domingo, 28 de março de 2010

Festa da Acies

O Dia da solenidade da Anunciação do Senhor na paróquia Santo Ângelo em Novo Airão foi também dia de festa da Acies da Legião de Maria.

Acies é a maior festa anual da Legião de Maria. A Palavra “acies” que se origina do latim, significa um exército em ordem de batalha. Os legionários se reuniram para renovar a sua fidelidade a Maria, Rainha da Legião e para receber a força e as bênçãos para um novo ano de combate contra as forças do mal.


A Celebração começou com oração do terço na frente da imagem da Imaculada Conceição e Vexillum Legionis. Depois começou a santa Missa presidida pelo Pe. Artur Karbowy SAC.


Durante a homilia foi lembrado não só para os legionários, mas para todas as pessoas a importância da nossa resposta a proposta que Deus nos deu para nossa vida. O mesmo sim de Maria a Deus deve ser o nosso sim a ela, devemos nos espelhar em sua humildade e carisma, Maria nos deu Jesus nosso Salvador, e nós devemos levá-lo nos lares através da nossa vida. Com exemplo da nossa vida devemos mostrar a Jesus para aqueles que não o conhecem, para aqueles que mesmo sendo batizados vivem muito longe da Igreja ou que se acham excluídos da sociedade e da Igreja.


Depois da profissão da nossa fé cada legionário colocando a mão sobre haste do estandarte em frente do Vexillium fez sua consagração individual: “Sou Todo Vosso, Ó Minha Rainha, e Minha Mãe, e Tudo Quanto Tenho Vos Pertence”. Depois todos os presentes fizeram a consagração coletiva renovando as promessas batismais e confirmando a vontade servir com boas obras para o crescimento do Reino de Deus.

Pe. Artur

sábado, 27 de março de 2010

Aniversário da Paróquia

No domingo dia 21 de março foi celebrado o primeiro aniversário da paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Itaipuaçu. Um ano, alguns podem dizer que não tem nada ou pouco para comemorar, mas com toda certeza 365 dias é tempo suficiente para refletir e agradecer a Deus por tudo de bom que aconteceu nas comunidades de Itaipuaçu.
No domingo, no último dia 21, exatamente um ano depois da solene Missa na qual foi proclamada a criação da paróquia Nossa Senhora de Fátima, os fiéis de toda Itaipuaçu chegaram na Igreja Matriz para agradecer a Deus por um ano como comunidade paroquial. As 9:00h começou o terço em honra de Nossa Senhora conduzido pelas lideranças das comunidades da paróquia. Todos agradeceram a Senhora de Fátima por todos os dias esta guiando as pessoas e em seu manto materno onde todos podem encontrar alivio para os sofrimentos. O momento central do aniversário foi a Missa solene presidida pelo Superior dos Palotinos do Rio de Janeiro Pe. João Pedro Stawicki SAC.  A Missa foi celebrada também pelo pároco Pe. Jacinto Wojcik SAC e Vigários Episcopais de Niteroi Pe. Casimiro Pac SAC e Pe. Ademar Ermilindo Pimenta.
A Missa foi celebrada pelos padres que na frase de ouro entraram na história da comunidade de Itaipuaçu. Pe. João Pedro e Casimiro foram responsáveis por esta comunidade como párocos da paróquia de são Sebastião em Itaipu, da qual parte foi criada paróquia Nossa Senhora de Fátima. Pe. João Pedro contou uma  breve historia da comunidade. Em 1968, com a chegada da imagem de Nossa Senhora de Fátima, em numerosa procissão vinda de Inoã, o então Arcebispo de Niterói, Dom Antônio de Almeida, assim exclamou: “Somente o poder de Deus poderia juntar tantas pessoas de espírito elevado em uma região tão bela, porém de aparência desértica. Antevejo um futuro promissor de progresso e de paz diante desta recepção magnífica que está tendo a Virgem de Fátima neste lugar.” Nesta época comunidade fazia parte da Paróquia N.S. do Amparo em Maricá, com responsabilidade do padre Manuel. Muitos anos se passaram até que, em 1996, nosso então arcebispo Dom Carlos Alberto Navarro anexou a comunidade de Itaipuaçu à Paróquia de São Sebastião de Itaipu, que à época tinha como pároco o padre Estevão Lewandowski SAC.
Com a chegada dos padres palotinos, iniciou-se um tempo de grande fertilidade na comunidade. Os bancos velhos e as paredes castigadas pelos anos foram dando lugar ao que podemos ver hoje. São inegáveis o zelo, a dedicação e a boa administração dos palotinos nas comunidades por onde passam. Isto é claro, sem deixar de lado o essencial que é a espiritualidade. Em julho de 1999, já tendo como pároco o Padre João Pedro, iniciou se o aumento da capela e a construção das salas de catequese. No altar passaríamos então a ter Jesus no sacrário. Nos anos seguintes com cuidado pastoral do Pe. Jacinto e Pe. Artur Karbowy SAC a comunidade cresceu em número de fiéis e de pastorais, em espiritualidade e em graça, diante de Deus e dos homens. Ano passado olhando para o grande crescimento do região Dom Alano Maria Pena, arcebispo de Niterói, tomou a decisão de criar em Itaipuaçu a paróquia e Pe. Jacinto foi nomeado primeiro pároco dela.

