terça-feira, 9 de junho de 2009

Maio em Paróquia São Benedito

A Paróquia São Benedito, em Itaperuna - Brasil, dedica singelas homenagens Àquela “amada por muitos, não aceita por outros, no entanto mãe de todos”: Maria Santíssima! Homenagens essas através da tradição de coroar Nossa Senhora durante o mês de maio, vestidos de anjinhos! Sempre emocionante ouvir as canções marianas que aprendemos na infância e, ainda mais entoadas pelas criancinhas vestidas de anjinhos! Não só as mães desses anjinhos com suas crianças, mas nós fiéis, corremos às missas nessas coroações para renovar esse relacionamento mais pessoal e profundo com a sempre Virgem Mãe de Deus e dos homens.
Enquanto se cantava e coroava a imagem de Nossa Senhora, ressurgia nos corações de nós fiéis uma imensa emoção e aproveitamos a ocasião para uma renovação interior do nosso amor à Mãe que Jesus nos deixou!
E a igreja inteira, emocionada, canta numa única voz: ”... Mãezinha do Céu, Mãe do puro amor; Jesus é teu filho, eu também o sou”. Renasce assim o desejo de ser como Maria: apaixonada por Jesus, serva fiel, consoladora dos aflitos...
Também a terceira idade sentiu o desejo de coroar Maria como Rainha, como Mãe, a qual, com a sua força de amor lá no céu nos levará.
As crianças da Pastoral da Família apresentaram os vários títulos de Maria deixando essa homenagem: “... nunca demais sobre ti se dirá. Ave Maria!... És porta aberta ao Paraíso. Ave!”.
Pela primeira vez, na Paróquia São Benedito, é investido coroinhas meninas! Elas passarão a fazer parte do grupo de coroinhas que até o momento era formado só por meninos. O momento foi vivido intensamente pelos neocoroinhas que, no final da investidura, alguns adultos manifestaram o desejo de saber se também eles poderiam ser coroinhas.
E para a alegria da comunidade e dos coroinhas maiores, devido à dedicação ao Altar após anos, foram investidos 5 integrantes desse grupo como coroinhas acólitos; os quais passarão a usar a veste com beca cinza e o crucifixo que receberam. Esses rapazes foram preparados para desempenharem a função pela qual foram investidos. Estavam emocionados e muito concentrados. É belo ver a comunidade incentivando os jovens a serem tão dedicados às coisas de Deus!
Maria Mercedes Barbosa

segunda-feira, 8 de junho de 2009

50 anos do Sacerdocio do Pe. José Maslanka SAC

No dia 11 de junho de 2009 o nosso missionário, Pe. José Maslanka, vai comemorar 50 anos da sua ordenação sacerdotal. Foi ordenado na igreja Rainha dos Apóstolos em Oltarzew na Polônia, junto ao Seminário Maior Palotino, com mais 33 novos padres palotinos. Ainda estão vivos 15 sacerdotes e se preparam para comemorar o jubileu de ouro.

Pe. José nasceu numa aldeia Lodygowice, localizada aos pés das montanhas no sul da Polônia, em 20 de setembro de 1933, como filho mais novo. Quando ia completar seus 6 aninhos da vida começou a Segunda Guerra Mundial. As vezes ele lembra os tempos em que passava fome e de como gostava quando ganhava um pedaço de pão de alguém. Por isso até hoje a sua maior alegria é dar refeição às crianças que a cada dia ficam na sua porta pedindo pão.



