domingo, 18 de setembro de 2016

Beatificação de Elisabete Sanna

O Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, presidiu em nome do Papa neste sábado (17/9), em Codrongianos, na Ilha italiana da Sardenha, à celebração Eucarística de Beatificação de Elisabete Sanna, leiga viúva, Terciária da Ordem de São Francisco e integrante da União do Apostolado Católico (UAC), fundada por São Vicente Pallotti.

Elisabete nasceu em Codrongianos, na Sardenha, em 1788, e morreu com fama de santidade em Roma, em 1857. Logo após a sua morte, sua fama aumentou de forma extraordinária. São Vicente Pallotti foi seu diretor espiritual por 18 anos.

Superação
Há quatro meses da sua morte, em 15 de junho de 1857, teve início a sua Causa de Beatificação. Elisabete foi acometida pela varíola três meses após o nascimento e não pode mais levantar os braços: movia os dedos e os pulsos, mas não podia levar a comida à boca; não podia fazer o Sinal da Cruz, nem se pentear, lavar o rosto, trocar de roupa. Em compensação, podia fazer pão, conseguindo assim criar e educar cinco filhos.

Apesar do seu problema físico, casou-se e teve sete filhos dos quais dois morreram muito cedo. Elisabete educou e deu catecismo a seus filhos e às crianças do seu município. As portas da sua casa eram abertas a todas às mulheres que queriam aprender cantos litúrgicos e orações.

Vida espiritual
Com a morte do marido, depois de 17 anos de casamento, ela assumiu a responsabilidade familiar e domiciliar e cresceu na vida espiritual. Com a reflexão das homilias quaresmais, quis partir como peregrina para a Terra Santa. Não podendo receber o visto, resolveu ir em peregrinação a Roma.

Tendo-se agravado seu problema físico, dedicou-se à assistência aos descartados, sem-teto, enfermos, pobres e órfãos das Casas fundadas por Padre Pallotti; levava a paz às famílias, convertia os pecadores, assistia os moribundos e era sacristã da sua paróquia. Acompanhou o desenvolvimento do Instituto fundado pelo Padre Vicente Pallotti, a Congregação dos Palotinos, por 22 anos, até à sua morte em Roma, aos 69 anos de idade.

Aos poucos, a presença da Comunidade Palotina estendeu-se por todos os continentes e, atualmente, trabalha em mais de 40 países, entre os quais o Brasil.

FONE: http://br.radiovaticana.va/news/2016/09/17/beatifica%C3%A7%C3%A3o_de_elisabete_sanna,_leiga_vi%C3%BAva_italiana/1258478

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Novena em preparação pela beatificação da Venerável Elisabetta Sanna em clima palotino

A comunidade Palotina de Portugal reuniu-se em oração, para prepara-se junto com União do Apostolado Católico, para o grande dia da beatificação da Venerável Elisabetta Sanna.

No quinto dia da novena, durante a Santa Missa em Odivelas no dia 12 de setembro, estavam presentes os Padres palotinos que trabalham em Portugal – Pe. Zeca e Pe. Juliano da paroquia de Odivelas, Pe. João Pedro e Adalberto da paroquia de Febres junto com Pe. José Rodrigue e Mantovani que chegaram do Brasil.
A Santa Missa foi presidida pelo Superior regional Pe. José Rodrigues que estava colocando em oração não só o evento histórico da beatificação de Elisabetta Sanna, mas também XXI Assembleia Geral da Sociedade do Apostolado Católico que vai começar na próxima segunda-feira dia 19 de setembro. Celebrando juntos a Eucaristia os padres mostraram a unidade espiritual entre todos os membros da mesma família Palotina.


Essa unidade foi mostrada também pelos pequenos sinais como as estolas com São Vicente Pallotte que todos celebrantes usavam. Juntos rezemos que essa unidade continue a crescer para juntos realizar as obras que fizeram São Vicente Pallotte junto com a Venerável Elisabetta Sanna.

domingo, 11 de setembro de 2016

Peregrinação a Pé a Fátima

Na terça-feira, dia 6 de setembro, saiu da Paróquia de Santíssimo Nome de Jesus, em Odivelas, a XXVª Peregrinação a Pé a Fátima.








Cerca de 100 peregrinos, junto com Pe. Juliano Silva percorreram 150 km para chegar ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima.



