Depois daquela apresentação inicial, daquele primeiro encontro com a Missiologia, gostaria de apresentar o título dos cursos que fiz o ano passado, no bacharelado e aqueles cursos que estou fazendo este ano.
Como disse anteriormente, o ano de bacharelado propõe uma reflexão de base sobre a Missiologia. A idéia é construir o terreno para se construir algo! Sim, depois de um bom bacharelado, o outro passo é o mestrado em uma daquelas áreas apresentadas: “Teologia Missionária”, “Pastoral e Catequese Missionária” e “Missão e Religiões”. Dentre estas três, escolhi a especialização em “Teologia Missionária”.
Vamos ao título dos cursos do bacharelado (estes foram cursos obrigatórios):
* Introdução à Missiologia
* Missionografia
* História da Igreja Missionária
* Teologia Bíblica da Missão – Antigo Testamento
* Teologia Bíblica da Missão – Novo Testamento
* Teologia Pastoral Missionária
* Teologia Sistemática da Missão
* Teologia das Religiões
* Teologia da Espiritualidade Missionária
* História e Fenomenologia da Religião
* Catequética Fundamental
* Teologia da Inculturação: história, fundamentos bíblico-teológicos e perspectivas para a missão
* Introdução ao Budismo
* Introdução ao Islamismo
* Introdução às religiões naturais e aos valores universais do pensamento africano
* Introdução às fontes históricas missionárias
Por causa de uma manhã livre, no segundo semestre, ainda fiz estes dois cursos complementares:
* Modelos de igreja e modelos de missão
* Teologia Cristã das Religiões
E estes são os cursos, obrigatórios e opcionais, que farei neste primeiro ano da especialização em “Teologia Missionária”(2008):
> Ministérios para a Missão: aspectos missionários e pastorais
> Formação espiritual do missionário evangelizador
> História missionária das Igrejas Evangélicas: fundamentos teológicos e estratégias missionárias
> Ateísmo, agnosticismo, secularismo e novas formas de não-crença
> Missão e Unidade: História, teologia e prospectivas do diálogo ecumênico
> Conversão e discipulado: desafios para a missão na sociedade de hoje
> Igreja e Reino: implicações para a missão
> Tendências contemporâneas no estudo das culturas e sociedades: Curso avançado de antropologia cultural
> A figura de Maria na missão e no diálogo ecumênico e interreligioso
> Oração e Cura no atual contexto religioso: desafio para a missão
> Reconciliação e Missão: orientamentos teológicos e pastorais
> A revelação cristã e as revelações nas religiões
> Seitas e novos movimentos religiosos
> Correntes teológicas no contexto asiático e prospectivas para a missão
> Diálogo cristiano-budista
> Desenvolvimento da pessoa e identidade pastoral
> Seminário: Leitura de textos missiológicos controversos
> Introdução às tradições religiosas da América Latina
> Introdução ao trabalho cientifico e à pesquisa em Missiologia
Tendo apresentado os cursos, ao longo das próximas semanas, passo a passo, tentarei passar uma síntese de cada um.
Até a próxima!
Pe. Daniel Luz Rocchetti SAC
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Crisma em Bento Ribeiro
A Crisma que, a princípio, seria administrada pelo Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Dom Wilson Tadeu Jönck, teve Padre Lucas como celebrante, por motivo de falecimento do pai de Dom Wilson.
Porém, nenhum contratempo tirou o brilha da Celebração. Padre Lucas estava muito feliz, os Crismandos esfuziantes, a Igreja superlotada e o Espírito Santo "desceu" em profusão com seus dons sobre cada um dos que estavam presentes.
Assim como no Cenáculo, todos esperavam, ansiosos, o momento da Unção com o óleo do Crisma, onde o Amor do Pai era derramado pelo Espírito Santo nos corações daqueles que se prepararam durante todo o ano para aquele momento único.
Carla Moreira
Etykiety:
Bento Ribeiro,
crisma,
palotinos,
Paróquia Santa Isabel,
pe. Lucas
domingo, 14 de dezembro de 2008
Terceira Assembléia Geral da União
Caríssimos, todos vós, membros da União do Apostolado Católico, os vossos irmãos e as vossas irmãs reunidos em Assembléia Geral da União em Roma, desejam enviar-vos reconhecidas, cordiais e fraternas saudações.
