domingo, 9 de março de 2014

Apóstolos Hoje - janeiro 2014



Oitavário da Epifania -
pista de lançamento para a Evangelização

 São Vicente Pallotti acreditava que o Oitavário da Epifania fosse "um dos mistérios mais luminosos da nossa fé" (OOCC I, p. 247) .

Ele estava convencido de que esta celebração era um depertar para a fé do povo cristão. Ele não se contentava com uma simples manifestação, mas convidava a todos a preparar este evento especial, onde cada um dava sua contribuição segundo suas possibilidades (OOCC III, pp.337 -338). Além disso, solicitava a propagação do Oitavário em todos os lugares, e não limitar-se apenas a determinados lugares, “e devemos celebrar não só na igreja onde é instituída a Procura da Pia Sociedade, mas, se fosse possível, em todas as comunidades de qualquer realidade” (OOCC III 339). Como os gentios foram convidados na pessoa dos Reis Magos a adorar e oferecer presentes para o Rei dos Judeus, o Redentor do gênero humano, assim todos devem despertar fazendo uma pia "renovação" de espírito para procurar rapidamente e constantemente Jesus Cristo, para que seja conhecido por todos, amado, adorado e correspondido no seu infinito Amor por toda a humanidade (OOCC III , pp.446 -447).

Peçamos ao Espírito Santo para reavivar a nossa fé e reacender a caridade para compreender profundamente e responder criativamente a esta intuição Apostólica de Pallotti na realidade histórica de hoje.

Vem Espírito Santo! Remove o véu diante de nossos olhos, assim reconhecemos que Jesus é o Senhor: Deus feito homem por amor, por amor peregrino em nossas ruas, crucificado e ressuscitado por amor, por amor de nós.
Espírito Santo, vem! Dá-nos a sede da Palavra de Deus, tornando nosso coração aberto à Luz, humilde e pronto a ouvir, perseverante na busca da Verdade que se esconde em cada página das Escrituras Divinas.
Espírito Santo, vem! Coloca-nos de joelhos diante da Eucaristia para adorar e desejar o Pão transformado Amor Vivente para transformar-nos em Amor vivo.
Espírito Santo, vem! Torna-nos capazes de chorar o pecado, de acolher alegremente o perdão, de correr para os braços de Maria, para aprender o Eis-me aqui e o Magnificat.
Vinde, Espírito Santo, e envia-nos às estradas de nosso mundo.

