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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Belém - Janeiro de 2013, nº 76


Caros leitores de Belém,

Saudações de Roma, com os melhores votos de Feliz Ano Novo cheio de muitas bênçãos! Como o tempo voa! 
Rapidamente, chegaram ao fim as celebrações do Ano do Jubileu de 50º aniversário da canonização de São Vicente Pallotti. Além disso, durante o mês de Outubro, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, inaugurou o "Ano da Fé". Esses são dois eventos importantes em nossa vida cristã e Palotina. Os membros do Secretariado Geral para a Formação procuraram avaliar a importância desses dois eventos para a família Palotina e tentaram identificar as implicações práticas que o Ano Jubilar e o Ano da Fé têm para nós. Por isso, decidimos entrevistar o Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da UAC, para sabermos a sua opinião sobre esses dois eventos. Eis a resposta!
Pe. Jacob, como a Família Palotina está vivenciando os festejos do Ano Jubilar e o Ano da Fé?

Desde os tempos da minha formação no seminário, graças a Deus, eu senti o fascínio pela pessoa, pela espiritualidade e pelo carisma de São Vicente Pallotti. Mais tarde, tive a oportunidade de vir à Roma, para realizar alguns estudos e assim eu tive a oportunidade de aprender mais sobre esse santo. Quando voltei para a Índia, tinha como prioridade a formação palotina dos Candidatos do Período Introdutório. Fiz pequenas peças teatrais, programas musicais, esboços com base na espiritualidade de Pallotti, preparados pelos alunos, para depois serem apresentados.  Através da longa colaboração com os Secretariados Gerais para o Apostolado e para a Formação e depois no Regime Geral de nossa Sociedade, tive a oportunidade de conhecer e experimentar a grandeza de São Vicente Pallotti.
Conto essa história pessoal para enfatizar que, por meio desse encontro pessoal com a pessoa de nosso Santo Fundador, me apaixonei pela sua espiritualidade e pelo seu carisma. Diante disso, me sinto hornarado por essa oportunidade, que poucos tiveram . Como costumo dizer, São Vicente é um "tesouro a ser descoberto" na família Palotina e na própria Igreja. Isso significa que há um longo caminho a ser percorrido antes deste tesouro ser totalmente descoberto e colocado ao serviço da Igreja universal.
Como essas questões estão relacionadas ao "Ano da Fé", proclamado pelo Santo Padre Bento XVI? A preparação do  "Ano da Fé" dependerá muito do nosso espírito de comunhão com a Igreja e nossa consciência do valor e da importância do nosso carisma como uma ferramenta, valor profético inestimável, para um autêntico reavivamento da fé do Povo de Deus. Isso implica na utililzação de todos os meios disponíveis para fazer com que os nossos membros tornem-se conscientes da importância e da urgência do Ano da Fé, convidando-os a participar de modo que se realize de maneira mais completa a espiritualidade e a visão eclesial de São Vicente Pallotti.
No final do Ano Jubilar da canonização do nosso Fundador, qual a sua avaliação do caminho percorrido pela Família Palotina?

Durante o Ano Jubilar da canonização de São Vicente Pallotti houve, certamente, muitas iniciativas positivas para a renovação espiritual e apostólica em toda a família Palotina. O Jubileu tinha como Lema: "Fazei replandecer a santidade de Deus" (Mt 5:16) era algo estimulante e desafiador. A oração do jubileu foi rezada em muitas partes do mundo. É difícil enumerar aqui todas as iniciativas empreendidas em todo o mundo. Eis algumas espiritualmente edificantes: 1. A celebração mais atenta e cuidadosa dos sacramentos; 2. Adoração do Santíssimo Sacramento; 3. Maior fidelidade ao sacramento da Confissão; 4. Inúmeros seminários sobre questões relacionadas ao Ano Jubilar, como a santidade da nova evangelização, etc.; 5. Cursos de formação em Roma e em outras partes do mundo Palotino; 6. Iniciativas dos Institutos Pallotti 7; A publicação de vários livros e outras literaturas de Pallotti; 8. Peregrinações; 9. A jornada espiritual com as relíquias de Pallotti (esta foi uma das iniciativas mais bem-sucedidas); 10. Retiros Palotinos; 11. Publicação de artigos religiosos, pinturas, medalhas, estátuas, terços, obra de arte, vídeos, etc. Entre todas essas iniciativas, o mais importante foi o esforço que cada um fez para crescer sempre mais no relacionamento com Deus, através de uma vida de oração enraizada na Palavra de Deus. De fato, a conversão pessoal diária é a forma mais eficaz da "nova evangelização".