Trinta e cinco membros dos cinco continentes e de tantas nações do mundo, estivemos quatro dias reunidos no Centro de Espiritualidade São Vicente Pallotti em Grottaferrata. Com a participação ativa de todos, procuramos aprofundar o tema da Assembléia: “As características e o caminho da União: juntos e um para o outro”. Contemplamos o Carisma que nos foi doado. O Carisma é uma semente que nasce e se manifesta de forma evidente em muitas partes do mundo, não sem esforço e muitas vezes com sofrimento. É o Espírito que tudo orienta. Somos gratos e reconhecidos porque a Igreja definitivamente reconheceu a nossa obra como inspirada por Deus e isto nos dá uma nova força e determinação.
O programa foi muito rico: breves relatórios, trabalhos em grupo, esclarecimentos sobre a vida prática da União, o Estatuto, as eleições do novo Conselho Geral, discussão sobre algumas questões importantes sugeridas de muitas partes, redação de Documentos comuns. Mas o que desejamos comunicar como maior tesouro, a experiência vivida aqui com intensidade, foi o experienciar a comunhão, o sentir-nos autenticamente irmãos. Isto manifestou-se sobretudo na partilha das experiências, no comunicar um ao outro como se vive nos diversos contextos e nas comunidades como também as dificuldades e as incertezas que juntos enfrentamos. O clima de fraternidade caracterizou cada momento e reconhecemos isto como fruto que vem de Deus e da sua generosidade.
Tudo foi muito concreto. Compreendemos ainda mais que a vida evangélica e o carisma palotino devem ser vividos em primeiro lugar dentro de nós e entre nós: esta é a visão; para que isto seja visível também a todos os outros: esta é a nossa missão. Através das Celebrações Eucarísticas, da Palavra de Deus, das Palavras de São Vicente, nas mais diferentes experiências, tivemos um quadro da atualidade da vida da União. A diversidade de culturas, de línguas, de idade não são um obstáculo mas uma riqueza que não termina de maravilhar-nos.
Parecia-nos de contemplar neste clima de comunhão e de partilha, o verdadeiro estilo palotino de vida da União. Desejamos que isto chegue a todos.
Foram tratados temas fundamentais como: a formação pessoal, comunitária, missionária e permanente, e, um certo espaço de tempo foi dedicado à presença dos jovens na União e entorno a esse tema. Muitas propostas foram apresentadas para melhorar a vida da União e para servir de ajuda à Igreja e ao mundo.
Nesta ocasião exprimimos o nosso mais sincero agradecimento a Dom Séamus Freeman, nosso Presidente e Bispo da Diocese de Ossory na Irlanda. Com a renovação dos membros do Conselho Geral da UAC e simultaneamente com esta sua nova missão, Dom Freeman deixará a presidência, mas nós todos sabemos quanto foi importante o seu amor, a sua inteligência e a sua capacidade para que todos pudéssemos encontrar-nos reunidos nesta nova experiência no carisma de São Vicente Pallotti. Rezemos todos a Deus pela sua nova missão e temos certeza que levará sempre a União no intimo de seu ser. Concretizamos o nosso agradecimento doando a ele o quadro do Cenáculo com Maria Rainha dos Apóstolos ao centro, quadro este inspirado pelo Fundador.
Temos procurado viver estes dias como num Cenáculo e convidamos a todos a fazerem o mesmo. Através dos diversos canais de comunicação faremos chegar a todos, as conclusões e o aprofundamento feitos nesta Assembléia.
Dando nossa saudação, agradecemos a Deus por esta experiência e pedimos ao Espírito que guie nosso caminho para onde Ele quiser. Que o Espírito Santo nos conduza a vivermos a comunhão entre nós e com atenção a todos, sobretudo aos que sofrem, aos pobres e aqueles que esperam uma mensagem de Jesus na fidelidade ao nosso carisma.
O encontro que fizemos nestes dias, a mensagem que recebemos, uma feliz intuição que tivemos, a imagem que nos acompanhou – como água viva que trouxe vida em nós, não deve parar porque poderá tornar-se lama e lentamente secará; a vida deve continuar o seu percurso para poder ser transmitida além de nós, como um rio que deságua em um lago e depois prossegue levando vida a todos. Este é o caminho da união: juntos e um para o outro.
Que Jesus e Maria nos acompanhe sempre e abençoe a todos.
