sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A FÉ VIVA

As leituras da Palavra de Deus neste Domingo nos mostram a importância da fé firme e certa, mas também que esta fé deve actuar por meio da caridade.
São Pedro, por uma luz especial do Pai, acertou em cheio na clareza da fé: “«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.” (Mt 16,16-18) Esta clareza na fé é um dom que Nosso Senhor concedeu a Pedro e aos seus sucessores. É um dom preciosíssimo, pois “sem a fé é impossível agradar-lhe; e quem se aproxima de Deus tem de acreditar que Ele existe e recompensa aqueles que o procuram.” (Cf Hb 11,6) Desse modo vemos quão importante é estar unido espiritualmente ao Santo Padre o Papa pois a ele Jesus deu a garantia de não errar em questões de fé e de moral.

No entanto só a fé não basta. São Tiago na segunda leitura denuncia esta realidade, pois a fé tem que operar pela caridade: “Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta.” (Tg 2,17) Santo António de Lisboa em sua pregação no dia de Pentecostes assim disse: “Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos estas línguas quando os outros as vêem em nós mesmos. A palavra é viva quando são as obras que falam. Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras. Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa, como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas.”

A própria geografia da terra Santa e de modo especial do local onde aconteceu o Evangelho de hoje, nos fala desta realidade: trata-se de Cesareia de Filipe. Se olharmos no mapa da terra Santa, veremos que é justamente aí que nasce o Rio Jordão. Este rio que percorre a maior parte do território de Israel, leva consigo a vida em abundância por onde passa. No seu percurso rumo ao sul, forma dois grandes lagos, que pela sua extensão são chamados de “Mar”: O Mar da Galileia e o Mar Morto. Estes dois mares ilustram muito bem o que acontece com a fé viva e a fé morta de que nos falam as leituras de hoje. O Mar da Galileia é abastecido pelo Rio Jordão, mas não termina em si mesmo. Ele transborda, e o Rio Jordão, depois de formar o Mar da Galileia, continua o seu curso, dando vida a mais terras. Afinal, ele desemboca no Mar Morto, que é muito maior em extensão do que o mar da Galileia. Este se encontra na maior depressão do mundo, centenas de metros abaixo do nível do mar e não doa as suas águas. As águas do Jordão ao chegar no mar Morto, ou evaporam ou são absorvidas pelo solo. Consequência: O Mar da Galileia é cheio de vida - inclusive era onde os Apóstolos pescavam; e o Mar Morto é o que o seu nome diz: Morto. Tem uma tal salinidade que nenhum peixe ai sobrevive.

Esses dois mares são também uma imagem para nós. A Fé verdadeira é essa nascente límpida, como a do Rio Jordão aos pés do monte Hermon em Cesareia de Filipe, que dá sentido pleno à nossa vida. À imagem do Mar da Galiléia, Nosso Senhor quer nos encher das Suas Graças e Misericórdias, para que possamos transbordar para os outros.
Oremos: Senhor, Pedro naquela altura não percebeu que era preciso estar disposto a dar a vida na sua vocação. Até antes da paixão disse que daria a vida por vós, mas só a deu depois de ter recebido a força de Pentecostes. Senhor, confessamos também a nossa fraqueza. Ajuda-nos a dar a vida em nossa vocação, e de ser canais uns para os outros dos dons materiais e espirituais que tão generosamente nos concedeis. Isto vos pedimos por Cristo nosso Senhor. Rainha dos Apóstolos, Rogai por nós.

Pe. Marcelo

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

NOSSOS PIONEIROS NA AMÉRICA DO SUL

O quarto reitor geral da Sociedade do Apostolado Católico foi o P. Giuseppe Faà di Bruno. Não era romano e governou a Sociedade pelo espaço de vinte anos (1869-1889), o período mais longo para um reitor geral em nossa história. Poderíamos dividir seu governo em dois períodos. No primeiro salvou da extinção a obra orgânica da Sociedade de São Vicente Pallotti através da consolidação de seus fundamentos e de seu apostolado. Começou a Obra Vocacional, já iniciada pelo sucessor imediato do Fundador, P. Vaccari, reabrindo o noviciado em Rocca Priora que havia sido fechado pelo P. Auconi, terceiro sucessor de Pallotti e habilitando novamente Roma para os estudos. Mesmo assim abriu um segundo noviciado em Ipswick, Inglaterra, e, durante o anticlericalismo que chegou ao poder em Roma com a anexação da cidade ao Reino de Itália, em 1870, abriu uma casa de formação e de estudos em Masio, no norte da Itália.

