quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Inicio da Novena de Natal em Itaipu


Ontem começou na Paróquia de São Sebastião em Itaipu a novena de Natal. A cada dia será  celebrada a missa nas ruas da comunidade e ao final de cada celebração meditamos a novena.

O primeiro dia foi na Colônia dos Pescadores de Itaipu. E a santa missa foi celebrada pelo nosso Pe. Ceslaw.

Ao lado da Imagem de São Pedro foi organizado o pequeno altar e o povo se acomodou e juntos rezaram por todos os moradores daquele local.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Apóstolos Hoje - Dezembro 2014


"Superar a tentação através da alegria do Evangelho"
- Preparação espiritual para o Congresso Geral
da União em julho de 2015.

"Reconhecemos que necessitamos criar espaços adequados para motivar e reabilitar os agentes pastorais, lugares para regenerar a própria fé em Jesus crucificado e ressuscitado, no qual compartilham suas mais profundas questões e preocupações do cotidiano, discernem em profundidade com critérios evangélicos sobre sua própria existência e experiências, a fim de orientar para o bem e a beleza as próprias escolhas pessoais e sociais. "(Evangelii Gaudium 77)
O Papa Francisco convida-nosa criar espaços de renovação, para motivar e curar. Durante a nossa reflexão espiritual mensal, penso que vale a pena para todos nós refletirmos sobre os espaços de renovação onde encontramos a força e a vontade para a ação apostólica, onde nos regeneramos e fazemos discernimento sobre o caminho da vida, a vida na Igreja e com a Igreja pelaqual nós somos responsáveis pelo batismo. Este espaço de renovação para todos nós é Jesus, que está conosco cada vez que nos encontramos em seu nome. Por esta razão, o nosso Estatuto Geral no artigo n° 23 fala de estar em comunhão com Deus."Os membros da União, a fim de aprofundar e promover a comunhão com Deus e uns com os outros, no seguimento a Jesus Cristo, aexemplo de São Vicente Pallotti: estudam, meditame partilham a Sagrada Escritura como fonte de inspiração; colocam a celebração Eucarística no centro da própria vida; zelam pela oração pessoal e comunitária, compartilham uns com os outros as experiências de vida e de fé, vivem a reconciliação como uma atitude de conversão permanente".
Sem dúvida, há muitas e belas atividades apostólicas que compartilhamos na Igreja e das quais nos orgulhamos. No entanto, você precisa parar e pensar sobre as tentações a que estamos expostos (EG 17 b).
Todos conhecemos e lembramos os belos ideais que acompanhavam São Vicente Pallotti na fundação da União (cfr. OOCC IV, pp.17-23), com tristeza, admitimos que as tentações mencionadas pelo Papa Francisco na Evangelii Gaudium também influenciam a nossa União.
A primeira tentação é uma preocupação exagerada pela autonomia, por espaços pessoais e relaxantes, que nos levam a viver os nossos deveres como um mero apêndice da vida, como se não fizessem parte da identidade das pessoas que trabalham no ministério pastoral; acentuação do individualismo, uma crise de identidade e um declínio no fervor. São três males que influenciam um ao outro. Mesmo um estilo de vida nos leva a apegar-nos áseguranças econômicas, ou a espaços de poder e glória humana que procuramos obter de qualquer forma, em vez de doar a vida aos outros na missão. Desta forma, a tarefa da evangelização é vivida sem entusiasmo, com apenas um pouco de esforço e em tempo limitado.
Não deixemos que nosroubem o entusiasmo missionário! (EG 78-80).
São Vicente queria muito cumprir o mandamento do amor, que é ilimitado e desejou que todos pudessem conhecer e amar a Cristo. Por esta razão, o nosso amor por Jesus não pode ficar somente em segredo, privado eescondido aos olhos do mundo, que não permitacompartilhar com aqueles que não o conhecem.
Alguns têm medo de serem convidados a realizar algumaação apostólica. Tentam escapar de qualquer compromisso que possa privá-los do tempo livree do qual sepreocupam obsessivamente... como se uma ação de evangelização fosse um veneno perigoso em vez de seruma resposta feliz ao amor de Deus que os convoca à missão e os torna completos e fecundos. O problema nem sempre é o excesso de atividade, mas,sobretudo as atividades vividas mal sem motivação adequada, sem uma espiritualidade que permeia a ação e a torna desejável. A ansiedade hoje para obter resultados imediatos faz agentes pastorais não tolerarem facilmente o sentido de qualquer contradição como:um fracassoaparente, uma crítica, uma cruz. A maior ameaça "é o pragmatismo cinzento da vida cotidiana da Igreja, na qual tudoaparentementeprocede na normalidade, enquanto que, na realidade, a fé vai se desgastando e se degenerando na mesquinhez". 
Não deixemos que nos roubema alegria de evangelizar! (EG 78-80).
A alegria do Evangelho é aquela que nada e ninguém poderá nos tirar (cfr. Jo 16, 22). Uma das tentações mais graves que sufocam o fervor e a ousadia é o sentimento de derrota que nos torna pessimistas, insatisfeitos e desencantados com a face escura. Ninguém pode enfrentar uma batalha se antes não confia plenamente na vitória. É evidente que em alguns lugares se tem produzido um "deserto" espiritual, fruto do projeto de sociedade que queremos construir sem Deus ou que destrua as suas raízes cristãs. Podemos também nos tornar um deserto espiritual. Até mesmo a nossa família ou nosso local de trabalho pode ser aquele ambiente árido, onde se deveria manter a fé e tentar irradiá-la. No deserto há necessidade, acima de tudo, de pessoas de fé que, com a sua fé e a vida honesta, podem apontar o caminho em direção à Terra Prometida, por isso, tornam visível a esperança.