Logo depois da Missa a catequese convidou todos para assistir a apresentação de fotos lembrando grandes momentos da historia da comunidade. O Tradicional bolo lembrou que também a paróquia celebra seu aniversário. Como lembrança da solenidade todos receberam um santinho com a imagem de Nossa Senhora de Fátima e da igreja matriz com a frase de são Vicente Pallotti: “A finalidade do empenho apostólico é, exclusivamente, a glória de  Deus por meio da conversão e salvação das almas”.

Pe. Artur

sexta-feira, 26 de março de 2010

O MISTÉRIO DA PAIXÃO DE CRISTO




Chegamos finalmente ao domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Além disso este Domingo é o Dia Mundial da Juventude. Ao contrário do que alguns pensam, a juventude não é o tempo de se viver com ligeireza. Com alegria sim, e muita; mas não com superficialidade. É o tempo onde se tomam decisões das quais dependerão todo o encaminhamento da vida adulta. A Palavra de Deus nos afirma: “Ele dirige os passos dos seus santos, mas os ímpios perecerão nas trevas; porque homem algum vencerá pela sua própria força.” (1 Sm 2,9) E ainda: “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos e ensina-me as tuas veredas.Dirige-me na tua verdade e ensina-me, porque Tu és o Deus meu salvador. Em ti confio sempre.” (Sl 25,4-5) Imaginemos um escuteiro perdido numa floresta numa noite escura sem bússola. O problema não é que ele não tenha nenhum caminho. O problema é que ele tem muitos caminhos, mas não sabe “O Caminho”. Pode ficar a noite inteira a andar sem chegar a lugar nenhum. O Jovem Nosso Senhor Jesus Cristo viveu plenamente este caminho de discipulado, deixando-se guiar pelas mãos providentes e amorosas do Pai. Diz a primeira leitura deste domingo: “Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos.O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei.” (Is 50,4-5) O deixar-se guiar por Deus nos caminhos da vida, não isentou Jesus dos sofrimentos, e não isenta os seus discípulos. Porém, garante que a nossa vida será um caminho com sentido e que, guiada por Deus, mesmo se humilde e escondida aos olhos do mundo, produzirá um fruto que permaneça. (Cf. Jo 15) Neste sentido, o mistério da Cruz e Ressurreição do Senhor é caminho de discipulado de toda vocação cristã, e por isso, devemos pensar nela com muita frequência, de modo especial nesta semana, mas também no resto do ano.


Portanto, não devemos apenas crer que Jesus morreu por nós, mas pensar muito frequentemente na sua Paixão. Nosso senhor Jesus Cristo chegou a afirmar a Santa Faustina que: “Uma hora de reflexão sobre a Minha dolorosa Paixão tem maior mérito do que um ano inteiro de flagelação até o sangue; a reflexão sobre as minhas dolorosas Chagas é muito proveitosa para ti, e a Mim causam-me grande alegria.”


Cristo não quer nos prender com correntes, como quem anula a nossa liberdade, mas com laços; sim laços de amor que devemos, por nossa livre vontade, querer que sejam cada vez mais fortes.


