sexta-feira, 18 de março de 2011

Oração a São José por São Vicente Pallotti

Ó puríssimo e sempre virgem Patriarca São José, tu, homem todo de Deus, tu, depois da Imaculada Mãe de Deus, de tal forma privilegiado, que, dentre os filhos de Adão, de ti somente se pode dizer que o mesmo Deus é teu e tão somente teu, que foi tido e julgado como sendo seu filho.

A ti, o Eterno Pai entregou sua obedientíssima filha. O Filho, que se fez homem para redimir o gênero humano, confiou-te a sua verdadeira mãe, O Espírito Santo deu-te e confiou-te a sua puríssima e fidelíssima esposa. Numa Palavra, toda a santíssima Trindade deu-te, como verdadeira e legítima consorte, e a sua eleita, única e escolhida como o sol.

Ah, tu sim, meu querido Santo, tu que agora és bem-aventurado nos esplendores da glória, compreendes qual seja tua dignidade, a tua excelência. Tu é que entendes que coisa seja mesmo ter por esposa Maria imaculada, Mãe de Deus, Senhora do céu e da terra, Rainha de todos os Anjos e de todos os Santos.

Tu é que entendes o que seja seres tu o depositário fiel dos tesouros infinitos do próprio Deus.

Tu que sabes que, se não és alvo da inveja dos Anjos, que isto repugnaria ao estado de beatitude deles, contudo quedam-se eles assombrados e estáticos, a jubilar intimamente, a venerar-te pela plenitude dos singulares privilégios, virtudes, dons, graças, e glória de quem foste enriquecido.
Digna-te, pois, de receber as afetuosas expressões de prazer por tão grande felicidade da parte de todo o gênero humano, que por nada confia em ti, desde que te reconhece, por falar assim, como generoso dispensador das divinas misericórdias, senhor e esposo daquela de quem só Deus é maior. E, assim, por toda a eternidade, dás contigo rico e especialmente bem-aventurado entre todos os homens e entre os próprios Anjos. Assim que podes alcançar todas as graças, dons e misericórdias em bem de todos e também em proveito dos maiores pecadores.

E por isso que tu diante do trono do divino benfeitor contemplas, humilde, a tua dívida, por tantos dons que recebeste, assim desejas ardentemente que juntamente contigo todas as criaturas, por toda a eternidade, da tua parte, agradeçam ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Eis, pois, que nós todos, juntamente contigo, e em união com toda corte celeste e com todas as outras criaturas e com os mesmos Corações santíssimos de Jesus e de Maria, entendemos ter oferecido e oferecer à Santíssima Trindade, desde toda a eternidade e por toda eternidade, a todo instante infinitésimo, os , os méritos infinitos de Jesus Cristo e os méritos da Santa Igreja:

1° Em agradecimento por todos os dons, graças, favores e privilégios de que Deus se dignou enriquecer-te e à tua esposa e mãe nossa bem-aventurada.

2° Em agradecimento como se já, pela poderosíssima tua proteção e de Maria Imaculada, tivesse sido concedido a nós e a todos, presentes e futuros, de todo o mundo, o dom daquela perfeita e perseverante correspondência a todas as graças e àquele perfeito exercício de todas as virtudes, da forma com que tu e tua puríssima esposa Maria fostes os perfeitos imitadores da vida humilde, pobre, penosa, laboriosa, benéfica e desprezada, que, com amor infinito dignou-se sofrer por nós sobre esta terra Nosso Senhor Jesus Cristo.

3°Em agradecimento como se já por tua intercessão e de Maria Imaculada, Deus se tivesse dignado converter todo o mundo e dele tivesse feito um só rebanho e um só pastor.

4° Em Agradecimento como se já tivesse concedido (aqui pode-se exprimir a graça que se deseja).

5° Em agradecimento também, como se já, por sua intercessão e de Maria Imaculada, nos tivesse sido assegurada a graça da preciosa morte dos justos, com tais disposições de poder entrar, sem demora, no paraíso sem passar pelo purgatório, para chegar mais depressa a amar a Deus no reino da eterna e perfeita caridade, onde, juntamente contigo e com tua esposa, Mãe nossa Maria, e com todos os Anjos e Santos, cantaremos para sempre as divinas misericórdias. Amém.