Dispondo de mais membros e levado pelo profundo universalismo de nosso carisma, prosseguiu com a segunda fase de seu governo, que foi a da expansão da obra palotina. Diferentes motivos o levaram a fazer essa expansão no Novo Mundo, o continente americano: em 1884 na América do Norte e em 1886 na América do Sul. O continente sul-americano era “terra ignota” para a maioria dos europeus, mesmo para os eclesiásticos, sobretudo em sua parte mais ao sul (Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina). O que o impulsionou a tomar essa decisão? Não foi casual, mas fruto da Divina Providência, manifestada através de um pedido ou mandato da Santa Sé, da iniciativa leiga de imigrantes e de um fator carismático, que foi a intervenção de São João Bosco e, por último, a confirmação e o apoio do episcopado daquelas terras através do bispo de Porto Alegre, do de Montevidéu e do arcebispo de Buenos Aires.
A primeira aparição de bispos americanos na face da Igreja universal foi em 1869, no Concílio Vaticano I. Durante o período desse Concílio se reabriram canais de informação e amizade com os antigos discípulos de São Vicente Pallotti do Colégio De Propaganda Fide, onde se formavam membros nativos dos países de ultramar que voltavam agora a Roma como bispos cheios dos conceitos de Pallotti sobre o apostolado, as missões e as outras notas da visão apostólica do Fundador que havia sido diretor espiritual do dito colégio e no qual havia exercido seu ministério docente o P. Rafael Melia, o fundador da comunidade de Londres. Deve-se assinalar que esses discípulos não estavam na América do Sul que não dependia da Propaganda Fide. O elemento humano da primeira evangelização americana tinha provindo da Espanha, Portugal e França, que agora estavam em declínio. Pouco se sabia, em Roma, da existência dessas igrejas agonizantes, depois da emancipação e conseqüente ruptura com a Coroa que governava e dirigia não somente o aspecto civil e militar destas terras, mas também o eclesiástico através do direito de padroado exercido de tal modo que o contato direto da hierarquia com a Santa Sé se reduzia ao mínimo. Outro país que se interessou pela América foi a Grã-bretanha, começando sua ação conquistadora no norte, fundando ali treze colônias, das quais uma somente, Maryland, admitia ou tolerava a ação da Igreja Católica. Grã-Bretanha aproveitou as guerras napoleônicas para fazer sentir seu peso também no sul. Começou com um fato diplomático, que foi a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro a fim de que não caísse nas mãos de Napoleão. Prosseguiu com uma ação militar que foi a tentativa da conquista do Rio da Prata, chegando a ocupar Montevidéu e Buenos Aires. Em sua face militar foi derrotada, mas não em seu aspecto mercantil. As convulsões civis e militares, sobretudo nas dependências britânicas e hispânicas, levaram a Igreja no império espanhol a um colapso quase total, exceto na sobrevivência da fé no povo, mas a igreja institucional estava paralisada.

São conhecidos os passos da aventura apostólica palotina, mas nunca se elucidou a razão genuína de tal esforço, ingente naquela época para a pequena Sociedade: o mandato ou pedido da Santa Sé a instâncias leigas e a intercessão carismática de São João Bosco que conhecia bem de que se tratava porque, poucos anos antes, havia enviado sacerdotes de sua Sociedade à imensa e inóspita Patagônia.

O reitor geral atua com suma prudência, mas sem perder tempo, e envia um explorador para ver in situ a situação geográfica, social, política e eclesial. Tratava-se de um jovem sacerdote inglês que na época era Procurador Geral da Sociedade. Ele chega em 1885 e inicia, imediatamente, seu exame acompanhado do ministério sagrado em Montevidéu, Rio Grande do Sul e Argentina. Ao voltar para Roma leva três propostas desses países. Pareceria que a casualidade tivesse intervindo na fundação de Montevidéu e da Argentina, mas não foi assim. Foi feita segundo a corrente imigratória a exemplo de São Vicente Pallotti ao fazer a fundação londrina, em 1844, a única fundação sua fora da de Roma que, por sua vez, tem consonância com o fim último de sua visão apostólica de “um só rebanho e um só pastor” através do reavivar a Fé e a caridade entre os católicos e da atração de outros cristãos ao seio da Igreja. Os imigrantes, por sua vez, formam a classe sofredora, oprimida, marginalizada e, no dicionário de hoje, são os mais pobres entre os pobres.

