sábado, 9 de julho de 2011

“Não desanimemos de fazer o bem", diz dom Julio

A Arquidiocese de São Paulo celebrou na tarde deste sábado (9) a ordenação episcopal de dom Júlio Endi Akamine SAC, novo bispo auxiliar de São Paulo. A celebração foi presidida pelo arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por inúmeros bispos e arcebispos, além de muitos padres, a maioria da Região Episcopal Lapa, para onde o novo bispo será designado, e padres palotinos, congregação da qual o bispo recém ordenado era provincial até a sua nomeação episcopal.
A catedral da Sé estava lotada para a celebração, que contou com a presença de representantes da colônia japonesa e de religiões orientais, uma vez que dom Julio é o primeiro nipo-brasileiro nomeado bispo.
“Com a ordenação de um novo bispo, estamos realizando uma to importante na vida da Igreja”, ressaltou dom Odilo, no início da sua homilia. Ele recordou que Jesus escolheu os apóstolos e os enviou pelo mundo “a fim de que, cheios do Espírito Santo, anunciassem o Evangelho”.
“No bispo, com seus presbíteros, está presente na Igreja o próprio Jesus Cristo, Senhor e pontífice eterno. Pelo ministério do bispo é Cristo que continua a proclamar o Evangelho e a distribuir, aos que crêem, os sacramentos da fé”, destacou o cardeal.
Dom Odilo ainda convidou todo o povo a acolher com alegria o novo bispo. “Ele [dom Julio] será ministro de Cristo e dispensador dos mistérios de Deus, pois a ele foi confiado, testemunhar a verdade do Evangelho e o ministério do Espírito de santidade”, disse o arcebispo.
“Lembra-te que foste tirado dentre os homens e colocado a serviço deles nas coisas de Deus”, exortou o cardeal, lembrando que “o episcopado é um serviço e não uma honra”. “O bispo deve distinguir-se mais pelo serviço prestado, que pelas honrarias recebidas”.
O rito de ordenação episcopal é marcado pela imposição das mãos de dom Odilo e dos demais bispos sobre a cabeça do eleito, que em seguida é ungida com o óleo do Crisma.
Depois de receber as insígnias episcopais – o anel, sinal de fidelidade; a mitra, sinal de santidade; e o báculo, sinal do serviço pastoral –, dom Julio foi aclamado pelos milhares de fiéis que lotaram a catedral da Sé. Após a comunhão, o bispo recém ordenado percorreu a catedral abençoando os fiéis.
Em seguida, o chanceler da Arquidiocese, padre Eduardo Vieira dos Santos, leu o decreto de nomeação e a posse de dom Julio como vigário episcopal da Região Lapa, onde será acolhido neste domingo, às 15h, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa.
Em seu primeiro pronunciamento como bispo, dom Julio falou que passou os dias que antecederam sua ordenação episcopal com muita serenidade. Ele agradeceu pela acolhida da Arquidiocese e reforçou sua disposição em servir à Igreja de São Paulo. “ Espero servi-la com a mesma dedicação infatigável que ela como mãe cuida de seus filhos”, disse.
Dom Julio reconheceu o apoio que recebeu de sua mãe, Teruco Oshiro Akamine, de quem recebeu muitos conselhos. “‘Filho, lembre-se, quanto mais você sobe na arvore, mais fino é o tronco e mais forte é o vento’”, contou dom Julio.
Por fim, dom Julio motivou os fiéis à prática do bem. “Não desanimemos de fazer o bem, não nos cansemos de buscar a verdade.”
Biografia
Filho do casal Guengio Akamine (falecido) e Teruco Oshiro Akamine, nasceu em 20 de novembro de 1962 em Garça, Diocese de Marília, Estado de São Paulo.
Em 1975 entrou no Seminário da Sociedade do Apostolado Católico (Palotinos) em Londrina, Paraná, onde completou os estudos no Seminário Menor São Vicente Pallotti. Fez o Noviciado em 1979 no Seminário Rainha da Paz, Cornélio Procópio (PR). Sua primeira consagração foi a 8 de dezembro de 1980, na mesma cidade.
Cursou Licenciatura em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de 1981 a 1983, e Teologia no “Studium Teologicum Claretianum”, de 1984 a 1987, na Arquidiocese de Curitiba.Foi ordenado diácono pela imposição das mãos de dom Luciano Mendes de Almeida no dia 25 de janeiro de 1987 na Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e Santa Marina, Vila Carrão, Região Episcopal Belém, e foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos de dom José Maria Maimone, em 24 de janeiro de 1988 na Paróquia Santo Antonio, cidade de Cambé, Paraná. Obteve o Mestrado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1993 a 1995) e Doutorado na mesma Universidade (2001 a 2005).
Como sacerdote palotino desempenhou a função de Vigário paroquial: Paróquia Santo Antônio, Cambé (PR) (1988-1990); pároco: Paróquia Santo Antônio, Cambé (PR) (1990-1993), na Arquidiocese de Londrina; reitor do Seminário Maior Palotino, Curitiba (PR) (1996-2001); assessor da OSIB Regional Sul 2 (1996-1998); Secretariado Geral da SAC para a Formação (1999-2005); consultor local da Comunidade da Casa Geral, Roma (2001-2003); diretor do Período Introdutório da Província Regina Apostolorum, Itália (2003-2004); secretário provincial para a formação (2005-2007); diretor espiritual do Seminário Maior Palotino, Curitiba (2006-2007). No período de 1996 a 2001 e 2005 a 2011 foi professor de teologia no Studium Theologicum, Curitiba, onde lecionou as matérias de Teologia Sacramentária Geral, Sacramentos da Iniciação Cristã, Eclesiologia, Trindade, Introdução à Teologia e Teologia Fundamental. Desde 2008, reitor Provincial da Província Palotina São Paulo Apóstolo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A ordenação episcopal do padre Julio Endi Akamine SAC

