quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

COMUNIDADE DO SEMINÁRIO - 2011

Na Solenidade de São Vicente Pallotti, dia 22 de janeiro de 2011, iniciamos mais um ano de formação em nosso Seminário Palotino na Vila Valqueire. Este ano conta com uma novidade. Cinco jovens estarão iniciando sua caminhada vocacional realizando o Postulantado, que a partir deste ano será anual, por isso a comunidade será mista: dos consagrados e dos postulantes até o meio do ano, quando os postulantes irão para a sua casa em Guapimirim.
Por isso gostaria de apresentar a todos a nossa comunidade deste primeiro semestre de 2011.
Comunidade do Seminário:
Da esquerda para a direita: Moisés, Nathan, Saulo, Pe. Francisco, Gabriel, Denis e Luis.
Comunidade do Postulantado:
Da esquerda para a direita: João Paulo, Denilson, Rafael, Diego e José Luiz
Peço suas orações pela nossa comunidade para que sejamos firmes e perseverantes.
Pe. Francisco José Marques Filho SAC

BELÉM - Fevereiro de 2011, nº 58

JANEIRO NA ITÁLIA
Um mês profundamente Palotino

Diferentemente de todos os anos, o início de 2011, passa pela minha história como algo realmente novo, principalmente e, sobretudo, pela experiência marcante de iniciá-lo em terra estrangeira, próximo a tantos coirmãos e coirmãs palotinos das mais diversas culturas, raças, línguas e nações.

É uma ocasião toda particular para visitar e apreciar os mais diversos presépios que representam e expressam a fé e a sensibilidade do povo italiano. De tantos presépios que pude visitar, um deles se destaca, de maneira especial, pela sua dimensão e grandiosidade e, especialmente, por ser algo idealizado por São Vicente Pallotti; trata-se do grande Presépio da Praça de São Pedro que, em 1842, começou a fazer parte do Oitavaria da Epifania, na Basílica de Sant’Andrea della Vale, em Roma.
Neste contexto de alegria e ano novo, a família Palotina também se destaca com uma programação específica, enfatizando momentos fundamentais da vida Palotina através da celebração do Oitavário da Epifania, semana de oração pela unidade dos cristãos, tríduo em honra a São Vicente Pallotti e solenidade de nosso Santo Fundador.

Algumas comunidades palotinas, no território italiano (Avella, Rocca Priora e Riposto na Sicilia), organizam com muito esmero e amor o Oitavário da Epifania. Nós, membros do curso anual de formadores palotinos, recebemos o convite da Ir. Stella Marotta para participarmos do Oitavário da Epifania, uma experiência que se repete há doze anos. Partimos de Roma no dia 8 pela manhã, em direção a Avella (Nápoles), e aproveitamos para conhecer a Abadia de Montecassino, fundada por São Bento. Foi gratificante concelebrar a Santa Missa na Capela de Santa Escolática juntamente com meus confrades e coirmãs palotinos.
A comunidade de Avella é uma comunidade viva e presente na vida paroquial. Posso afirmar que se trata de uma verdadeira atuação apostólica de nossas irmãs que, juntamente com alguns sacerdotes e leigos engajados na comunidade, fazem acontecer o que foi iniciado por São Vicenti em Roma em 1836. A acolhida das irmãs palotinas desta comunidade é reflexo verdadeiro e referencial de uma comunidade que vive o ideal deixado por nosso fundador. Durante o Oitavário, o ideal Palotino é vivenciado de maneira toda especial, sacerdotes, consagrados e leigos desenvolvem o apostolado Católico em harmonia e em espírito de partilha e cooperação fraterna, unindo as forças para reavivarem a fé e reacenderem a caridade.

Entre as experiências vividas neste mês, as que se destacam são as celebrações do tríduo em honra a São Vicente Pallotti. É uma grande ocasião para reavivar em todos nós, seguidores de São Vicente, os aspectos fundamentais de nosso carisma. Como em todos os anos, estas celebrações são preparadas pelo Secretariado Geral da União. Foram dias de profundíssima reflexão com a presença de grande número de membros da União do Apostolado Católico. Em torno do altar de nosso Santo Fundador, agradecemos a Deus por nos ter concedido Vicente Pallotti como nosso Mestre na vida espiritual e modelo na atividade apostólica.