Os membros da terceira Assembléia Geral
Roma, 08 de Dezembro de 2008
Trinta e cinco membros dos cinco continentes e de tantas nações do mundo, estivemos quatro dias reunidos no Centro de Espiritualidade São Vicente Pallotti em Grottaferrata. Com a participação ativa de todos, procuramos aprofundar o tema da Assembléia: “As características e o caminho da União: juntos e um para o outro”. Contemplamos o Carisma que nos foi doado. O Carisma é uma semente que nasce e se manifesta de forma evidente em muitas partes do mundo, não sem esforço e muitas vezes com sofrimento. É o Espírito que tudo orienta. Somos gratos e reconhecidos porque a Igreja definitivamente reconheceu a nossa obra como inspirada por Deus e isto nos dá uma nova força e determinação.
O programa foi muito rico: breves relatórios, trabalhos em grupo, esclarecimentos sobre a vida prática da União, o Estatuto, as eleições do novo Conselho Geral, discussão sobre algumas questões importantes sugeridas de muitas partes, redação de Documentos comuns. Mas o que desejamos comunicar como maior tesouro, a experiência vivida aqui com intensidade, foi o experienciar a comunhão, o sentir-nos autenticamente irmãos. Isto manifestou-se sobretudo na partilha das experiências, no comunicar um ao outro como se vive nos diversos contextos e nas comunidades como também as dificuldades e as incertezas que juntos enfrentamos. O clima de fraternidade caracterizou cada momento e reconhecemos isto como fruto que vem de Deus e da sua generosidade.
Tudo foi muito concreto. Compreendemos ainda mais que a vida evangélica e o carisma palotino devem ser vividos em primeiro lugar dentro de nós e entre nós: esta é a visão; para que isto seja visível também a todos os outros: esta é a nossa missão. Através das Celebrações Eucarísticas, da Palavra de Deus, das Palavras de São Vicente, nas mais diferentes experiências, tivemos um quadro da atualidade da vida da União. A diversidade de culturas, de línguas, de idade não são um obstáculo mas uma riqueza que não termina de maravilhar-nos.
Parecia-nos de contemplar neste clima de comunhão e de partilha, o verdadeiro estilo palotino de vida da União. Desejamos que isto chegue a todos.
Foram tratados temas fundamentais como: a formação pessoal, comunitária, missionária e permanente, e, um certo espaço de tempo foi dedicado à presença dos jovens na União e entorno a esse tema. Muitas propostas foram apresentadas para melhorar a vida da União e para servir de ajuda à Igreja e ao mundo.
Nesta ocasião exprimimos o nosso mais sincero agradecimento a Dom Séamus Freeman, nosso Presidente e Bispo da Diocese de Ossory na Irlanda. Com a renovação dos membros do Conselho Geral da UAC e simultaneamente com esta sua nova missão, Dom Freeman deixará a presidência, mas nós todos sabemos quanto foi importante o seu amor, a sua inteligência e a sua capacidade para que todos pudéssemos encontrar-nos reunidos nesta nova experiência no carisma de São Vicente Pallotti. Rezemos todos a Deus pela sua nova missão e temos certeza que levará sempre a União no intimo de seu ser. Concretizamos o nosso agradecimento doando a ele o quadro do Cenáculo com Maria Rainha dos Apóstolos ao centro, quadro este inspirado pelo Fundador.
Temos procurado viver estes dias como num Cenáculo e convidamos a todos a fazerem o mesmo. Através dos diversos canais de comunicação faremos chegar a todos, as conclusões e o aprofundamento feitos nesta Assembléia.
Dando nossa saudação, agradecemos a Deus por esta experiência e pedimos ao Espírito que guie nosso caminho para onde Ele quiser. Que o Espírito Santo nos conduza a vivermos a comunhão entre nós e com atenção a todos, sobretudo aos que sofrem, aos pobres e aqueles que esperam uma mensagem de Jesus na fidelidade ao nosso carisma.
O encontro que fizemos nestes dias, a mensagem que recebemos, uma feliz intuição que tivemos, a imagem que nos acompanhou – como água viva que trouxe vida em nós, não deve parar porque poderá tornar-se lama e lentamente secará; a vida deve continuar o seu percurso para poder ser transmitida além de nós, como um rio que deságua em um lago e depois prossegue levando vida a todos. Este é o caminho da união: juntos e um para o outro.
Que Jesus e Maria nos acompanhe sempre e abençoe a todos.
Os membros da terceira Assembléia Geral
Roma, 08 de Dezembro de 2008
Partilhar, explicar, fazer conhecer... em Missiologia!
