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terça-feira, 3 de julho de 2018

VI Congresso Arquidiocesano da Divina Misericórdia

Mais uma edição do Congresso Misericórdia, aconteceu em nosso Santuário, no dia 23 de junho de 2018. Para ser mais exata, o VI Congresso.

Iniciamos pedindo a proteção maternal de Nossa Senhora, com a reza do terço mariano. A santa Missa que veio a seguir, foi celebrada por  Dom Orani João Tempesta,  que neste dia comemorava seu aniversário natalício. Contamos também com a presença do bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Roque Costa Souza, que celebrava neste mesmo dia, seis anos de ordenação episcopal. Padres palotinos, e de outras dioceses, participaram desta celebração.

Após a Missa foi servido bolo para todos os congressistas vindos de vários bairros do Rio de Janeiro, municípios vizinhos, e até de Minas Gerais , Pará e Rio Grande do Sul , em homenagem ao querido aniversariante. 
Padre Daniel Rocchetti, reitor do Seminário Maior Palotino abriu o Congresso com a palestra “O apostolado dos leigos na visão de São Vicente Pallotti”. Ele ressaltou, sobretudo, que todos são chamados à santidade, e temos diante de nós três preocupações: evitar o pecado; progredir no bem, e unir-se a Deus.
Padre Daniel nos apresentou  exemplos de cristãos, que hoje estão a caminho do altar. Nem deficiências físicas, pouca idade, estado civil, foram empecilhos para que eles fossem “sal da terra e luz do mundo”: as beatas Elisabetta Sanna e Alexandrina de Balasar; a juventude do Servo de Deus Guido Schäfer, o santo casamento de Luís Martin e Zelia Guerin (pais de Santa Terezinha) e Frederico Ozanam:  que em  sua profunda humanidade como o seu rigor moral, o levam a com apenas 20 anos,fundar, juntamente com seis companheiros, a Conferência de São Vicente de Paulo.

Padre Daniel Rochetti concluiu nos apresentando Rita de Paula Ribeiro, Coordenadora da Pastoral Social, que testemunhou o seu trabalho a mostrando como Deus vem modelando toda sua vida de cristã no serviço aos mais necessitados. E muitas vezes agir com misericórdia é dar atenção e carinho, alimentado assim a alma daquele que vem em busca de alimento para o corpo.

Paulo Diniz, fundador da “Comunidade Católica Santos Anjos”, fez a segunda palestra do dia: “O Espírito nos leva ao Encontro da misericórdia” pudemos vivenciar o trabalho do leigo em uma comunidade. Nos tempos em que vivemos hoje, cheio de novas ideologias, Paulo lembrou que também “os jovens precisam de misericórdia”. Muito tocante foi sua colocação de que “as folhas na bíblia são folhas da carne de Jesus”.



Seguiu-se a essa palestra, o testemunho de Marcelo Santos, da mesma “Comunidade Católica Santos Anjos”. Disse que aceitou o convite para estar no Congresso, por ter ouvido, em seu coração, Deus dizendo para que ele comparecesse para dar seu testemunho, porque se não fosse por Sua misericórdia, ele, não estaria vivo hoje em dia. Deus tem os seus próprios caminhos e, por isso, por sermos misericordiosos, nunca podemos dizer que uma pessoa está perdida.
Chegamos à terceira e última palestra ansiosos  para ouvir a abordagem que o Padre Alexandre Paciolli faria sobre o tema “Coração misericordioso e coração manso e humilde.” 
Padre Paciolli trouxe para nós questionamentos que suscitaram profundas reflexões: O que é mansidão? Você é manso quando entra no ônibus? Você é manso quando está no trânsito dirigindo seu carro?
Enumerou três segredos para obtermos a mansidão: 1º) Trabalhar a mansidão; 2º) Ter intimidade com o Espírito Santo e 3º) Silenciar. Acrescentou à esses três segredos, um quarto segredo de grande relevância para nós católicos: “A verdadeira devoção à Virgem Maria”. Disse que quem é devoto de Nossa Senhora é chamado por Deus a viver as virtudes de Jesus em Maria.

Terminada a palestra, Padre Daniel agradeceu o empenho e o carinho de Padre João para a realização desse Congresso e convidou- nos para participar do último ato da programação que seria uma encenação sobre os leigos como testemunhas da misericórdia. Antecipou que seria uma visita inesperada e conhecida por todos os presentes. Depois desse encontro cada um sairia dali certo de que a santidade é possível para todos.
A surpresa que nos aguardava não poderia ser mais intensa. Fomos agraciados pela grande alegria de conviver, por alguns minutos, com pessoas reconhecidas por nós por suas virtudes especiais e por sua dedicação em edificar o Reino de Deus. Pessoas cujas vidas servem de testemunho e de exemplo para nós. Todas elas obedientes, mansas e humildes de coração, que tiveram uma vida terrena como a nossa, mas que souberam dizer “sim”  a vontade de Deus em suas vidas. Mostraram-nos como é possível ser um amigo de Deus, viver perto Dele, renunciar a tudo por Ele.

