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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MARIA EM SÃO VICENTE PALLOTTI


Maria ocupou um lugar todo especial em vida de São Vicente Pallotti, em seu ministério sacerdotal e também na sua fundação. Foi mariano como cristão, como presbítero e como fundador. Um seguidor de Pallotti será, pois, também uma pessoa mariana. O mariano faz parte da sua identidade.
A família de Pallotti rezava todos os dias o terço e também celebrava as festas de Maria com orações especiais e até jejuns. Todos os dias os pais levavam os filhos a visitar uma igreja e a rezar diante do Santíssimo Sacramento e de uma imagem de Maria. Vicente era o seu mais disposto e assíduo acompanhante.  Compreende-se assim o grande amor que Pallotti teve à Eucaristia e também a Maria. Quando, em casa, a mãe convidava os filhos a rezarem diante da imagem de Maria, Vicente era o primeiro e, bem pequeno ainda, gostava de olhar para Maria e ter-lhe-ia pedido a graça de ser verdadeiramente bom.
Este ambiente mariano familiar, a terna devoção mariana dos pais, a maneira como eles falavam de Maria, rezavam a Maria e celebravam as festas de Maria instilaram na mente e no coração de Vicente uma grande admiração e amor a Maria. Através das atitudes e dos gestos dos seus pais Vicente aprendeu a conhecer e a amar Maria, a dirigir-se a ela com confiança filial e a valer-se da sua materna intercessão.
Também o ambiente eclesial de Roma tinha um caráter mariano. Além de Maria ocupar um lugar especial na religiosidade do povo italiano, a cidade de Roma estava cheia de igrejas e de altares marianos e as muitas festas marianas eram celebradas com brilho e devoção. As próprias ruas e ruelas de Roma estavam pontilhadas de quadros e imagens de Maria, visíveis ainda hoje. Diante deles os romanos acendiam velas, colocavam flores e rezavam. Todo este rico ambiente sinalizado por Maria teve uma notável influência no desabrochar da piedade e da vida mariana de Pallotti.
Também o ambiente da escola primária, secundária e superior favoreceu o desabrochar do espírito e da devoção mariana de Vicente Pallotti.  Ele teve bons profesores e educadores que, além de abrir-lhe os sentidos e a inteligência, o estimularam também a uma vida cristã. Muitos dos seus professores eram religiosos e sacerdotes.
Nos primeiros anos de escola primária, que estava perto de sua casa, encontrou bons mestres que o convidaram a fazer parte da Congregação Mariana, que se reunia aos domingos e dias festivos na igreja de Nossa Senhora das Lágrimas, no bairro judeu, e tinha momentos de reflexão, de oração e de lazer. 
Quando Vicente começou os estudos ginasiais na escola de São Pantaleão, dirigida pela Congregação das Escolas Pias, fundada por São José de Calasanz para a educação da juventude, participava também das reuniões da Congregação Mariana da escola, sem contudo desligar-se da de nossa Senhora das Lágrimas. Nas reuniões os congregados rezavam o terço e o ofício da Virgem Maria, ouviam conferências marianas e participavam das celebrações eucarísticas.
Em 1807, quando tinha 12 anos, Vicente deixou a escola de São Pantaleão e continuou os estudos ginasiais no Colégio Romano. No Colégio Romano estava também a sede das Congregações Marianas. Vicente participava dos encontros e as reuniões da Congregação Mariana e crescia sua admiração pelos santos do Colégio Romano, em especial por Luiz Gonzaga e João Berchmans cujos quartos se conservam no Colégio Romano e seus corpos se veneram na igreja de Santo Inácio, a igreja do Colégio.
Valendo-nos das suas anotações espirituais, podemos entrever sua relação com Maria e sentir algo do que Maria era para ele e do que ele queria ser para Maria e fazer por ela.
Ele começou a fazer suas anotações espirituais, quando se estava preparando para receber a ordem do subdiaconado. Com incontido entusiasmo juvenil fala de Deus e do seu amor misericordioso para com ele e para com todas as criaturas. Fala de Jesus Cristo, que considera o esposo amadíssimo de sua alma, e fala também bastante de forma superlativa de Maria. As suas anotações não são em forma continuada, mas descontínuas e esporádicas, razão por que é difícil seguir o crescimento gradual da sua devoção e do seu amor a Maria.
Pallotti vê Maria sob muitos ângulos razão por que lhe dá muitos e variados títulos. Mas parece que, desde o início, três títulos se destacam em sua vida e ministério: Maria como Mãe, como Mestra e como Advogada. Eles parecem ser os mais fundamentais e importantes para todo filho e, além disso, estão intimamente relacionados entre si. A mãe não só gesta e dá à luz a vida, mas a alimenta, a protege e a defende. É também a mãe que mais se empenha para que a vida alcance a sua plenitude. Ela é a mãe da vida, a educadora da vida e também a advogada da vida.
Através de Maria, com Maria e com todas as criaturas queria receber a abundância e a plenitude do Espírito Santo, razão por que desejava permanecer sempre espiritualmente no Cenáculo de Jerusalém com Maria, com Jesus e com todas as criaturas à espera do Espírito Santo.
Para honrar Maria Vicente se propôs, nas sextas-feiras, jejuar e rezar o terço em honra da Mãe dolorosa, e, aos sábados, rezar o ofício de nossa Senhora.
Pe. João Batista Quaini