A visita do Pe. João Pedro, nestes últimos dias, foi uma ocasião especial para sentir a vizinhança de tantos e tantas da minha Região Mãe da Misericórdia e do Brasil: coirmãos e amigos paroquianos. É impressionante como, na distância, uma pessoa que chega, traz o sentimento de tantos outros!
Dentre tantos bons sentimentos, assuntos mais sérios e recordações, Pe. João Pedro demonstrou interesse por saber mais sobre o estudo que estou fazendo. Era uma justa curiosidade! E foi assim que nasceu a idéia de tornar mais claro, para todos os palotinos e palotinas, leigos, irmãs e padres, o estudo de Missiologia que estou me especializando.
Gostei da idéia e, sem muita demora, faço uma primeira apresentação. Sim, depois de refletir alguns dias, pensei em fazer esta apresentação em etapas, com pequenos textos semanais (eu espero!), que explicassem passo a passo aquilo que a Missiologia propõe.
O primeiro texto, este que você lê, será uma apresentação geral; os seguintes serão mais específicos, apresentando as matérias que fiz, as que estou fazendo e aquelas que ainda estão previstas. Apresentarei, também, o tema de minha tese.
Espero que o texto não fique pesado. Com a ajuda do Kalendarium de minha faculdade, farei o possível para que a Missiologia se torne, também para cada um de vocês, uma matéria conhecida e, quem sabe, também amada! Vamos lá!
“Como Pai me enviou, também eu vos envio” Jo 20, 21
A faculdade de Missiologia, diz a apresentação do curso no Kalendarium, quer promover o estudo e a pesquisa em matéria missiológica. “Fiel à divina Revelação e ao Magistério eclesial a faculdade de Missiologia propõe, através da investigação bíblica e teológica, histórica e antropológica, aprofundar a natureza e as atividades da missão da Igreja; promover a relação entre o Evangelho, as diferentes culturas e a vida social em nosso tempo; favorecer um sério conhecimento sobre as religiões não cristãs, oferecendo fundamentos teológicos e pistas pastorais para o diálogo inter-religioso; e ainda, estudar a própria transmissão da mensagem evangélica e seus caminhos, suas vias de divulgação.”
A Missiologia faz parte daquela parte da teologia, mais nova como reflexão, chamada Teologia Pastoral. Além daquelas fontes religiosas, como a Sagrada Escritura, a vida da Igreja e o Magistério, a Teologia Pastoral faz uso de outras ciências, como a psicologia, a antropologia, a sociologia, a pedagogia... É por isso que, para a reflexão em Missiologia, por exemplo, a antropologia cultural e a sociologia são de grande importância. É uma ciência teológica interdisciplinar, portanto.
Porque a Igreja é por sua natura missionária (cf.AG 2) e porque a missão é, num senso estreito, o anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo àqueles que não o conhecem, o programa acadêmico prioriza a missão ad gentes, para motivar e orientar aquele anúncio e a fundação e o crescimento da comunidade eclesial onde ela ainda não existe. Ao mesmo tempo, o programa reflete sobre a vocação missionária de cada batizado e de cada comunidade cristã, orientando-os em suas atividades evangelizadoras propriamente no lugar onde estão presentes, participando-os na missão universal da Igreja.
Enfim, através da investigação acadêmica a Faculdade de Missiologia se propõe três objetivos:
1. Formar espertos no estudo dos pontos fundamentais e vitais na reflexão missiológica, tais como: a salvação em Cristo e o problema da salvação nas outras religiões; a natureza missionária da Igreja e as novas atividades evangelizadoras; o diálogo ecumênico e a unidade dos cristãos; o diálogo interreligioso; a inculturação do Evangelho; a ação evangelizadora e a transmissão da mensagem cristã; a evangelização e a promoção humana; a animação e a cooperação missionária e a espiritualidade missionária.
2. Preparar professores e formadores, principalmente nas áreas da teologia da missão, da evangelização e pastoral missionárias, da catequese e do diálogo com as religiões.
3. Sustentar a qualificação de agentes e responsáveis pela catequese, pela pastoral, pelas comunidades, para que possam pensar e traçar seus planos pastorais com a consciência eclesial do anuncio, da missão.
No caminho de formação em Missiologia existem três etapas, ou melhor, três ciclos que, por sua vez, vão aprofundando os assuntos nesta área: o primeiro ciclo é realizado com um ano de bacharelado (para uma séria formação missionária de base); o segundo é o mestrado, feito em dois anos (onde se escolhe uma das seguintes especializações: “Teologia Missionária”, “Evangelização e Pastoral Missionária” e “Missão e Religiões”) e o terceiro ciclo é o doutorado, feito em dois anos, onde se especializa na pesquisa missiológica.
