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quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Eucaristia na vida de são Vicente Pallotti


Vicente Pallotti sempre foi fascinado pela Eucaristia. Nela, ele contempla Deus que se torna alimento das almas das pessoas. O alimento eucarístico dos fieis não está circunscrito à materialidade do corpo de Cristo, pois ele é Deus e o fiel é alimentado pelo Cristo total: corpo, sangue, alma e divindade. (Gaynor, p. 133-134)
A celebração eucarística ocupou sempre o lugar central na vida de nosso fundador. Ele descobre que nela não está somente a pessoa do Verbo encarnado, mas está presente também o Pai e o Espírito Santo. 
No dia 09 de janeiro de 1835, após a santa missa, recebeu a grande inspiração de fundar a União do Apostolado Católico – UAC. Ele tem plena consciência da sua pobreza, miséria e inutilidade, do seu nada e pecado. Reconhece ainda sua incapacidade de receber tão grandioso dom.
Ele aclama a Eucaristia como imagem incompreensível e infinita do amor e da misericórdia de Cristo, e reconhece a sua indignidade diante de tão grande mistério. Por isso reconhece-se como nada a ser preenchido pelo tudo que é Deus em sua compaixão, e intitula-se como prodígio da misericórdia.

Propósitos
Ao reconhecer sua limitação diante do infinito amor de Deus, Pallotti faz alguns propósitos capazes de viabilizar sua relação com Cristo Eucarístico:

a) comungar todos os dias até o fim de sua vida
b) fixar sua atenção na eucaristia;
c) aumentar os adoradores e os que participam da Eucaristia;
d) viver permanentemente em preparação, busca e ação de graças, participando nos infinitos mistérios da Eucaristia;
e) desejava que a eucaristia operasse nele.

A vivência do mistério eucarístico o leva a uma configuração a Cristo: sua vida, suas atitudes, seu apostolado (Gal 2,20). Essa perfeição, porém, só pode ser encontrada no Cenáculo.
Pelo seu exemplo, Pallotti nos impulsiona a nutrirmos um profundo amor pela Eucaristia, fonte de graças e de bênçãos para o apostolado.
“Somos marcados nas mãos de Deus” (Is 49,16). “Antes do nascimento já te havia consagrado” (Jer 1,5). Pallotti também tinha plena consciência de que fora marcado e conduzido por Deus.
O seu grande desejo era de praticar as virtudes que Maria praticou, e como ela as praticou. “Expresso o desejo do meu coração de partilhar solidário, com Jesus e Maria, todas as dores mentais e sensíveis de toda e tão sofrida vida deles”. (Faller, p. 139)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Apóstolos Hoje reflexão e oração Abril de 2012


Deus Amor Infinito

Meditação 31 (OOCC XIII, pp. 166-171)

“O Amor infinito e a infinita Misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo na Santa Eucaristia”

Oração de abertura 
Jesus Eucarístico, tu que sempre se dignaste estar conosco instituindo a Santa Eucaristia como sacramento para o nutrimento de nossas almas. Sob as aparências Eucarísticas de pão e vinho nos destes vós mesmo inteiramente – Alma, Corpo, Divindade. Consinta-nos aproximar de teu trono de graça e de misericórdia, para sermos sempre enriquecidos com teus infinitos tesouros, para curar as feridas de nossas almas, para comunicar-nos os teus méritos infinitos, para sermos revestidos das tuas mais perfeitas virtudes. Amém.
A última meditação de “Deus, Amor Infinito” nos faz entrever a pessoal experiência de nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti, ao compreender Jesus como Amor infinito e infinita Misericórdia na Santa Eucaristia.

Pela fé cristã, a Santa Eucaristia é Jesus. Trata-se do corpo de Cristo – e não somente o seu espírito ou divindade – mas Ele mesmo, todo inteiro com o seu Corpo real!