Não deixemos que nos roubem a esperança! (EG 85-86)
Hoje, quando os meios de comunicação humana alcançaram um crescimento sem precedentes, somos desafiados a descobrir e transmitir a profundidade da vida em comunhão. Experimentar estar juntos com as nossas diferenças, iniciando talvez em um modo um pouco '"caótico", mas que pode se transformar em uma verdadeira experiência de fraternidade, em uma caravana de solidariedade, em uma sagradaperegrinação. Sair de si mesmo para unir-se ao outro faz bem. Fechar-se em si mesmo é provar o veneno amargo do isolamento. O Evangelho convida-nos a correr sempre o risco de encontrar-se com o rosto do outro, em uma comunidade de fé. O Filho de Deus na sua encarnação nos convidou a revolução da ternura ... Em outros setores da nossa sociedade cresce a estima para diferentes formas de "bem-estar espiritual", sem comunidade, para a "teologia da prosperidade" sem compromissos fraternos. A solução para os nossos problemas nunca consistirá em fugir de um relacionamento pessoal e comprometido com Deus e com os outros. Esta situação pode ocorrer hoje em nossas paróquiasquando os fiéistomam uma atitude de esconder-se do ponto de vista dos outros e quando sutilmente trocamde um lugar para outro ou de um compromisso para outro sem criar vínculos profundos e estáveis; trata-se de um remédio falsoque pode causar a doença do espírito. Decisivamente é melhor aprender a descobrir Jesus no rosto do outro, em suas vozes, em suas demandas. Isso nos leva à verdadeira cura pessoal, porque a maneira adequada de nos relacionarmos com os outros, na verdade, nos cura. Este modo é a fraternidade mística, contemplativa, que sabe olhar a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano, que sabe suportar o desafio de viver juntos agarrando-se ao amor de Deus, que sabe como abrir o coração ao amor divino para procurar a felicidade dos outros como seu bom Pai procura.
Não deixemos que nos roubema comunidade! (EG 87-92)
Também estamos atentos ao mundanismo espiritual, que se esconde por trás das aparências de piedade e até mesmo do amor à Igreja. Consistena atitude de, em vez de procurar a glória do Senhor, procura-se a glória e o bem-estar humano. Isso nos leva a substituir o fervor evangélico com a auto complacência egocêntrica. Aquele que caiu neste mundanismo olha do alto e de longe os outros, rejeita a profecia dos irmãos, desqualifica aqueles que lhe fazem perguntas, ressaltam constantemente os erros dos outros, não aprendem com seus próprios pecados, nem é autenticamente aberto ao perdão. Este mundanismo asfixiantecura-se saboreando o ar fresco do Espírito Santo, que nos libera da concentração sobre nós mesmos e nos abre à presença de Deus. 
Não deixemos que nos roubem o Evangelho! (EG 93-97)
O mundanismo espiritual leva alguns cristãos a estar em guerra com os outros cristãos que impedem a sua busca de poder, de prestígio, de prazer ou segurança econômica. Cuidado com a tentação de inveja! Estamos todos no mesmo barco e vamos todos para o mesmo porto! Pedimos a graça de alegrar-nos com os frutos de outros, que são de todos. A cada um de nós é direta a exortação paulina: "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12, 21). E mais uma vez:"Não nos cansemos de fazer o bem" (Gálatas 6,9).
  Não deixemos que nos roubem a ideia do amor fraterno! (EG 98-101).
É preciso reconhecer que, no contexto atual da crise com os compromissose os laços comunitários, são muitos os jovens que oferecem sua ajuda solidária em face aos males do mundo e se envolvem em várias formas de atividades e voluntariado. Que belo que os jovens são "peregrinos da fé", felizes de levar Jesus em cada estrada, em cada praça, em cada canto da terra! Se em nossas comunidades há a falta de um fervor apostólico contagioso, esse não entusiasma e não desperta atrações. Onde há vida, paixão, desejo de levar Cristo aos outros, surgem vocações autênticas. Os desafios existem para serem enfrentados. Somos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação plena de esperança!
Não deixemos que nos roubem a força missionária! (EG 106-109)
Conclusão:
A alegria é realmente uma grande força, porque é um distintivo que o Senhor está conosco. É por isso que São Vicente, falando aos membros da União, queria que em seus rostos, em seu olhar modesto, em todo o seu agir ecomportamento, no encontro mútuo na comunidade, e em particular com as pessoas vindas de fora, reunidos em ocasião do ministério pastoral, emanasse e espalhasse a alegria espiritual (cfr. OOCC VII, 171).
O Evangelho, a esperança, a comunidade, o ideal do amor fraterno, as missões ..., tudo isto é o modo de ser a Igreja. Por esta razão, nos encontramos juntos, reforçando-nos reciprocamente para que a Uniãopossa estar sempre pronta a levar Jesus, a alegria que se renova e se comunica ....
Questões para reflexão pessoal e/ou comunitária:
• Como alimento a minha fé e como é o meu ser em comunhão com Deus?
• Que tentações experimento como causa da paralisia no meu apostolado?
• Que iniciativas apostólicas podemos desenvolver como Conselho Nacional de Coordenação, Conselhos de Coordenação Local, membros das comunidades e grupos da União, para criar um espaço de encontro com as famílias para ajudá-las a descobrir e/ou aprofundar a alegria evangélica e esperança em suas vidas?
Pe. Vladimir Peklansky SAC
Promotor Nacional da Formação,
Slovacchia

Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora em Itaipu


Neste dia de alegria, em que a Igreja celebra a Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a comunidade da Paróquia de São Sebastião se reuniu também para celebrar.

A festa era na Capela de Nossa Senhora da Conceição. E teve inicio logo cedo as 7:30h com a procissão e a Santa Missa.

A noite novamente a igreja lotou de fiéis, e a procissão que passou pelas ruas do bairro foi muito bonita.
A Santa Missa foi celebrada pelo Pe. Francisco e concelebrada pelo nosso Pároco Pe. Jorge.
Louvamos a Deus por ter nos dado Maria como nossa mãezinha, e pelo “sim” que ela deu a Deus, se tornando a mãe de Jesus, sem a mancha do pecado.


Salve nossa Mãe Imaculada! Viva Nossa Senhora!

domingo, 7 de dezembro de 2014

O Ano da Vida Consagrada e da alegria de ser Palotino


O Ano da Vida Consagrada e da alegria de ser Palotino. Sábado, 29 de novembro de 2014, em toda a Igreja Católica começou o Ano da Vida Consagrada.
Em Roma, este evento foi marcado com uma grande vigília de oração na Basílica de Santa Maria Maggiore, presidido pelo Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom José Rodríguez Carballo, OFM. Foi um momento de oração marcada por ouvir alguns dos escritos dos Fundadores que seguiram Jesus em diferentes formas e a mensagem de vídeo de Papa Francisco que estava com visita pastoral à Turquia.
Outro momento importante foi a Celebração Eucarística do domingo, 30 de novembro, presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação, que nos apresentou plenamente no Ano da Vida Consagrada que ilustra o ensinamento do Papa Francisco sobre ele.