Um gesto de grande significância ocorreu no dia 20 no qual a celebração foi presidida pelo diretor espiritual do Colégio Urbano de Propaganda Fide, juntamente com outro sacerdote e alguns seminaristas vietnamitas. Faz parte de uma tradição de alguns anos, a presença de representantes do Colégio de Propaganda Fide nas celebrações palotinas de janeiro e, a cada ano, um dos alunos é convidado a responder à carta que São Vicente escreveu e enviou aos alunos em um período de crise e perseguição (1849). Em nome de todos os seminaristas do Colégio, um dos alunos escreveu e fez a leitura da resposta em frente ao corpo de São Vicente Pallotti, recordando sua santidade e sua fundação, manifestando gratidão a São Vicente pela atenção dedicada aos alunos deste Colégio.
Outro aspecto relevante que merece ser mencionado é o crescimento dos leigos empenhados na União do Apostolado Católico na Itália. Neste mês, durante duas celebrações, uma no dia 9 na Paróquia Nossa Senhora das Neves em Rocca Priora, e outra no dia 23 na Paróquia São Vicente Pallotti em Pietralata, trinta e três leigos realizaram o ato de empenho apostólico. São testemunhos autênticos de que o ideal de São Vicente Pallotti continua vivo e presente na Igreja italiana.

Continuamente, agradeço ao Deus Uno e Trino por este grande privilégio de estar em Roma, participar desses momentos de renovação espiritual, juntamente com a família palotina, aprofundando meus conhecimentos sobre nosso Santo fundador.


Pe. Elmar Neri Rubira, SAC
Roma – Via Giuseppe Ferrari

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Convivência fraterna dos Seminaristas em São Pedro da Aldeia

Aproveitando o clima de grande alegria e entusiasmo provenientes da nossa consagração e da chegada dos novos postulantes para a nossa comunidade, na manhã do dia 03 de fevereiro partimos para São Pedro da Aldeia, onde passamos quatro dias de alegre convivência comunitária.
Ficamos hospedados na casa de uma paroquiana e amiga do nosso seminário que generosamente compartilhou conosco esses dias. 
Tivemos a oportunidade de experimentar momentos que nos impulsionaram a sentir alegria e satisfação por termos vida comunitária. Juntos, celebramos momentos de oração, como a Santa Missa e Liturgia das Horas, e também muitos momentos de lazer, descontração e divertimento.
Os nossos passeios foram na Paróquia de São Pedro, igreja matriz da cidade, onde encontramos os seminaristas, diácono e padre pertencentes à própria Arquidiocese de Niterói; fomos ao parque de diversão quando alguns medrosos viveram momentos muito tensos e na praia do Pontal do Atalaia. O acesso até lá foi complicado, descemos por um morro íngreme e cheio de pedras, mas depois fomos recompensados pelo mar calmo, a água em temperatura agradável, a brisa e a tranqüilidade típicas de uma praia.
Devido à ordem e organização típica dos seminaristas, no domingo à noite fizemos uma boa faxina e arrumação na casa, e após rezarmos as Vésperas, voltamos para o nosso Seminário para darmos início à rotina do nosso dia-a-dia. 
Essa convivência foi bem propícia para o momento, pois ganhamos mais cinco co-irmãos, podendo assim de maneira descontraída nos conhecer melhor, deixar a timidez de lado e criar vínculos. Ficamos com a lembrança da alegria desses dias que foi o distintivo característico da nossa convivência.

Sem. Denis Alves Campos SAC

CONSAGRAÇÃO DOS NOVOS PALOTINOS

No dia 02 de fevereiro, do corrente ano, quatro jovens se consagraram à Deus na Sociedade do Apostolado Católico, pela primeira vez: Gabriel do Amaral Mello Silva, Luís Manuel Lopes Pisco Godinho, Moisés Melo Vieira Torres e Nathan Melo Costa; além de dois que renovaram a sua consagração: Denis Alves Campos e Saulo da Silva Gama.
A Celebração Eucarística, na qual a consagração foi realizada, aconteceu no Santuário da Divina Misericórdia em Vila Valqueire-RJ, e foi presidida pelo Superior da Região Mãe da Misericórdia, Padre Jorge e com a presença de outros vários co-irmãos padres.

