quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora


O dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi celebrado com muita festividade também em Novo Airão. A Arquidiocese de Manaus tem como padroeira Maria Imaculada e por isso em toda a região amazônica esse dia é feriado, dedicado à oração em honra da Mãe de Deus e nossa Mãe.
Na parte da manhã, como já é costume há muitos anos, Pe. José Maslanka SAC celebrou a primeira comunhão das crianças que terminaram os dois anos de catequese. Com muita alegria e orgulho a crianças pela primeira vez plenamente participaram da Eucaristia.
Terminando o dia, da igreja de santo Ângelo, saiu a procissão com a imagem da Imaculada Conceição. Muitas pessoas, participando da procissão, mostraram seu amor por nossa Mãe que intercede à Deus por nós.
Depois da procissão Pe. Artur Karbowy SAC celebrou a missa solene lembrando que o dogma da imaculada Conceição, isto é, Maria concebida sem pecado, é luz que ilumina nossa origem e nosso destino: de onde viemos? Para onde vamos? A condição excelsa de Maria, Imaculada e Santíssima, nos enche da esperança do que a graça de Deus, redentora e salvadora, pode fazer em nós, apesar de nossas próprias fraquezas e limitações humanas.
Durante missa teve também uma grande novidade para toda comunidade. Dois meses atrás chegaram na paróquia em Novo Airão as Irmãs de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castros conhecidas como “Irmãs Azuis”.
Dia de 8 de dezembro é dia da fundação da congregação e neste dia elas renovam a sua consagração à Deus. Então, hoje pela primeira vez a comunidade em Novo Airão puderam ver o ato de renovação da consagração à Deus, prometendo viver na castidade, pobreza, obediência e salvar o próximo. Queremos que esta solenidade nos ajude a ver Nossa Senhora no cumprimento de sua missão na história da salvação. Somos convidados, com Maria, a preparar o caminho para a vinda do Senhor.
Na paróquia de São Sebastião de Itaipu, Niterói, o dia da Imaculada Conceição também foi muito participativo e festejado.
Na capela que tem como padroeira, a Imaculada Conceição, a festa começou no Sábado, com o inicio do Natal Internacional. Antes da missa sairia a procissão, mas infelizmente não pode ser realizada porque chovia. Então, todos paroquianos com grande devoção rezaram o terço e cantaram cânticos marianos preparando o espírito para a Santa Missa.
Ás 20h começou a missa solene, celebrada pelo Pároco o Pe. Casimiro Pac SAC e pelo vigário paroquial Pe. Akácio Pinto SAC. A missa estava lotada! Foi também celebrado o batismo das crianças da capela, como de costume. Após a celebração, todos ainda puderam se confraternizar desfrutando das barraquinhas e aproveitando o dia de Festa para o encerramento do Natal Internacional.
abaixo link com as fotos

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

XI Natal Internacional da Paróquia de São Sebastião de Itaipu. Niterói- RJ

“Somos uma grande família!!”
Mais um ano chega ao fim, e como já é tradição em nossa paróquia, toda a comunidade se uniu e reuniu para a organização de mais um Natal Internacional. E graças a Deus e a dedicação dos nossos Padres e de todos paroquianos, o evento foi muito bom!!No dia 5 teve inicio ao meio dia. Os artesãos com suas barraquinhas já estavam preparados, as pastorais e movimentos também com suas barraquinhas de alimentos típicos de vários países e regiões do Brasil estavam apostos! Todos bem animados para que tudo acontecesse bem.
Havia lindas artes, e saborosas comidas. Além de muita animação e disposição de todos participantes. As 18h iniciou-se a Santa Missa, celebrada pelo nosso pároco, Pe. Casimiro, e que foi animada com a apresentação do coral.
Logo após a missa o grupo do encontro de adolescentes animaram a festa cantando músicas de louvor a Deus.
No dia 6 a festa começou com a Santa Missa as 8h, que foi celebrada pelo nosso querido Pe. Akácio e continuou dando seguimento na sua programação com muita música e alegria. Durante a tarde, foi colocada uma televisão, onde todos presentes puderam ver o futebol, e independente de qual time torce todos alegres estavam confraternizando.
E terminando a festa, as 19:30 teve a missa de encerramento, onde todos puderam agradecer a Deus por mais um Natal Internacional, que proporcionou muita alegria, confraternização e solidariedade com os alimentos doados. Ao fim da missa, Pe. Casimiro convidou a todos para ainda mais um pouco de festa, e também para a missa de Nossa Senhora da Conceição, dia 8, que fechará a nossa festa paroquial.
O mais importante desta festa foi a colaboração de todos, cada um em sua pastoral e movimento, com seus trabalhos, dedicaram para que a festa fosse um momento de reunião de uma grande família unida em Cristo, que espera que com este tempo do advento o centro de nossas vidas seja sempre Cristo.
Que Ele possa nascer em nossos corações e sejamos sempre uma luz para o próximo, independente de religião, língua, cultura, levando o amor a caridade, o afeto que tantos precisam, para construir um mundo melhor.
abaixo link com as fotos
Camille Santos

