Mostrando postagens com marcador EPIFANIA DO SENHOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EPIFANIA DO SENHOR. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de janeiro de 2018

EPIFANIA DO SENHOR

Em alguns lugares ou círculos de amizade, pensa-se que a fé cristã é coisa de mentes pobres e ingênuas; de pessoas que, por não encontrar nas próprias forças caminho de aperfeiçoamento, o buscam no sobrenatural. Os Reis Magos do Evangelho são uma resposta para essas mentes soberbas.
Os pastores foram até à gruta de Belém por conta de uma revelação extraordinária dos anjos. Já os Reis Magos chegaram à gruta de Belém através da Revelação do Antigo Testamento (Fé) e da observação dos fenômenos naturais, no caso a estrela (Razão). Fé e razão: as duas asas do espírito humano de que tanto fala o Papa São João Paulo II na sua encíclica “Fides et Ratio”.
Assim como eles, muitos outros souberam voar alto com essas duas asas dadas por Deus ao ser humano. Vejamos alguns deles:
Conta-se na Biografia do pesquisador Francês Pasteur:
"Um jovem universitário entrara num compartimento do trem e sentou-se ao lado dum homem de idade. Entre as mãos deste deslizavam as contas dum grande rosário e o seu rosto refletia a devoção intensa com que rezava. Intrigado, o jovem exclamou: O senhor parece que ainda acredita nessas velharias!?. . .
 Sim. E tu, não?
O estudante soltou uma estrepitosa gargalhada e respondeu:
 Eu? Se o senhor quiser seguir o meu conselho, atire esse terço pela janela e aprenda o que diz a nova ciência.
A nova ciência?... Fez o velho com espanto. Não consigo compreender essa ciência. Talvez tu me pudesses ajudar.
 Dê-me a sua direção, acrescentou o rapaz cheio de importância, e eu lhe enviarei alguns livros que o podem ilustrar.
O homem tirou do bolso um cartão de visitas e entregou-o ao rapaz. Liam-se nele estas palavras: Louis Pasteur, Instituto de Pesquisas Científicas, Paris.
O jovem universitário baixou a cabeça e não teve coragem de dizer uma só palavra. Agora sabia em frente de quem estava.
O fato acima, descrito na biografia de Pasteur, teria ocorrido em 1892."

Vida e Obra de Louis Pasteur (Autoria desconhecida).

É dele a célebre frase: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima."
(Louis Pasteur) (http://www.sitequente.com/frases/ciencia.html)

Esta frase de Pasteur parece confirmar-se por outros célebres cientistas:
 “A probabilidade de ter-se a vida originado por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo resultar da explosão de uma tipografia”. (O Dr. Edward Cooling, biólogo americano)
Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de Física: “O impulso de nosso conhecimento exige que se relacione a ordem do universo com Deus”.
Albert Einstein (1879-1955), Nobel de Física em 1921: “Quanto mais acredito na ciência, mais acredito em Deus”. “O universo é inexplicável sem Deus”.
Guglielmo Marcone, inventor da comunicação sem fios, Prêmio Nobel de 1909: “Declaro com ufania que sou homem de fé. Creio no poder da oração. Creio nisto, não só como fiel cristão, mas também como cientista”.
Voltaire (1694-1778), racionalista e inimigo sagaz da fé católica, foi obrigado a dizer: “O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro”.
Todos estes cientistas, podemos dizer, são como os vários Reis Magos ao longo dos séculos. Os magos do oriente que, a um sinal visto na natureza, uma estrela diferente, vieram adorar o Rei Menino que acabava de nascer, no colo de Maria, são o prenúncio de homens de boa vontade de todos os povos da terra, que buscam a Deus com sinceridade de coração e que não são cegos aos sinais que o próprio Criador colocou neles mesmos e na natureza. Essas pessoas, se são dóceis, são conduzidas, pelos sinais de Deus na natureza, pelo testemunho das Escrituras  e dos cristãos, à gruta de Belém, onde encontram o Deus Menino, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.
Já dizia São Paulo: ““Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras. Por isso, não se podem desculpar.” (Romanos 1,19)
Na pessoa dos Reis Magos, vemos um também um prenúncio da Igreja, que é formada por povos de toda a terra e de todas as culturas, que adoram o Deus verdadeiro e ao seu Filho Jesus Cristo no Espírito Santo. Este culto dos magos foi bem concreto, e expressa também o nosso culto cristão quando é “em verdade”.
 Os magos trouxeram ouro ao Deus Menino. Se aquele menino é o Criador do universo, a ele pertence a realeza. Por isso, em sinal de gratidão pelas riquezas que Dele receberam, os magos trouxeram ouro. Provavelmente este ouro foi providencial para São José. Provavelmente, com este, ele comprou ferramentas e construiu uma casa para a Sagrada Família obrigada a deixar tudo e emigrar às pressas para o Egito. Jesus não precisa, pois ele é Rei de tudo, mas os pobres e a evangelização precisam ainda hoje da nossa colaboração e ajuda espontânea como gratidão por tudo o que de Deus recebemos.
Os magos ofereceram incenso, símbolo do culto de adoração devido a Deus. Deus igualmente, não precisa dos nossos louvores, mas o poder louvá-lo, nada acrescentando à sua glória, contribui para a nossa salvação.
Enfim eles ofereceram mirra, símbolo daquele que sendo impassível, tornou-se passível para sofrer por nós na cruz para a remissão dos nossos pecados. Em Fátima nossa Senhora ensinou aos pastorinhos a oferecerem a gota do seu sofrimento em união com o oceano do sofrimento de Cristo para a salvação do mundo: “Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:  “Oh Senhor, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.”
Sejamos como os magos do oriente: guiados pela luz de Deus na natureza e nas Escrituras, cheguemos ao menino Jesus e lhe prestemos um culto em espírito e verdade.
Para partilhar em grupo:
Como se concretiza, hoje em dia, a frase de Pascal: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima." Pessoas simples e aparentemente sem muita instrução podem também chegar a uma grande sabedoria Divina? Como?