Esta celebração foi marcada pelo ultimato de São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (fl 4,4), onde o povo de Deus encheu a assembléia da Igreja e compartilhou conosco a concretização da nossa vocação. O ato da consagração é a realização de um chamado que Deus nos fez e que por isso se tornou um sonho em nossos corações.
A felicidade da consagração é paralelamente relacionada com o compromisso de vida que assumimos ao prometer: castidade, pobreza, obediência, perseverança, espírito de serviço e comunhão de bens.
Após a celebração recebemos todos em uma simples recepção onde podemos cumprimentar cada um e receber o afeto do povo de Deus.Oração e alegria foram os fatores que mais se sobressaíram na noite do dia 02 de fevereiro. Contamos com a perseverança na oração de todos para que possamos responder a nossa consagração com autenticidade e fidelidade.
Sem. Nathan Melo SAC

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Crisma em Novo Airão

Com grande alegria a paróquia de Santo Ângelo em Novo Airão recebeu no dia 2 de fevereiro o bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus Dom Mario Antônio. A alegria foi maior, pois, Dom Mario Antônio veio para celebrar a crisma em nossa paróquia.

Neste dia a igreja celebra a festa da Apresentação do Senhor. A Celebração da crisma começou na praça do lado da igreja matriz, onde as velas foram abençoadas e em procissão todos entraram na igreja. Pe. Artur Karbowy SAC deu boas vindas para o bispo e outros padres que vieram para essa celebração.




Dom Mario Antônio lembrou a importância da crisma na vida dos cristãos. O Sacramento da Confirmação esta fortalecendo as pessoas para levar a luz de Cristo para todo mundo.
No dia seguinte já às 6 horas da manhã Dom Mario Antonio junto com padres e alguns catequistas saíram para a comunidade de Bacaba. Durante todo caminho tivemos a oportunidade de admirar a beleza da floresta. Depois de um dia de viagem pelo Rio Negro chegamos à comunidade, onde 3 crianças receberam o sacramento do batismo, 6 adolescentes participaram da Primeira Eucaristia e 3 jovens receberam sacramento de Confirmação.

Bacaba é uma comunidade simples, no meio da selva amazônica, aonde o padre vai somente duas vezes por ano e onde durante dois anos os catequistas preparam os adolescentes e jovens para receberem os sacramentos. Dom Mario Antonio lembrou aos adolescentes e jovens que a vida cristã deve ser construída sob os pilares que estão construídos pela fé, a escuta da palavra de Deus, celebração e dons do Espírito Santo.

A Celebração dos sacramentos pelo bispo foi motivo de grande alegria para os moradores de Bacaba.
No Dia seguinte durante a volta o bispo visitou algumas comunidade ribeirinhas, onde foi recebido com carinho pelos moradores.  