sábado, 5 de dezembro de 2009

PREPARAI OS CAMINHOS DO SENHOR

Cada ano, nesta altura do Advento, são-nos apresentados dois modelos que são ajuda para nossa caminhada para o Natal do Senhor. Uma é a Santíssima Virgem Maria, que Deus escolheu e tornou digna de ser morada do Altíssimo, Templo vivo do Espírito Santo, Casa de Ouro, e por isso Porta do Céu. Ela é a Imagem da Igreja renovada a quem o Senhor continua a falar como na primeira leitura de hoje: “Jerusalém, tira as vestes de luto e de aflição; reveste-te para sempre dos adornos da glória que te vem de Deus. Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus, e põe sobre a tua cabeça o diadema da glória do Eterno, porque Deus vai mostrar o teu esplendor a todos os que vivem debaixo do céu. Eis o nome que Deus te dará para sempre: «Paz da Justiça e Glória da Piedade!» (Baruc 5,1-4) Também à Igreja, como a toda alma fiel, o Senhor quer dar um “nome novo”. Na cultura judaica, o nome quer dizer o “ser” de alguém. Para que o Senhor possa dar este nome novo a cada um de nós - «Paz da Justiça e Glória da Piedade!» - é necessário que o Dom da Piedade que já recebemos em nosso Baptismo e de forma mais forte em nossa Crisma encontre espaço em nossa vida. Este Dom desperta em nós um profundo gozo de estar na presença de Deus e de, com isso, chamá-lo “Abba- Pai” (Papá). Com o dom da piedade fluindo em cada um de nós, consequentemente a Justiça que nos vem pela fé se fará também presente. É tanto assim que o Apóstolo São Paulo na sua segunda Carta aos Coríntios não opõe justiça à injustiça, mas justiça à impiedade, pois a primeira injustiça é não dar a Deus a glória que é devida: “Não vos prendais ao mesmo jugo com os infiéis. Que união pode haver entre a justiça e a impiedade ou que há de comum entre a luz e as trevas?” (2 Cor 6,14)

João Batista, como Nossa Senhora, soube ouvir a voz do Senhor. Foi no deserto que esta Voz se fez ouvir, ou seja, na solidão, na oração e no estudo da palavra de Deus. Isso não tem nada de alienação, mas pelo contrário, influencia a sociedade inteira. Por esse motivo o Evangelista Lucas faz questão de situar esse facto em um momento histórico e social muito preciso: “No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilena, sob o pontificado de Anás e Caifás, a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto.” (Lc 3,1-2) O facto de João Baptista ter se retirado no deserto para escutar o Senhor repercutiu misteriosamente na sociedade de seu tempo. E nós, temos tempo para escutar a voz do Senhor que sussurra em nossos corações: “Vós não recebestes um Espírito que vos escravize e volte a encher-vos de medo; mas recebestes um Espírito que faz de vós filhos adoptivos. É por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!” (Rom 8,15) Escreveu São Vicente Pallotti: “Para ensinar-nos a praticar o silêncio, o Verbo Encarnado, Sabedoria Infinita, quis nascer no silêncio profundo de uma noite escura e na solidão de uma estrebaria. Ele manifestou-se aos homens como os recém-nascidos que não falam. Devemos esforçar-nos por imitar o silêncio do Menino Jesus, razão porque devemos dirigir a Deus todas as orações da União e da Sociedade a fim de obter de Deus, para todos, o dom de amar, observar e aproveitar o sagrado silêncio.” (OO CC II, 24-25)

Hoje em dia temos tantos meios de comunicação, não é mesmo? Mas o que não pode acontecer é trocarmos os meios pelos fins. Eles são apenas meios e devem estar a serviço do bem e da verdade.

