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quinta-feira, 16 de junho de 2011

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No Domingo Passado, Pentecostes, vivemos a Revelação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo. Porém, aquilo que não sabemos de Deus é muito mais do que aquilo que d’Ele conhecemos. A respeito disso já escrevia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade Eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro, mais encontro, e quanto, mais encontro, mais cresce a sede de vos procurar. Saciais a alma, mas de um modo insaciável, porque, saciando-se no vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade Eterna, desejando ver-Vos com a luz da Vossa luz.”
A mente humana, não consegue por si só, abarcar todo o Mistério de Deus. Permanece sempre para nós um mistério. Por isso dizemos: “Mistério da Santíssima Trindade”. Porém, o que sabemos de Deus, porque Ele nos quis assim revelar, já nos basta para podermos ter a verdadeira ciência, que é a ciência do amor. São João assim nos diz: “Ninguém, jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós, e o seu amor em nós é perfeito. Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito.” (1 Jo 4, 12-13) Ou seja, mesmo não podendo abarcar com nossa limitada razão a imensidão do Mistério de Deus, podemos viver, no entanto, uma vida “trinitária”, ou seja, uma vida de comunhão e de imitação da Santíssima Trindade por aquilo que Deus já nos quis revelar. A Santíssima Trindade é Comunhão da mesma Natureza e diversidade de Pessoas. E nós fomos criados nesta “forma”. Deus, chama-nos portanto a uma vida antes de tudo, de Comunhão com a Santíssima Trindade: “Nesse dia compreendereis que Eu estou no Pai, e vós em Mim, e Eu em vós” (Jo 14, 20) Santo Hilário explicava-nos: O Filho está no Pai porque tem a mesma Natureza do Pai. Nós estamos no Filho pela natureza humana que ele uniu a si na Pessoa do Verbo Encarnado; Ele está em nós por meio do Sacramento: “Quem realmente come a minha Carne e bebe o meu Sangue fica a morar em mim e Eu nele”. (Jo 6,56) Porém o Senhor não nos chama somente a uma vida de comunhão, mas também a uma vida de imitação.
A Trindade é comunhão da mesma Natureza, mas também diversidade de Pessoas. Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Como imitação devemos amar e louvar a Deus por toda a beleza da diversidade, de modo especial na Família e na Igreja, para não falar noutros âmbitos. Aqui entra para as nossas famílias o respeito pelas personalidades distintas, pelos dons e carismas distintos no âmbito da Santa Igreja.
A Santíssima trindade não é só diversidade, mas também comunhão de pessoas. Por isso a exortação do Senhor de procurarmos sempre mantermos a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Na Santíssima Trindade isto é simples pelo simples facto dela ser “Santíssima”. Em nós a comunhão fraterna envolve sempre, em primeiro lugar um esforço contínuo de purificação e arrependimento de nossos pecadospessoais. São João afirma: “Eis a mensagem que ouvimos de Jesus e vos anunciamos: Deus é luz e nele não há nenhuma espécie de trevas. Se dizemos que temos comunhão com Ele, mas caminhamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Pelo contrário, se caminhamos na luz, como Ele, que está na luz, então temos comunhão uns com os outros e o sangue do seu Filho Jesus purifica-nos de todo o pecado. Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessamos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a iniquidade” (1Jo 1,5-10).
Além do esforço de conversão pessoal para viver na luz, pelo simples facto de sermos pecadores e imperfeitos, esta comunhão implicará invariavelmente em esforço de perdão e correcção fraterna sempre que for necessário, respeitando a ordem que Jesus ensinou: Primeiro corrigir sozinho o irmão; se não resultou, corrigir com uma testemunha, e só no terceiro momento, se não resultou os dois primeiros, dizer à Igreja, ou quem exerce autoridade na mesma. Tantas vezes não se respeita esta ordem, gerando tantos conflitos desnecessários na Igreja e nas famílias. Dizia sobre isso São Cipriano: “Deus quer que sejamos homens de paz e concórdia, unânimes em sua casa, e que perseveremos na nossa condição de renascidos para a vida nova: se somos filhos de Deus, conservemo-nos em paz com Deus, e se temos um só Espírito, tenhamos também um só coração e uma só alma. Por isso Deus não aceita o sacrifício do que vive em discórdia, e manda retirar-se do altar para ir reconciliar-se com seu irmão, porque só as orações de um coração pacífico poderão obter a reconciliação com Deus. O sacrifício mais agradável a Deus é a nossa paz e concórdia fraterna e um povo cuja união é reflexo da unidade que existe entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”