Pe. Marcelo Nespoli

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

SEMANA DO OITAVÁRIO DA EPIFANIA

SEMANA DO OITAVÁRIO DA EPIFANIA DE 2017 REALIZADO NA PAROQUIA DO SANTISSIMO NOME DE JESUS – ODIVELAS, PORTUGAL

Durante o Oitavário da Epifania, todos os dias, um membro da UAC da Paróquia de Odivelas, fazia a leitura de um texto de S. Vicente Pallotti – pois  Deus inspirou no coração de Pallotti  a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No início do ano seguinte, de 1835, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”
E, foi neste espírito é que foram realizados esses oito dias frutuosos em partilhas no qual várias congregações religiosas  apresentaram o modo de manifestar a LUZ do Menino Deus - conforme o carisma de cada família religiosa (e serem mensageiras desta grande Luz)  - para o mundo actual. E para concretizar o modo de apresentar a luz de cada carisma das oito congregações presentes, os membros da UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO (UAC) preparam uma lanterna (um luzeiro), a indicar às famílias religiosas a ir em missão levando a Luz do nascimento do Messias Salvador a todos os povos, a exemplo dos santos reis Magos! E no final de cada Eucaristia do Oitavário a assembleia presente recebia uma bênção especial: aos doentes, aos idosos, aos desempregados, aos pais, aos filhos, etc..


1º Dia: Profecia – Jesus, Luz Verdadeira
As Irmãs Dominicanas falaram da oração, da sua vida fraterna em comunidade, estudo e apostolado, do seu carisma – actuar nas situações missionárias onde a Igreja mais necessita.

2º Dia:  O Chamamento E A Resposta dos Magos;
Estiveram presentes as Irmãs Missionárias do Espírito Santo. Foi em França, há 96 anos, no dia da Epifania, que nasceu a Congregação das Irmãs Missionárias do Espírito Santo.

Foi fundada por uma jovem de 31 anos, Maria Eugénie Caps, em 6 de Janeiro de 1921, em Lorraine, França. Eugénie Caps descobre nos escritos do Padre Libermann, (fundador dos Padres Espiritanos) a espiritualidade que deve animar as suas Irmãs “A vida apostólica não é outra coisa senão, a vida toda de amor e de santidade que o Filho de Deus viveu na terra e pela qual Se sacrificou continuamente para glória de Seu Pai e para salvação do mundo”. E ela afirma para as suas Irmãs: “Eu não posso conceber uma vida activa, que não seja baseada numa vida muito íntima com Deus”. O Espírito Santo impele-as para a salvação do Mundo. Ele é o Espírito Missionário. Trabalham no apostolado, na educação, na promoção feminina, no acolhimento, na saúde, tudo dando prioridade á primeira evangelização. Têm a vocação própria de serem enviadas, no seguimento de Jesus Cristo, ao serviço da evangelização “dos povos cujas necessidades são muito grandes e que são os mais abandonados da Igreja de Deus.” O carisma das Irmãs do Espírito Santo é viver segundo o Espírito em oração e ação apostólica, isto é, contemplar para evangelizar à luz do Espírito Santo, e, movidas pelos seus dons espirituais, frutificar em boas obras e sair a serviço dos irmãos onde e quando for necessário".