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ansiosa espera do Espírito Santo no Cenáculo da Liturgia

A Espiritualidade palotina  se prepara para um grande momento que é o dia de Pentecostes. Sim! Pois a descida do Espírito Santo sob Apóstolos e discípulos junto com sua Rainha, a Virgem Maria, foi o motivo da inspiração do carisma do Nosso Pai Fundador São Vicente Pallotti; este desejo de Pallotti de estar sempre na postura daqueles homens e mulheres que oravam juntos e assim foram surpreendidos por um  maravilhoso momento  que foi a presença ardorosa do poder do Espírito Santo.
Pois, o Paráclito prometido pelo Pai é que impele a cada batizado a querer levar a boa Nova da Ressurreição a todos os povos. Não é de se estranhar que aqueles que estavam reunidos no Cenáculo receberam diferentes línguas de fogo a fim de mostrá-los que a sua missão é de difundir a Palavra de Deus aos quatro cantos da Terra! E assim, é que se confirma aquele nosso clássico e suave refrão quando cantamos: “Enviai o Vosso Espírito Senhor / e da Terra toda a Face renovai!!” 
E nós, palotinos estamos juntos também com os demais fiéis esperando (no Cenáculo da Liturgia) o auxílio divino do nosso Defensor com o qual busca a nossa colaboração em cooperar por meios de nossos dons e talentos que Ele mesmo nos deu um dia (no Batismo) e agora neste Tempo forte do Pentecostes (que atuará aquele grande Dia), procura despertar tais dons a fim de reanimar o nosso espírito apostólico na difusão do Reino dos céus.
AIDG
Pe. Juliano Guilherme SAC

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Apóstolos Hoje


São Vicente Pallotti – “Deus Amor Infinito”

Meditação XI

Da obrigação que temos de nos aperfeiçoar meritoriamente a nós mesmos, enquanto nossa alma é viva imagem do eterno Pai

Oração inicial: Deus, nosso Pai e Protetor, verdadeira realidade da vida humana, te agradecemos pelo dom do teu servo, São Vicente Pallotti que, na sua grande fé, nos revelou o teu infinito amor. Ao passar pelas “tempestades” deste mundo, dá-nos a tua sabedoria para reconhecer a tua presença amorosa em cada aspecto da vida. Guia-nos Tu no partilhar com os outros a tua misericórdia infinita e o teu amor infinito, e dá-nos o dom de sermos verdadeiros e corajosos testemunhas do teu amor para com todos aqueles que te procuram com coração sincero. Isto te pedimos por Cristo, nosso Salvador. Amém.

