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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Belém - Fevereiro de 2013, nº 77

CELEBRAÇÕES DO FINAL DO ANO JUBILAR – ROMA

A Família Palotina, com gratidão e alegria, esteve reunida para encerrar as celebrações dos cinquenta anos da Canonização de São Vicente Pallotti, em Roma. O tema do Ano Jubilar: “Fazei brilhar a santidade de Deus”, permeou todas as celebrações. Gabriella Acerbi (Comunidade da Quinta Dimensão), presidente da Comissão Organizadora do Ano do Jubilar, ficou responsável pelo acolhimento dos participantes, todos os dias. No sábado, dia 19 de janeiro, com um número muito grande de participantes, começou o Tríduo na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos. Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da União, expressou sua gratidão ao Pe. Francesco Bartoloni, Moderador Geral dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, que presidiu a Eucaristia. Em sua homilia, o Pe. Francesco falou da afinidade entre os Fundadores Gaspar del Bufalo e Vincente Pallotti, em seu espírito missionário e na sua colaboração, e dos laços fraternos existentes, ainda hoje, entre os membros das duas fundações. No final da missa, que foi animada pelas Irmãs Palotinas, Pe. Natalino Zagotto, Reitor da Igreja, homenageou São Vicente Pallotti, lembrando da sua vida e dos seus sofrimentos naquele local, que ele chamava de “pátria” do mundo da Família Palotina.
Domingo, dia 20 de janeiro, dia do quinquagésimo aniversário da Canonizção do nosso Santo Fundador, uma grande multidão reuniu-se sob as colunas da Igreja de São Pedro, com um lenço branco com a imagem de São Vicente Pallotti, em busca de abrigo por causa da chuva. Uma simpática Irmã Palotina saudou os membros e os amigos da Família Palotina e aos que vieram da Região da Úmbria, San Giorgio di Cássia, de onde é oriunda a família de São Vicente Pallotti. Em seguida, todos os membros e amigos da Família Palotina presentes se reuniram na Basília para a celebração da Missa Jubilar.
O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, presidiu a Missa Jubilar e foi calorosamente recebido pelo Pe. Jacob. Em sua homilia, o Cardeal descreveu Pallotti como um dom para a Igreja, citando homilias de vários papas e as palavras de algumas testemunhas no processo de canonização, que foram contemporâneas de São Vicente Pallotti. Ao concluir sua homilia, o Cardeal lembra que o Fundador chama os numerosos membros da Família Palotina, hoje, para reavivar a fé e a reacender a caridade como discípulos alegres e entusiasmados por Jesus e pelo mundo, seguindo a mensagem do Evangelho de maneira radical. O Coro da UAC, através de hinos cantados em várias línguas, expressou algo da universalidade da União, inspirada por Pallotti.

A tarde do dia do Jubileu foi marcada por “encontros com as famílias”, na Igreja de São Salvador in Onda. Houve uma apresentação, entrevistas e testemunhos dos que estiveram presentes nas comemorações no ano de 1963, e uma partilha das memórias históricas e das experiências espirituais. Os descendentes de Pallotti de São Giorgio di Cassia e seu pároco ficaram emocionados com as apresentações. Os três Superiores Gerais, no discurso de encerramento, com a Igreja lotada, encorajaram a todos para um novo recomeço com Cristo, Apóstolo do Pai, como fez Pallotti. Ao concluir as celebrações do Ano Jubilar, em Roma, Pe. Jacob falou das muitas graças recebidas durante este ano e, em particular, dos frutos semeados que desencadearam no projeto missionário no Peru. Anunciou, também, que o Cardeal Tarcisio Bertone enviara uma mensagem para a Família Palotina, parabenizando-a pelo Ano Jubilar, em nome do Santo Padre.
Na segunda-feira, dia 21 de janeiro, Pe. Gilberto Orsolin, Reitor da Igreja de São Salvatore in Onda e da Comunidade da Casa Generalícia, celebrou uma Missa com os estudantes, professores, funcionários e as Irmãs da Mãe do Divino Amor. No mesmo dia, a Igreja de São Vicente Pallotti, mais uma vez, estava repleta de pessoas, à noite, para a missa da vigília em honra do santo. Os estudantes da Pontifícia Universidade Urbaniana animaram a missa, e o Pe. Tadeo Woida, SAC, recém-nomeado Subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, foi o celebrante principal. Em sua homilia, ele falou que Pallotti conseguiu conscientizar as pessoas sobre a presença do amor de Deus, e, por isso, é possível que também nós façamos o mesmo, se nos esforçarmos para sermos santos hoje. Como já é tradição, um seminarista (da China este ano) respondeu à carta de encorajamento enviada por Pallotti aos estudantes da Urbaniana, pois a mesma não havia tido resposta.
Na terça-feira, dia 22 de janeiro, a Família Palotina reuniu-se novamente, desta vez em Sant’Andrea della Valle, uma enorme Basílica onde São Vicente Pallotti iniciou o Oitavário da Epifania e se prolongou durante cento e vinte e oito anos. Naquele lugar, Pallotti fez o seu “Apelo de maio” a todo o povo de Deus. Pe. Jacob Nampudakam, por sua vez, convidou a Família Palotina a começar uma renovada viagem espiritual e apostólica à luz da espiritualidade e do carisma de São Vicente Pallotti. Um coral composto por crianças, da paróquia palotina de Nápoles, o coro da UAC e das meninas da Pia Casa de Caridade, abrilhantaram a Celebração Eucarística de encerramento. Todos os participantes receberam uma vela de Pallotti acesa da chama da vela grande do Jubileu, pelos três Superiores Gerais, como sinal de nosso chamado para sermos luz no mundo. Todos juntos, leigos, religiosos e membros ordenados da UAC renovaram seu compromisso apostólico. Que São Vicente Pallotti possa ajudar seus filhos e filhas a serem autênticos discípulos missionários, dando fiel testemunho da santidade de Deus, na Igreja e no mundo de hoje. 

