domingo, 24 de janeiro de 2010

Dia de São Vicente Pallotti

Na paróquia palotina de São Sebastião de Itaipu, não podia deixar de ser comemorado o dia do nosso Santo fundador, Vicente Pallotti.

A comunidade se preparou para este dia começando com o Tríduo no dia 19. Nestes três dias foram meditados textos sobre a vida, obra, espiritualidade e carisma de São Vivente Pallotti e dos palotinos, foi ótimo porque pudemos aprender mais sobre este nosso querido fundador, e saber mais sobre os lugares onde os palotinos trabalham e evangelizam.No dia 22, a UAC Itaipu dividiu-se para a celebração. Como neste dia, 2 seminaristas palotinos estavam sendo ordenados diáconos no Santuário da Divina Misericórdia no Rio, alguns membros foram para lá prestigiar a celebração, e outros ficaram para organizar a santa missa solene de Pallotti.
A celebração foi simples, mas com grande dedicação de todos os presentes, que agradeceram a Deus pela vida e obra deste grande Santo Pallotti.

Pe. Ceslaw presidiu a Santa missa. Os membros da UAC, prepararam a liturgia, e trouxeram no ofertório um cartaz com o Apelo ao Povo, oração que Pallotti fez em praça publica, o Pão e o Vinho, e uma estola, representando a dedicação de Pallotti com os santos sacramentos especialmente a confissão.

No fim, Pe. Ceslaw deu a benção e todos louvaram a Deus cantando hinos á São Vicente Pallotti.
Camille Santos
Fotos: http://picasaweb.google.com/asementeitaipu/DiaDePallotti?authkey=Gv1sRgCOX42pO4u6niTw&feat=email#

sábado, 23 de janeiro de 2010

ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS

Como é consolador para nós cristãos, quando participamos de uma assembleia viva, onde os carismas diversos se manifestam, onde se manifesta Cristo através dos diversos modos de estar presente no meio de seu povo. A liturgia de hoje nos aponta para esta realidade. Na primeira leitura do livro de Neemias, vemos a presença do Senhor em Sua Palavra proclamada e ouvida dignamente em uma assembleia. Do texto, podemos colher alguns detalhes que nos ajudam a participar melhor de nossas assembleias litúrgicas e não litúrgicas, onde é proclamada a Palavra de Deus. Em primeiro lugar nota-se a disponibilidade do Povo para escutar a Palavra de Deus: “Esdras leu o livro, desde a manhã até à tarde, na praça que fica diante da porta das Águas…” (Ne 8,3). O povo tinha reservado aquele tempo para escutar a Palavra de Deus, para descobrir a vontade do Senhor a seu respeito. Em segundo lugar a disposição interior: “…e todo o povo escutava com atenção a leitura do livro da Lei.” (Ne 8,3). Para quem quer escutar a voz de Deus realmente, é necessário banir todas as distracções, fazendo também o possível para não distrair os demais. Terceira atitude a observar é a posição do corpo: “Então, Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todo o povo respondeu, levantando as mãos: «Ámen! Ámen!» Depois, inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor, com a face por terra.” (Ne 8,6) A posição do nosso corpo é muito importante , pois expressam a nossa atitude interior. Temos cada Domingo, pelo menos quatro leituras da Palavra de Deus. Durante o Salmo e as duas primeiras leituras permanecemos sentados, pois é a posição que tomamos quando recebemos alguém querido em nossas casas e queremos dialogar com ele. Assim quando ouvimos sentados a Palavra de Deus, dialogamos com o Senhor, pedindo perdão pelas coisas que em nossas vidas ainda não condizem com a Palavra de Deus e agradecendo ao Senhor pelos progressos que realizamos. Quando ouvimos o Evangelho, ficamos de pé, assim como ficamos de pé para receber a visita de alguém muito importante. Simboliza também a prontidão em ouvir e atender, pois é o próprio Filho de Deus, a Palavra que se fez carne e habitou entre nós que vem nos visitar. Quando do momento da consagração, nos ajoelhamos, assim como na Sagrada Escritura, os homens se ajoelharam diante de uma manifestação extraordinária do poder de Deus: Pedro diante da Pesca milagrosa ajoelhou-se: “Ao ver isto, Simão caiu aos pés de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.» (Lucas 5,8); Ou ainda: “Um leproso veio ter com Ele, caiu de joelhos e suplicou: «Se quiseres, podes purificar-me.» (Mc 1,40) (Cf. Ver. Celebração Litúrgica, Braga)