Para as Células de Evangelização:
Como a João baptista o Senhor nos chama neste Advento ao deserto da oração e ao Baptismo de penitência no sacramento da reconciliação. Um dos exames que precisamos fazer é este: os meios de comunicação tem estado, em nossas vidas, a serviço da verdade e do bem? Tenho conseguido escutar a voz do Senhor que me convida a preparar os seus caminhos? Como fazer para isso?
Pe. Marcelo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

XI Curso de Formação e Vivência Palotina - ISEP

Abriram as inscrições para o XI Curso de Formação e Vivência Palotina do ISEP - INSTITUTO SUL-AMERICANO DE ESTUDOS PALOTINOS.

DATA:De 04-14/01/2010- Início: dia 04 – 14 horas- Término: dia 14, ao meio-dia
LOCAL: Colégio Máximo Palotino - Santa Maria – RS

PARTICIPANTES: Destina-se a jovens leigos ou em período de formação religiosa. Idade: 18 até 25 anos (casos especiais poderão ser estudados).

As INSCRIÇÕES serão preenchidas no local, mas o jovem que queira participar deve enviar seu nome, cidade e e-mail para:
- Pe. Angelo Lôndero-SAC (angelo@pallottism.com.br);ou para:
- Marlon Roza (marlon_civilizacao@hotmail.com), neste e-mail enviar apenas os jovens da Provincia São Paulo Apóstolo para que possamos verificar a possibilidade de custear o valor das inscrições.

INSCRIÇÕES: Enviar o nome, cidade e o e-mail do candidato até o dia 15 de dezembro.

Obs: Caso VOCÊ JOVEM PALOTINO do Brasil tenha dificuldades para quanto ao pagamento da inscrição do ISEP, por gentileza, entrar em contato comigo para que possamos ajudar no seu caso.

Pe. Ângelo Lôndero, SAC - Diretor do ISEP
e
Marlon José Higino da Roza
Comissão Juventude Palotina do Brasil

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MISSÃO CONTINENTAL NO ESTILO PALOTINO

Através deste artigo, queremos dar uma oportunidade de um olhar renovado para o Carisma Palotino e sua atualidade no mundo de hoje e nos desafios da Igreja.

O Documento conclusivo da V Conferência de Aparecida, recordando o mandato do Senhor de “ir e fazer discípulos entre todos os povos,” deseja despertar um grande impulso missionário na Igreja da América Latina e do Caribe. Esta é, sem dúvida alguma, uma das principais conclusões deste grande encontro eclesial. Este impulso missionário pode dividir-se em quatro conseqüências práticas de acordo com o Carisma Palotino:

1. Aproveitar intensamente esta hora de graça através da leitura dos sinais dos tempos.
2. Implorar e viver um novo Pentecostes em todas as comunidades cristãs fazendo delas os Cenáculos a imagem do Cenáculo de Jerusalém de onde nasceu a Igreja.
3. Despertar a vocação e a ação missionária dos batizados para reavivar a fé e reacender a caridade e animar todas as vocações e ministérios que o Espírito dá aos discípulos de Jesus Cristo na comunhão viva da Igreja;
4. Sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para comunicar-lhes e partilhar o dom do encontro com Cristo que plenificou nossas vidas de “sentido”, de verdade e amor, de alegria e de esperança.



O Espírito Santo nos precede neste caminho missionário. Por isso, confiamos que este testemunho da Boa Nova constitui, por sua vez, um impulso de renovação eclesial de transformação da sociedade.

Como Palotinos que fazem parte da União do Apostolado Católico somos impelidos de contribuir com o carisma do nosso Fundador, São Vicente Pallotti, para a realização desta Missão Continental.

O elemento mais característico do Pallotti era uma certa estrutura que poderia ajudar na Missão Continental, um certo tipo de sistemática, que pode ser chamada como a estrutura 12+1 dando a cada um o nome de um dos Apóstolos.