Pe. Gilberto Orsolin, SAC
Consultor Geral e Representante da UAC no Conselho Geral da SAC

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Encerramento do ano jubilar em Itaipu

Para terminar o ano jubilar de 50 anos de canonização de são Vicente Pallotti em Itaipu, recebemos o secretário geral da União do Apostolado Católico, Pe. Rory Hanly. A Eucaristia de encerramento foi concelebrado com Pe. Daniel Rocchetti  e Pe. Casimiro Pac.  Estavam presentes os membros individuais da UAC /Itaipu, a Sra. Deusa, coordenadora do CLC de Pendotiba, o Sr. Joaquim Acciolly membro do CGC, padres  e juventude palotina.
Após a missa nos reunimos no Bosque de Maria para um delicioso churrasco de confraternização, onde nos foi possível conhecer  melhor a  pessoa do simpático e animado Pe. Rory, trocamos experiências, falamos de nosso compromisso com a obra de São Vicente Pallotti , sempre traduzidos pelo paciente padre Daniel.
A  felicidade estava estampada no rosto de todos, pois vivemos um ano de aprofundamento no carisma palotino, enriquecendo nossos laços de pertença e unidade com a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Agradecidos a Deus por essas experiências, resta-nos assumir o nosso apostolado com renovado vigor.
Vera Tavares

Belém - Janeiro de 2013, nº 76


Caros leitores de Belém,

Saudações de Roma, com os melhores votos de Feliz Ano Novo cheio de muitas bênçãos! Como o tempo voa! 
Rapidamente, chegaram ao fim as celebrações do Ano do Jubileu de 50º aniversário da canonização de São Vicente Pallotti. Além disso, durante o mês de Outubro, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, inaugurou o "Ano da Fé". Esses são dois eventos importantes em nossa vida cristã e Palotina. Os membros do Secretariado Geral para a Formação procuraram avaliar a importância desses dois eventos para a família Palotina e tentaram identificar as implicações práticas que o Ano Jubilar e o Ano da Fé têm para nós. Por isso, decidimos entrevistar o Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral e Assistente Eclesiástico da UAC, para sabermos a sua opinião sobre esses dois eventos. Eis a resposta!
Pe. Jacob, como a Família Palotina está vivenciando os festejos do Ano Jubilar e o Ano da Fé?