No próximo dia 9 de julho Arquidiocese de São Paulo transmitirá, ao vivo, pela internet, a ordenação episcopal do padre Julio Endi Akamine SAC, eleito bispo auxiliar de São Paulo, pelo papa Bento XVI em maio.
A transmissão em alta definição marca o lançamento da nova página da Arquidiocese na internet, com um novo visual e mais interativa.
A celebração acontece na Catedral da Sé, a partir das 15h, tendo como bispos ordenantes o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitanos de São Paulo; dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo na Região Belém; e dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo na Região Sé. Com a transmissão multimídia, católicos de todas as partes do mundo poderão acompanhar a ordenação do primeiro bispo nipo-brasileiro da história.  (http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br)

sábado, 2 de julho de 2011

JESUS MANSO HUMILDE DE CORAÇÃO

No passado dia 29, tivemos a alegria de celebrar os Apóstolos São Pedro e São Paulo. Este nos diz na segunda leitura de hoje: “Ora vós não estais sob o domínio da carne, mas sob o domínio do Espírito, pressupondo que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse não lhe pertence.” (Rom 8,9) Por que esta afirmação tão categórica? Será que não é porque a nossa batalha contra a carne, o mundo e o demónio é de partida perdida se não estamos em comunhão com Cristo que é a nossa força? Com Ele “… saímos mais do que vencedores, graças àquele que nos amou.” (Rm 8,37)
O Evangelho de hoje, quando narrado por S. Lucas, vem logo depois da missão dos setenta e dois discípulos. Eles voltaram entusiasmados dizendo: “«Senhor, até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome!» Disse-lhes Ele:«Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Olhai que vos dou poder para pisar aos pés serpentes e escorpiões e domínio sobre todo o poderio do inimigo; nada vos poderá causar dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu.» (Lc 10, 17-20)
Por causa desta vitória dos humildes sobre o orgulho do inimigo Jesus exultou de alegria e louvou o Pai dizendo: “«Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25). Quem são pseudo “sábios e entendidos”? No Evangelho de São Mateus, que é o deste ano, esta oração de Jesus vem escrita sem dizer que Jesus “exultou” e depois, justamente, de uma recepção oposta ao Evangelho daquela que os Apóstolos tiveram. Vem depois da repreensão de Jesus às cidades de Coroazin, Betsaida e Cafarnaúm,  onde tinha feito grande parte de seus milagres e que tinham recebido o Evangelho com frieza, sem entusiasmo e  sem adesão da fé: “Com quem poderei comparar esta geração? É semelhante a crianças sentadas na praça, que se interpelam umas às outras, dizendo:‘Tocámos flauta para vós e não dançastes; entoámos lamentações e não batestes no peito”!