São Vicente escreve em sua obra sobre 13 modos da atividade apostólica, que ele mesmo chama de Procuras (procuradorias). Usando a linguagem de hoje, pode se traduzir de seguinte forma:

1. Espiritual, intelectual e pastoral preparação dos Clérigos para o trabalho pastoral.
2. Direção das missões e retiros populares entre os fieis da Igreja.
3. Empenho pelos trabalhos das Missões ad gentes.
4. Coordenação das obras caritativas para os pobres.
5. Educação e criação das crianças e jovens.
6. Busca dos contatos e colaboração com os outros grupos e movimentos da Igreja.
7. Trabalho pastoral com população rural.
8. Trabalho caritativo e pastoral entre os presos.
9. Ajuda material e espiritual para os doentes, principalmente os terminais.
10. Formação de uma cultura espiritual e moral entre os nobres e outros grupos da sociedade (para isso instituiu o Oitavario da Epifania)
11. Propagação de varias formas da devoção aceitas pela Igreja.
12. Imediata e direta ajuda caritativa para os necessitados (órfãos,jovens dependentes etc.)
13. Coordenação e organização de ajuda para os 12 grupos anteriores.
Podemos constatar que esta visão das 13 procuradorias de Pallotti é uma visão completa, que tenta tocar em todos os níveis, as dimensões e os patamares do trabalho pastoral-missionario numa paróquia, forania, vicariato ou diocese.

Como hoje se adaptaria tais procuradorias para o nosso Brasil?

A. Formar, a imagem do dia de Pentecostes, os Cenáculos, compostos por 13 pessoas, das quais a cada uma caberia uma área diferente de uma das 13 procuradorias.

B. O grupo seria enviado de uma paróquia territorial, dois em dois, para percorrer todas as ruas e recolher todas as informações a respeito de todas as dimensões das 12 procuradorias.

C. Estas informações seriam sistematizadas pelo Coordenador do Cenáculo, que entregaria a cada um dos 12 membros do grupo missionário a lista das necessidades das pessoas visitadas.

D. A partir deste momento, cada uma das dimensões seria tratada pessoalmente por pessoa titular da devida procuradoria de acordo com o seu conteúdo, acompanhando permanentemente os visitados a ela confiados.

E. Finalmente os membros de todos os Cenáculos de uma paróquia, forania, vicariato ou diocese poderiam se encontrar para visualizar a situação da área da missão, estabelecer métodos e metas dos seus trabalhos.
Vamos sonhar com uma adaptação das 13 procuradorias de Pallotti para os Cenáculos da Missão Continental no Brasil:

1. São Pedro: despertar e formar as vocações sacerdotais, consagradas e laicais, promover a formação permanente dos vocacionados.

2. Santo André: missões populares, retiros e encontros.

3. São Tiago Maior: despertar o zelo, pelas missões ad gentes.

4. São João: obras caritativas com os pobres.

5. São Tomé: educação e formação religiosa de crianças e jovens.

6. São Tiago Menor: busca de contato e colaboração com as pastorais, movimentos e grupos da Igreja.

7. São Filipe: ajuda aos imigrantes e emigrantes, vindos do nordeste ou outra região do país ou do estrangeiro.

8. São Bartolomeu: trabalho espiritual e caritativo nas prisões.

9. São Mateus: ajuda espiritual e material aos doentes terminais e idosos.

10. São Simão: promoção da cultura religiosa e moral.

11. São Judas Tadeu: propagação de todas as formas de devoção aceitas pela Igreja.

12. São Matias: ajuda imediata aos dependentes, pessoas de rua, perdidos.

13. São Paulo: coordenação de todos os demais membros das procuradorias

No espírito de serviço, somos todos convidados a nos envolvermos no trabalho missionário, como dizia Pallotti no Apelo ao Povo Romano: "...grandes e pequenos, formados, estudantes, operários, ricos e pobres, padres, leigos, religiosos e seculares, comerciantes e empresários, funcionários, artistas e artesões, comunidades e indivíduos, cada qual no próprio estado, na própria condição, de acordo com os próprios dons, podem dedicar-se...." para que a Missão Continental seja cada vez mais assumida pelas comunidades cristãs do Brasil, dialogando com toda a sociedade. Neste sentido, compreendemos que o ardor missionário e colaboração de todos os carismas darão à Igreja um dinamismo próprio, caracterizado pelo espírito de abertura, universalidade, diálogo ecumênico, itinerância, serviço e radicalidade cristã.

