o início de suas atividades até os dias atuais, a Igreja italiana de São Pedro é considerada um lugar importante não só para os imigrantes italianos que residem em Londres, mas também em toda a Grã-Bretanha. As sucessivas gerações dos palotinos que aí trabalharam, procuraram adaptar-se aos novos desafios, às dinâmicas e mudanças sociais acontecidas ao longo dos tempos. Graças aos esforços de muitas pessoas, a nossa Igreja permanece como um lugar de muita atividade apostólica. Como paróquia, com o nosso trabalho, abraçamos três gerações de imigrantes italianos que vivem em Londres: a geração mais velha do pós-guerra de 1950; seus filhos e suas famílias que nasceram na Inglaterra e com dupla nacionaldiade, sendo que muitas delas têm pouco conhecimento da língua italiana; e em terceiro lugar, a mais recente geração daqueles que hoje vivem em Londres “para ganhar o seu pão” ou para a realização de diversos projetos e contratos. Em resposta ao projeto primordial do Papa Pio IX, estamos abertos também para acolher entre nós pessoas de outras nacionalidades.
A nossa pastoral destina-se às necessidades dos imigrantes italianos, que a cada hora do dia ou da noite vêm até nós pedindo ajuda ou suporte. Outro trabalho importante para nós são as visitas aos presos e aos doentes nos hospitais e lares. Essa atividade é feita com base na iniciativa do Pe. Carmelo, projeto São Pedro, que visa a identificar e auxíliar os jovens viciados em todo tipo de drogas. No prédio adjacente à Igreja, há quatro ambientes que servem como local de recreação, reuniões para pessoas de todas as faixas etárias (Clube Social). Há também a sede de várias associações, locais de reunião e formação para crianças de até seis anos de idade; para jovens de 7 a 17 anos (clube de jovens). Durante o ano, uma vez por semana, é realizado um programa de catequese para as crianças da primeira comunhão e confirmação para a juventude. É uma proposta que atrai participantes de toda Londres. Em dois anos, o grupo composto por crianças e jovens (cerca de 500 pessoas) participou dos Jogos Olímpicos, organizado por nós. Um dos grupos da nossa paróquia, que é muito dinâmico, é o grupo de jovens, que se divide em cinco Comunidades.
Para todos nós e também para a sociedade britânica, o Jubileu de cento e cinquenta anos da consagração da Igreja de São Pedro é um importante evento que acontece na cidade de Londres. De acordo com uma decisão feita pelo Pe. Carmelo, em conjunto com a Comissão do Jubileu da nossa Igreja, as celebrações acontecerão durante um ano: de 16 de abril de 2013 à Páscoa de 2014. Até agora, durante várias celebrações, participaram vários representantes da Igreja, como o Núncio Apostólico na Grã-Bretanha, Dom Antonio Mennini, Dom Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster (Nossa Diocese), Pe. Antonio Lotti, Provincial da Província Italiana dos Palotinos. Tivemos, ainda, a honra da presença de vários cardeais e Bispos da Itália e Grã-Bretanha; Pe. Zenon Hanas – vice-provincial da Província polonesa de Cristo Rei, outros sacerdotes e irmãos, autoridades civis, representantes da Rainha Elizabeth II, membros do Governo e do Parlamento Britânico e autoridades locais. Acolhemos com entusiasmo nossos paroquianos e muitos representantes dos britânicos e de imigrantes que vivem em Londres.
Ao escrever essas linhas, partilho um pouco da nossa alegria por receber tantas pessoas que nos ajudam e que demonstram quão viva está essa nossa comunidade, empenhada no serviço do Reino e da salvação das almas.

Pe. Riccardo Wrobel, SAC

Igreja de São Pedro – Londres

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Belém - Noticiário UAC Julho 2013

Caros irmãos e irmãs da União Com alegria vos apresentamos neste boletim uma nota sobre o trabalho de São Vicente Pallotti com os encarcerados, junto com outras notícias provenientes da União.