Pe. Jacob, na sua opinião, quais são os elementos mais importantes que ajudariam a família Palotina a permanecer fiel ao seu carisma?

Fazer com que São Vicente Pallotti seja mais conhecido e amado! Essa é a resposta mais simples. Enquanto não descobrimos o valor de uma coisa não seremos capazes de trabalhar de maneira  suficiente. O "tesouro a ser descoberto" deve ser trazido à luz! E nós, realmente, queremos trazer à luz o tesouro do nosso carisma? Em última análise, pensamos em ações muito concretas, a saber: 1. A formação e a animação dos membros da família Palotina no espírito do nosso fundador; 2. A apresentação do perfil palotino em todas as nossas atividades apostólicas; 3. Aprofundar nos estudos, na reflexão e na oração sobre a nossa espiritualidade e o nosso carisma nas nossas Faculdades Teológicas, Institutos Pallotti, nos Centros de Pastoral e os membros em particular; 4. Forte compromisso com a União do Apostolado Católico para estudo e reflexão mais aprofundada sobre os elementos espirituail, teológico, pastoral e estrutural da realidade da Igreja; 5. Oferecer o nosso carisma para o serviço da Igreja e não permanecermos fechados em nós mesmos; 6. A utilização dos meios de comunicação, tais como a publicação de mais literatura Palotina em várias línguas, utilizando a internet, facebook, rádio, televisão, etc.; 7. A realização da eclesiologia Palotina em nossas paróquias, instituições de ensino, comunidades, casas de formação, etc.; 8. Atingir mais nações com espírito missionário; 9. Desenvolver trabalhos típicos palotinos; 10. Dar mais importância para a celebração das festas especiais Palotinas, como o Oitavário da Epifania, novena e tríduo da festa de São Vicente Pallotti, a devoção à Maria, Rainha dos Apóstolos, etc.
O elenco de possibilidades não é exaustivo. Depende apenas da criatividade, das possibilidades e da paixão manifestada nas diferentes partes do mundo, visto que o carisma de Pallotti pode ser realizado de várias maneiras. Tudo depende de como este grande santo é verdadeiramente conhecido e amado por cada membro! Mas, a devoção a Pallotti ou compromisso em relação ao seu carisma não é um fim em si mesmo. Por meio dele e da sua visão carismática, queremos construir o reino de Deus. Em última análise, somente Deus nos interessa, e isso ficou muito claro na vida de Pallotti.
O Boletim “Belém” é outro passo dado pelo Secretariado Geral para a Formação, a fim de que São Vicente Pallotti e a sua vida sejam mais amados e conhecidos pelos seus filhos e suas filhas, bem como por todos os membros da União.
Espero que esta pequena iniciativa do Secretariado continue também no futuro, sem interrupção. A paixão pelo nosso Fundador, em nossos corações, deve ser traduzido em ações concretas como este noticiário, para o benefício de toda a família Palotina.
Em nome dos membros do Secretariado Geral para a Fromação, gostaria de expressar minha profunda gratidão ao Pe. Jacob Nampudakam que compartilhou comigo e com os leitores de “Belém” seus pensamentos e sugestões práticas sobre o Ano Jubilar e sobre o Ano da Fé. Esperamos  que essas ideias sejam uma rica fonte de inspiração, tanto no âmbito pessoal quanto comunitário.

