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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Maria Rainha dos Apóstolos

Dia 14 de Maio,  celebramos a festa de  Maria, Rainha dos Apóstolos, Padroeira da União do Apostolado Católico. A Padroeira da União do Apostolado Católico é Maria Santíssima sob o título de “Rainha dos Apóstolos”.
O Fundador S. Vicente Pallotti era grande devoto de Maria, a Mãe de Jesus que a chamava com muito carinho: “a minha mais que querida e amantíssima Mãe. No seu caminhar e reflexão sobre a importância de Maria SS. na vida do cristão, concebe, para a sua Obra, a ideia do Cenáculo, lugar onde Maria SS. permaneceu com os apóstolos em oração à espera da promessa de Jesus, de enviar o Espirito Santo e, ainda, o Cenáculo, o lugar propício de preparação para o Apostolado a ser desenvolvido por todos os membros da União do Apostolado Católico: Leigos, Irmãs, Sacerdotes e Irmãos consagrados. Nosso Fundador assim escreve: “Desejaria permanecer continuamente no Cenáculo em companhia de Maria SS. e dos Apóstolos para receber a abundância dos dons do Espírito Santo”. Maria, depois de Jesus é a grande Apóstola, a grande missionária, a Mestra por excelência dos discípulos de Jesus, que permanecendo no Cenáculo, encorajou os apóstolos a prosseguirem na missão de recordar ao mundo inteiro tudo quanto Jesus havia ensinado. O fundador, convicto da ideia de que todos somos chamados a sermos apóstolos, manda Pintar uma Tela do acontecimento do Cenáculo. O ícone que representa o grande acontecimento do Pentecostes, expressa a atitude de Maria em oração com os apóstolos com a presença de outras mulheres; a realidade deste ícone representando outras mulheres além de Maria, quer afirmar que todos, tanto homens como mulheres, somos chamados ao anúncio da Pessoa e das Palavras de Jesus. E esta, continua sendo a nossa grande e gritante missão do nosso tempo na Igreja e na sociedade. Desejava o Fundador que a vida de todos os membros da União do Apostolado Católico fosse pautada pela imitação da vida de Cristo, o Apóstolo do Pai e de Maria, Rainha dos Apóstolos, a grande missionária.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Apóstolos hoje

São Vicente Pallotti – Deus Amor Infinito

XIII Meditação

“... devo lembrar que minha alma, sendo viva imagem de Deus, é também uma viva imagem do Espírito Santo, que é Amor infinito, imenso, incompreensível do Pai e do Filho”.

Senhor, ensina-nos a rezar: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém

Oração: Meu Senhor, minha Vida, minha Caridade, eu te adoro profundamente com tudo o que sou e com tudo o que tenho. Venha Pai, Amor infinito, entra em mim e preenche-me de toda a Tua plenitude. Jesus, meu Amado, envie sobre mim o sopro do Espírito Santo e retira de uma maneira especial tudo o que em mim é resistência a Ti. Espírito Santo, Amor divino, faze que a tua luz, o calor da tua presença, a chama do teu amor tome posse de mim, para que me inflame todo da chama da tua Caridade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém

Leitura: Jo 3, 5-8

“Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito. Não te maravilhes de que eu te tenha dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito”.

Reflexão:

Eu sou viva imagem do Espírito Santo, mas, como é o Espírito Santo e como posso me tornar como Ele?
No Novo Testamento encontramos duas imagens principais do Espírito Santo; a primeira é aquela do vento e do sopro: "O vento sopra onde quer e se escuta a sua voz, mas não se sabe de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que nasceu do Espírito”. Depois de sua ressurreição, Jesus enviou o sopro do Espírito sobre os Apóstolos. Em Atos, vemos o Espírito entrar no Cenáculo como um vento forte que movimenta a casa.

No ano passado, na Argentina, nos encontramos em meio a uma tormenta, uma tempestade forte o suficiente para arrancar árvores e descobrir o telhado da pequena Igreja. No seu interior, todas as coisas foram derrubadas no chão ou quebrados. Pensei então que um autêntico Pentecostes poderia fazer propriamente assim com relação aos nossos apegos àquelas “sagradas ícones” pelas quais temporariamente nos apegamos a Deus, mas que improvisamente são arrancadas de nossas mãos de modo que não tenhamos mais nada que nos impeça de entregar tudo aquilo que não está em nosso poder para controlar.