Na meditação da paixão do Senhor não devemos estar como alguém que assiste um filme de Mel Gibson, por mais bem feito que seja, em nossa confortável poltrona. Esta é a história da nossa vida. Resta-nos saber, nos dias que decorrem, quem é ou quem são os personagens que eu tenho vivido. Nisso nos ajuda São Gregório Nazianzo:


“Direi mais: imolemo-nos nós mesmos a Deus; ofereçamo-nos a ele cada dia, com todas as nossas acções. Aceitemos tudo por amor do Verbo, imitemos com os nossos sofrimentos a sua paixão, honremos com o nosso sangue o Seu Sangue, subamos corajosamente à Sua Cruz. Se és Simão Cireneu, toma a cruz e segue o Senhor.


Se és crucificado com Ele como um ladrão, faz como o bom ladrão e reconhece a Deus; se por tua causa Ele foi tratado como um malfeitor, torna-te justo por seu amor. Preso à tua cruz, adora aquele que por ti foi crucificado; aprende a tirar proveito da tua própria iniquidade, adquire com a morte a salvação. Entra com Jesus no Paraíso para compreenderes o bem que perdeste com a tua queda; contempla aquele lugar e deixa que o ladrão rebelde seja dele excluído, morrendo na sua blasfémia.


Se és José de Arimateia, pede o corpo de Cristo a quem O crucificou, e assim será tua a vítima que expiou o pecado de mundo.

Se és Nicodemos, o adorador nocturno de Deus, ungi-O com aromas para a sua sepultura.

Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, chora por Ele, levanta-te de manhã cedo, e procura ser o primeiro a ver a pedra removida, ou a encontrar talvez os anjos, ou, melhor ainda, o próprio Jesus.”


Oremos: Sim, Senhor, queremos meditar na Sua Paixão. Quero dizer com a voz e a vida: “Cristo amou-me e se entregou por mim. Queremos descobrir, no relato da Paixão, quem somos nós.”


Para os grupos de partilha das células:

Que lição já tiraste de alguma parte da paixão do Senhor? Já te identificaste com alguém que vem citado no relato da Paixão?

Pe. Marcelo


quarta-feira, 24 de março de 2010

MARIA NA VIDA DE VICENTE PALLOTTI, ATÉ SUA ORDENAÇÃO SACERDOTAL: 16.05.1818

Maria ocupa um lugar muito especial na piedade, no estudos e nas aspirações de Vicente Pallotti. E isso, na família, na escola e na sua formação teológica e pastoral, como também nas suas atividades.

1. Maria da vida familiar de Vicente Pallotti

Foi na própria família que Vicente Pallotti descobriu, aprendeu a conhecer, a amar Maria e a valer-se da sua intercessão. Aí cresceu seu grande desejo de amá-la, de torná-la conhecida e amada de todos, e também seu desejo de imitá-la. Sua família era profundamente cristã e mariana. Seus pais eram grandes devotos de Maria. Na casa havia muitas imagens de Cristo e de Maria. Na casa rezava-se diariamente o terço e na casa celebravam-se as festas marianas. Todos os dias os pais levavam os filhos a rezar diante do Santíssimo Sacramento e diante de um altar de Maria. O nome de Maria era pronunciado com grande respeito. O amor à eucaristia e o amor a Maria marcavam a vida da família Vicente Pallotti.

Sobretudo a mãe de Vicente Pallotti exerceu uma grande influência sobre o pequeno Vicente. Quando morreu sua mãe Maria Madalena De Rossi, em julho de 1827, a pedido do seu confessor Vicente Pallotti traçou numa carta o perfil moral da sua grande mãe. Ele a chama sua “boa mãe”. Diz que ela tinha um grande amor a Deus, à sua Palavra, à eucaristia e a Maria Santíssima. Ela venerava de modo especial a Imaculada Conceição e a maternidade de Maria. Ela levava seus filhos a invocarem Maria como Imaculada Conceição. Ela queria que seus filhos fossem puros e transparentes nos seus pensamentos, afetos, palavras e atos. Pedia que Maria Imaculada conservasse puros os seus filhos. A mãe de Vicente Pallotti venerava a maternidade de Maria. Sentia-se fascinada por Maria Mãe de Deus e Mãe dos homens. Gostava de repetir as antífonas marianas: “Bem-aventuradas as entranhas da Virgem Maria que carregaram o Filho de Deus. Bem-aventurados os seios que amamentaram o Cristo Senhor”.

Entre os seus irmãos, Vicente Pallotti era quem mais se sentia atraído por Maria e, ainda bem pequeno, pedia a Maria que o fizesse bom.