Ir. Stephen Buckley, SAC

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ano da Fé em Odivelas


“Vasco é um adolescente que tem o sonho de ser um homem muito famoso, e para isso trabalha noite e dia numa estranha máquina. Mas será que essa máquina será capaz de o tornar famoso? Veremos o que irá acontecer com o Vasco…”



Esta foi a ideia inicial para que o Grupo DCP (DCP quer dizer - Despertar, Comunicar, Partilhar) da catequese da paróquia do Santíssimo Nome de Jesus em Odivlas idealizasse uma pequena peça de teatro com a qual irá celebrar o Ano da Fé.




Assim começaram os ensaios, durante os quais a própria história ia evoluindo. As crianças e jovens aderiram a esta ideia e eles mesmo iam dando algumas sugestões do que poderia acontecer a este jovem que não tinha fé.



Levaram Vasco a encontrar-se com Abraão, Moisés, Isabel, Maria e outros.




E enquanto os nossos pequenos actores trabalhavam esta ideia, as mães iam dando forma aos figurinos e cenários. Os finais de tarde das quintas-feiras eram o nosso ponto de encontro.


Diria que é muito tempo investido, para tão pouco tempo de “fama”, mas no final depois de ver os olhos das crianças a brilhar com o nervosismo antes da entrada em cena, ou o sorriso rasgado quando ouvem as palmas, o cansaço desaparece e fica apenas a sensação de que temos que fazer mais.



Por isso iremos continuar ao longo deste ano a viver mais aventuras com o nosso amigo Vasco.
”A história continua…”
Celeste Bom Sucesso (Catequese – Grupo DCP)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Apóstolos Hoje – Dezembro de 2012


O ANO DA FÉ, O SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A NOVA EVANGELIZAÇÃO E O 500 ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO VICENTE PALLOTTI

Receber o convite para preparar uma reflexão que inclui temas importantes para nossa Família Palotina é como ser convidada a mergulhar no oceano. Quantos temas, argumentos importantes e desafios que verdadeiramente nos esperam. Tenho medo das muitas palavras, pois temos sempre menos tempo para escutar o outro e menos ainda para ler o que o outro escreveu. 

Sei que a minha primeira atitude é colocar-me aos pés do Mestre Jesus a quem proclamo o meu único Senhor. Preciso da coragem para confiar-me a Ele e desejo também, confiar todos vocês ao seu amor.

O que vem a minha memória, neste instante, são as palavras de São Paulo (da qual São Vicente apaixonou-se) que ressoam ainda no meu coração desde o tempo do Simpósio sobre a Nova Evangelização. "Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” ( 1Cor 9, 16).

Num mundo em mudança, o Evangelho não muda. A Boa Nova permanece sempre a mesma. Nossa vocação e responsabilidade de sermos portadores da Boa Nova que é sempre atual, como nos lembram as palavras do Papa: "O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma de Cristo morto e ressuscitado pela salvação do mundo, o Kerigma do amor absoluto e total de Deus por cada homem e cada mulher” (Papa Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial das Missões, 2012).

Me pergunto: nós, filhos e filhas de São Vicente Pallotti, que necessidade temos neste tempo da Nova Evangelização?

Como todos na Igreja de hoje, preciso rever com coragem e humildade, minha maneira de ser apóstolo/a, enviado/a, evangelizador/a, preciso compreentender o sentido profundo da ineficácia do meu anúncio e do meu testemunho, ou ao contrário: como explicar que muitas pessoas ao meu redor ainda não conhecem Deus e vivem como se Deus não existesse?

"Deus não criou os homens no tempo senão para levá-los felizes para a  eternidade. Seu desejo é vê-los todos salvos, todos iluminados pela luz da sua Verdade Divina. A este fim é voltada a difusão de Suas graças e o exercício da sua Providência. Por este motivo, disse São Dionísio Areopagita, que a obra mais santa, mais nobre, a mais augusta, a mais Divina entre todas as obras Divinas, augustas, nobres e santas é aquela de cooperar aos desígnios, à vontade e aos desejos misericordiosos de Deus para a salvação dos homens” (OOCC IV, 124).