Deus é pura santidade – Na sua meditação sobre Deus, Amor Infinito, Vicente Pallotti revela um grande desejo de perfeição para que a sua própria alma seja digna imagem de Deus. Ele deseja e quer viver uma vida de santidade, livre do pecado e de toda impureza. Em Isaías, lemos que Deus, o Santo, manifesta a sua santidade mediante a justiça (Is 5, 6); e no livro do Levítico, Deus mesmo revela ao povo de Israel a sua santidade e lhes assegura santidade porque Ele é santo: “Eu sou o teu Senhor, o teu Deus. Sejam santos, porque eu sou santo” (Lev. 11, 44).

A santidade é uma qualidade divina que Deus partilha conosco. Todavia, na prática parece que para sermos santos, necessitamos lutar para vivermos concretamente a perfeição ou, ao menos, ter a intenção de viver de acordo com os valores espirituais: “Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha, e siga-me” (Mt 19, 21). São Vicente Pallotti, na sua meditação, afirma que se cada minuto da nossa vida é enraizado no Senhor, seremos então em condições de aperfeiçoar a nossa alma como imagem viva de Deus. Assim escrevia: “Estarei totalmente  atento em meditar e contemplar a minha alma, tua viva imagem, e a Ti mesmo, meu Deus, na tua essência e nos teus infinitos atributos. Deste modo poderei imitar-Te, eterno divino Pai, na contemplação eterna do Teu divino ser”.

A nossa incapacidade em olhar para nossa alma e contemplar nela a presença de Deus, nos leva a não tirar proveito do teu amor infinito e da tua misericórdia infinita.

A nossa alma, viva imagem do eterno Pai

Pela fé, São Vicente Pallotti, recorda que a alma foi criada a imagem de Deus. Como lemos no Gênesis, ele mesmo nos escolheu para sermos à sua imagem: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gen 1, 26). Disto, decorre para Pallotti, uma natural obrigação para nós, cujas raízes foram colocadas por Deus mesmo - de olhar e contemplar seja a nossa alma seja o seu Criador. Aquilo que se torna único na meditação de São Vicente sobre o ser imagem divina é, portanto, propriamente o ir além, além da imagem natural: verdadeira imagem de Deus é a alma do homem; e ser à sua imagem e semelhança quer dizer participar da sua natureza divina em virtude da graça.

Como imagem de Deus, nos assemelhamos a Ele, e isto “carrega” consigo a partilha de algumas características comuns. Por exemplo, quando dizemos que uma criança é parecida com seus pais, queremos dizer que algumas características que vemos – como o falar e o agir – são reconhecidas na criança. Quando Pedro negou de ser discípulo de Jesus, um dos guardas viu nele a semelhança dele com Jesus: “Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer”(Mt. 26, 73). O nosso comportamento, o nosso modo de ser e de agir como indivíduos ou como comunidade, e até a maneira de pronunciar as palavras serão então o carimbo, a marca da nossa semelhança com Deus – isto revela o quanto somos a sua verdadeira imagem. Tornar-se pessoa de verdadeira imagem e semelhança com Deus é “tarefa”, uma missão que pressupõe o nosso empenho e a nossa colaboração.

São Vicente disse: “Ninguém saberá aproveitar da preciosidade de um objeto se não conhece a sua natureza e o valor do qual poderá tirar proveito para si mesmo e para os outros”. Devemos nos esforçar para alimentar em nós aquela imagem que é a revelação do amor perfeito de Deus em nós. Um dos maiores atributos de Deus é que ele é perfeito. Se entendemos ser testemunhas da verdadeira imagem de Deus, devemos nos esforçar para crescermos na perfeição. Jesus, ao chamar a atenção dos discípulos, os convida para serem perfeitos como é perfeito o Pai celeste: “Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está nos céus” (Mt 5, 48). E sobre a obrigação de se tornar perfeito, São Vicente afirma: “Aproveito do dom do livre arbítrio para aperfeiçoar a minha alma com atos dignos da vida eterna porque eu sou uma imagem viva do eterno Pai” (IAI, XI).   