Na leitura do Evangelho vemos uma outra forma da presença de Jesus: está presente na pessoa do presidente da celebração. Jesus tinha o costume de estar na sinagoga e serviu como quem presidia à leitura da Palavra de Deus: “Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías”(Lc 4,16-17)

Na Carta de São Paulo que vem na segunda leitura vemos o relato da linda presença de Cristo no meio de seu povo que reza e canta. Como é belo participar de uma assembleia toda ela carismática e ministerial, onde não só aparece a função de presidente , mas muitos ministérios e carismas. É o próprio Senhor que prometeu estar presente no meio daqueles que se reúnem em seu Nome: “Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.” (Mt 18, 20)

Por fim, a presença supereminente de Cristo que é a Eucaristia. Diante da grandeza deste mistério, Santo Agostinho exclama: "Ó sacramento da piedade! Ó sacramento da unidade! Ó vínculo da caridade!"

Como os primeiros cristãos, diante de tudo isso, temos de exclamar: “Não podemos viver sem o Domingo” Sobre isso dizia o Papa Bento XVI: “Também nós, cristãos do segundo milénio, não podemos viver sem o Domingo: um dia que dá sentido ao trabalho e ao repouso, actualiza o sentido da criação e a redenção, expressa o valor da liberdade e do serviço ao próximo... tudo isto é o Domingo: é mais que um preceito!” “Se a população da antiga civilização cristã abandonou este significado e deixou que o Domingo se reduzisse a um ‘fim de semana’ ou a uma ocasião para os interesses mundanos e comerciais — advertiu o Papa — quer dizer que decidiram renunciar à própria cultura”. (Cf.http://www.eclesiales.org/portugues/noticia.php?id=001231)

Diante disso, quais são os nosso propósitos? Como podemos viver melhor o Domingo?
Pe. Marcelo

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

22 de Janeiro dia de São Vicente Pallotti

Hoje, no dia que comemoramos nosso Santo fundador, rezemos como ele fez, pedindo a Deus para que sejamos cada vez mais solícitos a vontade Dele, e sejamos fiéis a Ele.

Deus meu,
Não o entendimento, mas Deus,
Não o arbítrio, mas Deus,
Não a alma, mas Deus,
Não a vista, mas Deus,
Não o ouvido, mas Deus,
Não o olfato, mas Deus,
Não o gosto e a fala, mas Deus,
Não a respiração, mas Deus,
Não o tato, mas Deus,
Não o coração, mas Deus,
Não o corpo, mas Deus,
Não o ar, mas Deus,
Não a comida e a bebida, mas Deus,
Não o vestuário, mas Deus,
Não o leito, mas Deus,
Não os haveres temporais, mas Deus,
Não as riquezas, mas Deus,
Não as honras, mas Deus,
Não as distinções mundanas, mas Deus,
Não as dignidades, mas Deus,
Não as promoções, mas Deus,
Deus em tudo e sempre.

São Vicente Pallotti, Rogai por nós!

Dia de São Sebastião

Dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro da nossa paróquia. As comemorações pelo dia do nosso Santo Padroeiro começaram no dia 12 com o inicio da novena.

A festa começou bem cedo, às 6h da manhã, com a alvorada, e em seguida às 7h a Santa Missa celebrada pelo nosso Vigário Pe. Akácio. Durante todo o dia a igreja ficou aberta para que os fiéis pudessem fazer suas orações. Muitos visitantes, paroquianos vieram para rezar pedindo graças a Deus pela intercessão de São Sebastião.
O ponto alto da festa começou 19h, quando a procissão com a imagem de São Sebastião saiu, passando pelas ruas de Itaipu, que apesar do calor foi seguida por muitos fiéis. Retornando para a igreja, iniciou-se a Santa Missa que foi presidida pelo nosso Pároco Pe. Casimiro, e concelebrada pelos padres Ceslaw, Alceste, Marcelo e Akácio, com o auxilio também do diácono Marcos.
A igreja estava lotada, foi uma celebração muito bonita, e com grandes emoções.
Ao final da Santa Missa, tivemos a despedida do nosso Vigário Pe. Akácio que vai deixar nossa Paróquia e seguir para uma nova missão.
Logo após a benção final, todos foram convidados para a festa popular.
Foi um dia de muitas bênçãos. Que São Sebastião interceda por todos nós e Deus abençoe nossa Paróquia, para que sempre acolha com amor os filhos de Deus.
Camille Santos