3º Dia: Inquietação Em Jerusalém E Inércia De Sua Gente;
Estiveram presentes as Irmãs Consolatas. As Irmãs Missionárias da Consolata é determinado pela expressão: “Mulheres consagradas a Deus para a Missão Ad Gentes” = aos povos e ad Vitam = por toda a vida, o que exclui qualquer condicionamento.
São sustentadas pela espiritualidade missionária específica: a da “Consolação”. O Pe. José Allamano, sacerdote diocesano, nascido em Itália, em 1851, deu vida a este Instituto, em 1910 Participando do Carisma do Fundador, as Irmãs seguem Jesus Cristo no seu ministério público com a doação total da própria vida para a Glória de Deus, mediante a profissão dos Conselhos Evangélicos na vida em comunidade e na Evangelização dos não cristãos. São, portanto, um Instituto  Internacional e Intercultural, testemunhando assim a universalidade da Igreja e do Evangelho. O Objetivo é ir ao encontro dos que necessitam do primeiro anúncio; mas, também dos batizados que, por muitas razões se afastaram de Deus e que necessitam de um reencontro com Jesus Cristo Todos, Padres, Irmãos, Irmãs e Leigos, têm como padroeira: Nossa Senhora, sob o título de CONSOLATA = Consoladora O Pe José Allamano, por causa da sua grande devoção a Maria sob este título, quis colocar a obra da sua fundação sob a sua proteção. Lema: “Anunciarão a minha Glória aos Povos e Nações”. (Is. 66, 19). Por este lema, são chamadas a anunciar, por onde forem, Jesus Cristo, a única e verdadeira glória de Maria. O Fundador, Pe José Allamano, propôs a ‘santidade’ como sendo o alicerce da Missão. Ele dizia: “Antes santos, depois missionários”; sendo que este ‘antes’ e este ‘depois’ não são cronológicos... os dois se entrelaçam. Por isso, para enfrentar e vencer os desafios da Missão, Ele deixou uma espiritualidade sólida: Grande amor à Eucaristia, fonte da Missão. Ele escreveu: “Especialmente nas Missões, Jesus Sacramentado seja o vosso conselheiro, conforto e ajuda” Filial amor e devoção a Maria, sob o título de Consolata. O Fundador ao assumir a reitoria do Santuário, em Itália, tornando-o “um fervoroso Centro de irradiação Missionária”. Ele dizia às suas missionárias: “ Foi olhando para a Consolata que eu vos idealizei. Ela ama-vos como a pupila dos seus olhos”. Profundo espírito de família. Ele queria que vivessem em grande comunhão entre eles, e com o povo com o qual trabalham. Ele dizia: “Lembrem-se sempre que o Instituto é uma família: Irmãos e Irmãs que aprendem a conviver juntos, para depois trabalharem juntos na Missão”. Amor e dedicação ao trabalho, também o trabalho manual. Ele ecreveu: “Na Missão, com a obediência e a caridade recíprocas é preciso grande amor ao trabalho; porque a Missão necessita”.

4º Dia : Os Magos Adoravam O Menino;
Estiveram presentes as Irmãs Nossa Senhora de Fátima. Fundado em 1964, no Brasil, este é mais um Instituto que revela no nome toda a sua missão. A difusão da Mensagem de Fátima é o ponto de partida para a evangelização que quer levar em missão a toda a humanidade.
O padre Menceslau Valiukevicius sempre foi um fiel devoto de Nossa Senhora de Fátima. Para difundir pelo mundo a mensagem que Nossa Senhora comunicou em 1917 aos Pastorinhos da Cova da Iria, fundou o Instituto das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima, em 1964, com a colaboração da Madre Lúcia de Souza. Conforme a indicação do fundador, o fim específico e natural do Instituto é o combate ao materialismo ateu, nas suas variadas formas, perpetuando as exortações da Virgem Maria aos videntes de Fátima. O fim geral é a santificação das irmãs pela prática dos conselhos evangélicos, realizados pela profissão dos votos de castidade, pobreza e obediência. Com o lema “abraçadas à cruz, servir ao Senhor na alegria”, as Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima prosseguem o carisma da Instituição de “evangelizar, exercendo a tarefa missionária difundindo a mensagem de Fátima”. Encarnam as mensagens de Fátima, através de orações, penitências e mortificações. Tomando Cristo como origem de toda a santidade, a resposta de amor definitivo é expresso pela profissão religiosa, unidas com Cristo, na Igreja, marcadas com o sinal do Espírito Santo que é penhor da herança e testemunhando a primazia do amor de Deus na vida e na fidelidade ao Instituto. A espiritualidade do Instituto é caracterizada, desde as origens, pelo culto da Eucaristia e da Virgem de Fátima, donde as irmãs tiram o alimento para a sua vida espiritual e apostólica. Procurando atualizar o carisma inicial, vivem para a difusão da Mensagem de Nossa Senhora de Fátima pela penitência e conversão, que é o retorno a Cristo por Maria. Dedicam-se em especial à assistência aos idosos e à catequese.

