Mostrando postagens com marcador missionario. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador missionario. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de setembro de 2013

Simpósio sobre “40 anos dos missionários palotinos"

A devoção da Divina Misericórdia não se estenderia tão intensamente e não se desenvolveria o trabalho dos leigos na Igreja se não fossem os missionários palotinos. Isso é uma das muitas reflexões inspiradoras que surgiram durante o Simpósio missionário sobre os 40 anos de trabalho dos missionários palotinos polacos no Ruanda e no Brasil.
O Simpósio aconteceu nos dias de 20 a 22 de setembro, no Centro de Animação Missionária Palotino, em Konstancin, na Polônia. Começou com a celebração missionária preparada pelos seminaristas do Seminário Maior Palotino em Oltarzew. No sábado foi feita uma reflexão sobre o passado, presente e futuro do trabalho missionário no Ruanda e no Brasil.
Entre os palestrantes esteve o Pe. Tadeu Korbecki SAC que, no Rio de Janeiro, com as próprias mãos, começou a construir a igreja da Divina Misericórdia. O Pe. Tadeu Wojda SAC, Subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, lembrou sobre a necessidade de uma profunda espiritualidade dos missionários. A Santa Missa em ação de graças pelos missionários palotinos, foi presidida por Dom Alojzy Orszulik SAC, a homilia foi feita pelo Pe. Adam Golec, vice geral da Sociedade do Apostolado Católico e Secretario Geral para as Missões SAC. Durante o Simpósio foi lembrado que os missionários palotinos no Brasil trabalham em vários paróquias e propagam a devoção à Misericórdia Divina, trabalhando no Santuário no Rio de Janeiro e editando a revista “Raios da Divina Misericórdia” no Brasil e “Mensageiro da Misericórdia Divina” em Portugal.
Organizam festivais da canção palotina e trabalho vocacional e de formação de leigos.
No Ruanda, os missionários palotinos criaram a editora “Pallotti Presse”, onde em língua kinyarwanda imprimem livros, a Bíblia, o Diário da Irma Faustina.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Páscoa do Padre Cláudio!