Para as Células de Evangelização:
1-      Como o Mistério da Santíssima Trindade pode inspirar a vivência das nossas famílias e da comunidade da Igreja?
Pe. Marcelo

sexta-feira, 4 de junho de 2010

FESTA POPULAR DA SANTÍSSIMA TRINDADE EM NOVO AIRÃO - VIGÍLIA

No sábado, dia 29 de maio, tive a oportunidade de participar do final da Festa da Santíssima Trindade que o povo daqui de Novo Airão celebra todos os anos. Uma maravilha! Me chamou a atenção que eles são os verdadeiros protagonistas da Festa, em sua totalidade: religiosa e popular.

Todos sabem o que fazer, sem falar nada. Os comandos são dados através dos versos cantados pelos homens que carregam as bandeiras em cuja ponta está uma pombinha, símbolo do Espírito Santo de Deus. O canto é lindo! Muito semelhante a algo gregoriano, com uma mistura de lamento e de louvação. No início da cerimônia deste dia que já era a vigília da Festa da Santíssima Trindade, a procissão caminha pelas ruas recebendo a “esmola”.

Essa esmola são doações espontâneas que as pessoas fazem para a celebração da Festa da Trindade. Na frente vão os senhores, vestidos de branco portando bandeiras e um senhor tocando o tambor, com toques ritmados. O povo acompanha em silêncio, com velas acesas. As pessoas, de suas casas vão chamando para dar a sua esmola e beijar a fita do Divino. Quatro pessoas vão receber: uma segurando a coroa, onde está o Divino; outra segurando a pombinha do Divino; outra segurando a capa da pessoa que está segurando a coroa e que recebe a esmola e outra pessoa segurando a sombrinha que protege quem está segurando a coroa do Divino.

Ao cair da tarde, já escurecendo, na beira do rio, fazem uma parada para louvar a Trindade. Tomam um lanche e vão para a beira do rio. Começa a anoitecer e começam a surgir velas acesas no meio do rio, caminhando em procissão. Ha tempos atrás, as velas eram colocadas em uma espécie de cuia tirada das árvores e não prejudicavam em nada a natureza, nem o rio. Com o passar do tempo, o povo, impedido de retirar das árvores o material que necessita, teve que recorrer ao uso de isopor, como alternativa. Lamentavelmente, uma alternativa nada boa para a preservação do meio ambiente. Mas, ainda sem saber como fazer para manter essa tradição de fé, assim o fazem.

As velas, no meio do rio, caminham ao ritmo da correnteza, como se fossem barquinhos iluminados e coloridos. O povo contempla. Lá no porto, os festeiros entram em um barquinho todo iluminado. Começam a cantar e vão desaparecendo no rio. Aproximam-se das velas acesas e seguem a correnteza em círculo até chegar na outra ponta. É maravilhoso! Algo inexplicável! O povo contempla maravilhado! É de extasiar!

A cerimônia desta vigília é concluída com a participação na Missa, seguida de uma louvação na casa de quem guarda os símbolos principais da Trindade e um gostoso “Nescau” com pé de moleque (doce típico da região).

A Festa da Santíssima Trindade é uma cerimônia que vem passando de pais para filhos e que mantém viva a chama de fé e esperança popular no nosso Deus, comunidade de Amor.

Ir. Sandra Ede

sábado, 29 de maio de 2010

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No Domingo Passado, Pentecostes, vivemos a Revelação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo. Porém, aquilo que não sabemos de Deus é muito mais do que aquilo que d’Ele conhecemos. A respeito disso já escrevia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade Eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro, mais encontro, e quanto, mais encontro, mais cresce a sede de vos procurar. Saciais a alma, mas de um modo insaciável, porque, saciando-se no vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade Eterna, desejando ver-Vos com a luz da Vossa luz.” A mente humana, não consegue por si só, abarcar todo o Mistério de Deus. Permanece sempre para nós um mistério. Por isso dizemos: “Mistério da Santíssima Trindade. Porém, o que sabemos de Deus, porque Ele nos quis assim revelar, já nos basta para podermos ter a verdadeira ciência, que é a ciência do amor. São João assim nos diz: “Ninguém, jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós, e o seu amor em nós é perfeito. Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito.” (1 Jo 4, 12-13)