Em 1886 se verifica a chegada da primeira expedição para a tríplice fundação, com o P. Whitmee à frente e o P. Bannin, outro palotino inglês, como ajudante. Esta primeira expedição está composta pelos PP. Vicente Kopf, alemão, Bernardo Feeney e João Petty, irlandeses, o Ir. Guilherme Banks, inglês, e o noviço João Dolan, irlandês. Pouco tempo depois se agregaram a eles os PP. Pfändler, suíço, e Francisco Schuster, alemão, provenientes todos de dois ambientes distintos, Roma e Londres. O primeiro com a aguda face anticlerical e a confusão do regime eclesial e civil imperante devido à anexação de Roma ao Reino de Itália e a ruptura das relações entre os dois poderes; e o segundo, pela reação hostil da população devido à restauração da hierarquia inglesa desaparecida no tempo de Henrique VIII. Um dos inspiradores desta restauração foi precisamente nosso fundador e esteve encabeçada por um discípulo do santo, o cardeal Wiseman.

Analisando a expedição que veio a estas terras, vemos a variedade de nacionalidades, idades e categorias; padres, irmãos e um estudante de 21 anos. As circunstâncias eram muito diversas e isso fez com que adotassem novas formas de apostolado. Não se tratava de uma missão aos gentios ou aos pagãos, mas a cristãos. Foi de caráter rural no Rio Grande do Sul e na Argentina; de início e em grandes linhas, se assume o apostolado paroquial “sui generis”. As paróquias do Rio Grande do Sul foram as primeiras da SAC, se exceptuarmos uma na Inglaterra, em Hastings (1880) e outra em Nova Iorque (1884). Na Argentina, juntamente com o apostolado rural, se assume o educacional nos anos considerados cruciais pela Igreja. A fundação de um colégio de estudos gerais, o Colégio São Patrício, em Mercedes, ainda existente, foi e é um êxito e um acerto. Também se fundou um estabelecimento de Artes e Ofícios na localidade de Azcuénaga, que não prosperou e foi abandonado. Em Montevidéu se adotou o apostolado do mar.

As três fundações tinham em comum os imigrantes. Na Argentina os irlandeses e os italianos nunca formaram colônias e mais adiante os bascos. Essas modalidades de apostolado tornavam necessário o conhecimento e cultivo de várias línguas. Por exemplo, em Montevidéu era necessário conhecer o inglês, o alemão e o italiano, tanto para a numerosa quantidade de residentes na cosmopolita cidade, quanto para as flutuantes idas e vindas de marinheiros. Daí por que o livro de Atas da comunidade, nestes primeiros anos, está em inglês, alemão, italiano e espanhol! Além disso, deviam ter a suficiente elasticidade para adaptar-se a tanta variedade cultural e social, para a qual nossos pioneiros estavam preparados pelo carisma universalista legado por nosso fundador.

Diferente da quase paralisada ação missionária e evangelizadora da Igreja da primeira evangelização que ainda vegetava, os nossos missionários saíam em busca das ovelhas dispersas. O livro do P. Genésio Bonfada relata episódios incríveis e o mesmo aconteceu na Argentina, onde eram quase inexistentes caminhos transitáveis pelos verdes pampas. Em 1914, por exemplo, o P. Tomás Dunleavy, de Mercedes, viajava a cavalo por lamacentos e inundados caminhos orientando-se pelos alambrados das estâncias onde ficavam isolados seus proprietários e o pessoal, com abundante comida, mas sem assistência sanitária e espiritual, mas não educacional, uma vez que entre o pessoal estável das estâncias sempre existiam um ou dois professores, sobretudo nas estâncias irlandesas, onde sempre se cultivaram as artes e as ciências elementares, tanto profanas quanto sagradas. As bibliotecas ambulantes, mantidas pelos sacerdotes, foram um corolário útil para a piedade e a cultura e assim se manteve o ancestral amor à poesia, à música e ao canto, o que ajudava a conservar, entre outras coisas, a história familiar e local.

Aqui se poderiam acrescentar outros episódios e anedotas que ilustram o caráter austero e bondoso dos palotinos que os fazia muito populares entre seus fiéis, o clero e a pouca hierarquia eclesiástica existente. O exercício da pobreza e a ausência de comodidades a que estavam acostumados não os acovardaram e, mesmo que não se falasse nem se escrevesse sobre a pobreza, se viviam essas realidades e se traduziam no estilo de vida comunitário, como o descrevem as recordações de Concórdio Dotto “Quando a gente era pobre”, publicados nas “Informações Palotinas”.

