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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Mensagem de Natal

Queridos irmãos e irmãs,
“Somente a partir do amor a família pode manifestar, propagar e regenerar o amor de Deus no mundo. Sem o amor não podemos viver como filhos de Deus, nem como cônjuges, pais e irmãos” (Carta do Papa Francisco para o IX Encontro Mundial das famílias sobre o tema: “Evangelho da família: alegria para o mundo” Dublin, 21 – 26 de agosto de 2018).
São Vicente Pallotti escreveu: “Todos aqueles que estão e estarão na Congregação da Pia Sociedade (...) cada um imaginando estar na Casa de Nazaré como se fizesse parte da Sagrada Família do Homem-Deus, se empenhe em viver com humildade, obediência, simplicidade como (...) se realmente estivesse vivendo com Jesus, Maria e José (OOCC II, 104). Inspirando-nos em nosso santo Fundador, na contemplação da Sagrada Família, desejo que todos tenham aqueles sentimentos e atitudes que transformem as nossas comunidades em “pequenas Nazarés”, ou seja, que as comunidades sejam exemplos de vida comum e de compreensão recíproca.

Desejo que o nascimento de Jesus, o Salvador, seja um dom de Deus para toda família palotina, para cada família. Que a todos dê um coração atento e capaz de reconhecer os sinais do seu Reino na vida de cada irmão. Que o Menino Jesus faça do nosso coração o presépio onde quer nascer, ser a luz para todos os nossos dias.

Desejo-lhes um Feliz Natal e Dom Ano Novo 2018.

Pe. Jacob Nampudakam, SAC
Reitor Geral

quinta-feira, 13 de abril de 2017

PÁSCOA 2017

Quando estava para iniciar a preparar a mensagem de Páscoa dirigida aos nossos membros, me deparei com as seguintes palavras do Beato Oscar Romero, contidas na sua primeira carta pastoral:

«A Igreja de Cristo deve ser uma Igreja da Páscoa, isto é, uma Igreja que nasce da Páscoa e vive para ser sinal e instrumento da Páscoa no mundo. Jesus, que realizou a nossa redenção através do signo pascal, queria prolongar a Páscoa na vida da Igreja. A Igreja é o Corpo de Cristo ressuscitado, e, através do batismo, todos aqueles que pertencem à Igreja vivem a tensão pascal, isto é, aquela passagem da morte para a vida, o caminho que nunca termina e que se chama conversão, e que nos pede de continuar a destruir tudo o que é pecado, para viver com maior vigor tudo o que é vida, renovação, santidade, justiça.
Noutras palavras, o Cristo da Páscoa continua a viver na Igreja da Páscoa. Não se pode fazer parte desta Igreja sem ser fiel à sua maneira de passar da morte para a vida, sem um movimento sincero de conversão e de fidelidade ao Senhor» (San Salvador, Domingo de Páscoa, 10 de abril de 1977).

Estas palavras do Beato Oscar Romero, mártir da justiça do nosso tempo, como nossos coirmãos argentinos assassinados em 4 de julho de 1976, estão em sintonia com o princípio espiritual de kenosis que o nosso Fundador viveu e praticou: “De fato, o inteiro processo do crescimento espiritual está baseado e modelado no mistério pascal, no qual o homem velho se torna crucificado com Cristo e o homem novo vem à luz com a ressurreição. O resultado desta experiência redentora é a transformação em Cristo” (Ratio Institutionis SAC, n. 140).

Esta é a única e autêntica forma de fazer da vida de Jesus a regra fundamental da nossa vida, como São Vincenzo Pallotti nos mostrou, e como a XXI Assembleia Geral da nossa Sociedade nos lembrou.
Desejo para vos a paz e alegria do Senhor ressuscitado. Que possam experimentar o poder da sua Ressurreição.

Jacob Nampudakam, SAC
Reitor Geral

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Natal 2016

«Ao acender a luz da árvore de Natal, nós desejamos que a luz de Cristo brilhe em nós. Um Natal sem luz não é Natal! Que haja luz na alma, no coração; que haja perdão aos outros; que não haja inimizades, trevas... Que haja a maravilhosa luz de Jesus! São estes os bons votos que formulo a todos vós, no momento de acender a luz da vossa árvore de Natal»  (Papa Francisco).

Estas maravilhosas palavras do Papa Francisco - que incansavelmente se esforça para que o nosso mundo seja governado pelo amor, misericórdia e compaixão – são os votos de todos nós na Casa Geral: que podereis ser iluminados por esta Luz e experimentar o perdão que rasga a escuridão e inimizade.
Quero também compartilhar com todos vocês a imagem comovente - enviada por Pe. José Elias Fadul, SAC, Reitor Provincial da Província de São Paulo, Brasil - que retrata uma mãe síria com seu bebê, depois de ser transferido de um barco naufragado na ilha de Lesbos, na Grécia, para nos lembrar que existem milhões de pessoas ao redor do mundo que compartilham o mesmo destino do Filho de Deus, que se fez humilde e pobre.

