sexta-feira, 8 de março de 2013
São Vicente Pallotti via Deus como o amor infinito
Iluminado pela santa fé, creio que existe um Deus eterno, infinito, imenso, incompreensível, infinitamente feliz em si mesmo, desde toda a eternidade.
Uno na essência e trino nas pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, infinito nos atributos e perfeições; onipotente, pode fazer tudo, exceto o pecado e a morte, porque é vida por essência e santidade infinita.
Creio que a primeira pessoa se chama Pai, porque gerou e gera, desde toda a eternidade e por toda a eternidade, a segunda pessoa que é e se chama o Filho. “E creio que Deus mesmo, sem ter necessidade das criaturas, igualmente com amor infinito e movido pela sua infinita misericórdia, criou do nada o céu e a terra e tudo o que existe no céu e na terra”.
Mas por que Deus decidiu criar o mundo?
Vicente Pallotti diz que Deus Uno e Trino criou todo o universo, o universo visível e o universo invisível, para difundir-se em todas as suas criaturas, Ele que é o eterno, o infinito, o imenso, o incompreensível.
Movido pelo amor, o Pai, através de seu Filho, o Verbo eterno, criou o mundo visível e o mundo invisível. O mundo visível é o mundo acessível aos olhos e aos outros sentidos e, no seu centro, está o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Apóstolos Hoje reflexão e oração Abril de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Apóstolos hoje - fevereiro 2012
Meditação XXIX
“O amor infinito e a infinita misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, em tudo o que fez por nós, nos anos de sua pregação”
Nesta XXIX meditação Vicente Pallotti apresenta suas considerações sobre o infinito amor e a infinita Misericórdia de Jesus em tudo o que fez por nós nos anos de sua pregação.
Pelo Batismo recebemos o dom da fé, nos comprometemos a seguir e imitar Jesus Cristo em nosso ser e agir. Este seguimento exige que percorramos um itinerário de formação, de conhecimento e de vivência da Palavra de Deus para sermos testemunhas vivas do ser amor e misericórdia.
A encarnação do Verbo veio restabelecer a comunhão com o Pai, rompida por causa do pecado, e revelar que o Pai nos ama com infinito amor. Quanto mais uma pessoa penetra no conhecimento, meditação e contemplação da Palavra mais compreende sua própria dignidade, pois, gratuitamente, foi criada à imagem e semelhança de Deus. Isto encanta e suscita absoluta confiança num Deus capaz de amar desta maneira.
O objetivo da pregação de Jesus foi revelar ao mundo que o Pai sempre deseja a felicidade de cada indivíduo. Esta felicidade consiste em crer no seu Filho unigênito, reconhecendo seu infinito Amor e sua infinita Misericórdia. Em Lc 4, 16ss encontra-se a descrição da missão de Jesus: libertar a pessoa das amarras que impedem realizar e fazer acontecer o Reino de Deus. Livre dos males físicos e iluminado pela fé o ser humano tem condições de, não apenas de perceber os sinais do Reino, mas também sente-se interpelado a colaborar para a sua concretização. Esta revelação de Jesus foi motivo de discórdia e desentendimento entre os doutores da lei. O Reino era concebido numa dimensão legal e política, mas para Jesus a concepção era outra.
Considerando a história da Salvação verifica-se que o povo de Israel, povo escolhido, durante os quarenta anos de peregrinação pelo deserto viveu experiências de grandes provações e sofrimentos, mas Deus que lhes havia prometido sua presença em nenhum momento o abandonou.
Por isso, em diversas partes do AT encontram-se expressões muito significativas que revelam o amor, a predileção de Deus para com seu povo escolhido. Citamos algumas: “... nada temas Israel, pois eu te resgato, te chamo pelo nome, és meu. Eu sou o Senhor teu Deus, és precioso aos meus olhos. ... eu te aprecio e te amor... fica tranquilo, pois estou contigo” (cf Is 43, 2ss). Em outra passagem diz: “Não basta que sejas meu servo vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins da terra”. “Teu nome esta gravado na palma da minha mão” (Is 49, 6ss).
A Palavra de Deus encerra belíssimas surpresas. O nome de Israel pode ser substituído pelo nosso próprio nome, as palavras dirigidas a ele ouvimo-las como dirigidas ao nosso coração. Esta experiência confirma o amor que Deus tem para conosco, é ele que nos sustenta na caminhada espiritual e nos ajuda a superar as dificuldades na vida.
Certamente cada pessoa, em sua vida passa por provações, situações onde tudo parece perder o sentido. São momentos em que Deus prova a fé, contudo, Ele sempre é fiel à sua promessa “não temas estou contigo”. Considerando essas dificuldades à distância de tempo, numa dimensão de fé sentimos a necessidade de exclamar: Não fosse a presença e a graça de Deus não teria conseguido superar tais dificuldades. Mediante a fé percebemos que a história da salvação não é algo do passado, mas Deus continua construindo a história de cada pessoa, única e irrepetível.
