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sábado, 2 de março de 2013

Noticiário UAC – Fevereiro de 2013

Caros irmãos e irmãs da União 

Temos a alegria de apresentar-lhes a partir deste boletim algumas obras e lugares significativos na vida de São Vicente Palotti. Neste noticiário apresentamos o texto sobre a “Pia Casa de Caridade” elaborado pela Ir. Lilia Capretti, CSAC, bem como notícias referentes ao encerramento do Ano Jubilar de Canonização.


PIA CASA DE CARIDADE DE ROMA

A raiz geradora de toda ação e obra de S.V. Pallotti foi sempre a Caridade de Cristo à luz da qual leu a bondade de Deus e percebeu as necessidades humanas.

Vicente Pallotti viveu na Roma de 1800, conheceu suas necessidades e seus valores e afrontou, como sacerdote apóstolo, os problemas, os desafios e as solicitações e procurou dar respostas possíveis.
Já em 1835 com os seus colaboradores tinha colocado provisóriamente as meninas abandonadas em boas famílias; mas crescendo o número delas, procurou uma casa apta perto de “S. Maria Maggiore”. Com a doença do cólera de 1837, o número de meninas órfãs e necessitadas de assistência, cresceu ainda mais; Vicente em 1838, depois de ter feito o pedido ao Papa Gregório XVI, obteve uma parte do palácio do Mons. Antonio Fuccioli, no bairro “Monti”. Terminados os trabalhos de adaptação, no dia 05 de Junho, Vicente acompanhando em procissão 37 jovens tomou posse da Pia Casa e com uma cerimonia sugestiva introduziu as meninas, confiando-as à Elisabetta Cozzoli; após a bênção da casa, colocou as meninas sob a proteção de Maria SS. Rainha dos Apóstolos, de S. Francisco de Assis e de santo Stanislao Kontska. Pe. Vicente foi nomeado Reitor da Obra. Giacomo Salvati foi o Procurador e a alma da Pia Casa. Para a administração foi instituída uma Comissão de 05 membros, nomeados por toda vida, cada um com seu encargo. A Pia Casa foi também o berço na qual nasceu a Congregação das Irmãs do Apostolado Católico - Palotinas, que com alternados fatos, também dolorosos, se firmou e se espalhou nas várias comunidades italianas e no exterior. Pe. Vicente, desde o início confiou às Irmãs, chamadas então de “mestras”, a tarefa de ocupar-se das meninas, para seu crescimento e instrução, mas sobretudo para a educação, porque Vicente nesta tarefa via o futuro daquela geração, da Igreja e da sociedade. Pallotti queria fossem boas cristãs e fiéis cidadãs. 
 
Vicente queria que este lugar de acolhida das meninas, fosse chamado de “Pia casa de caridade” e não mais Conservatório ou Refúgio como era costume naquele tempo. E é claro que a nova denominação deveria ser plena significado. Em 1839, por motivos de saúde, Vicente teve que ir para Camáldoli, perto de Frascati e alí permaneceu aproximadamente um ano. Enquanto isso, escreveu “As regras da Pia Casa”. Sua ausência foi fortemente sentida especialmente pelas Irmãs e meninas. Não foi sempre fácil entender-se com os administradores, os quais,  às vezes não concordavam nem com o Pe. Vicente. Mas ele, via tudo à luz do mistério pascal e acreditava que as obras de Deus deveriam trazer o “selo da cruz”.  Vicente empenhou-se para que fosse aberta também uma escola na qual deveria acolher igualmente alunas externas à obra e que esta fosse gratuita. Infelizmente S. Vicente morreu cedo e não obstante a boa vontade de todos, os problemas, as dores, mas também as graças não faltaram e por isso a Escola foi aberta e funcionou por longo tempo.
Em 1862 foi modificada a estrutura administrativa com a passagem da jurisdição dos Padres Palotinos ao Cardeal Vigário: (Vicariato de Roma). A partir daqui houve muitas variantes: Gioachino Carmignani, que podemos dizer co-fundador da Pia Casa, trabalhou para reconhecer a Pia Casa como “Ente moral” com “Regio Decreto” (R.D.) com data de 19 de Julho de 1874. O Ministério do Interior constituiu em IPAB (Instituto Público de Assistência e Beneficiência) a Pia casa, ou seja, “Ente de assistência e de beneficiência”. Entre os vários Monsenhores do Vicariato que se alternaram na presidência da Pia Casa, grande mérito deve-se ao Bispo Valeriano Sebastiani que, por aproximadamente 20 anos, foi o verdadeiro homem da Providência, sobretudo no apoio à jovem Congregação das Irmãs. Depois de alguns anos, o Cardeal Luigi Traglia passou a presidência aos Padres Palotinos: o primeiro a ter o cargo de presidente foi o Pe. Guglielmo Molher, ex-Superior Geral da SAC, que ocupou o cargo até 1977. Depois dele, o Cardeal Ugo Poletti nomeou como sucessor Pe. Domenico Pistella, Provincial da Província Italiana dos Padres Palotinos.

 Durante este tempo a Itália estava  mudando a legislação e entre as muitas inovações houve também uma mudança de estrutura para os Colégios que acolhiam crianças e jovens. Em lugar de “Colégio” projetaram, e successivamente realizou-se novas estruturas de assistência: casa família, gruppo apartamento, Comunidade de habitação. Não paremos para dar explicações, mas é necessário dizer que com a aprovação da  Comissão da Região Lazio, a Pia Casa foi inscrita entre as pessoas jurídicas do tribunal de Roma, com um novo Estatuto e novo Conselho. O primeiro presidente da nova estrutura foi Pe. Mario Proietti e colaboraram mais cinco outros conselheiros.
Hoje, a “Pia casa de caridade” acolhe ainda meninas necessitadas, principalmente provindas de povos em imigração. Diminuiu o número das meninas devido à nova estrutura. As Irmãs Palotinas continuam dando assistência às meninas com uma educação integral e estão totalmente à disposição da Obra; é preciso dizer que as Irmãs continuam fazendo o bem doando suas vidas na formação das hóspedes e ajudando muito as suas famílias.
  