Para Pallotti, a Eucaristia era o Amado, o Esposo da alma, e que se comunicava, ele mesmo a nós – “para sempre deveríamos recordar a misericórdia infinita e o amor de Cristo, que para continuar a sua mais que santíssima vida em nós, se dignou permanecer em meio a nós por meio da Santa Eucaristia, comunicando-se como alimento e nutrimento de nossas almas”.
Na Eucaristia Cristo se dá a nós totalmente. Não é simplesmente uma parcial participação de alguma coisa, ou ainda apenas uma parte de graça ou de benção. É, na verdade, uma total doação de Si Mesmo – alma, corpo, sangue, divindade, tudo! É verdadeiramente Ele – dom de Deus – um sacramento de amor, a suprema expressão de amor. E por isso, Pallotti pede a nós que correspondamos ao amor com amor: “Jesus nos faz um presente imenso no mais Bendito dos Sacramentos. E as formas que nós poderíamos corresponder a este dom são: visitas freqüentes a Ele, nas igrejas, sempre O receber na santa comunhão e lhe oferecer a nossa adoração e nossa obediência”. Daquela muito empenhada vida apostólica de Pallotti, nós sabemos que o amor transbordante recebido na Eucaristia era a fonte de toda a sua caridade verso os necessitados que encontrava: “O amor de Cristo nos impele...”; “Gostaria ser alimento para quem tem fome...”. Jesus na Eucaristia quer abrir os nossos corações e ajudar-nos a nos transformar, junto a Ele, missionários do amor de Deus, com palavras e ações.
Segundo Pallotti, nós realmente devemos nos agarrar em Jesus na Eucaristia e tomar posse dele – “Agrada-me tanto pensar com qual fervor, Jesus Eucarístico, o mais doce dos Esposos, seria visitado se se encontrasse somente em uma só Igreja em todo o mundo; com qual fervor e sentimento seria recebido se pudesse recebê-lo somente uma única vez na vida e, ainda, das mãos do Sumo Pontífice, depois de longas peregrinações e penitências?”
Pallotti nos diz que “existem 3 coisas principais na Santa Comunhão: a lembrança da paixão de Jesus Cristo, uma abundância de graça e a promessa da vida eterna”. Estas intuições de Pallotti são confirmadas pela Igreja: a Eucaristia é o sacramento do amor,  sinal de unidade e  vínculo de caridade, um banquete no qual Cristo é recebido, o memorial de sua paixão é recordado, a mente é encharcada pela graça e nos vem dada a promessa da glória futura.
A devoção de Pallotti a este Santo Sacramento era única – “ele passava horas em adoração, seja de dia como de noite...” – e durante a celebração da Missa era grande o fogo de seu amor e fervor, conforme assim nos explicaram seus mais estreitos amigos: “no momento da elevação ele permanecia por um momento imóvel, com os braços levantados, regendo em suas mãos o Pão celestial”; e ainda:  “ele estava assim elevado, com seu corpo, por cerca de um palmo da terra”.

E mesmo diante destas todas experiências místicas, São Vicente protesta: “Eu confesso... de não ter aproveitado da Santíssima Eucaristia”. Ele não estava jamais satisfeito com seus gestos de homenagem e veneração à Eucaristia; ele não estava jamais contente de como tinha amado Jesus, desejando amar-Lo sempre, para além de qualquer medida.

Através da Eucaristia Jesus se dá inteiramente, a sua vida, a sua força, a sua divindade e qualquer outra coisa que nos permite viver uma vida santa – confirmando-nos com a sua força “sob as espécies eucarísticas de pão e de vinho, Ele se doa completamente, alma, corpo, divindade. Ele está em nossos altares como sacerdote e vitima ... Jesus, com tal incompreensível amor e misericórdia, não quer apenas estar conosco para sempre sobre os altares, (mas também), estar como trono de graças e de misericórdia. Não existe nada que não possamos obter d´Ele: um incompreensível excesso de amor”!

Para Pallotti, a Eucaristia era alimento místico que criava santos e místicos; que realizava a união celestial entre a alma finita dos homens e o Deus Infinito; que transformava a alma em Cristo:  “na Eucaristia Ele vem a mim pessoalmente para visitar-me e nutrir a minha alma, com todo o seu ser para transformar-me completamente nele e ser, para a minha alma, promessa de vida eterna”.