Acredito que esta breve apresentação já nos permite saber a dimensão da reflexão em Missiologia. Desde o tempo do seminário pensava sobre a missão. Ou melhor, pensava somente no ato missionário, isto é, no “ir e evangelizar”.
Em meu trabalho de conclusivo em teologia, no Mosteiro de São Bento, procurei relacionar o mandato missionário de Jesus (em Marcos, Mateus, Lucas e João) com a idéia original de nosso fundador, São Vicente Pallotti: a União do Apostolado Católico deveria ser um jeito novo, atual, moderno, adaptado para o nosso hoje, de como evangelizar, de como anunciar o Senhor Jesus Cristo.
Quando me foi proposto vir a Roma para estudar, logo propus a Missiologia como especialização. E a proposta foi aceita. Ao começar os estudos no primeiro ciclo, o bacharelado, me deparei com uma dimensão muito mais ampla no discurso sobre a missão e a evangelização. Confesso que me assustei. Aquela visão “romântica” de ir pelo mundo para levar a salvação a todos não correspondia com a realidade... Não foi coisa fácil! Percebi que o tema é muito mais complicado, mas não menos atraente!
Assim, dentro de mim, aconteceu uma segunda resposta, confirmando aquela primeira: “Mesmo desafiante assim, quero conhecer mais sobre a Missão. Quero conhecer a realidade da atividade missionária. Quero entrar em contato com o diferente... de cultura e religião diferentes... para aprender e para ensinar! Quero fazer este caminho, formar-me, para que possa formar outros na coragem de se abrir e entrar em diálogo e na troca de experiências de vida!”
Nos próximos textos apresentarei os cursos já feitos no ano de bacharelado e aqueles que estão e serão ainda feitos.
Com meu abraço, pe. Daniel Luz Rocchetti SAC
Dentre tantos bons sentimentos, assuntos mais sérios e recordações, Pe. João Pedro demonstrou interesse por saber mais sobre o estudo que estou fazendo. Era uma justa curiosidade! E foi assim que nasceu a idéia de tornar mais claro, para todos os palotinos e palotinas, leigos, irmãs e padres, o estudo de Missiologia que estou me especializando.
Gostei da idéia e, sem muita demora, faço uma primeira apresentação. Sim, depois de refletir alguns dias, pensei em fazer esta apresentação em etapas, com pequenos textos semanais (eu espero!), que explicassem passo a passo aquilo que a Missiologia propõe.
O primeiro texto, este que você lê, será uma apresentação geral; os seguintes serão mais específicos, apresentando as matérias que fiz, as que estou fazendo e aquelas que ainda estão previstas. Apresentarei, também, o tema de minha tese.
Espero que o texto não fique pesado. Com a ajuda do Kalendarium de minha faculdade, farei o possível para que a Missiologia se torne, também para cada um de vocês, uma matéria conhecida e, quem sabe, também amada! Vamos lá!
“Como Pai me enviou, também eu vos envio” Jo 20, 21
A faculdade de Missiologia, diz a apresentação do curso no Kalendarium, quer promover o estudo e a pesquisa em matéria missiológica. “Fiel à divina Revelação e ao Magistério eclesial a faculdade de Missiologia propõe, através da investigação bíblica e teológica, histórica e antropológica, aprofundar a natureza e as atividades da missão da Igreja; promover a relação entre o Evangelho, as diferentes culturas e a vida social em nosso tempo; favorecer um sério conhecimento sobre as religiões não cristãs, oferecendo fundamentos teológicos e pistas pastorais para o diálogo inter-religioso; e ainda, estudar a própria transmissão da mensagem evangélica e seus caminhos, suas vias de divulgação.”
A Missiologia faz parte daquela parte da teologia, mais nova como reflexão, chamada Teologia Pastoral. Além daquelas fontes religiosas, como a Sagrada Escritura, a vida da Igreja e o Magistério, a Teologia Pastoral faz uso de outras ciências, como a psicologia, a antropologia, a sociologia, a pedagogia... É por isso que, para a reflexão em Missiologia, por exemplo, a antropologia cultural e a sociologia são de grande importância. É uma ciência teológica interdisciplinar, portanto.