“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11,25).
Páscoa do Padre Cláudio!
Mais uma vez fomos surpreendidos pela irmã morte neste ano de 2012. Fomos surpreendidos no dia 21 de outubro/12, Domingo, Páscoa Semanal e Dia Mundial das Missões, com o anúncio da morte do nosso confrade Pe. Cláudio Walmir Rossini, 48 anos. Ele faleceu às 09h (horário local) em Manaus/AM, enquanto oficiava a Celebração da Eucaristia. Ele estava fazendo a pregação e foi surpreendido por um infarto fulminante, morrendo já no presbitério, mesmo que socorrido por 02 médicos cardiologistas presentes na celebração que prestaram-lhe os primeiros socorros tentando reanimá-lo. O Pe. Cláudio foi encaminhado ao hospital, mas sem já sem vida. O bioquímico Geraldo Magela, que estava participando da celebração, informou que o padre começou a passar mal, logo após a leitura do Evangelho. Segundo ele, o missionário caiu e bateu com a cabeça no chão. Disse o bioquímico: “Eu o segurei no meu colo, ele olhou para mim e disse ‘Louvado seja o nome do nosso Senhor’ e desmaiou". A Igreja Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos estava plena de fiéis, especialmente porque neste horário da celebração muitos jovens e adolescentes, com seus pais e catequistas fariam a Renovação das Promessas do Batismo, preparando-se para nos próximos dias receberem a Primeira Comunhão.
Foi neste contexto celebrativo que este nosso coirmão partiu para a celebração de outra ceia, a ceia definitiva na Casa do Pai. E no Evangelho deste 29º Domingo do Tempo Comum Jesus disse a João e Tiago, filhos de Zebedeu: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. E ainda adverte Jesus aos outros discípulos: “Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos” (cf. Mc 10,39-40.45).
E era disso que o padre Cláudio refletia com as pessoas presentes na Eucaristia. A Sra. Rute Maria Frazão Lins, integrante da Pastoral do Batismo e também presente à celebração, disse que “o padre Cláudio não se queixava de problemas de saúde. Ele nunca comentou nada. Era sempre engajado em muitos projetos paroquiais. Agora estava trabalhando na reforma da capela da Igreja Rainha dos Apóstolos”. 
A família
Pe. Cláudio Walmir Rossini nasceu no dia 02 de outubro de 1964, em Ajuricaba/RS. Filho de José Rossini e Juliana Pizzutti Rossini, ambos falecidos. Deste matrimônio nasceram 10 filhos e destes 02 já eram falecidos. 
Opção pela vida consagrada palotina
Nos anos de 1995 e 1996 o Pe. Cláudio fez o Curso de Filosofia na Faculdade Palotina, naquele período sob o nome de EFITESMA (Escola de Filosofia e Teologia Santa Maria), mas residindo na Comunidade do Patronato, em Santa Maria. Somente ingressou no seminário em 1997, para o Ano Introdutório (noviciado), em Cascavel/PR. De 1998 ao ano de 2001 fez o Curso de Teologia, no . Fez sua Primeira Consagração a Deus na Sociedade do Apostolado Católico (SAC) no dia 25 de março de 1999 e a Consagração Perpétua no dia 23 de março de 2002 e neste ano ele também fez o Ano de Estágio Pastoral na Paróquia São Roque, em Coronel Vivida/PR, onde recebeu a Ordem do Diaconato, no dia 19 de maio de 2002. E no dia 08 de setembro de 2002, na Paróquia São João Batista, em Santo Augusto/RS, foi ordenado sacerdote por Dom Zeno Hastenteufel, bispo da Diocese de Frederico Westphalen/RS. Seu lema de ordenação foi o pedido de Maria, mãe de Jesus, aos serventes, presentes nas Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Na homilia Dom Zeno, que naquele dia realizava sua primeira ordenação presbiteral, definiu três funções importantes que o padre deverá desempenhar no exercício do ministério sacerdotal. O padre, expôs o bispo, a partir de sua ordenação, se torna um “Mensageiro da Palavra de Deus, um Ministro do Altar e dos Sacramentos e um Coordenador do Povo de Deus”. 
Após a ordenação o jovem sacerdote Pe. Cláudio continuou o seu apostolado na Paróquia São Roque, de Coronel Vivida/PR, como vigário paroquial. No ano seguinte, 2003, o Pe. Cláudio foi nomeado vigário paroquial da Paróquia São Francisco de Assis, em Ariquemes/RO. Em 2004 foi nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Colorado D’oeste/RO. No ano de 2005, residindo na Comunidade do Patronato, em Santa Maria/RS, foi nomeado vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio – Bairro Patronato, concomitantemente nomeado Diretor da Cerâmica Pallotti, de Santa Maria/RS, Tesoureiro da Faculdade Palotina (Fapas) e Secretário da Gráfica Editora Pallotti e do Colégio Antônio Alves Ramos, de Santa Maria/RS. Em 2007 o Conselho Provincial o nomeou Diretor da Gráfica e Editora Pallotti, em Porto Alegre/RS, residindo na Comunidade da Paróquia São Vicente Pallotti.
Em agosto de 2008 o Conselho Provincial nomeou o padre Cláudio vigário paroquial no Santuário Nossa Senhora de Fátima, Praça 14, na cidade de Manaus/AM, permanecendo neste apostolado até o final do ano de 2011. Em janeiro deste ano de 2012 o padre Cláudio Rossini foi nomeado pároco da Paróquia Rainha dos Apóstolos, Conjunto Habitacional São Pedro, em Manaus, até neste domingo, dia 21 de outubro de 2012, dia de seu falecimento.
Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno. E brilhe para ele vossa luz!
Fraternalmente,
Pe. Edgar Xavier Ertl, SAC

