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domingo, 22 de setembro de 2013

Simpósio sobre “40 anos dos missionários palotinos"

A devoção da Divina Misericórdia não se estenderia tão intensamente e não se desenvolveria o trabalho dos leigos na Igreja se não fossem os missionários palotinos. Isso é uma das muitas reflexões inspiradoras que surgiram durante o Simpósio missionário sobre os 40 anos de trabalho dos missionários palotinos polacos no Ruanda e no Brasil.
O Simpósio aconteceu nos dias de 20 a 22 de setembro, no Centro de Animação Missionária Palotino, em Konstancin, na Polônia. Começou com a celebração missionária preparada pelos seminaristas do Seminário Maior Palotino em Oltarzew. No sábado foi feita uma reflexão sobre o passado, presente e futuro do trabalho missionário no Ruanda e no Brasil.
Entre os palestrantes esteve o Pe. Tadeu Korbecki SAC que, no Rio de Janeiro, com as próprias mãos, começou a construir a igreja da Divina Misericórdia. O Pe. Tadeu Wojda SAC, Subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, lembrou sobre a necessidade de uma profunda espiritualidade dos missionários. A Santa Missa em ação de graças pelos missionários palotinos, foi presidida por Dom Alojzy Orszulik SAC, a homilia foi feita pelo Pe. Adam Golec, vice geral da Sociedade do Apostolado Católico e Secretario Geral para as Missões SAC. Durante o Simpósio foi lembrado que os missionários palotinos no Brasil trabalham em vários paróquias e propagam a devoção à Misericórdia Divina, trabalhando no Santuário no Rio de Janeiro e editando a revista “Raios da Divina Misericórdia” no Brasil e “Mensageiro da Misericórdia Divina” em Portugal.
Organizam festivais da canção palotina e trabalho vocacional e de formação de leigos.
No Ruanda, os missionários palotinos criaram a editora “Pallotti Presse”, onde em língua kinyarwanda imprimem livros, a Bíblia, o Diário da Irma Faustina.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

30 anos de aparições em Kibeho

Cerca de 40 mil peregrinos de toda a região dos Grandes Lagos, bem como da Europa e dos Estados Unidos, participaram no dia 28 de novembro da Eucaristia comemorativa do 30º aniversário de aparição de Nossa Senhora em Kibeho (Ruanda). Estas são as únicas aparições de Nossa Senhora na continente africano reconhecidos pela Igreja. As aparições começaram no dia 28 de novembro de 1981.

As Comemorações do aniversário no Santuário de Nossa da Palavra começaram no dia 26 de novembro. Milhares de pessoas vieram para elas á pé percorrendo centenas de quilômetros. Os Peregrinos não pararam até mesmo com as chuvas tropicais que atingiram Ruanda estes dias. A Liturgia foi presidida pelo bispo do lugar, Dom Misago Augustin, e concelebrada por mais de 100 sacerdotes. Em sua homilia Dom Misago lembrou que a mensagem de Nossa Senhora da Palavra é um chamado para o arrependimento e reconciliação não só para a África, mas para todo o mundo.

Como apontado, o reitor do Santuário, Pe. Zbigniew Pawlowski SAC, durante a liturgia rezava-se especialmente pela paz e reconciliação. Indicando também o papel de Kibeho para a nova evangelização. "Santuário e aparições de Nossa Senhora em Kibeho são uma nova ferramenta para a Nova Evangelização, que tantas vezes nos incentiva Bento XVI. Isso é urgente não só para África, mas para toda a Igreja "- indica o missionário palotino responsável pelo Santuário. Ele acrescentou que a segunda coisa que o povo pediu durante as orações foi o milagre da reconciliação. "Acreditamos que Kibeho é lugar onde as pessoas se reúnem a partir de diferentes nações e tribos, para experimentar a verdadeira comunidade. Graças a isso a divisão que se sente na vida cotidiana deixará de ser visível, e isso ajuda também curar as feridas"- diz o padre Pawlowski.

Mostra também que "todos os esforços da Igreja vão nesta direção, para o santuário Mãe da Palavra que tornou-se um centro, que através da oração, reuniões, conferências e estudos vai trabalhar para a reconciliação das nações. Estou consciente que estes dois elementos: a necessidade de evangelização e ações para reconciliação foram fortemente enfatizadas durante a cerimônia de jubileu de 30anos de aparições e 10 º aniversário da aprovação pela Igreja ",acrescentou o palotino. Agora no santuário é necessário preparar mesmo humilde dormitório para os peregrinos. Este seria mais um passo no desenvolvimento da  infra-estrutura pois o primeiro foi o acesso livre para a água potável para as pessoas.