Porque a Igreja é por sua natura missionária (cf.AG 2) e porque a missão é, num senso estreito, o anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo àqueles que não o conhecem, o programa acadêmico prioriza a missão ad gentes, para motivar e orientar aquele anúncio e a fundação e o crescimento da comunidade eclesial onde ela ainda não existe. Ao mesmo tempo, o programa reflete sobre a vocação missionária de cada batizado e de cada comunidade cristã, orientando-os em suas atividades evangelizadoras propriamente no lugar onde estão presentes, participando-os na missão universal da Igreja.
Enfim, através da investigação acadêmica a Faculdade de Missiologia se propõe três objetivos:
1. Formar espertos no estudo dos pontos fundamentais e vitais na reflexão missiológica, tais como: a salvação em Cristo e o problema da salvação nas outras religiões; a natureza missionária da Igreja e as novas atividades evangelizadoras; o diálogo ecumênico e a unidade dos cristãos; o diálogo interreligioso; a inculturação do Evangelho; a ação evangelizadora e a transmissão da mensagem cristã; a evangelização e a promoção humana; a animação e a cooperação missionária e a espiritualidade missionária.
2. Preparar professores e formadores, principalmente nas áreas da teologia da missão, da evangelização e pastoral missionárias, da catequese e do diálogo com as religiões.
3. Sustentar a qualificação de agentes e responsáveis pela catequese, pela pastoral, pelas comunidades, para que possam pensar e traçar seus planos pastorais com a consciência eclesial do anuncio, da missão.
No caminho de formação em Missiologia existem três etapas, ou melhor, três ciclos que, por sua vez, vão aprofundando os assuntos nesta área: o primeiro ciclo é realizado com um ano de bacharelado (para uma séria formação missionária de base); o segundo é o mestrado, feito em dois anos (onde se escolhe uma das seguintes especializações: “Teologia Missionária”, “Evangelização e Pastoral Missionária” e “Missão e Religiões”) e o terceiro ciclo é o doutorado, feito em dois anos, onde se especializa na pesquisa missiológica.
Acredito que esta breve apresentação já nos permite saber a dimensão da reflexão em Missiologia. Desde o tempo do seminário pensava sobre a missão. Ou melhor, pensava somente no ato missionário, isto é, no “ir e evangelizar”.
Em meu trabalho de conclusivo em teologia, no Mosteiro de São Bento, procurei relacionar o mandato missionário de Jesus (em Marcos, Mateus, Lucas e João) com a idéia original de nosso fundador, São Vicente Pallotti: a União do Apostolado Católico deveria ser um jeito novo, atual, moderno, adaptado para o nosso hoje, de como evangelizar, de como anunciar o Senhor Jesus Cristo.
Quando me foi proposto vir a Roma para estudar, logo propus a Missiologia como especialização. E a proposta foi aceita. Ao começar os estudos no primeiro ciclo, o bacharelado, me deparei com uma dimensão muito mais ampla no discurso sobre a missão e a evangelização. Confesso que me assustei. Aquela visão “romântica” de ir pelo mundo para levar a salvação a todos não correspondia com a realidade... Não foi coisa fácil! Percebi que o tema é muito mais complicado, mas não menos atraente!
Assim, dentro de mim, aconteceu uma segunda resposta, confirmando aquela primeira: “Mesmo desafiante assim, quero conhecer mais sobre a Missão. Quero conhecer a realidade da atividade missionária. Quero entrar em contato com o diferente... de cultura e religião diferentes... para aprender e para ensinar! Quero fazer este caminho, formar-me, para que possa formar outros na coragem de se abrir e entrar em diálogo e na troca de experiências de vida!”
Nos próximos textos apresentarei os cursos já feitos no ano de bacharelado e aqueles que estão e serão ainda feitos.
Com meu abraço, pe. Daniel Luz Rocchetti SAC
Etykiety:
Daniel Luz Rocchetti,
missiologia,
missões,
palotinos,
pe. Daniel
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Em momentos de crise, mais uma vez as nações se unem
Bom, pelo menos deveria ser assim. Só que infelizmente em momentos de crise, a desconfiança humana cresce e as pessoas, ao invés de se unirem, acabam se afastando, mais e mais. É um cada um por si, um corre-corre danado, cada um pensando só no seu lado. Um verdadeiro Deus nos acuda. Opa, Deus nos acuda? Então nem tudo está perdido.