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Outubro, o Mês Missionário

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28, 19-20).
Obediente ao mandato de Jesus Cristo a Igreja - como uma comunidade de crentes em Cristo - é missionária. A Igreja tem claramente designada por Cristo a tarefa: fazer-se presente, apoiar e complementar a obra missionaria da salvação. A primeira palavra do mandato missionário de Cristo, dirigida aos discípulos é "ir", e não "venham para os meus discipulos e eles vão evangelizar vocês”. Sem ser missionaria a igreja perde a sua razão de ser.
No contexto desta tarefa que Cristo confiou à Igreja, e melhor compreendemos a missão e o trabalho dos missionários, para que as  pessoas que não conhecem o Evangelho por quase dois mil anos estão se aproximando da fé e do amor. Graças a esforços e fadigas deles o Cristo é melhor e mais amplamente conhecido. Eles constroem uma Igreja aberta para a salvação de todos os povos. O  Beato João Paulo II em Carta Encíclica Redemptoris Missio sobre a validade permanente do mandato missionário escreve: “A missão é um problema de fé, é a medida exata da nossa fé em Cristo e no Seu amor por nós” (RM 11). Portanto, a motivação mais profunda da atividade missionária deve fluir a partir das demandas profundas de Deus em nós. Cada missionario é primeiramente autentico testemunho do Evangelho, em fundamento da ação dele é a profunda fé em Jesus Cristo.
Quando o século XIX estava terminando um dos pensadores católicos, disse: “O século XX será a tempo de fé ou não vai existir”. O fato de que ele foi o tempo de fé, poderiamos testemunhar ultrapasando o portão do terceiro milênio. O Santo Padre Bento XVI proclamou para o dia de 11 de outubro o inicio do Ano da Fé. “A porta da fé, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma” indica o Santo Padre “somente na fé, se fundamenta e compreende a missão (RM 4). 
Não se pode olhar para a missão de outro ponto de vista do que a perspectiva da fé. No centro da fé é Cristo quem salva, e através de nós quer salvar todas as pessoas do terceiro milênio. Por isso como lembra o beato João Paulo II “Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus.A causa missionária deve ser para cada crente, tal como para toda a Igreja, a primeira de todas as causas, porque diz respeito ao destino eterno dos homens e responde ao desígnio misterioso e misericordioso de Deus” (RM 86). Às vezes pessoas perguntam: onde deve-se fazer missão? O lugar da missão esta nos dando o mundo moderno, onde o medo esta reinando, onde têm estupros, perseguiçãos, conflitos, guerras, pobresa, confrontos armados. Onde quer que tais fenômenos ocorram onde falta em pratica o ensinamento do Messias, há um amplo campo de ação aberto para a missão. Falando sobre a missão não falamamos sobre o aumento do número de católicos, mas da qualidade do seu catolicismo: não "quantos", mas "como". Missão, não é só longe de nós. Missão que é questão de fé deve ser feita em cada lugar, pois “a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece!”  (RM 2).
Muita gente que vive do nosso lado precisa ser evangelizada. Ainda hoje são vivas as palavras de são Vicente Pallotti que na sua carta escrita ao Pe. Gaspar del Búfalo, no dia 26 de maio de 1818, dez dias após sua ordenação sacerdotal escreve: “A fé está quase morta em muitos cristãos do nosso tempo”. Pallotti não estava só reclamando a qualidade da fé entre os cristãos, ele com exemplo da sua vida queria aproximar todos para Jesus Cristo. “Nos meus atos de rezar, ensinar, vigiar, estudar, tentarei imaginar como nessas ações se teriam comportado Jesus, Maria, os anjos e santos, e tentarei agir com a mesma perfeição com a qual agiriam eles mesmos”. Pallotti queria seguir os passos do Cristo apóstolo, do Cristo missionário, o que ele procurou fazer em Roma e arredores.
“Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho”! (1 Cor 9,16) Nós nos perguntamos constantemente como hoje falar sobre Deus, sobre Jesus, sobre a salvação. À primeira vista, as palavras ditas por São Paulo parece ser óbvia, clara e inequívoca. Eu não acho que o mundo é um cristão que teria dúvida sobre o fato de que ele tem a responsabilidade sobre o anúncio do Evangelho com a sua vida e palavra. O anúncio do Evangelho não é o anúncio da idéia, mas a transmissão da vida, que nasceu na cruz. Não é, portanto, apenas de uma simples entrega do exemplario gratuito do Novo Testamento, embora seja uma forma de promoção da mensagem do Evangelho. O Evangelho não é tanto de escrita memória de um certo Jesus de Nazaré, mas a idéia de estilo, um modo de ser e de viver. No entanto, para contar aos outros sobre Jesus, precisa-se primeiro ouvir sobre Ele. Não se pode dar algo que você mesmo não tem. Então no inicio do Ano da Fé inevitavelmente levantam-se questões: eu conheço Jesus Cristo? Sou bom disicipulo Dele? Minha vida testemunha o Evangelho? Nenhum de nós vive em um vácuo. Com o desenvolvimento da comunicação e da tecnologia o mundo tornou-se uma aldeia global. Ver crianças famintas na África ou notícias sobre a perseguição de cristãos em outras partes do mundo, afeta a todos nós. Cristo nos chamou só para fazer de nós as suas testemunhas só do nome. Bento XVI salienta que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. “O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita”. Devemos ser missionários para nossa família, amigos, pessoas com quem nos encontramos regularmente, eles devem ser os primeiros a beneficiar - se do nosso desejo de anunciar o Evangelho. São Vicente Pallotti, a quem no dia 6 de abril de 1963, o beato João XXIII procramou Patrono Principal da Pontifícia união Missionário do Clero, fundou a União do Apostolado Católico para propagar, promover e multiplicar dos meios espirituais e temporais necessários e oportunos para reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e propagá-la em todos os recantos do mundo.  
Neste sentido se orientam todos os trabalhos no campo da pregação, da catequese, das missões populares, retiros e do testemunho da vida cristã. Através do exemplo e orações que podemos chegar a aqueles com quem não temos a oportunidade de falar. Nossa alegria vai trazer muitos a Cristo, que já ficou à distância, ou eram indiferentes. Levando para o coração as palavras de São Paulo: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho”, devemos sempre lembrar que Deus tem os seus caminhos e os meios para alcançar as pessoas.

