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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

À Sociedade do Apostolado Católico o Santo Padre repropôs o carisma de são Vicente Pallotti

O convite a relançar o carisma de são Vicente Pallotti, oferecendo «muitos espaços» e «novos horizontes» à missão da Igreja, foi dirigido aos participantes na assembleia geral da Sociedade apostólica católica, recebidos em audiência na manhã de segunda-feira, 10 de outubro, na Sala Clementina.
Queridos irmãos e irmãs, bemvindos!
Tenho o prazer de vos receber por ocasião da vossa vigésima primeira Assembleia Geral. Saúdo-vos cordialmente e agradeço ao Superior-Geral as suas palavras. Dirijo a minha saudação a todos os membros da Sociedade do Apostolado Católico e a quantos compartilham o carisma de são Vicente Pallotti. Ele tornou-se um farol iluminante e inspirador da Igreja. O seu carisma é um dom precioso do Espírito Santo, porque suscitou e suscita várias formas de vida apostólica e encoraja os fiéis a comprometer-se ativamente no testemunho evangélico. O vosso Fundador compreendeu que para poder viver a comunhão com Deus é necessário colocar no centro Jesus Cristo, «o Modelo divino de todo o género humano» (Obras completas II, p. 541). Neste Ano Santo da Misericórdia, apraz-me recordar que Vicente Pallotti teve o dom de reconhecer que Jesus é o Apóstolo do Pai, grande no amor e rico de misericórdia, é Aquele que cumpre a sua missão, revelando a todos o amor terno e a misericórdia infinita do Pai. Este mistério da paternidade de Deus, que abre a cada homem, mediante a obra do Filho, o seu coração cheio de amor e de compaixão, adquire hoje um significado. Diante dos nossos olhos passam todos os dias cenas de violência, rostos sem piedade, corações endurecidos e desolados. Temos tanta necessidade de nos recordar daquele Pai, cujo coração pensa em todos e quer a salvação de cada homem. A misericórdia é «a força que tudo vence, que enche o coração de amor e consola com o perdão» (Bula Misericordiae Vultus, 9).
As reflexões da vossa Assembleia Geral centram-se nas seguintes palavras do vosso santo Fundador: «A regra fundamental da nossa mínima congregação é a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, para imitá-lo com humildade e confiança, com toda a perfeição possível, em qualquer atividade da vida oculta e do ministério evangélico público» (Obras completas III, p. 40). À luz destas preciosas indicações, cada membro da Família Pallottina está chamado a pôr como fundamento da própria existência a pessoa de Cristo e o seu fiel seguimento. Contemplando a vida de Jesus e olhando para a nossa vida de peregrinos neste mundo com muitos desafios, sentimos a necessidade de uma profunda conversão e a urgência de reavivar a fé n’Ele. Só assim poderemos servir o nosso próximo na caridade! Todos os dias somos chamados e renovar a confiança em Cristo e a tirar inspiração da sua vida para cumprir a nossa missão, porque «Jesus é o “primeiro e o maior evangelizador”. Em qualquer forma de evangelização, o primado è sempre de Deus, que quis chamarnos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 12). Queridos irmãos, encorajo-vos a prosseguir com alegria e esperança o vosso caminho, comprometendo-vos com todo o coração e com todas as forças, para que o carisma do vosso Fundador traga frutos abundantes também ao nosso tempo. Ele gostava de repetir que a chamada do apostolado não está reservada a alguns, mas é dirigida a todos, «qualquer que seja o seu estado, a sua condição, a sua profissão, a sua sorte, todos podem fazer parte dele» (Obras completas IV, p. 346).
A União do Apostolado Católico, que é portadora do carisma de são Vicente Pallotti, oferece numerosos espaços e abre novos horizontes para participar na missão da Igreja. Por esta razão, ela está chamada a trabalhar com renovado impulso para despertar a fé e reacender a caridade, especialmente entre as camadas mais débeis da população, espiritual e materialmente pobres. Nisto, sóis apoiados pelo exemplo de muitos dos vossos irmãos de hábito, testemunhas autênticas do Evangelho, que dedicaram a sua vida ao serviço dos outros. Também eu conheci muitos deles durante o meu serviço pastoral na Argentina e deles guardo uma memória agradável. Que possais ajudar quantos encontrardes no vosso ministério e redescobrir o imenso amor de Deus na nossa vida. Nas pegadas de são Vicente Pallotti, que se considerava ele próprio um prodígio da misericórdia de Deus. Ele escreveu: «Ó meu Jesus, em ti resplandece o incompreensível excesso do teu amor infinito e da tua infinita misericórdia» (Obras completas XIII, p. 169).