Além do ambiente familiar, exerceu uma influência muito grande em Vicente Pallotti o clima mariano da cidade de Roma, expresso nas muitas igrejas e altares marianos, nas imagens de Maria nas casas e nas ruas e praças. As celebrações marianas da cidade, os santuários marianos de Roma e arredores deixaram marcas na piedade mariana de Vicente Pallotti.

2. Maria na escola de Vicente Pallotti

O que Vicente Pallotti recebia em casa era ampliado e aperfeiçoado na escola. Freqüentou a escola de São Pantaleão, dirigida pelos Padres das Escolas Pias, fundados por São José de Calasanz (são também conhecidos como Piaristas). São uma comunidade mariana e eles incutiam nos seus alunos a grande devoção a Maria Santíssima. Nessa escola Vicente Pallotti entrou na Congregação Mariana. Todos os domingos e dias festivos os congregados reuniam-se para rezar o Ofício de Maria, para escutar uma conferência mariana e para a celebração eucarística. Maior ainda foi o influxo mariano recebido por Vicente Pallotti na escola secundária, no Colégio Romano, sede das Congregações Marianas. Foram alunos do Colégio Romano São Luiz Gonzaga e São João Berchmans, cujos corpos são venerados na igreja de Santo Inácio e cujos quartos também podem ser visitados. Os dois santos jovens jesuítas exerceram uma grande influência sobre Vicente Pallotti, que se sentiu sobretudo atraído por São João Berchmans.

A partir de 1816 Vicente Pallotti começou a escrever algo do que lhe ia no coração: os seus propósitos, as suas aspirações, as luzes e iluminações que ia recebendo.

3. Maria na preparação de Vicente Pallotti para o sacerdócio

Aos 16 anos, Vicente Pallotti tomara a decisão de tornar-se sacerdote diocesano, já que não lhe fora possível tornar-se sacerdote capuchinho. Quis preparar-se com todo o esmero para a recepção e o exercício do ministério sacerdotal. Valeu-se da orientação de um sábio diretor espiritual. Mas é a partir dos 21 anos que ele nos faz sentir o que mais o movia, o alegrava, o fazia sofrer, bem como as suas incontidas aspirações de doação a Deus e ao próximo. Quer amar infinitamente a Deus e a todas as suas criaturas, particularmente Maria. Quer destruir todo pecado, salvar todos os homens e consumir toda sua vida a infinita glória de Deus. Aí aparecem também suas aspirações marianas:- o desejo de imitar Jesus Cristo, Maria, os anjos e santos;
- por meio de Maria quer conquistar uma singular pureza em todo o seu ser;
- quer ter um amor infinitamente terno para com Maria;
- quer falar muitas vezes de Maria;
- quer estar sempre no cenáculo com Maria e todas as criaturas;
- quer fazer tudo em obséquio de Maria e fazer também o que fez Maria;
- venerar Maria, nossa senhora e mãe afetuosíssima.
- fazer todas as coisas com a perfeição com que as fez Maria;
- quer ter a pobreza de Cristo e de Maria;
- quer confessar publicamente o privilégio da Imaculada Conceição, defendê-lo publicamente;
- em 1816 fez o voto de crer na Imaculada Conceição;
- faz o propósito de dedicar todas as obras literárias à Imaculada Conceição de Maria Santíssima e faz a intenção de que todas as criaturas dediquem todas as suas ações e obras à Imaculada Conceição, sua mais que afeiçoadíssima Mestra, Mãe, Advogada..., não deixando, porém, de dedicá-las ao mesmo tempo à sua maternidade divina, à sua virgindade incomparável, às suas dores...;
- quer estar agasalhado no seio de Maria;
- quer aprender de Maria a imitar Jesus Cristo;
- quer valer-se da intercessão de Maria, Advogada;
- vê Maria como Mestra;
- quer realizar todas as suas ações com a perfeição com que as realizou Maria Santíssima;
- quer praticar as virtudes com Maria;
- quer ter a modéstia de Maria.

4. Maria na ordenação sacerdotal de Vicente Pallotti

No tempo de Vicente Pallotti a ordenação sacerdotal acontecia em três etapas: subdiaconato, diaconato e presbiterato. Ele recebeu as ordenações na igreja de São João de Latrão:
- subdiaconato: dia 21 de setembro de 1816;
- diaconato: dia 20 de setembro de 1817;
- presbiterato: dia 16 de maio de 1818.
Antes de receber o subdiaconato, Vicente Pallotti considerava-se o mais indigno de todos de receber a ordem do subdiaconato e as demais ordens sacras. Mas para recebê-las faz a intenção de fazer o que fariam Jesus, Maria, os anjos e santos se devessem preparar-se para receber as ordens.