O Natal não nos deixa impotentes diante da manjedoura; a contemplação deste mistério profundo deve levar-nos para colocar um sorriso no rosto de uma criança, que nos ensina a manter a esperança apesar de nosso mundo marcado por tanta violência. Rezemos incessantemente pela paz, especialmente em países que estão enfrentando grandes dificuldades.

Envio uma bênção especial com imagem do Menino Jesus usado por nosso Fundador São Vicente Pallotti durante a oitava da Epifania e guardada agora em exposição na Igreja de SS. Salvatore in Onda!

FELIZ NATAL

FELIZ ANO NOVO
Pe. Jacob Namudakam, SAC

Reitor Geral

quarta-feira, 23 de março de 2016

FELIZ PÁSCOA!

O horrível assassinato das quatro Missionárias da Caridade, junto com outras 12 pessoas, em 04 de março de 2016 no Yêmen, chocou o mundo inteiro. Estas missionárias demonstraram coragem e altruísmo, decidiram não deixar o país, apesar de os combates se intensificaram e a situação ficou precária. Continuaram a "matar a sede de Jesus", através do amor, bondade, compaixão e serviço desinteressado para o povo de Aden; estavam servindo sem levar em conta a sua segurança em favor daqueles que foram ainda mais desfavorecidos e vítimas da situação. 
“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (J 12, 24). Este é o significado do grande mistério pascal que celebramos. As Missionárias da Caridade morreram como mártires: como mártires da caridade, como mártires porque são testemunhas de Cristo e tem partilhado o destino de Jesus na Cruz. Elas não só viverão para sempre, mas tornaram-se uma fonte de vida para os outros. 
Oremos portanto juntamente com o nosso Fundador, São Vicente Pallotti: “A vida de Jesus Cristo é a minha vida... A crucifixão de Jesus Cristo é a minha... A obediência de Jesus Cristo é a minha... A fortaleza de Jesus Cristo é a minha fortaleza... As obras de Jesus Cristo são as minhas obras... A pregação feita por Jesus Cristo aos pobres é a minha... A plenitude da força do Sacrifício de Jesus Cristo é a minha força. Vivo eu, porém não eu, Cristo vive em mim”. (OOCC X, 161-162; 492-495). 

Em nome da Comunidade da Casa Geral, desejo para todos os membros da Família Palotina a paz e a alegria do Senhor Ressuscitado. 

Pe. Jacob Nampudakam, SAC 
Reitor Geral

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Celebração Eucarística para os membros da UAC em Roma

Em 30 de Setembro de 2015, o Pe. Jacob Nampudakam, na sua qualidade de Assistente Eclesiástico da União, presidiu uma missa na Igreja de SS. Salvatore in Onda para os membros da União do Apostolado Católico em Roma.
Em sua homilia, ele convidou todos os membros da Família Palotina para aprofundar sua compreensão e experiência do imenso dom carismático de São Vicente Pallotti e oferecê-lo a toda a Igreja com ardente paixão. Acima de tudo, ele destacou a centralidade de Deus na vida de toda a União. Deus é amor e onde Deus está, vai haver comunhão. Pe. Jacob expressou a esperança de que vai ser o início de um novo Pentecostes na Família Palotina, para ver uma energia espiritual renovada na difusão do carisma de São Vicente Pallotti e um novo entusiasmo para avaliar, atualizar e aprofundar nossos esforços para realização da União, como “trombeta evangélica”, que convida todos os fiéis a realizar a sua vocação apostólica na Igreja.
HOMILIA DO REITOR GERAL NA CELEBRAÇÃO DA MISSA PARA MUITOS MEMBROS DA UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO NA IGREJA DO SANTÍSSIMO SALVADOR EM ONDA, EM ROMA, NO DIA 30.09.2015[1]