O Oitavário da Epifania hoje: testemunho privilegiado da identidade apostólica deixada por São Vicente Pallotti
       Vicente Pallotti leu as páginas da história de seu tempo, acolheu as necessidades mais urgentes e colocou-se imediatamente a trabalhar! Ele conhecia os detalhes do mal que invadiam a sociedade do seu tempo, e inventou de tudo para dar um espaço de luz e bem em sua época.
       O Oitavário da Epifania foi uma das muitas estratégias apostólicas inseridas no coração de Roma, daquela época, e ainda continua a ser uma forte realidade de Evangelização. Como membros da UAC, queremos compartilhar a experiência do Oitavário da Epifania que vivemos na cidade de Riposto (Sicília/Itália). Nos primeiros tempos, quando nos aproximamos da família "Palotina", não compreendíamos o significado profundo do Oitavário da Epifania, tão desejado por São Vicente. Hoje, há alguns anos de nosso compromisso apostólico na União, nos damos conta que este é o momento em que a identidade apostólica querida por Vicente se manifesta em toda a sua plenitude. É o momento em que, talvez mais do que qualquer outro, somos chamados a reacender-nos e reacender e reapropriar-nos da imagem e semelhança de que fomos criados e fazendo compreender com maior consciência da própria fé a todos aqueles que caminham ao nosso lado no dia a dia. A cada ano, a celebração do Oitavário começa aos 05 de janeiro e termina no dia 13. Além dos diferentes momentos celebrativos, os dias são ricos com encontros formativos com pessoas de diferentes faixa etária. Claramente, a rota pela qual somos guiados é a advertência de São Vicente "Reavivar a fé e reacender a caridade": eis porque um componente fundamental do Otavário é a Evangelização, porque é animado pelo desejo de transmitir a mensagem de salvação e a "boa nova" do louco Amor de Deus a toda criatura. É por esta razão que vamos à diversas escolas de Riposto para deixar o nosso testemunho, oferecendo aos jovens alguns filmes que possa fazer aflorar reflexões ou simplesmente compartilhar com eles nossa experiência de vida e de fé. O que procuramos transmitir aos nossos colegas é a idéia de que a fé não é coisa de velho, como muitas vezes se faz acreditar, mas, pelo contrário, a fé pode e deve ser vivida com alegria e entusiasmo típicos de nossa idade. Também nos dias do Oitavário, vamos para os lares de repouso onde os idosos muitas vezes abandonados tem a solidão como única parceira de vida; outros dias são destinados a visitas a pessoas doentes, de modo que cada um deles possa imaginar, mesmo na simplicidade de um bate-papo, que Deus é um participante do sofrimento que a pessoa está passando. Além disso, realizamos Centros a escuta da Palavra com as famílias do local, (também em outros momentos fortes do ano litúrgico, como Advento e Quaresma). Estes encontros envolvem amigos, parentes, vizinhos destas famílias, e aqui se respira o "Cenáculo" tão caro ao nosso Fundador. O cume da Evangelização é o espaço noturno voltado aos jovens: "Uma luz na noite" (que entre outras também organizamos durante o trabalho de verão), quando saímos pelas ruas e propomos aos jovens uma alternativa de sábado à noite, convidando-os a entrar em uma igreja onde é exposto o Santíssimo para dedicar alguns minutos de seu tempo a um diálogo de coração a coração com o Senhor. É sempre emocionante ver as portas da igreja abertas até tarde: é uma imagem de grande poder simbólico; naquelas praças, nas ruas, onde muitas vezes se vende morte ou se vivem os excessos iludindo-nos que levam à felicidade, aquelas portas abertas sobre o "mundo da noite" são quase os braços do Pai que não se cansa de esperar todos os seus filhos. O ponto culminante do Oitavário, é marcado pelos vários grupos de jovens que atuam nas Comunidades Paroquiais de Riposto. Há alguns anos, estamos trabalhando em unir as energias espirituais e criativas (assim como desejava Pallotti), saindo fora de toda forma de fechamento respirando a força da Unidade. Graças a este novo impulso, nos reunimos para concluirmos juntos a jornada do Oitavário com um momento forte de celebração Eucarística e com um "Espetáculo", que entrega a todos os participantes uma mensagem de vida a levarem consigo.
De OOCC IV, páginas 137-140
       "Para entrar e fazer parte do Apostolado Católico deve comprometer-se em fazer reflorecer a fé e a caridade no local onde se mora e divulgar em terras mais longínquas do norte e do sul do mundo: desta forma, o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Redenção poderão dar também seus frutos e todos poderão conhecer e adorar o Seu santíssimo Nome.
       Tornar-se membro da Apostolado Católico faz com que a Misericórdia Divina preencha o coração de abundantes graças e bênçãos e faça dom à Santa Fé a todos os povos não-católicos: esses, privados de socorro espiritual, como crianças abandonadas, carentes e famintas pedem que dê a eles um pouco de pão" do Evangelho.
       É preciso enfim, comprometer-se a procurar a maior glória de Deus, a felicidade eterna para o próximo e a de si mesmo. "Estou realmente convencido de que todos os católicos fervorosos em Cristo que tem no coração o próximo, a glória de Deus e de Jesus Cristo responderão com alegria e prontidão ao nosso apelo: isso requer o seu sentido de caridade e de fé e os fará a apressar-se em entrar no Apostolado Católico para promover, defender e difundir esta Instituição com todos os meios a sua disposição".

Perguntas:
1. Estamos dispostos a colocar-nos à caminho como queria Vicente?
2. Estamos cientes de que cabe a nós dar o primeiro passo na sociedade de hoje?
3. Somos capazes de não desistir diante da fadiga da Evangelização?

Oração
Senhor Jesus, nos momentos de fragilidade de nossos irmãos e irmãs, livra-nos de atitudes de auto-suficiência, de qualquer forma de "puritanismo" e do medo de sujar-nos as mãos como ao invés, fizeste Tu. Faça que possamos ser "redes" de proteção e solidariedade, colocando-nos ao lado das pessoas como simples companheiro de viagem. Certamente, não podemos resolver as lamentáveis realidades e as várias dores da vida, mas podemos fazer um pedaço de estrada juntos, conscientes de que também nós somos carregados de fragilidade e necessitados da benevolente misericórdia e ternura de Pai .