Pe. Kevin O’Neill

terça-feira, 8 de setembro de 2009

19º Festival Palotino de Música

Como já acontece tradicionalmente, no dia 7 de setembro realizou-se o 19º Festival Palotino de Música, na paróquia Imaculada Conceição, em Estrela D'Alva-MG,que proporcionou um verdadeiro acolhimento a todos os que lá se encontravam.Há quase 20 anos, esta grande festa reúne as paróquias palotinas de São Roque, Divina Misericórdia (Vila Valqueire), Santa Isabel (Bento Ribeiro), Nossa Senhora de Fátima (Pendotiba), São Sebastião de Itaipu, Nossa Senhora de Fátima (Itaipuaçu),
N.S do Rosário de Fátima (Itaperuna), Imaculada Conceição (Cachoeiras de Macacu), São Benedito, Santa Rita (Itaperuna). Unidos pelo carisma de São Vicente Pallotti, através da música, manifestamos a grande alegria de poder celebrar o Amor Infinito que nos sustenta e fortalece.
O Festival teve início após a celebração da Santa Missa, presidida pelo Pe. Renato Dobek SAC, pároco em Volta Grande, da paróquia de São Sebastião e co-celebrada pelos padres palotinos das paróquias participantes: Pe. Akácio Nery, Pe. Josiel Azevedo, Pe. Jurandir do Nascimento, Pe. Tadeu Domanski, Pe. Francisco Marques, Pe. João Sopicki, Pe. João Francisco, Pe. João Pedro Stawicki, pe.Gilmar e pe. Estêvão além do Pe. Daniel Rocchetti, em visita ao Brasil.
Durante a homilia, o superior regional, Pe. João Pedro Stawicki, deu as boas vindas a todos presentes e a respeito do tema do Festival 2009, “Sacerdote, a medida de Pallotti”, nos falou sobre a importância dos exemplos em nossas comunidades, principalmente dos sacerdotes que nos acompanham e auxiliam, assim como nosso Santo fundador em sua caminhada trazia consigo modelos de fé, oração e serviço, e que buscava principalmente ser um absoluto imitador de Cristo.
Com grande animação, deu-se a apresentação das bandas representantes, que com muita dedicação e talento, prestigiaram o Festival também com a grande participação das torcidas!
Após o almoço, com muita expectaviva, foi anunciado o resultado final dos jurados do Festival, sendo este o seguinte,com as devidas premiações:
1º Banda Solo Santo- Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Pendotiba.
2º Banda Neófitos - Paróquia de São Roque, Vila Valqueire.
3º Elen - Paróquia São Benedito, Itaperuna.
O Festival Palotino é, sem dúvidas, a maior confraternização da Família Palotina, onde na verdade, as diversas torcidas das paróquias representam uma única comunidade, porque partilham alegria, talento e colaboração com a realização do evento! Que tenhamos sido, portanto, verdadeiros exemplos de união e fraternidade!

Carol Souza Cruz

domingo, 6 de setembro de 2009

Independência ou Morte!

Há 187 anos atrás Dom Pedro I, ás margens do rio Ipiranga, proclamava o Brasil independente Passando de colônia de Portugal, à uma nova nação.
Hoje o Brasil cresceu, mudou, e muitos dizem: É um país do futuro! Grande em seu território, grande em suas produções, grande em belezas naturais, grande pelo seu povo.

Mas como todos países, também têm suas carências. Há ainda muita miséria, corrupção, desigualdade social, fatos enfim, que se transformam em verdadeiras bombas e afetam a toda população, trazendo revolta, violência, discriminação, indignação. Aquilo que no passado era cantado com grande orgulho na letra do hino da independência, hoje parece não fazer muito sentido, por que muitas vezes estamos ainda escravos, e com grilhões amarrados em nossas mãos. Uma tristeza tanta comodidade e preguiça, tanta falta de amor ao próximo e ao nosso país.

Muitas vezes ao longo da história os brasileiros se uniram, para ter voz diante das situações, e ainda vemos pessoas que lutam sinceramente e com vontade para que o Brasil seja um país mais igualitário e justo. Mas também infelizmente temos tantos e muitos brasileiros, que não desistem nunca, de se aproveitar da bondade, da hospitalidade, do bom humor, da inocência do povo, para ter seu bem estar próprio e egoísta. Estes os quais nem devíamos considerar brasileiros.

