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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pedido de oração pela paz na República Democrática do Congo


O seguinte é a descrição da situação de guerra e de violência no leste da República Democrática do Congo, onde trabalham os sacerdotes, irmãos e irmãs Palotinos. Nestes tempos difíceis, queremos garantir a nossa solidariedade e nosso apoio em oração com nossos coirmãos e irmãs da família Palotina e para todos aqueles afetados por esta terrível situação. Respondendo ao pedido de Pe. Romuald Uzabumwana peço a todos os membros da família Palotina para rezar de uma maneira especial por interseção de nossa Mãe Celeste, Rainha da Paz, para uma paz duradoura e prosperidade nesta terra. Esta é uma intenção permanente em sua oração pessoal e comunitária.

Pe. Jacob Nampudakam, SAC
Reitor Geral


Queridos irmãos e irmãs,
Escrevo-lhe novamente para informá-lo sobre a situação atual no leste da República Democrática do Congo, onde os nossos coirmãos e irmãs Palotinos trabalham principalmente em dois locais: na Paróquia de Rutshuru e Centro de Formação Keshero, na diocese de Goma. Agora estes dois locais estão sob a ocupação dos rebeldes.

Depois de alguns dias de relativa calma, na semana passada voltou intensos combates entre os rebeldes de grupo M23 e o exército regular congolês, nos arredores de Goma, a capital do leste do Congo. Durante este ano jubilar, a família Palotina em Ruanda e na República Democrática do Congo organizou dois retiros: o primeiro no Santuário de Kibeho (Ruanda) e o segundo em Keshero (RD Congo); Domingo, no entanto, não poderia ir para Keshero por causa dos combates em torno da cidade de Goma e depois voltamos para Kibeho para continuar o nosso retiro, pregado pelo Padre Alexandre Pietrzyk, Superior Regional da Região da Divina Misericórdia (França).

Ontem, a cidade de Goma foi tomada pelos rebeldes. Nossos coirmãos e irmãs estão em contato conosco por telefone e estão experimentando a força que vem de adoração do Santíssimo Sacramento, especialmente neste tempo de guerra. Agradecemos a Deus por ter protegido eles. No momento, a situação é relativamente calma, mas não têm notícias de coirmãos e irmãs que estão em Rutshuru, porque, aparentemente, o mastro telefone foi destruído durante os combates.
Recordo que a presença de Palotina nesta área é significativa: na paróquia de Rutshuru há três irmãs e três padres Palotinos; em Goma-Keshero estão: cinco irmãs Palotinas, cinco padres Palotinos, um diácono, quatro estudantes de teologia, dois estudantes do Movimento de Schoenstatt, 20 estudantes de filosofia, nove postulantes do SAC e sete postulantes de irmãs Palotinas. Confiantes na proteção de Deus. Peço-lhes para nos apoiar com suas orações para a paz no Congo.

Maria, Nossa Senhora de Kibeho, rogai por nós.

Kibeho, 21 de novembro de 2012
Festa da Apresentação da Virgem Maria

Pe. Romuald Uzabumwana, SAC
Reitor Regional

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pedido de oração pela paz na República Democrática do Congo

~O que se segue é uma descrição da situação de guerra e violência no leste da República Democrática do Congo, onde trabalham os sacerdotes, irmãos e irmãs palotinos. Nestes tempos difíceis, queremos garantir nossa solidariedade e nosso apoio em oração com nossos irmãos e irmãs da família palotina e aqueles afetados por esta terrível situação.
Respondendo ao pedido de Pe. Romuald Uzabumwana peço a todos os membros da família palotina a orar particularmente à nossa Mãe do Céu, Rainha da Paz, para uma paz duradoura e prosperidade nesta terra. Esta é uma intenção permanentemente à sua oração pessoal e comunitária.
Pe. Jacob Nampudakam, SAC
Reitor Geral