Papa Francisco na Carta Apostólica a todos consagrados por ocasião do Ano da Vida Consagrada, de 21 de Novembro de 2014, indica claramente os objetivos deste ano especial: olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança. O Santo Padre espera deste Ano de graça: que nós sejamos testemunhas da alegria de ser consagrados, acordar o mundo com as nossas vidas, sejamos na Igreja "especialistas de comunhão" e que "Nós saímos" para os subúrbios de existência.

Relatamos a primeira iniciativa do Secretariado Geral para a Formação, que envolverá as casas de formação. O Secretariado está organizando uma "Corrente de Oração", inspirado no tema: “A alegria de ser consagrado Pallottino”, que começará no dia 22 janeiro de 2015, festa de São Vicente Pallotti, e vai durar 33 dias e seguirá os "Trinta e três pontos" na qual Ele apresenta a santa vida de Jesus, que é a “nossa regra fundamental”. O Secretariado Geral de Formação envia logo a casas de formação um calendário com todas as informações. Neste Ano dedicado à Vida Consagrada nossos jovens podem viver mais profundamente a comunhão e a alegria da consagração através da oração e da meditação.

sábado, 15 de novembro de 2014

Consagração Perpétua


"Seja destruída a minha vida e a vida de Jesus Cristo seja a minha". 
S. V. Pallotti.      
    
A família palotina estava em festa para celebrar a Consagração Perpétua do nosso seminarista Denis Alves Campos, na belíssima paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes em Bonsucesso/Rio de Janeiro.

A Santa Missa foi celebrada pelo superior regional  Pe. José Rodriguez, e também estavam presentes padres da família palotina, irmãos beneditinos, seminaristas, noviços, membros da O.V.S. e da U.A.C. familiares do Denis e amigos.


Todos  reunidos para louvar a Deus pela sua vocação, entrega a Deus.

Que Nossa Senhora Mãe de Misericórdia o abençoe e que ele seja um religioso de acordo com a vontade de Deus. 

Mãe da Misericórdia


Nós, palotinos da Região Mãe da Misericórdia, iremos celebrar no dia 16 de novembro a nossa padroeira. Deste modo, apresentamos os motivos de honrarmos a Mãe de Deus com o Título de Mãe da Misericórdia.
 

Há uma íntima relação entre Maria Santíssima, a Mãe de Jesus, o mistério da misericórdia divina e a prática da misericórdia. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito (preservada do pecado e do demônio), ao mesmo tempo em que o seu agir – antes e depois da sua Assunção – está assinalado pelo amor efetivo aos seres humanos (especialmente pelos pecadores e sofredores).
A invocação “Salve, Rainha Mãe de misericórdia” se encontra pela primeira vez com o Bispo Adhémar, de Le Puy (+ 1098); destaca a qualidade do olhar materno de Maria: “esses vossos olhos misericirdiosos a nós volvei”, e conclui com o sentido desta sua misericórdia: “ó clemente, ó piedosa, ó doce, Virgem Maria”. Já o título “Mãe de Misericórdia” Se crê que foi dado pela primeira vez a Maria por Santo Odão (+ 942), abade de Cluny. “Ego sum Mater misericordiae” (Eu sou a Mãe de Misericórdia), Maria lhe teria dito em sonho. Relação com a Mensagem da Divina Misericórdia.

Em Vilna, capital da Lituânia, se venera a imagem da Mãe da Misericórdia de Aušros Vartai (Portal da Aurora) desde 1522, localizada numa das entradas do antigo muro. Em 1773 o Papa Clemente XIV concedia indulgências a quem rezasse ali com devoção, e em 1927 o Papa Pio XI permitiu que a pintura fosse solenemente coroada com o título de Maria, Mãe da Misericórdia. Sua festa é celebrada a 16 de novembro.

Em nossos tempos, Santa Faustina Kowalska, mística polonesa, nos repropõe a centralidade da Divina Misericórdia para a fé e a vida da Igreja, recorrendo a Maria Santíssima como Mãe da Misericórdia. Por Providência divina, a primeira vez em que a imagem de Jesus Misericordioso foi publicamente venerada foi justamente em Vilna (cf. Diário, 417).