Meu objetivo neste artigo, não é fazer um texto político, nem de esquerda nem de direita, mas sim, uma chamada de atenção a todos nós Brasileiros. Para que nós valorizemos o nosso querido Brasil. Muitos buscam a realização de seus sonhos indo para outros países, e não se dão conta das riquezas que temos! Um país é o que é pois o povo o-constrói! Se hoje não estamos satisfeitos, temos que mudar! Não criando revoluções e anarquias nas ruas, mas a partir do nosso viver em casa, com a família, começaremos a mudar. A base da vida é a família, uma família bem estruturada formará cidadãos conscientes capazes de mudar as coisas para o bem, capazes de mudar um país!

Meus compatriotas! Agradeçamos ao nosso Deus por nosso País, temos tantas belezas! Roguemos ao Senhor que esteja presente em cada lar Brasileiro, para que nós sejamos "mais" para nosso país! Valorizemos nosso Brasil, não somente nos jogos da seleção, mas em tudo! Sejamos patriotas! E que um dia de fato possamos cantar sem hipocrisia "BRAVA GENTE BRASILEIRA! LONGE VÁ TEMOR SERVIL: OU FICAR A PATRIA LIVRE OU MORRER PELO BRASIL!"

Hino da Independência
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil!
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil:
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil.

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil:
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Parabéns, ó Brasileiros!
Já com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente, brasileira!...
Letra: Evaristo de Veiga
Música:Dom Pedro I
Camille Santos

sábado, 5 de setembro de 2009

CHAMEI-TE PELO NOME

No Evangelho de Hoje vemos Nosso Senhor tomando um surdo-mudo à parte da multidão para curá-lo. Não é, de forma alguma, a única vez que Jesus mostrou o seu amor pessoal por cada um. Recordamos por exemplo o Caso de Zaqueu: “Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa.» (Lc 19,5) Também Mateus o publicano: “Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me!»”
O caso de Natanael: Filipe, cheio de entusiasmo foi comunicar-lhe que tinha encontrado o Messias: “Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.» Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» (Jo 1,45-48)

Também no caso de Maria Madalena: Ela permaneceu a chorar enquanto Jesus lhe tratou pelo designativo genérico de “mulher”. Porém quando pronunciou o seu nome, ela logo se transformou: “Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer dizer: «Mestre!» (Jo 20,16)

Isso sem falar da parábola da ovelha perdida em que aparece a matemática desconcertante do amor de Deus: 1 =99. “E, se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo: alegra-se mais com ela do que com as noventa e nove que não se tresmalharam.” (Mt 18,13)

Vemos assim o amor pessoal de Jesus por cada um de nós. Nesse contexto entendemos a censura que São Tiago faz a respeito de uma discriminação injusta que se fazia na comunidade a que ele se dirigia, pois para Deus o valor da pessoa humana não está nas suas posses, mas no valor que a pessoa leva em si mesma: “Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?” (Tg 2,5)

Estamos a Quilómetros de distância do conceito que o comunismo fez da pessoa humana, pois para este, a pessoa não tem valor em si mesma, mas enquanto membro de uma colectividade. “De facto, ele considera cada homem simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado, defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão responsável em face do bem e do mal.” (João Paulo II) Isto que João Paulo II diz não se parece com algumas políticas educacionais a que temos nos referido ultimamente? A história recente mostrou como este colectivismo ideológico causou a morte de milhões de pessoas. Este conceito de pessoa do cristianismo está também muito longe do individualismo do capitalismo selvagem, onde o que importa é o indivíduo, não interessando que isso redunde no empobrecimento e exploração dos outros.

Desde que o Verbo Divino se fez homem e habitou entre nós ele se uniu de certo modo a cada pessoa humana. Daí a sua dignidade; Daí a sua liberdade e responsabilidade pessoal em prol do Reino de Deus. É por isso que, por exemplo, os missionários palotinos na Amazónia enchem o depósito (cerca de quatrocentos litros) de gasóleo (Dísel) do seu barco e sobem centenas de quilómetros no rio Amazonas às vezes dois dias de viagem para chegar a uma aldeia com poucas dezenas de pessoas e ali evangelizar, baptizar, casar, celebrar a Eucaristia (sem espórtula) e voltar. Isso porque nas contas de Jesus, noventa e nove é igual a um. É por isso que a Igreja insiste na importância da confissão individual e só destina a confissão comunitária a casos de extrema necessidade. Todos nós temos o direito de nos sentir amados pessoalmente por Deus, pois foi isso que Jesus nos mostrou. Quanto mais nos sentirmos pessoalmente amados por Deus em sua Misericórdia, tanto mais trataremos os outros como também pessoa e não como massa humana. Senhor Jesus, que o Espírito Santo nos convença desse amor infinito e pessoal que tendes por nós. Que o Vosso Espírito grave de uma vez por todas em nossos corações a vossa Palavra: “«Nada temas, porque Eu te resgatei, e te chamei pelo teu nome; tu és meu.” (Is 43,1)