1.SÃO VICENTE PALLOTTI  E OS ENCARCERADOS No tempo de Vicente Pallotti, as condições carcerárias nos Estados Pontifícios e em outros lugares eram muito pobres. Gregório XVI (1831-1846) tentou melhorar a vida dos jovens detentos, estabelecendo escolas de artesanato para oferecer-lhes um futuro alternativo.
Os cárceres de Roma estavam cheios de criminosos comuns, misturados com prisioneiros políticos. À crescente influência das seitas contrárias ao poder temporal pontifício, Gregório XVI e os seus ministros responderam com a repressão, intensificando a busca dos rebeldes e encarcerando-os. Nisto distinguiu-se particularmente o Cardeal Luigi Lambruschini, penitente, sustentador e frequente defensor de Pallotti, nomeado Secretário de Estado em 1836. Ao menos quatrocentos rebeldes, no cárcere, esperavam ser julgados, e frequentemente ser, depois, condenados à morte. Pallotti tinha grande compaixão dos encarcerados e, ainda antes da ordenação sacerdotal, incluiu os “Pobrezinhos de Jesus Cristo,... muitos pobres Escravos, Encarcerados, Detidos” entre os que queria confortar e levantar.(Propósitos anteriores ao sacerdócio (1816), OOCC X, pp.19-20). Ele teve a sua primeira experiência de trabalho apostólico com os prisioneiros quando era jovem sacerdote, ao menos desde 1921, como testemunha uma carta enviada a Mons. Caetano Bonanni, em 28 de abril de 1921, na qual pedia, por parte de um certo senhor Pietro Riccioni  que Mons. Bonanni, no dia 28 de abril de 1921, fosse visitá-lo nos Cárceres Novos (OCL I, p.120). Foi nessa prisão, situada perto da igreja do Espírito Santo dos Napolitanos na Via Giulia, que Pallotti obteve a verdadeira formação para o trabalho sacerdotal entre os detentos, sendo ele o primeiro padre a pregar, a oferecer ensino religioso e a escutar lá, regularmente, as confissões. No dia 21 de maio de 1821, ele escreveu ao seu colaborador, o padre oratoriano Luigi Sciarra, pedindo-lhe que visitasse um certo senhor Santini, encarcerado na enfermaria dos Cárceres Novos, e, no dia 20 de setembro de 1846, lhe pediu que ouvisse a confissão de um jovem, Vincenzo Silvio, na mesma prisão (OCL I, pp.122 e 228). No dia 11 de novembro de 1836, escreveu ao Pe. Silvestro Graziani de Frascati, pedindo-lhe que “eficazmente se empenhasse em favorecer em todo modo possível e conveniente o pobre Lorenzo Colasanti detido nos Cárceres de Frascati” (OCL II, pp.145-6). Em 29 de julho de 1846, Filippo Coccioni, um pai de 14 filhos que vivia em Tívoli, depois de ter estado encarcerado por algumas horas por dívidas não pagas, escreveu para pedir ajuda e oração a Pallotti nas suas “Espirituais e Temporais necessidades”, recebendo resposta no dia 6 de agosto (OCL V, pp. 270-2). Quando desenvolveu o sistema das Procuradorias, Pallotti entregou o cuidado dos prisioneiros à oitavaProcuradoria, sob a proteção de São Bartolomeu. Os seus membros deviam cuidar em todas as dimensões das exigências dos detidos, entre as quais, do cuidado espiritual, das necessidades físicas como o alimento, da defesa dos seus direitos e da busca de remissão por boas condutas, incluída a oferta de advogados; pedia-lhes também que se preocupassem com as famílias dos prisioneiros. Pallotti fez vários cursos de exercícios espirituais, cada ano, para os jovens detidos dos cárceres de Via Giulia e das Termas de Diocleziano. Enquanto crescia a sua fama, os detidos de outros cárceres frequentemente pediam-no como confessor. Visitou os detidos nos cárceres do Santo Ofício, em Castel Santo Ângelo e na Casa de Correção em Ripa Grande, incluídos os prisioneiros militares. No dia 22 de julho de 1845, escreveu à direção militar pontifícia a fim de interceder em favor de Luigi Berna, um jovem policial que tinha passado 6 meses no cárcere por abandono de serviço, em estado de embriaguez, para ir visitar a mãe doente; e para José Belardi, um soldado da infantaria de 17 anos, que já tinha passado cinco meses na cadeia, contra o qual Pallotti sustentava ter havido uma falsa acusação por parte de três cabos (OCL 5, pp.101-2). Existe um amplo corpo de cartas nas quais os aprisionados lhe pedem favores ou remissão da sua pena ainda para cumprir, fazendo seguidamente apelo à sua boa conduta no cárcere. Numa carta de 13 de janeiro de 1838, ele escreve com amargura a Tomás Cassini, que lhe pedira que visitasse um prisioneiro em Castel Sant´Angelo: “As ocupações tidas no tempo do Cólera me mantiveram afastado do Forte S. Ângelo. Com minha surpresa e desgosto não o encontrei mais: perdoa-me de qualquer negligência minha” (OCL.2, p. 234).
Quando descobri que não havia capela do cárcere, obtive das autoridades pontifícias a licença de adaptar um lugar idôneo para este objetivo. Começou também a ser procurado para o doloroso ofício de dar assistência sacerdotal aos condenados à morte. A Arquiconfraria da Misericórdia de São João Degolado ocupava-se dos condenados à morte em Roma desde o fim de 1400. Segundo os registros dos justiçados, entre 1835 e 1846, Pallotti foi solicitado por nove prisioneiros condenados que ficaram impenitentes somente em dois casos, apesar dos esforços destes santos sacerdotes Bernardo Clausi e Biagio Valentini (sucessor de São Gaspar del Búfalo como Superior Geral da sua Congregação). Em sete destes casos, Pallotti teve a alegria de ver a conversão do prisioneiro. Esta assistência aos condenados muitas vezes pedia a Pallotti horas de grandíssimo esforço e dedicação. Algumas pessoas mudaram num instante: quando ele foi a um homem impenitente, exclamou na capela diante do homem e de todos os presentes em alta voz: “Peçamos que Deus dote este pobre homem com sua graça, logo”! O homem se converteu imediatamente! Outros tomaram mais tempo. Em 8 de março de 1845, entrou na cela de João Vannerelli, 26 anos, de Gubbio, que tinha matado uma peregrina alemã, Anna Kotten, ex-freira, e que por longo tempo tinha refutado a conversão, mais vezes blasfemando e afirmando a sua inocência. Pallotti, que precedentemente tinha falado com Vannerelli, foi chamado pelo marquês Sacchetti, um colaborador, e, depois de mais de duas horas, conseguiu levá-lo à Confissão e à Comunhão. Dado o seu êxito, a Confraternidade, cujo cardeal protetor era amigo de Pallotti, o Cardeal Acton, ofereceu-lhe a nomeação de Capelão, mas ele a refutou por causa do estipêndio que iria conseguir. Cada dia de execução, em Roma, foi um dia de penitência e de oração. Avisos anunciaram as execuções e exortaram à oração, confissão e comunhão pelos condenados. O prisioneiro, nunca pré-avisado do dia de execução, era improvisadamente acordado, na metade da noite, e levado à capela, onde o sacerdote e os membros da acima mencionada Confraternidade estavam à sua espera. Enquanto estes últimos rezavam, o sacerdote ouvia a confissão do detido, celebrava a Missa, dando-lhe a Comunhão pela última vez. Se a pessoa era impenitente, o sacerdote procurava convencê-la, e, às vezes, a execução era adiada até à tarde para deixar-lhe mais tempo. Pallotti experimentava uma grande alegria todas as vezes que conseguia conduzir à conversão um prisioneiro condenado. Um dia, encontrou Emanuele de Gregório, um seu penitente e coronel de estado maior do Papa, e, incapaz de conter a sua alegria, abraçou-o e disse-lhe da sua profunda felicidade pela conversão de um condenado à morte. Quando chegava o tempo da execução, o condenado era levado ao lugar de execução, no interior do cárcere, ou com uma charrete junto com o sacerdote, pelas ruas de Roma para uma das praças públicas, acompanhado em procissão pelos membros da Arquiconfraria, os soldados e o carrasco, guiados por uma cruz de bronze. Pallotti acompanhou um certo número de detentos condenados deste modo, seja com a charrette ou seguindo-o a pé. Depois da oração final e do beijo da cruz, o prisioneiro era justiçado com a guilhotina. Em 1840, a atividade de Pallotti entre os detidos tinha notavelmente aumentado, como atestado no curso da causa de suabeatificação. Dois pontos interessantes finais em relação a Pallotti e aos prisioneiros: (a) São Vicente obviamente não via os prisioneiros só como destinatários passivos de caridade e de apostolado por parte de outros, mas como tendo o direito de serem apóstolos ativos na pastoral da Igreja, como está claro pela sua inclusão dos detidos na lista dos possíveis membros da União do Apostolado Católico recém-nascida, que delineou entre os verões de 1835 e 1836 (cf. OOCC IV, pp. 182 e 326); (b) numa carta de 1847, Pallotti pediu aos membros da Sociedade que fizessem todo o possível, mas “sem ofender alguma virtude cristã”, a fim de obter que o seu “cadáver fosse sepultado em São João Degolado num dos sepulcros dos justiçados” (OCL 6, p.133).