Confio todos vós à proteção de Maria Santíssima, que são Vicente Pallotti venerava de modo especial como Rainha dos Apóstolos. Ela, exemplo eficaz do zelo apostólico e da caridade perfeita, convida-nos à oração incessante para invocar os dons do Espírito Santo sobre os apóstolos de hoje, a fim de que o Evangelho do seu Filho possa ser proclamado em todo o mundo. Também eu me confio às vossas orações, e enquanto faço votos de que possais colher os melhores frutos dos trabalhos da vossa Assembleia, concedo de coração a Bênção Apostólica.

domingo, 26 de setembro de 2010

Ângelus com Papa

O Domingo para os participantes da XX Assembléia Geral foi um Dia de especial comunicação com Santo Padre e nosso fundador são Vicente Pallotti.


Durante a oração de Ângelus em Castelgandolfo com atenção escutamos as palavras que Bento XVI disse: “Vamos ser colaboradores de Deus em multiplicar amor na terra”.


No fim da oração o Papa saudou os membros da Sociedade do Apostolado Católico que estavam presentes, eles responderam com canto “Ubi Caritas Est” no fim até Santo Padre cantou conosco.


Deixamos os Montes Albanos para chegar ao tumulo de Nosso Fundador, na frente do rosto de são Vicente Pallotti cada um em oração particular pôde confiar ao Pai Fundador essa Assembléia Geral.

A Santa Missa foi celebrada em um lugar especial para nós: na igreja do Espírito Santo dos Napolitanos. A Eucaristia foi presidida pelo vice geral Pe. Zenon Hanas, entre os celebrantes estava nosso coirmão Dom Eloi Roggia, bispo da prelazia de Borba no Amazonas, Brasil.

Pe. Hanas lembrou que neste lugar: “no qual nasceu a Obra do Apostolado Católico. O sacerdote romano São Vicente Pallotti ao longe de dez anos exerceu a função de reitor desta igreja. Este lugar transformou-se para Pallotti e seus primeiros colaboradores (sacerdotes,consagrados e leigos) uma escola do Espírito Santo, onde aprendiam o que significa ser o apóstolo...”.

A celebração de santa Missa foi para nos motivo de alegria também por causa de nossos dois coirmãos da Croácia Ante Jonic e Goran Zivkovic que renovaram sua consagração a SAC.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

S. Vicente Pallotti no Vaaticano!

Com alegria, informamos que Pe. Gilberto Orsolin, Consultor Geral e Reitor da Casa Geral, acompanhando D. José Moreira da Silva, Bispo de Januária, Brasil em sua visita ad limina, ofereceu ao Santo Padre, Bento XVI, o mais recente livro sobre a vida de nosso Fundador "Vicente Pallotti, profeta da espiritualidade de comunhão" (Org. Francesco TODISCO).
Assim o nosso Santo entrou mais uma vez no Vaticano, como o fez várias vezes durante a sua vida terrena para servir respeitosamente aos sucessores de Pedro.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Encerramento do Ano Sacerdotal

Por Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC

Há uma semana a cidade de Roma vivenciou alguns dias especiais: cerca de 15 mil sacerdotes provenientes de diversos países se reuniram para celebrar o encerramento do ano dedicado à vocação sacerdotal.


Diversos padres palotinos também se juntaram à este enorme grupo: representantes das Províncias da Índia, Estados Unidos, Alemanha, Brasil e outros das Regiões de Camarões, África do Sul e, no nosso caso, Rio de Janeiro. Sim, digo “nosso” por que estando eu aqui e vindo o Pe. José Rodrigues Filho, juntos tivemos a chance de viver aqueles dias e representar a Região Mãe da Misericórdia – RJ.

O programa do evento previa três dias: 9, 10 e 11 de junho, dia do Sagrado Coração de Jesus. Nos dois primeiros dias, às nova da manhã tivemos duas palestras proferidas por dois cardeais e depois, a adoração ao Santíssimo Sacramento, com a possibilidade de confissão sacramental. A primeira palestra foi sobre o tema “Conversão e Missão” e a segunda, sobre o “Cenáculo e a companhia de Maria”. Foram temas espirituais que ‘revisitaram’ a identidade sacerdotal.