Cada um de nós, anos atrás, encontrou Jesus e respondeu com amor e coragem ao seu chamado - "Segue-me” -  dizendo "Eis-me aqui”. Cada um realiza no seu próprio estado de vida como mãe, pai, religiosa, irmã/o, sacerdote, jovem, doente ... , dia após dia, o ser apóstolos/as, enviados de Jesus. Todos nós temos o mesmo desejo implantado no coração pelo Criador – aquele de sermos felizes. Como bons cristãos, desejamos a mesma felicidade também para os nossos irmãos e irmãs. Encontramos a plenitude de nossa felicidade em Jesus Cristo que é para cada um "Caminho, Verdade e Vida”.

Colocando-me diante do Mestre devo encontrar a coragem para refletir também sobre a eficácia do meu anúncio e do meu testemunho. Este é o primeiro e importante passo em direção a minha contribuição pessoal para a Nova Evangelização. Não importa se a verdade me faz sofrer, mas a sinceridade me levará à conversão e à cura. A rotina muitas vezes "apaga” a força da criatividade e do entusiasmo e nos leva a monotonia. A falta de ardor missionário que se manifesta no cansaço, na desilusão, no desinteresse, na indiferença, no minimalismo pode ser um sinal de crise.

Qualquer que seja o meu diagnóstico, sou chamado/a a deixar-me renovar espiritualmente através do meu encontro e da minha comunhão vivida diarimente com Jesus Cristo. Sem o sopro renovador do Espírito Santo não poderá acontecer a Nova Evangelização. Sem o meu profundo desejo do Espírito Santo não pode nascer em mim "um homem novo, uma mulher nova", verdadeira testemunha de Deus. Dou-me conta, pela experiência de vida, o quanto é arriscado e imprevisível invocar a força do Espírito Santo e o seu agir em nós.

Mas, se abrimos o nosso coração e nossa mente ao fogo do Espírito Santo, que atuou na vida e na atividade missionária dos primeiros apóstolos, de São Paulo e na vida de todos os santos de todos os tempos, incluindo o nosso Fundador, podemos perceber que ocorreram inesperadas mudanças. Assim, aconteceu com os discípulos de Emaús, com os discípulos no Cenáculo depois de Pentecostes - foram transformados de simples enviados em testemunhas zelosos do Ressuscitado e de medrosos apóstolos em corajosos anunciadores do Evangelho até os confins da terra. É o Espírito Santo que nos impulsiona a proclamar as grandes obras de Deus. "Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” ( 1Cor 9, 16).

Encontro verdadeiramente necessidade de me converter em testemunha corajosa de Jesus ressuscitado a partir do qual flui a vida para mim e para o mundo todo. E não sou chamada a ser simplesmente um cronista de fatos, acontecimentos imortalizados das páginas do Evangelho, mas crer fortemente na extraordinária força e na vida presente no Evangelho. O que é mais difícil para todos nós, para cada cristão, hoje, é certamente o de ter a coragem de tomar nas mãos seriamente o Evangelho, procurar colocar em prática o que Jesus nos diz com simplicidade de espírito. Mas é exatamente isto que nos é pedido hoje, com grande insistência.
A Boa Nova do Evangelho é sempre o amor de Deus para com o homem. De cada um, se espera o "trabalho” em dar forma concreta a esta mensagem e é somente assim que o outro, que está ao nosso lado, poderá compreender a mensagem de amor e de esperança. Parece mais atual e necessária a "teologia do rosto do ser", que quer significar encontro e acolhida do outro de modo personalizado. Isto é muito procurado hoje nos relacionamentos humanos. O caminho mais eficaz para partilhar a Boa Nova com os outros é comunicá-la de coração para coração. Cada pessoa deseja sentir-se digna de nossa atenção, do nosso interesse, do nosso amor e tantos desejam ver em nós "homens de Deus”. 