Ser viva imagem do Espírito Santo significa ter as qualidades do “vento”, ou do “ar”, da “respiração” - isto é, algo que não esta em meu poder de controlar ou ordenar. Estamos todos acostumados a querer para nós mesmos e para os outros um estilo de vida ordenado, bem definido, previsível, confiável e seguro. O Espírito Santo nunca é claramente definido ou previsível, mas é confiável e seguro e tem a sua própria ordem e que somos chamados a ela nos abandonar.

Esta é a chave: entregar-me, abandonar-me à ação do Espírito Santo em minha vida. Colocar minha confiança no Espírito mais que em mim mesmo. Maria é o mais perfeito exemplo dessa confiança e entrega a Ele.

O poeta e sacerdote jesuíta Gerald Manley Hopkins, em seu poema “The Blessed Virgin Compared To The Air We Breathe” (A Beata Virgem como o ar que respiramos), descreve Maria como “ar puro”, “ar gerador” do mundo, o “ar” que me acolhe como um ninho”. Aprecio esta imagem porque liga Nossa Senhora ao Espírito Santo - vento que sopra onde quer. Maria, não é só a mulher do silêncio, mas também da fortaleza. Nela está a força e a potência do Espírito que a conduz.

A segunda imagem do Espírito Santo é aquela do fogo, que São João da Cruz define como “aquela chama viva”, cuja ação interior provoca na alma o desencadear das chamas do amor para com Deus e para com os homens. Esta é a chama que levou Maria a sair de si mesma para ir ao encontro e ajudar Elizabete. A experiência do Espírito Santo é autêntica quando nos impulsiona, reacende o amor em nós e nos leva ao outro. Eis: a caridade de Cristo nos impulsiona.
" O despertar divino produz na alma a chama perfeita do amor... aquela chama viva que é o próprio Espírito Santo ... e assim o Espírito Santo opera na alma que é transformada em amor e Seus movimentos internos fazem com que a alma difunda o fogo do ardor. Estes, ao sair dela, provoca uma “ferida”, que porém é “suave” e, em lugar de causar a morte da alma, aumenta a sua vida ..." (São João da Cruz).

A meditação de São Vicente Pallotti nos lembra a obrigação que deriva da realidade de que somos imagem viva do Amor infinito: “assim eu sou obrigado a aproveitar do livre arbítrio ajudado da graça para aperfeiçoar merecidamente a mim mesmo enquanto sou uma viva imagem do Amor infinito do Pai e do Filho”. Semelhante tomada de consciência o inspira a uma verdadeira oração de arrependimento e de misericórdia: “Oh meu Deus, Vós somente conheceis o quanto trabalhei o contrário, pois, em vez de viver a vida de amor no vosso Amor infinito, eu amei a mim mesmo, eu amei o “desabafo brutal” de todas as minhas más paixões, eu amei a coisas terrenas, eu amei por fim o pecado”.

Arrependimento:

Eu amei o pecado: esta é a verdade que Pallotti reconhece em si mesmo; e é de fato verdade que nós amamos o pecado que cometemos. Disponhamo-nos em reconhecer o nosso pecado perante o Senhor, sem medo, porque o Amor Infinito é infinitamente paciente. Somos convidados a entregar a Ele tudo aquilo que não conseguimos superar em nossa vida. Em nosso nada e privados de ajuda, abandonemo-nos nas mãos Daquele que só pode tornar-nos livres porque isto Ele quer para nós.“O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. E desci para livrá-lo…” (Ex. 3, 7-8).

Oração de abandono

Pela sua infinita misericórdia, Deus nos ajuda a rezar com São Vicente:

Meu Deus, meu Pai, Misericórdia infinita e Amor infinito da minha viva imagem Vossa; tenho certeza de Vosso olhar. Se me olhardes vós vos comovereis logo de compaixão, e tenho por certo, que logo me concedereis a perfeita contrição de toda a minha vida brutal; reacendereis logo na minha alma a chama do Vosso puríssimo Amor; dai-me uma graça eficaz para que eu viva sempre uma vida de amor tão ardente de poder reparar não só os prejuízos feitos por mim, mas pelos pobres pecadores que se encontram no mundo, e me transformareis tudo em Vosso santo Amor para ser semelhante a Vós em vossa glória, oh meu Amor infinito, eterno, imenso, incompreensível!

