Mostrando postagens com marcador V Domingo de Quaresma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador V Domingo de Quaresma. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de abril de 2011

JESUS RESSURREIÇÃO E VIDA

Nosso Senhor diz no Evangelho de hoje: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre.” (Jo 11,25-26) Jesus chama-se a si mesmo de “Ressurreição e Vida”. E Jesus é ressurreição e vida na sua essência. Ou seja, por onde Jesus passa acontece sempre ressurreição e vida porque o agir segue o ser (agere sequitur esse). Assim como onde há luz do sol, há também o calor desta luz, assim também onde Jesus passa acontece ressurreição e vida.  Compreende-se, desta forma  a queixa de Nosso Senhor aos fariseus: “Vós, porém, não quereis vir a mim, para terdes a vida!” (Jo 5,40)  Aqueles que de Jesus se aproximam, recebem dele a ressurreição para o seu corpo e a vida da graça para a sua alma.
Vemos isso claramente no Evangelho de hoje: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Crês nisto”? (Jo 11,25-26)
E a morte física, que é um facto inegável e que tanto intriga o género humano? Tanto Nosso Senhor Jesus Cristo como São Paulo chamam-na de “sono”. Por exemplo, no caso da morte de Lázaro, seu amigo, ele disse: “«O nosso amigo Lázaro está a dormir, mas Eu vou lá acordá-lo.» (Jo 10,11) No Evangelho da Ressurreição da Filha de Jairo: “«Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir.» (Mc 5,39) São Paulo aos Tessalonicensses diz: “De facto, se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus reunirá com Jesus os que em Jesus adormeceram.” (1 Tess 4,14) Ou seja, a morte física, para quem está em na graça de Deus é algo que nem merece ter o nome de morte, mas de “sono”. O que, na Sagrada Escritura, é considerado mesmo como morte é a segunda morte. Dela fala o livro do Apocalipse de São João: “O que vencer receberá estas coisas como herança; Eu serei o seu Deus e ele será meu filho; mas os covardes, os infiéis, os depravados, os assassinos, os impúdicos, os feiticeiros, os idólatras e todos os mentirosos terão como herança o lago ardente de fogo e enxofre, o qual é a segunda morte.” (Ap 21,7) 
Por outro lado, a vida neste mundo, com todas as consequências do pecado e as doenças físicas, podem ser consideradas como a tradição da Igreja reza na “Salve Rainha”, um “vale de lágrimas”. Assim o sentia o povo de Israel exilado (primeira leitura). O seu retorno à sua terra de Israel, por uma acção de Deus era considerada como uma ressurreição. Isto é uma Imagem da “pátria definitiva” a que Cristo conduz os seus eleitos.
Importa agora, viver na graça de Cristo e ter em si mesmo o princípio vital que nos levará, um dia, à ressurreição com Cristo que é a presença do Espírito Santo. Assim se refere São Paulo na segunda leitura: “E se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito que habita em vós”. (Rm 8,11) Viver na graça de Deus é participar da “primeira ressurreição”. Desta ressurreição fala Jesus a uma santa do século  XX, de modo tão adequado a este nosso tempo de confissões quaresmais: “Escreve, fala da Minha Misericórdia. Diz às almas onde devem procurar consolos, isto é, no tribunal da Misericórdia, em que se dão os meus maiores prodígios, que se renovam sem cessar. Para obter este prodígio não é necessário empreender longa peregrinação, nem realizar exteriormente grande cerimonial; basta aproximar-se, com fé, dos pés do Meu representante e confessar-lhe a própria miséria: o milagre da misericórdia de Deus manifestar-se-á em toda a plenitude. Ainda que a alma esteja em decomposição – como um cadáver, e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração e tudo se encontre perdido, as coisas não são assim para Deus. A maravilha da Misericórdia de Deus fará ressurgir a alma para a vida plena. Ó pobres, que não aproveitais esse milagre da Misericórdia! Clamareis em vão, pois já será tarde demais! (Diário de Santa Faustina 1448)
Para as Células:
Qual a diferença de um luto Cristão para o luto dos que não têm fé?
Pe.  Marcelo