Um outro grande atributo divino é que Deus é Amor. Para ser imagem de Deus, então temos que ser uma encarnação do amor infinito de Deus, como São Paulo escreveu: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rom 5,5).

Comunidade de amor, perfeita imagem de Deus

Amar o próximo e amar a Deus é a única maneira para tornar viva a imagem de Deus em nós. Na sua décima primeira meditação sobre Deus, Amor Infinito, São Vicente Pallotti expressa de muitas maneiras como o amor infinito de Deus está dentro e bem enraizado na alma do homem: “Tenho consciência, eterno Pai divino, que  criando-me a tua imagem e semelhança, me destes para viver uma vida segundo a natureza da minha alma”. Como comunidade ou como indivíduos, seguindo o exemplo de São Vicente, somos portanto, impulsionados pelo Amor de Deus à contemplação de nossa alma e de Deus mesmo.

É morrendo a nós mesmos e assumindo os nossos compromissos e o nosso apostolado de seguir a Jesus que nos tornamos sempre mais e mais à imagem de Deus. Morrer para si mesmo e viver para os outros é o caminho proposto por Jesus. Deus é amor e é por este motivo que somos “obrigados” a praticar o amor para com o outro em nossa comunidade.

O nosso apostolado é compartilhado com as outras pessoas. Reside na compreensão de que eu sou a imagem de Deus e que somos chamados a sermos perfeitos como o Pai do Céu, esta é a razão fundamental para assistir e tratar o outro como a verdadeira imagem de Deus, “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

O Concílio Vaticano II define a Igreja como Corpo de Cristo, em outras palavras, podemos dizer que a Igreja é a imagem santa de Deus enquanto é composta por membros que são criados à imagem e semelhança d'Ele. E porque o Amor de Deus é infinito, a nossa comunidade se torna uma comunidade de amor infinito. Queridos irmãos e irmãs, em um mundo destruído e sem segurança, sofrido e com falta de esperança, as pessoas olham para a nossa comunidade para encontrar o amor, a esperança e a caridade. Em seu desejo de viver dignamente o ser criado a imagem perfeita de Deus, São Vicente disse: “Tu, meu Deus, me obrigas a parar e olhar para a minha alma e olhar para Ti, minha imagem viva”. Se, como comunidade, desenvolvermos esta prática contemplativa de olhar para as nossas almas e a Deus, imagem viva, nos assemelharemos ao corpo de Cristo e nos tornaremos perfeitos como Deus é perfeito. 

Oração: Deus de infinita misericórdia e amor infinito, faze que cada respiro meu, cada passo meu, cada movimento seja guiado pelo teu Amor encarnado, para estar  assim sempre mais atento às necessidades daqueles que estão próximos. Oh! Pai amado, dá-me sabedoria para perseverar no apostolado trabalhando pela salvação das almas; dá-me a alegria de tornar-me participante da fonte do teu amor infinito para aqueles que vivem na dor e no sofrimento. Amém.

E, com as palavras do Salmista, rezemos o Salmo 111:

Louvarei o Senhor de todo o coração,

na assembléia dos justos e em seu conselho.

 

Grandes são as obras do Senhor,

dignas de admiração de todos os que as amam.

 

Sua obra é toda ela majestade e magnificência.

E eterna a sua justiça.

 

Memoráveis são suas obras maravilhosas;

o Senhor é clemente e misericordioso.

 

Aos que o temem deu-lhes o sustento;

lembrar-se-á eternamente da sua aliança.

 

As obras de suas mãos são verdade e justiça,

imutáveis os seus preceitos,

Irrevogáveis pelos séculos eternos,

instituídos com justiça e eqüidade.