Jesus, José e Maria, entrego-vos meu coração e minha alma.

Jesus, José e Maria, assisti-me na última agonia.

Jesus, José e Maria, expire em paz convosco a minha alma
São Vicente Pallotti 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pré-Jornadas Palotinas

Antes da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, os Jovens Palotinos de várias partes do mundo se encontrarão em Odivelas, Portugal, onde acontecerá nos dias 11 a 15 de Agosto de 2011 a Pré - Jornada Palotina.  Abaixo segue a programação do encontro.
 PROGRAMA:
11.08.2011- 18:30  Acolhida dos participantes e oração inicial.
                   - 20:00 Jantar.
                   - 22:00 Regresso para famílias.
12.08.2011- 09:00 Tour em ODIVELAS.
                   -17:00 Regresso para famílias.
                   - 21:30 Festa das Nações.
13.08.2011- 09:00 Dia PALOTINO.
                   -17:00 Regresso para famílias, jantar.
                   - 21:30 Vigília com famílias na Igreja.
14.08.2011- 09:00 Tour em  LISBOA.
                   -12:00 Eucaristia com Cardeal Patriarca.
                   -17:00 Regresso para familias, jantar.
15.08.2011- Assunção da N. S.- manha livre.
                   -12:00 Almoço em famílias.
                   -14:00 Saída para FATIMA.
                   - 22:00 Viagem noturna para MADRI.

 Número dos participantes:
   - 75 Polacos
   - 25 Americanos
   - 25 Brasileiros
   - 20 Indianos
   - 10 Ingleses (a confirmar)
   - 10 Australianos (a confirmar)
   - 150 Portugueses de Odivelas e Coimbra

quarta-feira, 16 de março de 2011

Retiro Espiritual de Carnaval 2011 em Itaperuna - RJ

Aconteceu no feriado de carnaval, dos dias 05 a 09 de março, nas dependências do antigo seminário de Eugenópolis - MG,  o Retiro de Carnaval organizado pela Juventude Palotina da Paróquia de São Benedito com a participação dos jovens das Paróquias de Santa Rita de Cássia e da Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em fim, as três Paróquias Palotinas de Itaperuna juntas.


Foram momentos de muita oração, espiritualidade e alegria. Houve Missa todos os dias.
Esteve conosco o superior dos padre palotinos, Pe. Jorge Chmielecki SAC  que deu assistência, celebrou missa, atendeu confissões e palestrou, também  o Pe. Gilmar Simplicio da Silva SAC da paróquia Santa Rita, celebrou uma missa e palestrou. Participaram conosco dois seminaristas palotinos: Natan e Luiz Manoel.



Tivemos a nossa tradicional via-sacra com chuva e muito barro e no final uma guerra de barro e banho de cachoeira.



No encerramento do Retiro, tivemos uma festa a fantasia com vários modelitos engraçados.
Cristiano Nino

segunda-feira, 14 de março de 2011

Encontro do Instituto Pallotti de Roma - Março de 2011

No dia 10 de março de 2011, foi realizada a primeira conferência do Instituto Pallotti de Roma. Neste ano, o ciclo de conferências terá como tema geral “Reavivar a fé”. Essa primeira conferência teve como tema “Os atuais areópagos da fé à luz dos desafios do tempo de Pallotti” e foi apresentada por Pe. Tadeusz Wojda SAC, que trabalha na Congregação para a Evangelização dos Povos.

No início do séc. XIX – sublinhou o conferencista – ocorreram grandes mudanças na vida social, política, eclesial e no campo da liberdade religiosa. Os que apoiavam a Revolução Francesa tendiam a eliminar a religião da vida humana e social. Essa oposição à religião era um grande desafio para o anúncio da fé. O relator apresentou a situação da Igreja na Europa, África, Ásia e Américas. A Congregação de Propaganda Fide respondeu à situação eclesial de seu tempo com um grande esforço em relançar a missão. Nesse período, com efeito, nasceram muitas Congregações missionárias e foram lançados os fundamentos da missiologia que leva em consideração as diversas realidades sócio-religiosas dos povos e sublinha a salvaguarda da cultura e das tradições locais. Dessas iniciativas da Igreja Universal, promovidas para despertar e revigorar a fé, participou S. Vicente Pallotti. Nesse sentido, se insere a fundação da União do Apostolado Católico, que tem como finalidade principal reavivar a fé e reacender a caridade em toda a humanidade. Confrontando o tempo de Pallotti com o de hoje, nota-se que muitos desafios do presente são novos: eles emergem das mudanças na vida social e eclesial. Evidencia-se a necessidade de uma nova evangelização e de uma nova consciência para viver a fé. Percebe-se hoje a urgência de iluminar com o Evangelho vários setores da sociedade moderna. Exemplos desses setores, nos quais é preciso inserir o Evangelho, são: as grandes cidades (megalópoles), o mundo do turismo, o mundo da economia etc. Esses setores constituem os areópagos da nova evangelização: nova em seus métodos, mas com o mesmo fervor do passado.