O Lugar das aparições em Kibeho é visitado a cada ano por 500 mil peregrinos de todo o mundo. O Trabalho pastoral do Santuário de Nossa Senhora de Kibeho foi confiada à Sociedade do Apostolado Católico (palotinos). No dia 25 de março de 2003, a Diocese Gikongoro e os padres palotinos assinaram um acordo de cooperação. Os primeiros padres palotinos chegaram para Kibeho no dia31 de agosto de 2003.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DOMINGO MISSIONÁRIO PALOTINO 3 DE OUTUBRO 2010

APRESENTAÇÃO DA REGIÃO MISSIONÁRIA DA SAGRADA FAMÍLIA
DA RUANDA E DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

A. A FAMÍLIA PALOTINA NA RUANDA
Os palotinos chegaram na Ruanda em 08 de junho de 1973 a convite de dom Jean Baptiste Gahamanyi, então bispo da diocese de Butare. Desde a chegada dos palotinos, os bispos lhes confiaram algumas paróquias. Eles também construíram a casa regional em Gikondo, em um dos bairros de Kigali, capital da Ruanda. Neste bairro temos a paróquia dedicada a São Vicente Pallotti, um Centro de Saúde e a tipografia «Pallotti Presse».
            Os Palotinos foram muito diligentes, no sentido de entender que não poderiam radicar-se na Ruanda sem promover as vocações junto à população nativa. Por esta razão, em 1978 abrimos, em Kigali, o primeiro noviciado que, mais tarde, em 1985, foi transferido para a Casa de Formação de Butare. Atualmente, este noviciado acolhe noviços de vários países africanos, quais sejam: Camarões, Congo, Costa do Marfim, Nigéria e Ruanda.
Já as Irmãs Palotinas chegaram na Ruanda em 1977 e iniciaram seus trabalhos apostólicos nos centros de saúde, de nutrição, na escolinha de costura e nos orfanatos. Em 1981 iniciaram o trabalho de acolhimento do povo Ruandês na cidade de Masaka e, a partir de 1986, em Ruhango, onde atualmente funciona também o noviciado. Em 1993 fizeram os primeiros votos perpétuos três palotinas nativas.

B. A FAMÍLIA PALOTINA NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (RDC)
            No Natal de 1981 chegaram ao Congo os Palotinos provenientes da Ruanda. Os Padres Henri Kazaniecki e Jean Kedziora foram os primeiros Palotinos que chegaram à diocese de Goma. O bispo local dom Faustin Ngabu, lhes confiou a paróquia de Rutshuru. Os Palotinos substituíram os Padres Brancos que ali estavam desde 1957, ano da fundação da paróquia. Em 1994 chegaram ao Congo às primeiras Irmãs Palotinas.  Quatro anos mais tarde os Palotinos abriram em Goma uma casa chamada «Génésareth», que funciona como Centro de Formação apostólico e espiritual.
C. OS MEMBROS, AS COMUNIDADES E AS OBRAS
a)         Os membros são o bem primário da Região. Atualmente a região conta com 52 membros que já fizeram a consagração perpétua, destes 2 são irmãos, 2 diáconos, 47 padres e 1 bispo. Destes 38 estão na Ruanda e no Congo e os outros estão no exterior em outras missões.
b)         As comunidades: temos 7 comunidades na Ruanda, 2 na República Democrática do Congo e 1 na Bélgica. Na formação temos 10 na teologia, 11 na filosofia e 7 no noviciado.
C)        Nossos empenhos apostólicos: há alguns anos começamos a dar ênfase ao apostolado especializado. Vimos que este responde melhor às expectativas do povo de Deus na Ruanda e na República Democrática do Congo.            Assim sendo, nos lançamos no apostolado da Divina Misericórdia em Ruhango e Kabuga. Ao mesmo tempo queremos desenvolver o apostolado da peregrinação e a devoção mariana para reforçar a nossa presença no Santuário mariano de Kibeho.
1. O Centro da Reconciliação «Jesus Misericordioso» em Ruhango:
A comunidade palotina de Ruhango se ocupa do apostolado paroquial e do Centro Jesus Misericordioso. Este centro visa a dois vastos campos de apostolado: 1) o da animação spiritual da divina Misericórdia (adoração perpétua do Santíssimo Sacramento; ministério da cura, da reconciliação e da paz); 2) a formação dos leigos – damos formação aos leigos que mais diretamente colaboraram com os padres, no espírito da nova evangelização. Este centro tem um papel importante, pois este povo viveu em 1994 o drama da guerra e do genocídio.
2. O Santuário de Nossa Senhora de Kibeho
A comunidade palotina de Kibeho dedica-se ao apostolado do santuário de Kibeho. A Virgem Maria apareceu a três meninas que ainda frequentavam a escola secundária. A primeira vez foi em 28 de novembro de 1981, quando a Virgem disse ser a Mãe do Verbo. Em 29 de junho de 2001, as aparições foram imediatamente reconhecidas pela Igreja em uma declaração pública feita pelo bispo da diocese de Gikongoro. Hoje é meta de muitas peregrinações. Este santuário nos foi confiado pelo bispo.