2. ENCONTRO DOS PROMOTORES NACIONAIS DE FORMAÇÃO EM ROMA O segundo Encontro dos Promotores Nacionais de Formação da União, organizada pela Comissão Internacional para a Formação da União em colaboração com o Assistente Eclesiástico, Pe. Jacob Nampudakam SAC, e o Secretariado Geral, foi no Centro Palotino de Formação internacional, o “Cenáculo”, em via Ferrari, Roma, da tarde de 11 de julho àquela de 16 de julho. Os representantes de Argentina, Belize, Brasil, Canadá, Colômbia, Alemanha, Índia, Irlanda, Itália, Costa de Marfim, Polônia, Ruanda, República Democrática do Congo, Eslováquia, República Checa e Ucrânia participaram, mas os provenientes da Austrália, Portugal, Suíça e Estados Unidos não puderam participar; alguns outros países carecem de um Promotor Nacional que funciona. Os assuntos incluíam reflexões sobre a natureza e a realidade da União de hoje e sobre os desafios concretos para promover a visão carismática de São Vicente, com particular referência à formação (Pe. Jacob Nampudakam & Pe. Derry Murphy SAC), o papel do Assistente Eclesiástico e dos Promotores Nacionais de Formação (Pe. Hubert Socha SAC), modelos contemporâneos para a formação espiritual dos adultos (Dra. Susan Timoney, Catholic University, Washington, USA), o papel de uma Associação Pública Internacional de fiéis na obra da nova evangelização (Prof. Gianni La Bella, Comunidade de Santo Egídio) e as Orientações Gerais para a formação na União do 2014 (Ir. Stella Marotta CSAC). Cada representante fez um relatório sobre a realidade e sobre os particulares desafios de formação no seu país. No último dia, houve discussões nos vários grupos linguísticos sobre uma lista de propostas concretas em matéria de formação inicial e permanente na União redigida pelo feedback dos grupos. Importantes propostas adotadas compreendem: fazer de Cristo, como revelado na Palavra de Deus, o centro de formação UAC, que deve levar a gente a participar concretamente na missão quanto aos que estão nas periferias da existência; a necessidade de desenvolver concretos e atraentes modelos Cenáculo para a formação onde os participantes possam experimentar a força renovadora e transformante do Espírito numa comunidade de fé; a prioridade da formação dos formadores, criando sólidos times de formação em cada nível, a fim de identificar e formar formadores de longo tempo; a necessidade de infundir a paixão por São Vicente e pelo seu carisma e a sua espiritualidade naqueles que são formados.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

BELÉM - Junho de 2013, nº 80

CURSO ANUAL DA eSPIRITUALIDADE pALOTINA – 2012/ 2013
 O Ano Letivo de 2012/2013 foi marcado por grandes acontecimentos: o Ano da Fé e o quinquagésimo aniversário da canonização de São Vicente Pallotti. Para nós, participar do Curso de Formação Palotina, foi um privilégio, pois contamos com a presença de diversos padres, irmãs e leigos que ministraram os seguintes temas: História, Vida e Atividades de São Vicente Pallotti, as nossas origens, as Congregações Palotinas, o desenvolvimento e a identidade da UAC e seu Estatuto, a Antropologia Palotina, os vários aspectos da Espiritualidade Palotina e a Formação Palotina. Todos os professores nos ajudaram a conhecer mais e melhor o nosso Santo Fundador e a nos enamorarmos pelo carisma e espiritualidade por ele deixados. 
Ao longo deste tempo, pudemos perceber que São Vicente Pallotti nos deixou um grande legado. O fato de celebrarmos o Ano da Fé, no quinquagésimo aniversário da canonização de São Vicente Pallotti, tornou ainda mais atuais a figura de São Vicente Pallotti e a sua espiritualidade que tem como carisma, reavivar a fé e reacender a caridade. Essa experiência nos estimulou a viver e a transmitir a nossa espiritualidade com mais força e maior entusiasmo.
Toda segunda-feira à tarde, o grupo se deslocava ao Claretianum para aprofundar mais a Teologia, a história e a espiritualidade da vida consagrada. Esse tempo foi muito enriquecedor para a vida pessoal e comunitária.
Um dos pontos marcantes do Curso de Formadores foi poder conhecer os locais por onde passou Pallotti, orientados por especialistas em história, cultura romana e na vida do nosso santo. Isto nos ajudou a sentir de perto os desafios pelos quais ele enfrentou. Visitamos várias igrejas: a Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, a Igreja Nova, a Igreja de Santo André do Vale, etc. A nossa sensação foi a de tocarmos o passado com as nossas próprias mãos. Estivemos ainda em São Jorge de Cassia, local do nascimento de seu pai, Sr. Pedro Paulo Pallotti. Esta lembrança permanecerá sempre viva em nossas mentes. Alguns participantes do curso foram para Avella na celebração do Oitavário da Epifania, outros permaneceram em Roma para participar de missas em vários ritos na Igreja Rainha dos Apóstolos. Pudemos, realmente, experimentar o dinamismo da UAC na coordenação desses eventos.
O Curso não só nos ajudou a ter maior conhecimento acerca da vida palotina, mas, sobretudo, proporcionou-nos um aprofundamento espiritual através da adoração, das missas nas quartas-feiras, do retiro mensal e do acompanhamento personalizado. Muitos momentos ficarão inesquecíveis, tais como: o Natal, o Tríduo para a Festa do Fundador, especialmente a Celebração Eucarística na Basílica de São Pedro e a Festa de São Vicente Pallotti. Vivemos um tempo de intensa espiritualidade com a peregrinação em Frascati, onde Pallotti celebrou sua primeira missa.
Não podemos nos esquecer da interculturalidade e da comunhão entre as Comunidades. Os participantes do curso vieram de sete países e três continentes (África, Ásia e Europa). Essa diversidade proporcionou uma grande riqueza. Somos gratos por este dom que Deus nos deu durante este ano. Certamente, a convivência na diversidade foi um desafio, o que nos levou a buscar conhecer melhor o outro, a mentalidade, a sua cultura. Finalmente, podemos dizer que foi uma valiosa experiência de vida palotina.
Alunos do curso anua

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Belém - Fevereiro de 2013, nº 77