2. Celebrações de encerramento do Ano Jubilar
Polônia: dia 20 de Janeiro, a família Palotina, em comunhão com todos os membros da UAC, reuniu-se em Gniezno para celebrar o 50º aniversário da canonização de nosso Fundador. Aproximadamente 500 pessoas provenientes de diversas comunidades reuniram-se na Catedral para participar da Celenbração Eucaristica presidida pelo Primaz, Arcebispo Jozef Kowalczyk juntamente com outros bispos ligados ao mundo Palotino e numerosos outros sacerdotes. Após a Missa, o ágape fraterno na casa das Irmãs Palotinas Missionárias, onde 350 pessoas partilharam as alegrias e uma refeição. Com esta celebração foi concluído o Ano Jubilar, durante o qual, a família palotina local reuniu-se uma vez por mês, cada vez em uma das 13 “estações” ao redor de Gniezno. Cada celebração foi acompanhada pela Cruz-relíquia de São Vicente Pallotti, com um lema diferente para cada “estação”, o último dos quais foi “Santidade para o Apostolado”. É possivel ver as fotos em: http://www.pallotyni.pl/galeria/2013-01/2013-01-20-GNIEZNO-MSZA-ZAKONCZENIE-OBCHODOW-50-LECIA-KANONIZACJI/index.html

Brasil: O Secretário Geral da União, Padre Rory Hanly SAC, a convite do CCN brasileiro, participou das celebrações de encerramento do Ano Jubilar no Brasil, durante o qual, houve um grande número de eventos significativos. De 18 à 21 de Janeiro foram realizadas as celebrações na região de Santa Maria, com um tríduo de Missas nas paróquias palotinas de Faxinal do Soturno, Santa Maria e Vale Veneto.
Sábado, dia 19 foi um dia de reflexão no Centro Mariano de Schoenstatt, Santa Maria, incluindo também o depoimento de padre Aguinelo Burin SAC, testemunha ocular da canonização de São Vicente Pallotti, o discurso do padre Ângelo Londero SAC sobre "Os fiéis leigos na visão de São Vicente Pallotti”, a partilha de vários membros da família Palotina representando diferentes vocações respondendo a pergunta: “O que São Vicente Pallotti me sugere?” e a mensagem do Pe. Rory. As comemorações do Ano Jubilar em Santa Maria foram concluídas com uma solene Celebração Eucarística no Santuário de “Nossa Senhora Medianeira” no dia 21 de Janeiro com transmissão televisiva ao vivo para todo o país. O Ano Jubilar oficialmente foi encerrado no Santuário Nacional de “Nossa Senhora Aparecida” no sábado, dia 26 de Janeiro com a solene Celebração da Eucaristia, mais uma vez em transmissão televisiva direta ao vivo para todo o Brasil – esta foi presidida pelo Bispo Julio Akamine, SAC, com a participação de membros da Família Palotina que, junto a outros peregrinos viajaram de longe e com a Basílica repleta, juntos glorificaram ao Senhor.

No mesmo dia foi realizado um encontro no auditório do Santuário com uma apresentação audiovisual sobre a Canonização de São Vicente, bem como um filme sobre a vida de São Vicente preparada pelos palotinos jovens do Rio de Janeiro, uma mensagem do Pe. Rory e a bênção final do Bispo D. Julio. Neste tempo transcorrido no Brasil, Pe. Rory também teve a oportunidade de visitar vários grupos Palotinos, casas, seminários, paróquias e escolas: em Porto Alegre, Santa Maria, Londrina, Arapongas, Cambé, São Paulo, Niterói no Rio de Janeiro participando de várias celebrações, incluindo também o Jubileu de Prata de Ordenação Sacerdotal de D. Julio. Muito obrigado a todos pela grande bondade, generosidade e acolhida - foi um grande privilégio experimentar em primeira pessoa a alegria, a hospitalidade, a fé, o entusiasmo e compromisso da Família Palotina no Brasil e o amor de tantas pessoas jovens e anciãos pelo Carisma de São Vicente. A visita foi regada também pela profunda tristeza após o terrível incêndio na discoteca de Santa Maria, domingo, 27 de Janeiro, onde 239 jovens morreram. Continuamos a rezar por todos aqueles que perderam a vida, pelos gravemente feridos, por suas famílias e amigos.

3. Rezemos de modo especial:
Pelo Bento XVI e para o próximo conclave que elegerá o novo Papa para que possa conduzir a Igreja com sabedoria e  com fé nestes tempos desafiadores.

Pela população de Santa Maria, pelo Brasil e por todos aqueles que sofreram tragédias nos últimos tempos.

Pela população da República Democrática do Congo e da Síria e por todos aqueles que continuam sofrendo os efeitos da guerra, da violência, da injustiça e perseguição.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Noticiário UAC – Janeiro de 2013


Queridos irmãos e irmãs da União

                 Estamos contentes em vos apresentar neste noticiário uma reflexão sobre o Oitavário da Epifania preparada pelo Pe. Jean Kupka SAC, junto com uma descrição das celebrações conclusivas do Ano Jubilar em Roma. 

1.  FÉ, LITURGIA E VIDA CRISTÃ NO OITAVÁRIO DA EPIFANIA

O 500 aniversário da canonização (20 de Janeiro de 2013) de São Vicente Pallotti é ocasião propícia para trazer à memória o solene Oitavário da Epifania instituído pelo Santo. Com esta celebração ele queria chamar atenção do povo romano sobre o profundo mistério da fé cristã e mostrar a universalidade da Igreja Católica.
O solene Oitavário da Epifania era uma síntese do pensamento de Pallotti, a alma do seu apostolado, a expressão viva de toda a União do Apostolado Católico fundada em 1835 com a finalidade específica de conservar, defender a fé e difundir a caridade entre os católicos e  propagá-las em todo mundo, a fim de que em breve se faça um só rebanho sob um só Pastor. A Epifania de fato é a manifestação de Jesus aos todos, é a festa dos povos que entraram no rebanho, é o sinal luminoso da estrela que convida todos os homens a prostrarem-se diante de Jesus para adorá-Lo.

A celebração do Oitavário da Epifania era para São Vicente um meio potente e eficaz para conservar a fé, para desenvolver a consiência missionária no povo cristão e chamar novamente os povos divididos à unidade da Igreja de Jesus Cristo. Quer também demonstrar o quanto é necessário a união do clero e a colaboração entre o clero e o laicato para que na Igreja seja eficaz o apostolado e produza frutos mais abundantes entre os fiéis.

O povo romano participou por quase 135 anos do solene Oitavário da Epifania na forma instituída por São Vicente Pallotti. Pela primeiro vez Pallotti o celebrou em 1836 na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos. A participação era tão numerosa que o Santo teve que procurar em Roma uma outra Igreja. Por isso, nos anos sucessivos ele organizou a celebração na Igreja “S. Carlos al Corso” e em “S. Silvestro in Capite”. De 1841 à 1969 o Oitavário foi celebrado sempre na Igreja de “Sant’Andrea della Valle”. Propriamente nesta Igreja, no dia 13 de Janeiro de 1903 participou da Celebração conclusiva do Oitavário o beato João XXIII, na época estudante em Roma. No seu diário escreveu assim: “Jesus resplandecia na Hóstia, aos pés do artístico presépio. Quantos pensamentos me vieram à mente (...). Pensei na vocação dos gentios, nas missões cristãs espalhadas no mundo, na Igreja verdadeiramente católica, isto é universal (Il giornale dell’anima, Cinisello Balsamo 2000, p. 196).

