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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Apóstolos Hoje – setembro de 2012


SÃO VICENTE PALLOTTI NOS DIZ:
AGIR AGORA – HOJE MESMO!


(Reflexão sobre a Homilia do Papa Paulo VI em sua visita a Frascati para venerar o corpo de São Vicente Pallotti exposto na Catedral no dia 01de Setembro
de 1963)

"A todos possibilitou dar uma contribuição positiva de ação e de testemunho cristão. Vinde com a vossa compreensão das necessidades urgentes que nos circundam com a vossa genialidade em descobrir os novos caminhos pelos quais se pode levar a mensagem de Cristo. É hora de trabalhar. É preciso trabalhar hoje, hoje, porque esta é lei da consciência cristã. Quando se descobriu um dever a fazer, não se pode dizer: vou fazê-lo amanhã. É preciso fazê-lo hoje. Este imperativo do fazer hoje e logo, é dado pelas necessidades que são verdadeiramente grandes para quem sabe vê-las. Não se diz a alguém que está com fome: “vem amanhã ou depois de amanhã!” É preciso dar o pão imediatamente. E todos estes movimentos que nos cercam, que são talvez fatais para a vida da nossa história e do nosso país, têm uma necessidade imensa de alguém que se torne apóstolo, que os desiluda dos erros, que os moveram e que ainda os fascinam e que saiba dizer às almas boas e generosas do nosso povo: “Não este caminho, mas o caminho de Cristo”. É necessário trabalhar hoje, porque amanhã poderá ser tarde. Os momentos são graves e sem que o sintamos lhes proclamamos com solenidade. Podem ser decisivos. Cuidemos para não sermos encontrados filhos preguiçosos, lerdos e ausentes do Evangelho e da Igreja. Procuremos, antes, ser fiéis que levam à Igreja o seu contributo de adesão, de palavra, de oferta e, sobretudo, de ação, porque esta é a fórmula que a Igreja quer adotar hoje e que o Senhor no seu espírito quer sugerir para a salvação do mundo: trabalhar para que Cristo ainda seja o nosso Mestre e o nosso Salvador” (Paulo VI) 
São Vicente Pallotti nos chama para trabalhar, a sermos apóstolos desde o momento de nosso Batismo quando somos ungidos e nos tornamos sacerdotes, profetas e reis e devemos agir como tal. "Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho" (1Cor 9, 6). Mas é hoje que a evangelização tem necessidade de homens e mulheres que se comprometam seriamente, confiantes de si mesmos através do poder que vem do Espírito de Deus. É necessário usar novos métodos e não devemos por preguiça de nossa parte, permitir que outros trabalhem no nosso lugar. Durante a sua vida terrena Jesus não deixou ninguém sem ser socorrido, mas foi ao encontro de todos, dos que se alegravam no casamento em Caná até os que estavam em luto e chorando pela morte de seu amigo, curou o paralítico, multiplicou os pães para alimentar as multidões...
Possa ser esta a nossa atitude, agora e sempre, como seguidores de Cristo, do Cristo vivo que nos é oferecido na Eucaristia todos os dias. "Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (Jo 9, 4-5).
            (O que segue em negrito evidencia as idéias de São Vicente, a sua oração à Maria Rainha dos Apóstolos)
A Palavra de Deus é clara e concisa, luz do dia, já aqui e agora, que nos permite alcançar a salvação vivendo o mandamento do amor para conosco e para com o próximo. A vocação de seguir Jesus Cristo é a principal missão do cristão - seguindo seus passos e imitando a sua obra. Existe a urgência de realizar tudo isto demostrando que o nosso testemunho de fé é autêntico, um verdadeiro testemunho d'Aquele que nos enviou para continuar a sua missão de salvação
No caminho de evangelização somos chamados a colocar toda a nossa fragilidade nas mãos de Deus e de nossa Mãe, tendo confiança de que ela protegerá a nossa missão, que é aquela que Jesus nos confiou e Ele mesmo renovará nossa vida pessoal e nosso apostolado.
A nossa vida de oração que sustenta e orienta nossas ações será sempre plenificada pelo Espírito de Deus, do mesmo Espírito que pairava sobre as águas desde o início da criação. Como não sentir a sua presença quando temos a certeza de que é Maria mesma que interce ao Pai para que envie o Espírito como o fez para os Apóstolos, reunidos no Cenáculo com Ela?
Tendo confiança na sua materna intercessão podemos oferecer cada dia com alegria a nossa vida e todo dom da natureza e da graça, ajudando aqueles que estão na dor, doentes, na prova e que caíram no caminho. A todos somos chamados a levar misericórdia e conforto, partindo do pressuposto que também nós mesmos somos necessitados.
Desejamos trabalhar na Obra do Apostolado Católico para reacender a fé, reavivar o amor e conduzir todos os homens à unidade em Cristo. Este é o tempo de pensar e de agir sem esperar que Deus faça milagres, mas colocando-nos a serviço e ajudando os outros a entender a sua mensagem, tornando-nos um sinal da radical e definitiva salvação que Jesus trouxe ao mundo, um sinal de sua presença no mundo, uma manifestação do Reino de Deus.
As obras de misericórdia e de solidariedade realizadas pela Igreja através dos seus membros, como aliviar a fome dos pobres e o sofrimento dos doentes, devem ser realizadas de modo rápido e preciso, porque existem pessoas que sofrem fome, estão doentes e estes devem despertar a nossa compaixão e nos impelir à ação como Jesus na multiplicação dos pães. Deve prevalecer em nós o desejo de partilhar a nossa fé no único Senhor, mas também partilhar o nosso pão.
E quando não pudermos mais trabalhar para tal fim, não cessaremos de rezar para que haja um só rebanho sob um só pastor, sem ficar esperando que Deus magicamente resolva todos os nossos problemas. A Palavra de Deus que ouvimos todos os dias continua a realizar os sinais que vão além das nossas possibilidades, mas mesmo assim, para resolver os problemas reais do mundo, Ele conta com a nossa participação ativa e confiante.
Desta forma a nossa vida cristã pessoal e comunitária torna-se um sinal profético que multiplica o bem e fala eloquentemente da presença de Cristo, Apóstolo do Eterno Pai em nosso meio.