CELEBRAÇÕES DO FINAL DO ANO JUBILAR – ROMA

A Família Palotina, com gratidão e alegria, esteve reunida para encerrar as celebrações dos cinquenta anos da Canonização de São Vicente Pallotti, em Roma. O tema do Ano Jubilar: “Fazei brilhar a santidade de Deus”, permeou todas as celebrações. Gabriella Acerbi (Comunidade da Quinta Dimensão), presidente da Comissão Organizadora do Ano do Jubilar, ficou responsável pelo acolhimento dos participantes, todos os dias. No sábado, dia 19 de janeiro, com um número muito grande de participantes, começou o Tríduo na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos. Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da União, expressou sua gratidão ao Pe. Francesco Bartoloni, Moderador Geral dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, que presidiu a Eucaristia. Em sua homilia, o Pe. Francesco falou da afinidade entre os Fundadores Gaspar del Bufalo e Vincente Pallotti, em seu espírito missionário e na sua colaboração, e dos laços fraternos existentes, ainda hoje, entre os membros das duas fundações. No final da missa, que foi animada pelas Irmãs Palotinas, Pe. Natalino Zagotto, Reitor da Igreja, homenageou São Vicente Pallotti, lembrando da sua vida e dos seus sofrimentos naquele local, que ele chamava de “pátria” do mundo da Família Palotina.
Domingo, dia 20 de janeiro, dia do quinquagésimo aniversário da Canonizção do nosso Santo Fundador, uma grande multidão reuniu-se sob as colunas da Igreja de São Pedro, com um lenço branco com a imagem de São Vicente Pallotti, em busca de abrigo por causa da chuva. Uma simpática Irmã Palotina saudou os membros e os amigos da Família Palotina e aos que vieram da Região da Úmbria, San Giorgio di Cássia, de onde é oriunda a família de São Vicente Pallotti. Em seguida, todos os membros e amigos da Família Palotina presentes se reuniram na Basília para a celebração da Missa Jubilar.
O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, presidiu a Missa Jubilar e foi calorosamente recebido pelo Pe. Jacob. Em sua homilia, o Cardeal descreveu Pallotti como um dom para a Igreja, citando homilias de vários papas e as palavras de algumas testemunhas no processo de canonização, que foram contemporâneas de São Vicente Pallotti. Ao concluir sua homilia, o Cardeal lembra que o Fundador chama os numerosos membros da Família Palotina, hoje, para reavivar a fé e a reacender a caridade como discípulos alegres e entusiasmados por Jesus e pelo mundo, seguindo a mensagem do Evangelho de maneira radical. O Coro da UAC, através de hinos cantados em várias línguas, expressou algo da universalidade da União, inspirada por Pallotti.

A tarde do dia do Jubileu foi marcada por “encontros com as famílias”, na Igreja de São Salvador in Onda. Houve uma apresentação, entrevistas e testemunhos dos que estiveram presentes nas comemorações no ano de 1963, e uma partilha das memórias históricas e das experiências espirituais. Os descendentes de Pallotti de São Giorgio di Cassia e seu pároco ficaram emocionados com as apresentações. Os três Superiores Gerais, no discurso de encerramento, com a Igreja lotada, encorajaram a todos para um novo recomeço com Cristo, Apóstolo do Pai, como fez Pallotti. Ao concluir as celebrações do Ano Jubilar, em Roma, Pe. Jacob falou das muitas graças recebidas durante este ano e, em particular, dos frutos semeados que desencadearam no projeto missionário no Peru. Anunciou, também, que o Cardeal Tarcisio Bertone enviara uma mensagem para a Família Palotina, parabenizando-a pelo Ano Jubilar, em nome do Santo Padre.
Na segunda-feira, dia 21 de janeiro, Pe. Gilberto Orsolin, Reitor da Igreja de São Salvatore in Onda e da Comunidade da Casa Generalícia, celebrou uma Missa com os estudantes, professores, funcionários e as Irmãs da Mãe do Divino Amor. No mesmo dia, a Igreja de São Vicente Pallotti, mais uma vez, estava repleta de pessoas, à noite, para a missa da vigília em honra do santo. Os estudantes da Pontifícia Universidade Urbaniana animaram a missa, e o Pe. Tadeo Woida, SAC, recém-nomeado Subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, foi o celebrante principal. Em sua homilia, ele falou que Pallotti conseguiu conscientizar as pessoas sobre a presença do amor de Deus, e, por isso, é possível que também nós façamos o mesmo, se nos esforçarmos para sermos santos hoje. Como já é tradição, um seminarista (da China este ano) respondeu à carta de encorajamento enviada por Pallotti aos estudantes da Urbaniana, pois a mesma não havia tido resposta.
Na terça-feira, dia 22 de janeiro, a Família Palotina reuniu-se novamente, desta vez em Sant’Andrea della Valle, uma enorme Basílica onde São Vicente Pallotti iniciou o Oitavário da Epifania e se prolongou durante cento e vinte e oito anos. Naquele lugar, Pallotti fez o seu “Apelo de maio” a todo o povo de Deus. Pe. Jacob Nampudakam, por sua vez, convidou a Família Palotina a começar uma renovada viagem espiritual e apostólica à luz da espiritualidade e do carisma de São Vicente Pallotti. Um coral composto por crianças, da paróquia palotina de Nápoles, o coro da UAC e das meninas da Pia Casa de Caridade, abrilhantaram a Celebração Eucarística de encerramento. Todos os participantes receberam uma vela de Pallotti acesa da chama da vela grande do Jubileu, pelos três Superiores Gerais, como sinal de nosso chamado para sermos luz no mundo. Todos juntos, leigos, religiosos e membros ordenados da UAC renovaram seu compromisso apostólico. Que São Vicente Pallotti possa ajudar seus filhos e filhas a serem autênticos discípulos missionários, dando fiel testemunho da santidade de Deus, na Igreja e no mundo de hoje. 

Pe. Gilberto Orsolin, SAC
Consultor Geral e Representante da UAC no Conselho Geral da SAC

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Belém - Janeiro de 2013, nº 76


Caros leitores de Belém,

Saudações de Roma, com os melhores votos de Feliz Ano Novo cheio de muitas bênçãos! Como o tempo voa! 
Rapidamente, chegaram ao fim as celebrações do Ano do Jubileu de 50º aniversário da canonização de São Vicente Pallotti. Além disso, durante o mês de Outubro, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, inaugurou o "Ano da Fé". Esses são dois eventos importantes em nossa vida cristã e Palotina. Os membros do Secretariado Geral para a Formação procuraram avaliar a importância desses dois eventos para a família Palotina e tentaram identificar as implicações práticas que o Ano Jubilar e o Ano da Fé têm para nós. Por isso, decidimos entrevistar o Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da UAC, para sabermos a sua opinião sobre esses dois eventos. Eis a resposta!
Pe. Jacob, como a Família Palotina está vivenciando os festejos do Ano Jubilar e o Ano da Fé?