Após ter recebido o subdiaconato, sente mais profundamente o dom de Deus, mas também sua pobreza pessoal e sua incapacidade de aproveitar devidamente os dons recebidos. Confiando, porém, nos merecimentos e na intercessão de Maria, tem a certeza de que Deus lhe dará a graça de aproveitar todas as graças e dons.

Durante o retiro de preparação imediata para o sacerdócio pede a Maria Santíssima que lhe obtenha de Deus todas as graças necessárias para poder cumprir bem todas as obrigações sacerdotais.

Ao receber o sacerdócio, escreveu ao seu amigo São Gaspar del Búfalo que Deus lhe tinha dado a dignidade do sacerdócio, capaz de suscitar admiração e temor na própria Mãe de Deus. Pede-lhe que recite pessoalmente o cântico do Magnificat em ação de graças pelo benefício recebido. E Vicente Pallotti exclama: “Oh que dignidade o sacerdócio, que dignidade”!.

No tempo da sua ordenação, pouco antes ou pouco depois, Vicente Pallotti escreveu uma exortação em que pede aos irmãos e mestres serem apóstolos fervorosíssimos de Maria:

Meus irmãos e mestres, devemos nutrir uma tal devoção à nossa mais que queridíssima Mãe Maria; com as obras e as exortações devemos ser apóstolos fervorosíssimos não somente de Jesus Crucificado, mas também da sua e nossa Mãe Maria. Devemos ser filhos e apóstolos de Nossa Senhora. Devemos procurar, cheios de confiança em Deus, ser de tal modo transformados em Nossa Senhora que, depois de Jesus Cristo o nosso coração seja de Nossa Senhora, os nossos movimentos internos sejam de Nossa Senhora, as nossas palavras, os nossos olhares, os nossos passos e todas as nossas ações, sejam todos de Nossa Senhora. Persuadamo-nos que um verdadeiro devoto de Maria se tornará um grande santo e sua santidade aumentará dia por dia. Esforcemo-nos por isso com sumo empenho em propagar as glórias de Maria (laus Mariae est fons indeficiens), em insinuar no coração de todos um amor, se fosse possível, infinitamente terno à nossa mais que queridíssima Mãe, Senhora e Rainha Maria.

Pe. João Baptista Quaini SAC

sexta-feira, 19 de março de 2010

A COMEÇAR DE NOVO

O Evangelho de hoje nos traça o caminho para o recomeçar a vida com Cristo; como cada um de nós pode deixar com que Nosso Senhor refaça nossa história.

Na narrativa evangélica, os fariseus armaram um laço para Nosso Senhor. Era Jesus que eles queriam condenar. Foi uma armadilha bem pensada, que Jesus não poderia escapar. Se Jesus dissesse que era para cumprir a lei de Moisés e apedrejar aquela mulher, Jesus cairia nas mãos dos Romanos que proibiam os povos que eles conquistavam de deliberar sobre o direito de vida ou de morte. Lembremos que o próprio Jesus depois de ter sido condenado pelo tribunal religioso de Caifás, teve de ser submetido também ao julgamento de Pilatus. Se Ele dissesse que não era para apedrejar aquela mulher, estaria indo contra à uma prescrição da lei Mosaica e seria também condenado como um herege, contrário às leis judaicas. Também teriam motivo para acusá-lo. Jesus é que estava sendo o verdadeiro julgado naquele inquérito.

Daí a saída que só a Sabedoria infinita de Deus poderia produzir: “«Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!» (Jo 8,7)

Todos os acusadores se sentiram então acusados pela sua própria consciência e foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos. Se no lugar de se retirarem, tivessem permanecido mais um pouco e se ajoelhado junto com aquela mulher, teriam ouvido também da boca de Jesus aquela Palavra Eterna que ressoa até os dias de hoje. “«Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?» Ela respondeu: «Ninguém, Senhor.» Disse-lhe Jesus: «Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»” (Jo 8,10)

Mas não. Eles fizeram igual aos nossos primeiros pais no paraíso: depois do pecado esconderam-se de Deus. Depois ao invés de pedirem perdão ao Senhor, arrependidos, começaram a acusarem-se mutuamente: “Comeste, porventura, da árvore da qual te proibi comer?» O homem respondeu: «Foi a mulher que trouxeste para junto de mim que me ofereceu da árvore e eu comi.” (Gen 3,11-12)
Se naquele momento Adão tivesse humildemente reconhecido o seu erro e pedido perdão, provavelmente a história seria outra.