Pe. Artur Karbowy SAC

sábado, 1 de outubro de 2011

O EMPENHO MISSIONÁRIO DE SÃO VICENTE PALLOTTI

São Vicente Pallotti foi uma pessoa possuída, animada e impelida pelo espírito missionário de Cristo, o Apóstolo do Pai eterno. Embora não tenha trabalhado numa frente missionária propriamente dita, foi um grande incentivador da evangelização dos que não conhecem Jesus Cristo e não crêem nEle. Da inquietação e da preocupação missionária de Pallotti nos fala Pe. Bruno Bayer, um dos grandes conhecedores de Pallotti e editor das cartas de Pallotti. Este texto é a tradução de uma entrevista concedida à revista palotina “Katholisches Apostolat”, em abril de 1995.

Pergunta: No século passado refloresceu na Igreja a inquietação missionária. Cogitou Vicente Pallotti em trabalhar como missionário num país de missão?

Resposta: O florescimento do espírito e da inquietação missionária, no século XIX, foi sobretudo forte durante o pontificado do Papa Gregório XVI (1831-1846). Seus esforços missionários suscitaram um profundo eco em Pallotti. Um companheiro de Pallotti, Pe. Mélia, diz que Pallotti, ao ouvir falar das Missões, se tornava logo fogo e chama. O bispo Wiseman, em 1846, queria que Pallotti fosse à Inglaterra para pregar retiros. Pallotti não quis tomar uma decisão sozinho. Quis ouvir o parecer do seu confessor. Este disse-lhe que não. No dia 26 de fevereiro de 1846, escrevendo a Mélia, lhe dizia que não pensava mais em ir à Inglaterra. Não consta que tivesse outros planos de ir a um país distante.
P: Que lugar ocupou a idéia das Missões, quando Pallotti pensou em fundar a União do Apostolado Católico?

R: No dia 9 de janeiro de 1835, Pallotti escreveu um texto espiritual, considerado por Faller como “oração de fundação”. Nele fala de uma tríplice obra. A primeira é claramente uma obra missionária. Chama-a “apostolado universal de todos os católicos para propagar a fé e a religião de Jesus Cristo entre todos os que não crêem em Cristo”. Ele considera a obra não como uma fundação sua, mas como dom da misericórdia de Deus. Sua atividade sacerdotal já o prepara para um trabalho missionário. Desde 1833 trabalhava no Colégio da Propaganda Fide como confessor dos seminaristas provenientes dos países de Missão. Graças ao contato com eles tem um conhecimento pessoal do mundo das Missões e dos seus problemas. Além disso, através de um professor, Thomas Alkusci, que ensinava no Colégio da Propaganda Fide, conheceu a Igreja caldaica unida e suas necessidades e iniciou uma obra de ajuda à mesma. Escreve Pallotti: No ano de 1835, algumas pessoas de Roma, movidas pela caridade cristã, ansiavam por imprimir em árabe, para proveito dos católicos das partes do Oriente, onde se fala tal idioma, o livrinho das ‘Máximas Eternas’, compilado por S.Alfonso Maria de Liguori.
Um sacerdote romano resolveu então apelar para o  zelo de um leigo, no sentido de que este angariasse donativos capazes de cobrir as despesas da edição. Referido leigo recolheu, em poucas horas, soma não pequena. Diante do acontecido, na preocupação de não expor obras santas à murmuração de malévolos, pensou-se na conveniência de constituir uma pia sociedade, que, nas atuais necessidades da Igreja, tivesse por objetivo procurar multiplicar os meios espirituais e temporais necessários e oportunos para reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e propagá-la em todo o mundo”.   
P: Pensou Pallotti em enviar colaboradores para o trabalho missionário da Igreja, por exemplo, na África e na Ásia?