Às vezes se diz que se deve romper com o passado e começar algo de novo. A história, porém, é o espelho e o verdadeiro tesouro, é mestra da vida humana. No espelho das notícias históricas sobre o Oitavário da Epifania instituída por São Vicente Pallotti, encontramos os depoimentos sobre o significado e o valor inestimável desta celebração romana.

Em 1850, em um esboço biográfico de Vicente Pallotti, Salvatore Proja escreveu que a idéia dominante em sua mente era aquela de promover o encontro dos povos. Pallotti queria alcançar este objetivo com a instituição do solene Oitavário da Epifania. As homelias em diferentes línguas, as celebrações em diversos ritos e a participação de fiéis de todas as classes sociais revelava a unidade e a universalidade da Igreja (cf. Album, n. 13 de 25 de Maio de 1850, pp. 97-101). 75 anos depois, na crônica de Roma, no Jornal “Corriere d’Italia” escreveu: Ontem na Igreja de “S. Andrea della Valle”, iniciou o Oitavário da Epifania, manifestação solene da unidade da fé. (...) Durante os oito dias são celebradas Missas solenes, bem como, além do rito latino, também nos diversos ritos orientais, como o armenio, o caldeu, Sírio da Antioquia, o grego-eslavo, o sírio maronita, o grego-rutene, o etíope e grego. As missas solenes no rito latino são celebradas por diversas ordens religiosas. Além das duas homelias diárias em língua italiana, são recitadas também nas línguas em Francês, Inglês, polonês, irlandês, espanhol, holandês e em alemão. Os Colégios de várias nacionalidades prestam, por sua vez, o serviço do altar (...). No solene Oitavário da Epifania se perpetua a memória do Ven. Vicente Pallotti. A Epifania que recorda a chamada ao povo à fé, respondia muito à idéia que teve Pallotti ao instituir a Sociedade do Apostolado Católico. Esta solenidade, que remonta épocas remotas, Pallotti foi o primeiro a dar uma forma totalmente nova, que expressa o conceito da unidade e da universalidade da Igreja” (Corriere d’Italia, 8 gennaio 1924, p. 4).

O espírito do Sacro Oitavário na instituição de São Vicente nos impulsiona a viver a fé em comunhão com a Igreja. A inclusão de ritos orientais no programa das celebrações da Epifania mostrava não somente a beleza e a riqueza da liturgia oriental, mas era também um sinal visível da unidade da Igreja do Ocidente e do Oriente, não obstante as diferenças de ritos, línguas e  nacionalidades. Com esta proposta ousada, Pallotti queria expressar estima às tradições e às diversas formas de vida na comum profissão da mesma fé e criar no centro do cristianismo, o clima para viver a unidade da Igreja. O Oitavário da Epifania na forma instituída por São Vicente Pallotti, portanto, era e continua sendo uma forma da Igreja universal da qual toda Família Palotina é portadora.

   O Oitavário da Epifania promovido por Pallotti conserva até hoje o seu profundo significado cristão, porque nele se entrelaçam a fé, a liturgia e vida cristã. No Oitavário da Epifania ressoa, de fato, o caminho da Igreja universal. A celebração nos encoraja a viver apostólicamente a fé em união com todos os nossos irmãos e irmãs de todo mundo, pois ela manifesta o imenso amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

2. CELEBRAÇÃO DE CONCLUSÃO DO ANO JUBILAR EM ROMA
A conclusão do Ano Jubilar do 50º aniversário da canonização de S. Vicente Pallotti foi celebrado em Roma, com gratidão e alegria por toda a família Palotina. O tema do ano jubilar “Fazei resplandecer a santidade de Deus” permeou todas as celebrações. Gabriella Acerbi (da Comunidade Quinta Dimensão), Presidente da Comissão Organizadora do Ano Jubilar saudou os participantes cada dia, reunidos para as Celebrações. Sábado, 19 de Janeiro o Tríduo foi iniciado na Igreja do “Espírito Santo dos Napolitanos”.
Pe. Jacob Nampudakam, Reitor e Assistente Eclesiástico da União expressou sua gratidão ao Pe. Francesco Bartoloni, Moderador Geral dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, que presidiu a Missa. Em sua homilia Pe. Francisco falou da afinidade entre os dois Fundadores, Gaspar del Bufalo e Vicente Pallotti, o espírito missionário e a colaboração entre ambos, como também salientou os fraternos existentes entre os membros das duas fundações hoje. No final da Missa, animada pelas Irmãs Palotinas, Pe. Natalino Zagotto, Reitor da Igreja, honrou São Vicente lembrando a sua vida e seu sofrimento neste lugar que ele chamava de “pátria” do mundo da família Palotina.

Domingo, 20 de Janeiro, dia do aniversário dos 50 anos de canonização, um grande número de pessoas levando um “cachecol” branco estampado a imagem de São Vicente, reuniram-se sob as colunas do Pórtico de São Pedro em busca de abrigo da chuva. Os membros da família Pallotti e outras pessoas amigas provindas de “San Giorgio da Cássia”, Úmbria, terra natal da família de S. Vicente, foram acolhidos com muita alegria e emoção. Posteriormente, todos os membros e amigos da família Palotina presentes, reuniram-se na Basílica para a celebração Eucaristica de aniversário deste evento. O cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, presidiu a Missa do Jubileu e foi saudado com alegria pelo Padre Jacob. O Cardeal Amato, em sua homilia, descreveu Pallotti como um dom para a Igreja, citando também homilias de alguns Papas e palavras de várias testemunhas presentes no processo de canonização, que foram contemporâneos de São Vicente. Hoje, concluiu o Cardeal, o Fundador chama os numerosos membros da família Palotina para reavivar a fé e reacender a caridade como discípulos alegres e entusiastas de Jesus no mundo, seguindo a mensagem do Evangelho de uma forma mais radical. O Coro UAC, através de hinos cantados em várias línguas, expressou algo da União, Obra inspirada a Pallotti.

À tarde do mesmo dia da festa jubilar foi dedicado ao “encontro de família” junto ao altar do Fundador, em “SS Salvatore in Onda”. Houve uma apresentação, entrevistas com algumas testemunhas presentes nas Celebrações de 1963 e partilha de memórias históricas, de emoções e de experiências espirituais. A família Pallotti de São Jorge  de Cascia e seu Pároco sentiram-se tocados por este momento. Eles deram de presente um quadro e cantaram uma canção dedicada a São Vicente. Em um discurso de conclusão na Igreja repleta, os três Superiores Gerais nos encojaram a um novo começo com Cristo, Apóstolo do Pai, como fez Pallotti. Concluindo as celebrações do Ano Jubilar em Roma, Pe. Jacobe falou das muitas graças recebidas durante este ano e em particular  do novo projeto de missão no Perú sustentado pela Província Imaculada Conceição dos Estados Unidos. Ele também anunciou que o Cardeal Tarcisio Bertone enviou uma Mensagem Jubilar para a Família Palotina em nome do Santo Padre.