Meditação

Vicente Pallotti nos encoraja a inspirar e expirar Deus:
permaneçamos em silêncio na presença do Senhor.
Continuemos parados e respiremos.
O Espírito Santo está em toda parte:
está no ar que respiramos,
e em cada respiro somos preenchidos
de toda a plenitude do Espírito que é o Amor Infinito.
Estamos no Cenáculo do Amor com Maria
e em comunhão de louvor e adoração
com os anjos, os santos e toda a Igreja.

Se sentimos a necessidade de uma palavra para nos ajudar, podemos repetir silenciosamente esta frase: Sou imagem viva do Espírito Santo. Permaneçamos assim, neste espaço, neste estado de bênção que nos concede o Espírito Santo.

Antes de concluir, peçamos a graça especial que necessitamos agora, neste momento da nossa vida e coloquemos com confiança tudo nas mãos de Deus.Oferta:

Eterno Pai, com os Corações SS. de Jesus e de Maria, vos ofereço o Sangue preciosismo do Imaculado Cordeiro nosso Divino Redentor, em agradecimento como se já tivésseis concedido todas as graças imploradas a mim e a todos, agora e para sempre. Amém

sábado, 17 de julho de 2010

Encontro dos párocos Palotinos

Pela terceira vez no Centro de Formação “Cenáculo” em Roma aconteceu o “Encontro dos párocos Palotinos”. Quinze párocos representaram os Palotinos que trabalham na Índia (1), Brasil (4), Polônia (2), Ucrânia (1), Estados Unidos (2), Eslováquia (1), Alemanha (1), Áustria (1), Venezuela (1) e Camarões (1). Essa lista representa só alguns países onde nossos irmãos Palotinos prestam serviço de evangelizar. O Encontro foi conduzido pelo Pe. Zenon Hanas SAC e Pe. Piotr Banach SAC membros do Secretariado Geral para o Apostolado e acompanhado pelo Pe. Stanislaw Stawicki SAC.
Durante o encontro os párocos compartilharam a experiência pastoral de seu contexto cultural, procurando elementos comuns que caracterizam o trabalho da paróquia "estilo Palotino”, essas experiências práticas foram comparadas com a visão da Igreja em obras de São Vicente Pallotti. Em várias apresentações houve alguns elementos em comum: a abertura e hospitalidade em todas as paróquias, a sensibilidade aos sinais e necessidades dos tempos, criatividade na procura de novas iniciativas de pastoral em colaboração com todos os membros da Igreja e a participação de toda a vida da paróquia. Estas características estão presentes em ambas as reflexões dos participantes sobre a prática do ministério paroquial e em discursos dos peritos da espiritualidade Palotina. Os padres também participaram da audiência com o Papa Bento XVI, visitaram os lugares palotinos de Roma como Pia Casa de Caridade, a Igreja da SS. Salvatore em Onda, a Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos e da Congregação para a Evangelização dos Povos.
Todos os participantes, que trabalham principalmente em igrejas locais, têm enfatizado a atmosfera fraterna, da universalidade e da internacionalidade do mundo da família Palotina. As diferentes linguagens utilizadas - Inglês, Polonês e Português - se por um lado, um grande desafio, mas por outro lado, um enriquecimento para todos. Todos notaram a utilidade e riqueza de tais reuniões, e espera que continue.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ENCONTRO DE FORMAÇÃO PARA OS SACERDOTES PALOTINOS

Por ocasião da conclusão do Ano Sacerdotal

No dia 15 de junho, foi concluído o primeiro curso se verão da formação permanente no “Cenáculo” da Via Ferrari – Roma. O encontro foi organizado pelo Secretariado Geral para a Formação (dias 07 a 15 de junho de 2010), por ocasião do encerramento do Ano Sacerdotal.

Dezessete confrades, provenientes de oito países, participaram do encontro, a saber: Brasil, Polônia, Ruanda, Camarões, Índia, Alemanha, Estados Unidos e França. A tradução foi simultânea do italiano para quatro outras línguas oficiais da Sociedade (inglês, alemão, polonês e português).

