segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Novo cardeal Lourent Monsengwo… entrou para os Palotinos
É o terceiro cardeal na República Democrática do Congo (os dois outros são: Joseph-Albert Malula e Frédéric Etsou). No dia 2 de novembro o arcebispo de Kinshasa disse em uma entrevista: “O título, nem o fato de que vou me chamar de eminência não são importantes, o mais importante é que o título representa. É um chamado ao compromisso. [...] Não vou ter medo de anunciar o Evangelho. Eu não temerei mostrar culpados. Embora educada, mas claramente e o suficiente”. Perguntado sobre o que dividiu o Presidente Mobutu e cardeal Malula, o cardeal Monsengwo, que no período turbulento dos anos 70 foi secretário geral da Conferência Episcopal do Zaire, diz sem rodeios: "Mobutu queria ter autoridade soberana sobre todos, e que todos estão se curvando para suas exigências. Conduzido ao fato de que todos não sejam oposição a ele. Faltava-lhe a oposição da Igreja Católica. Mobutu acreditava que o Cardeal Malula condenado ao exílio, ele podia fazer isso com cada bispo. Ele queria que todos fossem seus seguidores. E isso cardeal Malula não aceitou". Segundo antiga tradição, o Papa concedeu a cada novo cardeal uma igreja em Roma (título ou diáconos), como sinal de participação na missão pastoral do Papa. O Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya recebeu a Basílica de Santa Maria, Regina Pacis (Maria Rainha da Paz), em Roma-Ostia, uma igreja onde deste de 1926 trabalham os palotinos da Província italiana da Rainha dos Apóstolos. Eminência, bem-vindo aos palotinos!
A construção desta igreja foi feita em 1918 pelos os padres agostinianos, mas porque os problemas econômicos da construção foram grandes o cardeal Vannutelli, o então bispo de Óstia, voltou-se para a Província Italiana dos palotinos, que concluíram a construção e aí permaneceram durante 84 anos. É a maior igreja construída pelos palotinos na Itália, ela tem de 56 metros de comprimento e 21 metros de largura. A cúpula octogonal é de 12 metros de diâmetro e 42 metros de altura. A fachada da Basílica é de frente para o mar, indicando que a Rainha da Paz quer levar a bênção do mundo inteiro. Este é outro aspecto da missão de Palotina, que agora se conecta ao Cardeal Monsengwo.
Pe. Stanislaw Stawicki SAC
domingo, 1 de agosto de 2010
São Vicente Pallotti e Cardeal John Henry Newman
Cor ad cor loquitur ("Coração fala ao coração") - essas palavras, contidas no brasão do Cardeal John Henry Newman, serão o tema da viagem apostólica de Bento XVI para o Reino Unido em 16-19 setembro de 2010. O autor destas palavras é o São Francisco de Sales (1567-1622). Newman estava convencido de que a verdadeira comunicação humana é possível através do coração mais do que através das palavras, pois a verdade provem do interior humano, que é o coração! No último dia de sua visita de quatro dias, Bento XVI presidirá a beatificação do cardeal anglicano convertido ao catolicismo em 1845.
Cardeal Newman (1801-1890) é amplamente conhecido. Mas nem todos sabem sobre seus "contatos Romanos" com são Vicente Pallotti. Bem, quando em 1845 Newman se converte, ele vai a Roma para a formação anual no Colégio Urbano para tomar decisões na Igreja Católica, enquanto que a sua adesão à Oratório de São Filipe Neri. É durante este período ocorrerão os seus encontros com São Vicente.
De acordo com o padre Amoroso é o Dom Nicolas Wiseman, arcebispo de Westminster, que o Pallotti conheceu ainda como reitor do Colégio Inglês de Roma, que deu á Newman uma proposta para se aproximar a São Vicente e se juntar ao grupo da Congregação do Apostolado Católico. Pallotti seria, sem dúvida, muito satisfeito, porque ambos concordavam em muitos pontos, principalmente sobre o papel dos leigos na Igreja.
Newman sentiu-se, provavelmente, demasiadamente velho para começar de novo com o noviciado, com a dependência e o voto de pobreza. Então, ele escolheu os Filipinos, descobrindo que eles são uma comunidade incrivelmente flexível e também são adequados para a sua espiritualidade. De fato, em uma carta a Rafael Melia de 06 de maio de 1847, Pallotti comenta assim sobre a escolha deste convertido de Oxford: "Newman, creio eu, vai escolher os Filipinos. Que Deus abençoe o seu projeto santo”.
Queiramos ainda lembrar que a primeira cerimônia das exéquias, em Roma após a morte de Newman, foi organizada na nossa basílica de São Silvestre pelos Palotinos. Esta basilica foi confiada a nós em 1887 para o cuidado pastoral dos católicos de idioma Inglês na Cidade Eterna. A cerimônia foi organizada pelo nosso futuro Geral, Padre William Whitmee que também se converteu do anglicanismo ao catolicismo aos 19 anos, ele chegou a Roma em 1875 para continuar seus estudos na Universidade Gregoriana.
Também vale a pena lembrar os esforços de um outro Palotino, Arcebispo Henryk Hoser, que nos anos 2005-2008 ocupava os cargos de Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos e a Presidência das Pontifícias Obras Missionárias, por ele foi renovada uma capela localizada nas instalações da referida Congregação, em que próprio cardeal Newman celebrou sua Primeira Missa como sacerdote da Igreja Católica.
Quero concluir estas poucas linhas sobre a relação entre Newman e Pallotti, com a citação de uma carta que Palotino francês, Paulo de Geslin escrita ao Palotino italiano Giuseppe Faá di Bruno, que desde janeiro de 1847 trabalhava em Londres, entre os anglicanos convertidos ao catolicismo: "Newman com vários seus companheiros escolheu os Filipinos. Quanto a mim, estou feliz com isso, pois a espiritualidade de Filipe Neri é excelente, como todos sabemos bem. Fazendo parte de uma Congregação sem votos, sem douvidas, eles poderão fazer muito mais".
Padre Stanislaw Stawicki SAC