5º Dia: O Que Teria Conversado Maria Com Os Magos;
Estiveram presentes as Irmãs de São Pedro Claver É uma Congregação religiosa e missionária fundada na Áustria, em 1894, por Maria Teresa Ledochówska. A Beata Maria Teresa Ledochowska nasceu a 29 de Abril de 1863 em Loosdorf, Áustria. Oriunda de nobre família polaca, distinguiu-se por uma rara inteligência, vontade férrea, génio lúcido e prático, sensibilidade a fugir-lhe para os mais pobres. As Irmãs de São Pedro Claver têm como carisma consagrarem-se totalmente ao Senhor e ao serviço da Igreja missionária, com os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência. Dão a conhecer o Evangelho a todos os homens. Apoiam os missionários e as Igrejas locais facilitando o anúncio do Evangelho. Vivem em pequenas comunidades composta por membros de diferentes países, partilhando o ideal missionário: rezando e trabalhando pelo Reino de Deus ao serviço do Evangelho e dos mais pobres. Dedicam-se à Animação e formação missionária; Catequese e formação de catequistas; Pastoral da Juventude; Liturgia; Promoção da Mulher; Apoio aos missionários…


6º Dia : As Prendas Dos Magos;
Estiveram presentes as Irmãs Servas do Espírito Santo.  A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo foi fundada no dia 08 de Dezembro de 1889, em Steyl, na Holanda, pelo Pe. Arnaldo Janssen, por Maria Helena Stollenwerk e Hendrina Stenmanns, conhecidas respectivamente por Madre Maria e Madre Josefa.
É uma congregação missionária internacional, espalhada pelos cinco continentes. O objetivo é anunciar o Evangelho em todas as situações onde as pessoas ainda não conhecem Jesus Cristo e onde as comunidades ainda não estão suficientemente organizadas e precisam de sua presença para crescer na fé. As suas atividades missionárias abrangem pastoral e catequese, educação, assistência aos doentes, trabalho social, Justiça e Paz, comunicação e formação de lideranças. Dedicam-se, sobretudo, às pessoas excluídas pela sociedade, minorias e povos ameaçados, refugiados, migrantes... Pe. Arnaldo Janssen (1837-1909) foi também o fundador dos Missionários do Verbo Divino, padres e irmãos e das Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua. A espiritualidade missionária está profundamente ligada à Santíssima Trindade, origem e fonte de toda a vi da, do amor e da comunhão. São especialmente consagradas ao Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, que é a força transformadora do amor, simbolizado pelo vento e pelo fogo. Na espiritualidade trinitária, centrada no relacionamento entre o Pai, o Filho e Espírito Santo, encontram o modelo de comunidade e de sociedade que são chamadas a construir a partir do diálogo, da partilha e da comunhão. Viver o amor e a comunhão trinitária é cuidar para que todos os seres humanos possam viver com dignidade e com os seus direitos respeitados, de acordo com a Vontade de Deus. Relação viva com o Espírito Santo e com a Eucaristia O lema do Pe. Arnaldo Janssen era: Viva Deus uno e trino nos nossos corações e nos corações de todas as pessoas.