3. O centro Génésareth e as Casas de formação em Keshero
A comunidade palotina de Keshero (Diocese de Goma, RDC) é responsável pela pastoral do Centro, pela formação dos Postulantes e dos seminaristas que estudam filosofia.
O centro Palotino de Formação “Génézareth” constitui-se como um lugar para a expressão da espiritualidade da UAC, um lugar de recolhimento, de oração e renovação, um lugar de formação de novos “evangelizadores”.
4. O Santuário da divina Misericórdia de Kabuga
A nossa comunidade palotina de Kabuga, da arquidiocese de Kigali na Ruanda, é responsável pela paróquia de Kabuga e pelo santuário da divina Misericórdia. Este santuário é:
a)      um lugar de evangelização a serviço da comunidade paroquial de Kabuga e da arquidiocese de Kigali;
b)      um lugar de animação espiritual sobre a divina Misericórdia e a reconciliação;
Neste ano os bispos nos confiaram a organização do Congresso Nacional da Misericórdia que acontecerá no santuário entre os dias 17 e 25 de outubro de 2010. Os preparativos para o congresso vão bem, mas precisamos das orações dos nossos irmãos e irmãs para que o mesmo tenha êxito. 

5. Pallotti-Presse
A comunidade de S. Maximiliano Kolbe de Kigali na Ruanda administra a «Pallotti-Presse» que é uma tipografia e uma editora. É uma boa maneira de evangelizar através da imprensa católica.
6. Pastoral da beneficência
O nosso Conselho Regional fez um grande esforço para organizar uma ajuda aos pobres através da pastoral da beneficência. Esta ajuda está focada sobretudo na escolarização. Tudo foi possível graças à ajuda de amigos e benfeitores. Depois da guerra e do genocídio de 1994 houve várias iniciativas dirigidas aos órfãos, das quais participou também a Província Cristo Rei através do Secretariado das Missões de Ząbki, facilitando o projeto “Adoção de Coração”. Sempre tivemos em mente uma pastoral da beneficência como forma de realização do espírito da UAC.

7. Pastoral paroquial
Os Palotinos iniciaram este serviço para dar um reforço ao clero diocesano. Temos ainda algumas paróquias, mas a maioria é ligada a outras atividades específicas.
8. A presença palotina na Bélgica

Depois de três anos de negociação, chegou-se a um acordo entre os Palotinos e o Vicariato de Bruxelas. Os nossos confrades dão sua contribuição para a pastoral global, estando a serviço de algumas paróquias na diocese de Mechelen-Bruxelas.


9. Fundação da UAC
Os decretos das nossas últimas três Assembléias enfatizam que todos os nossos esforços devem realizar-se no espírito da UAC. É uma visão profética, um ideal a realizar. Neste sentido, já damos alguns passos importantes. Desde o princípio nesta região dos Grandes Lagos,os Palotinos e Palotinas colaboram para a realização do carisma palotino. Também os leigos passaram a fazer parte recentemente da Família Palotina e outros fazem pedidos para o empenho apostólico; o Conselho Nacional de Coordenação e os Conselhos Locais de Coordenação são atuantes.

10. A formação dos jovens confrades e a formação permanente
Este apostolado é há muito tempo uma prioridade para a Região e o será também no futuro. Na Região da Sagrada Família tem três casas de formação: o Postulantado em Keshero, o Período introdutório em Butare e a filosofia em Keshero. Esta formação é precedida pela pastoral vocacional, que possui um grande número de jovens que fazem o discernimento vocacional. Realizadas estas  etapas, os jovens vivem um tempo de aprofundamento da identidade palotina que os prepara para a Formação Permanente (ou especializada).