R: Pallotti é suficientemente realista para perceber que somente poderia oferecer colaboradores para o trabalho missionário, quando os tivesse e fossem também devidamente preparados e formados. Já no ano de 1837, isto é, dois anos após a fundação da União do Apostolado Católico, procurou abrir um Colégio para as Missões e acolheu os primeiros candidatos na reitoria da igreja do Espírito Santo dos Napolitanos. No dia 2 de outubro de 1837 pede ao Cardeal Vigário, Carlo Odescalchi, que abençoe o colégio já iniciado, para que como pequena semente de um santo colégio forme zelosos e doutos sacerdotes, cheios do espírito de Jesus Cristo, que o anunciem com fruto aos que ainda não o conhecem e não crêem nele. No mesmo dia o Cardeal Vigário lhe respondeu afirmativamente, concedendo-lhe “toda aprovação e toda bênção”.
Noutro pedido feito à Congregação da Propaganda Fide para a ereção de um colégio missionário central em Roma, Pallotti coloca humildemente à disposição “a Sociedade fundada já em 1835 para aumentar, defender e propagar a piedade e a fé católica sob a especial proteção de Maria, Rainha dos Apóstolos”. Pallotti não está muito interessado em liberar um ou vários padres para as Missões, mas quer formar solidamente o maior número possível de zelosos missionários. Entre os primeiros companheiros, na reitoria do Espírito Santo, encontra-se Mélia, enviado por Pallotti em 1844 a Londres com o fim de atender aos imigrantes italianos, cuja fé num ambiente não católico estava fortemente ameaçada. Em 1846 Pallotti enviou a Londres também José Faà di Bruno. A contribuição de Pallotti para a África e a Ásia está no cultivo espiritual dos estudantes teólogos do Colégio da Propaganda Fide, provenientes daquele continente. Quanto à Ásia Pallotti trabalhou sobretudo em favor da Igreja caldaica unida. No fim do século XIX, os seus filhos irão trabalhar como missionários na África e mais tarde na Ásia.
P: Pallotti teve bons contatos com os seminaristas dos países de Missão. Manteve ele esses contatos?

R: Para Pallotti era algo natural manter contato com os seminaristas dos países de Missão. Conhece a muitos como confessor no Colégio da Propaganda. Além disso, é chamado pelo Colégio Grego, Inglês, Irlandês, Escocês e por muitas comunidades religiosas. Seu interesse pelas Missões aprofunda e estreita esses contatos. Conforme o parecer de um amigo, em cada aluno Pallotti vê um futuro sucessor dos Apóstolos a serviço do trabalho missionário entre os pagãos. Nem todo contato com os antigos seminaristas dos países distantes se encontra documentado. Mas há claros indícios de que, apesar dos seus muitos trabalhos, sabia tirar tempo para manter contato com seus ex-dirigidos espirituais. Existe uma carta do dia 21 de julho de 1837, vinda de Cincinnati, na qual um ex-aluno da Propaganda, chamado Ferdinand Kühr, pede ajuda a Pallotti para construir uma igreja. Chama-o seu “querido pai” e “confessor”. De Bagdad lhe escreve várias vezes o vigário do Patriarca Peter Bartatar, cujo diretor espiritual fora Pallotti no Colégio da Propaganda. Em 1840 lhe faz uma detalhada prestação de contas da importante ajuda recebida. Em 14 de julho de 1848, Pallotti escreve uma carta em latim ao sacerdote inglês Hardinge Ivers, que conhecera Pallotti, durante seus estudos em Roma, e com o qual se manteve em contato.
A melhor informação a respeito dos contatos de Pallotti com as Missões nos é dada pelo relatório que Pallotti apresentou ao Papa Gregório XVI em 1838. Nele escreve: “Fundada a Sociedade, ela não cessou de prover aqueles missionários dos quais tinha notícias e os que partiram para as Missões estrangeiras...Quase todos os missionários receberam a faculdade de agregar membros à Sociedade do Apostolado Católico. Esta agregação dá-se na China, na Índia, na América Central, na Coréia, no Tibet, na Pérsia, na Caldéia, na Mesopotâmia, na Síria, na Palestina, no Egito, na Ásia Menor, na Grécia, na Bulgária, na Polônia, na Suíça, na Alemanha, na Albânia, na França, na Espanha, na Inglaterra, na Irlanda, na Escócia, na África e em vários estados da Itália”.
P: Diz-se, hoje, que também os países cristãos se tornaram “terra de missão”. Fala-se da necessidade de uma “nova evangelização” da Europa. Como era no tempo de Pallotti?