Surgiu João Batista, pregando enquanto os congressistas jantavam: 
Ele dizia: "Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo". E ele os levava até os beatos, que estavam lá, “vivos” cada um em sua “cela”: Guido Schaffer, Elisabetta Sanna, Alexandrina de Balazar, Luís Martin e Zélia Guérin  e Frederico Ozanan.  Ao encontrar cada santo (paroquianos muito bem caracterizados), os congressistas reagiam com surpresa e muita emoção: choros, sorrisos, alguns até se ajoelharam diante daquele que estava ali para dizer: “Seja santo, você também pode”.
O caminho já nos foi dado, não nesse momento, mas, constantemente, pela presença de Jesus Cristo em nossas vidas. O olhar, agora, é que é novo já que a experiência de proximidade com os santos tocou-nos fortemente.

“A busca de santidade é para todos. Somos convidados a nos revestir das entranhas da Misericórdia”. (Padre Daniel Rocchetti, SAC)
Se tens Cristo no centro de tua vida, verticaliza-te! Busca tua santidade!
Marita Veiga

terça-feira, 16 de junho de 2015

III Congresso Arquidiocesano da Divina Misericórdia

Confiança e Esperança na Misericórdia.
Alegrai-vos na Esperança. Rom 12,12.  

Iniciamos o III Congresso Arquidiocesano da Divina Misericórdia  com o Terço da Divina Misericórdia conduzido pelo Pe. Gilmar Simplício SAC.


A Santa Missa de abertura, foi celebrada por D. Orani  Tempesta. A palestra de Pe. João Sopicki SAC, que deu início ao Congresso era o tema principal: “Esperança e Confiança na Misericórdia”. Pe. Adenilson Gomes Moreira SAC animou a nossa noite com belos cantigos.
No Sábado a Santa Missa foi celebrada por Pe. José Rodrigues que completava 16 anos de sua vida sacerdotal. Em seguida ouvimos os impressionantes testemunhos da sra. Neiva Echer, e do Mauro Mendes. Neste dia os palestrantes foram: Confiança e esperança na defesa da família – Diácono Melquisedec Ferreira; Cura pela oração à Divina Misericórdia //Eliana Sá (Canção Nova) e Comunidades como escolas da Misericórdia //   Izaías de Souza Carneiro (Comunidade Coração Novo).



À noite a Comunidade Shalom, apresentou a peça Canto das Írias,  mostrando como o pecado nos destrói, mas o Amor de Deus é maior e restaura nossas vidas!
As deliciosas refeições foram preparados pela equipe de casais do ECC.

Domingo tivemos três palestras simultâneas, já que na igreja aconteciam as celebrações da Santa Missa. Maranathá– Sr. José Martins Cipriano.; “A Misericórdia como última tábua de salvação”. Irmão Roberto de Araújo; testemunho – Getulio Carlos da Silva – Fundador da Comunidade Servos da Divina Misericórdia e Miséria e Misericórdia, Pe. Rogério Romão/Aliança da Misericórdia.
A Santa Missa foi celebrada  por pe. Nivaldo Alves dos Anjos  Junior, Vigário Episcopal do Vicariato Suburbano, Pe. Sergio Julio dos Santos.


Louvamos e bendizemos a Deus, por cada um que de forma amorosa, esteve presente trabalhando. Por cada congressista, dos que residem no nosso bairro,e aos que vieram de longe: Pará e Rio Grande do Sul. Pela presença de padre João Sopicki, recém chegado do hospital após intervenção cirurgica, e mesmo assim, participando de todas as atividades.

Jesus,eu confio em Vós!