Um dos fatos marcantes da guerra foi morte de um irmão de 18 anos que foi levado ao campo de concentração de Auschwitz. O motivo da sua prisão foi uma amizade com um jovem judeu.
Só quando terminou a guerra que ele pode concluir a escola fazendo dois anos de estudo num ano escolar. Ao começar o segundo grau os pais levaram para o seminário menor dos padres Palotinos em Wadowice. Entretanto ele voltou para casa, pois os padres Palotinos disseram que deviam estudar naquele seminário somente aqueles que realmente têm vontade de ser padre. Voltou para casa, já que não sentia ainda o seu chamado.
Terminando o segundo grau foi trabalhar como professor de formação inicial de crianças. Após o primeiro ano como professor disse que não concordava com a imposição dos comunistas de impor a ideologia ateísta. Decidiu então entrar no Seminário Maior Palotino para ser sacerdote.
Os colegas dos tempos de estudo contam muitas irreverências de um jovem seminarista que afirmava que “o mundo é bonito e os homens são bons”. Sempre achava que o mais importante é o que contem a Bíblia para repassar para o povo de Deus. Quando foi enviado à Universidade Católica, após alguns dias de estudo desistiu da pós-graduação dizendo: “os professores não podem me ensinar mais do têm na Bíblia e por este motivo é perda de tempo estes estudos”.
Com seu entusiasmo sempre atraía muitos jovens, organizando nas paróquias os coroinhas e entre os jovens grupos de escoteiros. Sempre foi apaixonado pelas águas. Passava as férias com jovens na região de lagos organizando cursos de navegação e dando ao mesmo tempo uma formação religiosa percebendo a presença de Deus na natureza.
Como jovem sacerdote, com poucos anos de trabalho na Polônia, foi enviado à França. Continuou a mesma missão entre os jovens emigrantes poloneses. Entretanto queria algo diferente. Sendo assim, decidiu viajar ao Brasil para ser missionário na Amazônia.
Veio para Mato Grosso em 1971, onde trabalhou com os padres da Província de Santa Maria. Assim que aprendeu a língua, aproveitando as suas primeiras férias, viajou para a Amazônia. Passou dias viajando de barco até chegar em Manaus. Gostou tanto que logo procurou mais alguns aventureiros para assumir a missão em novos bairros de Manaus.

Mas o mundo das periferias de Manaus já não o atraía. Sendo assim, em 1973 começou a sua missão em Novo Airão, que na época era uma pequena localidade às margens do Rio Negro. Viajava em um bote com motor conhecido como voadeira. Bebia água do Rio Negro e dormia na rede pendurada nas capelas ou nas casas dos moradores locais.
Durante uma visita do provincial de Santa Maria, viajando pelo Rio Negro, encontraram um enorme peixe que ameaçou o bote. O Provincial ficou muito assustado com o fato e providenciou um barco maior para que pudessem morar.
Como reconhecimento dos seus méritos no campo de educação um dos prefeitos ofereceu um terreno às margens do Rio Negro. Vendeu a metade e com este dinheiro construiu, em 1976, a casa paroquial. A casa é de madeira bem parecida com a dos moradores locais.
Hoje, com seus 75 anos completos, já no 36º ano em Novo Airão, com mais de 20 malárias superadas, a sua maior felicidade é viajar de barco visitando as comunidades do interior sendo assim, comenta: “eu quero ficar aqui até a segunda vinda de Jesus para ser arrebatado”.
Pe. Jan Sopicki SAC

sexta-feira, 5 de junho de 2009

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No Domingo Passado, Pentecostes, vivemos a Revelação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo. Porém, aquilo que não sabemos de Deus é muito mais do que aquilo que d’Ele conhecemos.

A respeito disso já escrevia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade Eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro, mais encontro, e quanto, mais encontro, mais cresce a sede de vos procurar. Saciais a alma, mas de um modo insaciável, porque, saciando-se no vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade Eterna, desejando ver-Vos com a luz da Vossa luz.” A mente humana, não consegue por si só, abarcar todo o Mistério de Deus. Permanece sempre para nós um mistério. Por isso dizemos: “Mistério da Santíssima Trindade. Porém, o que sabemos de Deus, porque Ele nos quis assim revelar, já nos basta para podermos ter a verdadeira ciência, que é a ciência do amor.

São João assim nos diz: “Ninguém, jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós, e o seu amor em nós é perfeito. Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito.” (1 Jo 4, 12-13) Ou seja, mesmo não podendo abarcar com nossa limitada razão a imensidão do Mistério de Deus, podemos viver, no entanto, uma vida trinitária, ou seja, uma vida de comunhão e de imitação da Santíssima Trindade por aquilo que Deus já nos quis revelar. A Santíssima Trindade é Comunhão da mesma Natureza; há diversidade de Pessoas em Deus, e a submissão do Filho ao Pai, que lhe submete todas as coisas. E nós fomos criados nesta “forma”. Deus, chama-nos portanto a uma vida antes de tudo, de Comunhão com a Santíssima Trindade: “Nesse dia compreendereis que Eu estou no Pai, e vós em Mim, e Eu em vós” (Jo 14, 20) Santo Hilário explicava-nos: O Filho está no Pai porque tem a mesma Natureza do Pai.

Nós estamos no Filho pela natureza humana que ele uniu a si na Pessoa do Verbo Encarnado; Ele está em nós por meio do Sacramento: “ Quem realmente come a minha Carne e bebe o meu Sangue fica a morar em mim e Eu nele”. (Jo 6,56) Porém o Senhor não nos chama somente a uma vida de comunhão, mas também a uma vida de imitação: “É nisto que consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.” (1 Jo 4, 10 s.) A Trindade é comunhão da mesma Natureza, mas também diversidade de Pessoas. Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Como imitação devemos amar e louvar a Deus por toda a beleza da diversidade, de modo especial na Família e na Igreja, para não falar noutros âmbitos. Aqui entra para as nossas famílias o respeito pelas personalidades distintas, pelos dons e carismas distintos no âmbito da Santa Igreja.