A seguir, o próprio Jesus propõe-lhes o remédio: “«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»” (Mt 11, 28-30) É um convite e uma promessa de Jesus: o Convite: “Vinde a Mim”; a Promessa: “…e eu vos aliviarei.”  Este convite de Jesus, podemos dizer, é tanto mais pertinente nos dias de hoje, onde a tentação nos procura iludir com mil e uma coisas que não são importantes, para que descuremos do essencial que é o amor de Deus em primeiro lugar e dos irmãos como a nós mesmos. Certa vez recebi um e-mail destes que circulam na Internet, que pode ilustrar bem esta situação. Dizia assim: “A Reunião de Satanás: Satanás convocou uma Convenção Mundial de demónios. Em seu discurso de abertura, ele disse: "– Não podemos impedir os cristãos de irem à igreja. Não podemos impedi-los de ler as suas Bíblias e conhecerem a verdade. Nem mesmo podemos impedi-los de formar um relacionamento íntimo com o seu Salvador. E, uma vez que eles ganham essa conexão com Jesus, o nosso poder sobre eles está quebrado. Então vamos deixá-los ir para suas igrejas, vamos deixá-los com os almoços e jantares que nelas organizam, MAS, vamos roubar-lhes o TEMPO que têm, de maneira que não sobre tempo algum para desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo. O que quero que vocês façam é o seguinte – disse o diabo – Distraiam-lhes a ponto de que não consigam aproximar-se do seu Salvador".
“– Como vamos fazer isto?” Gritaram os seus demónios. Respondeu-lhes: "– Mantenham-nos ocupados nas coisas não essenciais da vida, e inventem inumeráveis assuntos e situações que ocupem as suas mentes. Tentem-nos a gastarem, gastarem, gastarem, e tomar emprestado, tomar emprestado. Persuadam as suas esposas a irem trabalhar durante longas horas, e os maridos a trabalharem de 6 à 7 dias por semana, durante 10 a 12 horas por dia, a fim de que eles tenham capacidade financeira para manter os seus estilos de vida fúteis e vazios. Criem situações que os impeçam de passar algum tempo com os filhos. Estimulem suas mentes com tanta intensidade, que eles não possam mais escutar aquela voz suave e tranqüila que orienta seus espíritos. Encham as mesinhas de centro de todos os lugares com revistas e jornais. Bombardeiem as suas mentes com noticias, 24 horas por dia. Invadam os momentos em que estão dirigindo, fazendo-os prestar atenção a cartazes chamativos. Inundem as caixas de correio deles com papéis totalmente inúteis, catálogos de lojas que oferecem vendas pelo correio, loterias, bolos de apostas, ofertas de produtos gratuitos, serviços, e falsas esperanças. Mantenham lindas e delgadas modelos nas revistas e na TV, para que seus maridos acreditem que a beleza externa é o que é importante, e eles se tornarão mal satisfeitos com suas próprias esposas. Mantenham-nos de tal modo ocupados que nem pensem em andar ou ficar na natureza, para reflectirem na criação de Deus. Encham as vidas de todos eles com tantas causas nobres e importantes a serem defendidas
 que não tenham nenhum tempo para buscarem a de Jesus. Muito em breve, eles estarão buscando em suas próprias forças, as soluções para seus problemas e causas que defendem,  sacrificando sua saúde e suas famílias pelo bem da causa. Isto vai funcionar!! Vai funcionar !!" Guardadas as devidas proporções do exagero, não será um alerta esta mensagem de e-mail? Será que hoje, mais do que nunca é válida a frase de Nosso Senhor: ““«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos” (Mt 11, 28)?
Para as Células de Evangelização:
Como conciliar a nossa “vida moderna” com a união com Cristo?
Pe. Marcelo