Para a reflexão, oração pessoal e comunitária:
Percebes que a Palavra de Deus, a ciência e a tecnologia aumentam o teu conhecimento de acordo com teus talentos e oportunidades, tornando-te mais humano a fim de colocar-te a serviço dos outros?
Nosso relacionamento com Deus corresponde à necessidade de sermos solidários com os outros e de trabalharmos pela justiça e pela paz na família humana, levando-nos a estarmos em harmonia com toda a Criação?
Recordamos de que somos enviados para a salvação dos outros não por nossos méritos, mas pelos méritos de Jesus Cristo que morreu por todos?
Estou cooperando com Deus que me escolheu para que a promessa divina seja realizada: "Haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10,16)?

terça-feira, 31 de julho de 2012

Apóstolos Hoje – agosto de 2012


SÃO VICENTE PALLOTTI NOS DIZ:
SOMOS RESPONSÁVEIS PELO NOSSO TEMPO


(Reflexão sobre a Homilia do Papa Paulo VI em sua visita a Frascati para venerar o corpo de São Vicente Pallotti exposto na Catedral no dia 01de Setembro
de 1963)

            “Nós somos responsáveis: o Santo anuncia, por um lado o vazio, isto é, a necessidade que se revela em tudo aquilo que nos circunda e por outro lado admoesta a escutar esta voz que vem do alto junto a um claro apelo:
olhai, é necessário reconstruir uma sociedade cristã para despertá-la, percebei como somos responsáveis! Terríveis, dinâmicas, inquietantes, enérgicas palavras e todo aquele que compreende isto, não pode mais permanecer insensível e indiferente, mas deve sentir que tais palavras mudam o programa, talvez estreito e burguês da própria existência. Nós somos responsáveis pelo nosso tempo, pela vida de nossos irmãos e irmãs e somos responsáveis diante da nossa consciência cristã. Somos responsáveis diante de Cristo, diante da Igreja e diante da história, diante da presença de Deus. Uma palavra portanto, capaz de reproduzir um dinamismo particular naqueles que a compreendem”
 Paulo VI 