         Início da Missa

Queridos irmãos e irmãs da Família Palotina!  Sede cordialmente bem-vindos a esta Celebração Eucarística, onde queremos rezar e agradecer a Deus de modo particular pela difusão e o crescimento do carisma palotino. Ao mesmo tempo, queremos pedir que cada membro desta grande família Espiritual faça uma caminhada cristã e palotina profunda.
A Igreja celebra, hoje, a memória de São Jerônimo. Mas, nesta tarde, nós escolhemos a Missa Votiva do Espírito Santo, porque Ele é a força criadora e renovadora na Igreja.
Também São Jerônimo tem uma belíssima mensagem para nós: Amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura, e ele diz também a nós: “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Daí, pois, a importância de que cada cristão viva em contato e em diálogo pessoal constante com a Palavra de Deus.
Este nosso diálogo tem duas dimensões: deve ser um diálogo verdadeiramente pessoal, porque Deus fala a cada um de nós através da Sagrada Escritura, e tem também uma mensagem para cada um. Mas para não correr o risco de cair no individualismo, devemos ter presente que a Palavra de Deus nos é dada propriamente para construir comunhão, para unir-nos na verdade no nosso caminho para Deus. Por isso, embora ela seja uma Palavra pessoal, é também uma Palavra que constrói a comunidade, que constrói a Igreja.
O lugar privilegiado da leitura e da escuta da Palavra de Deus é a liturgia, na qual, ao celebrar a Palavra e ao tornar presente no Sacramento o Corpo de Cristo, atualizamos a Palavra na nossa vida e a tornamos presente entre nós. Portanto, abramo-nos, agora, à Palavra de vida, pedindo perdão por todos os nossos pecados.




Homilia

Caríssimos irmãos e irmãs, como membros da Família Palotina estamos aqui reunidos para juntos rezar para cada membro e para cada comunidade desta grande família Espiritual, espalhada em mais de cinqüenta países do mundo, para que a nossa fé seja reavivada  e para que, impelidos pela caridade de Cristo, nos tornemos instrumentos eficazes para a difusão do Evangelho até aos confins da terra.
O Evangelho de hoje nos mostra que, não obstante o nosso desejo de seguir o nosso Mestre, em nosso caminho, nos encontramos com mil obstáculos e desculpas. Um diz: “Senhor, deixa-me ir antes sepultar meu pai”. O outro se desculpa, dizendo: “Eu te segurei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me daqueles da minha casa”. Embora estes sejam motivos justos, o chamado do Senhor tem um caráter de urgência: “Segue-me!”. “Ninguém que mete a mão no arado e olha para trás é apto para o reino de Deus”.
Todos nós somos chamados pelo Senhor para segui-lo: alguns de nós como sacerdotes, outros como pessoas consagradas e outros ainda como fieis leigos na Igreja, vivendo e partilhando o espírito e o carisma do nosso amado Santo fundador São Vicente, num estado de contemplação eterna de Deus, como vemos sob o altar diante de nós. Somos realmente felizes de ter a presença física e espiritual do nosso fundador.
Este é um momento para agradecer a Deus pelo grande dom deste místico e apóstolo e pela sua visão carismática e profética para toda a Igreja. Em nome dele e em meu nome, aproveito a ocasião para agradecer a cada um de vós pelo empenho em viver e em difundir a espiritualidade e o carisma de São Vicente.
Como os discípulos do Evangelho de hoje, também a nossa resposta ao chamado a viver o espírito do nosso fundador, pode, às vezes, ser limitada. Algumas vezes, não compreendemos o verdadeiro sentido da sua herança espiritual e, às vezes, reduzimos a sua visão a um simples projeto humano; outras vezes se metem no meio as nossas necessidades humanas  de segurança, de poder e de prestígio, por falta de uma profunda formação cristã e palotina.
Digo tudo isto, sem jamais esquecer que existem também centenas de pessoas que vivem o carisma palotino com grande alegria e entusiasmo. Seja como for, após quase quinze anos da aprovação do Estatuto Geral da União, este é talvez o momento justo para avaliar o andamento desta realidade eclesial para o bem de toda a família palotina. Dos meus contatos com as realidades da União, em diversos países, posso dizer-vos que, se de uma parte experimento alegria pelas muitas pessoas que crescem na fé no interno da União, da outra parte experimento preocupações especialmente onde noto discórdias e desuniões entre alguns membros ou componentes da família palotina. Em diversas ocasiões, procurei chamar a atenção  para estes sinais negativos no desenvolvimento da UAC.
Embora não sejam problemas graves, nos encontros da União, sinto muitas vezes a falta de um sentido de urgência e de seriedade no aprofundar a realidade eclesial da União desde o ponto de vista teológico, espiritual, jurídico e pastoral.  Como realizar a União concretamente com resultados pessoais e pastorais positivos para o serviço da Igreja, permanece em grande parte uma questão ainda a descobrir. Tudo isto será possível quando cada um de nós tiver realizado uma experiência profunda da pessoa e da espiritualidade de Pallotti.