Marita Mauricio
Movimento da Divina Misericórdia

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Apóstolos Hoje - fevereiro 2015


Reflexão de Fevereiro sobre a preparação para proclamar o Evangelho em uma homília - preparação espiritual para o Congresso Geral da União em julho de 2015.
Por uma série de anos, tenho pregado em dialeto - isto é, o dialeto suíço. Quando prego o evangelho eu gostaria falar a língua do ouvinte, a língua dos fiéis na minha paróquia, por isso sou quase certo de ser compreendido. Só com a minha língua nativa, ou seja, o dialeto, eu posso ser totalmente autêntico e credível. Os participantes na celebração religiosa sentem que sou um deles. Refiro-me a questões que não são necessariamente temas de minha vida diária como sacerdote: problemas na família, casais em crise, problemas com filhos e filhas que atravessam a puberdade, medo pela sua subsistência, etc. Falo também de experiências pessoais e preocupações que me oprimem. Posso falar de minhas emoções, coisas que me deixam triste, perguntas para as quais até mesmo eu, que sou um sacerdote, não tenho respostas ou coisas que não consigo compreender. Sim, gosto falar a partir do meu coração e volver-me ao coração dos outros de uma maneira que permita ao meu entusiasmo, por esta ação, ser ouvido pelos outros.
Muitas vezes inicio a minha homilia com uma pergunta ou afirmação para perturbar, de qualquer forma, o ouvinte, enquanto os estimulo a escutar atentamente. Esta reflexão inicial desenvolve-se no pensamento central que repito a metade da homilia e, com certeza, no final, como se fosse um pensamento para levar para casa. A última afirmação deve ser plena de esperança e encorajamento.
Quando fui ordenado diácono há quase 40 anos, recebi a seguinte designação do bispo: "Recebe o Evangelho de Cristo, do qual agora sois mensageiro. Creia no que lês, ensine o que crês, e pratique o que ensinas".
São as boas notícias alegres, que sou encarregado de proclamiar, e os pensamentos e palavras dirigidas ao povo, em um casamento, por exemplo, deveria preenchê-los de alegria.
Durante a preparação de uma cerimônia fúnebre tento colocar-me no lugar dos enlutados. Gosto de falar através de imagens. Elas são fáceis de visualizar e serem mantidas em mente. Em vez da tradicional biografia do falecido, olho um álbum de fotos e contemplo os acontecimentos importantes de sua vida, como o casal apaixonado, o batismo do primeiro filho ou o sorriso afetuoso de um neto para o avô. Olhando para o álbum de fotos posso aliviar um pouco a dor e relevar as boas lembranças.
Gosto recitar a seguinte oração do Hinário católica da Suíça:
Senhor, peço-te pelos nossos pastores: faze que estejam cheios de compaixão e compreensão, cheios de esperança e de confiança para o futuro. Ajuda-os a compreender os sinais dos tempos e compartilhar a alegria e as dores dos outros.
Jesus Cristo, como Tu mesmo disseste: Aquele que quiser ser o primeiro entre vós, seja o último. Afinal, Tu não vieste para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por todos. Preencha-os com o teu sentimento de humildade e amor.
Jesus Cristo, eu Te peço pelos nossos pastores, ensina-os a proclamar a tua boa notícia para que a nossa paixão pela vida, e a verdade seja realizada. Preencha-os de coragem, para que possam proclamar sem temor o que o teu Espírito os ensina. Seja o seu apoio e seu abrigo, para que possam sustentar a fé dos seus irmãos e irmãs. Faça com que suas vidas proclamem a tua mensagem: o amor nos torna livres. Consolida a sua gratidão por quanto os tornou próximos a ti e confiou-lhes o ministério da reconciliação.
Torna-nos gratos de podermos celebrar com eles o mistério da tua morte e ressurreição na Eucaristia. Faça que na tua Igreja, não faltem pessoas que se interessam pelo crescimento e unidade da comunidade, até que Tu não virás em glória. Amém. (Katholisches Gesangbuch der Schweiz 658,1-3)