Vicente Pallotti, homem de Deus, passou por estas experiências, isto o fez reconhecer com profunda alegria e gratidão o infinito amor de Deus. Motivado por tal amor sentiu o apelo de comunicar ao mundo a boa notícia do Infinito Amor de Deus por nós. Hoje nós somos chamados a proclamar por palavras e ações esta Boa Nova a toda a humanidade. Quem experimenta o Senhor não pode permanecer de braços cruzados.
Tal era a consciência desta realidade que o levou a exclamar: “O que querias que eu fosse, ó Deus, quando me fizeste à tua imagem e semelhança? Exatamente isto: que eu me assemelhasse a Ti.Que na minha vida fosse: Luz da tua luz, justiça da tua justiça, amor do teu Amor, santidade da tua Santidade” (cf OOCC X, 483).
Contemplando este Deus imenso, eterno e incompreensível Pallotti se extasiava, perdia as palavras, sentia-se nada e pecado, necessitado infinitamente da graça, mas ao mesmo tempo, sentia-se amado de tal forma que dizia com o salmista: o abismo do nada atrai o abismo do tudo. Não foi por acaso que Pallotti nos deixou o apelo de meditarmos diariamente 1Cor 13, 1-13, onde encontramos a essência da nossa caridade, isto é, amor a Deus e ao próximo.
Entendemos que Pallotti, com esta meditação deseja que também nós experimentemos e reconheçamos o amor de Deus Pai para conosco, através dos ensinamentos de Jesus Cristo, seu Filho. Tal reconhecimento nos impele a tornar visível o amor de Deus em nossa missão apostólica, junto aos empobrecidos e mais necessitados.
Supliquemos a Maria, Mãe do Divino Amor que nos ajude no processo de identificação com seu Filho Jesus, a fim de realizar as palavras ditas aos serventes nas Bodas de Caná “Fazei tudo o Ele vos disser” (Jo 2,5).
Para refletir:
1. Constate em que situações de sua vida você pode experimentar o amor misericordioso de Deus.
2. Como você e os demais membros da UAC podem vivenciar os ensinamentos de Jesus neste mundo globalizado?
3. Como o seu grupo valoriza a Palavra de Deus em sua caminhada?
4. Componha o seu salmo de louvor a Deus por seu infinito amor e sua infinita misericórdia e partilhe com seu grupo.
Oração
Jesus meu, irmão meu amorosíssimo, mestre de vida eterna, taumaturgo indefectível!
Quando lembro tudo o que por nós tendes ensinado, operado e sofrido nos anos da vossa celeste pregação, embora tenha continuamente presente a minha ingratidão, não perco a esperança, ao contrário, sinto que ela cresce em mim.
Assim, pela mesma vossa infinita misericórdia, pelos vossos méritos, pelos méritos e intercessão de Maria santíssima e de todos os anjos e santos, tenho firme confiança de que me dareis a perfeita contrição de todos os meus pecados. Confio que me concedereis graça eficaz e perpétua, para eu levar a prática toda a vossa celeste dotrina. Para eu viver sempre na esperança de que, a todo instante, realizareis sempre novos prodígios de vida eterna na minha alma. Fareis com que eu me valha de todos os vossos sofrimentos, até o ponto de chegar a suportar e amar o sofrimento como seja de vosso agrado, também o puro sofrimento, a fim de me tornar em tudo semelhante a vós. Amém.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Apóstolos hoje – novembro de 2011
terça-feira, 4 de maio de 2010
Deus Amor Infinito de São Vicente Pallotti
O Amor infinito e a misericórdia infinita de Deus na criação do homem
Introdução: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (Gen 1, 26)
A fé nos diz que Deus não tem corpo, devemos portanto dizer que a alma é criada à imagem e semelhança de Deus. Por este motivo, a nossa alma é um ser vivente e inteligente com as características particulares de ser uma viva imagem de Deus, essência de Deus (Deus Amor Infinito, cap. VIII).
Quando reflete sobre o significado de ser criado a imagem e semelhança de Deus, Pallotti encontra um elenco de características. Quer dizer que somos:
· Uma viva imagem de Deus
· Uma viva imagem do Pai, do Filho e do Espírito Santo
· Uma viva imagem da potência infinita
· Uma viva imagem da sabedoria e bondade
· Uma viva imagem da justiça, misericórdia e pureza
· Uma viva imagem da santidade e perfeição.
Reflexão
A imagem da pessoa, com uma alma criada à imagem e semelhança de Deus. concorda com a imagem dada no Salmo 8: o ser humano é plenificado de dignidade e de honra aos olhos de Deus.
Ao contemplar esta possiblidade sentimos-nos chamados a um otimismo e a uma esperança que vai além do reconhecimento habitual do nosso pecado e de nossas faltas e a fé nos leva a acreditar na misericórdia de Deus e na sua prontidão
São Vicente é consciente de quanto difícil é entender a grandeza desta graça, reconhecer que a maioria das pessoas, e também ele, experimentam “negligência e ingratidão” por não apreciar o grande dom de nossas almas.
Muitas vezes somos tentados a concentrar-nos sobre nossas limitações e sobre aquilo que não sabemos fazer e que Pallotti define com os termos de “negligência” e de “ingratidão”. Todavia ao longo da história da Igreja tivemos autoridades espirituais como São Vicente, que falaram desta tensão.