D. O NOSSO AMBIENTE, A IGREJA LOCAL
            A Igreja local onde vivemos e trabalhamos (Na Ruanda e República Democrática do Congo) é uma igreja jovem, porque tem apenas 100 anos. É uma Igreja dinâmica, ainda que sua história tenha sofrido uma reviravolta. Aqui penso na crise da maturidade! Na Ruanda a Igreja se reconhece como força moral, uma Igreja que se confronta com o desafio da unidade e da reconciliação do povo, de um lado, e  em reforçar a própria credibilidade e de suas estruturas de funcionamento, de outro. Os trágicos eventos de 1994 (guerra e genocídio) não pouparam a Igreja, dado que muitos fiéis (padres e leigos) foram vítimas ou autores. Atualmente temos um grande número de fiéis entusiastas pela evangelização, sejam aqueles ligados a novas comunidades (como a comunidade do Emanuel), sejam aqueles ligados aos centros de Formação e de animação espiritual. Esperamos que a organização e a realização do Congresso nacional da Divina Misericórdia em Kabuga contribua para despertar novos talentos e dar um novo impulso eclesial.
            O tema deste Congresso evoca muitas expectativas que também são nossas: «A divina Misericórdia como antídoto ao mal que corrói a nossa sociedade».
            No Congo a Igreja já tinha passado e superado duras provas antes dos irmãos da Igreja da Ruanda. Para superar os momentos difíceis das ideologias políticas e sociais lutou muito para manter a unidade, aprofundar a fé e participar na evangelização.
            A nossa população é pobre, mas ainda aberta aos valores. Eles precisam de líderes iluminados não somente por boa formação acadêmica, mas, sobretudo, pela luz da palavra de Deus para transformar as notícias ruins em Boa Notícia e fazer com que as nossas misérias sejam penetradas pelos raios da divina Misericórdia.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quadro dos projetos e atividades sociais na Região da Sagrada Família

1. Em 2003, de comum acordo com o Bispo de Gikongoro e o Reitor Regional da Região Palotina da “Sagrada Família” na Ruanda e no Congo, iniciou-se, mesmo em condições difíceis, a missão em Kibeho, lugar onde se deu as aparições da Virgem Maria.  

Finalmente, depois de muitos anos de êxodo, em 15 de outubro de 2009, a Comunidade Palotina de “Notre Dame de Kibeho” instalou-se na sua casa própria. Esta construção oferece condições de acolher, além dos confrades, também os peregrinos. Isto só foi possível realizar graças à ajuda de algumas associações e dos nossos benfeitores. Agradecemos particularmente a Província austro-alemã do “Coração de Jesus” e ao Secretário para as missões da Província Polaca “Cristo Rei”.


2. Desde o início da fundação do “Santuário da Misericórdia” em Kabuga temos a convicção que: neste lugar santo deveria ter espaço também para o alívio do sofrimento e das doenças do ser humano. Em 15 de outubro, por ocasião das comemorações do 25° aniversário da presença das Irmãs dos Anjos na Ruanda, foi inaugurada a clínica odontológica “São José”, financiada pelo Sr. Walter Zoth, amigo e benfeitor dos Palotinos na Ruanda.

Esperamos que no futuro, aqui em Kabuga, se realizem outros ‘projetos da misericórdia’, por exemplo, um asilo que faça curas paliativas para aqueles que possuem doenças incuráveis. Este, por enquanto é um sonho, mas estamos convictos que este projeto é muito bom e poderá se tornar realidade.


3. Em Kabuga, ao lado do santuário da Misericórdia Divina e da paróquia, tem um complexo de escolas, que é freqüentado por mais de 2.400 alunos, mas a infra-estrutura é insuficiente. Faltam salas de aulas e banheiros.

Há sete anos estamos esperando para fazer o mapa cadastral, que demarca o terreno e para obter a autorização para a construção. Aproveitamos as férias escolares para fazer uma grande limpeza na escola e para começarmos as obras de construção das latrinas. Agradecemos particularmente a paróquia “Santo Espírito” da cidade de Amburgo, Alemanha e a Fundação Salvatti de Zabki e outros amigos pela ajuda.