R: Na sua carta escrita ao Pe. Gaspar del Búfalo, no dia 26 de maio de 1818, dez dias portanto após sua ordenação sacerdotal, Pallotti tem uma observação que projeta um raio de luz sobre a situação religiosa dos anos posteriores à Revolução Francesa. Ele escreve: “A fé está quase morta em muitos cristãos do nosso tempo”. Ele tem em vista os cristãos do Estado Pontifício. Aconselha Gaspar del Búfalo, que estava pregando missões naquela região, a pregar sobretudo sobre a fé. No primeiro Apelo de Maio de 1835, Pallotti fala dos “escândalos de todo gênero de que foi e ainda é testemunha nossa época...Faltam muitas vocações. Muitas vezes não há o número necessário de operários evangélicos para manter a religião onde se encontra. Muito menos ainda é possível conseguir homens apostólicos para levar a religião aonde não é conhecida”. O que tenta Pallotti no seu tempo é muito semelhante ao que nós chamamos hoje “nova evangelização”. Isso aparece até na sua linguagem. Gosta das palavras Evangelho e evangélico para caracterizar a sua obra. Ele escreve: “a Sociedade chama-se Apostolado Católico porque ela deve ser na Igreja de Jesus Cristo como uma corneta evangélica que chama todos, que convida todos e desperta o zelo e o amor de todos os fiéis de qualquer estado, condição e posição”.
Tradução do
Pe. João B. Quaini

sábado, 19 de fevereiro de 2011

JOVEM SACERDOTE É ASSASSINADO NA TUNÍSIA

O corpo do padre Marek Rybinski, jovem missionário salesiano na Tunísia, foi encontrado sem vida nesta sexta-feira, na escola salesiana de Manouba. A polícia ainda não sabe se ele foi vítima de roubo ou do fundamentalismo religioso.
Dado que o sacerdote, de origem polonesa, não esteve presente na oração da noite anterior nem na missa da manhã de sexta-feira, o padre Lawrence Essery, diretor dos salesianos em Manouba, ficou preocupado de não encontrá-lo em seu dormitório e avisou a polícia.
Após as buscas, o corpo do padre foi encontrado em um armário da escola, com a garganta cortada. É o segundo religioso que aparece morto nestes tempos de distúrbios sociais na Tunísia.
No dia 31 de janeiro, festa de São João Bosco, os salesianos de Manouba encontraram em sua caixa de correio uma carta anônima que ameaçava os religiosos de morte caso eles não pagassem uma quantia em dinheiro.
Por esse motivo, a polícia ainda não se pronunciou sobre as razões do assassinato, que podem ser o roubo via suborno ou o fundamentalismo religioso.
O padre Rybinski, de 33 anos, foi ordenado sacerdote em maio de 2005. Em setembro de 2007 chegou a Manouba.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Os Palotinos estão presentes em Taiwan

Pe. Jesus Anthony John e Pe. Léo Antony da Província da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria (Bangalore - India) foram para a nova missão palotina aberta no dia 20 de outubro de 2010 em Taiwan. O Bispo de Taichung, Dom Martin Su Yao-wen, acolheu eles calorosamente. Agora os palotinos estão vivendo em duas paróquias diferentes da diocese. Pe. Jesus reside na paróquia "Cristo Salvador” que é a catedral da diocese, e Pe. Léo na paróquia de "São Paulo". Nestas comunidades eles estão aprendendo a língua que é essencial para se comunicar no trabalho pastoral cotidiano. Portanto, eles vão frequentar um curso de língua chinesa na Universidade de Providence, que durará dois anos. No caminho deles existem muitos desafios, não são pequenos, principalmente quando se trata de aprender a língua e a mudança de hábitos alimentares. No entanto, nossos irmãos sentem a mão de Deus que irá guiá-los e à necessidade de nossas orações, é essencial para apoiar a sua tarefa missionária.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DOMINGO MISSIONÁRIO PALOTINO 3 DE OUTUBRO 2010

APRESENTAÇÃO DA REGIÃO MISSIONÁRIA DA SAGRADA FAMÍLIA
DA RUANDA E DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

A. A FAMÍLIA PALOTINA NA RUANDA
Os palotinos chegaram na Ruanda em 08 de junho de 1973 a convite de dom Jean Baptiste Gahamanyi, então bispo da diocese de Butare. Desde a chegada dos palotinos, os bispos lhes confiaram algumas paróquias. Eles também construíram a casa regional em Gikondo, em um dos bairros de Kigali, capital da Ruanda. Neste bairro temos a paróquia dedicada a São Vicente Pallotti, um Centro de Saúde e a tipografia «Pallotti Presse».
            Os Palotinos foram muito diligentes, no sentido de entender que não poderiam radicar-se na Ruanda sem promover as vocações junto à população nativa. Por esta razão, em 1978 abrimos, em Kigali, o primeiro noviciado que, mais tarde, em 1985, foi transferido para a Casa de Formação de Butare. Atualmente, este noviciado acolhe noviços de vários países africanos, quais sejam: Camarões, Congo, Costa do Marfim, Nigéria e Ruanda.
Já as Irmãs Palotinas chegaram na Ruanda em 1977 e iniciaram seus trabalhos apostólicos nos centros de saúde, de nutrição, na escolinha de costura e nos orfanatos. Em 1981 iniciaram o trabalho de acolhimento do povo Ruandês na cidade de Masaka e, a partir de 1986, em Ruhango, onde atualmente funciona também o noviciado. Em 1993 fizeram os primeiros votos perpétuos três palotinas nativas.