Desde os tempos da minha formação no seminário, graças a Deus, eu senti o fascínio pela pessoa, pela espiritualidade e pelo carisma de São Vicente Pallotti. Mais tarde, tive a oportunidade de vir à Roma, para realizar alguns estudos e assim eu tive a oportunidade de aprender mais sobre esse santo. Quando voltei para a Índia, tinha como prioridade a formação palotina dos Candidatos do Período Introdutório. Fiz pequenas peças teatrais, programas musicais, esboços com base na espiritualidade de Pallotti, preparados pelos alunos, para depois serem apresentados.  Através da longa colaboração com os Secretariados Gerais para o Apostolado e para a Formação e depois no Regime Geral de nossa Sociedade, tive a oportunidade de conhecer e experimentar a grandeza de São Vicente Pallotti.
Conto essa história pessoal para enfatizar que, por meio desse encontro pessoal com a pessoa de nosso Santo Fundador, me apaixonei pela sua espiritualidade e pelo seu carisma. Diante disso, me sinto hornarado por essa oportunidade, que poucos tiveram . Como costumo dizer, São Vicente é um "tesouro a ser descoberto" na família Palotina e na própria Igreja. Isso significa que há um longo caminho a ser percorrido antes deste tesouro ser totalmente descoberto e colocado ao serviço da Igreja universal.
Como essas questões estão relacionadas ao "Ano da Fé", proclamado pelo Santo Padre Bento XVI? A preparação do  "Ano da Fé" dependerá muito do nosso espírito de comunhão com a Igreja e nossa consciência do valor e da importância do nosso carisma como uma ferramenta, valor profético inestimável, para um autêntico reavivamento da fé do Povo de Deus. Isso implica na utililzação de todos os meios disponíveis para fazer com que os nossos membros tornem-se conscientes da importância e da urgência do Ano da Fé, convidando-os a participar de modo que se realize de maneira mais completa a espiritualidade e a visão eclesial de São Vicente Pallotti.
No final do Ano Jubilar da canonização do nosso Fundador, qual a sua avaliação do caminho percorrido pela Família Palotina?

Durante o Ano Jubilar da canonização de São Vicente Pallotti houve, certamente, muitas iniciativas positivas para a renovação espiritual e apostólica em toda a família Palotina. O Jubileu tinha como Lema: "Fazei replandecer a santidade de Deus" (Mt 5:16) era algo estimulante e desafiador. A oração do jubileu foi rezada em muitas partes do mundo. É difícil enumerar aqui todas as iniciativas empreendidas em todo o mundo. Eis algumas espiritualmente edificantes: 1. A celebração mais atenta e cuidadosa dos sacramentos; 2. Adoração do Santíssimo Sacramento; 3. Maior fidelidade ao sacramento da Confissão; 4. Inúmeros seminários sobre questões relacionadas ao Ano Jubilar, como a santidade da nova evangelização, etc.; 5. Cursos de formação em Roma e em outras partes do mundo Palotino; 6. Iniciativas dos Institutos Pallotti 7; A publicação de vários livros e outras literaturas de Pallotti; 8. Peregrinações; 9. A jornada espiritual com as relíquias de Pallotti (esta foi uma das iniciativas mais bem-sucedidas); 10. Retiros Palotinos; 11. Publicação de artigos religiosos, pinturas, medalhas, estátuas, terços, obra de arte, vídeos, etc. Entre todas essas iniciativas, o mais importante foi o esforço que cada um fez para crescer sempre mais no relacionamento com Deus, através de uma vida de oração enraizada na Palavra de Deus. De fato, a conversão pessoal diária é a forma mais eficaz da "nova evangelização".


Pe. Jacob, na sua opinião, quais são os elementos mais importantes que ajudariam a família Palotina a permanecer fiel ao seu carisma?