Desde os tempos da minha formação no seminário, graças a Deus, eu senti o fascínio pela pessoa, pela espiritualidade e pelo carisma de São Vicente Pallotti. Mais tarde, tive a oportunidade de vir à Roma, para realizar alguns estudos e assim eu tive a oportunidade de aprender mais sobre esse santo. Quando voltei para a Índia, tinha como prioridade a formação palotina dos Candidatos do Período Introdutório. Fiz pequenas peças teatrais, programas musicais, esboços com base na espiritualidade de Pallotti, preparados pelos alunos, para depois serem apresentados.  Através da longa colaboração com os Secretariados Gerais para o Apostolado e para a Formação e depois no Regime Geral de nossa Sociedade, tive a oportunidade de conhecer e experimentar a grandeza de São Vicente Pallotti.
Conto essa história pessoal para enfatizar que, por meio desse encontro pessoal com a pessoa de nosso Santo Fundador, me apaixonei pela sua espiritualidade e pelo seu carisma. Diante disso, me sinto hornarado por essa oportunidade, que poucos tiveram . Como costumo dizer, São Vicente é um "tesouro a ser descoberto" na família Palotina e na própria Igreja. Isso significa que há um longo caminho a ser percorrido antes deste tesouro ser totalmente descoberto e colocado ao serviço da Igreja universal.
Como essas questões estão relacionadas ao "Ano da Fé", proclamado pelo Santo Padre Bento XVI? A preparação do  "Ano da Fé" dependerá muito do nosso espírito de comunhão com a Igreja e nossa consciência do valor e da importância do nosso carisma como uma ferramenta, valor profético inestimável, para um autêntico reavivamento da fé do Povo de Deus. Isso implica na utililzação de todos os meios disponíveis para fazer com que os nossos membros tornem-se conscientes da importância e da urgência do Ano da Fé, convidando-os a participar de modo que se realize de maneira mais completa a espiritualidade e a visão eclesial de São Vicente Pallotti.
No final do Ano Jubilar da canonização do nosso Fundador, qual a sua avaliação do caminho percorrido pela Família Palotina?

Durante o Ano Jubilar da canonização de São Vicente Pallotti houve, certamente, muitas iniciativas positivas para a renovação espiritual e apostólica em toda a família Palotina. O Jubileu tinha como Lema: "Fazei replandecer a santidade de Deus" (Mt 5:16) era algo estimulante e desafiador. A oração do jubileu foi rezada em muitas partes do mundo. É difícil enumerar aqui todas as iniciativas empreendidas em todo o mundo. Eis algumas espiritualmente edificantes: 1. A celebração mais atenta e cuidadosa dos sacramentos; 2. Adoração do Santíssimo Sacramento; 3. Maior fidelidade ao sacramento da Confissão; 4. Inúmeros seminários sobre questões relacionadas ao Ano Jubilar, como a santidade da nova evangelização, etc.; 5. Cursos de formação em Roma e em outras partes do mundo Palotino; 6. Iniciativas dos Institutos Pallotti 7; A publicação de vários livros e outras literaturas de Pallotti; 8. Peregrinações; 9. A jornada espiritual com as relíquias de Pallotti (esta foi uma das iniciativas mais bem-sucedidas); 10. Retiros Palotinos; 11. Publicação de artigos religiosos, pinturas, medalhas, estátuas, terços, obra de arte, vídeos, etc. Entre todas essas iniciativas, o mais importante foi o esforço que cada um fez para crescer sempre mais no relacionamento com Deus, através de uma vida de oração enraizada na Palavra de Deus. De fato, a conversão pessoal diária é a forma mais eficaz da "nova evangelização".


Pe. Jacob, na sua opinião, quais são os elementos mais importantes que ajudariam a família Palotina a permanecer fiel ao seu carisma?

Fazer com que São Vicente Pallotti seja mais conhecido e amado! Essa é a resposta mais simples. Enquanto não descobrimos o valor de uma coisa não seremos capazes de trabalhar de maneira  suficiente. O "tesouro a ser descoberto" deve ser trazido à luz! E nós, realmente, queremos trazer à luz o tesouro do nosso carisma? Em última análise, pensamos em ações muito concretas, a saber: 1. A formação e a animação dos membros da família Palotina no espírito do nosso fundador; 2. A apresentação do perfil palotino em todas as nossas atividades apostólicas; 3. Aprofundar nos estudos, na reflexão e na oração sobre a nossa espiritualidade e o nosso carisma nas nossas Faculdades Teológicas, Institutos Pallotti, nos Centros de Pastoral e os membros em particular; 4. Forte compromisso com a União do Apostolado Católico para estudo e reflexão mais aprofundada sobre os elementos espirituail, teológico, pastoral e estrutural da realidade da Igreja; 5. Oferecer o nosso carisma para o serviço da Igreja e não permanecermos fechados em nós mesmos; 6. A utilização dos meios de comunicação, tais como a publicação de mais literatura Palotina em várias línguas, utilizando a internet, facebook, rádio, televisão, etc.; 7. A realização da eclesiologia Palotina em nossas paróquias, instituições de ensino, comunidades, casas de formação, etc.; 8. Atingir mais nações com espírito missionário; 9. Desenvolver trabalhos típicos palotinos; 10. Dar mais importância para a celebração das festas especiais Palotinas, como o Oitavário da Epifania, novena e tríduo da festa de São Vicente Pallotti, a devoção à Maria, Rainha dos Apóstolos, etc.
O elenco de possibilidades não é exaustivo. Depende apenas da criatividade, das possibilidades e da paixão manifestada nas diferentes partes do mundo, visto que o carisma de Pallotti pode ser realizado de várias maneiras. Tudo depende de como este grande santo é verdadeiramente conhecido e amado por cada membro! Mas, a devoção a Pallotti ou compromisso em relação ao seu carisma não é um fim em si mesmo. Por meio dele e da sua visão carismática, queremos construir o reino de Deus. Em última análise, somente Deus nos interessa, e isso ficou muito claro na vida de Pallotti.
O Boletim “Belém” é outro passo dado pelo Secretariado Geral para a Formação, a fim de que São Vicente Pallotti e a sua vida sejam mais amados e conhecidos pelos seus filhos e suas filhas, bem como por todos os membros da União.
Espero que esta pequena iniciativa do Secretariado continue também no futuro, sem interrupção. A paixão pelo nosso Fundador, em nossos corações, deve ser traduzido em ações concretas como este noticiário, para o benefício de toda a família Palotina.
Em nome dos membros do Secretariado Geral para a Fromação, gostaria de expressar minha profunda gratidão ao Pe. Jacob Nampudakam que compartilhou comigo e com os leitores de “Belém” seus pensamentos e sugestões práticas sobre o Ano Jubilar e sobre o Ano da Fé. Esperamos  que essas ideias sejam uma rica fonte de inspiração, tanto no âmbito pessoal quanto comunitário.