Em qual sentido podemos proclamar Maria como Mãe de Misericórdia? Sem cometer o grave equívoco de pensar que a misericórdia é reservada a Maria e a justiça a Jesus (como muitos medievais chegaram a pensar), o título “Mãe da Misericórdia” ou “Mãe de Misericórdia” assim se justifica:

Maria é a mulher que experimenta de modo único a misericórdia de Deus – que a envolveu de modo particular desde a sua Imaculada Conceição, passando pela Anunciação, como discípula fiel do seu Filho, até o grande momento da Sua Páscoa (paixão, morte, ressurreição, glorificação e Pentecostes). Ela é “cheia de graça”, ou seja, totalmente transformada pela benevolência divina (cf. Ef 1, 6).
Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraordinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1, 3). A partir do seu “eis-me aqui” e o seu “faça-se”, a misercórdia divina se faz carne e entra na história!
Maria é a intercessora incansável do povo de Deus – elevada aos Céus em corpo e alma, Maria não deixa de apresentar as necessidades dos fiéis ao seu Filho, a quem rogou pelos esposos de Caná, quando vivia na terra (cf. Jo 2, 1 ss). Ela “continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna”, ensina o Concílio Vaticano II (Lumem gentium, n. 62), praticando assim a misericórdia, sobretudo para com os que padecem dos males da alma (pecadores), mas também do corpo (todos que sofrem).
A Mãe de Jesus e nossa merece, portanto, ser honrada como Mãe da Misericórdia e Mãe de Misericórdia! Ó Maria, Mãe que experimentastes e gerastes a Misericórdia, Mãe que proclamais e exerceis a misericórdia, fazei de nós autênticos apóstolos deste mesmo mistério de amor em nossos tempos. Amém.
Pe. Akácio