Pedido de oração pela paz na República Democrática do Congo

Queridos irmãos e irmãs, amigos e colaboradores, a paz para você.
Durante vários meses, o leste da República Democrática do Congo tornou-se mais uma vez a cena de conflito armado, com suas inevitáveisconsequências: morte e aumento de refugiados dentro e fora do país.
Como as pessoas consagradas para servir a Deus e seu povo nesta região dos Grandes Lagos, somos convidados a ajudar com a oração, porque a paz verdadeira só vem de Deus. No que se segue quero compartilhar com vocês o que vi durante minha última visita (de 20 a 21 de Junho de 2012) com seus irmãos e irmãs da família palotina que trabalham na República Democrática do Congo.
1.      Na fronteira entre a República Democrática do Congo e Ruanda, refugiados ruandeses e congoleses estão se mudando para Ruanda;eles formam- se em pequenos grupos e na sua maioria são mulheres e crianças.Desde o início do conflito no Congo, milhares de refugiados chegaram a Ruanda.
2.      Na cidade de Goma, a situação é bastante tranquila e as pessoas fazem suas atividades diárias, como de costume.
3.      Na estrada entre Goma e paróquia em Rutshuru, não há problemas, existem lá muitos soldados do governo e da ONU. As tropas da ONU trouxeram alguns tanques. É incrível.
4.      Na paróquia de Rutshuru, onde trabalham os nossos coirmãos palotinos, a situação é calma. Mas há mais de um milhão de refugiados de guerra, a maioria veio de Jomba; eles usam a noite as salas de aula do ensino fundamental e do catecumenato para dormir. Algumas famílias se organizam para trazer comida; o mesmo acontece com a Cáritas, Caritas Palotina está sendo organizada para agir de acordo com suas possibilidades.
5.      Em Ntamugenda, onde tem o hospital das Irmãs dos Anjos, a situação é trágica, porque há mais de 14.000 pessoas deslocadas com forte presença das tropas da ONU e do governo. Os refugiados chegam principalmente de Jomba e à noite os habitantes de Ntamugenda, que tentam fugir o e roubo estão se refugiando no hospital. É uma situação triste de ver. Existem alguns casos de aborto espontâneo entre as mulheres, assustadas com o bombardeamento e o uso de armas pesadas. Se a situação continuar, há o risco de uma catástrofe humanitária: falta de comida, sem água potável, sem banheiros, etc.
6.      Diante desta situação confusa, você nunca sabe o que pode acontecer a qualquer momento. As Irmãs de São José de Gerona deixaram temporariamente Rubare, onde eles estavam trabalhando em um centro de saúde e das Irmãs dos Anjos deixaram Ntamugenda e veiam para Rutshuru em Ntamugenda estão continuando a trabalhar durante o dia.
7.      Pessoalmente, admiro a coragem e a fé dos coirmãos palotinos, e Irmãs Palotinas e outros missionários que decidiram não abandonaras pessoas nestes tempos difíceis na República Democrática do Congo.
8.      Faço um apelo a todas as pessoas de boa vontade para orar e ajudar-nos a ajudar os refugiados de guerra que estão em nossa paróquia em Rutshuru e no hospital Ntamugenda.
Como você pode ver, a situação é confusa, especialmente por causa da presença maciça de soldados e a população continua a sofrer em tudo. Orem juntos ao Príncipe da Paz, que Ele mude os nossos corações e os corações daqueles que estão diretamente envolvidos neste conflito e conceder paz a este país. Deus te abençoe.
Kigali, 22 de junho de 2012
Pe. Romuald Uzabumwana, SAC
Regional Reitor, Região Sagrada Família, Ruanda

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Palotinos na Costa do Marfim estão no meio da guerra

A Paróquia palotina em Yopougon (bairro de Abidzan) na Costa do Marfim de novo esta no centro da guerra entre as forças armadas do novo eleito  Presidente Alassane Outtary e milícias do antigo presidente Laurent Gbabgo.
Muitas pessoas estão sendo abrigados no território da paróquia palotina. “Temos algumas pessoas feridas. Entre fugitivos estão também mulheres grávidas, que em qualquer momento podem dar luz e nos não temos medico nem medicamento” explica irmão Zbigniew Kłos SAC da paróquia Jesus Cristo Salvador Misericordioso. A Paróquia esta isolada de toda cidade. Não tem água, o único meio para conseguir água é guardar da chuva. O Único meio de comunicação são os celulares, que nem sempre funcionam. As Batalhas começaram na quinta, 20 de abril, quando os soldados de FRCI (Forças Revolucionarias da Costa do Marfim) entraram no bairro em busca de armas e escondidos soldados de Gbabgo. A partir do dia 11 de abril, quando o presidente Gbagbo foi preso a FRCI começou a tomar controle em Abidzan – capital industrial do país, mas em todo tempo, em alguns bairros estavam escondidos os soldados do antigo presidente.
O bairro Yopougon é considerado como verdadeira fortaleza das milícias. Como resultado das negociações parte dos militantes de Gbagbo em troca de iniqüidade entregou-se. Muitos moradores fugiram a noite do bairro Yopougon. Alguns arriscando a vida nadaram pelo lago para entrar no bairro Treichville. O país está envolvido em um conflito armado entre partidários do presidente eleito Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional, e os do presidente que saiu, Laurent Gbagbo, que não reconhecem a vitória da eleição presidencial anterior, de novembro de 2010.

