terça-feira, 3 de abril de 2012

Oremos por Antônio Lemos


Hoje, dia 3 de abril, faleceu irmão do Pe. Luiz Mauricio SAC, Antônio Lemos de 62 anos de idade. Nos últimos anos sofreu muito.
Que Deus o acolha entre os escolhidos! A Palavra de Deus ilumina o mistério da morte; com São Paulo aprendemos que, estando com Cristo, nossa vida está assegurada por Ele. “Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele”. E, se nos assusta pensar na morte, lembremos que o Senhor é nosso Pastor, que caminha à nossa frente; Ele também já atravessou o vale escuro da morte e se confiou inteiramente a Deus Pai. Ele nos conduz com segurança, nenhum mal temos que temer. Cristo ressuscitado já superou a morte e inaugurou a “nova Jerusalém”, onde morte, luto, grito e dor já não existirão mais. Lá Ele enxugará toda lágrima de nossos olhos, fará novas todas as coisas. Deus habitará para sempre com seu povo. Para essa “cidade” celeste todos nós também peregrinamos e, lá, esperamos todos nós ver Deus e estar para sempre com ele e com aqueles que já nos precederam na vida eterna. Oferecemos a nossa oração por Ele e nosso coirmão Pe. Mauricio.

Apóstolos Hoje reflexão e oração Abril de 2012


Deus Amor Infinito

Meditação 31 (OOCC XIII, pp. 166-171)

“O Amor infinito e a infinita Misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo na Santa Eucaristia”

Oração de abertura 
Jesus Eucarístico, tu que sempre se dignaste estar conosco instituindo a Santa Eucaristia como sacramento para o nutrimento de nossas almas. Sob as aparências Eucarísticas de pão e vinho nos destes vós mesmo inteiramente – Alma, Corpo, Divindade. Consinta-nos aproximar de teu trono de graça e de misericórdia, para sermos sempre enriquecidos com teus infinitos tesouros, para curar as feridas de nossas almas, para comunicar-nos os teus méritos infinitos, para sermos revestidos das tuas mais perfeitas virtudes. Amém.
A última meditação de “Deus, Amor Infinito” nos faz entrever a pessoal experiência de nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti, ao compreender Jesus como Amor infinito e infinita Misericórdia na Santa Eucaristia.

Pela fé cristã, a Santa Eucaristia é Jesus. Trata-se do corpo de Cristo – e não somente o seu espírito ou divindade – mas Ele mesmo, todo inteiro com o seu Corpo real!

Para Pallotti, a Eucaristia era o Amado, o Esposo da alma, e que se comunicava, ele mesmo a nós – “para sempre deveríamos recordar a misericórdia infinita e o amor de Cristo, que para continuar a sua mais que santíssima vida em nós, se dignou permanecer em meio a nós por meio da Santa Eucaristia, comunicando-se como alimento e nutrimento de nossas almas”.
Na Eucaristia Cristo se dá a nós totalmente. Não é simplesmente uma parcial participação de alguma coisa, ou ainda apenas uma parte de graça ou de benção. É, na verdade, uma total doação de Si Mesmo – alma, corpo, sangue, divindade, tudo! É verdadeiramente Ele – dom de Deus – um sacramento de amor, a suprema expressão de amor. E por isso, Pallotti pede a nós que correspondamos ao amor com amor: “Jesus nos faz um presente imenso no mais Bendito dos Sacramentos. E as formas que nós poderíamos corresponder a este dom são: visitas freqüentes a Ele, nas igrejas, sempre O receber na santa comunhão e lhe oferecer a nossa adoração e nossa obediência”. Daquela muito empenhada vida apostólica de Pallotti, nós sabemos que o amor transbordante recebido na Eucaristia era a fonte de toda a sua caridade verso os necessitados que encontrava: “O amor de Cristo nos impele...”; “Gostaria ser alimento para quem tem fome...”. Jesus na Eucaristia quer abrir os nossos corações e ajudar-nos a nos transformar, junto a Ele, missionários do amor de Deus, com palavras e ações.
Segundo Pallotti, nós realmente devemos nos agarrar em Jesus na Eucaristia e tomar posse dele – “Agrada-me tanto pensar com qual fervor, Jesus Eucarístico, o mais doce dos Esposos, seria visitado se se encontrasse somente em uma só Igreja em todo o mundo; com qual fervor e sentimento seria recebido se pudesse recebê-lo somente uma única vez na vida e, ainda, das mãos do Sumo Pontífice, depois de longas peregrinações e penitências?”
Pallotti nos diz que “existem 3 coisas principais na Santa Comunhão: a lembrança da paixão de Jesus Cristo, uma abundância de graça e a promessa da vida eterna”. Estas intuições de Pallotti são confirmadas pela Igreja: a Eucaristia é o sacramento do amor,  sinal de unidade e  vínculo de caridade, um banquete no qual Cristo é recebido, o memorial de sua paixão é recordado, a mente é encharcada pela graça e nos vem dada a promessa da glória futura.
A devoção de Pallotti a este Santo Sacramento era única – “ele passava horas em adoração, seja de dia como de noite...” – e durante a celebração da Missa era grande o fogo de seu amor e fervor, conforme assim nos explicaram seus mais estreitos amigos: “no momento da elevação ele permanecia por um momento imóvel, com os braços levantados, regendo em suas mãos o Pão celestial”; e ainda:  “ele estava assim elevado, com seu corpo, por cerca de um palmo da terra”.