A Santíssima Trindade não é só comunhão e diversidade, mas também sujeição mútua: O Pai submete todas as coisas ao Filho e este anseia por submeter-se a si mesmo e todas as coisas ao Pai. Nosso Senhor diz-nos que este era mesmo o seu alimento: “Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis. …O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra.” (Jo 4, 32 ss.); “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo não se faça a minha vontade mas a tua.” (Lc 22, 42) Nosso Senhor não só se submeteu ao Pai do Céu em tudo, mas também àquela imagem linda da Santíssima Trindade aqui na terra que é a Sagrada Família. Depois de tê-lo encontrado no templo entre os doutores da Lei, o Evangelho de São Lucas diz-nos que Jesus “voltou com Nossa Senhora e São José para Nazaré e era-lhes submisso.” (Cf. Lc 2,51) Desse modo, embora não possamos abarcar com a nossa limitada razão todo o Mistério de Deus, Uno e Trino, podemos viver, principalmente no âmbito das nossas famílias e da Santa Igreja, uma vida Trinitária: Uma vida de comunhão de amor no Espírito Santo; uma vida de respeito e apresso pela diversidade, que é uma expressão da insondável riqueza de Cristo; e uma vida de obediência corresponsável aos nossos legítimos superiores, e no que não seja pecado ou irrelevante até mesmo aos nossos pares e subordinados. Assim viveremos uma vida Trinitária de Comunhão, diversidade e sujeição mútua.

Não esqueçamos, porém, que a nossa Igreja e as nossas famílias são “Misterium lunae”, são como a lua: para ter luz precisa receber a luz do Sol. Assim também a Igreja e as nossas famílias são imagens da Trindade Santíssima, mas reflectem essa luz enquanto iluminadas por Ela. Por isso a necessidade da oração perseverante.

Para as Células de Evangelização:
1- Como o Mistério da Santíssima Trindade pode inspirar a vivência das nossas Famílias?

Pe. Marcelo

terça-feira, 2 de junho de 2009

Festa do Divino Espírito Santo

Cinqüenta dias depois da Páscoa o mundo cristão celebra a festa de Pentecostes. Em alguns lugares, por herança portuguesa, celebra- se a festa do Divino Espírito Santo. No Brasil a festa é celebrada especialmente nas cidades históricas, construídas pelos portugueses. Foi uma grande e alegre surpresa para mim participar da festa do Divino Espírito Santo em plena selva amazônica, em Novo Airão.Aqui essa festa é celebrada há muitos anos. Os mais antigos moradores disseram que quando eles chegaram essa festa já existia aqui. Algumas pessoas contam que ela é celebrada em Novo Airão há mais ou menos 250 anos.
Essa festa foi instituída pela Rainha de Portugal, Santa Isabel. Em Novo Airão durante quatro dias antes da festa de Pentecostes as pessoas formam a “Corte Imperial”, que vão em procissão da casa de festa até a Igreja paroquial. A Corte Imperial, vestindo um traje de rainha levava nas mãos insígnias reais: coroa e mastro, simbolizando que estão entregando o governo nas mãos do Espírito Santo.
A frente da Procissão vão as pessoas com os estandartes vermelhos e brancos, em cima de cada um encontra se a pomba simbolizando o Espírito Santo. Quando chegam na igreja colocam em frente do altar a coroa e o mastro. A Coroa, enfeitada com muitas faixas vermelhas e brancas. Cada pessoa quer tocar nestas faixas pedindo ao Espírito Santo graças para todo o ano. Chegando na igreja os homens cantam:
Ajunte-se gente toda,
A quem nós queremos tanto;
Vamos buscar a coroa
Do Senhor Espírito Santo.
Deus vos salve, casa santa,
De Jesus acompanhada,
Onde está o cális bento
Mais a hóstia consagrada.
Divino Espírito Santo
Senhor de cetro e coroa,
Vós na terra sois Pombinha,
No céu Divina Pessoa.
Sábado á noite a procissão saiu pelas ruas da cidade coletando alimento que será distribuído pelas pessoas mais necessitadas das comunidades. Como Novo Airão esta situada na margem do Rio Negro a noite começou a procissão fluvial com velas.