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SAL DA TERRA, LUZ DO MUNDO

No Domingo Passado o Senhor convidou-nos ao caminho das Bem-aventuranças.
Hoje nos vem dizer que o cristão é sal da Terra e luz do mundo. O sal dá sabor e nos tempos em que não existiam os sistemas de refrigeração, era o modo como se conservavam as carnes e peixes, como fazemos ainda hoje com o bacalhau: salgando-o.
Assim também o cristão, com a sua vida é chamado a salvar da dissolução tudo aquilo que é verdadeiramente humano e que, no fundo, faz os homens verdadeiramente felizes, qual seja a família, as amizades, as boas associações, o Estado, … O cristão é chamado a ser também luz do mundo. Todos nós já experimentamos o que é um apagão durante a noite, quando falta a energia eléctrica. É um caos. Não distinguimos mais as coisas, arriscamo-nos a cair pelos degraus de uma escada, a tropeçar em objectos,… Isso porque não distinguimos o que está à nossa volta. Sem a luz que Nosso Senhor deixou com os cristãos, o mundo fica às escuras, sem o discernimento claro do que é o bem e o que é o mal. O mal passa-se como se fosse bem e o bem como se fosse mal. Jesus é a luz plena. Conta-se como historinha (isto , é claro não está na Sagrada Escritura) que quando o Verbo Divino se fez homem, a terra se encheu de luz. Não é à toa que celebramos neste dia 02 de Fevereiro o dia de Nossa Senhora das candeias, que é Nossa Senhora que traz o seu menino ao Templo de Jerusalém. Ele é saudado pelo velho Simeão como “Luz para iluminar as nações”. Quando, porém, Jesus subiu aos Céus, o mundo ficou em trevas. Do Céu olhando à terra viam-se apenas pontos luminosos. Perguntado sobre que pontos eram aqueles, Jesus dissera: “São minha mãe e meus discípulos. Eles vão iluminar a terra.”
Antes da Ascensão Jesus não fez um pedido ou um conselho; deu uma ordem: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt28,19-20) A respeito desta ordem cito o texto das células de Evangelização desta semana: “Este versículo do Evangelho é chamado por muitos cristãos de “grande Mandato de Cristo”, pois ele dá uma ordem ao dizer “Ide e fazei discípulos...”(versículo 19). Podemos dizer que evangelizar é um mandamento de Jesus, pois Ele não está perguntando se queremos, se podemos, mas está dizendo que temos que cumprir nossa missão. Muitos cristãos , quando ouvem o termo “evangelização”, já fecham as suas mentes e se desligam da conversa. Não que sejam indiferentes da missão missionária. Estão até honestamente desejosos de ver pessoas vindo a Jesus e de que a Igreja cresça. Elas também ressaltam o quanto a evangelização é importante para os dias de hoje. Ainda assim, quando ouvem o termo, sentem algo estranho na região do estômago, cuja origem, não conseguem identificar. Você se sente assim? Tem medo de evangelizar? O que será que acontece? Será Satanás tentando impedi-lo (a) de evangelizar? Muitos bons cristãos sentem o mesmo medo, mas na maioria das vezes, não é obra de Satanás. Hoje, estou convencido de que este fenômeno tem origem totalmente diferente e uma explicação muito simples: a maioria das pessoas não tem o dom de evangelizar com o dom chamado na Bíblia de dom de evangelista. Quem possui este dom, evangeliza naturalmente se preciso for, fala de Cristo até dentro de um autocarro (ônibus) cheio.
                Algumas pesquisas sobre este assunto foram realizadas por um instituto de pesquisa religiosa na Alemanha, e chegou-se a conclusão que somente 10% dos cristãos têm o dom de evangelizar, portanto, 90% não possuem este dom. Você está entre 10% que possuem o dom de evangelizar ou entre os 90% que não o possuem? Então, podemos chegar a conclusão de que a missão de evangelizar é somente para alguns e se eu não faço parte daqueles que têm o dom de evangelizar, o mandato de Jesus não é para mim e eu posso ficar sossegado. Não! O mandato de evangelizar é para todos! Eu e você fomos chamados e enviados a evangelizar.
                O instituto de pesquisas alemã, acima citado, fez uma pesquisa com 1.600 cristãos comprometidos na Alemanha, Áustria e Suíça. Cada um pôde citar quantos e quais fatores tinham influenciado a sua decisão por Jesus e pela Igreja. Via de regra, um ou mais, das oito respostas abaixo foram dadas:
                1 – Emergência e necessidade – 8%
                2 – Ver o que está acontecendo na Igreja – 12%
                3 – Por causa de um determinado padre ou pastor – 22%
                4 – Através de um grande evento de evangelização – 5%
                5 – Visita em casa -  4%
                6- Curso bíblico -  4%
                7 – Programas de rádio ou TV - 0,5%
                8 – Convites de amigos e parentes - 76%
                O resultado dessa pesquisa apontou que uma maioria esmagadora de cristãos encontrou Jesus e a Igreja, por causa de seus relacionamentos com um amigo ou parente. Esses resultados coincidem, em grande parte, com um estudo realizado com 21.000 cristãos dos Estados Unidos.
                Qual o “meio” mais eficiente para evangelizar?
                Deus usa todos os meios para demonstrar seu amor às pessoas. Mas quando a pergunta é qual fator Ele usa de forma comprovadamente mais intensiva, encontramos os relacionamentos pessoais entre cristãos e seus amigos e parentes, que não estão na Igreja. Nos meios de comunicação de massa, o máximo que podemos fazer é falar do Amor de Deus; no relacionamento pessoal com o cristão, pode-se experimentar, de forma concreta, a demonstração prática desse amor no dia-a-dia. Esse tipo de evangelização é chamado de “fator OIKOS”. “Oikos” é a palavra grega para “casa”, que descrevia a esfera de influência de uma pessoa, a rede de seus relacionamentos. Não é preciso ter um dom especial para evangelizar, basta aproveitar a ocasião, e nas conversas do dia-a-dia, com parentes e amigos, testemunhar de maneira simples o Amor de Cristo, dando a própria vida como exemplo.
                Por que o fator “Oikos” é tão eficiente?
                1 – Os relacionamentos “Oikos” formam uma rede natural para difundir a boa notícia.
                2 – As pessoas do nosso círculo de amizades estão mais abertas a ouvir falar de Jesus por nós.
                3 – O relacionamento pessoal possibilita compartilhar o amor de Deus de forma espontânea, natural e sem pressa.
                4 – Quando um amigo ou parente de um cristão chega a Jesus, ele tem pelo menos um cristão na sua rede de relacionamentos, que está perto e se interessa pelo crescimento espiritual na vida dele.
                5 – Por causa dos relacionamentos, o novo convertido permanece na Igreja.
                6 – Os contatos vão se alargando cada vez mais e a possibilidade de ter contato com centenas ou milhares é cada vez maior.”
Para que possamos evangelizar de forma natural, conta muito o testemunho pessoal da caridade. Sobre isso nos fala a primeira leitura de hoje sobre as obras de Misericórdia também materiais. São Vicente Pallotti disse certa vez: “Devemos ter bem presente em nossa mente que se o mundo não vê as nossas obras de caridade, também nas coisas temporais – obras que assim como anunciamos aos demais, também devemos praticá-las para aliviar as necessidades do corpo- , não estará bem disposto para receber os nossos cuidados espirituais.”
Para partilhar:
Como vai a nossa Evangelização “Oikos”?
Pe. Marcelo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Apóstolos Hoje - Fevereiro 2011