Fazer com que São Vicente Pallotti seja mais conhecido e amado! Essa é a resposta mais simples. Enquanto não descobrimos o valor de uma coisa não seremos capazes de trabalhar de maneira  suficiente. O "tesouro a ser descoberto" deve ser trazido à luz! E nós, realmente, queremos trazer à luz o tesouro do nosso carisma? Em última análise, pensamos em ações muito concretas, a saber: 1. A formação e a animação dos membros da família Palotina no espírito do nosso fundador; 2. A apresentação do perfil palotino em todas as nossas atividades apostólicas; 3. Aprofundar nos estudos, na reflexão e na oração sobre a nossa espiritualidade e o nosso carisma nas nossas Faculdades Teológicas, Institutos Pallotti, nos Centros de Pastoral e os membros em particular; 4. Forte compromisso com a União do Apostolado Católico para estudo e reflexão mais aprofundada sobre os elementos espirituail, teológico, pastoral e estrutural da realidade da Igreja; 5. Oferecer o nosso carisma para o serviço da Igreja e não permanecermos fechados em nós mesmos; 6. A utilização dos meios de comunicação, tais como a publicação de mais literatura Palotina em várias línguas, utilizando a internet, facebook, rádio, televisão, etc.; 7. A realização da eclesiologia Palotina em nossas paróquias, instituições de ensino, comunidades, casas de formação, etc.; 8. Atingir mais nações com espírito missionário; 9. Desenvolver trabalhos típicos palotinos; 10. Dar mais importância para a celebração das festas especiais Palotinas, como o Oitavário da Epifania, novena e tríduo da festa de São Vicente Pallotti, a devoção à Maria, Rainha dos Apóstolos, etc.
O elenco de possibilidades não é exaustivo. Depende apenas da criatividade, das possibilidades e da paixão manifestada nas diferentes partes do mundo, visto que o carisma de Pallotti pode ser realizado de várias maneiras. Tudo depende de como este grande santo é verdadeiramente conhecido e amado por cada membro! Mas, a devoção a Pallotti ou compromisso em relação ao seu carisma não é um fim em si mesmo. Por meio dele e da sua visão carismática, queremos construir o reino de Deus. Em última análise, somente Deus nos interessa, e isso ficou muito claro na vida de Pallotti.
O Boletim “Belém” é outro passo dado pelo Secretariado Geral para a Formação, a fim de que São Vicente Pallotti e a sua vida sejam mais amados e conhecidos pelos seus filhos e suas filhas, bem como por todos os membros da União.
Espero que esta pequena iniciativa do Secretariado continue também no futuro, sem interrupção. A paixão pelo nosso Fundador, em nossos corações, deve ser traduzido em ações concretas como este noticiário, para o benefício de toda a família Palotina.
Em nome dos membros do Secretariado Geral para a Fromação, gostaria de expressar minha profunda gratidão ao Pe. Jacob Nampudakam que compartilhou comigo e com os leitores de “Belém” seus pensamentos e sugestões práticas sobre o Ano Jubilar e sobre o Ano da Fé. Esperamos  que essas ideias sejam uma rica fonte de inspiração, tanto no âmbito pessoal quanto comunitário.

Ir. Stephen Buckley, SAC

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Encerramento de o Ano Jubilar


A Família Palotina convida para participar do encerramento do Ano Jubilar de Canonização de São Vicente Pallotti que acontecerá no dia 26 de janeiro de 2013 no Santuário Nacional em Aparecida.
A Missa solene na Basílica será as 09h00 min, presidida por Dom Julio Akamine SAC, depois da Missa no Auditório Noé Sotillo haverá o Momento Palotino com a presença de Pe. Rory Hanly SAC – Secretario Geral da União do Apostolado Católico. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Apóstolos Hoje – Dezembro de 2012


O ANO DA FÉ, O SÍNODO DOS BISPOS SOBRE A NOVA EVANGELIZAÇÃO E O 500 ANIVERSÁRIO DA CANONIZAÇÃO DE SÃO VICENTE PALLOTTI

Receber o convite para preparar uma reflexão que inclui temas importantes para nossa Família Palotina é como ser convidada a mergulhar no oceano. Quantos temas, argumentos importantes e desafios que verdadeiramente nos esperam. Tenho medo das muitas palavras, pois temos sempre menos tempo para escutar o outro e menos ainda para ler o que o outro escreveu. 

Sei que a minha primeira atitude é colocar-me aos pés do Mestre Jesus a quem proclamo o meu único Senhor. Preciso da coragem para confiar-me a Ele e desejo também, confiar todos vocês ao seu amor.

O que vem a minha memória, neste instante, são as palavras de São Paulo (da qual São Vicente apaixonou-se) que ressoam ainda no meu coração desde o tempo do Simpósio sobre a Nova Evangelização. "Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” ( 1Cor 9, 16).

Num mundo em mudança, o Evangelho não muda. A Boa Nova permanece sempre a mesma. Nossa vocação e responsabilidade de sermos portadores da Boa Nova que é sempre atual, como nos lembram as palavras do Papa: "O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma de Cristo morto e ressuscitado pela salvação do mundo, o Kerigma do amor absoluto e total de Deus por cada homem e cada mulher” (Papa Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial das Missões, 2012).

Me pergunto: nós, filhos e filhas de São Vicente Pallotti, que necessidade temos neste tempo da Nova Evangelização?