Segunda feira, 21 de Janeiro, Pe. Gilberto Orsolin, Reitor da Comunidade da Casa Geral, presidiu a Missa animada pelos alunos, Irmãs Palotinas (CSAC) e professores da Escola “Mater Divini Amoris”.  A Igreja de São Vicente estava repleta mais uma vez de pessoas à noite, para a Missa da Vigilia em honra do Santo. Estudantes da Universidade Pontifícia Urbaniana animaram a Missa, enquanto Pe. Taddeo Wojda, SAC, recentemente nomeado Vice Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, foi o celebrante principal.
Na sua homilia falou de como o nosso mundo virou as costas friamente para Deus, enquanto Deus continua procurando-nos das profundezas do seu coração. Acrescentou ainda, assim como Pallotti foi capaz de fazer as pessoas conscientes da presença do amor de Deus, assim também nós podemos fazer o mesmo, se nos esforçarmos hoje no caminho da santidade. Como é tradição, em frente ao altar do Santo, um seminarista (de proveniência da China este ano) respondeu à carta de Pallotti que incentivava os estudantes da Urbaniana a prosseguirem com coragem e que originalmente a carta ficara sem resposta.

Terça feira, 22 de Janeiro, a família Palotina reuniu-se na Igreja “Sant'Andrea della Valle”, a grande Basílica onde São Vicente celebrou por 128 anos o Oitavário da Epifania. Neste mesmo lugar, Pallotti fez o grande Apelo de Maio a todo o povo de Deus. Pe. Jacob Nampudakam convidou a família Palotina para começar uma renovada viagem espiritual e apostólica à luz da espiritualidade e do Carisma de São Vicente. Um coral composto por crianças da Paróquia palotina de Nápoles, o coro UAC e as meninas da Pia Casa de Caridade deram sua bela contribuição para a Celebração Eucarística de encerramento. Todos os participantes receberam uma vela com a imagem de Pallotti, acesa pelos três Superiores Gerais na chama da vela grande do Jubileu, como um sinal de nosso chamado para sermos luz no mundo. Todos juntos, leigos, religiosas/os e membros ordenados da UAC renovamos o Ato de compromisso Apostólico. Que São Vicente Pallotti ajude seus filhos e filhas a sermos apóstolos autênticos, dando fiél testemunho da santidade de Deus na Igreja e no mundo de hoje.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Noticiário UAC – Outubro de 2012


Queridos irmãs e irmãs da União

Temos a alegria de apresentar-vos neste boletim uma síntese da vida de Bernardo Maria Clausi OM, elaborada pelo Pe. Jan Kupka (para novas pesquisas, cf. “A ligação entre o Ven. Bernardo M. Clausi e São Vicente Pallotti" de Pe. Ottavio Laino OM, in "Apostolado Universal", ano XIII - No 26/2011, pp 14-17, junto com outras notícias provenientes da UAC.
               
1. PRIMEIROS COLABORADORES DE SÃO VICENTE
O Ven. Bernardo Maria Clausi OM (1789-1849) foi contemporâneo de São Vicente Pallotti. Nas biografias desses dois zelosos sacerdotes encontram-se numerosas referências que demonstram a íntima amizade entre os dois. Vicente Pallotti considerava Bernardo M. Clausi seu irmão espiritual e alimentava uma grande estima e veneração para com ele.
Bernardo Maria Clausi nasceu em “San Sisto dei Valdesi” (Cosenza) dia 26 de Novembro de 1789. Quando jovem, entrou para a Ordem dos Mínimos em Paola. Em 1808, teve que deixar a ordem por causa da supressão napoleônica das congregações religiosas. Entre 1816 e 1817 recebeu as ordens sacras e o sacerdócio. Até 1827 exerceu seu ministério na paróquia de São Miguel Arcanjo em “San Sisto dei Valdesi”, distinguindo-se pelo seu zelo sacerdotal. Em 17 de Abril de 1828 professou os votos na Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula.
Em 1830, Bernard M. Clausi foi transferido para Roma no convento de “San Francesco di Paola ai Monti”, onde passou a maior parte de sua vida. Ele fez várias viagens à Ligúria, Piemonte e no Reino de Nápoles. Durante a sua permanência em Roma trabalhou com muita dedicação servindo os fiéis com humildade, simplicidade e espírito de caridade. Atendia as confissões, visitava os doentes e realizava sinais extraordinários. Ganhou a “fama” de “frei santo que faz milagres”.
Luigi Vaccari OSB afirmou que Bernard M. Clausi em 1836 inscreveu-se na Pia Sociedade do Apostolado Católico, fundada por Pallotti em 1835 (cf. Compêndio da vida do Servo de Deus Vicente Pallotti, p. 49). Isso certamente indica que naquele ano Clausi conhecia bem o Pe. Pallotti e a sua obra. Também Pallotti, por sua vez, participou espiritualmente das obras apostólicas da Família dos Mínimos. No dia 8 de Novembro de 1844, na Igreja de “San Francesco di Paola ai Monti”, foi aceito como membro da Ordem Terceira dos Mínimos e empenhou-se em divulgar a espiritualidade de São Francisco de Paula que "é uma daquelas almas escolhidas por Deus para reavivar no mundo o mais perfeito exercício da caridade para com Deus e para com o próximo”. Assim escreveu Vicente Pallotti no convite de agregação que ele mesmo compôs e fez imprimir como premissa para as Regras da Ordem Terceira dos Mínimos (cf. OOCC V, p. 708-713).
A troca de visitas, os diálogos espirituais e a colaboração nas obras apostólicas fizeram com que entre os nossos dois protagonistas nascesse uma íntima e sincera amizade. Francesco Amoroso SAC escreveu que Clausi foi o amigo mais próximo de Pallotti: "Com ele foi ocasionalmente para Camáldoli, com ele fez exorcismos, com ele celebrou no pequeno santuário de “Mater Admirabilis” na “Trinità dei Monti”, com ele em Osimo confiou uma Irmã que ele orientava e com ele se encontrou no Céu” (São Vicente Pallotti romano, Isola del Liri 1962, p. 463).
Carlo M. Orlandi, companheiro de Pallotti, depôs no processo ordinário romano que Clausi ia ao encontro de Pallotti muitas vezes e "várias vezes almoçou com a comunidade e também participou da recreação comum" (Summarium 1917, p. 6). Vicente Pallotti, no entanto, gostava de retirar-se uma ou mais vezes por ano, especialmente no mês de Outubro, no colégio de “San Francesco di Paola ai Monti” para conversar com Bernard Clausi. O mesmo Carlo M. Orlandi também testemunhou que quando viu Clausi e Pallotti que se encontravam, ajoelhavam-se os dois, pedindo um ao outro a bênção e assim permaneciam; a solução encontrava Clausi, o qual, para obedecer ao seu santo amigo, tirava fora da manga a imagem da Virgem Maria (Mater Gratiae et Misericordiae) e, assim, abençoava não somente Pallotti, mas também a todos os presentes (cf. ibidem, p. 406).
O fato mais comovente de amizade que ligava esses dois homens de Deus, foi quando Clausi, antes de sair para Paola, passou para cumprimentar seu amigo Vicente. Houve uma troca de presentes. Pallotti deu a Clausi a sua caixa de rapé, no qual havia uma imagem do Crucificado. Clausi por sua vez com gentileza presenteou-o com um pacote de seu tabaco. Nesta circunstância, Clausi e Pallotti marcaram encontro no paraíso. Antes de separar-se Clausi disse: "Pe. Vicente, vamos para o outro mundo, eu um pouco antes, e tu um pouco depois", e acrescentou: "Eu irei dormir entre o avô e a avó" (Summarium 1917, p . 574).
Bernardo M. Clausi morreu no dia 20 de Dezembro de 1849 no santuário em Paola e foi sepultado no lugar em que estavam os restos mortais do pai e da mãe de São Francisco de Paula, o fundador dos Mínimos, isto é - como previsto pelo mesmo Bernardo Clausi - "sepultado entre avô e avó”. Depois de sua morte, a Ordem dos Mínimos iniciou o processo canônico para o reconhecimento de suas virtudes. No dia 11 de Dezembro de 1987, o Beato João Paulo II promulgou o decreto das virtudes heróicas de Bernardo Maria Clausi e declarou-o Venerável.