São Vicente Pallotti – “Deus, o Amor Infinito”

Da obrigação que temos de aperfeiçoar nós mesmos meritoriamente enquanto somos viva imagine da Misericórdia por essência
Meditação XVII

ORAÇÃO INTRODUTIVA

Deus, Pai Misericordioso, que revelou o Seu amor em Seu Filho, Jesus Cristo, e o versou sobre nós no Espírito Santo, Consolador, Vos confiamos agora o destino do mundo e de cada ser humano. Inclinai-vos sobre nós pecadores, cure nossa fraqueza, vença o mal, permita a todos os habitantes da terra de provar a Sua misericórdia e poder sempre encontrar em Vós, Deus Uno e Trino, a fonte da esperança. Pai pré-eterno, pela dolorosa pena e pela ressurreição de Seu Filho, tenha misericórdia de nós e de todo o mundo (Ato de entrega do mundo à Misericórdia de Deus).

MEDITAÇÃO
Deus é Misericórdia. Misericórdia “eterna, infinita, imensa e incompreensível”. Deus, em sua misericórdia, nos criou à sua Imagem e Semelhança – e nos criou pessoas misericordiosas. 
Poder amar com misericórdia não um mérito nosso! É um “preciosismo dom” dado a nós por Deus. Porém somos responsáveis por tudo aquilo que fazemos mediante este dom majestoso e tremendo. Somos chamados a cuidá-lo, desenvolvê-lo e fazê-lo crescer no exercício de nossa vontade, aquela que nos foi dada por Deus, aproveitando de sua graça. 
O desejo de Deus é que sejamos redimidos. Ele quer nos mostrar a Sua Misericórdia depois da morte e é por isto que nos criou capazes de amar com um amor misericordioso (caritas): “Bem-aventurados os misericordiosos porque encontrarão misericórdia”; ou seja, bem-aventurados aqueles que são misericordiosos com os outros, pois Deus usará de sua misericórdia! (Mt 5,7). Em outro trecho do Evangelho, lemos a descrição do Juízo Final: “Venham, benditos de meu Pai, recebam a herança do Reino (…)! Porque eu tive fome, e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era um estrangeiro e me hospedastes; nu e me vestistes; doente e me visitastes; preso e vieram a me encontrar” (Mt 25, 34-36). Nós poderíamos parafrasear estes versículos assim: ‘Venham, vós que sois benditos de meu Pai! Venham possuir o Reino (...), pois fostes misericordiosos’. 
E é por isto que São Vicente escreveu que cada um de nós tem a obrigação “segundo o quanto posso em meu estado, grau de instrução, condição, e com todos os meios que são em meu poder; devo em toda a minha vida ocupar-me no exercício de todas as obras de misericórdia corporais e espirituais”.  
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que as obras de misericórdia “são as ações de caridade com as quais socorremos o nosso próximo em suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar são obras de misericórdia espirituais, como também perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem, realmente em dar de comer a quem tem fome, em hospedar os sem-teto, em vestir aos que tem necessidade de vestes, em visitar os doentes e presos, em sepultar os mortos. Entre estas obras, dar esmolas aos pobres é uma das principais testemunhas de caridade fraterna...” (CIC 2447). 
Oferecer uma ajuda econômica aos pobres sempre foi e sempre será um elemento importante ao cumprir o Mandamento do Amor. Atualmente, com tantos programas de assistência social eficientes e com várias organizações de caridade, albergues noturnos para os sem-teto, refeitórios populares... vale a pena refletir sobre como poderemos exercitar as obras de misericórdia para com nossos irmãos e irmãs necessitados. Não podemos ignorá-los deixando-os sem ajuda. O modo como realizar esta ajuda é algo para se discernir pessoalmente guiados pela própria consciência. Poderíamos ajudá-los, portanto, através do recolhimento de alimentos, de doações às instituições de caridade ou mesmo ajudando diretamente a um mendigo.