Foram cinco dias de oração, penitência e cansaço oferecidos a Deus. Durante a caminhada a Fátima.... em umas das paragens para celebrar a Santa Missa o Pe. João Pedro o pioneiro deste evento na altura do ano 91 esteve a presidir a celebração e muitos da primeira geração de Jovens Marianos lá estavam e ficaram até emocionados e a nova geração juntos aos demais peregrinos ficaram feliz por verem a raiz de tudo como começou.





Quando encerramos a peregrinação com a Santa Missa no Santuário foi meditado na homilia que ambas gerações de Jovens Marianos - antigos e novos - complementam-se: os primeiros foram o início, a RAIZ; e os novos, os atuais são os FRUTOS e estes tiveram a alegria e a experiência de ver a origem de seus trabalhos...






e ainda: os novos agora são os FRUTOS, que por sua vez, cairão sobre a terra a fim de desenvolverem outras raízes que também terá outros frutos.... com outras palavras o que está em questão é o TESTEMUNHO de cada um destes nossos jovens em FAZER ACONTECER!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Festival Palotino da Canção

Aconteceu na última quarta-feira, 7 de setembro, o Festival Palotino da Canção no Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire, Rio de Janeiro. O evento comemorou 26 anos de realização e teve início às 9h da manhã com a Santa Missa presidida pelo reitor do Seminário Maior, Padre Gilmar e concelebrada por outros padres de nossa Região da Mãe da Misericórdia.

As paróquias palotinas de todo o Estado do Rio de Janeiro marcaram presença neste evento. Logo após a Santa Missa, o Padre Denis fez um momento de adoração com a exposição do Santíssimo Sacramento.
Após o almoço houve o sorteio das bandas participantes do Festival e começaram as apresentações. O tema deste ano era: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mt 5,7. O tema faz jus ao Ano Santo da Misericórdia, iniciado no fim do ano passado pelo Papa Francisco. Bandas de diferentes estilos passaram pelo palco do festival. Algumas com poucos integrantes, outras com muitos, integrantes mais jovens, alguns mais velhos, mas todas elas com um único objetivo: louvar a Deus através da música. As apresentações se encerraram por volta de 17h e o resultado saiu às 16h. O grupo campeão foi da Paróquia de São Roque. O segundo lugar ficou com a Paróquia de Santa Izabel e o terceiro lugar com a Paróquia do Santuário da Divina Misericórdia.

Todas as paróquias participantes ganharam um troféu com a logo da comemoração dos 25 anos do Festival Palotino e as três primeiras ganharam troféus e 1º, 2º e 3º lugares.

O evento se encerrou com a apresentação muito animada da Banda Shekinah.

Novena em preparação pela beatificação da Venerável Elisabetta Sanna em Odivelas

A tanto esperada beatificação da Venerável Elisabetta Sanna se aproxima. Será celebrada no dia 17 de Setembro de 2016, na Basílica da Santíssima Trindade de Saccargia. A primeira beatificação de um membro leigo da União do Apostolado Católico é uma grande alegria para toda a nossa Família Palotina. Agradecemos ao Senhor por esta beatificação e humildemente pedimos a Ele que nos abra para acolher as graças que Ele nos dará por esta ocasião. Em vários lugares do mundo os fiéis rezam a novena, entre eles a paroquia de Santíssimo Nome de Jesus em Odivelas.






segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Apóstolos Hoje - Setembro de 2016