Os membros jovens e adultos de AUC CCL 
"Rainha dos Apóstolos" - Riposto (Sicília/Itália).

quinta-feira, 6 de março de 2014

Mãe Peregrina em Odivelas



Realizou-se no passado dia 01.03.2014, pelas 18h30, como habitualmente na paróquia de Odivelas,  a celebração dominical da comunidade, no entanto, neste dia perante uma presença muito especial, a da Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schoenstatt.


Esta celebração foi presidida pelo Pe. José Melo, do Santuário de Schoenstatt no Restelo e que foi acolhido na nossa comunidade pelo nosso Pe. José António (Pe. Zeca).


Tratou-se de uma celebração especial cujo objectivo foi a apresentação e envio dos missionários da Mãe Peregrina, ou seja das pessoas ou casais que são responsáveis por imagens da Mãe Peregrina e que visitam a casa de já 135 famílias.



Como em qualquer celebração de cariz mariano, porque foi assim que vi esta missa, revestiu-se de muita simplicidade e logo de plenitude e serenidade:


  • A começar na mesa preparada para acolher e benzer as imagens: adornada com uma simples toalha dourada que claramente apelava à divindade de Maria, Raínha, complementada por um arranjo de flores.
  • Pelas palavras do Pe. José Melo a lembrar-nos que Maria, como qualquer mãe sempre atenta, nos dá o seu exemplo de entrega e perseverança, demonstrando-nos que devemos ter sempre Deus em primeiro lugar no nosso coração e que a partir daí devemos confiar que Ele nos ouve e providencia o pão nosso de cada dia, pelo que, não nos devemos inquietar com as coisas do mundo.
  • O ofertório solene em que ao altar foram levados os símbolos da nossa entrega como missionários (indicar os símbolos).
  • A bênção das imagens e a oração de consagração dos missionários pautada por palavras singelas que nos tornam mais fortes " como Teus instrumentos, na grande evangelização da nossa terra".



Para finalizar há que referir aquilo que a comunidade transpareceu e que sempre acontece quando a Mãe está presente: um profundo respeito e uma sentida devoção. Perante Maria surge sempre em cada pessoa um sentimento de humildade e esperança renovada, porque "Ela é a grande missionária! Ela fará Milagres!".
Clara Zeferino

quarta-feira, 5 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

Como Vicente Pallotti via Cristo


Viu tudo com o olhar de Cristo apóstolo

Viu não apenas com seus olhos físicos, mas sobretudo a sua inteligência enriquecida e iluminada pela revelação divina.

Graças à sua inteligência enriquecida pela revelação divina e pelo dom da fé que lhe possibilitava acolher e entender a revelação divina, Vicente Pallotti pôde ter uma belíssima imagem de Deus e de todas as criaturas, bem como também ver as relações de Deus com as suas criaturas, as relações das criaturas com Deus e as relações das criaturas entre si mesmas.

Como Pallotti via Jesus Cristo? Como o apóstolo do Pai eterno.

O próprio Jesus Cristo viu-se a si mesmo como o enviado do Pai ao mundo para salvar o mundo (Jo 3,16s). Mas qual foi a missão ou o apostolado que o Pai confiou a Cristo, ao enviá-lo ao mundo? A missão de salvar o mundo: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3,16-17; 6,38-40). E Jesus Cristo só tinha uma preocupação: cumprir a vontade salvífica do Pai (Jo 4,34; 5,30; 6,38.39).

Quanto a isto, escreve Vicente Pallotti:
“O apostolado de Jesus Cristo é a sua obediência ao preceito do Pai celeste, vale dizer, é a própria obra da redenção”.

Vicente Pallotti via Jesus Cristo intimamente unido ao Espírito Santo e fortalecido, animado e impelido por ele.

Também Vicente Pallotti viu o Espírito Santo como a fonte de todo apostolado e missão, razão por que escolheu como força propulsora de todo apostolado a caridade de Cristo (2 Cor 5,14) derramada em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5).

Pallotti via Jesus Cristo como o maior dom do amor e da misericórdia infinita de Deus. Via-o também como seu irmão primogênito e como seu modelo.
Para Vicente Pallotti o amor infinito e a misericórdia infinita de Deus se manifestam em ter-nos dado seu Filho divino feito homem para a redenção de nossa alma.