Como todos na Igreja de hoje, preciso rever com coragem e humildade, minha maneira de ser apóstolo/a, enviado/a, evangelizador/a, preciso compreentender o sentido profundo da ineficácia do meu anúncio e do meu testemunho, ou ao contrário: como explicar que muitas pessoas ao meu redor ainda não conhecem Deus e vivem como se Deus não existesse?

"Deus não criou os homens no tempo senão para levá-los felizes para a  eternidade. Seu desejo é vê-los todos salvos, todos iluminados pela luz da sua Verdade Divina. A este fim é voltada a difusão de Suas graças e o exercício da sua Providência. Por este motivo, disse São Dionísio Areopagita, que a obra mais santa, mais nobre, a mais augusta, a mais Divina entre todas as obras Divinas, augustas, nobres e santas é aquela de cooperar aos desígnios, à vontade e aos desejos misericordiosos de Deus para a salvação dos homens” (OOCC IV, 124).

Cada um de nós, anos atrás, encontrou Jesus e respondeu com amor e coragem ao seu chamado - "Segue-me” -  dizendo "Eis-me aqui”. Cada um realiza no seu próprio estado de vida como mãe, pai, religiosa, irmã/o, sacerdote, jovem, doente ... , dia após dia, o ser apóstolos/as, enviados de Jesus. Todos nós temos o mesmo desejo implantado no coração pelo Criador – aquele de sermos felizes. Como bons cristãos, desejamos a mesma felicidade também para os nossos irmãos e irmãs. Encontramos a plenitude de nossa felicidade em Jesus Cristo que é para cada um "Caminho, Verdade e Vida”.

Colocando-me diante do Mestre devo encontrar a coragem para refletir também sobre a eficácia do meu anúncio e do meu testemunho. Este é o primeiro e importante passo em direção a minha contribuição pessoal para a Nova Evangelização. Não importa se a verdade me faz sofrer, mas a sinceridade me levará à conversão e à cura. A rotina muitas vezes "apaga” a força da criatividade e do entusiasmo e nos leva a monotonia. A falta de ardor missionário que se manifesta no cansaço, na desilusão, no desinteresse, na indiferença, no minimalismo pode ser um sinal de crise.

Qualquer que seja o meu diagnóstico, sou chamado/a a deixar-me renovar espiritualmente através do meu encontro e da minha comunhão vivida diarimente com Jesus Cristo. Sem o sopro renovador do Espírito Santo não poderá acontecer a Nova Evangelização. Sem o meu profundo desejo do Espírito Santo não pode nascer em mim "um homem novo, uma mulher nova", verdadeira testemunha de Deus. Dou-me conta, pela experiência de vida, o quanto é arriscado e imprevisível invocar a força do Espírito Santo e o seu agir em nós.

Mas, se abrimos o nosso coração e nossa mente ao fogo do Espírito Santo, que atuou na vida e na atividade missionária dos primeiros apóstolos, de São Paulo e na vida de todos os santos de todos os tempos, incluindo o nosso Fundador, podemos perceber que ocorreram inesperadas mudanças. Assim, aconteceu com os discípulos de Emaús, com os discípulos no Cenáculo depois de Pentecostes - foram transformados de simples enviados em testemunhas zelosos do Ressuscitado e de medrosos apóstolos em corajosos anunciadores do Evangelho até os confins da terra. É o Espírito Santo que nos impulsiona a proclamar as grandes obras de Deus. "Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” ( 1Cor 9, 16).

Encontro verdadeiramente necessidade de me converter em testemunha corajosa de Jesus ressuscitado a partir do qual flui a vida para mim e para o mundo todo. E não sou chamada a ser simplesmente um cronista de fatos, acontecimentos imortalizados das páginas do Evangelho, mas crer fortemente na extraordinária força e na vida presente no Evangelho. O que é mais difícil para todos nós, para cada cristão, hoje, é certamente o de ter a coragem de tomar nas mãos seriamente o Evangelho, procurar colocar em prática o que Jesus nos diz com simplicidade de espírito. Mas é exatamente isto que nos é pedido hoje, com grande insistência.
A Boa Nova do Evangelho é sempre o amor de Deus para com o homem. De cada um, se espera o "trabalho” em dar forma concreta a esta mensagem e é somente assim que o outro, que está ao nosso lado, poderá compreender a mensagem de amor e de esperança. Parece mais atual e necessária a "teologia do rosto do ser", que quer significar encontro e acolhida do outro de modo personalizado. Isto é muito procurado hoje nos relacionamentos humanos. O caminho mais eficaz para partilhar a Boa Nova com os outros é comunicá-la de coração para coração. Cada pessoa deseja sentir-se digna de nossa atenção, do nosso interesse, do nosso amor e tantos desejam ver em nós "homens de Deus”. 