2. Nuova Assistente no trabalho do Secretariado Geral da União
Dia 15 de Outubro de 2012, Irmã Josephine Vattathara CSAC, iniciou a trabalhar no Secretariado Geral da União em Roma. Irmã Josephine vem do Kerala, Índia; completou a sua formação como professora iniciando a trabalhar na escola “Holy Family” da sua Congregação em Trivandrum por 3 anos e depois no Departamento de Catequese da Diocese de Kochi por 2 anos. Veio para Roma em 2006 e integrou a Comunidade Palotina em Porta Maggiore e depois na Pia Casa de Caridade, durante a qual completou seus estudos de graduação em filosofia e teologia na Universidade Ponteficia de “S Tomasso de Aquino” (Angelicum). Irmã Josefina trabalhará no Secretariado Geral todas as tardes da semana e também se dedicará em colaborar na Comunidade. Muito obrigado à Provincial, Ir. Sara Carfagna CSAC que colocou a disposição Ir. Josephine para esta nova colaboração em favor da União a nível geral. Desejamos à Irmã Josephine toda bênção e felicidade neste novo serviço de colaboração.

3. Notícias sobre o Processo para a Beatificação da Venerável Elisabetta Sanna:
Em 23 de Julho de 2011, o Postulador Geral Pe. Jan Korycki SAC entregou à Congregação para as Causas dos Santos a documentação da pesquisa Diocesana sobre a possível cura milagrosa de uma jovem do Brasil por intercessão da Venerável. Depois disso, o Cardeal Angelo Amato, SDB, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos decidiu entregar em 2012 a “Nova Positio super virtutibus” (livro sobre a vida e sobre as virtudes) da Serva de Deus para o julgamento da Comissão de Teólogos Consultores e depois aos Cardeais e Bispos. Atualmente a Positio já está sendo estudada por teólogos que darão o seu parecer no dia 20 de Novembro próximo. É importante notar que esta Positio já foi julgada positivamente pela Comissão Histórica no dia 22 de Abril de 1997. Sem querer antecipar a resposta final da Santa Sé, mas com grande esperança confiamos em uma avaliação positiva das Comissões, e, após, esperamos o Decreto das virtudes heróicas da Venerável, formulada pelo Santo Padre. Após isto, esperamos confiantes um reconhecimento da cura milagrosa e a beatificação mesma. Por tudo isso, pedimos orações contínuas por parte dos amigos da Venerável.

4. Seminário Internacional sobre a Nova Evangelização
Pe. Jacob Nampudakam, Assistente Eclesiástico da União do Apostolado Católico, em colaboração com todos os membros da família Palotina, organizou um Seminário Internacional sobre a Nova Evangelização de 23 à 28 de Setembro de 2012 no Centro Internacional de Formação Palotina em Roma. O tema foi: “Reavivar a fé e reacender a caridade: apóstolos de Jesus em um mundo em mudança. A resposta Palotina aos desafios da Nova Evangelização”.
Entre os participantes estavam os membros dos Conselhos Gerais das três Comunidades de Fundação da União, alguns Reitores Provinciais, teólogos e especialistas em S. Vicente Pallotti. Foram palestrantes deste seminário também dois ilustres representantes da Igreja Católica: o cardeal Walter Kasper, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Cardeal Kurt Koch, o atual Presidente do Pontifício Conselho. Enquanto a Igreja universal esta trabalhando no âmbito da Nova Evangelização, a família Palotina quer participar deste desafio oferecendo seu próprio Carisma que é especialmente relevante para os nossos tempos. As conferências mais importantes deste seminário serão publicadas em forma de um livro. Por outro lado, Pe. Jacob Nampudakam, na qualidade de Assistente Eclesiástico da União, com uma carta dirigida a todos os membros da União fará um apelo a fim de que todos possam refletir sobre o tema da Nova Evangelização e sobre a nossa resposta a este desafio através da realização do nosso carisma sempre a serviço da Igreja Universal. Este tema deveria ser introduzido em nossas Assembléias Provinciais/Regionais e nas várias reuniões da União. O desafio da Nova Evangelização nos impulsiona a “Partir de Cristo”; de fato, São Vicente Pallotti insiste que “toda a vida de Jesus” deveria ser a nossa única regra de vida e de apostolado.

sábado, 6 de outubro de 2012

Noticiário UAC Agosto – Setembro de 2012


Queridos irmãos e irmãs da União

Temos a alegria de apresentar-vos neste boletim a vida de Tommaso Alkusci preparada pelo Pe. Jan Kupka SAC. (Para posteriores pesquisas, cf. “Der Beginn. Eine Hilfsaktion für den christlichen Orient”. O início. Uma operação de resgate para o Oriente cristão), de Heinrich Schulte e “São Vicente Pallotti, profeta da espiritualidade de comunhão”, a cura de Pe. Franco Todisco SAC, junto com outras notícias que vem da UAC.