Sete confrades palotinos apresentaram diversos aspectos da atividade e da espiritualidade sacerdotal palotina: “A vida Sacerdotal em Roma no tempo de Pallotti” (Pe. Franco Todisco). “O empenho pastoral de Pallotti na cidade de Roma” (Pe. Jan Kupka). “O presbítero palotino e a sua missão hoje” (Pe. Fritz Kretz). “O papel dos sacerdotes e dos Irmãos da Sociedade do Apostolado Católico na União do Apostolado Católico” (Pe. Derry Murphy). “A cooperação entre sacerdotes, as pessoas consagradas e os fiéis leigos, segundo a visão de Pallotti” (Pe. Stanislao Stawicki). “A formação permanente na vida sacerdotal: itinerário e meios para um crescimento permanente segundo a Ratio Institutionis da SAC” (Pe. Jacob Nampudakam). “Os diversos caminhos de santidade sob as pegadas de São Vicente Pallotti” (Pe. Jan Koricki).

Do dia 9 ao dia 11 de junho, todos seguiram o programa do Encontro Internacional dos Sacerdotes: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. O evento foi promovido pela Congregação para o Clero. De fato, o encontro de formação teve dois momentos principais:

1-      Do dia 9 ao dia 11 de junho: participação dos eventos programados pela Congregação para o Clero, na Basílica de São Paulo, São João do Latrão e de São Pedro;

2-      Nos outros dias: “momentos palotinos” com conferências, partilhas, celebrações litúrgicas e visitas em alguns lugares frequentados pelo fundador em Roma e fora de Roma: Via Del Pellegrino, Santo Espírito dos Napolitanos, São Salvador in Onda, Sapienza, Pia Casa, Colégio Irlandês, Trindade dos Montes, Propagação da Fé, São Silvestre in Capite, Frascati, Camaldoli e Grottaferrata.

Uma experiência marcante foi a vigília da noite do dia 10 de junho, na Praça São Pedro, na qual o Papa respondeu cinco perguntas feitas por sacerdotes dos cinco continentes. “Santidade, [...], Por vezes, a teologia não parece ter Deus no centro e Jesus Cristo como primeiro “lugar teológico”, mas tem, ao contrário, os gostos e as tendências difundidas. Como podemos permanecer orientados na nossa vida e no nosso ministério? [...]. Sentimo-nos “descentrados”! – disse um jovem sacerdote africano, Mathias Agnero, da Costa do Marfim.

Respondendo a esta pergunta, o Santo padre dirigiu-se, entre outros, aos seminaristas: “Certamente isto é muito importante para a formação teológica, e gostaria de dizer aos seminaristas: No nosso tempo, devemos conhecer bem a Sagrada Escritura, para enfrentarmos os ataques das seitas. Devemos ser, realmente, amigos da Palavra. Devemos conhecer as correntes do nosso tempo para podermos responder racionalmente, para podermos dar, como diz São Pedro, ‘razões à nossa fé’. A formação é muito importante”.

A missa conclusiva com o Santo Padre, no dia 11 de junho, foi uma celebração com o maior número de concelebrantes, jamais visto em Roma: cerca de quinze mil sacerdotes.

O chamado a uma maior fidelidade à vida sacerdotal na Igreja, segundo o carisma do nosso Santo Fundador, Vicente Pallotti, foi a mensagem principal do encontro de formação para os sacerdotes palotinos, que foi oficialmente concluído no dia 15 de junho, com uma solene Eucaristia na Igreja São Salvador in Onda, presidida pelo Reitor Geral, Pe. Friedrich Kretz.

Entre os escritos de São Vicente Pallotti, existe um que se chama “Regras e Método de observar-se inviolavelmente em todos os Congressos ou Consultas presentes e futuros da Pia Sociedade do Apostolado Católico” (OO CC I, p. 121/122). Pe. Vicente nos fala dos diversos encontros, e nos faz uma observação muito pertinente: “Muitos são os Congressos que se fazem para as obras pias, mas pouquíssimos, em proporção, são aqueles que produzem os efeitos para os quais se fazem. Se procurarmos as razões disto, convém dizer que, facilmente, falta neles a caridade”. Pallotti chama a experiência de todos estes Congressos feitos sem a caridade de: “funesta”, isto é, fatal! Esperamos que a nossa experiência não tenha sido funesta.

Pe. Stanislao Stawicki, SAC

Roma – Via Giuseppe Ferrari

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MISSÃO CONTINENTAL NO ESTILO PALOTINO

Através deste artigo, queremos dar uma oportunidade de um olhar renovado para o Carisma Palotino e sua atualidade no mundo de hoje e nos desafios da Igreja.