O número 5 do Estatuto Geral da UAC diz: “O Reitor Geral da Sociedade do Apostolado Católico, como sucessor em linha ininterrupta do Fundador S. Vicente Pallotti é garante da fidelidade ao carisma palotino”. Garantir a fidelidade ao carisma é uma grande responsabilidade diante de São Vicente, diante da família palotina e diante da Igreja! Iluminados pelo Espírito Santo, todos nós devemos estar atentos aos sinais da vida ou àquelas tendências humanas que a limitam. A nossa Sociedade já passou um momento difícil a este respeito, e por isso não faltam os coirmãos que me pedem para estar atento. Não posso dizer que existem graves perigos até agora, mas vale a pena estar atentos a qualquer sinal que não leve à vida.
Por isso, apresento agora alguns temas para um discernimento comum em toda a nossa família espiritual. Estamos iniciando um processo de avaliação e de discernimento na nossa Sociedade. Esperamos  envolver todos os membros da União neste processo para o bem da nossa Família Palotina.

1. Antes de tudo, a União deve ser vista como um projeto de Deus e não simplesmente uma associação ou organização de fieis. O perigo é grande se reduzimos esta realidade a um centro de tipo social e cultural para obter alguma satisfação psicológica. Recordemos que a União é o fruto do caminho espiritual de um grande místico e apóstolo, São Vicente. Como seres humanos temos necessidade de organizar e viver eventos sociais e culturais, mas eles não podem substituir um profundo caminho de fé. Formamo-nos como verdadeiros e autênticos discípulos de Cristo, percorrendo o mesmo caminho do Mestre, seguindo o mistério pascal. Toda a formação na UAC e para a UAC não pode ser diversa da estrada que cada discípulo de Jesus deve fazer, como sentimos também no Evangelho de hoje.
Talvez nós estejamos reduzindo a formação na União aos encontros em diversos níveis, às conferências ou aos cantos! Onde está a cruz, onde está a renúncia, onde está a ressurreição? Onde está o radicalismo da vida cristã vivida em todo este processo? No nosso percurso formativo, num certo ponto, fazemos um empenho apostólico. Até que ponto é um empenho sério e profundo a serviço do Senhor e do seu povo? São suficientes três anos de encontro para “vestir” a túnica do empenho apostólico na União? Depois, o que sucede? Como vivemos realmente este empenho? Existe um contínuo processo de formação cristã e palotina? Em suma, se devemos criar uma União que leve a uma verdadeira comunhão, precisamos de um verdadeiro crescimento na caridade. Onde há caridade, há Deus. Portanto, Deus é e deveria ser a fonte e o fundamento da União do Apostolado Católico.

2. Uma outra realidade que enfrentamos é que, frequentemente, a União é vista como o grupo de leigos que fizeram o empenho apostólico. De fato, a União não pode ser formada por um único componente. O número 01 do Estatuto diz: “A União do Apostolado Católico, dom do Espírito Santo, é uma comunhão de fieis”. O número 07 acrescenta: “A igual dignidade dos membros da União funda-se sobre a comum semelhança com o Criador e sobre o comum sacerdócio do Povo de Deus. Ela se expressa numa pluralidade de vocações à vida laical, à vida consagrada e ao ministério ordenado, tão coligadas que cada uma ajuda a outra a estar atenta ao crescimento contínuo, e a prestar o próprio serviço”.
As três comunidades fundadas por S. Vicente Pallotti – a Sociedade do Apostolado Católico, a Congregação das Irmãs do Apostolado Católico e a Congregação das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico – “são parte integrante da União e têm a tarefa de garantir a unidade e eficiência apostólica de toda a União” (cf. Estatuto 34, 35). Além disso, é preciso recordar que na União todas as comunidades são autônomas e os seus membros estão sujeitos às próprias regras (cf. Estatuto 40).
Estes números do Estatuto mostram que a União do Apostolado Católico se realiza somente quando nós, sacerdotes, religiosos e leigos, trabalhamos juntos para reavivar a fé e reacender a caridade na Igreja e no mundo, para levar todos à unidade em Cristo. Aqui não se trata de quem seja o maior ou o mais importante – todos nós somos discípulos e apóstolos e temos diversas vocações e dons. Não é também uma questão de clericalismo ou de laicidade exagerados. Recordemos que as três comunidades de fundação têm uma responsabilidade especial no promover e no “garantir a unidade e eficiência apostólica de toda a União”.
Trata-se, pois, de viajar todos juntos no mesmo trilho e no respeito da autonomia de cada comunidade. Se a União do Apostolado Católico foi aprovada pelo Pontifício Concílio para os Leigos, as três Comunidades de fundação estão sob a jurisdição da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. A combinação destas realidades eclesiais pode ser uma riqueza, mas pode também criar confusões, se não são claras as responsabilidades e os privilégios de cada uma. Por exemplo, a Sociedade do Apostolado Católico é governada pela sua Lei e pelos seus superiores com os seus conselhos. As propriedades da Sociedade são cuidadas pela Sociedade, segundo as normas da Sociedade e da Igreja.
Ultimamente, estamos afrontando um pouco de confusão neste campo. Segundo o meu ver, existem muitos outros argumentos como este  a serem aprofundados para o bem comum da União. Além disso, se de um lado não deve nunca faltar a caridade fraterna, do outro lado temos necessidade de normas e de contratos claros nas nossas colaborações. Neste contexto tornam-se absolutamente necessários os encontros periódicos entre os três Superiores Gerais das Comunidades de fundação, que têm uma visão global de toda a Família Palotina, e a Presidente da União. É preciso promover tais encontros também em nível nacional entre os Superiores Provinciais/Regionais e os Presidentes Nacionais da UAC. Como foi feito justamente na última Assembléia da União, temos necessidade de encontros freqüentes das Comissões mistas compostas pelos membros de cada componente da UAC para tratar de argumentos comuns como a formação, o apostolado, as missões, etc. As decisões foram tomadas e agora aguardam a sua implementação.