Lembro-me de um encontro recente com um imigrante de Burkina Faso que me parou na rua pedindo ajuda para comer. Ele estava desesperado, triste, cansado de lutar por sua vida na Itália. Na breve conversa ele contou que fugiu de seu país por causa da guerra e veio para a Itália, mas encontrou também aqui uma vida difícil. Parecia muito sincero, olhando em seus olhos vi uma pessoa sofrida, ao qual se nega seguidamente o respeito pela sua humanidade. Infelizmente, aquele dia, não tinha dinheiro no bolso e parecia que não poderia ajudá-lo. Propus a ele minhas orações e coloquei minha mão em sua cabeça rezando e abençoando-o. Ele, realmente comovido me disse: "irmã, a sua oração para mim vale mais do que o dinheiro”.

Sim, somos chamados a abrir os olhos e descobrir que o outro é meu irmão, filho do mesmo Pai Celeste, assim como nos ensina a Palavra de Deus. Sim, é verdade, se o nosso coração não arde com o fogo da Palavra, não inflamaremos o mundo com o Evangelho que possui a vida. Somente o Senhor poderá ajudar-me a abrir-me ao "novum" proposto pelo Espírito Santo. Caso contrário terei sempre as mesmas atitudes, os mesmos métodos, etc., me pergunto, com qual resultado?

"Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” ( 1Cor 9, 16).

"Lembra-te, que o meu Divino Filho no reino da Glória, vos recompensará por cada pensamento, palavra e obra e por cada pequena coisa  que  haveis colocado para a propagação da Santa Fé, melhor ainda, se para tal fim, fazeis o quanto for possível e de todo modo possível, sereis coroados para toda eternidade com a Coroa de glória do seu Apostolado(OOCC IV, 333).

Para um momento de oração:
Senhor, quero que a minha vida se torne uma experiência contínua da tua presença para partilhar com os outros. Que a minha vida seja um espaço para a ação do teu Evangelho, do teu Espírito Santo e para que Tu possas ser conhecido, amado e glorificado em todo o mundo.

Pai de infinita bondade e ternura, que nunca te cansas de alimentar os teus filhos e sustentá-los com a tua mão, concede-nos obter do Coração de Cristo trespassado na Cruz a sublime consciência do teu amor, para que renovados com a força do Espírito Santo possamos levar a todos os homens as riquezas da redenção. Amém (Da Liturgia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus)

Perguntas para uma reflexão
1. Sinto na minha vida necessidade de conversão, de mudança?
     2. No meu apostolado, na minha missão, sinto a necessidade da força renovadora do Espírito de Deus?
     3. Estou pronto/a a abrir-me ao “novum” que me propõe o Espírito Santo ao qual deseja comprometer-me?
 Ir. M. Bozena Olszewska SAC

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Apóstolos Hoje – Novembro de 2012


O ANO DA FÉ, O SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A NOVA EVANGELIZAÇÃO E O 50 º ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO
DE SÃO VICENTE PALLOTTI

Estes três eventos deste tempo, me fazem pensar e me tocam o coração, enquanto me preparo para escrever esta reflexão para o mês de Novembro. Parece fácil escolher um dos temas e concentrar-me nele, mas a realidade é que, como Palotinos/as da União do Apostolado Católico, somos convidados, neste ano, a mergulhar em todos estes três aspectos acima citados.
Um tema central de todos os três acontecimentos revela o desejo do coração de Deus, isto é, convidar todas as nações para colaborar com Ele no plano da salvação para todos. Padre Vicente Pallotti fez seu este desejo. No Evangelho de São Mateus lemos: “Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt 9,36-38). É importante notar que esta passagem do Evangelho narra como Jesus envia os doze apóstolos em missão.

Jesus ensinou seus discípulos a rezar pedindo operários, para interceder ao Pai, para rezar junto a Ele, a fim de que fosse despertada nos corações das pessoas a disposição de serem operários para a sua vinha. Estas palavras de Jesus ecoaram no coração de São Vicente Pallotti e por isso compôs a oração apostólica e algumas ladainhas para pedir a Deus que desperte nos corações de muitas pessoas a vontade de serem operários, trabalhadores, apóstolos e discípulos. As orações de Vicente, com base no Evangelho, são uma preciosa herança que ele deixou para a sua família espiritual. Todos os dias rezamos: “Manda ó Senhor, operários para a sua messe e perdoa o teu povo” - esta oração imperceptivelmente toca o mais profundo de nossos corações. Se Jesus encorajou seus discípulos a pedirem ao Senhor da messe para que envie operários para a sua messe, do mesmo modo somos também nós chamados para rezar pela mesma intenção.