O Documento conclusivo da V Conferência de Aparecida, recordando o mandato do Senhor de “ir e fazer discípulos entre todos os povos,” deseja despertar um grande impulso missionário na Igreja da América Latina e do Caribe. Esta é, sem dúvida alguma, uma das principais conclusões deste grande encontro eclesial. Este impulso missionário pode dividir-se em quatro conseqüências práticas de acordo com o Carisma Palotino:

1. Aproveitar intensamente esta hora de graça através da leitura dos sinais dos tempos.
2. Implorar e viver um novo Pentecostes em todas as comunidades cristãs fazendo delas os Cenáculos a imagem do Cenáculo de Jerusalém de onde nasceu a Igreja.
3. Despertar a vocação e a ação missionária dos batizados para reavivar a fé e reacender a caridade e animar todas as vocações e ministérios que o Espírito dá aos discípulos de Jesus Cristo na comunhão viva da Igreja;
4. Sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para comunicar-lhes e partilhar o dom do encontro com Cristo que plenificou nossas vidas de “sentido”, de verdade e amor, de alegria e de esperança.



O Espírito Santo nos precede neste caminho missionário. Por isso, confiamos que este testemunho da Boa Nova constitui, por sua vez, um impulso de renovação eclesial de transformação da sociedade.

Como Palotinos que fazem parte da União do Apostolado Católico somos impelidos de contribuir com o carisma do nosso Fundador, São Vicente Pallotti, para a realização desta Missão Continental.

O elemento mais característico do Pallotti era uma certa estrutura que poderia ajudar na Missão Continental, um certo tipo de sistemática, que pode ser chamada como a estrutura 12+1 dando a cada um o nome de um dos Apóstolos.

São Vicente escreve em sua obra sobre 13 modos da atividade apostólica, que ele mesmo chama de Procuras (procuradorias). Usando a linguagem de hoje, pode se traduzir de seguinte forma:

1. Espiritual, intelectual e pastoral preparação dos Clérigos para o trabalho pastoral.
2. Direção das missões e retiros populares entre os fieis da Igreja.
3. Empenho pelos trabalhos das Missões ad gentes.
4. Coordenação das obras caritativas para os pobres.
5. Educação e criação das crianças e jovens.
6. Busca dos contatos e colaboração com os outros grupos e movimentos da Igreja.
7. Trabalho pastoral com população rural.
8. Trabalho caritativo e pastoral entre os presos.
9. Ajuda material e espiritual para os doentes, principalmente os terminais.
10. Formação de uma cultura espiritual e moral entre os nobres e outros grupos da sociedade (para isso instituiu o Oitavario da Epifania)
11. Propagação de varias formas da devoção aceitas pela Igreja.
12. Imediata e direta ajuda caritativa para os necessitados (órfãos,jovens dependentes etc.)
13. Coordenação e organização de ajuda para os 12 grupos anteriores.
Podemos constatar que esta visão das 13 procuradorias de Pallotti é uma visão completa, que tenta tocar em todos os níveis, as dimensões e os patamares do trabalho pastoral-missionario numa paróquia, forania, vicariato ou diocese.

Como hoje se adaptaria tais procuradorias para o nosso Brasil?

A. Formar, a imagem do dia de Pentecostes, os Cenáculos, compostos por 13 pessoas, das quais a cada uma caberia uma área diferente de uma das 13 procuradorias.

B. O grupo seria enviado de uma paróquia territorial, dois em dois, para percorrer todas as ruas e recolher todas as informações a respeito de todas as dimensões das 12 procuradorias.

C. Estas informações seriam sistematizadas pelo Coordenador do Cenáculo, que entregaria a cada um dos 12 membros do grupo missionário a lista das necessidades das pessoas visitadas.

D. A partir deste momento, cada uma das dimensões seria tratada pessoalmente por pessoa titular da devida procuradoria de acordo com o seu conteúdo, acompanhando permanentemente os visitados a ela confiados.

E. Finalmente os membros de todos os Cenáculos de uma paróquia, forania, vicariato ou diocese poderiam se encontrar para visualizar a situação da área da missão, estabelecer métodos e metas dos seus trabalhos.
Vamos sonhar com uma adaptação das 13 procuradorias de Pallotti para os Cenáculos da Missão Continental no Brasil:

1. São Pedro: despertar e formar as vocações sacerdotais, consagradas e laicais, promover a formação permanente dos vocacionados.