domingo, 17 de janeiro de 2010

Raio

Na madrugada de Sexta-Feira dia 15/01, um forte temporal atingiu a região oceânica de Niterói.

Por volta das 3h da manhã, chovia muito forte, e uma tempestade de raios caia sobre a região. Nesta hora, um destes raios atingiu a torre direita da Igreja São Sebastião de Itaipu. Foi uma descarga muito forte, que destruiu a parte do pico da torre.
Com essa força, pedaços da torre foram lançados para todos os lados, e um grande pedaço caiu por cima do telhado recém-reformado, quebrando ele. Por conta disso, a chuva molhou parte do coro da igreja. Molhando aparelhos e caixas de som. O som que usamos para o Altar, também ficou danificado por conta da descarga elétrica, que queimou também aparelhos na secretária paroquial.
Foi um grande susto, e alguns prejuízos. Mas graças a Deus tudo está bem. Cremos na providência Divina, que logo estaremos com som novo, e a torre restaurada.
Que São Sebastião interceda por nós.

sábado, 16 de janeiro de 2010

SINAIS DA “FAMÍLIA RENOVADA”

No último Domingo vivemos a Festa do Baptismo do Senhor, que tem uma profunda ligação com as leituras deste Domingo: Jesus que não precisava ser baptizado, pois já era um com o Pai desde toda Eternidade. O próprio João não entendeu e pergunta: “Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti, e Tu vens a mim?» Jesus, porém, respondeu-lhe: «Deixa por agora. Convém que cumpramos assim toda a justiça.» (Mt 3,14-15)

Santo Hilário nos explica o porque desta insistência de Nosso Senhor em ser Baptizado: “O Filho está no Pai porque tem a mesma Natureza do Pai. Nós estamos no Filho pela natureza humana que ele uniu a si na Pessoa do Verbo Encarnado; Ele está em nós por meio do Sacramento.” Em Cristo, éramos nós que estávamos sendo baptizados, pois nós estávamos em Jesus pela natureza humana recebida no seio da Virgem Maria. Nesta união de Deus com o ser humano através de Jesus Cristo é que consiste a verdadeira religião. Esta unidade querida por Deus já era prevista pelos profetas no Antigo Testamento e é tão profunda que foi comparada com a unidade matrimonial. Na primeira leitura de hoje vemos esta imagem: “Não serás mais chamada a «Desamparada», nem a tua terra será chamada a «Deserta»; antes, serás chamada: «Minha Dilecta», e a tua terra a «Desposada», porque o Senhor elegeu-te como preferida, e a tua terra receberá um esposo. Assim como um jovem se casa com uma jovem, também te desposa aquele que te reconstrói. Assim como a esposa é a alegria do seu marido, assim tu serás a alegria do teu Deus.” (Is 62,4-5)

Assim como o matrimónio faz dos esposos uma só carne, também Deus Nosso Senhor quis unir em Cristo, de forma fiel e indissolúvel a divindade e a humanidade. Esta unidade connosco em Jesus Cristo é tão clara e necessária que o Apóstolo São Pedro afirmou categoricamente: “E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar.” (Actos 4,12) O próprio Senhor Jesus ordenou que a Santa Igreja propagasse esta Boa Nova: “E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas, quem não acreditar será condenado.”(Mc 16,15-16) Todos os povos pagãos têm o direito de ouvir esta Boa Nova: que a verdadeira religião consiste da unidade da humanidade com a Divindade em Jesus Cristo.