domingo, 13 de março de 2011

VENCENDO COM CRISTO

O primeiro Domingo da Quaresma, a cada ano, traz para nós o Evangelho das tentações de Jesus. Neste ano “A”, traz também aquela dos nossos primeiros pais. Sobre isso diz o Catecismo da Igreja Católica no nº 391-394 : “Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus (Gen 3,1-5) e que, por inveja, os faz cair na morte (Sab 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo (Jo 8,44; Ap 12,9). A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus.  – “Com efeito, o Diabo e outros demónios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa.” (IV Conc. Latrão, 1215)– A  Escritura fala de um pecado desses anjos (2Pe 2,4). Esta “queda” consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: “E vós sereis como deuses” (Gn 3,5).”
No entanto o Salmo 115 diz:  O céu é pertença do Senhor; mas a terra, Ele a deu aos seres humanos” (Sl 115,16). Nós não vemos o maligno “por ai”. O que pode acontecer são pessoas que se deixam influenciar por ele. Jesus, nas tentações no deserto, venceu-o para também nos tornar participantes da sua vitória.  Na Sua Paixão o Senhor consumou esta vitória, como diz a segunda leitura de hoje: “De facto, se pela falta de um só e por meio de um só reinou a morte, com muito mais razão, por meio de um só, Jesus Cristo, hão-de reinar na vida aqueles que recebem em abundância a graça e o dom da justiça.” (Rm5,17)    Nossa Senhora é a Nova Eva que completamente participou da vitória de seu Filho e nos chama a seguir seus passos.
O prefácio da oração Eucarística nos explica o  sentido deste tempo da Quaresma: “Para renovar, na santidade, o coração dos vossos filhos e filhas, instituístes este tempo de graça e salvação. Libertando-nos do egoísmo e das outras paixões desordenadas, superamos o apego às coisas da terra.”
São João Bosco dizia: “Deus colocou-nos no mundo para os outros”. Certamente ele aprendeu com Nosso Senhor o que resumiu nesta frase. Jesus no-lo mostra no Evangelho com as tentações que vence. Como insinua o trecho do prefácio da Missa citado acima, o egoísmo é a principal tentação que Jesus vence.
 A primeira tentação: “«Se és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem.» (Lc 4,3-4) Mais tarde, durante o seu ministério público, pelo menos por duas vezes Jesus multiplicou os pães para o povo faminto. Usou o poder como um dom de amor. Isso tem aplicações  práticas na vida da Igreja. Por exemplo, um sacerdote pode absolver aos outros dos seus pecados, mas não pode absolver-se a si mesmo. É um dom para os outros. Uma pessoa casada vive para os outros – especialmente o cônjuge, e os filhos – e assim se realiza. Assim a intimidade do casal, vivido de forma natural, como um dom de si ao outro e aberto à possibilidade da vida, faz parte do plano de Deus para a sua santificação.
A segunda tentação: “Em seguida, conduziu-o a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo, pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, a fim de que eles te guardem; e também: Hão-de levar-te nas suas mãos, com receio de que firas o teu pé nalguma pedra.» 12Disse-lhe Jesus: «Não tentarás ao Senhor, teu Deus.»” (Lc 4,9-12) Se nosso Senhor cedesse a esta tentação, seria um facto prodigioso, que atrairia fama para ele, mas sem proveito algum para ninguém. Nosso Senhor rejeitou-o. Mais tarde, na vida pública, movido pela compaixão, fez muitos actos prodigiosos em favor dos enfermos. Às vezes tirando-os da multidão, às vezes pedindo segredo da cura, e só permitindo que se falasse quando isso redundava em glória a Deus e salvação das almas com o aumento da fé: “Vai para tua casa, para junto dos teus, e conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.” (Mc 5,19)
Por fim, a tentação de cultuar o “príncipe deste mundo” com vista a proveitos temporais. Isto fazem-no, ainda que muitas vezes inconscientemente, ou conscientemente, todos os que recorrem a “bruxedos” ou outras práticas ocultistas. «Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver. 7Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» (Lc 4,6-8)
Nosso Senhor, neste tempo de Quaresma, chama-nos, de modo especial a vencer com ele. Para isso devemos usar as armas que a Igreja nos recomenda: A oração mais intensa, especialmente meditando a Paixão do Senhor, o jejum, e principalmente a caridade fraterna e com os pobres, sem a qual tudo o mais poderia cair numa “beatice” infrutífera.
Para as células de Evangelização:
Qual a diferença de uma vivência sadia da Quaresma para uma “beatice” infrutífera?
Pe. Marcelo 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Noticiário UAC Fevereiro 2011