Que a Maria, Rainha dos Apóstolos continue a inspirar nossos Cenáculos e fecundar o Projeto do Brasil na Missão Continental. Impulsionados pelo Espírito, sentimos que este tempo de graça da Missão Continental está aí para ser vivido plenamente. Com a coragem e a alegria, vamos todos à missão: “ficaram cheios do Espírito Santo e anunciaram corajosamente a Palavra de Deus”.

“Esse despertar missionário, na forma de Missão Continental (...) exigirá a decidida colaboração das Conferências Episcopais e de cada Diocese em particular. (...) Levemos nossos navios mar adentro, com o poderoso sopro do Espírito Santo, sem medo das tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas” (D Ap 551).
Pe. João Pedro Stawicki SAC

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre o ministério que os anjos da primeira hierarquia

São Vicente, com a terceira meditação do livro: “Deus, Amor Infinito”, nos leva a refletir sobre o valor e o ministério que os anjos exercitam sobre nosso percurso espiritual. São eles mesmo que nos acompanham ao conhecimento do Amor Infinito.

Deus, Amor Infinito e Misericordioso, quer que nossas almas, já enquanto vivem sobre esta terra, tenham em si, um reino: o reino de Seu Santo Amor.

O amor transmite à alma Deus mesmo. De fato, São João nos repete sempre: “Deus caritas est”: Deus é Amor! Assim, nossa alma não possui um reino nesta terra, mas possui Deus mesmo, que é infinitamente maior do que qualquer grande reino existente. E a alma O possui por meio da graça santificante e já o possui por toda a eternidade, na glória.

Ora, mesmo que uma alma realize apenas um ato de amor, ela já merece o paraíso. A alma que vive no Amor de Deus e em sua graça pode conquistar tantos paraísos multiplicados quanto os pensamentos, as palavras e as boas obras que tenha realizado em todos os momentos e por amor de Deus!
A alma pode conquistar tantos paraísos quanto os bons fins e as retas intenções, quando pensamos, agimos, desejamos. Até mesmo nas coisas mais indiferentes, podemos alcançar estas graças: tudo deve ser realizado por e com o Amor de Deus, deixando de lado o pecado.

Mas porque é assim? Ora, tudo isto acontece porque o paraíso tem diferentes graus de glória, segundo os bons fins pelos quais pensamos, falamos, agimos por amor a Deus.

Para alcançar tal riqueza Infinita, Imensa, Incompreensível, Deus nos concedeu uma ajuda: Espíritos Beatíssimos que formam o Coro dos Serafins. Estes, a cada momento, lançam dardos de amor à nossa alma. E tendo alcançado o Reino do Santo Amor de Deus, para que não o percamos, o Coro dos Querubins nos comunica dons, iluminações e graças necessárias. Esta ação dos Querubins visa que compreendamos sempre que somente Deus pode nos doar o Amor Infinito! Ainda, o Coro dos Tronos nos comunica todas as graças, dons e divinas iluminações que preparam nossa alma a ser Templo do Espírito Santo e Sacrário da Santíssima Trindade. Oh! Não podemos imaginar as tantas invenções criadas por Deus para a saúde de nossas almas! Não podemos compreender a felicidade de uma alma que chega a possuir o reino de Amor Infinito; e invadida pelo amável Deus, não pode não só amá-Lo e ser, assim, verdadeiro Trono de sua Divindade.
É maravilhoso crer que não existe nada mais profundo, mais perfeito que o Amor de Deus. Não existe nada de mais belo do que redescobrir a beleza das pessoas que me estão vizinhas e o encanto de redescobrir-las em Deus: é uma beleza que brota da força do encontro.

E mais: não existe nada mais profundo que redescobrir a verdade de si mesmo. São Vicente dizia: “quem sou eu diante de Deus... nada e pecado!” A consciência daquilo que sou me leva a ter verdadeira necessidade daquelas forças sobrenaturais que me guiam no caminho de perfeição.

Enfim, que nós possamos refletir todas estas invenções criadas por Deus, Amor Infinito! Que nós busquemos a verdadeira felicidade! Que nós nos esforcemos para possuir o Reino do Amor Infinito! Sim, Deus nos ama com um Amor Infinito. Agradeçamos, então, pelo dom dos Anjos que Ele mesmo nos deu!