7º Dia: José, Esposo De Maria E Pai Da Casa De Nazaré;
Estiveram presentes as Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Estiveram connosco as Irmãs Maria de Lurdes e Eduarda, portuguesas, Maria da Conceição e Eliane, brasileiras. Aceitaram o convite de Jesus para O seguir e a apresentar ao mundo a Sua Luz, a Salvação. Jesus veio ao mundo, tornou-se um de nós, veio viver a nossa vida para nos dar a conhecer que Deus nos ama, que Deus caminha sempre connosco, que Deus é Amor é Misericórdia e quer que tenhamos uma vida em plenitude. No Século XIX, no palácio da Quinta do Bosque, na Amadora, bem perto de Lisboa, nasce Libânia do Carmo Galvão Mexias de Moura Telles e Albuquerque a 15 de Junho de 1843 de uma família distinta.
A vida de sociedade não a satisfaz e quando conhece o Pe. Raimundo dos Anjos Beirão os seus conselhos iluminam-lhe o caminho, mas não é fácil segui-lo. A sua posição social traz-lhe obstáculos, mas ela rompe com tudo e consagra-se a Deus e ao serviço dos necessitados. Troca a vida mundana pelo hábito pobre de serva, deixa o seu nome ilustre e passa a ser Irmã Clara do Menino Jesus. Funda a 3 de Maio de 1871,  no convento de S. Patrício, bem perto da Sé Patriarcal de Lisboa, a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Em 1883 Irmãs vão para Angola e depois Índia, Guiné e Cabo Verde. A 1 de Dezembro de 1899 é arrebatada da terra, é a sua Páscoa. A 21 Maio de 2011 foi beatificada no Estádio do Restelo, em Lisboa, e está em processo de canonização. Vida transformada, a gerar vida noutras vidas. Grão de trigo, a dar fruto pela força do Espírito Santo. Seiva interior, a pulsar generosamente nos que seguem o seu ideal… Pegadas profundas do viver de Mãe Clara fazem, hoje, caminho para muitos, continuando a sua acção. O que significa ser hospitaleira? Aproximar-se e acolher a todos, amigos e inimigos, ricos e pobres, bons e menos bons, com alegria e simplicidade, com delicadeza, ternura, com amor e misericórdia, isto para mostrar, para dar a conhecer às pessoas que Deus as ama, que Deus nos ama, que Deus é Misericórdia através das palavras, através dos gestos, sobretudo através da nossa vida, isto é ser hospitaleira praticar as Obras de Misericórdia. Esta é a forma de manifestar ao mundo de hoje a Luz do Menino de Belém, Ele que se fez um de nós, desceu do seio do Pai veio viver a nossa vida para nos dizer quanto o Pai, quanto Deus nos ama, como nos quer felizes e caminha sempre connosco O Pe. Raimundo Beirão escrevia assim à Irmã Maria Clara: “Nesta época em que Jesus Cristo tem tantos e tantos inimigos escolheu-vos para serdes os apóstolos e apostolas de Sua Misericórdia e Caridade para com os pobres e ricos.” Nestas palavras este homem, o fundador Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição, Pe. Raimundo Beirão, apresenta o carisma da Congregação: Ser apóstolos da Ternura e Misericórdia de Deus, revelar ao mundo essa Ternura, esse Amor de Deus por cada um de nós. Como e onde é concretizado, na prática, este carisma? Na Catequese, nas escolas, nas creches, cuidando dos doentes e velhinhos, acolhendo com cuidando e cuidando nos internatos as crianças órfãs, deficientes, as crianças de famílias desestruturadas e também em comunidades, nos bairros de periferia vivendo no meio do povo e exercendo as mais diversas actividades pastorais, na pastoral carcerária e muitas outras actividades. Pe. Raimundo e Ir. Maria Clara apresentaram a Luz da Salvação, o Menino de Belém, ao mundo do seu tempo. E nós como o podemos apresentar hoje? Concluiu-se pedindo à beata Maria Clara do Menino Jesus a sua intersecção junto de Deus por cada um de nós, pelas nossas famílias, pelas nossas intenções, pela nossa paróquia, pelos nossos vizinhos…