Reflexões sobre a preparação da proclamação no testemunho da fé cotidiana
 
Além da homilia oficial aos domingos e dias festivos, há outra proclamação pessoal no testemunho de fé da vida de todos os dias. Mesmo assim, me pedem para contar aos outros o que recebi na minha fé e esperança cristã, assim como é dito na Primeira Carta de Pedro: ser "sempre prontos a responder a qualquer um que vos pergunte a razão da esperança que há em vós ... com mansidão e respeito "(1 P 3,15).
As diferenças entre pregar do evangelho na liturgia e nas conversas diárias são claras: O pregador dirige-se a uma comunidade cristã e, normalmente, as pessoas escutam suas palavras com interesse religioso, querendo viver um relacionamento mais profundo com Deus. Isto não de pode supor em uma conversa espontânea na rua ou à mesa, onde uma atmosfera solene de fé não é concedida. Pelo contrário, a atmosfera é muitas vezes determinada pelas dificuldades da vida, por meio de perguntas e dúvidas, talvez por medo e rejeição.
A homilia é preparada em silêncio; o pregador está imerso profundamente no assunto e sabe exatamente o que ele quer dizer. Não é possível seguir esta preparação específica para a proclamação na vida cotidiana. Naturalmente não estou consciente desta preocupação de quem está proximo de mim.
Apesar disso um tipo de preparação é possível, não direta mas indiretamente. Tudo o que me ajuda a crer de modo vivo e real é, no sentido mais amplo, uma preparação para reforçar a fé nos outros.
Antes de tudo, há experiências de vida já mencionadas, as experiências de alegria e realização, de decepção e tristeza. Essas experiências unem todas as pessoas. Procuremos ajudar os outros a serem fiéis às próprias emoções.
Já mencionei quanto as pessoas apreciam quando alguém fala das próprias alegrias e dores, durante a liturgia. Isso encoraja o ouvinte a procurar uma maneira de expressar as suas emoções. Assim como na liturgia, também na partilha interpessoal de fé, quando falo com os outros posso ser muito útil e fortalecer a sua fé só se eu mesmo sou parecido com o que lhes toca profundamente, as suas experiências de vida.
Ao mesmo tempo, é importante que àqueles a quem me dirijo não se percam em suas próprias emoções, que não se joguem para baixo com dor e luto, e por esta razão devemos dar especial importância às suas experiências de fé. Estes últimos não estão longe das experiências de vida, mas são vividas no meio deles. As experiências de fé incluem tudo o que realmente nos conforta, que nos dá força e nos encoraja – a essência e a beleza da criação, a dignidade humana, a graça do Salvador, e, em tudo isso, Deus mesmo como o mistério do amor.
Cada vez que testemunho a minha experiência de fé falando com os outros, eu faço com que aqueles que me são confiados não esqueçam as suas próprias experiência de fé, mas que se reconectam com eles - e ter, vez por outra também experiências de Deus e de fé.
Deste modo, permito ao meu coração (com todas suas experiências) voltar-se ao coração dos outros. Este também foi muito importante na primeira parte da homilia, e torna-se ainda mais importante nesta proclamação interpessoal. Toda vez que os outros têm a impressão de que eu não esteja em contato com o meu coração, nem eu não sou capaz de entrar em contato, com eles.
Quando o nosso testemunho de fé está muito perto à vida, ela atrai a fé ainda mais perto a si. A evangelização individual, que está longe da vida, não chega às pessoas de hoje. Isso não significa que uma sucessão de pensamentos mais complicados não deva ser expressa, mas deve ser sempre enraizada em um modo de vida com seus altos e baixos.
No entanto, qual é a razão mais profunda que nos diz que a fé deve ser muito próxima da vida bem vivida e sustentada? A razão pode ser encontrada na encarnação de Deus, o Filho Jesus Cristo, pois Deus não se destina apenas aos homens, mas Ele mesmo torna-se humano, e assim torna-se claro que não posso encontrar a Deus para além da vida humana. Deus deve ser alcançado, encontrado e amado pela vida humana. Como consequência, quando quero ajudar aqueles que foram confiados a mim para encontrar a Deus, não devo empurrá-los longe da vida, mas devo ajudá-los a ficar muito próximo a ela, a fim de se aproximarem de Deus.
Em Cristo, o próprio Deus, o Verbo de Deus se fez homem. Isto é evidente na maneira na qual o Evangelho fala de Cristo. Não esconde o fato de que "o suor de Jesus tornou-se como gotas de sangue caindo por terra" (Lucas, 22,44). Destaca que o Redentor derramou lágrimas - por exemplo, sobre o túmulo de seu amigo Lázaro (Jo 11,35). Além disso, ele também nos mostra como, no meio de todo o seu medo humano e seu luto, manteve um contato com Deus, que nada pode destruir.
Resumindo: há muita semelhança entre homilia litúrgica e um simples testemunho cotidiano. Já fiz notar que a última frase de uma homilia deve ser cheia de esperança e conforto. O ponto crucial é que deixemos a outra pessoa na presença de Deus. Em Deus, eu mesmo, e o próximo permaneçamos unidos, apesar de estarmos separados no tempo ou no espaço, mesmo que nunca mais pudéssemos nos encontrar novamente ou falarmos juntos nesta vida.
Pe. Erich Schädler SAC,
Promotor Nacional de Formação,
Suíça

sábado, 23 de junho de 2012

Belém - Junho de 2012, nº 71


Congresso sobre a santidade
Centro de Espiritualidade “Cenáculo” – Roma
Via Giuseppe Ferrari