PRIMEIROS COLABORADORES DE SÃO VICENTE PALLOTTI

Tommaso Alkusci (1786-1843) foi um assíduo e fiel colaborador leigo de São Vicente Pallotti. Graças a ele Pallotti tomou conhecimento da situação dramática da Igreja Caldéia. E própriamente a ação de ajuda a ela, decidida durante um dos congressos dos colaboradores na casa paterna, deu impulso à fundação da pia União do Apostolado Católico (cf. OOCC III, p. 2).

            Tommaso Alkusci, filho de Marco da família Maqdassi, nasceu em 1786 em Alqosh, uma cidade ao norte hoje, Iraque. Veio a Roma antes de 1804 e recebeu o nome do lugar de nascimento Alkuscius (forma latina) ou Alcusci (forma italiana). Estudou no Colégio Urbano de Propaganda Fide. Para os alunos do Colégio foi mais que um companheiro de estudos, era para eles um grande professor. Conhecendo árabe e outras línguas orientais podia participar das discussões sobre questões teológicas e da situação da Igreja no Oriente e no Ocidente. Enquanto homem culto e cheio de zelo se tornou o representante oficial da Igreja Caldéia junto a Santa Sé. Depois, em 1822, foi nomeado professor de línguas orientais no Colégio de Propaganda Fide. Seu nome tornou-se cada vez mais conhecido no ambiente eclesiástico de Roma como pessoa de referência nas relações com a Igreja caldéia e para o diálogo com os católicos das Igrejas Orientais (notícias sobre a vida de Tommaso Alkusci encontram-se na carta manuscrita por Stefano Bello conservada no Instituto Pallotti - M/0353-3 e M/0353-4).

Não se conhece exatamente o ano em que Tommaso Alkusci iniciou seu relacionamento com Vicente Pallotti. A primeira carta de 2 de Setembro de 1833 dirigida a ele por São Vicente Pallotti mostra já uma certa confiança (cf. OCL I, l. 282, p. 407). Desde 1833, Pallotti foi diretor espiritual de Alkusci, enquanto confessor no Colégio Urbano. Com o passar do tempo Tommaso Alkusci tornou-se o mais assíduo colaborador de Pallotti em suas várias obras de apostolado e no compromisso em favor das missões estrangeiras.

            Tommaso Alkusci é um dos primeiros membros leigos da Pia Sociedade do Apostolado Católico. Seu nome aparece em sexto lugar na lista dos inscritos no Apostolado Católico com a sua assinatura autêntica (cf. OOCC V, p. 3-5). Participou também do primeiro congresso da Pia Sociedade do Apostolado Católico realizado no dia 14 de Julho de 1835, em Santa Maria em Carinis (cf. OOCC V, pp 6-7). Ele estava ativamente envolvido em diferentes obras realizadas pela União em seus primeiros anos. Entre outras coisas, Tommaso Alkusci foi o responsável pela impressão da história universal da Igreja de Henrion, traduzida e difundida pelo Apostolado Católico (se trata de uma publicação em italiano da História Universal da Igreja, da pregação dos Apóstolos até o pontificado de Gregório XVI. Obra realizada para o uso dos seminários e do clero pelo Barão Henrion, vol I, 1-5, Tipografia da Minerva Ticinese, Mendrisio-Lugano de 1838-1840 vol I, 6-14, Tipografia de Paulo Lampato, Milão 1840-1843, ainda hoje conservada no Instituto Pallotti em Roma). Na carta de 25 de Março de 1840 dirigida à Alkusci, Pallotti solecita a publicação da obra e conclui com as palavras: "Seguro da sua eficaz atividade sempre preciosa, sem ferir a retidão, a justiça e a caridade, confiando em suas orações, eu me resigno a V. S. Ilma "(OCL III, l. 660, p. 205).
Em abril de 1840 Tommaso Alkusci entrou para a comunidade do grupo de Pallotti que se havia formado na Igreja do “Espírito Santo dos Napolitanos”. Desde aquele tempo participou da vida da comunidade e dedicou-se inteiramente às atividades apostólicas, especialmente na formação dos futuros missionários no Colégio para as Missões Estrangeiras. Pallotti o encorajou muito e no dia 4 de Abril de 1840 escreveu-lhe: "Agora que Deus conduziu V. S. no sagrado retiro é hora de colocar-se de forma eficaz na obra do Senhor: as orações e a confiança para dispor-se às obras da maior glória de Deus e a saúde das almas - admiro, adoro e agradeço a Deus na sua amável, sábia providência, clemência e misericórdia" (OCL III, l. 663 II, p. 209).

            Dia 21 de Dezembro de 1843 Vicente escreveu a Marianna Allemand que o seu fiel colaborador Tommaso Alkusci estava doente: “Reze (...) ainda para o Sr. Tommaso Alkusci, Oriental, que está aqui conosco e que está agonizando, mas com boas disposições – reze para que Deus possa torná-lo um grande santo”(OCL IV, I. 947, p. 204). No dia 23 de Dezembro de 1843, Pallotti pediu à Felice Randanini de Viena para rezar e rezar "para a alma do nosso irmão, o senhor Tommaso Alkusci, aquele oriental que estava conosco aqui na casa junto a “ven. reg. Igreja do Espírito Santo”: por misericórdia divina fez uma morte preciosíssima"(OCL IV, I. 949, p. 206). Na verdade, Tommaso Alkusci morreu assistido por seu amigo e diretor espiritual Vicente Pallotti no dia 22 de Dezembro de 1843. Seu corpo fechado no caixão - escreveu o Pároco de “Santa Lucia” em Gonfalone Pietro Bedoni - foi depositado no cemitério público. Na sua morte, Alkusci declarou Pallotti como seu herdeiro de confiança e deixou sua rica biblioteca de livros do Médio Oriente para a Obra do Apostolado Católico.

2. Congresso Nacional UAC na Polônia
De 21 a 23 Setembro de 2012 foi realizado o segundo Congresso Nacional da UAC na Polônia, em Konstancin. Participaram representantes das diferentes comunidades da Polônia, Bielorrússia, Eslováquia e Ucrânia. O slogan se referia ao “Ano da Fé”: União - casa de fé”. Pe. Jacob Nampudakam SAC, Assistente Eclesiástico da União, presença especial no Congresso, como garante do carisma afirmou que a experiência vivida durante o Congresso expressa a verdadeira vida da União.
O Congresso foi uma das etapas dentro das celebrações mensais do 50º aniversário da canonização de São Vicente Pallotti. A cruz, relíquia do santo Fundador acompanhou os participantes. Durante a Missa conclusiva, celebrada em Ołtarzew, também aberta às pessoas que não podiam fazer parte do Congresso, foram admitidos como membros da UAC 11 pessoas das comunidades de Chojnice, Gdańsk, Ołtarzew e Varsóvia. O Senhor nos abençoou abundantemente com o dom da comunhão e nos fortaleceu para enfrentar os desafios do Ano da Fé. Para todos os que estavam em comunhão conosco agradecemos de coração!