8º Dia : A Mensagem De São Vicente Pallotti;
Esteve presente uma Irmã Consagrada de Schoensttat. Irmã Rosana pertence ao Instituto Nossa Senhora de Schoensttat.
É um Instituto Secular, onde vive e proclama esta Nossa Senhora no meio do mundo. Não usa hábito. Há 8 anos veio para Portugal trabalhar com a juventude de Nossa Senhora do Santuário. Vive ao lado do Santuário e entrega cada pessoa que Nossa Senhora está a acompanhar e é pela oração que mais pessoas se encontram com Cristo. Deus necessita de pessoas que estejam no mundo. A comunidade (Instituto Nossa Senhora de Schoensttat) nasceu em 1946, na Alemanha. São filhas de S. Vicente Pallotti, porque o sacerdote que fundou Schoensttat, Pe. José Kentenich, em 18 de Outubro 1914, era palotino. Depois de se encontrar com Nossa Senhora e uns jovens nasceu Schoensttat. Sem S. Vicente Pallotti não haveria Shoensttat. Cada um de nós, como católicos, temos de estar no meio do mundo, ao lado uns dos outros e levar Deus, levar a Luz ao mundo. Na Comunidade todos são profissionais. Parte da comunidade está 100% ao trabalho apostólico com Nossa Senhora a outra parte está com a sua profissão. Em S. Paulo, a Irmã Rosana trabalhou para a Comunidade e trabalhou na sua profissão. Como decoradora de interiores, Rosana era uma grande ajuda, pois, muitas vezes, não sabiam o que queriam e ao conversar com os casais, no contacto com as famílias, partilhavam muitas coisas e apercebia-se de algumas tensões. Depois do trabalho feito as casas eram abençoadas. A superiora da Rosana, como médica, além de exercer a sua profissão, reza pelos doentes e ajuda-os espiritualmente, sem estes saberem que ela é uma pessoa consagrada. Há sempre uma possibilidade de levar Deus nas coisas que fazemos. Há muitas profissões na Comunidade cada uma delas não só faz Nossa Senhora presente como também acompanha as pessoas. Assim se espalha pelo mundo o Amor de Jesus. Qual a missão mais profunda do Instituto de Nossa Senhora de Schoensttat? Ser como Nossa Senhora foi no mundo, no Seu tempo. Ela trabalhava muito, era uma Rainha do trabalho, cuidava do Seu Menino Jesus e vivia totalmente à disposição de Deus, fazia sempre a Sua Vontade. A Comunidade quer introduzir no mundo essa presença de Nossa Senhora e essa presença significa que todos os dias quando vão trabalhar levam Nossa Senhora para o seu trabalho. O trabalho apostólico de um ajudar o outro. Há, aqui em Lisboa, no Restelo, um Santuário onde Nossa Senhora vive, onde mora, onde espera cada pessoa, recebe cada coração, cada problema, cada aflição, cada alegria… Maria está presente como a grande educadora, com a missão de gerar novamente Cristo no coração de muitas pessoas. Ali ela oferece especialmente a graça do abrigo espiritual, da transformação interior e da frutuosidade no apostolado. IRMÃ ROSANA FINALIZOU DIZENDO QUE AGRADECER A S. VICENTE PALLOTTI É UMA OBRIGAÇÃO, PORQUE É UM HOMEM SANTO QUE ACENDEU MUITAS LUZES E AS LUZES QUE ACENDEU PERPETUOU DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO E É POR ISSO QUE ESTAMOS AQUI HOJE.
E no encerramento do Oitavário da Epifania, os membros presentes da União do Apostolado Católico renovaram  o empenho apostólico na UAC na consciência de que tudo do que já se faz na vida pastoral na Igreja, é para a maior Glória de Deus! 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Oitavário da Epifania