Ir. Stephen Buckley, SAC

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Belém - Dezembro de 2012, nº 75


CURSO SOBRE: São Vicente Pallotti e seus limites humanos
  
No mês de junho de 2012, o Conselho Nacional da UAC, em Ruanda e Congo, organizou dois Encontros sobre a Santidade de São Vicente Pallotti. Estes Encontros foram promovidos por ocasião dos cinquenta anos da sua canonização. O primeiro Encontro aconteceu no Centro Palotino de Formação (CPF), em Goma-Keshero, na República Democrática do Congo; o segundo, em Ruanda, no Santuário Mariano de Kibeho. Ambos os cursos foram animados pelo Pe. Stanislaw Stawicki. Em cada curso, por quatro dias, reuniram-se mais de vinte filhos e filhas espirituais de São Vicente Pallotti: consagrados, sacerdotes e leigos.
A originalidade do curso está na apresentação da santidade de Pallotti sem isentá-lo dos seus “limites”, “falhas” e “imperfeições”. De fato, entre as memórias biográficas escritas por São Vicente Pallotti, há uma que foi dedicada a Carlo Torlonia, um leigo, um grande benfeitor da União do Apostolado Católico. Pallotti teve contatos com toda a família Torlonia, mas especialmente com Carlo. Depois de sua morte, Pe. Vicente publicou, em 1848, notas sobre sua preciosa vida e morte. Na conclusão, pode-se ler: “Note-se que na vida dos Santos não se encontra o capítulo das suas falhas, mas seria o maior capítulo se fosse inserido”. Paul de Geslin, um dos primeiros companheiros de São Vicente Pallotti, também recorda essas mesmas palavras: “Pallotti nos disse uma vez que na vida dos santos sempre falta um capítulo. Qual? Eu perguntei. O mais longo, meu filho, o das suas imperfeições”. Infelizmente, este capítulo também falta nas biografias dedicadas a São Vicente Pallotti. Na verdade, é uma grande deficiência que muitas vezes faz com que o nosso Santo Fundador, na glória celeste, seja quase “inatingível”.
Durante o Curso, tentamos mostrar que Pallotti teve a “coragem de assumir a sua imperfeição”. Apesar de algumas falhas e limitações, não se refugiou resignado em um complexo de inferioridade, mas aspirava e caminhava sempre em direção à santidade. O facilitador do curso apresentou, ainda, algumas experiências da vida de Pallotti, nas quais ele próprio teve de confrontar-se com os seus limites e aprendeu a conhecê-los. Por exemplo:
-          Limites intelectuais: sabemos que Vicente estudou em uma escola renomada dos Padres Escolápios, em São Pantaleão. No entanto, ele não progredia nos estudos. Seu professor, Pe. Ferri, disse a seu respeito: “Vicente é um santinho, pena que com pouco talento”.
-          As difíceis relações com os membros da sua família: trata-se sobretudo da relação com seu irmão Luigi, que não eram sempre boas. Luigi trabalhava no comércio como seu pai e contratou uma empregada. Os dois tiveram um relacionamento amoroso. Esta união irregular de seu irmão e do escândalo suscitado fez com que Vicente sofresse muito. Ele censurou-o, dizendo: “Luigi, mude de comportamento, você não se preocupa com a mão poderosa de Deus? O seu comércio nunca poderá dar certo”. Luigi desapareceu durante um motim, ocorrido em 1849. Desesperado, jogou-se no rio Tibre.
-          Projetos falidos de algumas fundações: Liga Antidemoníaca, aprovada pela autoridade eclesiástica, em agosto de 1818. Por razões desconhecidas, essa fundação deixou de existir em abril de 1820; a Instituição falida de uma comunidade de monjas “Adoradoras do Sagrado Coração de Jesus”. O fundador nunca teve a aprovação eclesiástica para esta fundação; ou ainda, o projeto fracassado da fundação do Colégio das Missões Estrangeiras.
Durante a sua jornada rumo à santidade, Pallotti teve que aprender a conhecer e estar ciente de todas essas limitações, sofrimentos, dificuldades e defeitos. Nosso Fundador descobriu que o amadurecimento acontece não só com as próprias forças e virtudes, mas também com as fraquezas, as falhas, os defeitos. Fora isso, não é possível outro caminho.
Podemos, finalmente, dizer que na tarde de cada curso, os participantes trabalharam em pequenos grupos sobre os textos das homilias, por ocasião da canonização de Pallotti, feitas pelos Papas João XXIII e Paulo VI. Tudo isso para descobrir o caminho da santidade traçado por Pallotti, visto pelos dois Papas. As noites foram marcadas pelos itinerários percorridos por Pallotti em Roma, ilustrados por meio de fotografias dos momentos mais importantes da canonização, principalmente das celebrações ocorridas em Roma, em janeiro de 1963.

Pe. Stanislaw Stawicki

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Belém Novembro de 2012, nº 74

Congresso Consultivo dos Superiores Maiores

O X Congresso Consultivo dos Superiores Maiores da Sociedade aconteceu na Missão Palotina e Centro de Retiros em Thurles, Co. Tipperary – Irlanda, nos dias 14 a 22 de outubro de 2012. Trinta e cinco pessoas participaram em tempo integral do Congresso, enquanto que outras participaram apenas de algumas sessões e outros para falar de temas específicos, com isso, o número de participantes chegou a quarenta e três pessoas. Estavam presentes todo o Conselho Geral da Sociedade, treze Reitores Provinciais e sete Reitores Regionais, dois Moderadores, dois Secretários, três intérpretes e oito convidados.
O parágrafo 131 da Lei da SAC estabelece que “o Reitor Geral deve convocar, de quando em quando, os Superiores Maiores para um Congresso Consultivo, para tratar de questões fundamentais que dizem respeito ao estado da Sociedade e aos novos objetivos a serem atingidos”. O número 367 acrescenta que tais reuniões “devem promover a união e a colaboração entre as diversas províncias e regiões, resolver eventuais problemas e elaborar planos comuns”. O precedente Congresso Consultivo ocorreu em Vale Vêneto, na Província de Santa Maria, em 2008, e o de Nagpur, Índia, em 2006. Pela primeira vez, a Província Irlandesa foi convidada a sediar um amplo congresso internacional dos Palotinos.


O tema escolhido para o Congresso foi a continuação do tema da XX Assembleia Geral da Sociedade: “Reavivar a Fé e Reacender a Caridade”: Apóstolos de Jesus em um mundo em mudança. O Conselho Geral decidiu dar particular atenção ao tema com o acréscimo de outro elemento: “E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos” (Lc 22,32). Um projeto de renovação espiritual individual e comunitário.
O Congresso foi aberto com apresentação da história dos palotinos na Irlanda, em particular, Thurles, apresentada pelo Pe. Donal MacCarthy, historiador e arquivista da Província Irlandesa. O Capítulo Geral de 1903 decidiu dividir a Sociedade em Províncias e abrir uma Escola para a Formação dos sacerdotes e dos irmãos na Irlanda. Essa decisão foi colocada em prática e os primeiros palotinos chegaram à Irlanda no ano de 1908.