3. Encontro da Juventude Palotina em Curitiba, Brasil
De 17 à 19 de Agosto de 2012, aproximadamente 40 jovens participaram de um retiro de jovens no seminário Pallottino em Curitiba, com temas relacionados à vocação: o chamado fundamental à santidade, incluindo os jovens; a vocação ao matrimônio, a missão fundamental da família no discernimento vocacional; a vocação para a missão;  a vocação para o ministério ordenado e à vida consagrada. Temas que foram demonstrados através de representações e tempos de recreação no qual, todos juntos nos divertimos.

4. Preparação para o Dia Mundial da Juventude e o encontro da Juventude Palotina, Brasil
Contemporâneamente com a jornada mundial da juventude do próximo ano no Rio de Janeiro (22 à 28 de julho de 2013), os jovens palotinos estão preparando o quarto encontro mundial da juventude. Terá lugar de 15 à 21 de Julho de 2013 em Curitiba/PR. Espera-se a participação de mais de 400 jovens vindos das diferentes realidades Palotinas do mundo. Haverá atividades organizadas nas áreas de formação e oração, cultura e turismo, serviço social e missão. O objetivo é tornar este tempo de kairos um momento de louvor e agradecimento a Deus e que aconteça uma verdadeira mudança e transformação na vida de cada um dos participantes. Todos estão convidados!

5. Alemanha - Novo Website e Abertura Oficial da celebração do Ano Jubilar

A família Palotina na Alemanha iniciará suas celebrações do Ano Jubilar em Janeiro de 2013, iniciando com um simpósio em Vallendar seguido de uma celebração em Limburg. Um novo site web foi lançado para dar algumas informações básicas sobre São Vicente Pallotti e a sua canonização e para convidar as pessoas à participar dos eventos: www.heute-heilig.de


6. Visita do Secretário Geral da UAC em Belize
P. Rory a convite da Comunidade de Belize realizou dois retiros de oito dias para as Irmãs Missionárias Palotinas, leigos da UAC e outros. As reflexões foram baseadas principalmente sobre as bem-aventuranças, na visão de São Vicente presentes no livro “Mês de Maio” e do Papa Bento XVI no seu livro “Jesus de Nazaré”. O objetivo geral foi o ano jubilar: a renovação da vida pessoal e comunitária dos participantes para poder fazer “resplandecer a santidade de Deus” mais visivelmente. Foi uma bonita experiência de oração e de comunhão na família Palotina, apesar de ter terminado um dia antes por causa do previsto “furacão Edward”.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Noticiário UAC – Maio de 2012


Queridos irmãos e irmãs da União
Temos a alegria de apresentar-vos neste noticiário uma nota biográfica sobre o irmão Angelo Palombi, preparada pelo Pe. Jan Kupka SAC e de apresentar-vos também notícias provenientes da União.

PRIMEIROS COLABORADORES DE SÃO VICENTE:
            Angelo Palombi (1810-1891) foi o primeiro irmão que entrou para a comunidade fundada por São Vicente Pallotti. Viveu com Pallotti durante oito anos, no início, na comunidade “Spirito Santo dei Napolitani” e depois naquela de “SS.  Salvatore in Onda”. Foi, portanto, testemunha ocular dos últimos anos de vida do nosso Santo, da sua morte e dos primeiros passos da constituição da comunidade dos padres e dos irmãos.
                 As informações biográficas sobre Angelo Palombi podem ser tiradas a partir do testemunho que ele mesmo deu durante o Processo informativo e aquele apostólico para a beatificação de São Vicente Pallotti, sacerdote romano e fundador da União do Apostolado Católico.

                Angelo Palombi nasceu em 1810 em Monte São João Campano, a sudeste de Frosinone, na diocese de Veroli. De profissão era barbeiro. Na idade de 33 anos decidiu entrar em um Instituto religioso. Não conhecendo ninguém para um aconselhamento, foi ao encontro do coetano  Pe. Serafino Pellegrini para obter sugestão. O Pe. Serafino, confessor de Vicente Pallotti, sentiu-se contente em poder dar o primeiro irmão à nascente Congregação do Apostolado Católico, promovida por Pallotti. Poucos meses depois da morte de Pallotti, ocorrida no dia 22 Janeiro de 1850, deixou a comunidade palotina e entrou na ordem cisterciense de São Bernardo no mosteiro de “Santa Croce in Gerusalemme” em Roma.

Frei Angelo Palombi assim se referiu sobre a sua própria vida em 1890 no Processo Apostólico: “No século meu nome era Angelo Palombi, agora frei Alberico Palombi. Nasci em “Monte Giovanni Campano” no dia 18 de Fevereiro de 1810. Meus pais, já falecidos foram, José e Maria Antônia Fiori. No ano de 1843 entrei para a Congregação fundada pelo Venerável Vicente Pallotti, em primeiro lugar na Comunidade  “Espírito Santo dos Napolitanos” e depois transferida para a casa de “San Salvatore in Onda”, na qualidade de irmão coadjutor e lá permaneci sete anos. Depois disso, passei a viver entre os Monges Cistercienses de São Bernardo, na qualidade de “converso” no mosteiro de “Santa Croce in Gerusalemme”, onde fiz a minha profissão solene em 1860”.

                Coloca-se a pergunta: porque Angelo Palombi deixou a comunidade fundada por Vicente Pallotti e entrou com os Cistercienses? O mesmo frei Angelo explicou o motivo: “A razão pela qual eu saí, foi porque eu desejava entrar em uma comunidade da qual não poderia sair quando quisesse, mas que tivesse, ao invés, votos solenes que obrigassem por toda a vida. Sim, foi por este motivo que escolhi a Ordem dos Cistercenses. A minha saída foi feita como eu já disse, depois da morte do Venerável, mas já antes mesmo havia concebido o pensamento e tinha manifestado essa minha dúvida para o Venerável, o qual, longe de desaprovar-me, ele mesmo foi falar com o Superior Geral da Ordem  dos Cisticenses.