4. Há anos a família Palotina de Ruhango sofre com a falta de água. Graças ao Secretariado para as Missões SAC da Eslováquia, foi perfurado, em Ruhango, um poço com profundidade de 80m. Encontrou-se uma grande quantidade de água onde é extraída 15m3 por hora. Esse poço fornece água para as obras dos palotinos e também para a população local. Esta obra custou mais de $. 40.000,00. Obrigado a todos aqueles que participaram da realização deste projeto.

5. República Democrática do Congo (RDC)

A nossa missão nos países dos Grandes Lagos vive em um contexto crítico de instabilidade sócio-político, onde muitas vezes, pela falta de segurança, sofremos ameaças. Isso se dá frequentemente na República Democrática do Congo. Os nossos confrades são alvos de roubos e de ataques por parte dos beligerantes.

No mês de março de 2009, atacaram o Padre Kantor Wieslaw, missionário na paróquia da cidade de Rutshuru, felizmente ele conseguiu fugir das balas dos assaltantes. Apesar da instabilidade na parte oriental do país, não nos desencorajamos.

Os trabalhos de ampliação do Centro Palotino de formação, “Centro Genezaré”, estão na fase final. Já os nossos seminaristas palotinos da Região da “Sagrada Família”, desde 2002 encontram muitas dificuldades burocráticas, ou seja, falta de passaporte ou vistos para continuar a formação filosófica em Camarões. Os seminaristas estão, temporariamente, alojados nas dependências do “Centro Genezaré” em Keshero e seguem a formação no Seminário do D. Busimba, na cidade de Buhimba-Goma. Ali tem outros seminaristas vindos da Ruanda, do Congo e da Costa do Marfim.

Graças à ajuda de algumas organizações e da família palotina, em 28 de outubro de 2009 iniciamos em Keshero a construção da casa dos seminaristas Palotinos. Agradecemos particularmente aos confrades da Província “Imaculada Conceição”, Estados Unidos e “S. Nicola di Flüe”, Suíça. Na República Democrática do Congo, mais precisamente na região norte em Kivu, existe o grave problema dos refugiados de guerra, que são milhares.

Em novembro de 2008, quando começaram novamente os combates entre os beligerantes e o exército congolês, a situação piorou bastante. Os refugiados de guerra nas regiões de Goma e di Rutshuru são mais de 500.000. As nossas Comunidades ajudam muito esta população em contínuo movimento e que perderam os poucos bens que possuíam. Ajudamos com $. 83.980 esta população que se encontra em estado de emergência, entre os quais estão as famílias dos nossos confrades.

Graças à solidariedade das organizações da AED missões, da Caritas da Polônia, do Secretariado para as Missões SAC da Província “Cristo Rei” e aos nossos amigos é que conseguimos ajudá-los.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Internoviciado Palotino-Schönstatt, em Butare – Ruanda

Aconteceu entre os dias 17 a 22 de janeiro de 2010, em Butare – Ruanda, um encontro entre os noviciados palotinos das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico (duas de Ruanda), dos Padres de Schoenstatt (três da República Democrática do Congo e quatro de Burindi) e dos Palotinos (seis de Camarões, cinco de Ruanda, dois do Congo, dois da Nigéria e um da Costa do Marfim). Este período de formação em conjunto foi motivado pelo princípio da colaboração mútua entre os filhos e filhas de São Vicente Pallotti, Fundador da União do Apostolado Católico, e do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento de Schönstatt.

Este encontro foi preparado pelos seguintes formadores: Pe. Felicien Nimbona (Mestre de Noviços dos Padres de Schöntatt, em Bujumbura – Burundi), Ir. Ana Kot (Mestra de Noviças Palotinas Missionárias, em Ruhango, Ruanda), e pelos padres Jean Baptiste Mvukiehe e Romualdo Uzabumwana (formadores do noviciado palotino, em Butare – Ruanda).


Os temas tratados foram: “A vida de São Vicente Pallotti e do Pe. José Kentenich; as espiritualidades palotina e schönstatiana; a história das fundações palotina e schönstatiana, e, por fim, tratou-se sobre a questão da pertinência do carisma palotino e schönstatiano, para o mundo de hoje. Cada tema teve a duração de um dia e foram apresentados pelos mestres de noviços, com a participação dos mesmos.

Como na família de Nazaré, as atividades diárias eram alternadas com momentos de oração (Orações Palotinas; meditação; Eucaristia; três conferências por dia e discussões; esporte: {futebol, vôlei e basquete}; adoração e meditação com pensamentos de Pallotti; noite cultural, conforme as culturas).