“Os ANJOS nossos PROTETORES”

A Bíblia afirma que o Senhor colocou seus anjos para custodiar os passos dos homens, para que não tropecem. E ainda, recomenda amar estes seres de luz e pedir-lhes ajuda em nossas necessidades. Pedir-lhes que nos dê uma mão em todas as situações e momentos, já que refletem a vontade do Pai dos Céus e são nossos irmãos. É realmente assim aquilo que cremos e que vemos em todos os testos sacros e em tantas épocas: são tantos os testemunhos da amorosa proteção dos anjos e de suas excepcionais intervenções. A cidade de São Rafael, na França, leva este nome porque o Arcângelo Rafael, amado por toda a população, protege sempre a cidade e, numa situação de peste, improvisamente fez desaparecer a doença. Os habitantes da cidade tinham uma confiança inquebrantável em seu anjo protetor, que por sua vez, dava sempre respostas concretas às orações e pedidos de seus fiéis.

Agora, pergunte-se a si mesmo:
Como é a minha relação com os Anjos?
Qual a importância há, para eu mesmo, meu Anjo da Guarda?
Sabia que São Vicente e tantos outros santos invocavam os anjos para chamar as pessoas e trazê-las para a Igreja?

Oração:
“Ó Meu Deus,
Pai meu infinitamente amável, eterno, soberano de minha alma!
Movido por vosso amor infinito e pela vossa infinita misericórdia, vós estais continuamente ocupado em comunicar-me:
- por meio dos Serafins, as graças para vos amar;
- por meio dos Querubins, as luzes para reconhecer-vos digno de amor infinito;
- por meio dos Tronos, outras graças, para que a minha alma chegue a ser sempre o vosso trono;
De minha parte, ao contrário, tenho amado as criaturas, nelas tenho posto meus olhares, com elas tenho ocupado mente e coração.
Ah, meu Deus, arrependo-me disso! Ajudai-me vós a penitenciar-me sempre de tudo!
Concedei, pela vossa infinita misericórdia, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos méritos e intercessão de Maria Santíssima e de todos os anjos e santos, que, pelo menos, lembre sempre esse vosso amor infinito e essa vossa infinita misericórdia, para que tire deles proveito como desejais vós.”
(cf. Deus, Amor Infinito, med. III)

Seminário de formação da União do Apostolado Católico

O Centro Internacional de Formação Palotina “Cenáculo”, na Via Ferrari – Roma, durante o verão de 2009, recebeu um número significativo de membros da família de São Vicente Pallotti. Os encontros aconteceram em conformidade com a vida e o apostolado de cada um. A decisão de promover maior aprofundamento no conhecimento da União do Apostolado Católico, àqueles que buscam empenhar-se com mais afinco nos trabalhos apostólicos, tinha como primeiro destinatário, os membros da Sociedade do Apostolado Católico do mundo inteiro e as Irmãs Palotinas Romanas e Missionárias que moram e trabalham em Roma. A coordenação foi confiada aos membros do Secretariado Geral da UAC, a saber: Ir. Bernadetta Turecka, Ir. Salete Cargnin, Sra. Rosa Calucci, e os Padres Francesco Todisco e Derry Murphy, que foram os responsáveis pela elaboração e animação do Seminário.

O Seminário aconteceu na noite de vinte e cinco de agosto até a manhã do dia três de setembro. Participaram dezesseis membros vindos do Brasil, Alemanha, Índia, Irlanda, Nigéria, Filipinas, Polônia, Ruanda, Eslováquia e Ucrânia, que se uniram aos provenientes da Itália, formando assim um grupo de mais de vinte pessoas. O Reitor Local, Pe. Nicola Gallucci, SAC, e a Comunidade da Via Ferrari acolheram calorosamente a todos, e os trabalhos foram iniciados em clima de verdadeira família. Todos se sentiram em casa.A primeira manhã foi dedicada à partilha das experiências pessoais da UAC, como também, das aspirações, esperanças e incertezas. Isso foi muito construtivo, porque orientou os membros do Secretariado sobre como tratar o tema.

Foram várias as apresentações da UAC. Algumas eram de caráter informativo, sobre o carisma que São Vicente Pallotti recebeu no dia 9 de janeiro de 1835; outro traçou a história da UAC até outubro de 2003; Pe. Hubert Socha ajudou na compreensão da “Associação Pública Internacional dos Fiéis” na Igreja. Foi estudado, também, sobre os aspectos da vida da União, o Estatuto Geral e o seu papel, a sua importância nos membros e na própria Associação e a formação espiritual para a vida, para o empenho e para a cooperação no centro da própria União.