Juventude Palotina 40 anos de história

É com grande alegria que a Juventude Palotina do Brasil completou 40 anos de história este ano; e para comemorar este grande feito, nos últimos 24 e 25 de junho de 2011 tivemos o Congresso de 40 anos da Juventude Palotina do Brasil, na cidade de Cambé-PR com o Tema: “JUVENTUDE PALOTINA, eu também faço parte dessa história!”, Lema: Que a nossa JUVENTUDE seja eternamente PALOTINA” e Motivação Bíblica: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Col 2, 7).
O congresso contou com a participação de diversas regiões, mais de 200 jovens puderam presenciar este feito histórico que marcaram para sempre todo o movimento palotino.
A Juventude Palotina de Itaperuna da paróquia de São Benedito junto com os jovens da paróquia de São Sebastião em Itaipu – Niterói esteve presente neste evento. Alugamos um ônibus saído de Itaperuna-RJ e passamos em Itaipu para pegar pega-los. Foram 23h de viagem. Mais a distancia não atrapalhou a alegria deles. Essa viagem foi de grande importância para a JP de Itaperuna e Niteroi, pois criamos um elo muito positivo e adotamos um nome de NITAPERUNA.
Agradecemos aos padres Casimiro e Estevão pela ajuda!
Cristiano Nino

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Novo reitor do Seminário Maior Palotino

A Comunidade Palotina nesta semana está em festa, pois na última terça-feira (28) tivemos a alegria de festejar a posse no novo reitor do Seminário Maior Palotino, o padre Daniel Luz Rocchetti SAC. Ele apenas retornou de Roma, após concluir seu mestrado.
A Celebração Eucarística foi presidida pelo Vice-Regional Pe. Tadeu Domanski SAC. Também estavam presentes vários padres e os seminaristas de nossa Região: todos vivenciaram esse belo momento de nosso seminário.

Em sua homilia o Padre Tadeu ressaltou que o sacerdote deve ser um homem de fé e que é chamado a uma profunda experiência com Nosso Senhor Jesus Cristo.
Já, o Padre Daniel em seu primeiro pronunciamento como reitor destacou como todos nós deveríamos vivenciar a espiritualidade do Cenáculo, junto com Nossa Padroeira Rainha dos Apóstolos. Disse ainda que o Seminário precisa ser esse local, semelhante ao Cenáculo, onde todos eram apaixonados por Jesus: era isso que os fazia iguais! Assim como Pedro, ele – o padre Daniel - desejaria ser com os seminaristas, não um reitor ou um pai, mas sim um irmão mais velho!
Essa celebração também teve seu momento de despedida, pois nosso antigo reitor, o Pe. Francisco José Marques Filhos SAC deixou a comunidade para dar continuidade aos seus estudos em Roma, onde desenvolverá sua tese de Doutorado.
Desejamos ao Padre Daniel força e coragem para assumir com amor e dedicação essa nova missão a ele confiada e que ele possa, a exemplo de São Vicente Pallotti, doar-se inteiramente nas mãos de Deus e ainda, desejamos que o padre Francisco possa ser iluminado com a Força do Espírito Santo e possa contar sempre com a nossa intercessão junto de Maria Santíssima.

Que Deus abençoe esses dois sacerdotes neste novo período em suas vidas!

Por Rafael Moura (postulante)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Padroeiro dos Pescadores

Cada ano os Pescadores e as pessoas que trabalham no Rio Negro se reúnem para homenagear São Pedro – seu padroeiro. Também neste ano, 29 de junho, fizemos uma bonita procissão com bênção dos barcos. À tarde saímos com a imagem de São Pedro da igreja de santo Ângelo em rumo ao porto para participar da procissão fluvial.
Muitos devotos de São Pedro com canto e oração participaram em procissão. Para a procissão aguardamos uma barca que normalmente leva pessoas de Novo Airão para Manaus. Muitos pequenos barcos e canoas com bonita decoração também estavam aguardando a procissão. Entre elas nossa barca da missão “Santa Maria do Rio Negro” com padre José Maslanka SAC a bordo.



Pe. Artur Karbowy SAC em uma lancha, passava de uma canoa para outra benzendo.Cantos e orações espelharam-se pelo rio. A beleza da natureza das Anavilhanas e o por do sol fizeram que a procissão ficasse ainda mais bonita.