Pe. Marcelo

CIVILIZAÇÃO DO AMOR

Olá Pessoal!!!

Depois de 12 anos de caminhada a Banda CIVILIZAÇÃO DO AMOR lança seu primeiro trabalho musical (Trata-se de uma banda PALOTINA).

Tudo começou em 1997, quando alguns jovens da Paróquia Cristo Rei (Curitiba-PR) se reuniam nas casas para informalmente tocar, em rodas de violão, canções que demonstram o amor de Cristo e o valor da amizade.Nasce então um projeto musical em busca de uma nova civilização baseada na fraternidade e no amor. Belas canções surgiram a partir disso, dentre elas Ide Pelo Mundo, Reflexão, Quando o Céu se Abriu, entre outras.

Dessas reuniões aos poucos se oficializaram em torno de um projeto musical que, após anos de luta, se concretiza no CD “Reflexão”.

Muitos foram os amigos e colaboradores que ao longo desses anos escreveram sua história na “Civilização”. Com composições próprias, hoje o grupo conta com a dedicação de Matheus Baggio nos vocais, Alailson Oliveira nas guitarras e vocais, Rui Pacheco no contra baixo e Marlon Roza (coordenador nacional da Juventude Palotina) na percussão. Músicos convidados: Mauricio Negrello e Paulo Gaôna. Mas na verdade a grande Civilização do Amor se concretiza nas mensagens que são traduzidas nas músicas e em todos aqueles que comungam do amor de Cristo.
Buscamos um novo ideal de vida, uma nova “Civilização do Amor”, onde o que estará sempre presente é o verdadeiro amor de Deus.
Que a paz de Jesus habite o coração de todos!
Marlon Roza

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mês de Agosto na Paróquia de São Sebastião de Itaipu- Niterói

Já terminamos o mês de agosto, que no Brasil é tido como o mês vocacional. E em nossa paróquia, foi um mês bastante produtivo.Logo na primeira semana, juntamente com nossos padres, no dia de São João Maria Vianey, comemoramos o dia do padre, que contou com a presença de mais 3 padres amigos e visitantes, que celebraram a santa missa e depois participaram de uma confraternização no salão paroquial. Entrando na semana onde se comemora o dia dos pais , aconteceu como em todo ano, a semana nacional da família,onde a cada dia após a celebração da santa missa, casais da paróquia partilharam com toda a comunidade palestrando sobre diversos temas. E sempre após a missa todos confraternizaram no salão paroquial, onde todos puderam se deliciar com caldos e doces feitos pelos casais da pastoral familiar.
Na semana que comemoramos as vocações religiosas, aconteceu o 28º Encontro de Adolescentes com Cristo, que teve grande participação dos adolescentes da paróquia e foi muito bom. Já nos dias 21, 22 e 23 aconteceu o retiro para os adolescentes e jovens, sobre Sexualidade e Afetividade, que contou com a participação de jovens da nossa paróquia e de paroquias vizinhas do nosso vicariato. Também no dia 21 as catequistas da nossa paroquia tiveram um momento de confraternização, que começou com a adoração ao Santíssimo Sacramento, seguido da Santa Missa. E no salão paroquial uma festinha com salgadinhos deliciosos e um bolo, todas puderam partilhar deste momento de união.
E nos dias 28, 29 e 30 aconteceu também o 24° Encontro de Casais com Cristo, que com grande participação dos casais da comunidade, acolheram os novos casais e partilharam a vida nova em Cristo.

Foi um mês de grandes atividades na nossa comunidade paroquial, e muito importante para a formação de nossas famílias, pois somente teremos boas e frutíferas vocações para o sacerdócio, religiosas e religiosos, pais e mães, se no seio de nossas famílias o centro e todo foco estiver voltado para nosso Senhor Jesus. Que Deus abençoe todas as famílias de nossa paroquia e do mundo inteiro.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!
Camille Santos