Lembro-me de um encontro recente com um imigrante de Burkina Faso que me parou na rua pedindo ajuda para comer. Ele estava desesperado, triste, cansado de lutar por sua vida na Itália. Na breve conversa ele contou que fugiu de seu país por causa da guerra e veio para a Itália, mas encontrou também aqui uma vida difícil. Parecia muito sincero, olhando em seus olhos vi uma pessoa sofrida, ao qual se nega seguidamente o respeito pela sua humanidade. Infelizmente, aquele dia, não tinha dinheiro no bolso e parecia que não poderia ajudá-lo. Propus a ele minhas orações e coloquei minha mão em sua cabeça rezando e abençoando-o. Ele, realmente comovido me disse: "irmã, a sua oração para mim vale mais do que o dinheiro”.

Sim, somos chamados a abrir os olhos e descobrir que o outro é meu irmão, filho do mesmo Pai Celeste, assim como nos ensina a Palavra de Deus. Sim, é verdade, se o nosso coração não arde com o fogo da Palavra, não inflamaremos o mundo com o Evangelho que possui a vida. Somente o Senhor poderá ajudar-me a abrir-me ao "novum" proposto pelo Espírito Santo. Caso contrário terei sempre as mesmas atitudes, os mesmos métodos, etc., me pergunto, com qual resultado?

"Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” ( 1Cor 9, 16).

"Lembra-te, que o meu Divino Filho no reino da Glória, vos recompensará por cada pensamento, palavra e obra e por cada pequena coisa  que  haveis colocado para a propagação da Santa Fé, melhor ainda, se para tal fim, fazeis o quanto for possível e de todo modo possível, sereis coroados para toda eternidade com a Coroa de glória do seu Apostolado(OOCC IV, 333).

Para um momento de oração:
Senhor, quero que a minha vida se torne uma experiência contínua da tua presença para partilhar com os outros. Que a minha vida seja um espaço para a ação do teu Evangelho, do teu Espírito Santo e para que Tu possas ser conhecido, amado e glorificado em todo o mundo.

Pai de infinita bondade e ternura, que nunca te cansas de alimentar os teus filhos e sustentá-los com a tua mão, concede-nos obter do Coração de Cristo trespassado na Cruz a sublime consciência do teu amor, para que renovados com a força do Espírito Santo possamos levar a todos os homens as riquezas da redenção. Amém (Da Liturgia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus)

Perguntas para uma reflexão
1. Sinto na minha vida necessidade de conversão, de mudança?
     2. No meu apostolado, na minha missão, sinto a necessidade da força renovadora do Espírito de Deus?
     3. Estou pronto/a a abrir-me ao “novum” que me propõe o Espírito Santo ao qual deseja comprometer-me?
 Ir. M. Bozena Olszewska SAC

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Relíquias de São Vicente Pallotti em Itaipuaçu


Nos dias 08, 09 e 10 de outubro, a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Itaipuaçu foi visitada pelas Relíquias de São Vicente Pallotti que está percorrendo todas as paróquias Palotinas em comemoração ao Jubileu de 50 anos de Canonização (1963/2013).

As Relíquias se encontram em uma espécie de Arca contendo dentro uma Estola que foi usada por São Vicente Pallotti e no relicário um fragmento de osso do dedo.

Diante das Relíquias do nosso Padroeiro, agradecemos pela presença e pedimos proteção para nosso Apostolado em nossas famílias e trabalho.
Também os padres palotinos de todo nosso Vicariato Oceânico rezaram pelas suas paróquias e todas comunidades palotinas do mundo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Abertura do Ano jubilar de canonização