Nos dias 15 a 19 de maio de 2012, realizou-se em Roma um Congresso sobre a santidade, promovido pela comissão “Família Palotina em Festa”, por ocasião do quinquagésimo aniversário de canonização de São Vicente Pallotti. O Congresso foi preparado e organizado pelo Instituto São Vicente Pallotti de Roma.
Durante cinco dias, oitenta e dois filhos e filhas de São Vicente Pallotti estiveram reunidos no Centro de Espiritualidade Palotino “Cenáculo”, na Via Giuseppe Ferrari – Roma, para refletir sobre o caminho de santidade que seu Pai Espiritual traçou durante a sua vida terrena. Os participantes do Congresso, provenientes de todo o mundo, tiveram a oportunidade de aprofundar o próprio caminho de santidade, inspirados pelos contributos dos relatores enviados para mostrar a santidade nas várias dimensões da vida cristã.
O Congresso iniciou-se na terça-feira, dia 15 de maio de 2012, com a apresentação fotográfica do evento da canonização e a Celebração Eucarística presidida pelo Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica. A conclusão do mesmo deu-se no sábado, dia 19 de maio de 2012, na Igreja de San Salvatore in Onda, com a santa missa presidida pelo Reitor Geral da Sociedade do Apostolado Católico, Pe. Jacob Nampudakam SAC. Após a Celebração Eucarística, realizou-se na Casa Geral, um momento festivo de congratulação pelo término do Congresso.
Os participantes do evento tiveram a oportunidade de visitar Frascati para recordar o aniversário da primeira missa celebrada por Pallotti, no dia 7 de maio de 1818, na Igreja de Jesus. Além de visitar a Catedral de Frascati, todos participaram da santa missa presidida pelo Bispo de Frascati, D. Raffaello Martinelli, que, na sua homilia, recordou os laços de Pallotti com aquele lugar e exortou a todos a seguirem o exemplo deste grande santo. 
Os relatores convidados para refletir sobre os temas propostos procuraram mostrar os vários aspectos do caminho de santidade de Vicente Pallotti, sublinhando o laço intrínseco entre santidade e apostolado. Fidel González Fernández MCCI apresentou Pallotti como promotor do movimento missionário do Século XIX; Michele Colagiovanni CPPS sublinhou a adesão e a colaboração de Pallotti com os sacerdotes de São Galla; Mariusz Małkiewicz SAC evidenciou o aspecto trinitário, cristológico e pneumatológico da espiritualidade sacerdotal palotina; Ângelo Lôndero SAC mostrou a ampla visão de apostolado na concepção de Pallotti e a participação dos fiéis leigos. Marco Impagliazzo se deteve mais sobre o pensamento de Pallotti no ensinamento do Concílio Vaticano II e do Beato João Paulo II; Enrica Rosanna FMA tocou em diversos pontos da santidade apostólica das pessoas consagradas como a solidariedade humana, o amor total e um caminho de generosidade e de alegria.
Todos os dias, os congressistas participavam juntos da Celebração Eucarística e as homilias eram todas centradas sobre a vida espiritual e a vida de santidade de Vicente Pallotti. De modo geral, as apresentações do Congresso procuraram mostrar que a novidade do pensamento de São Vicente Pallotti emerge da sua profunda ligação com apostolado e santidade, e com caridade e santidade. O seu amor vivido no seguimento a Cristo é a força motriz e fonte de inspiração para promover, na Igreja e no mundo, um apostolado que respeite o estado de vida e a condição social de cada cristão. Todos os participantes do Congresso puderam constatar que um desejo constante de santidade alimenta a força missionária para proclamar o Evangelho em qualquer ambiente em que se vive. Ao concluir este importante Congresso, espera-se que o mesmo tenha reforçado, em cada participante, a vocação à santidade e ao apostolado, para responder ao desejo e convite de São Vicente Pallotti de que todos sejam santos, o mais rápido possível, e grandes santos.
 