A Eucaristia, longe de ser um mero alimento, é Deus! E n´Ele estão todas as coisas, Ele, que é o autor de todas as coisas, a fonte de todas as graças e o fim de todas as coisas – “o Salvador, o Sacerdote, a Vítima, o Alimento e o Nutrimento da alma... autor e distribuidor de graça”. A Eucaristia é, de fato, Jesus mesmo, nosso Tudo, como o próprio Concílio afirma: “É a inteira riqueza da Igreja”.

Perguntas para uma reflexão pessoal
1  Possuo uma fé que compreende plenamente o mistério da Eucaristia?

2  Faço uma experiência de Cristo, inteiramente presente, quando participo à Eucaristia?

3  A Celebração Eucarística me ajuda a recordar a paixão de Jesus e me abre à experiência da abundância de sua graça?

Oração de encerramento
Oh Amor, Amor Infinito, Amor Incompreensível, Amor Desconhecido, Amor ultrajado, oh Amor, converta-me em amor agora e por toda a eternidade. Amém

sexta-feira, 6 de maio de 2011

“FICA CONNOSCO, SENHOR…”

«Fica connosco, Senhor, pois a noite vai caindo» (cf. Lc 24,29). Foi este o instante convite que os dois discípulos, directos a Emaús na tarde do próprio dia da ressurreição, dirigiram ao Viajante que se lhes tinha juntado no caminho. Carregados de tristes pensamentos, não imaginavam que aquele desconhecido fosse precisamente o seu Mestre, já ressuscitado. Mas sentiam «arder» o seu íntimo (cf. Lc 24,32), quando Ele lhes falava, «explicando» as Escrituras. A luz da Palavra ia dissipando a dureza do seu coração e «abria-lhes os olhos» (cf. Lc 24, 31). Por entre as sombras do dia que findava e a obscuridade que pairava na alma, aquele Viajante era um raio de luz que fazia despertar a esperança e abria os seus ânimos ao desejo da luz plena. «Fica connosco» — suplicaram. E Ele aceitou. Pouco depois o rosto de Jesus teria desaparecido, mas o Mestre «permaneceria» sob o véu do «pão partido», à vista do qual se abriram os olhos deles.
Ao longo do caminho das nossas dúvidas, inquietações e às vezes amargas desilusões, o divino Viajante continua a fazer-se nosso companheiro para nos introduzir, com a interpretação das Escrituras, na compreensão dos mistérios de Deus. Quando o encontro se torna pleno, à luz da Palavra segue-se a luz que brota do «Pão da vida», pelo qual Cristo cumpre de modo supremo a sua promessa de «estar connosco todos os dias até ao fim do mundo» (cf.Mt 28,20)....
A «fracção do pão» — tal era ao início a designação da Eucaristia — sempre esteve no centro da vida da Igreja. Por ela Cristo torna presente, no curso do tempo, o seu mistério de morte e ressurreição. Nela, Cristo em pessoa é recebido como «o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6,51) e, com ele, é-nos dado o penhor da vida eterna, em virtude do qual se saboreia antecipadamente o banquete eterno da Jerusalém celeste.
 …. Permaneçamos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa fé e o nosso amor as negligências, esquecimentos e até ultrajes que o nosso Salvador Se vê obrigado a suportar em tantas partes do mundo. Aprofundemos na adoração a nossa contemplação pessoal e comunitária, servindo-nos também de subsídios de oração baseados sempre na Palavra de Deus e na experiência de tantos místicos antigos e recentes. O próprio Rosário, visto no seu sentido profundo, bíblico e cristocêntrico, que recomendei na carta apostólica Rosarium Virginis Mariade, poderá ser um caminho particularmente adaptado para a contemplação eucarística, actuada em companhia e na escola de Maria…
Ao pedido dos discípulos de Emaús para que ficasse «com» eles, Jesus responde com um dom muito maior: através do sacramento da Eucaristia encontrou o modo de permanecer «dentro» deles. Receber a Eucaristia é entrar em comunhão profunda com Jesus. «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós» (Jo 15,4). Esta relação de íntima e recíproca «permanência» permite-nos antecipar de algum modo o céu na terra. Não é porventura este o maior anseio do homem? Não foi isso mesmo o que Deus Se propôs, ao realizar na história o seu desígnio de salvação? Ele colocou no coração do homem a «fome» da sua Palavra (cf. Am 8,11), uma fome que ficará saciada apenas na plena união com Ele. A comunhão eucarística foi-nos dada para «nos saciarmos» de Deus sobre esta terra, à espera da saciedade plena no céu….
 Mas esta intimidade especial, que se realiza na «comunhão» eucarística, não pode ser adequadamente compreendida nem plenamente vivida fora da comunhão eclesial… A Igreja é o corpo de Cristo: caminha-se «com Cristo» na medida em que se está em relação «com o seu corpo». Cristo providencia a geração e fomento desta unidade com a efusão do Espírito Santo. E Ele mesmo não cessa de promovê-la através da sua presença eucarística. Com efeito, é precisamente o único Pão eucarístico que nos torna um só corpo. Afirma-o o apóstolo Paulo: «Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão» (1Cor 10,17). No mistério eucarístico, Jesus edifica a Igreja como comunhão, segundo o modelo supremo evocado na oração sacerdotal: «Para que todos sejam um só; como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em ti, que também eles estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste» (Jo 17,21).
Fonte da unidade eclesial, a Eucaristia é também a sua máxima manifestação. A Eucaristia é epifania de comunhão. Por isso, é que a Igreja põe condições para se poder tomar parte de modo pleno na celebração eucarística. As várias limitações devem levar-nos a tomar uma consciência cada vez maior de quão exigente seja a comunhão que Jesus nos pede. É comunhão hierárquica… É comunhão fraterna, cultivada com uma «espiritualidade de comunhão» que nos leva a sentimentos de recíproca abertura, estima, compreensão e perdão…
«Eu estou convosco todos os dias» (Mt 28,20) …  A Eucaristia é mistério de presença, mediante o qual se realiza de modo excelso a promessa que Jesus fez de ficar connosco até ao fim do mundo.” (Beato João Paulo II)