 

O temor do Senhor é o começo da sabedoria;

sábios são aqueles que o adoram.

Sua glória subsiste eternamente.

sábado, 17 de julho de 2010

Encontro dos párocos Palotinos

Pela terceira vez no Centro de Formação “Cenáculo” em Roma aconteceu o “Encontro dos párocos Palotinos”. Quinze párocos representaram os Palotinos que trabalham na Índia (1), Brasil (4), Polônia (2), Ucrânia (1), Estados Unidos (2), Eslováquia (1), Alemanha (1), Áustria (1), Venezuela (1) e Camarões (1). Essa lista representa só alguns países onde nossos irmãos Palotinos prestam serviço de evangelizar. O Encontro foi conduzido pelo Pe. Zenon Hanas SAC e Pe. Piotr Banach SAC membros do Secretariado Geral para o Apostolado e acompanhado pelo Pe. Stanislaw Stawicki SAC.
Durante o encontro os párocos compartilharam a experiência pastoral de seu contexto cultural, procurando elementos comuns que caracterizam o trabalho da paróquia "estilo Palotino”, essas experiências práticas foram comparadas com a visão da Igreja em obras de São Vicente Pallotti. Em várias apresentações houve alguns elementos em comum: a abertura e hospitalidade em todas as paróquias, a sensibilidade aos sinais e necessidades dos tempos, criatividade na procura de novas iniciativas de pastoral em colaboração com todos os membros da Igreja e a participação de toda a vida da paróquia. Estas características estão presentes em ambas as reflexões dos participantes sobre a prática do ministério paroquial e em discursos dos peritos da espiritualidade Palotina. Os padres também participaram da audiência com o Papa Bento XVI, visitaram os lugares palotinos de Roma como Pia Casa de Caridade, a Igreja da SS. Salvatore em Onda, a Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos e da Congregação para a Evangelização dos Povos.
Todos os participantes, que trabalham principalmente em igrejas locais, têm enfatizado a atmosfera fraterna, da universalidade e da internacionalidade do mundo da família Palotina. As diferentes linguagens utilizadas - Inglês, Polonês e Português - se por um lado, um grande desafio, mas por outro lado, um enriquecimento para todos. Todos notaram a utilidade e riqueza de tais reuniões, e espera que continue.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ENCONTRO DE FORMAÇÃO PARA OS SACERDOTES PALOTINOS

Por ocasião da conclusão do Ano Sacerdotal

No dia 15 de junho, foi concluído o primeiro curso se verão da formação permanente no “Cenáculo” da Via Ferrari – Roma. O encontro foi organizado pelo Secretariado Geral para a Formação (dias 07 a 15 de junho de 2010), por ocasião do encerramento do Ano Sacerdotal.

Dezessete confrades, provenientes de oito países, participaram do encontro, a saber: Brasil, Polônia, Ruanda, Camarões, Índia, Alemanha, Estados Unidos e França. A tradução foi simultânea do italiano para quatro outras línguas oficiais da Sociedade (inglês, alemão, polonês e português).

Sete confrades palotinos apresentaram diversos aspectos da atividade e da espiritualidade sacerdotal palotina: “A vida Sacerdotal em Roma no tempo de Pallotti” (Pe. Franco Todisco). “O empenho pastoral de Pallotti na cidade de Roma” (Pe. Jan Kupka). “O presbítero palotino e a sua missão hoje” (Pe. Fritz Kretz). “O papel dos sacerdotes e dos Irmãos da Sociedade do Apostolado Católico na União do Apostolado Católico” (Pe. Derry Murphy). “A cooperação entre sacerdotes, as pessoas consagradas e os fiéis leigos, segundo a visão de Pallotti” (Pe. Stanislao Stawicki). “A formação permanente na vida sacerdotal: itinerário e meios para um crescimento permanente segundo a Ratio Institutionis da SAC” (Pe. Jacob Nampudakam). “Os diversos caminhos de santidade sob as pegadas de São Vicente Pallotti” (Pe. Jan Koricki).