Ao trabalhar no Seminário da Propaganda da Fé em Roma, Vicente Pallotti teve a oportunidade de conhecer pessoas de várias nacionalidades, pois os que aí estudavam eram oriundos dos diversos países de missão. Todo candidato trazia consigo a nacionalidade, a cultura, a história, o jeito de ser cristão do seu país. Neste seminário realizavam-se anualmente a Festa das Línguas, isto é, celebrações com características próprias dos países de missão.
Tinha, outrossim, ótima oportunidade de assistir às solenidades religiosas celebradas em diversos ritos, com pompa tipicamente oriental, e de ouvir discursos, poesias e cantos em diversos idiomas, mormente na original Festa das Línguas, que se efetuava no Seminário durante o Oitavário da Epifania.
Ao ver tudo isso, com certeza, Pallotti deve ter-se perguntado: por que não levar isso ao povo? Assim nasceu a ideia do Solene Oitavário da Epifania.
A primeira festa aconteceu na igreja do Espírito Santo, em janeiro de 1836. Nela se realizavam celebrações com sermões em várias línguas e várias bênçãos.  A celebração partia do seguinte pressuposto: da mesma forma que os magos foram chamados a adorar o Menino Jesus, todos são convidados a adorar o Deus feito homem, do seu jeito, conforme a sua cultura, unindo assim toda Igreja ao redor do Deus feito homem.
Como a festividade foi crescendo, se fez necessário ampliar o espaço da celebração. Várias igrejas tiveram a oportunidade de celebrar o Oitavário, até que em 1841 ela se estabilizou na igreja de Santo André Della Valle, a maior igreja de Roma depois das Basílicas. O ano de ouro do Oitavário foi em 1870, período do Vaticano I, quando contou com a participação de muitos bispos e arcebispos. Esta festa perdurou por muitos anos em Roma. Em 1969 aconteceu a celebração do último Oitavário.
O Oitavário expressa um importante aspecto do ser palotino, a unidade do ser cristão. Pallotti tinha o desejo de que esta festa fosse realizada em todo mundo, mas, infelizmente, hoje ela apenas faz parte da história e de um sonho. O último Oitavário em que Pallotti participou foi nove dias antes de morrer, em 1850, quando fez o sermão muito comovido e alegre, se despedindo de seus companheiros. 
A tabela das celebrações de 1898 pode nos dar uma ideia da intensidade e amplitude das mesmas, no Oitavário. Abria-se a Igreja às 5h 30min com o Santo Rosário e a celebração da Santa Missa. Às 6h, havia a pregação em Italiano; às 8h30, Missa cantada em Rito Latino; às 9h30, Celebração em um Rito Oriental; às 15h, leitura de uma reflexão sobre a Epifania, Rosário, pregação e Bênção Eucarística presidida por um Cardeal; às 17h, novamente: leitura, pregação e Bênção presidida por um Bispo. A Missa das 8h 30 estava confiada, alternadamente, às várias famílias religiosas, e, por sua vez, seminários e colégios intervinham nas grandes celebrações da parte da tarde. Havia sempre grande disponibilidade de confessores e as ofertas que se recolhiam na igreja eram encaminhadas para as missões.
O Padre Gioacchino Ventura, Superior Geral dos Teatinos, redigiu preciosas leituras sobre a Epifania. Recolhemos algum trecho delas, que se encontram distribuídos pelas leituras dos oito dias a seguir, que vamos seguir neste VI Oitavario do ano 2017.
PRIMEIRO DIA - Profecia – Jesus, luz verdadeira 
SEGUNDO DIA - O chamado e a resposta dos Magos
TERCEIRO DIA - Inquietação em Jerusalém e inércia de sua gente
QUARTO DIA - Os magos adoram o Menino
QUINTO DIA - O que teria conversado Maria com os Magos
SEXTO DIA - Os presentes dos Magos
SÉTIMO DIA - José, esposo de Maria e pai da Casa de Nazaré
OITAVO DIA - A Mensagem de São Vicente Pallotti
Convidamos para VI Oitava da Epifania da União do Apostolado Católico, em Febres (Portugal) de 8 a 15 de janeiro. Tema deste ano: Unidade Pastoral como uma Familía. Cada dia Missa as 19 horas, depois a partilha. Os movimentos a se apresentar são inspirados pelo interesse da espiritualidade da Família.
8 de janeiro: União do Apostolado Católico
9 de janeiro: Encontro dos Casais com Cristo
10 de janeiro: Equipas de Nossa Senhora
11 de janeiro: Famílias de Nazaré
12 de janeiro: Renovamento Carismático
13 de janeiro: Movimento da Sagrada Família
14 de janeiro: Pastoral Familiar
15 de janeiro: Sociedade do Apostolado Católico

Também entre os dias 8 e 15 de Janeiro de 2017 celebraremos o Oitavário da Epifania na Paróquia do Santíssimo Nome de Jesus em Odivelas. Durante estes dias, convidamos todos para a Santa Missa das 18h30 na Igreja Matriz. Estarão presentes diversas congregações e receberemos bênçãos especiais para cada dia desta semana.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Solene Oitavário da Epifania de Nosso Senhor Jesus Cristo no Vicariato oceânico em Niterói



Este ano os membros da União  do Apostolado Católico de Pendotiba, Itaipu e Itaipuaçu programaram  uma festa da Epifania pelas paróquias do Vicariato Oceânico.


Entre elas Comunidades palotinas e diocesanas, aproximando-nos mais dos ideais de São Vicente Pallotti que procurava a Unidade entre todos.


Objetivando prepararmo-nos para o próximo Congresso Geral, escolhemos como Tema, “Jesus, a alegria que se renova e comunica”.



A cada dia os  pregadores basearam-se nas manifestações de Jesus nos Evangelhos.


Em nossas peregrinações pelas comunidades, nos acompanhavam o Menino Jesus e o estandarte do Oitavário, que entravam solenemente, levados pelos palotinos na procissão de entrada e ao final de cada missa, a assembléia era convidada a adorar o “Bambino” e recebiam a benção com o mesmo, assim como era no tempo de Pallotti.



Na paróquia de São José, diocesana, o pároco que também é o Vigário Episcopal  da Região fez a entronização de um quadro com a imagem de São Vivente Pallotti; o que muito nos comoveu.