Para as células de Evangelização:
Como , de forma eminente Jesus cumpriu a sua promessa: “«Eu estou convosco todos os dias» (Mt 28,20)”? É possível pertencer às células e não ser profundamente eucarístico?
Pe. Marcelo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Aspirações Eucarísticas

Meu Deus, misericórdia minha, apesar de eu ter merecido infinitamente, infinitas vezes, ficar privado da santíssima Eucaristia, nos sagrados altares, nas Comunhões sempre, contudo tenho confiança de que me farás permanecer sempre ao pé de ti, sacramentado, meu Jesus, Bem meu infinito, me farás comungar a cada dia, até o último da minha vida. Confio que fixarás permanentemente minha atenção, bem forma como sempre se encontra nos sagrados cibórios, mas, em mim, como alimento da minha alma, a fim de multiplicar sem medida, em minha alma, seus efeitos infinitamente misericordiosos.

E dar-me-ás também a graça de fazer com que aumentem os adoradores e os que participam da santíssima Eucaristia. E criarás em mim uma vida de permanente preparação, de permanente busca de alimento, de permanente ação de graças, de permanente participação nos infinitos efeitos da santíssima Eucaristia. E à custa da minha humilhação infinita, eterna, imensa e universal e de infinitos e eternos, imensos e universais meus tormentos, ti irás reparar a honra e as adorações e as participações na santíssima Eucaristia que não ocorreram. E pela tua infinita misericórdia, pelos méritos de Jesus Cristo e pelos méritos de Maria santíssima e de todos os Anjos e Santos, tu vais reparar a honra e as adorações, quanto merece este santo Sacramento. E tenho confiança de que, por um prodígio de misericórdia, a santíssima Eucaristia operará em mim, a todo instante, todos aqueles efeitos que teria operado e operaria em todas as criaturas passadas, presentes, futuras e possíveis, se todas, sempre com as mais perfeitas disposições, tivessem aproveitado e aproveitassem da santíssima Eucaristia, a todo instante, por toda eternidade.