A cada dia, depois da Santa Missa, a procissão com a coroa e o mastro voltava para casa da festa onde foi preparado o trono com as insígnias reais entregues ao Espírito Santo. Durante a festa do Divino Espírito Santo as pessoas pediram que o Espírito Santo reine em suas casas, famílias, município.

domingo, 31 de maio de 2009

Festa da Rainha dos Apóstolos

Aconteceu em nossa paróquia de São Sebastião de Itaipu, dos dias 21 ao 29 de maio a novena da Rainha dos Apóstolos. Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos é a padroeira da União do Apostolado Católico. Quando São Vicente Pallotti fundou a União entregou todo o Apostolado à intercessão da Rainha dos Apóstolos. Por esse motivo especial, os membros empenhados da UAC junto com nossos queridos padres realizaram a novena, que contou com a participação de todos fiéis e paroquianos, que chegavam mais cedo para rezarem o terço mariano e a novena.
Foram momentos de muita oração por todos os fiéis, por toda igreja, pelas vocações, pelos doentes e por todas as famílias da comunidade, cantamos, rezamos as ladainhas e no fim de cada novena nossos padres abençoavam a todos com as relíquias do nosso Santo Padroeiro, Vicente Pallotti.
No Sábado , dia 30, véspera de Pentecostes, comemoramos o dia da Rainha dos Apóstolos. E foi muito bem comemorado pela comunidade palotina de nossa paroquia. Logo pela manhã, os padres, seminaristas, membros empenhados e paroquianos, reuniram-se no salão paroquial para a oração das Laudes. Após este momento todos puderam partilhar um delicioso café da manhã. Depois do café, novamente todos se reuniram na Gruta de N.S de Lourdes para rezar o terço mariano.
Á s 10h iniciou-se a Santa Missa da solenidade da Rainha dos Apóstolos, que foi presidida pelo Pe. Francisco, reitor do Seminário Palotino do Rio, e concelebrada pelo nosso Pároco, Pe. Casimiro e nosso Vigário Pe. Akacio. No fim da missa, recebemos a benção de Deus com as Relíquias de S. Vicente, e cantando o hino da Rainha dos Apóstolos, encerramos nossa manhã de Festa.
Abaixo para quem não conhece segue a letra do hino da Rainha dos Apóstolos.
Dos Apóstolos mestra e Rainha
sois ó Mãe de Jesus Redentor.
Protegei quem trabalha na vinha
da igreja de Cristo Senhor.

Ó Rainha, nós todos queremos
levar almas à pátria dos céus.
Contra o mal daí que sempre lutemos,
demos glória infinita ao bom Deus.

Destemidos arautos divinos,
eles vão o inimigo enfrentar.
E do Mestre discípulos dignos,
com seu sangue a Igreja implantar.

De seu sangue, semente fecunda,
brota e cresce em gentil floração.
Sementeira de almas jucunda,
Recolhidas na Santa mansão.

Quão imensa, Senhora, é a messe
e que parte se deixa perder,
porque, ao passo que ela enloirece,
ai! nos falta quem venha colher.
(Fonte: Orações Palotinas, Rezemos em Comunidade, Ed. Pallotti-RS)
Camille do Espirto Santo Santos


sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pentecostes

Estamos a celebrar a festa de Pentecostes. Não é verdade, no entanto, que Pentecostes é a primeira vez em que o Espírito Santo de Deus, se manifesta na história humana. Desde a obra da Criação do mundo já ele lá estava presente: “…a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas.” (Gn 1,2) Na oração do Credo nós professamos: “Ele que falou pelos profetas.” Foi o Espírito Santo quem fortaleceu os reis de Israel que eram piedosos, ungindo-os até torná-los, como no caso de Saul, “um novo Homem”: “6O espírito do Senhor virá então sobre ti, profetizarás com eles e tornar-te-ás outro homem.” Os Sacerdotes como Aarão eram também ungidos.

No entanto, como se nota, o Espírito Santo era derramado sobre aquelas pessoas que tinham uma função especial: Os reis, os profetas, os sacerdotes…O que há de novo em Pentecostes? A novidade é aquilo que o Profeta Joel afirmou: “Depois disto, derramarei o meu espírito sobre toda a humanidade. Os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos e os vossos jovens terão visões. Também sobre servos e servas, naqueles dias, derramarei o meu espírito.” (Joel 3,1-2) Em Pentecostes Deus Nosso Senhor derrama o seu Espírito Santo sobre “toda a humanidade”, ou numa outra tradução: “sobre toda a carne”. Não só para a missão dos sacerdotes , dos profetas e dos reis, mas para fazer dos baptizados, um povo de sacerdotes, profetas e reis.