Hoje a União do Apostolado Católico do Brasil está em festa, pois é a abertura do nosso ano jubilar de Canonização de São Vicente Pallotti com um grande sinal de unidade: a vigília de Rainha dos Apóstolos e o início da peregrinação das relíquias de Pallotti.
No entanto esse sinal de unidade não se limita ao Brasil, mas a toda a União que nesse dia também fará suas vigílias e preparações para a festa da Rainha e Pentecostes.Também o Conselho Geral da União está reunido na Casa Geral das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico para o seu encontro anual.
Nesse espírito de unidade possamos nos espelhar em São Vicente Pallotti e, pela intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos sejamos verdadeiros apóstolos de Cristo, reavivando a fé e reacendendo a caridade em todo o mundo para fazer resplandecer a santidade de Deus
Dario Ivatiuk Jr
Presidente do CNCB

domingo, 6 de maio de 2012

Apóstolos Hoje - maio de 2012


Neste ano jubilar, após ter concluído as nossas reflexões sobre o tema "Deus Amor Infinito" de  Pallotti, estamos iniciando uma nova série de meditações.
 O ponto de partida para esta nova série de reflexões serão trechos extraídos da homilia do Papa Paulo VI, em Frascati, do mês de Setembro de 1963, poucos meses depois da canonização de São Vicente. A primeira reflexão tem como ponto de partida o seguinte trecho da homilia:

"Tentar evocar a memória da vida, o exemplo e o trabalho de São Vicente sobretudo dando ênfase à sua santidade e também reafirmando o vosso propósito de imitar seu exemplo e de fazer seu, este ideal a fim de que a lição oferecida por São Vicente ao mundo de hoje, possa ter como herança um novo e belíssimo florescer de extraordinárias iniciativas ... assim de poder tornar Pallotti vivo na sua espiritualidade com aquelas energias por ele bem conhecidas, para despertar a fé na Igreja de Deus".


Oração
Cantai ao Senhor um cântico novo,
porque ele operou maravilhas.
Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória.
O Senhor fez conhecer a sua salvação.
Manifestou sua justiça à face dos povos.
Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade
em favor da casa de Israel. Os confins da terra
puderam ver a salvação de nosso Deus.
Salmo 96, 1-3

            Rezemos neste Ano Jubilar pedindo a graça de proclamar fielmente o Senhor a todos os povos de modo novo e criativo, inspirados pelo Espírito de Deus, acolhendo o chamado da Igreja para a Nova Evangelização e de termos «a coragem de ousar novos caminhos, para atender às mudanças de condições dentro do qual a Igreja é chamada a viver hoje o anúncio do Evangelho» (Lineamenta do Sinodo sobre a NE., n. 5).
 Atualização de Pallotti:

Levar São Vicente e a sua espiritualidade novamente
em nossa vida para despertar novas energias

Vicente Pallotti imaginava uma Igreja dinâmica, capaz de sair de si mesma para agir no mais vasto mundo - verdade para aqueles tempos como também para o nosso. Hoje, por exemplo, o Congresso Nacional Católico deste ano, que será realizado na Alemanha (16-20 de  Maio) e orientado pelo lema  “Arriscar em novas direções”. Como verdadeira aurora da Igreja, como resultado do encontro com o Senhor Ressuscitado, os Apóstolos mesmos viveram neste espírito, colocando em risco suas vidas em proclamar: “Jesus está vivo! Além da morte! Hoje!
Pallotti encontra sua fonte de inspiração nos Atos dos Apóstolos: o segundo capítulo descreve uma comunidade de homens e mulheres que se relacionam entre eles com amor, colocando tudo em comum e partilhando as coisas que possuiam com os mais os necessitados. Esses são os discípulos de Jesus, homens e mulheres que esperam a vinda do Espírito Santo e se “revestem” do Espírito de Deus antes de dirigir-se para as diversas nações.

A boa armadura técnica sobrevive a todos os tipos de vento e de clima. Boas armas são indispensáveis para as atividades práticas, a fim de não escravizar-se sozinhos com as nossas próprias mãos. Isso nos direciona à pergunta: como, espiritualmente, posso procurar uma boa “armadura”? Dois exemplos práticos:

Ter confiança na Palavra de Deus
No processo de renovação da Igreja local e durante a reorganização do ministério pastoral na nossa Paróquia de São Cristovão, fomos guiados pelas palavras: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo” (Mt 6,33). Uma aplicação concreta desta Palavra levou as corresponsáveis comissões da Paróquia a uma corajosa decisão.

Na confiança de que Deus tomaria conta de nós quando realizaríamos o nosso principal objetivo, Seu cuidado para com os outros, ao mesmo tempo havendo necessidade de cortar gastos, evitamos que as pessoas fossem embora e por isso, assumimos o risco de tentar financiar os seus serviços através de doações. Até agora, confiando em Deus, a Paróquia encontrou recursos financeiros necessários!