domingo, 9 de novembro de 2014

Apóstolos Hoje - Novembro de 2014


Preparação Espiritual para o Congresso Geral da União em julho de 2015

"Se alguma coisa deve santamente inquietar-nos e preocupar a nossa consciência é que muitos dos nossos irmãos vivem sem a força, a luz e consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolhe, sem um horizonte de significado e vida . Mais do que o medo do fracasso espero que nos mova o temor de fechar-nos nas estruturas que nos dão uma falsa segurança, nos padrões que se nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nossentimos tranquilos,  enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus nos repete incessantemente: "Dai-lhes vós mesmos de comer" (Marcos 6,37)" Evangelii Gaudium, 49.
Neste mês de novembro, enquanto continuamos o caminho de preparação espiritual para o Congresso Geral, iluminados com o tema "Jesus, uma alegria que se renova e se comunica", convido-vos a aceitar o desafio proposto anteriormente pelo Papa Francisco "Dai-lhes vós mesmos de comer". As pessoas estão famintas; estão à procura de "alimento" em muitos lugares, entre as pessoas que se conhecem ou não se conhecem, usando uma variedade de métodos e meios para encontrar-se. 
Procuram a razão de sua existência e, às vezes, estão conscientes de sua busca de Deus, mas não tiveram quem lhes falasse de Cristo.
O Papa Francisco encoraja a nós,o Povo de Deus, a Igreja, aencontrar precisamente essas pessoas e dar-lhes as razões para viver e crescer, objetivo último pelo qual trabalhamos. Como fazemos? Através da evangelização: "Ide, pois e fazei discípulos todas as nações ... ensinando-as a observar tudo o que avos tenho ordenado" (Mt 28,19a, 20a).
A Evangelização pode ser tão complexa como preparar discursos e retiros para enriquecer os outros ou tão simples como falar com alguém, revelando o amor de Deus para cada um e introduzir os conceitos básicos da fé e da Igreja. AIgreja tem necessidade (nós precisamos) estar abertos a todos aqueles que estão à procura, independentemente de suas escolhas passadas e de sua situação atual.
Temos um presente único e especial a compartilhar com o resto do mundo - a pessoa de Jesus Cristo. Ele é a mensagem a ser entregue a todos com quem entramos em contato, a mensagem que foi confiada à Igreja para ser espalhada até os confins da terra. Não é a nossa mensagem, mas a mensagem de Jesus.
Neste núcleo fundamental o que brilha é a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado. (EG 36)
No passado, ir em missão poderia significar ir para terras distantes como missionários; hoje, não é necessário ir muito longe para encontrar os famintos e sedentos: basta olhar ao nosso redor, em nossas famílias, nossos vizinhos e talvez até mesmo em nossas paróquias para encontrar aqueles que não conhecem a Jesus, sua mensagem de amor, ou que O tornaram inútil em suas vidas.
E quem deve evangelizar? Nós. Como acreditava São Vincente e como disse o Papa: Todos somos chamados (EG 20) em virtude do Batismo. Nós somos aqueles que acolhem a missão de "seguir em frente", confiada aos Apóstolos e, por meio deles, a nós. Ao final de cada celebração Eucarística, somos convidados a dar testemunho de Cristo com a nossa vida. Embora esses compromissos podem nos distanciar de nossas conmodidades, há uma alegria que vem do saber de  plantado a semente do Evangelho. E tal alegria se renova na celebração da Eucaristia.
A Igreja evangeliza e é evangelizada com a beleza da Liturgia, que é também a celebração da ação evangelizadora e fonte de um renovado impulso a doar-se (EG 24). Além disso, Jesus nos diz: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28,20b).
O Papa Francisco, embora deseja que focalizemos sobre a mensagem, ele também compreende que énecessária uma estrutura que permita que a mesma mensagem seja levada a outros. Tal como acontece para a UAC, os Centros de Coordenação Local são centros animadores de encontro, de oração, de formação e de colaboração para sustentar a espiritualidade comum e promover as diversas iniciativas apostólicas (Estatuto Geral 60), assim a paróquia, como parte específica da Igreja a qual pertencemos, é a Igreja encarnada em um determinado espaço, equipada com todos os meios de salvação dada por Cristo, mas com um rosto local (EG 30). A União como Associação éuma riqueza para a Igreja que o Espírito suscita para evangelizar todas as áreas e setores que foi pedido para não perder o contato com essa realidade tão rica da paróquia local,e integrar-se com prazer no plano pastoral da Igreja particular (EG 29). São Vicente Pallotti fundou a União para servir a Igreja ... Os membros da União, portanto, comprometem-se a permanecer em comunhão com o Papa e os Bispos (EstG 21).
Não nos é pedido que evangelizemos sozinhos ou sem preparação: é na paróquia que somos nutridos pela  mesa Eucarística, com o Corpo de Cristo através da Eucaristia, com a Palavra de Deus, através da oração e pregação, e da própria comunidade. Fomos abençoados para sermos membros da UAC: Podemos aprender mais sobre Jesus, o Apóstolo do Eterno Pai (formação), podemos compartilhar nossa caminhada de fé com os outros, podemos juntos orar e celebrar a Eucaristia, para sermos mais incentivados e apoiados em nosso compromisso com a evangelização.
E, embora as enormes e rápidas mudanças culturais exigem que prestemos constante atenção para tentar expressar sempre a verdade em uma linguagem que permite reconhecer a sua permanente novidade(EG 41), deve-se notar que todo ensinamento da doutrina deve situar-se na atitude evangelizadora que acorda a adesão do coração com a proximidade, amor e testemunho (EG 42). Quando nos comprometemos a imitar o amor de Cristo para o Pai e para todas as pessoas, e desejamos hoje realizar, no modo mais completo, o Seu estilo de vida e de apostolado (EstG 19), e nos entregamos ao serviço e cumprimento Sua vontade, revelada especialmente através da Sagrada Escritura, o ensinamento da Igreja e os Sinais dos tempos (EG 18), estamos vivendo a evangelização, à vista de todos.
No entanto, como precisamos de tempo para crescer em nossa fé e esperamos misericórdia e paciência por parte de Deus e do homem para as nossas dúvidas e nossas falhas, devemos também dar aos outros o tempo necessário que precisam para crescer. A todos deve chegar a consolação e encorajamento do amor salvífico de Deus, que trabalha misteriosamente em cada pessoa, além de seus defeitos e suas quedas (EG 44). Somos chamados a viver a reconciliação como um caminho de conversão permanente (EstG 23e).
Evangelização significa "sair", mas também para viajar juntos com nossas dificuldades e sofrimentos, nossos medos e as nossas alegrias. Ousamos um pouco mais para tomar iniciativas! Como consequência, a Igreja sabe  "envolver-nos" (EG 24).
Nossa recompensa é a alegria.  

Questões a considerar
•         Quem eu encontrei no mês passado, que estava precisando de meu testemunho no que diz respeito ao amor de Deus?
•         Como estou nutrindo os famintos?

Ação concreta:
Não temos todas as respostas para as necessidades e exigências daqueles que procuram a nossa ajuda. Esperamos encontrar tempo neste mês para identificar centros em nossa diocese, setores que possam nos ajudar e para que possamos oferecer ajuda.
Maria Domke
Promotor da Educação Nacional
Edmonton, Alberta, Canadá