Instituto São Vicente Pallotti – Roma
Pe. Jan Kupka, SAC e Serenella Morandotti

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

X CONGRESSO NACIONAL DA DIVINA MISERICÓRDIA EM CURITIBA

Foi com grande expectativa e ao mesmo tempo com o coração tranqüilo em Deus, que segui para o X Congresso da Divina Misericórdia que aconteceu no Santuário Nacional da Divina Misericórdia em Curitiba entre os dias 25 e 27 de novembro de 2011. Lá chegando, encontrei  Pe. João Sopicki SAC, Maria Laura Sampaio e Maria Mirtes de Souza que haviam chegado em dias e horários diferentes: de ônibus, avião... e de moto!
O tema do Congresso remetia diretamente ao nosso querido papa João Paulo II: “É necessário o Amor Misericordioso de Deus”. Uma equipe nos dava as boas vindas e nos encaminhava para uma sala onde nossas malas ficariam guardadas, até que a noite fossemos conduzidos para nossos alojamentos. Este foi o primeiro sinal do muito que iríamos perceber por parte de uma equipe altamente organizada, mas nem por isso menos simpática, acolhedora e pronta atender nossas necessidades. Como ainda tinha um tempo sobrando fui conhecer as instalações do Santuário. A área física é grande, mas bem cuidada.  Lá encontrei uma estátua do Bem-Aventurado João Paulo II que com os braços abertos parecia dar as boas vindas aos quase 900 congressistas. A igreja que estava silenciosa e enfeitada com flores era um convite a oração de ação de graças por estar ali, e pelo que iria acontecer.
Pontualmente às 14h30 Pe. Leandro MIC iniciou com uma oração pedindo que fizéssemos a experiência da Misericórdia. É tempo de Misericórdia!  O Congresso estava começando!  Às 15h diante de Jesus Sacramentado rezamos o Terço da Misericórdia. Pe. Jonas MIC- fez a primeira palestra: “A Encíclica Rico em Misericórdia”.  O tema leva-nos a refletir sobre a vida e os carismas do Bem aventurado Papa João Paulo II. Seguimos com a oração das Vésperas, a santa Missa com o Bispo Dom Rafael. Um telão facilitava aos que estavam sentados mais distantes do palco.
Sábado dia de veneração a Nossa Senhora.  A imagem de N. Srª de Fátima permaneceu no altar enquanto rezávamos o terço Mariano e durante todo o dia. Pe. Ednilson MIC fez a segunda palestra: “É necessário o Amor Misericordioso de Deus”. Ele destaca três atitudes do Papa para experimentarmos o Amor Misericordioso: Expulsar o medo; Acolher a Misericórdia em nossa vida; Abandonar-se ao Amor Misericordioso de Deus. E também destacou as sete razões para que ele fosse intitulado o Papa da Misericórdia. O tema da terceira palestra foi: “Misericórdia Divina: limite à ação do mal”-Pe. Leandro MIC, diz que tem para nós uma notícia ruim: O mal existe! Mas em contrapartida tem uma muito boa: A Misericórdia de Deus venceu a morte!  Lembrou-nos também do poder do louvor! Na quarta palestra: O casal Eliana e Ricardo Sá, trabalhou o tema: “Família, torna-te aquilo que és.” É importante amar nossa família do jeito que ela é. Muitas vezes, aquilo que não encontramos nos nossos parentes mais próximos, é exatamente o que não temos e não damos, mas exigimos deles. Nas situações difíceis que se apresentam no nosso dia a dia precisamos fazer: “cara de benção”, brincou Eliana. Muitas vezes um sorriso sincero, e acolhedor quebram um mal, e as bênçãos vem!
Neste sábado o celebrante da Santa Missa, foi o Reitor do nosso Santuário da Divina Misericórdia/RJ Pe. Jan Sopicki SAC, que ao contar sua experiência pessoal com Pe. Miguel Sopocko, e com o Bem Aventurado João Paulo II despertou a admiração e atenção de todos. À noite fomos brindados com um momento de louvor e música com a Comunidade Shalom. Domingo dia 27. Quinta e ultima palestra. Ironi Spudaro: “A vocação e a missão do fiel leigo". Ele nos disse que quem vive à margem da Misericórdia, vira “marginal”. Ele nos fez refletir sobre as bem aventuranças do Evangelho de S. Mateus: “Bem aventurados os que comunicam a Misericórdia”. Esta é a vocação de todo batizado. Um momento de grande emoção foi quando os coordenadores de caravanas, e de grupos foram chamados ao altar para tocar e serem abençoados pelas relíquias do  Beato Papa João Paulo II, de Sta. Faustina, e do  Beato Padre Estanislau de Jesus Maria Papczyński, fundador da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição. E levar estas bênçãos para suas famílias e comunidades. Ao final de cada palestra havia o “momento cafezinho”. Tempo de descansar um pouco, ir à busca do vasto material, para evangelização e fazer fotos. E também apertar os laços de amizade que aos poucos iam-se fazendo entre os congressistas.
Ficamos bastante impressionados, com a eficácia do voluntários que trabalharam no Santuário. Ao recolher a louça usada, fazer e servir as grandes refeições (almoço e jantar), e os pequenos lanches! Tudo a tempo, e a hora! Eram sempre solícitos, simpáticos, e rápidos nas suas tarefas. Mesmo os  funcionários  que “pareciam” não dormir e não descansar, pois a qualquer hora estavam circulando pelo Santuário, eram extremamente gentis e atenciosos. E também não perdiam tempo, em evangelizar e lembrar que temos um Deus Misericordioso!  O Brasil estava representado de norte a sul! E também nossos irmãos Argentinos e Paraguaios. Terminado o Congresso, saímos de lá com uma certeza: Faz-se urgente proclamar a Misericórdia de Deus num mundo onde reina o desamor, egoísmo, falsos deuses ainda é tempo de se reconstruir uma nova sociedade, restaurar vidas, e famílias. A experiência deste Congresso vai nos ajudar na preparação do nosso Congresso em julho de 2012.
Marita Mauricio Conrado Veiga