Depois da procissão voltamos para igreja onde todos participaram da Missa durante a qual pediram a São Pedro para que sempre proteja todas as pessoas que trabalham no mar, rio e lagoas. Pe. Artur lembrou que Jesus confiou a São Pedro as chaves do céu. O simbolismo das chaves é claro. A chave abre e fecha. Possuir a chave significa a garantia,propriedade, poder de administrar.



Certamente não entregamos a chave da nossa casa para qualquer pessoa, mas tem de ser alguém de nossa plena confiança. Assim como Jesus confiou em São Pedro nos devemos confiar nele. Aquele que era pescador sempre vai interceder por todos que trabalham nas águas.
Pe. Artur

quarta-feira, 29 de junho de 2011

XXI FESTIVAL PALOTINO DE MÚSICA

O tempo litúrgico na Igreja é simplesmente um momento do grande ano da redenção inaugurada por Cristo ( Lc 4,19-21 ). O culto da Igreja nasceu da Páscoa e para celebrar a Páscoa. É neste núcleo fundamental da nossa fé que o Ano Litúrgico tem sua origem. Cada celebração litúrgica é memorial de um único Mistério que assumo cor e forma diferente de acordo com a particularidade do Tempo Litúrgico e da comunidade que o celebra.
A formação do Ano Litúrgico
A Igreja “anuncia” na pregação “todo o Mistério de Cristo” e, na liturgia celebra-o com santa memória. Desta sorte tornam-se presente hoje as insondáveis riquezas de Cristo (Ef 3,8s). O Ano Litúrgico não se desdobra em meses, mas em “períodos” distintos entre si por uma especial realização com diversos momentos do Mistério de Cristo, que tem sua fonte e seu vértice no Mistério Pascal. São, pois, cinco tempos em ordem progressiva: Advento e Natal; Quaresma e Páscoa; Tempo Comum.           
Os Tempos Litúrgicos
Tempo do Advento: O tempo do advento abre para a Igreja a grande celebração da manifestação do Salvador em nossa humanidade. Embora o mistério da encarnação tenha sua expressão celebrativa maior nas festas do natal e da epifania, é todo o ciclo do natal (que vai do 1o domingo do advento até a festa do batismo do Senhor) que celebra a vinda do Salvador.
O advento celebra a vinda fazendo memória das grandes promessas de Deus, vendo na espera do povo antigo a nossa espera, mas já realizada em Jesus. Em cada advento celebramos Aquele que veio, mas esperando ver no tempo presente, a sua concreta manifestação. O Advento é um tempo de preparação com dupla característica: recorda a primeira vinda do Filho de Deus à humanidade e prenuncia a segunda vinda na glória. È tempo de espera ativa, de desejo, de oração, de evangelização e de alegria.
Tempo do natal: O Natal é um tempo de alegre contemplação do mistério da Encarnação do Filho de Deus. As festas do natal e da epifania, de acordo com a mais antiga tradição, celebram aspectos diferente de um mesmo mistério: a vinda do Salvador, que armou sua tenda entre nós. A tenda do Êxodo, sinal da morada de Deus na caminhada do povo, se fez realidade na vida de Jesus, que se fez humano. São festas das luzes, porque proclamam Jesus Cristo como Salvador, Sol do nosso Deus que nos veio visitar. Pela liturgia do natal, adoramos o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, assumindo em tudo a nossa condição.
Ciclo da Páscoa: No ciclo da páscoa, somos convidados a reviver a caminhada pascal do Senhor Jesus. A força do Espírito Santo nos enche de alegria para cantarmos a vitória enquanto lutamos. Este ciclo engloba quaresma, festas pascais e tempo pascal até pentecostes inclusive.
Os cinqüenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou melhor, como um grande domingo (As introduções gerais dos livros litúrgicos, Paulus, p.215 n°22). A Vigília pascal, na noite santa em que o Senhor ressuscitou, seja considerada a mãe de todas as vigílias na qual a Igreja espera velando, a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos.  