Oração de São Vicente Pallotti.

Extraido do Livro “As Orações”

sexta-feira, 24 de julho de 2009

EUCARISTIA E PARTILHA

Na oração da Colecta da Santa Missa de hoje, temos o seguinte pedido ao Senhor: “Multiplicai em nós a vossa Misericórdia, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos aderis aos que não passam.”

Um exemplo disso é o do profeta Eliseu na Primeira leitura, que, ao receber as primícias que eram oferecidas a Deus logo ordenou que elas fossem oferecidas aos pobres. O criado argumentou: “«Como poderei dar de comer a cem pessoas com isto?» Insistiu Eliseu: «Dá-os a esses homens para que comam. Pois isto diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará.’» (2Reis 4,43)No catecismo da Igreja Católica, vem afirmado quais são as três virtudes que devem informar a vida do seguidor de Jesus com relação aos bens criados: A temperança, a Justiça e a solidariedade. Assim diz o texto: “Em matéria económica, o respeito pela dignidade humana exige a prática da virtude da temperança, para moderar o apego aos bens deste mundo; da virtude da justiça, para acautelar os direitos do próximo e dar-lhe o que lhe é devido; e da solidariedade, segundo a regra de ouro e conforme a liberalidade do Senhor, que «sendo rico Se fez pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (Catecismo 2407)

Embora tanto no caso de Eliseu, como na Multiplicação dos pães no Evangelho, Nosso Senhor não tenha prescindido da generosidade e doação de alguém, (cinco pães e dois peixes do jovem) o resultado foi completamente desproporcional à doação feita: alimentou cinco mil pessoas.

O São João não traz, no seu Evangelho, o relato da última ceia. No entanto, aprofunda no capítulo sexto muitos dos aspectos deste que é o maior milagre de Jesus: Transformar o pão no seu Corpo e Sangue doados para a Vida do mundo. A numerosa multidão seguia Jesus, por ver os milagres que Ele fazia nos enfermos. (Cf. Mc 6,2) Mas Jesus quer preparar as suas mentes e corações para o maior de todos: A Divina Eucaristia. O texto diz: “Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus.” (Jo 6,3-4) Ora, foi durante a Páscoa judaica que Jesus ofereceu o seu Corpo e Sangue na última Seia como Sacramento e o entregou de forma sangrenta logo em seguida, em um outro monte, o Calvário, na Cruz, para a remissão nossos pecados.

Estamos no contexto do ano sacerdotal. É totalmente desproporcional, como no milagre da multiplicação dos pães, o que Jesus faz a partir da doação de um jovem. Aquele jovem doou o seu lanche. Era tudo o que tinha, mas Jesus alimentou com aquele pouco cinco mil pessoas. Hoje também os jovens seminaristas doam a Jesus as suas vidas, mas é totalmente desproporcional o que Nosso Senhor faz através deles. Como no burrinho que Jesus monta para entrar em Jerusalém, assim também Jesus usa-se do sacerdote para chegar à sua Igreja e actualizar o seu Sacrifício feito de uma vez por todas para a salvação do mundo.

São Vicente Pallotti nos lembra que ninguém sacrificou mais por nós do que Nosso Senhor Jesus Cristo, por isso, ninguém, pobre ou rico, ignorante ou culto pode eximir-se de sacrificar-se pela causa do Evangelho. Diante desse Amor infinito, São Paulo na segunda leitura nos vem dizer a condição para participarmos dignamente na Eucaristia que é o esforço para se manter a caridade perfeita: “…suportando-vos uns aos outros no amor, esforçando-vos por manter a unidade do Espírito, mediante o vínculo da paz.” ( Ef 4,2-3)

Para as células de Evangelização.
1- O testemunho do Paulo e da Fátima sobre as consequências da “educação sexual” nas escolas na última folha, serviu de alerta para muitos pais. O que podemos oferecer a Jesus para que Ele multiplique, para que nossas crianças possam ser melhor evangelizadas e educadas?

Pe. Marcelo