Que as coisas seriam bem melhores se Deus estivesse no centro de todas as ações humanas, isso já sabemos. Mas já que não está, pelo menos podemos tentar demonstrar como seriam as coisas se, de fato, Ele estivesse.
No último final de semana (6, 7 e 8 de dezmebro), demos um pouco dessa demonstração. Nos unimos durante 3 dias no Natal Internacional.
Um evento com tradições e comidas típicas de países de todos os continentes que a cada ano que passa só fica melhor. Foram dias felizes, onde todas as nações (obviamente, em uma proporção bastante reduzida), viveram dias de partilha, amor e fraternidade. E agora eu pergunto aos que estiveram presente: alguém percebeu alguma crise? Não? Pois bem, chegamos onde eu queria: não há crise onde Deus está no centro.

Infelizmente o mundo está muito preocupado com o seu senhor: o dinheiro. E pensam que estão em crise. Mas, caro leitor, eu, você e nossa comunidade sabemos que com o Nosso Senhor, não há crise alguma que possa nos abalar. Até o ano que vem, e um ótimo e abençoado Natal para todos nós. E não se esqueça: não há motivo nenhum para desespero.
Que as coisas seriam bem melhores se Deus estivesse no centro de todas as ações humanas, isso já sabemos. Mas já que não está, pelo menos podemos tentar demonstrar como seriam as coisas se, de fato, Ele estivesse.
No último final de semana (6, 7 e 8 de dezmebro), demos um pouco dessa demonstração. Nos unimos durante 3 dias no Natal Internacional.
Um evento com tradições e comidas típicas de países de todos os continentes que a cada ano que passa só fica melhor. Foram dias felizes, onde todas as nações (obviamente, em uma proporção bastante reduzida), viveram dias de partilha, amor e fraternidade. E agora eu pergunto aos que estiveram presente: alguém percebeu alguma crise? Não? Pois bem, chegamos onde eu queria: não há crise onde Deus está no centro.
Infelizmente o mundo está muito preocupado com o seu senhor: o dinheiro. E pensam que estão em crise. Mas, caro leitor, eu, você e nossa comunidade sabemos que com o Nosso Senhor, não há crise alguma que possa nos abalar. Até o ano que vem, e um ótimo e abençoado Natal para todos nós. E não se esqueça: não há motivo nenhum para desespero.
Dudu Barcelos
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Festa da padroeira de Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Ao longo dos nove dias preparamos a nossa festa em Cachoeiras de Macacu através da novena que foi conduzida por diversas pastorais revezando-se todos os dias. 
No dia 6 após a Santa Missa das 19.00h, iniciamos as nossas festividades com a abertura das barracas e com a apresentação de uma banda tocando a música popular. Dia 7 na Santa Missa das 18.00h. foi concluída a novena, durante a celebração os membros do grupo Divina Luz embelezaram a mesma com os cânticos e em seguida realizaram o louvor na praça. Temonando, à noite, mais uma banda apresentou-se tocando a música popular.No dia 8 as Santas Missas festivas 9.00h da manhã e de tarde a procissão com a presença da banda Unidos Ribeironensis. Em seguida a celebração da Santa Missa presidida por Pe. José Stepinski SAC antigo Pároco desta Comunidade. No final da celebração foi realizada a coroação de Nossa Senhora. Após a Santa Missa apresentou-se a banda dos adolescentes da nossa Paróquia. Como nos outros dias funcionaram as barracas vendendo salgados, doces, pescaria. Agradecemos a Deus Pela padroeira tão excelsa e humilde. Pedimos a Sua intercessão para que possamos cada vez mais crescer na unidade construindo o Reino dentro da nossa Comunidade.
Etykiety:
Cachoeiras de Macacu,
festa,
Imaculada Conceição,
palotinos,
Pe. Jorge
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O nascimento de uma nova entidade palotina na África
Na sessão do dia 12 de setembro de 2008 o Conselho Geral da SAC recebeu os resultados do segundo escrutínio das eleições dos membros do Conselho Regional da nova e futura Região africana e confirmou os seguintes nomes:Reitor Regional: Pe. Bruno Ateba Edo
Primeiro Consultor: Pe. Joseph Jules Nkodo
Consultor: Pe. Taddée Mbock
Consultor: Pe. Richard Ngono Edjili
Consultor: Pe. Benoît Magloire Atemengue
O mandato de três anos do primeiro Conselho Regional terá seu início no dia 8 de dezembro de 2008, ou seja, o dia previsto para a ereção da nova Região da Santíssima Trindade, cujo território engloba dois países: Camarões e Nigéria.