B. A FAMÍLIA PALOTINA NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO (RDC)
            No Natal de 1981 chegaram ao Congo os Palotinos provenientes da Ruanda. Os Padres Henri Kazaniecki e Jean Kedziora foram os primeiros Palotinos que chegaram à diocese de Goma. O bispo local dom Faustin Ngabu, lhes confiou a paróquia de Rutshuru. Os Palotinos substituíram os Padres Brancos que ali estavam desde 1957, ano da fundação da paróquia. Em 1994 chegaram ao Congo às primeiras Irmãs Palotinas.  Quatro anos mais tarde os Palotinos abriram em Goma uma casa chamada «Génésareth», que funciona como Centro de Formação apostólico e espiritual.
C. OS MEMBROS, AS COMUNIDADES E AS OBRAS
a)         Os membros são o bem primário da Região. Atualmente a região conta com 52 membros que já fizeram a consagração perpétua, destes 2 são irmãos, 2 diáconos, 47 padres e 1 bispo. Destes 38 estão na Ruanda e no Congo e os outros estão no exterior em outras missões.
b)         As comunidades: temos 7 comunidades na Ruanda, 2 na República Democrática do Congo e 1 na Bélgica. Na formação temos 10 na teologia, 11 na filosofia e 7 no noviciado.
C)        Nossos empenhos apostólicos: há alguns anos começamos a dar ênfase ao apostolado especializado. Vimos que este responde melhor às expectativas do povo de Deus na Ruanda e na República Democrática do Congo.            Assim sendo, nos lançamos no apostolado da Divina Misericórdia em Ruhango e Kabuga. Ao mesmo tempo queremos desenvolver o apostolado da peregrinação e a devoção mariana para reforçar a nossa presença no Santuário mariano de Kibeho.
1. O Centro da Reconciliação «Jesus Misericordioso» em Ruhango:
A comunidade palotina de Ruhango se ocupa do apostolado paroquial e do Centro Jesus Misericordioso. Este centro visa a dois vastos campos de apostolado: 1) o da animação spiritual da divina Misericórdia (adoração perpétua do Santíssimo Sacramento; ministério da cura, da reconciliação e da paz); 2) a formação dos leigos – damos formação aos leigos que mais diretamente colaboraram com os padres, no espírito da nova evangelização. Este centro tem um papel importante, pois este povo viveu em 1994 o drama da guerra e do genocídio.
2. O Santuário de Nossa Senhora de Kibeho
A comunidade palotina de Kibeho dedica-se ao apostolado do santuário de Kibeho. A Virgem Maria apareceu a três meninas que ainda frequentavam a escola secundária. A primeira vez foi em 28 de novembro de 1981, quando a Virgem disse ser a Mãe do Verbo. Em 29 de junho de 2001, as aparições foram imediatamente reconhecidas pela Igreja em uma declaração pública feita pelo bispo da diocese de Gikongoro. Hoje é meta de muitas peregrinações. Este santuário nos foi confiado pelo bispo.

3. O centro Génésareth e as Casas de formação em Keshero
A comunidade palotina de Keshero (Diocese de Goma, RDC) é responsável pela pastoral do Centro, pela formação dos Postulantes e dos seminaristas que estudam filosofia.
O centro Palotino de Formação “Génézareth” constitui-se como um lugar para a expressão da espiritualidade da UAC, um lugar de recolhimento, de oração e renovação, um lugar de formação de novos “evangelizadores”.
4. O Santuário da divina Misericórdia de Kabuga
A nossa comunidade palotina de Kabuga, da arquidiocese de Kigali na Ruanda, é responsável pela paróquia de Kabuga e pelo santuário da divina Misericórdia. Este santuário é:
a)      um lugar de evangelização a serviço da comunidade paroquial de Kabuga e da arquidiocese de Kigali;
b)      um lugar de animação espiritual sobre a divina Misericórdia e a reconciliação;
Neste ano os bispos nos confiaram a organização do Congresso Nacional da Misericórdia que acontecerá no santuário entre os dias 17 e 25 de outubro de 2010. Os preparativos para o congresso vão bem, mas precisamos das orações dos nossos irmãos e irmãs para que o mesmo tenha êxito. 