         Recentemente o Papa Bento XVI em sua mensagem para o Dia Mundial das Missões escreveu “O número dos que esperam Cristo é ainda imenso ... precisamos prestar atenção àqueles que não conhecem a Cristo”. Isto ressoou com as palavras do Apelo de Vicente Pallotti escrito em 1835 que diz: "Qualquer pessoa que considera cuidadosamente o estado atual do mundo no que diz respeito a religião, chega à conclusão e se pergunta - porque existe tanto mal em nosso tempo - temos uma grande necessidade da fé. Na verdade, existe muitos não cristãos que estão dispostos a abraçar o catolicismo. Mas, pode-se dizer que o trigo dos campos estão maduros e ansiosamente esperam para serem recolhidos; por outro lado, deve-se admitir que quanto mais é abundante a messe, mais escassos são os trabalhadores necessários para a colheita. A escassez de vocações eclesiásticas, que se torna cada vez menos e as dificuldades de acontecimentos passados que levaram às comunidades religiosas a diminuirem em número, criaram uma situação na qual não temos nem homens apostólicos para difundir a religião, nem o suficiente para mantê-la”. E retornando ainda mais para trás nos anos, o Papa São Gregório Magno (540-604) escreveu “lamentamos em dizer que os trabalhadores desta grande messe são poucos, porque não há número suficiente de pessoas que anunciem a boa notícia, apesar de existirem muitos que estão esperando para escutá-la”.

Três homens espirituais, que escrevem em três momentos diferentes, expressam a mesma realidade da qual Jesus falou. Existe uma certa consolação nisto, no fato de que, enquanto estamos diante de grandes desafios em poder dar respostas criativas ao chamado da Nova Evangelização, a realidade é que o mundo sempre teve necessidade de mais “operários para a sua messe”.
Um seminário Pallottino sobre a Nova Evangelização foi realizada em Roma, em Setembro deste ano, com a participação de mais de 40 membros da família Palotina. O seminário nos forneceu material para reflexão e tempo para envolver-nos com esta proposta. Este material estará, no tempo oportuno, disponível, todavia no decorrer do seminário, surgiram algumas sugestões preciosas que podem nos ajudar como um apoio para que possamos responder a este apelo da Igreja feito neste ano.

Entre as preciosas sugestões que identifiquei, existem as seguintes que podem ser úteis para a reflexão e a partilha pessoal e comunitária:
       “De fato, não nos pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor (2Cor 4, 5).
       “O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros” (2Tm 2, 2)
      A nossa fé é o verdadeiro tesouro que devemos partilhar.
      “Partir de Cristo” (NMI 29). Partir de Cristo foi o programa para todas as reformas na história da Igreja. Partir de Cristo é o único programa válido e possível para a Nova Evangelização porque o Evangelho é Jesus Cristo em pessoa ... todavia, partir de Cristo, não de um Cristo construído ou reduzido a dimensões humanas, mas o verdadeiro Cristo, o Filho de Deus.
      Jesus Cristo, através da Igreja, proclama a Si mesmo e comunica a Si mesmo, Ele, através do Espírito Santo é o primeiro, o verdadeiro promotor da evangelização.
      Deus não é um Deus velho, Deus permanece sempre milagroso e na sua obra permanece sempre surpreendente e novo; segundo Santo Agostinho, Deus é o mais jovem de todos nós.
      A Evangelização pode ser nova somente porque hoje evangelizamos com o mesmo Evangelho, mas em uma nova situação.
      A Nova Evangelização será verdadeiramente nova se formos capazes de testemunhar esta  “nova notícia”  ou a novidade de Jesus que transcende todas as nossas categorias e expectativas.
      A melhor forma de evangelização é aquela do diálogo e do conhecimento direto da outra pessoa; um diálogo que seja livre e honesto, uma partilha de experiências, de perguntas, de medos, de esperanças, de alegrias e de todas as dimensões da vida
      Um aspecto essencial da Nova Evangelização é a “auto-evangelização”, porque nós não somos destinadas a permanecer os mesmos para os próximos mil anos ... precisamos  mudar, avançar, devemos arriscar o processo de transformação, a única coisa que permanecerá o mesmo é Deus e seu amor para o mundo e para a humanidade.
      O apelo a todos os cristãos é de evangelizar aqueles que encontramos na vida de todos os dias, parentes, famíliares, amigos, colegas de trabalho, aqueles que se envolvem em atividades recreativas, vizinhos de casa - são aqueles a quem a mensagem do amor infinito de Deus é dirigida.
Para um momento de oração: Ladainha de São Vicente Pallotti: "Manda operários para a tua messe" (OOCC XI 407- 409)