Frei Angelo chegou na comunidade com Pallotti na Igreja “Espírito Santo dos Napolitanos” em Julho de 1843 e no ano seguinte vestiu o hábito. Na comunidade realizou várias tarefas: na portaria, como sacristão e como cozinheiro, às vezes também realizava seu ofício de barbeiro. Foi testemunha das atividades apostólicas que São Vicente Pallotti desenvolveu na Igreja do “Espírito Santo”. É impressionante o seu testemunho sobre o trabalho de Pallotti e sua relação espiritual com ele. Frei Angelo disse: “Trabalhava (Pallotti) com tanta alegria, perseverança e paciência que parecia incansável, e tal espírito tentava infundir nos outros e também em mim quando me via um pouco desanimado. Se de manhã não era muito rápido em me lavar para ter tempo para abrir a porta àqueles que vinham com ele para a confissão e para outras coisas, ele me advertia propondo-me  o exemplo dos lojistas, dizendo-me – veja com quanta prontidão e solicitude eles se levantam pela manhã e em boa hora para ganhar o dinheiro e não se incomodam, e assim à noite ficam acordados muitas horas para participar a um vil interesse e, nós para Deus não deveríamos fazer o mesmo?”.
Em 1846, Frei Angelo Palombi foi transferido junto com os outros membros da comunidade  “Espírito Santo dos Napolitanos” para a casa que fica junto à Igreja do “SS. Salvatore in Onda”. Nos anos de sua permanência no ritiro de “SS. Salvatore in Onda” foi membro ativo da comunidade Palotina, participava de sua conturbada história, praticava vários ofícios e colaborava com as iniciativas apostólicas de Pallotti, sobretudo durante as celebrações do Oitavário da Epifania. Em 1850 prestou assistência afetuosa a Pallotti e foi testemunha da sua morte. Ele deixou um comovente testemunho de sua morte: “Tinha em suas mãos (Pallotti) a “medalha da coroa” e do Crucifixo e embora ele estava assim tão sem forças pela perda de muito sangue, febre contínua, dieta e diarréia, perseverou, no entanto em oração, o que muito me maravilhou, e repensava comigo mesmo naquele grande princípio que,  assim como se vive também se morre: toda a sua vida foi uma oração acompanhada pelo exercício de todas as virtudes e assim foi a sua morte” (Arquivo ISVP-M/0667-1).
Depois de ter deixado a comunidade fundada por Pallotti, frei Angelo Palombi viveu por mais de 30 anos como irmão converso na Ordem dos  Cisterciense. No mosteiro de “Santa Croce in Gerusalemme” em Roma ele professou no dia 17 de Janeiro de 1860. Neste mosteiro era o cozinheiro e depois o porteiro. Em 1887 foi transferido para o mosteiro Cisterciense em “Termas de Roma”, onde com 81 anos de idade morreu no dia 07 de Novembro de 1891. Ele foi enterrado no cemitério de Campo Verano no túmulo dos Cistercienses.

2. Conferência sobre a Santidade, Instituto Pallotti, Roma: A Conferência sobre a Santidade teve lugar em Roma de 15 à 19 de Maio com a participação de aproximadamente 90 pessoas de diferentes componentes da União e de vários países.
Os temas gerais para cada dia foram respectivamente: 1 - A canonização de São Vicente em palavras e imagens da época; 2 - Santidade em geral; 3 - Santidade Palotina Sacerdotal; 4 - A Santidade dos fiéis leigos; 5 - Santidade na Vida Consagrada. A conferência também incluiu visitas: os passos de Pallotti em Roma e uma viagem para Frascati no dia do aniversário de ordenação sacerdotal de São Vicente para celebrar a Eucaristia na Igreja onde ele celebrou sua primeira Missa.

3. Temas que orientaram cada dia nos diversos Tríduos celebrados no aniversário de São Vicente:
Curitiba, Brasil: Comunidade de São Vicente Pallotti: dia 01 de Abril o Tríduo teve como tema  “UAC, um sonho de São Vicente Pallotti”; dia 02 –“Pallotti, animador do apostolado dos leigos”; no dia 03 - O aniversário de São Vicente e no dia 04 - A celebração da Eucaristia foi seguida por uma procissão e após, uma confraternização.

Santa Maria, Brasil: no Triduo participaram também os 04 Conselheiros Gerais da SAC - Pe. Gilberto Orsolin (Brasil), Pe. Adam Golec (Polônia), Pe. Martin Manus (Alemanha) e Pe. Francisco Harelimana (Ruanda). Dia 01 (Nossa Senhora da Glória, Camobi) - “A santidade de Pallotti como exemplo para a juventude” foi preparado pelo grupo de jovens; dia 02 – (Santo Antônio junto ao Patronato) - “Hoje, Pallotti convida todos à missão do Senhor”; dia 03 (Nossa Senhora das Dores) - “A santidade em S. Vicente Pallotti” – A abertura do Ano Jubilar seguida de um delicioso agape para todos.

 Avella, Itália: os temas do Tríduo foram: dia 01 – “Juntos para dizer OBRIGADO” – “Maria Rainha dos Apóstolos” – “recordamos Maria como Padroeira da União”; segundo dia – “Tu és Sacerdote para sempre” – Recordamos a ordenação sacerdotal de São Vicente”; “Te louvarei para sempre”;  “Recordando a primeira Missa de São Vicente”; quarto dia – “TODOS OS APÓSTOLOS” – “Recordando o Apelo de São Vicente Pallotti ao povo santo de Deus” (Roma - Maio de 1835). Os membros e os amigos da União também prepararam e venderam alimentos em favor das obras Missionárias Palotinas. 
 
4. Novo Conselho/Equipe de Leadership das Khristsevikas: dia 05 de Maio, primeiro dia da Assembléia do Instituto Secular Khristsevikas foi eleito o novo Conselho assim constituído: Senhora Crispina D’Costa – Presidente; Senhora Virginia Malathi – Primeira Conselheira, Senhora Joyce Almeida - Segunda Conselheira. Desejamos ao novo Conselho e aos membros do Conselho que finalizou sua missão todas as bençãos no seu serviço para o Senhor e para o seu povo.

5. Jornada Católica na Alemanha - mencionada no Noticiário de Março de 2012, foi realizada uma mesa redonda com diferentes membros que fazem parte da União na festa da jornada Nacional Católica em Mannheim. O evento aconteceu no dia 15 de Maio e foi um grande sucesso. Aproximadamente 150 pessoas participaram e por falta de outros espaços tantas outras pessoas não puderam participar. A discussão foi animada e os participantes buscaram sugestões de como ser Igreja e foram também encorajados a partilhar a sua fé. Os componentes da mesa redonda foram excelentes, dando respostas e orientações concretas de sua experiência. Também no grande grupo aconteceu uma verdadeira experiência e partilha da fé, de encontro com Deus e de como podemos promover o seu Reino, sem perder de vista a realidade. Algumas pessoas deram um “feedback” sobre como o encontro foi encorajante para eles.

6. Reunião Anual do Conselho de Coordenação Geral da União: o primeiro encontro do Conselho de Coordenação Geral da União,  neo eleito, foi realizado em Roma no dia 24-28 Maio. Padre Derry Murphy SAC foi reeleito Presidente da União e Irmã Adelheid Scheloske SAC foi eleita Vice Presidente. Muito obrigado Corrado Montaldo pelo seu serviço de Vice Presidente neste último triênio. Outras informações sobre as decisões do CCG e das iniciativas derivantes do encontro serão comunicadas no tempo devido.