Caros irmãos e irmãs da União,

Neste boletim, com alegria vos apresentamos algumas informações sobre a causa de beatificação de Jan SZAMBELAŃCZYK SAC. O texto foi escrito pelo Pe. Jan Korycki SAC, Postulador Geral da Sociedade do Apostolado Católico. Apresentamos também algumas outras notícias provenientes de toda a UAC.
1. CAUSAS DE BEATIFICAÇÃO DE MEMBROS DA UAC A NÍVEL DIOCESANO (continuação)
Jan SZAMBELAŃCZYK SAC foi um sacerdote membro da Província Polonesa que nasceu no dia 23 de janeiro de 1907, em Radowice (Polônia) e faleceu no dia 2 de julho de 1941, no campo de concentração de Auschwitz. Em Varsóvia, no dia 17 de setembro de 2003, a sua Causa de Beatificação iniciou-se oficialmente, junto à causa de outros mártires. Quem atua hoje como postulador a nível diocesano é o Pe. Henryk Kietliński SAC.
Depois de terminar o Seminário Menor na Polônia (Collegium Marianum de Wadowice), Jan entrou para os palotinos no ano de 1924. Estudou a filosofia no Seminário Maior dos Palotinos, na Polônia, e a teologia, na Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote no dia 30 de julho de 1930, também em Roma. Depois do doutorado, em 1931, retornou à Polônia e se tornou professor: por dois ensinou filosofia em Wadowice e, depois, teologia dogmática, no Seminário Maior dos Palotinos de Ołtarzew. Como professor era exigente, mas ao mesmo tempo muito estimado pelos estudantes, pois era sinceramente aberto verso todos, e com prazer, lhes explicava o que fosse necessário, pois era sempre bem preparado para as aulas.
Em 23 de maio de 1941, como outros tantos sacerdotes daquele tempo, foi levado pelos Nazistas para a prisão de Pawiak - Varsóvia. Sucessivamente, com o mesmo meio de transporte de São Maximiliano Maria Kolbe, foi transferido ao campo de concentração de Auschwitz. Lá, tornou-se conhecido como aquele que sabia pensar mais nos outros prisioneiros do que a si mesmo, ajudando-os de diversos modos. Tendo sido brutalmente ferido e extremado por causa dos trabalhos forçados, adoeceu de disenteria. Na segunda metade de junho do ano de 1941 foi transferido para o Bloco n. 14, onde estavam os doentes de tifo e de cólera.
Pe.  Konrad Szweda, testemunha ocular, escreveu que Pe. Szambelańczyk se distinguia pela fé forte e pela invencível esperança. Com o exemplo da própria vida e da oração, ajudava os seus companheiros de sofrimento, sempre os consolando e encorajando-os à vida. Com grande fé e forte convicção, os exortava repetindo: “Amigos, não desistir jamais!” Ele não perdeu a consciência em qualquer momento. Porém sabia que seria morto, pois experimentava ver que, a cada dia, suas forças lhe abandonava. Pe. Szweda lembra-se também de sua última conversa com o mártir. Pe. Jan percebia que a morte seria o último compromisso a qual deveria preparar-se. Sublinhava que a morte era “o momento mais alto das peregrinações humanas e que se devia preparar com esforços cotidianos. A morte é um encontro com Deus, se O servimos fielmente sobre a terra...” Na vigília de sua morte, enquanto eu o confessava, continua Pe. Szweda, com os lábios encolhidos e murmurando, repetia diversas vezes: “Oh, Meu Jesus!”. Durante aquela mesma noite, expirou. (Arquivo da Província Palotina de Cristo Rei, Varsóvia).
2. A UAC na Itália.
A União na Itália sofreu com as mortes inesperadas de Pe. Antonino Celona, no dia 6 de fevereiro, e depois, de Pe. Mario Proietti, no dia 12 de fevereiro.  Pe. Antonino Celona, quando era Conselheiro Geral da SAC, foi nomeado para fazer parte da primeira comissão para a formulação do Estatuto Geral da UAC, em 1988.  Foi ele também quem coordenou os trabalhos que finalizaram com a primeira versão do mesmo Estatuto, em 1989. Pe. Mario Proietti foi administrador do Centro de Espiritualidade São Vicente Pallotti, em Grottaferrata, Roma, desde 2002 até o dia de sua morte. Era, portanto, uma figura muito conhecida por todos que freqüentavam o Centro. Além desta responsabilidade, desde 1986, era Presidente do Conselho de Administração da Pia Casa di Caridade de Roma, fundada por São Vicente Pallotti em 1838: ainda hoje a Pia Casa hospeda cerca de vinte meninas e moças, sob a direção das Irmãs do Apostolado Católico – Palotinas Romanas. Naquela comunhão de oração, agradecemos a Deus pela vida de ambos e pelos seus trabalhos à família palotina: confiamos tudo ao amor eterno do Pai.