O cuidado de Deus é para todas as pessoas, com uma clara preferência pelos mais pobres e marginalizados. Que respostas  damos para corresponder plenamente ao mandato de ir ao encontro, de modo oportuno, para atender às necessidades diárias das pessoas? Uma caminhada pelas ruas da cidade poderia fornecer a inspiração necessária para manter os olhos abertos e prestar atenção ao povo de Deus, não de um modo isolado, mas sim de uma forma comunitária e unitária, junto com os outros companheiros de armas bem dispostos. O que Deus olharia na prática - por exemplo aqui no Norte Neukoll, no nosso bairro, na cidade, no município, no campo, nas condições de terceiro e quarto mundo? O que significa ter como principal preocupação o reino de Deus, olhar para todas essas pessoas, a todos aqueles que vivem ao nosso lado e ao  nosso redor?

 “Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”
O nosso campo de ação está mudando nos últimos tempos. Um novo ambiente está surgindo, com jovens criativos que estão interessados ​​ nas artes e na cultura e estão abertos às coisas diferentes do tradicional. Vicente Pallotti trabalhou com todos os tipos de pessoas e de Associações, ele convidou todas as pessoas de boa vontade para colaborar -  o nosso Estatuto UAC expressa também a possibilidade de colaboração para os não-cristãos. A fundação dos cidadãos WIN (aqui em Neukoll) provavelmente de acordo com os desejos de Pallotti, com mais de 40 diferentes grupos e iniciativas civís e sociais inclui também muitas associações muçulmanas. A iniciativa dos cidadãos WIN defende graves situações problemáticas para todos, por exemplo, o aumento do números de aflitos, a falta de professores e médicos, a poluição das ruas, a queda de edifícios públicos, os maus tratos de clientes no local de trabalho ... As questões são abordadas por meio de consenso e de responsabilidade partilhada. Neste sentido, existem três plataformas em Berlim que fazem parte de um movimento financiado por doações e recolhimento de recursos. WIN irá participar do Congresso Católico Nacional. Também nós vamos participar - com a Igreja de Santa Clara, São Ricardo e São Cristovão, juntamente com os palotinos.
Saciar-se da Vida de Deus
            “Onde quer que eu esteja",  escreve Vicente Pallotti  no seu diário em 1816  “imaginarei eu mesmo (e me esforçarei muitas vezes em tal consciência), juntamente com todas as criaturas no Cenáculo de Jerusalém onde os Apóstolos receberam o Espírito Santo e como os Apóstolos juntamente com Maria. Também eu me imaginarei junto com Maria e Jesus, de modo a obter para mim e para outros a plenitude do Espírito Santo. Deste modo desejo sempre estar no cenáculo juntamente com todas as criaturas (OOCC X, 86 s.).
É no Cenáculo que Pallotti recarregava suas energias e neste lugar encontrava refúgio. Deste lugar desenvolveu o seu modelo de vida na comunidade. O dicionário alemão traduz a palavra Cenáculo de um modo diferente, mas talvez de modo providencial, como "refeitório em um convento". Pallotti convida-nos a sermos pessoas cheias do Espírito Santo no Cenáculo, o refeitório do Espírito.
Peça diariamente ao Espírito Santo - quais são seus planos para mim hoje? Olhe para minha lista de coisas para fazer ... Todas estas necessidades para enfrentar. No entanto, o que te agrada que eu fizesse hoje? Isso soa aos ouvidos como algo “estúpido” - ter tal familiaridade de linguagem com o Espírito de Deus. Eu amo fazer exatamente estas perguntas durante o cenáculo pela manhã ou no “café com Deus”, como um aprendiz disse uma dia. É aqui que discuto os compromissos do dia  procurando o alimento do Espírito Santo. “Deixa ir (let go) – deixa Deus fazer (let God)”.  Este bonito jogo de palavras em Inglês me convida confiar os meus projetos ao Espírito Santo, a não querer controlar tudo, mas ao mesmo tempo estar vigilante e ficar em alerta. Depois, no fim do dia, às vezes me maravilho do quanto foi realizado da minha lista de coisas para fazer, quase só! A nível pessoal, estou descobrindo o ser a “sócia” com o Espírito Santo como fonte de coisas que às vezes pode parecer loucura, mas que muitas vezes se revelam como uma contribuição para a cura. E sou grata a São Vicente Pallotti pelo poder de sua visão de Igreja e de mundo e ainda descobrindo alimento novo no Cenáculo. Então, bom proveito para todos!
Lissy Eichert UAC