Foi muito bom este contato com as comunidades. Pudemos assim estreitar laços e traçarmos projetos para levar adiante o carisma de nosso Santo fundador, reavivando a fé e a caridade por onde passarmos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Epifania de São Vicente Pallotti


O Oitavário da Epifania foi criado por São Vicente Pallotti, com o intuito de que, assim como os Reis Magos que saíram do Oriente para contemplar e adorar o Menino Jesus, a fé católica pudesse chegar aos povos pagãos e também àqueles que se viam afastados da Igreja, fazendo com que todos os povos fossem chamados de volta à unidade cristã.
A Epifania é a festa da vocação dos povos ao cristianismo e à salvação.
O Oitavário da Epifania, idealizado por São Vicente Pallotti por volta de 1840, foi inspirado no vasto estilo de ritos litúrgicos e nacionalidades existentes em Roma e tinha por objetivo fazer com que cada uma delas compreendesse e revelasse como se manifesta o encontro dos Reis Magos com o Deus Menino.
São Vicente queria antes de tudo salvar almas e tudo fazia para atrair os homens para Deus, não media esforços para atrair não apenas os cristãos fiéis, mas também os indiferentes e curiosos. O templo era iluminado e enfeitado ao máximo. Um maravilhoso presépio em tamanho natural mostrava a infinita misericórdia de Deus profundamente sensível na Encarnação e Nascimento do Salvador.
Era um convite fortíssimo para, à imitação dos pastores e dos magos, irem todos reconhecer e adorar o Verbo de Deus feito carne e salvação. No final do Oitavário, era apresentado para o beijo amoroso de todos, a bela imagem de Jesus Menino conservada ainda hoje na igreja palotina de São Salvador in Onda.
Em primeiro lugar, a Oitava era uma festa das liturgias. Em cada manhã, celebravam-se missas solenes, nos diversos ritos da Igreja católica. Não só nos diversos ritos da Igreja latina, mas também nos chamados orientais. Durante ao Oitavário, havia pregações especiais nos principais idiomas europeus: francês, inglês, alemão. Espanhol, polonês.
Pela tarde, a Oitava assumia o caráter de uma grande missão popular, com sermões em italiano, pronunciados pelos mais célebres oradores sacros da Itália. Concluíam-se os ofícios, todas as tardes, com uma grande procissão e bênção do Santíssimo Sacramento. Era presidida por um cardeal, ajudado pelos alunos dos grandes colégios e seminários de Roma, cada um no seu turno.
As cerimônias dos ritos orientais atraíam a muitos turistas. Mas Vicente Pallotti não queira preparar um espetáculo para deleitar os curiosos. A sua intenção era unir na oração litúrgica todos os fiéis, para demonstrar, em forma de drama, a unidade do catolicismo, no conjunto das suas curiosidades históricas. São as formas vivas em que os diversos povos cristãos adoram o Deus universal. Os sermões nas diversas línguas eram muito mais que uma homenagem às culturas encerradas nesses idiomas.
Vicente Pallotti queria que os estrangeiros, os turistas e os peregrinos tivessem a possibilidade de escutar, cada um em sua língua, a mensagem evangélica de todos os tempos, durante sua estadia na cidade universal. A missão popular pregada ao povo de Roma refletia o seu intenso espírito missionário que exigia que a conversão dos corações fosse precedida pela apresentação das verdades da fé. E as grandes procissões cardinalícias manifestavam a glória e a dignidade que deve sempre cercar o culto público que os fiéis tributavam à divindade.
O oitavário insistia no tema da renovação da fé e da caridade como fatores imprescindíveis para o progresso da religião entre os homens. A fé é comunicada e aprofundada nos corações humanos pela comunicação da Palavra. A caridade cresce, quando a mola da vontade é movida pela graça aceite pelos que escutam, de boa vontade, a eterna mensagem divina. Essa é a mensagem que os célebres pregadores, por mais de um século, proclamaram desde o púlpito do grande templo de Santo André della Valle, onde se desenrolavam as cerimônias do Oitavário. Finalmente, o oitavário ilustrava a cooperação entre o clero, pois os prelados, o clero secular, as ordens religiosas, os seminaristas e membros dos colégios eclesiásticos se uniam para simbolizar não só na teoria mas na realidade concreta, a unidade de ação que devia existir na Igreja de Deus entre todas as ordens do clero.
O Oitavário foi celebrado, pela primeira vez, no ano de 1836, e desde então, só foi omitido em duas ocasiões: uma por causa da revolução romana de 1848 e outra por causa da inundação de Roma em 1871.