sexta-feira, 27 de março de 2009

QUEREMOS VER JESUS

No Evangelho deste Domingo escutamos alguns gregos a pedirem a Filipe: “«Senhor, nós queremos ver Jesus!» (Jo 12,21). Filipe disse a André e ambos foram dizê-lo a Jesus. A esta pergunta, Nosso Senhor não disse: “─ Eis-me aqui”, ou algo como : “─ Deixe-os entrar” ; ou : “─ Diga que voltem mais tarde”. A esse desejo expresso pelos gregos, Jesus começa a falar da sua Paixão. Nosso Senhor tem um olhar muito mais vasto do que o nosso. Ele não visava, neste momento satisfazer aos anseios somente daquele pequeno grupo de gregos, mas de toda a humanidade que Ele queria ver dentro da Sua Igreja. E Como a humanidade poderia vê-lo? Ele já o dissera no Sermão da Montanha: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8) Esta é uma das novidades do Novo Testamento: Não somente ouvir: “─ Ouve Israel”; mas também ver a Deus como dizia São João: “O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida, de facto, a Vida manifestou-se; nós vimo-la, dela damos testemunho e anunciamo-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós o que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos,…” (1 Jo 1, 1-3)

Para ver a Deus em Jesus Cristo é necessário ter um coração purificado. Essa purificação do coração é fruto dos méritos infinitos da Paixão Redentora do Senhor Jesus. É por isso que logo que André e Felipe disseram a Nosso Senhor que os gregos desejavam vê-lo, Jesus começou a falar sobre a sua Paixão redentora que se iria cumprir em Jerusalém: “…se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.” (Jo 12,24)

Sobre essa Nova Aliança e o Coração Novo diz a primeira leitura: “Dias virão em que firmarei uma nova aliança com a casa de Israel e a casa de Judá - oráculo do Senhor. Não será como a aliança que estabeleci com seus pais… Imprimirei a minha lei no seu íntimo e gravá-la-ei no seu coração. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo. ...Pois todos me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, porque a todos perdoarei as suas faltas, e não mais lembrarei os seus pecados» - oráculo do Senhor.” (Jer 31,31-33) A condição, da nossa parte, para ter esse coração puro é desejá-lo e pedi-lo, como nos diz a segunda leitura de hoje, à semelhança da piedade filial do próprio Cristo: “Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por causa da sua piedade.” (Heb 5,7) Como também o pede o Salmo de hoje: “Dai-me, Senhor, um coração puro.” (Sl 50,12a) Para chegarmos a isso é que serve esse tempo da Quaresma. A quantas anda a nossa penitência quaresmal? Crescemos em alguma virtude? Se a resposta for negativa, resta-nos a segunda tábua de salvação que é o sacramento da Reconciliação que nos é largamente oferecido neste fim de tempo quaresmal. Aproveitemo-lo.

Como ajuda para esse “ver Jesus” e não só ouvi-lo, que é próprio do Novo Testamento, Jesus quis dar-nos o quadro da Sua Divina Misericórdia. Ao decretar, no ano 2000, a Festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja, o Papa João Paulo II, de certo modo aprovou também a revelação particular de Jesus a uma sua Santa conterrânea que dizia: “Desejo que essa imagem seja exposta publicamente no primeiro Domingo depois da Páscoa. Esse Domingo é a Festa da Misericórdia”. (Diário, nº 88) E ainda: “…desejo que essa imagem seja solenemente benzida no primeiro Domingo depois da Páscoa, e que receba pública veneração, para que todas as almas o possam vir a saber”. (Diário, nº 341)

Aproveitemos todos dessas graças do tempo Pascal que se aproxima, pois todos nós, como os gregos, “queremos ver Jesus”.

Para as células de Evangelização:
Os mestres da vida espiritual dizem que, melhor do que lutar com um vício, que basta lançá-lo na Divina Misericórdia, devemos concentrar a nossa atenção em amar pedir e buscar a virtude contrária àquele vício. O lema do Santuário de Fátima deste ano é: “Bem-aventurados ao puros de Coração porque verão a Deus.” (Mt 5,8) Quais os meios para consegui-lo? Quais ao maiores obstáculos para consegui-lo no nosso mundo moderno?

Pe. Marcelo