Ou seja, mesmo não podendo abarcar com nossa limitada razão a imensidão do Mistério de Deus, podemos viver, no entanto, uma vida trinitária, ou seja, uma vida de comunhão e de imitação da Santíssima Trindade por aquilo que Deus já nos quis revelar. A Santíssima Trindade é Comunhão da mesma Natureza; há diversidade de Pessoas em Deus, e a submissão do Filho ao Pai, que lhe submete todas as coisas. E nós fomos criados nesta “forma”. Deus, chama-nos portanto a uma vida antes de tudo, de Comunhão com a Santíssima Trindade: “Nesse dia compreendereis que Eu estou no Pai, e vós em Mim, e Eu em vós” (Jo 14, 20) Santo Hilário explicava-nos: O Filho está no Pai porque tem a mesma Natureza do Pai. Nós estamos no Filho pela natureza humana que ele uniu a si na Pessoa do Verbo Encarnado; Ele está em nós por meio do Sacramento: “ Quem realmente come a minha Carne e bebe o meu Sangue fica a morar em mim e Eu nele”. (Jo 6,56) Porém o Senhor não nos chama somente a uma vida de comunhão, mas também a uma vida de imitação: “É nisto que consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.” (1 Jo 4, 10 s.) A Trindade é comunhão da mesma Natureza, mas também diversidade de Pessoas. Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Como imitação devemos amar e louvar a Deus por toda a beleza da diversidade, de modo especial na Família e na Igreja, para não falar noutros âmbitos. Aqui entra para as nossas famílias o respeito pelas personalidades distintas, pelos dons e carismas distintos no âmbito da Santa Igreja. A Santíssima Trindade não é só comunhão e diversidade, mas também sujeição mútua: O Pai submete todas as coisas ao Filho e este anseia por submeter-se a si mesmo e todas as coisas ao Pai. Nosso Senhor diz-nos que este era mesmo o seu alimento: “Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis. …O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra.” (Jo 4, 32 ss.); “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo não se faça a minha vontade mas a tua.” (Lc 22, 42) Nosso Senhor não só se submeteu ao Pai do Céu em tudo, mas também àquela imagem linda da Santíssima Trindade aqui na terra que é a Sagrada Família. Depois de tê-lo encontrado no templo entre os doutores da Lei, o Evangelho de São Lucas diz-nos que Jesus “voltou com Nossa Senhora e São José para Nazaré e era-lhes submisso.” (Cf. Lc 2,51) Desse modo, embora não possamos abarcar com a nossa limitada razão todo o Mistério de Deus, Uno e Trino, podemos viver, principalmente no âmbito das nossas famílias e da Santa Igreja, uma vida Trinitária: Uma vida de comunhão de amor no Espírito Santo; uma vida de respeito e apresso pela diversidade, que é uma expressão da insondável riqueza de Cristo; e uma vida de obediência corresponsável aos nossos legítimos superiores, e no que não seja pecado ou irrelevante até mesmo aos nossos pares e subordinados. Assim viveremos uma vida Trinitária de Comunhão, diversidade e sujeição mútua. Não esqueçamos, porém, que a nossa Igreja e as nossas famílias são “Misterium lunae”, são como a lua: para ter luz precisa receber a luz do Sol. Assim também a Igreja e as nossas famílias são imagens da Trindade Santíssima, mas reflectem essa luz enquanto iluminadas por Ela. Por isso a necessidade da oração perseverante.

Para as Células de Evangelização:

1-      Como o Mistério da Santíssima Trindade pode inspirar a vivência das nossas Famílias?

Pe. Marcelo

sexta-feira, 5 de junho de 2009

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

No Domingo Passado, Pentecostes, vivemos a Revelação da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo. Porém, aquilo que não sabemos de Deus é muito mais do que aquilo que d’Ele conhecemos.

A respeito disso já escrevia Santa Catarina de Sena: “Vós, Trindade Eterna, sois como um mar profundo, no qual quanto mais procuro, mais encontro, e quanto, mais encontro, mais cresce a sede de vos procurar. Saciais a alma, mas de um modo insaciável, porque, saciando-se no vosso abismo, a alma permanece sempre faminta e sedenta de Vós, ó Trindade Eterna, desejando ver-Vos com a luz da Vossa luz.” A mente humana, não consegue por si só, abarcar todo o Mistério de Deus. Permanece sempre para nós um mistério. Por isso dizemos: “Mistério da Santíssima Trindade. Porém, o que sabemos de Deus, porque Ele nos quis assim revelar, já nos basta para podermos ter a verdadeira ciência, que é a ciência do amor.