Para haver uma evangelização eficaz, como descoberta dos Magos do Oriente, que eram de povos pagãos, não judeus, são necessárias duas realidades: A Palavra da Sagrada Escritura, como por exemplo a que os Magos ouviram em Jerusalém: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.» (Mt 2,6); e os sinais (no caso dos Magos, a estrela). Também para a evangelização de todos os tempos, é necessários que a Palavra seja acompanhada de sinais. São Paulo dizia: “Os sinais distintivos do Apóstolo realizaram-se entre vós, por uma paciência a toda a prova, por sinais, milagres e prodígios.” (2 Cor 12,12) São Paulo na segunda leitura de hoje enumera um elenco destes sinais que o Espírito Santo continuamente realiza na Igreja como mostra de sua presença salvadora que deve acompanhar a pregação da Palavra de Deus. Esta lista não é completa, pois os carismas são muitos e variados. São os citados: Palavra de Sabedoria: quantas vezes, em uma direcção espiritual, recebemos de um sacerdote ou de um irmão na fé, o direccionamento correcto para tomarmos uma decisão acertada?; Palavra de ciência: quantos de nós já testemunharam uma palavra dita por um irmão que revela o que Nosso Senhor está a operar para a cura e a libertação do seu povo? Recordo, em uma Santa Missa, no momento de acção de graças que uma pessoa dizia que Nosso Senhor estava a conceder a uma pessoa ali a cura de insômia. Um mês depois, a graça foi testemunhada, pois a pessoa em questão há anos dormia bem apenas umas duas ou três noites por mês e naquele mês tinha sido o contrário: apenas não tinha dormido duas ou três; “a fé, em uinião com o mesmo Espírito”: aqui não se trata de uma fé simplesmente conceitual, em verdades de fé. Trata-se de uma fé carismática que espera que Deus aja mediante a oração de seu povo. Nossa Senhora tinha uma fé assim. Quando ela observa e comenta com seu Filho: “Não têm mais vinho”, o que ela esperava a não ser um milagre? Nossa Senhora acreditava em milagres. Aliais, a sua vida e a sua maternidade virginal eram um contínuo milagre. São Paulo cita ainda o dom de curas, o poder de fazer milagres, de profetizar, de avaliar dons espirituais, o dom de fala diversas línguas e o dom de traduzir estas línguas.” (Cf. 1 Cor 12,4-11) Esta lista, porém, não esgota os carismas que o Espírito Santo concede à sua Igreja. Por exemplo, quem não admira o carisma maravilhoso que recebeu do Senhor a Doutora Zilda Arns, que teve nesta tragédia que se abateu sobre o Haiti, uma morte tão gloriosa quanto o foi a sua vida de caridade. Ela que fundou uma pastoral que reduz a desnutrição infantil em milhares de cidades do Brasil e do mundo, faleceu justamente no contexto de uma palestra sobre desnutrição infantil e sua solução num dos países mais pobres do mundo e assolada com o paganismo “vudu”. Com sua vida e sua morte, honrou não somente a sua família, que já tinha um irmão seu Cardeal (Dom Paulo Arns), mas também toda a Igreja Católica no Brasil e no mundo. Sua vida de caridade foi um sinal contínuo que acompanhou e honrou a Palavra de Deus. Não duvido que será aberto o processo de sua beatificação.

Finalmente, o novo Adão Jesus e a Nova Eva, Nossa Senhora são um exemplo para todos os casais. Quantos casais seriam mais felizes e estáveis se a exemplo de nossa Senhora, não quisessem tanto fazer valer a própria vontade, mas antes de tudo a vontade e os mandamentos de Deus e os interesses dos outros. Eis o desafio que o Senhor nos lança ajudados pela força do Seu Santo Espírito e a poderosa intercessão daquela que é a Rainha dos Apóstolos, Nossa Senhora. Que ela nos ajude a celebrar agora a Eucaristia, que renova em nós esta unidade querida pelo Senhor.

No Blog abaixo vem, na íntegra a última palestra da vida de Dona Zilda Arns, que na minha humilde opinião pode ser a primeira página do seu processo de beatificação:
http://antiforodesaopaulo.blogspot.com/2010/01/integra-da-ultima-palestra-de-zilda.html
Pe. Marcelo

Retiro Espiritual de Carnaval

Convidamos todos os jovens para o Retiro Espiritual de Carnaval que acontecerá no antigo seminários de Eugenópolis-MG nos dia 13 a 17 de fevereiro de 2010.
Maiores informações: ninouac@hotmail.com