3. Como cada movimento ou associação na Igreja, devemos também desenvolver concretamente “um modo de ser e viver a UAC”. Isto significa que devemos encontrar um modo de interpretar a eclesiologia de comunhão, fundamento da UAC na praxe pastoral a serviço da Igreja. É necessária uma certa identidade da UAC que deriva do nosso modo de pregar, cantar, fazer apostolado, etc. Por isso, dizemos muitas vezes que o Cenáculo, segundo a visão do nosso Fundador, oferece todos os elementos espirituais e apostólicos para desenvolver o nosso modo de ser União na Igreja.
No Cenáculo, as pessoas simples são transformadas interiormente sob a inspiração do Espírito Santo e a guia materna de Maria, Rainha dos Apóstolos, partilhando a palavra e rompendo o pão, para serem enviados como apóstolos até aos confins do mundo. Desenvolver uma tal pedagogia é uma tarefa importante para toda a União. Segundo o Estatuto, o Assistente Eclesiástico, em estreita colaboração com os diversos órgãos da União, deve assegurar a formação Palotina inicial e permanente dos membros da União (cf. Estatuto Geral 11). Este é o maior desafio da União hoje.

4. Queridos irmãos e irmãs, muitas outras coisas poderiam ser ditas quanto à situação atual da União, sobre as possibilidades de sua realização e sobre os obstáculos que podemos encontrar ao longo da estrada. Convidei-vos para esta Missa especial pela União, a fim de orarmos juntos como uma família pela graça e a bênção de realizar a visão profética do nosso Santo Fundador. Junto com tantas belas experiências, como seres humanos vamos também cometer erros ao longo da estrada; somos todos pecadores e necessitados de purificação. O verdadeiro espírito de comunhão só pode ser obtido em Deus porque ele é amor e o amor favorece sempre a comunhão.
Devemos ir além de uma visão restrita da União que a vê como um grupo auto-referencial a serviço dos próprios interesses. A União é um órgão auxiliar da Igreja e está sempre a serviço da Igreja. Por isso somos chamados a formar apóstolos de Jesus para a Igreja e não apóstolos para nós mesmos.  O nosso objetivo primário deve ser o de infundir no povo de Deus o espírito de Jesus, Apóstolo do Eterno Pai, dando-lhe uma profunda formação cristã no espírito de São Vicente. Alguns deles, em seu tempo e depois de uma boa formação, poderiam fazer o empenho apostólico. Mas empenhar-se para que as pessoas façam o empenho apostólico não deveria ser o objetivo primário da União, mas formar apóstolos para a Igreja.
Assim, as nossas paróquias, por exemplo, podem ser o melhor lugar para uma tal formação apostólica. Uma vez formados, os membros devem também empenhar-se na vida apostólica e missionária da Igreja. A falta de um verdadeiro empenho apostólico e missionário dos membros leigos na missão da Igreja, segundo meu parecer, é uma grande falta na atualização da União. Um grande número de membros das Comunidades de fundação estão empenhados em diversos apostolados e missões. A Sociedade está procurando reforçar a sua identidade missionária e estamos andando em diversos países de missão. 
Existem as periferias da existência humana em toda a parte. Uma sociedade secularizada, as famílias destruídas, os anciãos descuidados, os jovens confusos, os migrantes que chegam aos milhões, os doentes abandonados, etc., que encontramos na Itália ou na Alemanha, são missões tão importantes como aquelas no Congo ou em Taiwan (ex-Ilha Formosa).
Cada comunidade local da União deve encontrar esses campos de apostolado e de missão como expressão visível da caridade fraterna. De outra forma, a União fica só um pio desejo. Não devemos também gastar todas as nossas energias, mantendo as estruturas da União ou organizando encontros, um depois do outro. Os apóstolos se formam na oração e numa comunidade de fé, nos Cenáculos.
Daqui, pois, o nosso objetivo de formar Cenáculos vivos em todo o mundo. O nosso empenho apostólico deve concretizar-se também em atos concretos de caridade especialmente, em favor dos mais necessitados.