O segundo dia do Congresso foi um dia de retiro e de reflexão, orientado pelo Pe. Eamonn Monson, também da Província Irlandesa. O Pe. Eamonn falou sobre o tema: “Tu, por tua vez, confirma os teus irmãos” e “Reunidos na alegria”, uma reflexão sobre o reunir-se no Cenáculo com Maria. Os dias posteriores foram dedicados à reflexão do Reitor Geral sobre o tema: “A situação atual da Sociedade, os desafios e os projetos para o futuro”, seguido das reflexões dos Consultores Gerais sobre suas áreas específicas de atuação, a saber: Secretariado Geral para as Missões, para o Apostolado, para a Formação, uma atualização sobre a União do Apostolado Católico, as realizações do Ecônomo Geral, do Secretariado Geral, do Procurador Geral e da Comissão Jurídica.
Na agenda do Congresso, foram contemplados também os temas específicos discutidos pelo Conselho Geral: uma relação sobre as atividades da Comissão da Juventude Palotina feita pelos Padres Andy Givel e Andrzej Daniewicz; uma apresentação sobre a proteção dos menores e os procedimentos de segurança na Igreja Católica, apresentado pela Irmã Colette Stevenson, PVBM; uma relação do Grupo Permanente para a África, apresentada pelo Pe. Stanislas Filipek, auxiliado pelo Pe. John Kelly (estava presente também o Ir. Bert Myer, Secretário Provincial CJ para as Missões) e a realização da Comissão ad hoc para os Estados Unidos, preparada pelo Ir. Jim Beamesderfer e apresentada pelo Pe. Peter Sticco.


Pe. Adrian Galbas apresentou uma reflexão sobre o tema principal: “reavivar a fé e reacender a caridade: Apóstolos de Jesus em um mundo em mudanças” e “tu, por tua vez, confirma os teus irmãos”.
Esse assunto foi desenvolvido durante todo o dia, por meio de exposição, reflexão pessoal, partilha em grupo e uma sessão plenária. Os participantes aprofundaram as questões evidenciadas pelo Pe. Adrian: “O mundo em mudança”, o mundo no qual vivemos, a nossa resposta a esta realidade, como ser fiel, alguns passos sobre a renovação espiritual dos confrades e das nossas comunidades. Os compromissos apostólicos da Sociedade, como realizar o nosso apostolado e a Nova Evangelização como particular desafio para os palotinos.


A Ir. Colette Stevenson apresentou o tema: como proteger as crianças na Igreja. Delineou o ensinamento atual, a prática e como a Igreja responde às realidades do abuso de menores e às pessoas vulneráveis. Pe. Vitaliy Gorbatykh, Procurador Geral e Presidente da Comissão Jurídica da SAC, completou a apresentação da Ir. Colette com o trabalho da Comissão sobre o referido tema. A relação do Grupo Permanente para a África foi bem aceito. A discussão teve bons frutos. A Formação dos palotinos no Continente africano é uma prioridade para a Sociedade, e das discussões surgiram algumas propostas concretas.

O Arcebispo de Cashel e Emly, Dr. Dermot Clifford visitou os membros do congresso e participou do jantar no sábado, dia 20 de outubro. Domingo, dia 21, dia da Jornada Missionária Mundial, foi livre. O dia começou com a Santa Missa, concelebrada na Holy Cross Abbey, no Condado de Tipperary, com a Comunidade Paroquial e seguiu-se de uma visita à Abadia; seguindo o itinerário, de ônibus, visitaram a cidade de Cashel. Lá, com um guia, visitaram a Rocca di Castel, as ruinas de uma antiga fortaleza do Rei de Munster e, em seguida, a catedral do século doze. O ônibus conduziu do Nordeste de Cashel para a cidade de Kilkenny, onde fica a Catedral da Diocese de Ossory, diocese do nosso confrade Seamus Freeman, bispo desde 2007. Ele almoçou com os congressistas e, em seguida, acolheu a todos em sua catedral de Santa Maria. Outro momento importante deste dia foi a visita ao Castelo de Kilkenny, residência da família Butler por mais de seiscentos anos.


A conclusão do Congresso deu-se na tarde do dia 22 de outubro, segunda-feira. Podemos afirmar que cumprimos com os nossos objetivos, conforme indicado em nossa Lei. Os principais elementos foram discutidos e alguns novos objetivos foram individuados e aceitos. Foi também uma oportunidade de os membros estarem juntos, de ouvirem uns aos outros, de falar, de partilhar as preocupações, de discutir questões de interesse comum, projetos e planos.


O nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti, nunca pisou em solo irlandês, ainda que tenha buscado refugiar-se em um Colégio Irlandês, em Roma, durante a Revolução de 1849, mas o seu espírito estava muito vivo nos seus filhos espirituais, reunidos em Thurles. Vivendo o nosso Ano Jubilar, peçamos a força do Espírito Santo que dá a vida e, assim, possamos ouvir o chamado para sermos apóstolos de Jesus Cristo com o coração e a mente impregnados do carisma confiado a São Vicente Pallotti. Peçamos, também, a intercessão da Mãe do Divino Amor a todos nós, neste ano Jubilar.
 Pe. Derry Murphy, SAC
Dublin - Irlanda

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Belém - Outubro de 2012, nº 73