E mesmo diante destas todas experiências místicas, São Vicente protesta: “Eu confesso... de não ter aproveitado da Santíssima Eucaristia”. Ele não estava jamais satisfeito com seus gestos de homenagem e veneração à Eucaristia; ele não estava jamais contente de como tinha amado Jesus, desejando amar-Lo sempre, para além de qualquer medida.

Através da Eucaristia Jesus se dá inteiramente, a sua vida, a sua força, a sua divindade e qualquer outra coisa que nos permite viver uma vida santa – confirmando-nos com a sua força “sob as espécies eucarísticas de pão e de vinho, Ele se doa completamente, alma, corpo, divindade. Ele está em nossos altares como sacerdote e vitima ... Jesus, com tal incompreensível amor e misericórdia, não quer apenas estar conosco para sempre sobre os altares, (mas também), estar como trono de graças e de misericórdia. Não existe nada que não possamos obter d´Ele: um incompreensível excesso de amor”!

Para Pallotti, a Eucaristia era alimento místico que criava santos e místicos; que realizava a união celestial entre a alma finita dos homens e o Deus Infinito; que transformava a alma em Cristo:  “na Eucaristia Ele vem a mim pessoalmente para visitar-me e nutrir a minha alma, com todo o seu ser para transformar-me completamente nele e ser, para a minha alma, promessa de vida eterna”.

A Eucaristia, longe de ser um mero alimento, é Deus! E n´Ele estão todas as coisas, Ele, que é o autor de todas as coisas, a fonte de todas as graças e o fim de todas as coisas – “o Salvador, o Sacerdote, a Vítima, o Alimento e o Nutrimento da alma... autor e distribuidor de graça”. A Eucaristia é, de fato, Jesus mesmo, nosso Tudo, como o próprio Concílio afirma: “É a inteira riqueza da Igreja”.

Perguntas para uma reflexão pessoal
1  Possuo uma fé que compreende plenamente o mistério da Eucaristia?

2  Faço uma experiência de Cristo, inteiramente presente, quando participo à Eucaristia?

3  A Celebração Eucarística me ajuda a recordar a paixão de Jesus e me abre à experiência da abundância de sua graça?

Oração de encerramento
Oh Amor, Amor Infinito, Amor Incompreensível, Amor Desconhecido, Amor ultrajado, oh Amor, converta-me em amor agora e por toda a eternidade. Amém

domingo, 1 de abril de 2012

Domingo de Ramos em Itaipu

Domingo de Ramos em Itaipu



















Domingo de Ramos em Odivelas


Domingo de Ramos em Odivelas





















 

Comunicação de tudo que Jesus operou e sofreu


Deus meu, misericórdia  minha infinita, pela mesma tua infinita misericórdia, pelos méritos e a intercessão de Maria santíssima e de todos os Anjos e Santos e por todos os méritos da Igreja de Jesus Cristo,
creio firmemente que o mérito infinito da pregação de Jesus Cristo e de todas as tribulações, perseguições e contradições que sofreu e de todas as beneficências de natureza e de graça que operou, fazendo o bem a todos, desde este instante para sempre e sempre com novos aumentos de perfeição, infinitamente multiplicados, a todo instante infinitésimo, destrói em mim todas as indisposições e os impedimentos para escutar e para administrar ao povo a palavra de Deus, com todas as consequências  de tais indisposições e impedimentos. E em comunicas todo o mérito de tal pregação de Jesus Cristo, com o mérito de todas as virtudes, que, com isso, exerceu, com a comunicação das mesmas suas virtudes. E me comunicas tudo com tal plenitude e tantas vezes com tamanha tua glória, como se tudo tivesse sido comunicado e se comunicasse a todas as criaturas passadas, presentes, futuras e possíveis, e todas infinitamente multiplicadas, a todo instante infinitésimo por toda a eternidade.
São Vicente Pallotti