Conclusão

Concluo com estas palavras fortes e desafiantes de São Vicente: “A caridade exercitada como a descreve o Apóstolo forma todo o substancial constitutivo da Pia União; se esta viesse a faltar, não haveria mais nela o Apostolado Católico; por isso ai daquele que na pia União tentasse ofender a caridade; mas feliz todo aquele que a conservar perfeita, pois terá o mérito do seu estabelecimento, progresso, de todas as empresas evangélicas da pia União” (OOCC III, 134-137).
Oremos para que a vida de nosso Senhor Jesus Cristo seja a regra fundamental da vida e do apostolado de cada um de nós e de toda a Família Palotina. Amém.
                           
Pe. Jacob Nampudakam, SAC
                   Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da União
Igreja do Santíssimo Salvador em Onda, 30 de setembro de 2015

         ATO DE CONSAGRAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Ó divino Espírito, que desceste com a abundância
das Tuas luzes e dos Teus dons
sobre a primeira comunidade
reunida no dia de Pentecostes,
entre os muros do Cenáculo.
Eis diante de Ti esta comunidade
que suplica que renoves nela
o que realizaste naquele memorando dia.
E para que isto aconteça, nós nos consagramos a Ti,
oferecendo-Te a nossa mente,
a nossa vontade, o nosso coração.

A obra redentora que Cristo, o Verbo encarnado,
realizou sobretudo com a Sua paixão e morte
e quis confiar à Sua Igreja,
foi completada por Ti com o Pentecostes que nunca faltou.
Mas para que em nós seja mais intenso e frutuoso,
e esta porção da Igreja viva um contínuo progresso espiritual,
nós nos entregamos sem reservas a Ti.

A Tua luz ilumine as nossas mentes,
para que busquemos sempre a verdade
E não nos deixemos desviar por falsos profetas.
Que a Tua graça rejuvenesça as nossas vontades
e as torne capazes de resistir às insídias
do demônio e da corrupção.
Que os Teus dons nos transformem em apóstolos
com a palavra e com o exemplo.

Ó Divino Espírito, repete em nós os prodígios da graça
que se verificaram na primeira comunidade com a Tua descida.
Faze que, vivendo em Ti, levemos à Igreja
e ao Cristo redentor quantos nos circundam,
contribuindo assim àquele plano maravilhoso
de salvação do gênero humano que, em Pentecostes,
Deu os primeiros maravilhosos frutos. Amém.

Tradução de João Baptista Quaini SAC. Também a sublinhação das palavras é do mesmo.



[1] A respeito desta homilia, o Reitor Geral escreveu aos padres Edgar Ertl e João Baptista Quaini,em 01.10.2015: ”Caros coirmãos. Vejo a grande necessidade de iniciar um processo de renovação e de atualização da União. Ontem, celebrei a Missa com esta homilia à presença de muitos membros da UAC em Roma. Se possível, vos peço que publiqueis esta homilia com alguma modificação. Todos nós fazemos a UAC. Já estamos um pouco fora do momento e isto é um verdadeiro perigo a ser corrigido”. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

FELIZ PÁSCOA!


A Via Sacra é vivida todos os dias em muitas partes do mundo. Não podemos esquecer a situação grave e triste que neste momento estão vivendo na Síria, onde cerca de 150.000 pessoas já perderam a vida e onde não há sinais de uma solução em breve. A Cruz de Cristo é o símbolo do sacrifício do amor de um Deus misericordioso, escolhido para nos redimir, não com armas de destruição em massa ou armas nucleares, mas com o derramamento do sangue de seu Filho Unigênito para nos dar a plena dignidade de filhos de Deus e nos permitem desfrutar a plenitude da vida Nele.
O báculo com a cruz, que foi oferecido ao Papa Francisco pelos detentos da prisão de Sanremo, na Itália, e que ele usou durante o Domingo de Ramos nos lembra da nossa vocação e da nossa missão cristã dos discípulos do Senhor crucificado e ressuscitado; que a Cruz de Jesus é uma realidade viva que nos deparamos todos os dias em muitos lugares e situações na vida e que somos chamados a apoiar os nossos irmãos mais necessitados em seu próprio caminho da Cruz, especialmente incutindo-lhes a crença de que remove o medo, a esperança de que varre o desespero e amor que vence o ódio e a rejeição.