O Evangelho de hoje precede historicamente à primeira leitura. Primeiro, Jesus ressuscitado ungiu com o óleo do seu Espírito Santo a cabeça da Igreja, na pessoa dos Apóstolos: “Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.” (Jo 20,22-23)

Mesmo depois de ter concedido o seu Espírito Santo aos Apóstolos, com o poder de perdoar os pecados, Jesus ordenou que eles ficassem em oração juntamente com Nossa Senhora e outros fiéis, homens e mulheres, esperando a vinda do Espírito Santo. Todos os que estavam reunidos, inclusive os fiéis leigos, receberam a plenitude do Espírito Santo e profetizavam.

São Vicente Pallotti, contemplando a imagem de Nossa Senhora, os Apóstolos e outros fiéis leigos, no cenáculo de Pentecostes afirmou que nesse momento havia intuído em profundidade aquela que era a verdadeira natureza da obra que Nosso Senhor queria dele, ou seja, o “Apostolado Católico”. O Papa João Paulo II em 2004 afirmou: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja, como um renovado salto de oração, de santidade, de comunhão e de anúncio.” (29/05/2004) Espiritualidade de Pentecostes não se trata apenas de uma novena, como a que temos feito para preparar Pentecostes, que pode ser inclusive uma grande ajuda, mas é sim, uma verdadeira “experiência” pessoal da presença e da acção vivificante do Espírito Santo em nossas vidas. Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Nicodemos: “O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.” (Jo 3,8) Como o vento, que é invisível, nós não vemos a o Espírito Santo, mas podemos sentir os seus efeitos no nosso meio. Que efeitos são estes efeitos? Enumeramos alguns:

Conversão interior radical e transformação profunda de vida.
Luz poderosa para compreender os mistérios de Deus e seu plano de salvação.
Novo compromisso pessoal com Cristo.
Amor ardente pela Palavra de Deus na Escritura.
Busca viva dos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia.
Amor autêntico à Igreja e às instituições.
Descobrimento de uma verdadeira opção preferencial pelos pobres.
Entrega generosa no serviço dos irmãos na fé.
Força Divina para dar testemunho de Jesus em todas as partes.” (Cf. Reis, Reinaldo; Celebrando Pentecostes)

Para as células de Evangelização:
1- O que entendeste da diferença da acção do Espírito Santo antes e depois de Pentecostes? Nossa comunidade precisa de um Novo Pentecostes? Já o tem vivenciado?

Pe. Marcelo

sábado, 23 de maio de 2009

Dom Orani João Tempesta visita comunidade de São Roque

No dia 13 de maio de 2009, tivemos a honra e a alegria de recebermos em nossa comunidade palotina de São Roque a visita de Vossa Exma. Revma. Dom Orani João Tempesta, O. Cist., novo Arcebispo e Pastor da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em uma série de visitas às paróquias.

O dia escolhido não poderia ter sido mais especial, porque comemorávamos o dia de Nossa Senhora de Fátima, cuja devoção é muito expressiva em nossa comunidade, pela presença e participação de muitas famílias portuguesas e seus descendentes.

A comunidade correspondeu, comparecendo, especialmente, com suas pastorais e movimentos, tornando marcante para Dom Orani, sua presença como Pastor que quer conhecer, orientar e conduzir suas ovelhas. Isto foi reforçado por ele, quando à luz do Espírito Santo, em sua homilia dirigiu sábias palavras à importância de conhecer e viver a Palavra de Deus, para continuarmos perseverantes e animados para servirmos a Jesus Cristo através das pastorais e movimentos, que são um dos meios mais eficazes de evangelização para a edificação da Igreja.

Afetivamente, retribuiu a acolhida e as homenagens, com a promessa de retornar sempre que for possível, ainda mais depois do convite proferido pelo nosso pároco Pe. Tadeu, SAC.

Dom Orani ainda partilhou com a comunidade que estava sentindo-se em casa, especialmente porque durante muitos anos também foi pároco de uma Paróquia de São Roque.

Participaram, também, da Santa Missa, Pe. Cristóvão, SAC – Vigário Paroquial, Pe. Francisco, SAC – Reitor do Seminário Maior Palotino, Diác. Cezar Bahia, Adenilson – Sem. Palotino, Ministros Especiais da Comunhão Eucarística e Coroinhas.

Antes da Bênção Final, homenageamos Maria Santíssima, juntos com Dom Orani , cantando a Ladainha de Nossa Senhora.

Para que todos sejam um
(Jo 17, 21)
Silvio Bento