Do dia 9 ao dia 11 de junho, todos seguiram o programa do Encontro Internacional dos Sacerdotes: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. O evento foi promovido pela Congregação para o Clero. De fato, o encontro de formação teve dois momentos principais:

1-      Do dia 9 ao dia 11 de junho: participação dos eventos programados pela Congregação para o Clero, na Basílica de São Paulo, São João do Latrão e de São Pedro;

2-      Nos outros dias: “momentos palotinos” com conferências, partilhas, celebrações litúrgicas e visitas em alguns lugares frequentados pelo fundador em Roma e fora de Roma: Via Del Pellegrino, Santo Espírito dos Napolitanos, São Salvador in Onda, Sapienza, Pia Casa, Colégio Irlandês, Trindade dos Montes, Propagação da Fé, São Silvestre in Capite, Frascati, Camaldoli e Grottaferrata.

Uma experiência marcante foi a vigília da noite do dia 10 de junho, na Praça São Pedro, na qual o Papa respondeu cinco perguntas feitas por sacerdotes dos cinco continentes. “Santidade, [...], Por vezes, a teologia não parece ter Deus no centro e Jesus Cristo como primeiro “lugar teológico”, mas tem, ao contrário, os gostos e as tendências difundidas. Como podemos permanecer orientados na nossa vida e no nosso ministério? [...]. Sentimo-nos “descentrados”! – disse um jovem sacerdote africano, Mathias Agnero, da Costa do Marfim.

Respondendo a esta pergunta, o Santo padre dirigiu-se, entre outros, aos seminaristas: “Certamente isto é muito importante para a formação teológica, e gostaria de dizer aos seminaristas: No nosso tempo, devemos conhecer bem a Sagrada Escritura, para enfrentarmos os ataques das seitas. Devemos ser, realmente, amigos da Palavra. Devemos conhecer as correntes do nosso tempo para podermos responder racionalmente, para podermos dar, como diz São Pedro, ‘razões à nossa fé’. A formação é muito importante”.

A missa conclusiva com o Santo Padre, no dia 11 de junho, foi uma celebração com o maior número de concelebrantes, jamais visto em Roma: cerca de quinze mil sacerdotes.

O chamado a uma maior fidelidade à vida sacerdotal na Igreja, segundo o carisma do nosso Santo Fundador, Vicente Pallotti, foi a mensagem principal do encontro de formação para os sacerdotes palotinos, que foi oficialmente concluído no dia 15 de junho, com uma solene Eucaristia na Igreja São Salvador in Onda, presidida pelo Reitor Geral, Pe. Friedrich Kretz.

Entre os escritos de São Vicente Pallotti, existe um que se chama “Regras e Método de observar-se inviolavelmente em todos os Congressos ou Consultas presentes e futuros da Pia Sociedade do Apostolado Católico” (OO CC I, p. 121/122). Pe. Vicente nos fala dos diversos encontros, e nos faz uma observação muito pertinente: “Muitos são os Congressos que se fazem para as obras pias, mas pouquíssimos, em proporção, são aqueles que produzem os efeitos para os quais se fazem. Se procurarmos as razões disto, convém dizer que, facilmente, falta neles a caridade”. Pallotti chama a experiência de todos estes Congressos feitos sem a caridade de: “funesta”, isto é, fatal! Esperamos que a nossa experiência não tenha sido funesta.

Pe. Stanislao Stawicki, SAC

Roma – Via Giuseppe Ferrari

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Primeiro curso de verão sobre a Espiritualidade Palotina

O Cenáculo de Via Ferrari concluiu os cinco primeiros cursos de verão sobre a espiritualidade palotina. Estes cursos fazem parte da nossa formação, que, segundo nosso santo Fundador, é “por si mesmo permanente”. De fato, o projeto formativo de Pallotti se exprime nos seguintes termos: “avançar sempre mais”; “crescer sempre na santidade evangélica”; “não voltar atrás e viver sempre mais na perfeita imitação da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo”. O programa deste ano foi muito rico, diversificado e intenso. Cerca de cem palotinos, provenientes de uns vinte países, participaram ativamente dos encontros.