domingo, 10 de abril de 2011

Os Palotinos estão dando abrigo na Costa do Marfim

Quase 800 pessoas ainda estão abrigadas na basílica de Nossa Senhora da Paz em Yamassoukro, capital da Costa do Marfim. Mais da metade são crianças até 15 anos.  Os refugiados começaram a chegar na basílica no dia 31 de março. Pessoas estão chegando por causa da difícil situação sócio-política e militar na Costa do Marfim. Os Moradores têm medo por causa do perigo causado pela guerra e os barulhos das metralhadoras que todo dia se escuta na cidade.
Os Palotinos têm problemas para abrigar tantas pessoas. O Prédio onde todos estão abrigados é pequeno para receber tantos refugiados. Faltam colchões, tendas, materiais escolares, panelas, medicamentos, comida, artigos para higiene, brinquedos para crianças para que elas possam se sentir mais seguras. Preocupa muito a saúde das crianças. Muitas delas têm febre, dor de barriga. Para ajudar os abrigados o reitor da basílica Pe. Stanislaw Skuza SAC entrou em contato com a secretaria de saúde em Yamassoukro que a partir do dia 5 de abril ajudam os doentes. Muitos medicamentos foram doados pela basílica.
A Maioria dos abrigados veio de vários bairros de Yamassoukro, mas tem também pessoas de Abidzan, capital econômica do país. Muitas pessoas para chegarem até a basílica caminharam muitos quilômetros.
Os palotinos abrigaram pessoas sem perguntar nada e deu para eles as salas, que se transformaram em dormitório, água, lugar para preparar comida, material de higiene. Cada dia da manha os padres levam para as crianças leite quente e pão e a noite arroz, peixe, carne e temperos. Também os próprios refugiados vendo que as pessoas abrigadas cada dia é maior, organizaram alguns centros no qual cada um esta trabalhando coma recepção dos novos abrigados, preparam lugares para dormir, banheiros, brincar com as crianças.
A Situação na Costa do Marfim esta mais estável. Alassanne Ouatara no dia 7 de abril através do canal TV pediu à União Européia e outros países para parar com o bloqueio do porto de San Pedro. Falou que vão começar a recuperar as coisas destruídas durante a guerra, principalmente os dutos de energia e água. O Antigo presidente Laureat Gbagbo esta abrigado na residência do presidente em Abidzan cercado pelas forças republicanas e soldados da França e ONU. Em todo pais estão descobertos túmulos em massa. Por enquanto é difícil falar o que foi feitos pelos militares de um ou outro presidente.

domingo, 3 de abril de 2011

Palotinos estão seguros na Costa do Marfim

Na quarta-feira (30 de março) as forças republicanas, ex-rebeldes que apóiam o presidente eleito Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional, entraram na capital da Costa do Marfim Yamassoukro, onde na basílica de Nossa Senhora da Paz trabalham os palotinos.
Nem na capital, nem na proximidade da basílica ocorreram batalhas. Forças de segurança, que permanecem fiéis ao presidente que deve deixar o cargo, Laurant Gbagbo saíram dos seus postos. “Operação de ocupar foi feita já há muito tempo e forças republicanas escolheram o melhor momento para entrar” comenta o Ir. Zbigniew Kłos SAC, que trabalha em Yamassoukro. “Com toda certeza a mais importante cidade é Abidzan, capital econômica do país e São Pedro, segunda depois do porto Abidzan são nessas cidades onde têm maiores conflitos” explica o irmão. Em todos esses lugares trabalham os palotinos. “Estamos seguros, mesmo que a situação é tensa. Viajar pelo país é difícil. Entre Abidzan e São Pedro tem mais ou menos 60 pontos de controle. Temos 25 kg de arroz e é assim que vamos agüentar esse tempo difícil. Às vezes falta energia, água e não funcionam os telefones” fala o irmão Zbigniew.
Mais de cem pessoas procuravam abrigo na casa dos palotinos em Graand Bereby, que fica 40 km de São Pedro. A cidade esta nas mãos do antigo presidente Laurant Gbagbo e esta se preparando para uma batalha com as forças republicanas. “A Cada dia chega mais pessoas e nós não temos comida para tanta gente, só para dois dias. Falta energia, água, e os próximos dias serão muito difíceis” explica o irmão palotino. A cidade está nas mãos dos bandos jovens que estão roubando tudo o que é possível.
Na quarta-feira (30 de março) o papa Bento XVI lançou um apelo urgente diante do conflito em curso há semanas na Costa do Marfim. No momento das saudações, ao concluir a audiência geral na Praça de São Pedro, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua francesa e disse que, "há muito tempo", acompanha os acontecimentos neste país africano. "Meu pensamento se dirige muitas vezes à população da Costa do Marfim, traumatizada pelos dolorosos conflitos internos e graves tensões sociais e políticas", disse ele.
O Papa lançou um "apelo urgente" para que "se leve a cabo, o mais rapidamente possível, um processo de diálogo construtivo para o bem comum". "A dramática oposição torna mais urgente a restauração do respeito e da convivência pacífica. Não devem ser poupados esforços neste sentido. Também quis expressar sua proximidade a todos àqueles que perderam um ente querido e sofrem a violência".
Finalmente, anunciou sua decisão de enviar ao país africano em seu nome, o cardeal Peter Kodwo Turkson, presidente do Conselho Pontifício "Justiça e Paz", "para que ele expresse a minha solidariedade e a da Igreja universal às vítimas do conflito e incentive a reconciliação e a paz".
O país está envolvido em um conflito armado entre partidários do presidente eleito Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional, e os do presidente que sai Laurent Gbagbo, que não reconhece a vitória da eleição presidencial anterior, de novembro de 2010.