A homilia  proferida pelo Papa Paulo VI em Frascati no dia 01 de Setembro de 1963, ao mesmo tempo que encoraja a devoção a São Vicente Pallotti, é um chamado a despertar em todos os cristãos de todos os tempos o desejo de colaborar ativamente através da sua vida para a salvação do mundo.
            Esta homilia  de Paulo VI, heróica no seu caráter, afirma de modo forte a grandeza de São Vicente Pallotti, precursor da ação católica dos fiéis leigos. Não é mais uma simples afirmação mas, ao contrário, uma pura realidade. O trabalho de São Vicente Pallotti em nome dos leigos é assim magnífico que permanecerá impressa nos nossos corações, sobretudo para nós leigos que antes éramos considerados separados, passivos no trabalho de evangelização. 
             São Vicente Pallotti foi o primeiro que mostrou que os leigos partilham talentos e vocações diversas e continuam “tesouros escondidos” que devem ser empregados no trabalho de evangelização, de edificação e de santificação. Também Vicente Pallotti lança um apelo aos leigos e de modo particular a todos os cristãos, para fazer sempre mais, também no futuro, porque a estrada para percorrer é longa e com muitas coisas para realizar.
O Papa Paulo VI, na sua homilia  sublinha que São Vicente Pallotti construiu uma ponte entre o clero e os fiéis leigos. Isto foi um fenômeno novo em toda a sociedade cristã. Esta colaboração entre os leigos e o clero se tornou um dos percursos mais adotados na espiritualidade moderna e um dos caminhos mais ricos de esperança para a Igreja de Deus. São Vicente Pallotti honrou a vocação dos leigos em uma época em que o laicato católico não era nem encojarado, nem desenvolvido como nos nossos tempos.
São Vicente Pallotti teve um dom especial de intuição e percepção da infidelidade geral à misericórdia e à graça de Deus. Isto é normal para todos os santos: ele sublinhou a passividade e  acima de tudo a negligência que marcava a vida de muitos cristãos depois da Revolução Francesa. Foi naquele momento que São Vicente Pallotti percebeu o vazio moral e espiritual que atormentava a Sociedade do seu tempo. A partir desta realidade, ele procurou despertar as consciências cristãs evidenciando a urgência de colocar em ordem e dar estabilidade ao seu relacionamento com Deus, lembrando aos cristãos o último apelo que Deus fez a cada um de nós: aquele de sermos filhos, discípulos de Cristo que devemos confessar a própria fé e convidar as pessoas a praticarem a caridade.
O nosso Santo Patrono, chamando atenção sobre o vazio dos valores cristãos, foi capaz de identificar as necessidades assim como as soluções necessárias para preencher este vazio. Deste modo reforçou a responsabilidade dos leigos, de todas as pessoas, jovens e anciãos, religiosos e leigos, homens e mulheres, ordenados ou não para trabalharmos juntos. Sim, São Vicente Pallotti sempre demonstrou que somos responsáveis e que devemos considerar-nos responsáveis pelos outros diante da nossa consciência cristã e diante daquilo que Deus espera de cada um de nós para podemos dar esperança à nossa Sociedade.
            São Vicente Pallotti foi sempre otimista no que diz respeito a natureza humana. Ele não acreditou na psicologia do homem que não pode ser redimido por causa de suas constantes quedas, fragilidades e fraquezas. Ao contrário, percebeu nele um grande potencial. Segundo o Santo, o ser humano, uma vez redimido, bem guiado e preparado é capaz de santidade e de heroísmo. O homem e a mulher podem tornar-se pessoas boas, pessoas ideais para uma sociedade nova e moderna. Estas idéias revolucionárias são capazes de encorajar os leigos e todos os membros da Igreja ao longo da estrada da espiritualidade. Sem tal revolução de São Vicente Pallotti, muitos cristãos permaneceriam de braços cruzados com a desculpa de que não poderiam fazer nada.
São Vicente Pallotti, citado mais uma vez na homilia  do Papa Paulo VI nos convida a agir rapidamente em resposta ao convite à ação católica dos fiéis leigos e a tomar consciência da nossa missão que é assim relevante e decisiva na missão evangélica. Porque somos cristãos, não podemos aceitar a continuar permanecendo passivos, negativos, neutros. Ao contrário chegou o momento de partir e anunciar a boa nova para entrarmos ativamente no fluxo da graça. São Vicente Pallotti reforça, no entanto, que o clero não pode fazer tudo, nem foi criado para fazer tudo; nós somos chamados em virtude também do nosso batismo a sermos membros ativos dentro da Igreja, conscientes de que a evangelização é obra de todos, sem distinção alguma.
Enfim, depois do grande trabalho de São Vicente Pallotti, muitos traços de heroísmo encontramos em nossos dias, justamente atribuídos a ele. Como o Papa Paulo VI reforçou, São Vicente Pallotti foi, sem dúvida, o Pioneiro e o Precursor da ação católica dos fiéis leigos. Ele foi também o primeiro a evangelizar as consciências dos leigos no interior da Igreja. Ele foi igualmente o inspirador e o primeiro a atribuir responsabilidade aos fiéis leigos. São Vicente Pallotti foi também, sem dúvida, estimulador da colaboração entre os leigos, clero e religiosos, algo que ele sempre desejou; o seu trabalho está já produzindo frutos em toda parte: o fruto é aquele de reavivar a fé e reacender a caridade em todo mundo.