3. UAC na Coréia do Sul. O Secretariado Geral da UAC recebeu com grande alegria, por meio do Pe. Provincial Casimiro Czulak que visitava a Itália, uma cópia do Estatuto Geral da UAC traduzido em língua coreana e impresso naquele país. Os Palotinos trabalham na Coréia desde 1990. Outra novidade de apostolado que eles desenvolvem por lá é a impressão mensal, como um dépliant, do “Apóstolos Hoje”. Atualmente imprimem cinco mil (5000) cópias para distribuí-las às pessoas associadas ao apostolado palotino. Este é, realmente, um modo muito interessante de divulgação da espiritualidade palotina. 
4. Conselho de Coordenação Nacional no Brasil. Os membros do Conselho de Coordenação Nacional da UAC no Brasil se reuniram em Porto Alegre durante os dias 28 e 30 de janeiro de 2011 para a Assembléia Nacional.
Durante a mesma, o CdCN foi renovado, e o resultado è o seguinte: Presidente Senhor Dario Ivatiuk Junior (membro atual do Conselho de Coordenação Geral); Vice-Presidente Irmã Ines Casarin, CSAC; Ecônomo Senhor Joaquim Accioly e como Secretária, a Senhora Leni Bressan. Desejamos ao Novo Conselho de Coordenação Nacional a benção do Senhor em tudo aquilo que planejam para animar e promover a União no Brasil. 
5. Roma. O aniversário da morte da Venerável Elisabetta Sanna é dia 17 de fevereiro. Porém neste ano, em Roma foi comemorado dois dias depois, dia 19 de fevereiro de 2011, com a Celebração Eucarística presidida pelo  Pe. Jacob Nampudakam, Reitor Geral da Sociedade do Apostolado Católico. Ao término da celebração, Sr. Gianfranco Casu, Presidente da Comissão Sarda para a Beatificação, testemunhou a própria devoção à Serva de Deus e informou a todos que é em preparação um novo livro. O Postulador D. Jan Korycki partilhou aos presentes as notícias sobre o processo diocesano que acontece no Brasil, sobre uma cura alcançada por intercessão da Venerável. A oração para implorar a graça da beatificação da Venerável foi animada por um novo coro masculino, sardo, chamado Su Cuncordu Codronzanesu, dirigido pelo Sr. Luigino Cossu. Depois da Santa Missa, pela bela apresentação, o coro recebeu tantos aplausos. (Vídeo e foto podem ser vistas no sito:  www.sac.info)
6. Ir. Salete Cargnin CSAC, membro do Secretariado Geral da UAC, celebrou seus primeiros 25 anos de vida consagrada, domingo, dia 9 de fevereiro, durante sua visita à comunidade de suas coirmãs em Moçambique. Desejamos a ela tanta alegria e a benção do Senhor Jesus, origem e fim de sua chamada palotina.
Ir. Maria Landsberger SAC, outro membro do Secretariado Geral da UAC, visitou as comunidades em Codó, Maranhão, no nordeste do Brasil. De lá, escreveu: “Ir. Margdalene Klein, vice-provincial da Província alemã, acompanhada por mim, visitou as 4 comunidades das Irmãs Missionárias. Lá tivemos uma grande e agradável surpresa, pois os membros da UAC nos receberam com grande festa.   É uma comunidade UAC jovem, composta de famílias com crianças pequenas, catequistas, pessoas ativas nas diversas atividades pastorais, cada um trazendo algo para um ágape abundante.   Durante a partilha, nos contaram sobre a Novena feita antes da festa de São Vicente, do Oitavário da Epifania, iniciado ha dois anos e que abraça tantas pessoas.  Também, em Codó existem duas paróquias palotinas, onde os sacerdotes, as irmãs e cerca de 90 membros leigos a UAC trabalham juntos como uma verdadeira família palotina”.