Mas os judeus foram embora da presença de Jesus. Só permaneceu a mulher, e por isso somente ela escutou aquelas palavras: “Ninguém te condenou?... «Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»” (Jo 8,10)

São palavras que só Deus as poderia pronunciar. Palavras que geram em quem as escuta um dinamismo novo como aquele que foi gerado em São Paulo na segunda leitura de hoje: “Mas uma coisa faço: esquecendo-me daquilo que está para trás e lançando-me para o que vem à frente, corro em direcção à meta, para o prémio a que Deus, lá do alto, nos chama em Cristo Jesus.” (Fil 3,13-14) São palavras já prefiguradas na primeira leitura do profeta Isaías: “«Não vos lembreis dos acontecimentos de outrora, não penseis mais no passado, pois vou realizar algo de novo, que já está a aparecer: não o notais? (Is 43,18-19)

Nós muitas vezes ficamos presos a um passado e não percebemos a obra nova que nosso Senhor está a fazer em nós e nos outros. Nós não somos mais aquela pessoa que éramos há quatro anos atrás. E muitas vezes continuamos a nos julgar uns aos outros pelo que éramos.

Um sacerdote palotino, certa vez contou-nos um caso de uma pessoa que fez retiro com ele e que depois saiu no jornal como preso por ter matado a esposa grávida. Tendo-o visitado na prisão, este padre perguntou se era verdade o que estavam a acusá-lo. Ele respondeu que sim, mas deu uma resposta que muito impressionou o sacerdote: “Fiz isso sim, mas na época em que ainda não conhecia Jesus. Já me confessei disto e sei que Deus já me perdoou. Agora tenho de pagar diante dos homens, mas sei que ao sair da cadeia eu não serei a mesma pessoa (apontando para a Bíblia).”

Para quem quer reparar a sua vida passada, o tempo de Quaresma é tempo de escutar mais uma vês dos lábios do Filho de Deus: “Ninguém te condenou?... «Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»” (Jo 8,10)

E os danos que os nossos pecados produziram nos outros e na Sociedade? Ai entra o que São Paulo também nos diz sobre a reparação: "Assim posso conhecê-lo a Ele, na força da sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos, conformando-me com Ele na morte, para ver se atinjo a ressurreição de entre os mortos.” (Fil 3,10-11)

Podemos, já perdoados, sofrer humildemente algumas consequências de nossos pecados, na certeza de que quem semeia entre lágrimas, recolherá com alegria. (Cf. Salmo 125)

Para partilhar:
És a mesma pessoa que eras há cinco anos atrás? Alguma vez já sentiste que começaste de novo com Cristo?

Pe. Marcelo

quinta-feira, 18 de março de 2010

Via Sacra

No dia 5 de Março a Pastoral dos Brasileiros foi responsável pela Via Sacrana igreja da Divina Misericórdia em Odivelas.Queríamos algo que levasse cada irmão a viver com mais intensidade toda aPaixão de Jesus.
Assim, nasceu uma Via Sacra Viva! Usamos a Via Sacra da campanha daFraternidade deste ano, aproveitando o ensejo para divulgar um pouco donosso Brasil por terras Lusas!
Toda a Comunidade reconheceu que através das nossas encenações conseguiuviver e sentir cada estação de forma mais intensa!Louvado seja Deus!
Agora partimos para a programação da Via Sacra Viva pelas Ruas da Paróquia.Desejamos ardentemente que todos os irmãos se sintam tocados, por cadachaga, cada queda, cada gota de sangue do nosso amado Jesus!

Jesus amado, que na Cruz remistes os nossos pecados,ajuda-nos a seguirmos ocaminho da LUZ.

Raquel Xavier

Oração a São José por São Vicente Pallotti

Ó puríssimo e sempre virgem Patriarca São José, tu, homem todo de Deus, tu, depois da Imaculada Mãe de Deus, de tal forma privilegiado, que, dentre os filhos de Adão, de ti somente se pode dizer que o mesmo Deus é teu e tão somente teu, que foi tido e julgado como sendo seu filho.