Senhor Jesus Cristo, para a salvação do mundo te fizeste obediente até a morte. Disseste a teus discípulos: “Pedi ao Senhor da messe para que envie operários  para a tua messe” (Mt 9, 38). Nós nos unimos às intenções com as quais Tu mesmo, enquanto ainda estavas na terra, rezaste ao Pai. Pelos méritos e intercessão da Beata Mãe Maria Santíssima e de todos os santos, imploramos pela tua misericórdia infinita que escute a nossa oração. Amém.

A cada invocação rezemos: envie operários para a tua messe
Cristo, nosso Salvador                          envie operários para a tua messe
Cristo, nossa esperança e salvação
Cristo, nosso guia e porta
Cristo, nosso Mestre e Professor
Cristo, nosso pastor e diretor
Cristo, nosso Caminho e Verdade
Cristo, nosso Mediador e Advogado
Cristo, nosso Irmão e nosso Médico
Cristo,  revelado às nações por uma estrela
Cristo, inviado a anunciar aos pobres a alegre notícia
Cristo, que fizeste dos Apóstolos, pescadores de homens
Cristo, que ensinaste passando pelas cidades e aldeias
Cristo, cujo alimento era levar aos homens a conversão
Cristo, que desejaste que os teus discípulos fosem a luz do mundo
Cristo, que ainda no último momento mandaste operários na tua messe que  estavam inativos durante o dia
Cristo, que deste a Pedro e aos seus sucessores o poder de ligar e desligar
Cristo, que transformaste Paulo, de perseguidor para o teu instrumento predileto
Cristo,  que enviaste os teus discípulos em antecedência para todos os  lugares que desejaste visitar
Cristo, que mandaste aos teus discípulos de anunciar a Boa Nova a todas as criaturas
Cristo, que mandaste os teus discípulos para levar ao teu rebanho todas as ovelhas perdidas
Cristo, que enviado do Pai para dar em herança todas as nações e em tua posse,  todos os confins da terra
Cristo,  que fezeste da tua castíssima Mãe, a Padroeira e Rainha dos Apóstolos
Cristo, pelos sacrossanos mistérios da tua redenção e pelos méritos e interecessão da Beata Virgem Maria, concebida sem  mancha de pecado, e pelos méritos de todos os santos
Salva os teus servos, Senhor     Faça conhecido o teu nome a todas as gentes

Rezemos
Ó Deus, que reuniste todos os povos para louvar o teu nome. Faze que possamos realizar a tua vontade, para que o teu povo, chamado a viver contigo para sempre, possa ser um só coração na fé e nas boas obras.
Senhor, nosso Deus, guia fiel do teu povo, olha com bondade o teu servo, o Papa Bento XVI, que escolheste para ser o Supremo Pastor da tua Igreja. Com a palavra e com o exemplo possa ele ajudar aqueles para os quais foi chamado a este especial serviço a fim de que todos possam alcançar a vida eterna.
Sob a tua proteção procuramos refúgio, ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas, nós  que estamos na prova e livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.