Tempo da páscoa: A Páscoa é o vértice do ano litúrgico, do qual todas as outras partes recebem sua eficácia de salvação; é a realização da redenção da humanidade e da perfeita glorificação de Deus; a destruição do pecado e da morte, comunicação de ressurreição e vida (Missal Cotidiano p.6). A festa da páscoa é memorial do dia em que o Pai tirou Jesus do túmulo, da morte, e o exaltou Senhor dos vivos e dos mortos.
Quaresma: A Quaresma é um tempo de preparação que visa guiar a mais intensa e gradual participação no Mistério Pascal. A quaresma é um tempo de intensificar, pela oração, a esmola e o jejum e a relação com Deus. Neste tempo, ressaltamos a caminhada quaresmal cujo sentido é: esperar na ‘alegria’ a santa Páscoa.
Tempo comum: O tempo comum ocupa a maior parte dos nossos dias. São 33 a 34 semanas, distribuídas entre dois ciclos especiais do ano litúrgico: o natal e a páscoa. Ocupa praticamente a metade do ano, com algumas semanas entre o natal e quaresma, e a parte mais longa depois de pentecostes até a festa de Cristo Rei, que marca o fim do Ano Litúrgico. A espiritualidade do tempo comum nos ajuda a descobrir o dia-a-dia como tempo de salvação, conforme a promessa do Senhor: estarei convosco todos os dias (Mt 28,20).O tempo comum é a sucessão das semanas, tendo o domingo como o dia maior que congrega a comunidade em torno da Palavra e da Ceia.
Nesta perspectiva é proposto para a realização do XXI festival de musica palotina o tema: Liturgia, tempo de esperança, oração e alegria.  O objetivo pelo qual estamos dando preferência a este tema, está fundamentado na baixa produção de músicas litúrgicas que condizem com aquilo que estamos celebrando. Além disso, será um incentivo para que nossos músicos elaborem letras para servirem na liturgia.
São Vicente Pallotti sempre foi um homem fascinado pela Eucaristia. Nela, ele contempla Deus que se torna nosso alimento. Na celebração Eucarística, Pallotti descobriu que não está somente a pessoa do Verbo encarnado, mas está presente também o Pai e o Espírito Santo. No dia 09 de Janeiro de 1835, justamente após uma celebração Eucarística numa sexta-feira, lhe vem em mente a inspiração da UAC.  Neste dia Pallotti reconhece a grandeza de Deus e o seu nada. A eucaristia se torna imagem incompreensível e infinita do amor e da misericórdia de Cristo. 
Nosso lema por tanto será: Eucaristia, imagem do amor infinito de Deus.
Já que o tema e o lema foram decididos, segue-se abaixo algumas normas de composição.
1.    As letras das músicas deverão acompanhar o momento específico da liturgia (missa).
2.    Cada participante será livre em redigir sua letra dentro dos seguintes quesitos: canto de entrada, ato penitencial, glória, evangelho, ofertório, santo e comunhão.
3.    Cada banda deverá deixar claro que sua música é própria do tempo do advento, natal,  comum, quaresma e páscoa,  seguindo é claro, a norma anterior.
4.    Somente uma banda poderá representar a paróquia. Se nela houver mais de uma banda interessada, que seja realizado um pré-festival. OBS: as capelas pertencem a paróquia, não será permitido uma banda da matriz e uma da capela, por isso a realização de um pré-festival.
5.    Letra e música deverão ser enviadas previamente para a produção de um CD que será entregue a todos os participantes.
6.    Deverá ser informado o  nome   do (s) componente (s) da banda.       
7.    OBS: na Liturgia da Missa existem partes fixas que nós não podemos alterar, por isso, recomendo uma observação ao canto de  ato penitencial ( Senhor tende piedade de nós...Cristo... Senhor....), glória e santo. Estas partes fixas não podem sofrer grandes mudanças em seu texto. O mesmo vale para o “Cordeiro e  Pai Nosso”, mas estes cânticos não são o nosso foco no festival.
8. No festival será oferecido um almoço com um preço acessível a todos.
 Canto litúrgico
A música, para ser litúrgica, deve necessariamente estar ligada à ação litúrgica. A ação litúrgica no caso das missas, são as diferentes ações que se realizam para celebrar o mistério de Deus em Cristo. A música é a alma litúrgica. Ela é apropriada a liturgia quando está mais intimamente integrada a ação litúrgica e ao momento ritual a que ela se destina.