Reflexão Pessoal:
1.      Como filho/a spiritual de São Vicente Pallotti, realizo plenamente a minha vocação de apóstolo na Igreja?
2.      Tenho consciência de ser chamado a ser “Fundador da União do Apostolado Católico” nos nossos tempos e a ser construtor de pontes entre os diversos grupos de pessoas?

ORAÇÃO:
São Vicente Pallotti, interceda por nós ao Senhor para que todos os cristãos possam viver plenamente em Cristo e por Cristo. Pai Fundador, interceda para que todos os batizados possam reconhecer a sua vocação ao apostolado e se comprometam firmemente a realizá-la; para que todos os leigos, os religiosos e os sacerdotes, os homens e as mulheres possam abrir-se à força renovadora do Espírito Santo. E para que todos os filhos e filhas da Igreja possam generosamente colaborar na renovação da Igreja no mundo. Amém.
São Vicente Pallotti, rogai por nós!

Prosper KAVUBI,
Membre Laïc Engage de l’UAC,
Groupe Elizabeth Sanna,
Kigali, Rwanda

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Apóstolos Hoje - Julho de 2012

SÃO VICENTE PALLOTTI
PRECURSOR DO APOSTOLADO DOS LEIGOS

    (Reflexão sobre a homilia do Papa Paulo VI durante a sua visita à Frascati para venerar o corpo de São Vicente Pallotti, exposto na Catedral)
«Seria interessante examinar como Vicente Pallotti possuía tudo quanto possuíam os Santos: uma atenção que se torna neles dolorosa e quase dramática em um primeiro momento; a percepção do mal, das necessidades, das faltas, da difusa infidelidade à misericórdia e à graça de Deus» (Homilia de Paulo VI)
Convido-vos a refletir sobre este trecho da homilia do Papa Paulo VI. Inicialmente vos convido a usar um pouco da vossa imaginação: colocando-vos no tempo de Pallotti e nos lugares onde ele viveu. Tentemos sentir novamente aquilo que ele mesmo poderia ter experimentado dentro de si.Ele viveu em Roma, uma belíssima cidade: olhemos as belas cores do céu azul. Imaginemos as águas do rio «Tevere» e ao seu redor os palácios e outros monumentos que mostram a beleza da arquitetura romana. Caminhamos sobre as pedras, algumas são testemunho dos primeiros séculos do cristianísmo, como aquelas que permanecem na estrada ao lado do Coliseu.
Na sua alma nasce e se fortifica a convicção que: «Deus infinitamente feliz, no seu amor infinito e na sua misericórdia infinita criou tudo o que existe no universo para doar-se totalmente às suas criaturas».
No coração, Pallotti sente o fascínio e a admiração por Deus: Admira Deus; «não o intelecto mas Deus; não a vontade mas Deus (...) Deus sempre, em tudo. Deus, meu Deus».
No seu coração, também sente a dor que se intensifica, se torna mais forte, não consegue suportá-la. A dor grande, a dor forte... por quê?
Existem  pessoas do seu tempo que levantam a cabeça não para olhar a beleza do céu mas para nutrir o próprio orgulho e para reforçar a própria grandeza; olham o «Tevere» ... e dizem os nomes das pessoas que se jogaram tirando-se a própria vida no rio; as pessoas se maravilham olhando a beleza da arquitetura da cidade de Roma admirando a genialidade do homem ... e somente do homem; as pessoas correm sobre as pedras das estradas ... para fugir da responsabilidade pelo patrimônio, caminham rápido ... para não sentir a voz da própria consciência e a dos outros.
Sente a dor também por causa da realidade que vê: os órfãos, as viúvas, as prostitutas, os soldados bêbados, os ladrões, os políticos orgulhosos, os ricos que não possuem sensibilidade para com os pobres; os cristãos frios, indiferentes homens espirituais ... divisões entre as pessoas, falta de fé e de amor ...
Medito as palavras do Papa Paulo VI e percebo sua dor e suas preocupações pelos cristãos como Pallotti sentia: «Muitos cristãos continuam sendo passivos, esquecidos, para não dizer até desertores, algumas vezes, do grande chamado que Deus, com o cristianísmo concedeu ao mundo. Ele Chamou todos a serem filhos, a serem os seguidores de Cristo, a professarem a sua fé e a exercitarem a sua caridade. Essa humanidade que acolheu a grande vocação cristã, não poucas vezes, infelizmente, se esqueceu, caiu no torpor, ou retornou às atitudes temporais e se «enterrou» nos interesses imediatos da vida exterior. Estes interesses imediatos, eles os retém como «prevalentes», positivos, capazes de saciar os desejos humanos e superiores ao grande convite emanado do Céu com a Revelação Evangélica»

Sintamos no coração as palavras de São Vicente:
 “Iluminados pela fé, dou-me conta, meu Deus que nos criastes com amor à tua imagem e semelhança, nos deste o lívre arbítrio a fim de que nos aperfeiçoássemos como tua imagem no mundo que merece o teu prêmio. Mas quantas almas – podemos contar milhões e centenas de milhões – não alcançaram esta perfeição por causa de seus pecados. (...)