2. Santo André: missões populares, retiros e encontros.

3. São Tiago Maior: despertar o zelo, pelas missões ad gentes.

4. São João: obras caritativas com os pobres.

5. São Tomé: educação e formação religiosa de crianças e jovens.

6. São Tiago Menor: busca de contato e colaboração com as pastorais, movimentos e grupos da Igreja.

7. São Filipe: ajuda aos imigrantes e emigrantes, vindos do nordeste ou outra região do país ou do estrangeiro.

8. São Bartolomeu: trabalho espiritual e caritativo nas prisões.

9. São Mateus: ajuda espiritual e material aos doentes terminais e idosos.

10. São Simão: promoção da cultura religiosa e moral.

11. São Judas Tadeu: propagação de todas as formas de devoção aceitas pela Igreja.

12. São Matias: ajuda imediata aos dependentes, pessoas de rua, perdidos.

13. São Paulo: coordenação de todos os demais membros das procuradorias

No espírito de serviço, somos todos convidados a nos envolvermos no trabalho missionário, como dizia Pallotti no Apelo ao Povo Romano: "...grandes e pequenos, formados, estudantes, operários, ricos e pobres, padres, leigos, religiosos e seculares, comerciantes e empresários, funcionários, artistas e artesões, comunidades e indivíduos, cada qual no próprio estado, na própria condição, de acordo com os próprios dons, podem dedicar-se...." para que a Missão Continental seja cada vez mais assumida pelas comunidades cristãs do Brasil, dialogando com toda a sociedade. Neste sentido, compreendemos que o ardor missionário e colaboração de todos os carismas darão à Igreja um dinamismo próprio, caracterizado pelo espírito de abertura, universalidade, diálogo ecumênico, itinerância, serviço e radicalidade cristã.

Que a Maria, Rainha dos Apóstolos continue a inspirar nossos Cenáculos e fecundar o Projeto do Brasil na Missão Continental. Impulsionados pelo Espírito, sentimos que este tempo de graça da Missão Continental está aí para ser vivido plenamente. Com a coragem e a alegria, vamos todos à missão: “ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram corajosamente a Palavra de Deus”.

“Esse despertar missionário, na forma de Missão Continental (...) exigirá a decidida colaboração das Conferências Episcopais e de cada Diocese em particular. (...) Levemos nossos navios mar adentro, com o poderoso sopro do Espírito Santo, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (D Ap 551).
Pe. João Pedro Stawicki SAC

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Seminário de formação da União do Apostolado Católico

O Centro Internacional de Formação Palotina “Cenáculo”, na Via Ferrari – Roma, durante o verão de 2009, recebeu um número significativo de membros da família de São Vicente Pallotti. Os encontros aconteceram em conformidade com a vida e o apostolado de cada um. A decisão de promover maior aprofundamento no conhecimento da União do Apostolado Católico, àqueles que buscam empenhar-se com mais afinco nos trabalhos apostólicos, tinha como primeiro destinatário, os membros da Sociedade do Apostolado Católico do mundo inteiro e as Irmãs Palotinas Romanas e Missionárias que moram e trabalham em Roma. A coordenação foi confiada aos membros do Secretariado Geral da UAC, a saber: Ir. Bernadetta Turecka, Ir. Salete Cargnin, Sra. Rosa Calucci, e os Padres Francesco Todisco e Derry Murphy, que foram os responsáveis pela elaboração e animação do Seminário.

O Seminário aconteceu na noite de vinte e cinco de agosto até a manhã do dia três de setembro. Participaram dezesseis membros vindos do Brasil, Alemanha, Índia, Irlanda, Nigéria, Filipinas, Polônia, Ruanda, Eslováquia e Ucrânia, que se uniram aos provenientes da Itália, formando assim um grupo de mais de vinte pessoas. O Reitor Local, Pe. Nicola Gallucci, SAC, e a Comunidade da Via Ferrari acolheram calorosamente a todos, e os trabalhos foram iniciados em clima de verdadeira família. Todos se sentiram em casa.A primeira manhã foi dedicada à partilha das experiências pessoais da UAC, como também, das aspirações, esperanças e incertezas. Isso foi muito construtivo, porque orientou os membros do Secretariado sobre como tratar o tema.

Foram várias as apresentações da UAC. Algumas eram de caráter informativo, sobre o carisma que São Vicente Pallotti recebeu no dia 9 de janeiro de 1835; outro traçou a história da UAC até outubro de 2003; Pe. Hubert Socha ajudou na compreensão da “Associação Pública Internacional dos Fiéis” na Igreja. Foi estudado, também, sobre os aspectos da vida da União, o Estatuto Geral e o seu papel, a sua importância nos membros e na própria Associação e a formação espiritual para a vida, para o empenho e para a cooperação no centro da própria União.