Ainda, sempre temos encontrado tantas pessoas pobres, não de uma pobreza econômica, mas que também deveríamos pensar em como ajudá-las. 
PONTOS PARA REFLEXÃO:
Podemos chamar “sem-teto” também aqueles que, por um motivo ou outro, não podem encontrar ou não podem formar “um lar, uma casa”; são aqueles que não podem sustentar relações duráveis no tempo. Outros ainda que se sentem intimidados, que não têm um apoio, e outros a quem lhes falta uma família e amigos.
Encontramos tantas pessoas “nuas”. Pessoas cuja dignidade lhe foi arrancada, talvez por não gozarem de um bom nome ou porque têm pouco amor próprio... talvez em sua intimidade e em seus segredos, foram traídos. 
Sepultamos os mortos sem o respeito devido. Qualquer pessoa merece uma sepultura digna, sem levar em conta se fizeram o bem ou não, durante sua vida. Todos são dignos de uma sepultura porque são filhos de Deus, criaturas de Deus.
Em 1835, quando o nosso fundador Vicente Pallotti recebeu o carisma da União do Apostolado Católico, ele escreveu que deveria ser “uma multíplice instituição” e que o terceiro objetivo era “uma instituição de caridade universal para o exercício de todas as Obras de Misericórdia espirituais e corporais, para que, de um modo maior, Deus seja conhecido no homem, já que Deus é caridade infinita.” (OOCC X, 199).
TESTEMUNHO DA VIDA DE SÃO ALBERT CHMIELOWSKI:
“O Irmão Albert Chmielowski era um homem dotado de uma natureza rica de talentos.
Tinha todas as condições de um grande pintor e foi mesmo apreciado por grandes maestros do pincel, sendo reconhecido em seu país como um representante da arte mais elevada. Sabemos que era muito ‘rico’ pois não se preservava a si mesmo. Ele mesmo o provou, participando à Insurreição de Janeiro, quando tinha apenas 20 anos. Por amor à Pátria ‘jogou tudo em uma só carta’. Este amor lhe deixou com um estigma permanente: faltava-lhe uma perna, e por isso portava uma prótese (...) O Irmão Alberto é exemplo incomparável para nós. Ele não tinha reservas materiais, não tinha dinheiro, não tinha nenhuma instituição, assim, decidiu dar a si mesmo! Deus lhe colocou à sua frente um homem ajoelhado, totalmente desacreditado, para que se desse a ele totalmente. E assim fez até o fim de sua vida, dando sempre o melhor de si como sinal de sua fé e de seu amor. Esta expressão de seu amor e de sua fé é inestimável para nós e para Deus. Temos necessidade que nossa sociedade se transforme mais sensível às pessoas, às suas necessidades, à suas misérias e sofrimento; uma sociedade cuja pessoas são prontas a testemunhar com as mãos vazias mas com o coração pleno, pois este dom vale muito mais que mãos cheias e meios abundantes! ‘De todas, a maior é a caridade.” (Liturgia das Horas III, pág. 1242, texto em polonês).

ORAÇÃO

  1. Oremos pela União do Apostolado Católico para que seja uma escola de Amor Misericordioso para seus membros e seus colaboradores.
  2. Oremos pelas pessoas necessitadas de ajuda e de sustento, para que a recebam desinteressadamente, e para que possam aceitá-la com gratidão e usá-la de modo apropriado.
OREMOS JUNTOS A SÃO VICENTE PALLOTTI:
“Meu Deus, meu Pai, Amor Infinito de minha alma, Misericórdia eterna, infinita, incompreensível, imensa... tenho firme certeza que já agora me concedeste a dor perfeita de todos os meus pecados, e da minha sempre repreensível ingratidão; me destes a graça de ter sempre uma vida ocupada no perfeito exercício de todas as obras de misericórdia corporais e espirituais, para que mais me aperfeiçoe no meu ser viva imagem da vossa Misericórdia... na glória para toda a eternidade.”  (Meditação XVII, “Deus, o Amor Infinito”)