Algumas exposições foram muito práticas, explorando a natureza e a realidade dos Conselhos de Coordenação locais e nacionais e o programa de formação como é vivido pelos membros do CdCN italiano.

Outras exposições foram sobre aspectos espirituais e apostólicos centrais da vida da União, como o “Apelo de Maio” e os aspectos concretos que exprimem a vitalidade da missão de “reavivar a fé e reacender a caridade” na Igreja e no mundo de hoje. Alguns participantes partilharam como vivem essa missão na família, no apostolado com os jovens, no crescimento da fé, na animação e no apoio às missões ad gentes. Ficaria incompleto o nosso Seminário sobre a UAC, se faltasse uma meditação especial sobre o papel central de Maira no Cenáculo, para nutrir o nosso espírito e a nossa energia apostólica.

Os três Superiores Gerais, Pe. Friedrich Kretz e as Irmãs Serena Cambiaghi e Stella Holiz, estiveram presentes no dia 1º de setembro, refletindo juntos sobre o papel e a missão das três Comunidades de fundação na UAC, e as suas considerações reforçaram o papel da pessoa consagrada na União. Pe. Socha SAC, assessor jurídico da UAC, teve uma participação muito valiosa no Seminário, partilhando suas intuições, seus estudos, o seu próprio conhecimento e sua experiência; encorajando a todos a continuarem dando expressão aos elementos essenciais do carisma.

Na tarde de sexta-feira, 28 de agosto, tivemos a alegria da presença do Bispo D. Miguel Angel Delgado, responsável pelo Pontifício Conselho para os Leigos. Ele acompanhou a família palotina no caminho de discernimento e no diálogo com o Pontifício Conselho, e expressou sua grandíssima admiração pessoal por São Vicente Pallotti e por sua herança espiritual sacerdotal muito sólida. Nesta ocasião, D. Delgado, dialogando animadamente com os participantes, falou sobre o papel do Estatuto Geral na vida da UAC e sobre seus desafios na Igreja de hoje.

Foi uma bênção poder participar duas vezes da Eucaristia, na quarta-feira, no Centro Espiritual da UAC e na Igreja de San Salvatore in Onda. Em ambas as ocasiões, participaram conosco as Comunidades Locais da Casa Generalícia e da família palotina de outras localidades de Roma.

Na sexta-feira, dia 28 de agosto, celebramos a Eucaristia na Basílica de São Pedro, na Capela Irlandesa, nas criptas vaticanas, e, em seguida, fomos rezar diante do túmulo de João Paulo II.

No domingo, dia 30 de agosto, fomos acolhidos pelas Irmãs da Pia Casa de Caridade, fundada por São Vicente Pallotti em 1838. Celebramos juntos a Eucaristia e depois fomos conhecer as dependências da casa. Aproveitando a vizinhança da Pia Casa, seguimos os passos de São Vicente Pallotti, visitando alguns locais associados ao seu apostolado. Uma iniciativa não pouco corajosa, devido ao intenso calor de fim de agosto de Roma, ao meio-dia.

Para concluir, podemos dizer que os participantes gostaram muito desta oportunidade de poder entrar no espírito da UAC, com participação generosa, coração aberto e muita animação no Seminário. Na verdade, todas as expressões romanas da União e arredores, vieram à Via Ferrari para a partilha, respondendo ao que diz o Estatuto Geral: “A União do Apostolado Católico, dom do Espírito Santo, é uma comunhão de fiéis que, segundo o carisma de São Vicente Pallotti, promovem a corresponsabilidade de todos os batizados... (Est. Geral, n.1) ... é constituída de fiéis de qualquer estado e vocação (Est. Geral, n. 8) ... em comunhão com Maria, Rainha dos Apóstolos, empenham-se em preparar o caminho para Cristo no coração dos homens” (Est. Geral, n. 17).

Os membros do Secretariado Geral avaliaram o encontro e reafirmaram o seu convencimento de que o ponto central da União é o chamado a cooperar com a graça de Deus, com a missão da Igreja e entre si. Um dos comentários sobre o Estatuto Geral, intitulado: “Juntos, e um para o outro”, confirma que tal chamado é para a União a característica e o caminho a ser seguido, e a nossa experiência confirma isto.
Pe. Derry Murphy SAC
Roma