Algumas exposições foram muito práticas, explorando a natureza e a realidade dos Conselhos de Coordenação locais e nacionais e o programa de formação como é vivido pelos membros do CdCN italiano.

Outras exposições foram sobre aspectos espirituais e apostólicos centrais da vida da União, como o “Apelo de Maio” e os aspectos concretos que exprimem a vitalidade da missão de “reavivar a fé e reacender a caridade” na Igreja e no mundo de hoje. Alguns participantes partilharam como vivem essa missão na família, no apostolado com os jovens, no crescimento da fé, na animação e no apoio às missões ad gentes. Ficaria incompleto o nosso Seminário sobre a UAC, se faltasse uma meditação especial sobre o papel central de Maira no Cenáculo, para nutrir o nosso espírito e a nossa energia apostólica.

Os três Superiores Gerais, Pe. Friedrich Kretz e as Irmãs Serena Cambiaghi e Stella Holiz, estiveram presentes no dia 1º de setembro, refletindo juntos sobre o papel e a missão das três Comunidades de fundação na UAC, e as suas considerações reforçaram o papel da pessoa consagrada na União. Pe. Socha SAC, assessor jurídico da UAC, teve uma participação muito valiosa no Seminário, partilhando suas intuições, seus estudos, o seu próprio conhecimento e sua experiência; encorajando a todos a continuarem dando expressão aos elementos essenciais do carisma.

Na tarde de sexta-feira, 28 de agosto, tivemos a alegria da presença do Bispo D. Miguel Angel Delgado, responsável pelo Pontifício Conselho para os Leigos. Ele acompanhou a família palotina no caminho de discernimento e no diálogo com o Pontifício Conselho, e expressou sua grandíssima admiração pessoal por São Vicente Pallotti e por sua herança espiritual sacerdotal muito sólida. Nesta ocasião, D. Delgado, dialogando animadamente com os participantes, falou sobre o papel do Estatuto Geral na vida da UAC e sobre seus desafios na Igreja de hoje.

Foi uma bênção poder participar duas vezes da Eucaristia, na quarta-feira, no Centro Espiritual da UAC e na Igreja de San Salvatore in Onda. Em ambas as ocasiões, participaram conosco as Comunidades Locais da Casa Generalícia e da família palotina de outras localidades de Roma.

Na sexta-feira, dia 28 de agosto, celebramos a Eucaristia na Basílica de São Pedro, na Capela Irlandesa, nas criptas vaticanas, e, em seguida, fomos rezar diante do túmulo de João Paulo II.

No domingo, dia 30 de agosto, fomos acolhidos pelas Irmãs da Pia Casa de Caridade, fundada por São Vicente Pallotti em 1838. Celebramos juntos a Eucaristia e depois fomos conhecer as dependências da casa. Aproveitando a vizinhança da Pia Casa, seguimos os passos de São Vicente Pallotti, visitando alguns locais associados ao seu apostolado. Uma iniciativa não pouco corajosa, devido ao intenso calor de fim de agosto de Roma, ao meio-dia.

Para concluir, podemos dizer que os participantes gostaram muito desta oportunidade de poder entrar no espírito da UAC, com participação generosa, coração aberto e muita animação no Seminário. Na verdade, todas as expressões romanas da União e arredores, vieram à Via Ferrari para a partilha, respondendo ao que diz o Estatuto Geral: “A União do Apostolado Católico, dom do Espírito Santo, é uma comunhão de fiéis que, segundo o carisma de São Vicente Pallotti, promovem a corresponsabilidade de todos os batizados... (Est. Geral, n.1) ... é constituída de fiéis de qualquer estado e vocação (Est. Geral, n. 8) ... em comunhão com Maria, Rainha dos Apóstolos, empenham-se em preparar o caminho para Cristo no coração dos homens” (Est. Geral, n. 17).

Os membros do Secretariado Geral avaliaram o encontro e reafirmaram o seu convencimento de que o ponto central da União é o chamado a cooperar com a graça de Deus, com a missão da Igreja e entre si. Um dos comentários sobre o Estatuto Geral, intitulado: “Juntos, e um para o outro”, confirma que tal chamado é para a União a característica e o caminho a ser seguido, e a nossa experiência confirma isto.
Pe. Derry Murphy SAC
Roma