Encontro Internacional dos Coordenadores da Formação – SAC
  
Nos dias 23 a 28 de julho de 2012, realizou-se em Roma, no Centro Internacional de Formação Palotina, “CENÁCULO”, o Encontro dos Coordenadores da Formação das Províncias e Regiões da Sociedade do Apostolado Católico. Dezessete confrades participaram do evento, dos quais, treze eram responsáveis pela formação, provenientes de onze Províncias e Regiões, e três membros do Secretariado Geral para a Formação. O Encontro tinha como objetivo avaliar a Formação Palotina na nossa Sociedade e a sua unificação à luz da Ratio Institutionis da SAC.
Durante o Encontro de quatro dias, os relatores nos ajudaram a compreender o espírito e o conteúdo da Ratio Institutionis. Segundo nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti, o objetivo da formação dos membros é edificar e fazer crescer a santidade na vida do candidato. Para se chegar a esta santidade, os educadores devem ajudar os candidatos a viverem sempre a imitação mais perfeita da vida de nosso Senhor Jesus Cristo. Pallotti pede isso nos seguintes termos: “Aos Reitores, Confessores e Diretores Espirituais das nossas Casas de Formação cabem guiar os candidatos segundo o espírito de Jesus Cristo, doce, humilde, sereno, acolhedor, forte e amável” (Ratio Institutionis, n. 54). A finalidade da formação dos nossos jovens candidatos deve seguir essa perspectiva, apresentada pelo nosso Santo Fundador.
Os meios preconizados para esse objetivo palotino de formação são os de formar os membros segundo a espiritualidade e o carisma palotino. De maneira geral, há certa crise de identidade nas nossas Casas de Formação e na vida dos palotinos. Esta crise de identidade é interior, está na pessoa, como também há uma crise exterior, aquela proveniente de famílias desestruturadas, que também influencia os membros. Cada um procura a sua comodidade. Para confrontar essa crise de identidade, somos chamados a renovar nossa Sociedade a partir da Formação, favorecendo a cultura veiculada pela Ratio Institutionis.
Por isso, o Encontro recomendou a promoção da espiritualidade palotina em todas as etapas da Formação. Em todos os períodos formativos, inclusive acadêmicos, devem ser inseridos cursos sobre a espiritualidade e o carisma palotino, segundo as orientações contidas na Ratio Institutionis da SAC.
Os participantes sugeriram, ainda, que a Formação seja feita de acordo com o espírito da UAC. Durante o Encontro, constatou-se também que a Fundação de Vicente Pallotti teve como início a União do Apostolado Católico. A Sociedade do Apostolado Católico nasceu na União do Apostolado Católico. Ela se revela como a realização plena de São Vicente Pallotti e da sua fundação. No Capítulo II da Ratio Institutionis, nota-se que um dos aspectos constatados na nossa espiritualidade palotina e o quinto aspecto constante, é a União do Apostolado Católico.
No Postulado, os candidatos admitidos para essa etapa devem ser introduzidos, desde o início, segundo o espírito de colaboração apresentado pela União, e que sejam usados os meios espirituais e temporais oportunos para prepará-los para esse estilo de vida (cfr. Art 225, Ratio Institutionis).
No Noviciado, o papel principal da Formação é a preparação para a vida e para as atividades da Sociedade e da União (cfr. Art 240, Ratio Institutionis). O fundamento da Formação, de modo geral, é a formação cristã e, de modo específico, é o de assumir, desde o início, os conhecimentos de base sob a finalidade, a natureza, as tradições e as leis da nossa Sociedade e da União (cfr. Art 250, Ratio Institutionis).
Preparação para a consagração perpétua e para o ministério ordenado. O elenco essencial da nossa formação, nessa etapa, é a inserção e o empenho na União, por meio da experiência comunitária. O programa formativo, nesse período, deve levar em conta essa experiência e favorecer a abertura dos membros em formação a todos os fiéis da Igreja (cfr. Art, 278 Ratio Institutionis).
Formação permanente. Um palotino na SAC não pode deixar de ser um palotino na UAC. Há um elo de pertença entre SAC e UAC. Para promover esta identidade plena entre padres e irmãos palotinos se faz necessária a efetiva participação nas iniciativas organizadas pelos Conselhos de Coordenação e pelos grupos da União já constituídos. Isso deve entrar na programação da Formação Permanente (cfr. Art 316 e 329, Ratio Institutionis).
A finalidade dessa formação é poder moldar o futuro religioso com o perfil autenticamente palotino. O Secretariado Geral para a Formação deverá coordenar essa renovação formativa palotina e unificar as atividades da Formação na nossa Sociedade, à luz da Ratio Institutionis da SAC. O referido Secretariado elaborará os programas comuns de formação de cada etapa da Formação e unirá as Casas de Formação através dos meios de comunicação social (Internet, Boletim Informativo, etc.).
Pe. Gilbert  KAZINGUFU, SAC
Responsável pela Formação Permanente da Região – SF

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Belém - Setembro de 2012, nº 72


Encontro dos Diretores do Período Introdutório

Nos dias 10 a 18 de julho de 2012, realizou-se em Roma, no Centro Internacional de Formação Palotina, “CENÁCULO”, o Encontro de Formação para os Diretores do Período Introdutório da SAC. O Encontro foi organizado pelo Secretariado Geral para a Formação, com o tema: “Avaliação, atualização e unificação à luz da Ratio Institutionis da SAC”. Nove Diretores do Período Introdutório estiveram presentes, a saber: Claudy STANY VAS (BA, Índia); Jarosław KAMIEŃSKI (PN. SK, Coreia do Sul); Jean Nepomucène NGIRABAKUNZI (SF, Ruanda-Congo RDC); Jochen RUINER (CJ, Alemanha); Louis TETE (RA, Índia); Michael IRWIN (IR, Irlanda); Tomy LUCKOSE (NA, Índia); Valdeci A. de ALMEIDA (SP, Brasil); Wiesław GUŁA (WA, Polônia). Infelizmente, os Diretores do Período Introdutório da África do Sul, da Província de POZNAN (Polônia) e da Província Rainha dos Apóstolos (Itália), não compareceram.
Dez de julho de 2012 foi o dia da chegada dos participantes. Na noite do mesmo dia, a Comunidade do Centro de Formação acolheu a todos de maneira muito calorosa e o Reitor, Pe. Nicolas GALLUCI, deu-lhes as boas-vindas. No dia 11, às 9h, celebrou-se a Missa de Abertura do Encontro na Igreja Rainha dos Apóstolos, presidida pelo Pe. Geral, Pe. Jacob NAMPUDAKAM. No dia 12 de julho, o Padre Geral apresentou a situação atual da SAC e as expectativas referentes ao Período de Formação Inicial. No dia 15 de julho, o Reitor Geral continuou sua explanação sobre a importância e o significado da Ratio Institutionis da SAC.
Pe. François HARELIMANA apresentou o tema: “A espiritualidade na Formação Inicial”; A Ir. Sara CAFARGNA, CSAC, apresentou sobre a “Oração e o Crescimento Vocacional no Itinerário Formativo; Pe. Valdeci ALMEIDA apresentou “Introduções às Fichas de Avaliação”; Ir. Stephen B. apresentou o tema “Os irmãos na Sociedade do Apostolado Católico, Vocação e Formação; Ir. Ignês BURIN, CSAC, apresentou “Acompanhamento no Caminho Formativo”; Pe. Jean N. NGIRABAKUNZI: Pedagogia de São Vicente Pallotti na formação; Senhor Conrado MONTALDO: “A União do Apostolado Católico, seu espírito sua evolução e sua situação atual”.
Além das palestras ministradas, os participantes fizeram uma peregrinação, seguindo os passos do nosso Santo Fundador: visita à Via Del Pelegrino e à Igreja São Salvador in Onda. No dia 16 de julho, às 8h, os Diretores do Período Introdutório celebraram a Eucaristia na Basílica de São Pedro, diante do túmulo do Apóstolo Pedro. Sábado, dia 14 de julho, visita à Rocca Priora, onde o grupo foi acolhido pelo Conselho de Coordenação da UAC, juntamente com o Pe. Umberto SENESI, SAC. À tarde, visitou o mosteiro de Camaldoli e finalmente, na Igreja São Salvador, Roma, Celebração Eucarística.
Ao fim do Encontro, os participantes partilharam suas convicções a respeito da Formação Palotina no espírito da União do Apostolado Católico e sobre as fichas de avalição, segundo as diversas etapas da formação, baseando-se essencialmente nas indicações contidas na Ratio Institutionis SAC. Muitas foram as resoluções, inclusive a de se encontrarem, regularmente, para troca de experiências para o aperfeiçoamento da formação dos nossos formandos.
Pe. Jean Nepomucène Ngirabakunzi, SAC
Diretor do Período Introdutório Butare – Ruanda