Enquanto nós revivemos o Mistério Pascal, deixemo-nos guiar pelo nosso Santo Fundador e fazer a nossa própria a profunda verdade de sua oração mística: “seja destruído a nossa vida, e a vida de Jesus Cristo seja a nossa vida” (OOCC X, p. 618). Podemos experimentar profundamente o amor e a infinita misericórdia de Deus que se manifestou no Senhor crucificado e ressuscitado.
Pe. Jacob Nampudakam, SAC

Reitor Geral

sábado, 29 de março de 2014

Pe. Jacob Nampudakam membro da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica



O Santo Padre Papa Francisco, no dia 29 de Março de 2014, nomeou o Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral da Sociedade do Apostolado Católico (Padres Palotinos), como membro (consultor) da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
Essa Congregação foi Fundada pelo Papa Sixto V no dia 27 de Maio de 1586. Esta a ocupar-se de tudo o que pertence aos Institutos de Vida consagrada (Ordens e Congregações religiosas, sejam masculinas quer femininas, Institutos seculares) e as Sociedades de Vida apostólica, enquanto à regime, disciplina, estudos, bens, direitos e privilégios. A sua competência estende-se a todos os aspectos da vida consagrada: vida cristã, vida religiosa, vida clerical; é de caráter pessoal; não tem limites territoriais; alguns determinados assuntos de seus membros, porém, são repostos à competência de outras Congregações.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Belém - Janeiro de 2013, nº 76


Caros leitores de Belém,

Saudações de Roma, com os melhores votos de Feliz Ano Novo cheio de muitas bênçãos! Como o tempo voa! 
Rapidamente, chegaram ao fim as celebrações do Ano do Jubileu de 50º aniversário da canonização de São Vicente Pallotti. Além disso, durante o mês de Outubro, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, inaugurou o "Ano da Fé". Esses são dois eventos importantes em nossa vida cristã e Palotina. Os membros do Secretariado Geral para a Formação procuraram avaliar a importância desses dois eventos para a família Palotina e tentaram identificar as implicações práticas que o Ano Jubilar e o Ano da Fé têm para nós. Por isso, decidimos entrevistar o Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da UAC, para sabermos a sua opinião sobre esses dois eventos. Eis a resposta!
Pe. Jacob, como a Família Palotina está vivenciando os festejos do Ano Jubilar e o Ano da Fé?

Desde os tempos da minha formação no seminário, graças a Deus, eu senti o fascínio pela pessoa, pela espiritualidade e pelo carisma de São Vicente Pallotti. Mais tarde, tive a oportunidade de vir à Roma, para realizar alguns estudos e assim eu tive a oportunidade de aprender mais sobre esse santo. Quando voltei para a Índia, tinha como prioridade a formação palotina dos Candidatos do Período Introdutório. Fiz pequenas peças teatrais, programas musicais, esboços com base na espiritualidade de Pallotti, preparados pelos alunos, para depois serem apresentados.  Através da longa colaboração com os Secretariados Gerais para o Apostolado e para a Formação e depois no Regime Geral de nossa Sociedade, tive a oportunidade de conhecer e experimentar a grandeza de São Vicente Pallotti.
Conto essa história pessoal para enfatizar que, por meio desse encontro pessoal com a pessoa de nosso Santo Fundador, me apaixonei pela sua espiritualidade e pelo seu carisma. Diante disso, me sinto hornarado por essa oportunidade, que poucos tiveram . Como costumo dizer, São Vicente é um "tesouro a ser descoberto" na família Palotina e na própria Igreja. Isso significa que há um longo caminho a ser percorrido antes deste tesouro ser totalmente descoberto e colocado ao serviço da Igreja universal.
Como essas questões estão relacionadas ao "Ano da Fé", proclamado pelo Santo Padre Bento XVI? A preparação do  "Ano da Fé" dependerá muito do nosso espírito de comunhão com a Igreja e nossa consciência do valor e da importância do nosso carisma como uma ferramenta, valor profético inestimável, para um autêntico reavivamento da fé do Povo de Deus. Isso implica na utililzação de todos os meios disponíveis para fazer com que os nossos membros tornem-se conscientes da importância e da urgência do Ano da Fé, convidando-os a participar de modo que se realize de maneira mais completa a espiritualidade e a visão eclesial de São Vicente Pallotti.
No final do Ano Jubilar da canonização do nosso Fundador, qual a sua avaliação do caminho percorrido pela Família Palotina?