Por que dia 8 de dezembro?
Porque no dia 8 de dezembro de 1890, dia da Imaculada Conceição, o Pe. Henri Vieter com seus primeiros companheiros: Pe. George Walter, os irmãos Hierl Ulrich, Hermann, Mohr e Hofer, como também o seminarista Klosternecht, celebraram a missa na primeira casa construída por eles mesmos em Mariennberg (Mont de Marie), e consagraram a missão de Camarões à Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos. Este dia entrou nos anais da história como o dia do nascimento da Igreja Católica em Camarões. O sermão do Pe. Vieter foi muito breve: “Outrora, quando líamos nas revistas missionárias as aventuras heróicas, sentíamos no mais profundo do nosso ser o desejo de sermos missionários. Este tempo chegou. Nós temos a possibilidade de sofrer pelas almas, e que a cada um não falte o dom da perseverança”.
Por que Região da Santíssima Trindade?
Em 1890, quando os primeiros missionários Palotinos chegaram em Camarões, não existia ainda nenhuma comunidade palotina na Alemanha. Foi a partir de Camarões que os primeiros palotinos alemães receberam, no dia primeiro de setembro de 1892, a autorização do Governo alemão para abrir a Casa de formação em Linbourg-sur-Lahn. A província alemã Santíssima Trindade foi erigida em 1909, após o terceiro Capítulo Geral da Congregação, fundada por São Vicente Pallotti, que naquela época se chamava “Pia Sociedade das Missões”. Esta província, que nasceu quase vinte anos depois do início da missão em Camarões, e que conheceu seu progresso graças a esta mesma missão, tornou-se para Camarões a “Província Mãe”, cujo círculo está assim desenhado pelo primeiro palotino camaronês, ordenado em 1994, o Pe. Thaddée Mbock: “Os filhos de Pallotti (os Palotinos) fazem conhecer o pai (Camarões); o pai (Camarões), por sua vez, dá nascimento à Mãe (província de Limburgo); a Mãe e suas irmãs, quer dizer: a província da Santíssima Trindade, unida à segunda província alemã do Sagrado Coração e a Região austríaca do Espírito Santo, que hoje estão unidas sob a proteção do Sagrado Coração – querem agora ver o pai assumir todas as responsabilidades e reinar com todo o esplendor de seu brilho”.
A nova Região, assumindo o “extinto nome” da Província Mãe, guardará então a “memória viva da presença palotina na África”. Não devemos esquecer que a continuidade de uma vida se traduz também pela conservação do nome, sobretudo quando esta foi uma fonte de alegria para as futuras gerações.
Igualmente queremos dizer que o fundador dos palotinos na Polônia, o Pe. Alojzy Majewski, trabalhou quatro anos como missionário em Camarões, precisamente em Kribi. Deixando a África em 1907, chegou à Polônia para fundar a primeira comunidade palotina. É também ele que, alguns anos mais tarde, trouxe também as Irmãs Palotinas. Assim, não somente na Alemanha, mas igualmente na Polônia, a família palotina chega via África.Há alguns dias, o Pe. Joseph Jules Nkodo, o primeiro consultor da nova Região, a propósito do nascimento da nova Região, escreveu: “No dia 08 de dezembro de 2008, nós vamos celebrar a passagem solene da nossa Delegatura à Região. Esse é o resultado de um processo espiritual e administrativo, que se efetuou de maneira comunitária e que necessitou de muito esforço da parte de todos. Nós nos congratulamos. A passagem da Delegatura à Região abre diante de nós muitas e novas perspectivas, como também contribui para muitos desafios e esforços em todos os níveis da nossa vida. Esta é a razão pela qual nós vimos, pela presente, convidar vocês para fazerem uma novena preparatória para este acontecimento”. Juntemos, pois, as nossas preces.
Nosso santo fundador nos prometeu que a “Congregação se desenvolverá e será abençoada por Deus”, mas ele não especificou “onde”. Após os anos de florescência da presença palotina na Europa e na América do Norte eis-nos, agora, na África, para continuar colaborando plenamente no plano de Deus, para o bem de toda a família palotina e pela salvação da raça humana.
Pela intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos e de São Vicente Pallotti, nós imploramos a todos os confrades da nova Região africana da Santíssima Trindade, as bênçãos do Senhor.
Pe. Stani Stawicki, SAC
Secretariado Geral para a Formação
Assinar:
Postagens (Atom)