São João assim nos diz: “Ninguém, jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós, e o seu amor em nós é perfeito. Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito.” (1 Jo 4, 12-13) Ou seja, mesmo não podendo abarcar com nossa limitada razão a imensidão do Mistério de Deus, podemos viver, no entanto, uma vida trinitária, ou seja, uma vida de comunhão e de imitação da Santíssima Trindade por aquilo que Deus já nos quis revelar. A Santíssima Trindade é Comunhão da mesma Natureza; há diversidade de Pessoas em Deus, e a submissão do Filho ao Pai, que lhe submete todas as coisas. E nós fomos criados nesta “forma”. Deus, chama-nos portanto a uma vida antes de tudo, de Comunhão com a Santíssima Trindade: “Nesse dia compreendereis que Eu estou no Pai, e vós em Mim, e Eu em vós” (Jo 14, 20) Santo Hilário explicava-nos: O Filho está no Pai porque tem a mesma Natureza do Pai.

Nós estamos no Filho pela natureza humana que ele uniu a si na Pessoa do Verbo Encarnado; Ele está em nós por meio do Sacramento: “ Quem realmente come a minha Carne e bebe o meu Sangue fica a morar em mim e Eu nele”. (Jo 6,56) Porém o Senhor não nos chama somente a uma vida de comunhão, mas também a uma vida de imitação: “É nisto que consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.” (1 Jo 4, 10 s.) A Trindade é comunhão da mesma Natureza, mas também diversidade de Pessoas. Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Como imitação devemos amar e louvar a Deus por toda a beleza da diversidade, de modo especial na Família e na Igreja, para não falar noutros âmbitos. Aqui entra para as nossas famílias o respeito pelas personalidades distintas, pelos dons e carismas distintos no âmbito da Santa Igreja.

A Santíssima Trindade não é só comunhão e diversidade, mas também sujeição mútua: O Pai submete todas as coisas ao Filho e este anseia por submeter-se a si mesmo e todas as coisas ao Pai. Nosso Senhor diz-nos que este era mesmo o seu alimento: “Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis. …O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra.” (Jo 4, 32 ss.); “Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo não se faça a minha vontade mas a tua.” (Lc 22, 42) Nosso Senhor não só se submeteu ao Pai do Céu em tudo, mas também àquela imagem linda da Santíssima Trindade aqui na terra que é a Sagrada Família. Depois de tê-lo encontrado no templo entre os doutores da Lei, o Evangelho de São Lucas diz-nos que Jesus “voltou com Nossa Senhora e São José para Nazaré e era-lhes submisso.” (Cf. Lc 2,51) Desse modo, embora não possamos abarcar com a nossa limitada razão todo o Mistério de Deus, Uno e Trino, podemos viver, principalmente no âmbito das nossas famílias e da Santa Igreja, uma vida Trinitária: Uma vida de comunhão de amor no Espírito Santo; uma vida de respeito e apresso pela diversidade, que é uma expressão da insondável riqueza de Cristo; e uma vida de obediência corresponsável aos nossos legítimos superiores, e no que não seja pecado ou irrelevante até mesmo aos nossos pares e subordinados. Assim viveremos uma vida Trinitária de Comunhão, diversidade e sujeição mútua.

Não esqueçamos, porém, que a nossa Igreja e as nossas famílias são “Misterium lunae”, são como a lua: para ter luz precisa receber a luz do Sol. Assim também a Igreja e as nossas famílias são imagens da Trindade Santíssima, mas reflectem essa luz enquanto iluminadas por Ela. Por isso a necessidade da oração perseverante.

Para as Células de Evangelização:
1- Como o Mistério da Santíssima Trindade pode inspirar a vivência das nossas Famílias?

Pe. Marcelo

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O nascimento de uma nova entidade palotina na África

Na sessão do dia 12 de setembro de 2008 o Conselho Geral da SAC recebeu os resultados do segundo escrutínio das eleições dos membros do Conselho Regional da nova e futura Região africana e confirmou os seguintes nomes:

Reitor Regional: Pe. Bruno Ateba Edo
Primeiro Consultor: Pe. Joseph Jules Nkodo
Consultor: Pe. Taddée Mbock
Consultor: Pe. Richard Ngono Edjili
Consultor: Pe. Benoît Magloire Atemengue

O mandato de três anos do primeiro Conselho Regional terá seu início no dia 8 de dezembro de 2008, ou seja, o dia previsto para a ereção da nova Região da Santíssima Trindade, cujo território engloba dois países: Camarões e Nigéria.