A ti, o Eterno Pai entregou sua obedientíssima filha. O Filho, que se fez homem para redimir o gênero humano, confiou-te a sua verdadeira mãe, O Espírito Santo deu-te e confiou-te a sua puríssima e fidelíssima esposa. Numa Palavra, toda a santíssima Trindade deu-te, como verdadeira e legítima consorte, e a sua eleita, única e escolhida como o sol.

Ah, tu sim, meu querido Santo, tu que agora és bem-aventurado nos esplendores da glória, compreendes qual seja tua dignidade, a tua excelência. Tu é que entendes que coisa seja mesmo ter por esposa Maria imaculada, Mãe de Deus, Senhora do céu e da terra, Rainha de todos os Anjos e de todos os Santos.

Tu é que entendes o que seja seres tu o depositário fiel dos tesouros infinitos do próprio Deus.

Tu que sabes que, se não és alvo da inveja dos Anjos, que isto repugnaria ao estado de beatitude deles, contudo quedam-se eles assombrados e estáticos, a jubilar intimamente, a venerar-te pela plenitude dos singulares privilégios, virtudes, dons, graças, e glória de quem foste enriquecido.
Digna-te, pois, de receber as afetuosas expressões de prazer por tão grande felicidade da parte de todo o gênero humano, que por nada confia em ti, desde que te reconhece, por falar assim, como generoso dispensador das divinas misericórdias, senhor e esposo daquela de quem só Deus é maior. E, assim, por toda a eternidade, dás contigo rico e especialmente bem-aventurado entre todos os homens e entre os próprios Anjos. Assim que podes alcançar todas as graças, dons e misericórdias em bem de todos e também em proveito dos maiores pecadores.

E por isso que tu diante do trono do divino benfeitor contemplas, humilde, a tua dívida, por tantos dons que recebeste, assim desejas ardentemente que juntamente contigo todas as criaturas, por toda a eternidade, da tua parte, agradeçam ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Eis, pois, que nós todos, juntamente contigo, e em união com toda corte celeste e com todas as outras criaturas e com os mesmos Corações santíssimos de Jesus e de Maria, entendemos ter oferecido e oferecer à Santíssima Trindade, desde toda a eternidade e por toda eternidade, a todo instante infinitésimo, os , os méritos infinitos de Jesus Cristo e os méritos da Santa Igreja:

1° Em agradecimento por todos os dons, graças, favores e privilégios de que Deus se dignou enriquecer-te e à tua esposa e mãe nossa bem-aventurada.

2° Em agradecimento como se já, pela poderosíssima tua proteção e de Maria Imaculada, tivesse sido concedido a nós e a todos, presentes e futuros, de todo o mundo, o dom daquela perfeita e perseverante correspondência a todas as graças e àquele perfeito exercício de todas as virtudes, da forma com que tu e tua puríssima esposa Maria fostes os perfeitos imitadores da vida humilde, pobre, penosa, laboriosa, benéfica e desprezada, que, com amor infinito dignou-se sofrer por nós sobre esta terra Nosso Senhor Jesus Cristo.

3°Em agradecimento como se já por tua intercessão e de Maria Imaculada, Deus se tivesse dignado converter todo o mundo e dele tivesse feito um só rebanho e um só pastor.

4° Em Agradecimento como se já tivesse concedido (aqui pode-se exprimir a graça que se deseja).

5° Em agradecimento também, como se já, por sua intercessão e de Maria Imaculada, nos tivesse sido assegurada a graça da preciosa morte dos justos, com tais disposições de poder entrar, sem demora, no paraíso sem passar pelo purgatório, para chegar mais depressa a amar a Deus no reino da eterna e perfeita caridade, onde, juntamente contigo e com tua esposa, Mãe nossa Maria, e com todos os Anjos e Santos, cantaremos para sempre as divinas misericórdias. Amém.

Jesus, José e Maria, entrego-vos meu coração e minha alma.

Jesus, José e Maria, assisti-me na última agonia.

Jesus, José e Maria, expire em paz convosco a minha alma
São Vicente Pallotti

Extraído do Livro “ As Orações” São Vicente Pallotti,
Ansgario Faller, SAC
Editora Biblos, Santa Maria 2007