quinta-feira, 16 de junho de 2011

40 anos de Juventude Palotina no Brasil

Está chegando a hora do nosso congresso, ai que emoção, por isso vamos conhecer um pouquinho da história da Juventude Palotina e dos Congressos que já aconteceram até agora!
A Juventude Palotina começou em Curitiba, em 1971, com a união de dos grandes grupos de jovens o JUCA e o COCA, com o objetivo de reunir jovens de várias paróquias para trocar experiências e estudar sobre São Vicente Pallotti. O primeiro congresso foi realizado em Jacarezinho-PR nos dias 23, 24 e 25 de julho desde mesmo ano, com a participação de 8 jovens.
Nessa época os padres coordenavam os jovens, assim a Juventude Palotina foi se expandindo pela ordem dos mesmos. Em 1996, por falta de tempo, os padres tiverem que passar a coordenação para os jovens, o primeiro congresso com coordenação totalmente jovem aconteceu em Londrina-PR, nesse mesmo ano.

Este ano teremos o CONGRESSO de comemoração aos 40 ANOS da JUVENDTUDE PALOTINA, com a participação de muitos jovens de mais de 10 cidades diferentes.
TEMA: JUVENTUDE PALOTINA, EU TAMBÉM FAÇO PARTE DESSA HISTÓRIA.
LEMA: QUE A NOSSA JUVENTUDE SEJA ETERNAMENTE PALOTINA.
MOTIVAÇÃO BÍBLICA: "ENRAIZADOS E EDIFICADOS EM CRISTO, FIRMES NA FÉ." (Col. 2, 7).
Inscrições através do e-mail: jp40anos@gmail.com
 Venha se edificar na fé e se divertir conosco...
 VOCÊ TAMBÉM FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA!
Anelise Franciosi
Coordenadora da JP de Arapongas-PR

sexta-feira, 10 de junho de 2011

II Congresso Diocesano da Juventude da região Noroeste

Olá irmãos e irmãs em Cristo, é com grande alegria que a Juventude Palotina de Itaperuna e o Setor Diocesano da Juventude, convida você, jovem, para o 2º Congresso Diocesano da Juventude, a ser realizado no dia 03 de julho de 2011, no Colégio Eucarístico em Campos. Será um evento bem dinâmico, feito pra jovem. Garanto a quem for não se arrependerá. Teremos louvor, adoração, musica, palestra, muita animação e pra fechar com chave de ouro, teremos a Santa Missa.
Para maiores informações:
Paloma Ferreira
paloma.cosfer@hotmail.com

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CONGRESSO FESTIVO DE 40 ANOS DA JUVENTUDE PALOTINA DO BRASIL

TEMA: JUVENTUDE PALOTINA, EU TAMBÉM FAÇO PARTE DESSA HISTÓRIA.
LEMA: QUE A NOSSA JUVENTUDE SEJA ETERNAMENTE PALOTINA.
MOTIVAÇÃO BÍBLICA: "ENRAIZADOS E EDIFICADOS EM CRISTO, FIRMES NA FÉ." (Col. 2, 7).

 QUERIDO(A)(S) IRMÃO(Ã)(S) EM CRISTO JESUS:
É com imensa alegria que a Coordenação Nacional da Juventude Palotina do Brasil convida Vossa Senhoria a participar do Congresso Festivo de comemoração dos 40 anos de história da Juventude Palotina no Brasil.
Juntos, comemoraremos as quatro décadas de sonhos, lutas e conquistas deste lindo movimento que tem como modelo de vida a ser seguido a Vida e Obra de São Vicente Pallotti.
O Congresso Festivo será na cidade de Cambé-PR - Paróquia Santo Antônio - nos dias 24 e 25 de junho de 2011.
Os Jovens Palotinos da Juventude Palotina do Brasil contam com a presença de TODOS nesta especial comemoração dos 40 anos da Juventude Palotina do Brasil, da qual VOCÊ também faz parte desta história.
Confirmação de presença, pagamento, inscrições e informações somente através do e-mail: jp40anos@gmail.com.
“TODA AÇÃO REALIZADA EM CONJUNTO É O PRINCÍPIO DE UMA NOVA REALIDADE"
Coordenação da Juventude Palotina do Brasil
www.juventudepalotina-brasil.blogspot.com
juventudepalotina.brasil@gmail.com
http://twitter.com/Juv_Palotina

segunda-feira, 19 de abril de 2010

2º CONGRESSO GERAL DA UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO (4)

Como prometido queremos fazer chegar a cada um as idéias desenvolvidas por Maria Damke, da Austrália, em sua conferência no Congresso da União do Apostolado Católico, quando desenvolveu o tema:  “A VISÃO DO HOMEM EM SÃO VICENTE PALLOTTI”.