5. Pallotti-Presse
A comunidade de S. Maximiliano Kolbe de Kigali na Ruanda administra a «Pallotti-Presse» que é uma tipografia e uma editora. É uma boa maneira de evangelizar através da imprensa católica.
6. Pastoral da beneficência
O nosso Conselho Regional fez um grande esforço para organizar uma ajuda aos pobres através da pastoral da beneficência. Esta ajuda está focada sobretudo na escolarização. Tudo foi possível graças à ajuda de amigos e benfeitores. Depois da guerra e do genocídio de 1994 houve várias iniciativas dirigidas aos órfãos, das quais participou também a Província Cristo Rei através do Secretariado das Missões de Ząbki, facilitando o projeto “Adoção de Coração”. Sempre tivemos em mente uma pastoral da beneficência como forma de realização do espírito da UAC.

7. Pastoral paroquial
Os Palotinos iniciaram este serviço para dar um reforço ao clero diocesano. Temos ainda algumas paróquias, mas a maioria é ligada a outras atividades específicas.
8. A presença palotina na Bélgica

Depois de três anos de negociação, chegou-se a um acordo entre os Palotinos e o Vicariato de Bruxelas. Os nossos confrades dão sua contribuição para a pastoral global, estando a serviço de algumas paróquias na diocese de Mechelen-Bruxelas.


9. Fundação da UAC
Os decretos das nossas últimas três Assembléias enfatizam que todos os nossos esforços devem realizar-se no espírito da UAC. É uma visão profética, um ideal a realizar. Neste sentido, já damos alguns passos importantes. Desde o princípio nesta região dos Grandes Lagos,os Palotinos e Palotinas colaboram para a realização do carisma palotino. Também os leigos passaram a fazer parte recentemente da Família Palotina e outros fazem pedidos para o empenho apostólico; o Conselho Nacional de Coordenação e os Conselhos Locais de Coordenação são atuantes.

10. A formação dos jovens confrades e a formação permanente
Este apostolado é há muito tempo uma prioridade para a Região e o será também no futuro. Na Região da Sagrada Família tem três casas de formação: o Postulantado em Keshero, o Período introdutório em Butare e a filosofia em Keshero. Esta formação é precedida pela pastoral vocacional, que possui um grande número de jovens que fazem o discernimento vocacional. Realizadas estas  etapas, os jovens vivem um tempo de aprofundamento da identidade palotina que os prepara para a Formação Permanente (ou especializada).

D. O NOSSO AMBIENTE, A IGREJA LOCAL
            A Igreja local onde vivemos e trabalhamos (Na Ruanda e República Democrática do Congo) é uma igreja jovem, porque tem apenas 100 anos. É uma Igreja dinâmica, ainda que sua história tenha sofrido uma reviravolta. Aqui penso na crise da maturidade! Na Ruanda a Igreja se reconhece como força moral, uma Igreja que se confronta com o desafio da unidade e da reconciliação do povo, de um lado, e  em reforçar a própria credibilidade e de suas estruturas de funcionamento, de outro. Os trágicos eventos de 1994 (guerra e genocídio) não pouparam a Igreja, dado que muitos fiéis (padres e leigos) foram vítimas ou autores. Atualmente temos um grande número de fiéis entusiastas pela evangelização, sejam aqueles ligados a novas comunidades (como a comunidade do Emanuel), sejam aqueles ligados aos centros de Formação e de animação espiritual. Esperamos que a organização e a realização do Congresso nacional da Divina Misericórdia em Kabuga contribua para despertar novos talentos e dar um novo impulso eclesial.
            O tema deste Congresso evoca muitas expectativas que também são nossas: «A divina Misericórdia como antídoto ao mal que corrói a nossa sociedade».
            No Congo a Igreja já tinha passado e superado duras provas antes dos irmãos da Igreja da Ruanda. Para superar os momentos difíceis das ideologias políticas e sociais lutou muito para manter a unidade, aprofundar a fé e participar na evangelização.
            A nossa população é pobre, mas ainda aberta aos valores. Eles precisam de líderes iluminados não somente por boa formação acadêmica, mas, sobretudo, pela luz da palavra de Deus para transformar as notícias ruins em Boa Notícia e fazer com que as nossas misérias sejam penetradas pelos raios da divina Misericórdia.