Diante de tal situação pergunto: é pessimismo? Desespero? Depressão? Não!!!
Medito as palavras do Santo: “Meu Deus, Tu és a Misericórdia infinita. Tu no-la concedes sempre mais, lá onde existe mais miséria humana. (...) Creio e estou certo que a Tua misericórdia destrói toda a minha miséria e preenche a minha alma com todos os teus dons, de modo tal que, se em Maria Santíssima, as gerações admirarão o milagre da tua graça por todos os séculos, em mim deverão admirar o milagre da Tua misericórdia”.
Sentimos no coração o chamado: coloquemo-nos a trabalhar!
«Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados, como está escrito: Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas!» (Rm 10, 14-15).
E a minha resposta? «Quero ser alimento para os famintos, vestimenta para vestir os nús, bebida para saciar os sedentos ...».
    
E pergunto: Deveria fazer tudo sozinho?
O que nos sugere São Vicente? «A experiência nos diz que o bem que fazemos sozinhos é limitado, incerto e que os mais nobres esforços das simples pessoas não podem produzir frutos se não unidas e orientadas a um fim comum».
«Todos, grandes e pequenos, ricos e pobres, (…) sacerdotes e leigos, religiosos e o clero Diocesano, quem vive em comunidade ou sozinho, os negociantes e empregados, todos os que realizam qualquer trabalho. Todos, anciãos e jovens, os de boa saúde e os doentes, os presos e os livres, todos, cada qual no seu estado de vida podem dedicar-se nas obras do apostolado de Jesus Cristo. Todos, seja na própria casa ou fora de casa, estudando ou no trabalho, todos podem encontrar o modo para se ocupar pela salvação eterna do próximo».
«Todos podem aproveitar dos dons de Deus para propagar a fé»

Deus nos chama para trabalharmos juntos e convidarmos outros!
«A graça de colaborar para a salvação das almas é uma das graças que Deus doa às suas criaturas. De todos os dons divinos essa é a mais divina, a maior, a mais nobre por diversas razões. A primeira razão é esta - que todos os que a recebem e a aproveitam são os maiores imitadores de Jesus Cristo que veio à terra para cumprir a obra de salvação para a glória do Pai Celeste; a segunda razão é que, quem aproveita desta graça aperfeiçoa em si mesmo a imagem da Santíssima Trindade e se torna mais semelhante a Deus; a terceira razão é aquela em que esta graça não somente nos assemelha a Jesus Cristo e a Deus Pai e Espírito Santo, como suas imagens, mas que nos faz semelhantes a Eles na glória»    
Façamos nossa a convicção de nosso Fundador, que esta convicção se torne minha, se fortifique dentro de mim, no meu coração e adquira nova força, a convicção que - «Deus Pai que me criou, está presente em tudo que vivo e encontro, Deus Filho que me redimiu, está presente em tudo o que me circunda; Deus Espírito que me santificou está presente com a sua força renovadora. Estou em companhia das Três pessoas da Santíssima Trindade, qual maravilhosa companhia».
Peçamos a graça que se fortifique em nós a admiração e a gratidão para com Deus e que se intensifique o nosso empenho pela obra do nosso santo Fundador, São Vicente Pallotti e peçamos também pela fidelidade de todos os que seguem os passos de S. Vicente levando Deus no coração deste mundo, às vezes, desenraizado do bem.

Rezemos juntos
São Vicente Pallotti, Fundador da União do Apostolado Católico,  impulsionado pelo amor dado gratuitamente a nós pelo Espírito Santo, caminhamos nos teus passos para sermos testemunhas da unidade, de comunhão e de paz neste mundo cheio de divisões. Desejamos com todo o coração, cheios de zelo, proclamar a todos os povos a Boa Nova de salvação, assim como tu proclamaste a fim de que haja um só rebanho sob um só Pastor. São Vicente, interceda por nós, por nossas atividades apostólicas para que possamos colaborar com Deus e com os nossos irmãos e irmãs para que cresça o Reino de Deus no mundo em que vivemos.