Dizia ela que as várias biografias de Pallotti nos falam de suas atividades na cidade de Roma onde ensinou na “Universidade Sapienza”; foi diretor espiritual e confessor de seminários, de religiosos, bispos e cardeais, capelão de presídios, e de hospitais, reitor da Igreja  do Espírito Santos dos Napolitanos, atendeu às órfãs após o cólera, passou muitas horas no confessionário, orientou retiros  e pregou missões populares. Toda a sua vida foi gasta a serviço dos outros.

Vê-se que não há dúvida quanto a importância que teve para Pallotti a descoberta da pessoa humana, e ao estudá-lo não podemos deixar de observar o quanto isso, se constitui em objetivo central de sua vida e da sua obra.

Para ele servir não era conseqüência de um notável e filantrópico humanismo. Para São Vicente, o homem transcende o tempo e o espaço, é criatura do Eterno e o caminho de cada pessoa não é um vagar sem sentido, mas tem uma destinação certa: - que é Deus Eterno.


Mas, justamente por que Deus permeia todos os aspectos de Pallotti e condiciona todas as suas  ações , é difícil procurar descrever de modo adequado a visão e a missão de Deus na sua vida. Assim, a conferencias escolheu focalizar estas reflexões sobre o elementos central da existência: O mistério de Deus.

MISTÉRIO - No dicionário quer dizer: “algo que não é/não pode ser conhecido, entendido e explicado” ou, ainda, “uma verdade que pode ser conhecida apenas através da revelação divina e que não pode ser conhecida em plenitude pelos homens”.

O mistério, porém, contém em si, também, um outro aspecto sobre o qual muitas vezes negligenciamos, porque nos concentramos no aspecto incompreensível: o mistério, indica a existência de uma realidade, de uma realidade imensa.


PALLOTTI E O MISTÉRIO DE DEUS – Para são Vicente, Deus é, sem dúvidas, mistério.

Pallotti sabe que não poderá alcançar em plenitude o conhecimento de Deus, qual é a sua essência e qual seja o seu agir. E, no entanto, aceita que Deus seja, e coloca-se diante deste grande mistério em atitude de estupor, alegria, adoração e serviço. Coloca-se  disponível  a seu serviço.  Assim São  Vicente afirma: Iluminado pela Santa fé, creio na existência de Deus Uno, Eterno,  Infinito, imenso, incompreensível, infinitamente bendito por toda a eternidade (Vicente Pallotti – Deus amor Infinito, p. 1).


DEUS AMOR INFINITO -  Pallotti percebe a natureza desta realidade do infinito, no misério ainda maior  do amor. Adverte e experimenta misticamente que a essência de Deus Infinito é o seu amor infinito: o infinito de Deus é o infinito do Amor.  

Pallotti entendeu a criação como extensão do amor de Deus. Se Deus se doa totalmente a cada coisa que cria, então toda a criação reflete em si a bondade de Deus e o seu amor. A  criação é sinal do Amor infinito de Deus. E é este divino Amor Infinito que nos doa o sentido do ato criador de Deus e a existência do universo.


O MISTÉRIO DO HOMEM - O universo, isto é, a criação retorna ao amor de Deus no seu existir, no desenvolver as funções pelas quais foi criado, glorificado e honrado  e assim faz presente a majestade do seu criador.  O salmista no salmo 148 e Daniel no capítulo III exorta toda a criação a dar louvor ao Deus onipotente e Criador.

Este amor, portanto, é o fundamento da nossa identidade e dignidade de seres humanos. A autenticidade de  cada um está em ser e tornar-nos pessoas  que amam. Foi para isso que fomos criados.; não somos, portanto, swer4es simplesmente transmissores de fu7nções porque somos ancorados e entrelaçados no Amor Infinito de Deus.  

No acolher este amor divino, somos chamados  a nos tornar colaboradores responsáveis a revelar o ato criador de Deus; isto inclui uma continua redenção e uma contínua encarnação que une Deus à humanidade. Jesus é a causa ativa da nossa redenção., n’Êle o amor de Deus se faz um com a humanidade e Maria é o elemento recept6ivo que representando todos os homens, acolhe o amor de Deus.

Joaquim Accioly