A tensão entre a escuridão e a luz foi tratada em um discurso em 1994 atribuído a Nelson Mandela mas escrito por Marianne Williamson: “O nosso medo mais profundo não é aquele de nos sentirmos inadequados. O nosso medo mais profundo é aquele de nos sentirmos potentes além de nossos limites. É a nossa luz, não a nossa sombra que mais nos assusta. Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, cheio de talentos, magnifico?” “Na realidade quem és tu para NÃO ser também? Somos filhos de Deus. O nosso “jogar” pequeno não serve para o mundo. Não existe nada de iluminado em diminuir-nos a nós mesmos de modo que os outros não se sintam inseguros ao nosso redor. Todos nós nascemos para resplandescer como fazem as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós e, não somente em alguns de nós mas, em cada um de nós. E quando permitimos que a nossa luz resplandeça, incoscientemente damos aos outros a possibilidade de fazerem o mesmo. E quando nos libertamos dos nossos medos, a nossa presença, automáticamente liberta os outros”.
A Sagrada Escritura afirma que fazer brilhar a nossa luz é fundamental para nós que somos chamados a sermos cristãos: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha”(Mt 5, 14) “Porque o Senhor assim no-lo mandou: ‘Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” ( At 13, 47).Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas” (1Tess 5, 5).
No seu tratado sobre o ‘Espírito Santo’, São Basílio Magno, explica como a presença do Espírito ajuda a iluminar esta luz que está dentro de nós: “O Espírito é fonte de santificação e luz inteligível. Oferece a toda criatura inteligente a si mesmo e através de si mesmo luz e ajuda para buscar a verdade…do mesmo modo, dos raios de sol, do qual os benefícios são sentidos por cada um como se resplandecesse somente para ele…assim também o Espírito Santo …infunde em todos uma graça suficiente e total…
E como os corpos muito transparentes e nitidos ao contato de um raio se tornam também esses muito luminosos e emanam de si novos raios, assim as almas que possuem em si o Espírito e que são iluminadas pelo Espírito se tornam também essas santas e refletem a graça sobre os outros. Do Espírito …a familiaridade das coisas do céu. D’Ele a alegria eterna, d’Ele a união constante e a semelhança com Deus, e, coisa mais sublime de cada criatura, d’Ele a possibilidade de se tornar semelhantes a Deus”. Pois, como Pallotti reconheceu, esta é a imagem da qual fomos criados.
O autor franciscano, Richard Rohr, percebe as implicações do aceitar de que somos criados a imagem de Deus: o passo enorme para frente se torna claro quando começamos a honrar e aceitar a imagem divina dentro de nós, e depois não podemos não enxergá-la em cada pessoa, e sabemos que este dom é assim imerecido aos outros quanto o é para nós. E por isso, deixa-se de fazer mau juizo sobre os outros, e se inicia amar de modo incondicionado sem perguntar-nos se o outro é digno ou não.
Em outras palavras, o reconhecimento de ser criado à imagem divina conduz a uma mais completa manifestação da imagem de Deus na vida dos fiéis. Somos chamados a nos aproximar da imagem de Deus na qual imagem e semelhança fomos criados. Este é um processo contínuo, intercalado com tempos de ingratidão e negligência, mas, também nutrido pela oração e pela prática. O prefácio I do tempo da Quaresma nos lembra: “Cada ano doas aos teus fiéis de…participar aos mistérios da redenção para que alcancem a plenitude da vida nova em Cristo teu Filho”.
Pallotti interpreta o fato de que somos criados à imagem e semelhança de Deus como uma chama para a santidade e à perfeição. Porém, é somente através dos nossos esforços limitados e imperfeitos em viver o amor, a justiça e a misericórdia que nos transformamos na imagem de Deus na qual somos criados. E, portanto, podemos rezar com São Vicente:
“Deus meu, Pai meu, amorosíssimo e misericordiosíssimo meu Criador, é impossível que eu chegue compreender a preciosidade da minha alma criada à imagem e semelhança vossa, porque não chego a conhecer-Vos. Mas muito mais impossível que eu chegue a compreender aquele Amor infinito e aquela infinita misericórdia com a qual Vós vos dignastes em criar-me assim, mesmo que, tenhais com a vossa infinita e eterna sabedoria conhecido a pouca importância que eu teria feito de Vós, incompreensível beneficio e quanto vos fui ingrato e portanto é também impossível que eu chegue a compreender a minha indignidade.
Mas, Vós pela mesma vossa infinita misericórdia, pelos merecimentos infinitos de Jesus Cristo, pelos merecimentos e intercessão de Maria SS. e de todos os Anjos e Santos tenho firme confiança, e tenho por certo, que me concedereis o dom de uma perfeita contrição, e de lembrar sempre este vosso Amor infinito, e esta vossa infinita Misericórdia, e de apreciar sempre e estimar a minha alma e de meu próximo e de ser agradecido a Vós pelos infalíveis benefícios como Vós quereis”. (Deus Amor Infinito, cap. VIII)