Os cursos foram organizados por três secretariados: O Secretariado Geral para a Formação ficou encarregado pelo curso de espiritualidade e o encontro dos irmãos; o Secretariado Geral para o Apostolado coordenou também dois encontros: sobre os meios de comunicação social e dos párocos; o Secretariado Geral da UAC ficou responsável pela organização do encontro para os animadores da UAC.

Estes programas de formação permanente, apesar do tempo, as energias e o dinheiro gastos, foram de grande valia para que tomemos mais consciência sobre o nosso fundador e sua espiritualidade. De fato, é importante para nós termos uma visão universal da Família Palotina e um sentido mais claro e forte da nossa identidade como palotinos. Apenas lamentamos que, as assim chamadas “províncias mais antigas”, tiveram pouca participação.A respeito do primeiro Curso de Espiritualidade Palotina, que abriu as portas do “Cenáculo de Via Ferrari”, dos dias 01 a 10 de julho de 2009, participaram quatorze palotinos (a previsão era de dezoito participantes), de oito países: Austrália, Brasil, Polônia, Ruanda, Quênia, Camarões, Índia e Ucrânia. Tínhamos um moderador e quatro intérpretes, são eles: Nampudakam, Murphy, Malkiewicz, Dallazen e Stawicki. Onze relatórios, palotinos e palotinas, homens e mulheres, consagrados e leigos (Capretti, Turecka, Acerbi, Kupka, todisco, Hanas, Celona, Murphy, Nampudakam, Montaldo e Stawicki), apresentaram doze diversos aspectos da espiritualidade palotina.

O grupo, com muito entusiasmo e curiosidade, percorreu os passos de São Vicente Pallotti (Via del Pellegrino, Santo Espírito dos Napolitanos, São Pantaleão, São Salvador in Onda, Sapienza, Igreja Nova, Santo Espírito in Sassia, Ponte Rotto, Regina Coeli, Pia Casa, Colégio Irlandês, Propaganda Fide, São Silvestre in Capite), celebrações litúrgicas ricas de significados. Foi dedicado dois dias também para formação sobre a União, juntamente com um grupo de cerca de vinte irmãs Romanas e Missionárias, que estavam também em Roma fazendo curso de formação permanente.
O Pe. Geral, Friedrich Kretz, na homilia, durante a celebração eucarística de encerramento na Igreja São Salvador in Onda, salientou que devemos mergulhar no mais profundo rio da espiritualidade de Pallotti, para podermos conhecê-lo e amá-lo o mais intensamente possível. Não podemos permanecer como meros espectadores deste tão maravilhoso carisma.

No dia 8 de julho, quarta-feira, todos participaram de uma audiência Geral com o Papa Bento XVI, na qual apresentou a sua nova encíclica social Caritas in Veritate. O Bispo D. Gianpaolo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho Justiça e Paz, resumiu-a com a seguinte frase: “O receber precede o fazer”. Os participantes do curso de espiritualidade palotina também receberam muito nos primeiros dias de julho, na Via Ferrari. Esperamos que o “receber” deles, neste curso, tenha ajudado a um fazer mais frutuoso em suas comunidades. Assim diz São Vicente Pallotti: “De fato, são feitos muitos congressos em favor das obras pias, mas pouquíssimos são aqueles que colocam em prática” (OOCC I, 121-122). A observação do Fundador provoca um questionamento: o Curso sobre a espiritualidade palotina produziu os efeitos para o qual foi feito?
Pe. Stanislaw Stawicki, sac
Roma, Via Giuseppe Ferrari