O encontro foi concluído com a festa de São Vicente Pallotti, juntamente com palotinos e palotinas, membros do Conselho Local da União (Zona Sul) e alguns vizinhos formadores com quem temos uma estreita colaboração no âmbito formativo em Butare.

A Eucaristia foi presidida pelo Pe. François Harelimana (Reitor Regional da Região Sagrada Família) que, na sua homilia, explicou o sentido do convite feito pelo Pe. Kentenich: “Escavar na profundidade”. No final da missa, o Pe. Felicien Nimbona (Mestre de Noviços de Schönstatt) deu um emocionante testemunho e presenteou o Regional com uma cruz da unidade (cruz de Schönstatt), pedindo que esta experiência continue e que traga muitos frutos, no futuro.

Após a confraternização, os jovens palotinos e schönstatianos alegraram os convidados com seus diversos talentos (cantos, danças, poemas, partidas de vôlei entre os jovens e os mais velhos). Sem dúvida, esta experiência de estarmos juntos foi muito rica. A alegria estava estampada do rosto de cada pessoa e no testemunho de três representantes dos noviços:

a)      Como sempre diz nosso formador, não se pode falar de Pe. José Kentenich sem falar de São Vicente Pallotti. Agora conheço aquilo que motivou Pallotti na sua obra do Apostolado Católico, isto é, o desejo de reavivar a fé, reacender a caridade dos cristãos e conduzir todos à unidade em Cristo [...]. Isto me faz pensar no carisma de nosso Movimento de Schönstatt, de formar o homem novo na comunidade nova, vivendo a aliança do amor, em união com Maria Três Vezes Admirável em Schönstatt. Tudo isto mostra, suficientemente, que Pe. Kentenich entendeu muito bem a mensagem de Pallotti (Rafael, em nome dos noviços de Schönstatt).

b)      Como noviça, já tinha uma noção e conhecimento a respeito da vida do nosso pai Vicente Pallotti, mas quanto ao Pe. Kentenich, não conhecia nada e não me interessava pela história de Schönstatt, mas, neste encontro, aprendi que sua obra é a fecundidade da obra de São Vicente Pallotti, como tinha confessado Pe. José Kentenich, em 22 de maio de 1916: “Tive uma visão semelhante àquela de São Vicente Pallotti”. Com as conferências, compreendi o que queria dizer São Vicente Pallotti, quando dizia que o apostolado diz respeito hoje aos aspectos da vida, e isto foi realizado pelo Pe. José Kentenich por meio dos diversos grupos que compõem o Movimento Apostólico de Schönstatt [...]. Não posso concluir sem sublinhar os momentos de partilha com os meus colegas noviços, a propósito das suas motivações para servir a Cristo, por causa do amor de Cristo que os impele e pelo testemunho dos coirmãos e coirmãs maiores (Adeline, em nome das noviças palotinas).

c)      Antes de tudo, gostaria de agradecer a Deus por nos ter criado e colocado nos corações de São Vicente Pallotti e do Pe. José Kentenich seu destino de amor e de unidade. Iluminados pelo Espírito do Senhor, eles puderam superar as dificuldades sociopolíticas e também familiares do seu tempo. Viveram em seu tempo sem se deixar influenciar pelas ideologias da época. Gostaria também de agradecer a equipe dos formadores. A teoria sem a prática é vazia, e a prática sem a teoria é cega, dizia Kwame Nkrumah [...]. As palavras “unidade”, “colaboração” e “contribuição” não são para mim expressões vãs. Não basta fazer especulações, mas é preciso dar testemunho. Enfim, o meu último agradecimento é para meus colegas noviços. Hoje, tenho orgulho de dizer: nossa união atesta que, de certo modo, começamos a conhecer a Deus. Vocês são para mim presentes, são para mim a Igreja. Como dizia Pe. Kentenich: “Um sacerdote que não ama Maria é um sacerdote perigoso. Eu sempre digo a mim mesmo: “Jerônimo, esteja atento, se não ama Maria pode também se tornar um noviço perigoso. A Ti, Maria, Mãe Três Vezes Admirável e Rainha dos Apóstolos, não tenho nada para dizer-lhe. Permita-me, simplesmente, colocar em seu seio materno a minha pequena cabeça cheia de idéias insanas. E você saberá o que fazer” (Jérôme Styve Djagueu, em nome dos noviços palotinos).

Pe. Romualdo Uzabumwana, SAC

                                                                                       Butare – Ruanda