Porém, foram especiais outros dois eventos:

* na noite de quinta-feira tivemos uma Vigilia com o Santo Padre, na Praça São Pedro. Esta começou com diversos testemunhos (famílias, sacerdotes, religiosos – inclusive sobre a Maternidade Espiritual, tema muito caro ao Papa, que convida as pessoas, todas as pessoas, a assumirem ‘espiritualmente’ um ‘filho’ sacerdote, oferecendo orações e sacrifícios ao Bom Deus e amizade para com estes homens consagrados), continuou com algumas palavras do Santo Padre e terminou com a Adoração ao Santíssimo e a Benção.

* no dia seguinte, às dez horas da manhã, os 15 mil padres celebraram junto ao Santo Padre, a Santa Missa. Sob sol escaldante, a presença eucarística de Jesus ‘recentrou-nos’, isto é, reencontramos o centro de nossas vidas, a Eucaristia, que sendo mistério sacramental celebrado, nos leva a ter uma vida de entrega e serviço qual aquela de Nosso Senhor: a Eucaristia é adoração e é força para o serviço.

Desde aquele dia, aos sacerdotes foi entre a imagem do Sagrado Coração de Jesus como modelo de apostolado: tais homens são chamados a ser o “amor do coração de Jesus”, como dizia o Santo Cura d´Ars, São João Maria Vianney.

Enfim, repasso a bela oração que o Santo Padre fez à Virgem Maria, em favor dos sacerdotes ... ele, também um presbítero! Confesso que, se você que está lendo este artigo se sentir chamado no coração a ser “mãe” ou “pai” espiritual de um sacerdote, você possa rezar esta oração todos os dias na intenção deste homem consagrado. O que acha?

“Mãe Imaculada, neste lugar de graça,convocados pelo amor do vosso Filho Jesus,Sumo e Eterno Sacerdote, nós, filhos no Filho e seus sacerdotes,consagramo-nos ao vosso Coração materno,para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.

Estamos cientes de que, sem Jesus,nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5)e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele,seremos para o mundo instrumentos de salvação.

Esposa do Espírito Santo,alcançai-nos o dom inestimável da transformação em Cristo.Com a mesma força do Espírito que,estendendo sobre Vós a sua sombra,Vos tornou Mãe do Salvador, ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho, nasça em nós também. E assim possa a Igreja ser renovada por santos sacerdotes, transfigurados pela graça d’Aquele que faz novas todas as coisas. Mãe de Misericórdia, foi o vosso Filho Jesus que nos chamou para nos tornarmos como Ele: luz do mundo e sal da terra (cf. Mt 5, 13-14).

Ajudai-nos, com a vossa poderosa intercessão,a não esmorecer nesta sublime vocação,nem ceder aos nossos egoísmos, às lisonjas do mundo e às sugestões do Maligno. Preservai-nos com a vossa pureza, resguardai-nos com a vossa humildade e envolvei-nos com o vosso amor materno, que se reflete em tantas almas que Vos são consagradas e se tornaram para nós verdadeiras mães espirituais.

Mãe da Igreja, nós, sacerdotes, queremos ser pastores que não se apascentam a si mesmos,mas se oferecem a Deus pelos irmãos,nisto mesmo encontrando a sua felicidade.Queremos, não só por palavras mas com a própria vida, repetir humildemente, dia após dia, o nosso “eis-me aqui”. Guiados por Vós, queremos ser Apóstolos da Misericórdia Divina, felizes por celebrar cada dia o Santo Sacrifício do Altar e oferecer a quantos no-lo peçam o sacramento da Reconciliação. Advogada e Medianeira da graça,Vós que estais totalmente imersa na única mediação universal de Cristo, solicitai a Deus, para nós, um coração completamente renovado,que ame a Deus com todas as suas força se sirva a humanidade como o fizestes Vós.

Repeti ao Senhor aquela vossa palavra eficaz:“não têm vinho” (Jo 2, 3), para que o Pai e o Filho derramem sobre nós,como que numa nova efusão, o Espírito Santo. Cheio de enlevo e gratidão pela vossa contínua presença no meio de nós, em nome de todos os sacerdotes quero, também eu, exclamar: “Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 43).

Mãe nossa desde sempre, não Vos canseis de nos visitar, consolar, amparar. Vinde em nosso socorro e livrai-nos de todo o perigo que grava sobre nós. Com este ato de entrega e consagração, queremos acolher-Vos de modo mais profundo e radical, para sempre e totalmente, na nossa vida humana e sacerdotal. Que a vossa presença faça reflorescer o deserto das nossas solidões e brilhar o sol sobre as nossas trevas, faça voltar a calma depois da tempestade, para que todo o homem veja a salvação do Senhor, que tem o nome e o rosto de Jesus, refletida nos nossos corações, para sempre unidos ao vosso!

Assim seja!”

Papa Bento XVI