Oração e  misericórdia
A carta do Papa Misericordiae Vultus de abertura do Ano Jubilar coloca, logo, em evidência a forte relação entre Jesus Cristo – como semblante misericordioso do Pai – e a nossa necessidade de contemplar continuamente o mistério da misericórdia. Desde o início nos deparamos com uma estreita ligação entre a misericórdia e a oração. Quando estudamos os escritos de São Vicente Pallotti, somos encorajados e desafiados do mesmo inseparável binômio: oração e misericórdia.
Quem estudou os escritos de São Vicente Pallotti, com certeza percebeu sua enfase sobre a importância que a oração e a Misericórdia Infinita de Deus tem na nossa vida: a prática da oração santa é muito importante. Um cristão sem oração é uma pessoa sem razão… Um missionário sem oração é um soldado sem a espada.
O modelo de uma vida de oração e de misericórdia é Jesus Cristo, que é a verdadeira imagem da Misericórdia do Pai. Jesus transmite a misericórdia de Deus na sua própria pessoa. E assim Pallotti se coloca diante de Deus em oração, pedindo a graça de “ser como Jesus” nesta terra. “Em todas as minhas ações que eu seja como Jesus Cristo, que vive e age em mim. Em união com Ele, ofereço-te a fidelidade da sua mais santa humanidade”.
Este “viver em Jesus”, na dupla presença de oração contemplativa e obras de misericórdia, direciona e plasma os aspectos específicos da nossa vida cristã como se expressa em “Misericordiae Vultus”:
~     A relação com Deus e com os outros;
~     Uma fonte de alegria, de serenidade e de paz:
~     Um lugar de encontro e uma ponte entre a pessoa e Deus, entre eu e o outro;
~     Um sinal mais eficaz da ação de Deus em nossa vida;
~     Um sinal da presença do Espírito Santo, que guia os passos de quem acredita, para cooperar na obra de Cristo.
Todos estes elementos são familiares aos membros da União do Apostolado Católico. A vida de Jesus, a mesma imagem da Misericórdia, constitui a “Regra” dos membros da Família Palotina. O lugar de privilégio da oração é fundamental, para aprofundar sempre mais a nossa relação com Deus e entre nós, uma relação que, não só promove a paz e a alegria dentro de nós, mas em todo o mundo. São Vicente Pallotti coloca em evidência a importância da fé na nossa oração, porque tem a certeza que Deus responde generosamente aos nossos pedidos: “Quando pedes uma graça ao Senhor por meio do Espírito, apresenta-te com prontidão, confiança, humildade e gratidão de tê-la já alcançada, e faz aqueles atos interiores, que farias se realmente tivesse alcançado tal graça, e não duvidar, porque fazendo assim serás consolado, confiança, confiança, humildade…” (OOCC, X pp. 112-113).
Podemos aplicar isto a nós na UAC, quando pedimos a de Deus a graça de sermos pessoas de misericórdia e apóstolos do Senhor Jesus Cristo.
São Vicente com frequência fala do nosso ser “um testemunho da misericórdia de Deus”, através da instituição, desta santa Sociedade que respeita, venera, promove e propaga o Apostolado Católico. Em virtude desta mesma fundação, somos chamados a ser apóstolos da misericórdia e imitadores de Deus, atentos as necessidades dos filhos de Deus.
Ulteriormente São Vicente Pallotti, nos recorda que justamente pela graça de Deus nossa vida, nossas palavras e ações serão obras da misericórdia de Deus, e nós podemos acrescentar com certeza que estas serão testemunho do Amor Divino que age em e através de nós por meio das obras de misericórdia espirituais e corporais. Também, somos desafiados pelo nosso Fundador a continuar com confiança incondicional neste Ano da Misericórdia.
Esforcemo-nos para realizar grandes coisas para a glória de nosso Criador e lembremos que é a graça divina que nos torna santos, e que o mesmo Deus pode dar-nos uma tão grande graça, que pode fazer-nos os maiores Santos, maiores do que qualquer outro Santo que já viveu na Igreja de Jesus Cristo. E com sempre mais firmeza acreditamos que Deus nos dará tal graça.
Pontos para reflexão:
1.     De que maneira podemos, como União – como pessoa, famílias, Cenáculos – desenvolver ainda mais a nossa vida de oração, de tal modo que possa conduzir-nos mais fortemente a realizar as obras de misericórdia espirituais e corporais?
2.     Vivendo o carisma, transmitido a nós por Deus através São Vicente Pallotti, o que devemos fazer para escutar melhor e responder à Palavra de Deus – nossa Regra de Vida – para sermos testemunhas autênticas da Misericórdia como imitadores de nosso Deus Misericordioso?
3.     Quais são as necessidades locais, às quais podemos responder como grupo da UAC, levando em consideração a importância de rezar e projetar eficazmente durante todo o processo?
4.     O que posso fazer pessoalmente, na minha vida de oração e ação concreta, para acolher o desafio deste ano da Misericórdia de ser misericordioso como o Pai?

Irmã Carmel Therese Favazzo, CSAC

Congregazione Suore dell’ Apostolato Cattolico