Durante o Ano Jubilar da canonização de São Vicente Pallotti houve, certamente, muitas iniciativas positivas para a renovação espiritual e apostólica em toda a família Palotina. O Jubileu tinha como Lema: "Fazei replandecer a santidade de Deus" (Mt 5:16) era algo estimulante e desafiador. A oração do jubileu foi rezada em muitas partes do mundo. É difícil enumerar aqui todas as iniciativas empreendidas em todo o mundo. Eis algumas espiritualmente edificantes: 1. A celebração mais atenta e cuidadosa dos sacramentos; 2. Adoração do Santíssimo Sacramento; 3. Maior fidelidade ao sacramento da Confissão; 4. Inúmeros seminários sobre questões relacionadas ao Ano Jubilar, como a santidade da nova evangelização, etc.; 5. Cursos de formação em Roma e em outras partes do mundo Palotino; 6. Iniciativas dos Institutos Pallotti 7; A publicação de vários livros e outras literaturas de Pallotti; 8. Peregrinações; 9. A jornada espiritual com as relíquias de Pallotti (esta foi uma das iniciativas mais bem-sucedidas); 10. Retiros Palotinos; 11. Publicação de artigos religiosos, pinturas, medalhas, estátuas, terços, obra de arte, vídeos, etc. Entre todas essas iniciativas, o mais importante foi o esforço que cada um fez para crescer sempre mais no relacionamento com Deus, através de uma vida de oração enraizada na Palavra de Deus. De fato, a conversão pessoal diária é a forma mais eficaz da "nova evangelização".


Pe. Jacob, na sua opinião, quais são os elementos mais importantes que ajudariam a família Palotina a permanecer fiel ao seu carisma?

Fazer com que São Vicente Pallotti seja mais conhecido e amado! Essa é a resposta mais simples. Enquanto não descobrimos o valor de uma coisa não seremos capazes de trabalhar de maneira  suficiente. O "tesouro a ser descoberto" deve ser trazido à luz! E nós, realmente, queremos trazer à luz o tesouro do nosso carisma? Em última análise, pensamos em ações muito concretas, a saber: 1. A formação e a animação dos membros da família Palotina no espírito do nosso fundador; 2. A apresentação do perfil palotino em todas as nossas atividades apostólicas; 3. Aprofundar nos estudos, na reflexão e na oração sobre a nossa espiritualidade e o nosso carisma nas nossas Faculdades Teológicas, Institutos Pallotti, nos Centros de Pastoral e os membros em particular; 4. Forte compromisso com a União do Apostolado Católico para estudo e reflexão mais aprofundada sobre os elementos espirituail, teológico, pastoral e estrutural da realidade da Igreja; 5. Oferecer o nosso carisma para o serviço da Igreja e não permanecermos fechados em nós mesmos; 6. A utilização dos meios de comunicação, tais como a publicação de mais literatura Palotina em várias línguas, utilizando a internet, facebook, rádio, televisão, etc.; 7. A realização da eclesiologia Palotina em nossas paróquias, instituições de ensino, comunidades, casas de formação, etc.; 8. Atingir mais nações com espírito missionário; 9. Desenvolver trabalhos típicos palotinos; 10. Dar mais importância para a celebração das festas especiais Palotinas, como o Oitavário da Epifania, novena e tríduo da festa de São Vicente Pallotti, a devoção à Maria, Rainha dos Apóstolos, etc.
O elenco de possibilidades não é exaustivo. Depende apenas da criatividade, das possibilidades e da paixão manifestada nas diferentes partes do mundo, visto que o carisma de Pallotti pode ser realizado de várias maneiras. Tudo depende de como este grande santo é verdadeiramente conhecido e amado por cada membro! Mas, a devoção a Pallotti ou compromisso em relação ao seu carisma não é um fim em si mesmo. Por meio dele e da sua visão carismática, queremos construir o reino de Deus. Em última análise, somente Deus nos interessa, e isso ficou muito claro na vida de Pallotti.
O Boletim “Belém” é outro passo dado pelo Secretariado Geral para a Formação, a fim de que São Vicente Pallotti e a sua vida sejam mais amados e conhecidos pelos seus filhos e suas filhas, bem como por todos os membros da União.
Espero que esta pequena iniciativa do Secretariado continue também no futuro, sem interrupção. A paixão pelo nosso Fundador, em nossos corações, deve ser traduzido em ações concretas como este noticiário, para o benefício de toda a família Palotina.
Em nome dos membros do Secretariado Geral para a Fromação, gostaria de expressar minha profunda gratidão ao Pe. Jacob Nampudakam que compartilhou comigo e com os leitores de “Belém” seus pensamentos e sugestões práticas sobre o Ano Jubilar e sobre o Ano da Fé. Esperamos  que essas ideias sejam uma rica fonte de inspiração, tanto no âmbito pessoal quanto comunitário.

Ir. Stephen Buckley, SAC