Por que dia 8 de dezembro?

Porque no dia 8 de dezembro de 1890, dia da Imaculada Conceição, o Pe. Henri Vieter com seus primeiros companheiros: Pe. George Walter, os irmãos Hierl Ulrich, Hermann, Mohr e Hofer, como também o seminarista Klosternecht, celebraram a missa na primeira casa construída por eles mesmos em Mariennberg (Mont de Marie), e consagraram a missão de Camarões à Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos. Este dia entrou nos anais da história como o dia do nascimento da Igreja Católica em Camarões. O sermão do Pe. Vieter foi muito breve: “Outrora, quando líamos nas revistas missionárias as aventuras heróicas, sentíamos no mais profundo do nosso ser o desejo de sermos missionários. Este tempo chegou. Nós temos a possibilidade de sofrer pelas almas, e que a cada um não falte o dom da perseverança”.

Por que Região da Santíssima Trindade?

Em 1890, quando os primeiros missionários Palotinos chegaram em Camarões, não existia ainda nenhuma comunidade palotina na Alemanha. Foi a partir de Camarões que os primeiros palotinos alemães receberam, no dia primeiro de setembro de 1892, a autorização do Governo alemão para abrir a Casa de formação em Linbourg-sur-Lahn. A província alemã Santíssima Trindade foi erigida em 1909, após o terceiro Capítulo Geral da Congregação, fundada por São Vicente Pallotti, que naquela época se chamava “Pia Sociedade das Missões”. Esta província, que nasceu quase vinte anos depois do início da missão em Camarões, e que conheceu seu progresso graças a esta mesma missão, tornou-se para Camarões a “Província Mãe”, cujo círculo está assim desenhado pelo primeiro palotino camaronês, ordenado em 1994, o Pe. Thaddée Mbock: “Os filhos de Pallotti (os Palotinos) fazem conhecer o pai (Camarões); o pai (Camarões), por sua vez, dá nascimento à Mãe (província de Limburgo); a Mãe e suas irmãs, quer dizer: a província da Santíssima Trindade, unida à segunda província alemã do Sagrado Coração e a Região austríaca do Espírito Santo, que hoje estão unidas sob a proteção do Sagrado Coração – querem agora ver o pai assumir todas as responsabilidades e reinar com todo o esplendor de seu brilho”.

A nova Região, assumindo o “extinto nome” da Província Mãe, guardará então a “memória viva da presença palotina na África”. Não devemos esquecer que a continuidade de uma vida se traduz também pela conservação do nome, sobretudo quando esta foi uma fonte de alegria para as futuras gerações.

Igualmente queremos dizer que o fundador dos palotinos na Polônia, o Pe. Alojzy Majewski, trabalhou quatro anos como missionário em Camarões, precisamente em Kribi. Deixando a África em 1907, chegou à Polônia para fundar a primeira comunidade palotina. É também ele que, alguns anos mais tarde, trouxe também as Irmãs Palotinas. Assim, não somente na Alemanha, mas igualmente na Polônia, a família palotina chega via África.

Há alguns dias, o Pe. Joseph Jules Nkodo, o primeiro consultor da nova Região, a propósito do nascimento da nova Região, escreveu: “No dia 08 de dezembro de 2008, nós vamos celebrar a passagem solene da nossa Delegatura à Região. Esse é o resultado de um processo espiritual e administrativo, que se efetuou de maneira comunitária e que necessitou de muito esforço da parte de todos. Nós nos congratulamos. A passagem da Delegatura à Região abre diante de nós muitas e novas perspectivas, como também contribui para muitos desafios e esforços em todos os níveis da nossa vida. Esta é a razão pela qual nós vimos, pela presente, convidar vocês para fazerem uma novena preparatória para este acontecimento”. Juntemos, pois, as nossas preces.

Nosso santo fundador nos prometeu que a “Congregação se desenvolverá e será abençoada por Deus”, mas ele não especificou “onde”. Após os anos de florescência da presença palotina na Europa e na América do Norte eis-nos, agora, na África, para continuar colaborando plenamente no plano de Deus, para o bem de toda a família palotina e pela salvação da raça humana.

Pela intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos e de São Vicente Pallotti, nós imploramos a todos os confrades da nova Região africana da Santíssima Trindade, as bênçãos do Senhor.

Pe. Stani Stawicki, SAC
Secretariado Geral para a Formação