Uma autêntica celebração exige também que se observe exatamente o sentido e a natureza próprios da cada parte e de cada tempo. Quanto mais gerias forem os textos dos cantos e menos ligados a ação litúrgica ou ao tempo e a festa, tanto menos litúrgicos serão eles, pois o importante é cantar a liturgia e não simplesmente cantar na liturgia, como tantas vezes acontece.
Uma música litúrgica na medida em que expressa o mistério de Deus celebrado em cada uma das ações, sem esquecer também do tempo em que estamos ( tempo do advento, natal, quaresma, páscoa e comum ).
O canto litúrgico é eucarístico no sentido de ter o caráter de ação de graças. Toda expressão litúrgica tem caráter eucarístico, de ação de graças. O canto litúrgico proclama as maravilhas de Deus na História da Salvação. Por isso, ele sempre está relacionado com os textos bíblicos. No canto litúrgico não há lugar para mero sentimentalismo religioso, show artístico ou exibição.
Nos ritos iniciais a música deve expressar, de alguma maneira, o Deus que nos reúne e nos prepara para ouvir a sua Palavra e participar da sua Ceia. Toda a assembléia, unida em uma só voz, canta a alegria festiva de reunir-se como irmãos em torno de Cristo. Esta canção deve deixar claro, para toda a assembléia que festa ou mistério do Tempo Litúrgico iremos celebrar.
No ato penitencial aclamamos a Cristo como nosso Senhor e lhe pedimos perdão. É um canto de repouso. Trata-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia ( IGMR n° 30 ).
O canto do glória ou hino de louvor, é um canto pascal que surgiu nas Igrejas do Oriente, no contexto do louvor matinal. O Glória é um canto de alegria, o canto que os anjos e pastores cantaram para saldar o nascimento do Redentor.
O canto de Aclamação ao Evangelho é um canto de aleluia (o aleluia expressa a alegria da ressurreição ), e durante o tempo da quaresma ele se ausenta para expressar a espera orante do grande libertador que na festa da Vigília Pascal retorna com uma “Grande  Aclamação”. 
No ofertório, a música que acompanhar a ação litúrgica deve expressar o mistério de Deus que nos reúne em torno da sua mesa para celebrar a Eucaristia e, ao mesmo tempo, o mistério da assembléia que se coloca como oferta para Deus. O canto do ofertório, portanto, deve criar um ambiente de alegria, partilha e de louvor.
No canto do Santo toda a assembléia se une aos anjos e santos, para proclamar as maravilhas do Deus Uno e Trino. 
Na comunhão, a música deve expressar o mistério de Deus que entra em comunhão conosco, para entrarmos também nós em comunhão uns com os outros. È importante que, no momento da partilha do Corpo e do Sangue do Senhor, se evite a entoar qualquer tipo de canto. O canto de Comunhão deve expressar a eclesialidade da  assembléia celebrante, pois esta também constitui verdadeiro sinal sacramental do corpo místico de Cristo, a Igreja.
Os músicos devem na sua função, ter o esforço  em cantar na liturgia com a assembléia e não cantar para a liturgia e para a assembléia. Nós músicos somos uma assembléia orante.
Que Deus abençoe a todos e esperamos que este festival seja para nós um motivo de glorificarmos a Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo.
Nosso festival será realizado dia 07 de setembro no Colégio Municipal Alberto Monteiro Barbosa situado a Rua Osvaldo Aranha, 275 Centro- Cachoeiras de Macacu-RJ. Nossa programação terá o seu início com a celebração Eucarística as 9:00h da manhã.
Tel: 0xx 21-92345997 / email- teteipalotino@gmail.com
O nome da banda ou ministério da paróquia deve ser previamente comunicado como também o nome dos participantes e o envio da gravação de áudio e letra até o dia 17 de agosto. Se houver algum contratempo entre em contato conosco. Traga o maior número de jovens e participantes da sua paróquia. Qualquer dúvida, entre em contato.