Piazza S.V. Pallotti, 204 – 00186 Roma
Tel./Fax: (39) 06 68194623
E-mail: uac@uniopal.org

terça-feira, 1 de março de 2011

Apóstolos Hoje - Março de 2011

São Vicente Pallotti  - “Deus Amor Infinito”
XVIII MEDITAÇÃO
 “Da obrigação que temos de aperfeiçoar-nos meritoriamente, nós mesmos, enquanto vivas imagens de Deus, pureza per essência.”
Invocação ao Santo Espírito( rezado ou cantado)
1 – Reveste-me, Senhor, co’a tua graça, eu quero meu irmão servir melhor!
Que teu espírito em mim se faça, que eu possa caminhar no teu amor!
Reveste-me, Senhor, reveste-me, Senhor, reveste-me Senhor, com teu amor.
2 – Que eu busque em minha vida a santidade, no exemplo de Jesus a inspiração. Na fé e na esperança e caridade,fazendo acontecer libertação.
Rezemos juntos “Deus meu, Jesus meu, entendo ter-te amado e amar-te, por toda a eternidade, a todo instante, com todo o amor  que existiu, que existe e que existirá, com todo o  amor que  pudesse e devesse existir, no tempo e na eternidade, e com todo teu infinito amor. Amém.”
REFLEXÃO  
Caros irmãos e irmãs, na seqüência das meditações, vamos hoje meditar e contemplar a grandeza de nosso Deus onde São Vicente Pallotti ficava  em êxtase diante da pureza por essência da Trindade Santa e nos convida a sermos também nós esta IMAGEM VIVA com que Deus nos criou.
Na realidade, em seus escritos, o Pe. Vicente Pallotti, faz com freqüência reflexões sobre a pureza como uma virtude da vida cristã e que faz parte daquilo que somos chamados a viver. Como exemplo, em seus escritos em “Mês de Maio” reflete sobre a Bem aventurança - “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8), e exorta a todos, fiéis, leigos, religiosos/consagrados e sacerdotes a viverem esta Bem aventurança, em plena conformidade com a pureza  e modéstia com  que Jesus viveu a sua vida e que o caracterizou em todo o seu ministério público. No escrito “Mês de Maio” para os eclesiásticos, exorta seus irmãos no Sacerdócio falando assim: “Ama portanto a santa pureza”.
Puros sejam os teus pensamentos, pureza nas tuas palavras, pureza nas ações, pureza nos afetos do coração, pureza na forma de alimentar-te,  na bebida, pureza no repouso. Em tudo, pureza, pureza, pureza!
Recordemos sempre que Deus, com sua imensidade, preenche todas  as coisas e de conseqüência, digo assim para fazer-me compreender: tu te encontrarás sempre todo imerso em Deus, imerso portanto, na pureza por essência” (OOCC XIII, 431).
Puros sejam os teus pensamentos, pureza nas tuas palavras, pureza nas ações, pureza nos afetos do coração, pureza na forma de alimentar-te,  na bebida, pureza no repouso. Em tudo, pureza, pureza, pureza!
Na realidade, a pureza è uma virtude que tem uma dimensão que vai além da virtude estritamente correlativa aos dois mandamentos - 6° e 9° que a nomeiam explicitamente. A pureza, no seu sentido mais amplo, se opõe ao engano, à mentira, à falsidade nos relacionamentos diários, atitudes essas nas quais, grande parte da nossa sociedade, infelizmente parece ter  “mergulhado” e que somos convidados a fazermos frente a essa realidade com um coração e uma vida de transparência como é transparente uma criança. A pureza, no seu sentido amplo é a virtude da transparência no viver e no agir!
Acompanhemos atentamente  a reflexão nela meditação XVIII:
A - À luz da santa fé, estou lembrado de que, ao ter-me Deus em sua infinita misericórdia e em seu infinito amor, criado à sua imagem e semelhança, a minha alma é uma viva imagem da pureza por essência, pois Deus é pureza por essência, pureza sem fim, pureza incompreensível, por força da própria criação, com o auxílio da graça, sou obrigado a valer-me do livre árbitro para aperfeiçoar a mim mesmo, Viva Imagem da pureza por essência.
B - Devo, por isso, aspirar, em tudo e sempre, à pureza por essência e preciso usar de todos os meios para viver em possível pureza total da alma e do corpo.
C - Para tal, disponho da arma poderosíssima da santa oração, a vocal e a mental, a fim de afastar, da minha mete, todo pensamento impuro e, do meu coração, todo afeto desordenado. Para vencer todas as tentações impuras, para refrear todas as perversas e brutais paixões, preciso buscar forças na freqüência dos sacramentos.
 D - Devo tutelar cuidadosamente todos os sentimentos do corpo, fugir aos perigos, às ocasiões e à familiaridade com pessoas que possam me levar a perder ou ofuscar o preciosismo lírio da pureza da alma e do corpo.
E - Para aperfeiçoar-me sempre mais na santa pureza, devo agir e viver de modo que, com o exercício de mortificação da carne, dos vícios e da concupiscência possa  preservar-me de tal maneira que:
Todos os pensamentos sejam pureza; Os afetos do coração, pureza;
Porque na verdade, pela divina misericórdia, sou uma  viva imagem da pureza por essência. Se me comportasse diversamente, agiria em oposição à natureza da minha alma, que é viva imagem da pureza por essência.
Após termos ouvido os sábios ensinamento de nosso Fundador, vamos fazer uma pausa, em silêncio cada qual retome o texto e faça um confronto   e ouça os apelos de Deus para sua vida.
                            SILÊNCIO
Para obtermos para nós e para todos a divina misericórdia e a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de vivermos como  filhos amados e criados à sua imagem e semelhança, rezemos ou cantemos o salmo 66:
- Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,
  E sua face resplandeça sobre nós!
- Que na terra se conheça o seu caminho
  E a sua salvação por entre os povos.
R.    Que as nações te glorifiquem, ó Senhor,
       Que todas as nações te glorifiquem!
- Exulte de alegria a terra inteira,
  Pois  julgas o universo com justiça, R.
- Os povos governas com retidão,
  E guias, em toda a terra, as nações, R.               
- A terra produziu A sua colheita:
  O Senhor e nosso Deus nos abençoa. R.
- Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,
  E o respeitem os confins de toda terra! R.
UMA VOZ: Ah!, meu Deus, pureza por essência,pureza sem limites, pureza incompreensível!
Tenho vergonha de apresentar-me diante de vós! Sou tão mal reconhecido, tão ingrato ao vosso amor infinito e à vossa infinita misericórdia! Houvestes por bem criar-me à imagem e semelhança de vós, que sois a  mesma pureza por essência, embora soubésseis  de antemão quão monstruosa teria sido a minha ingratidão e quão oposto teria sido meu modo de agir ao que sou por minha criação.
Pela mesma vossa infinita misericórdia, ajudai-me a que eu vos implore sempre assim: Eterna, imensa e incompreensível misericórdia! É certo, certíssimo que eu sou o verdadeiro monstro de ingratidão aos vossos dons! Eu sempre agi em oposição aos projetos santíssimos do amor infinito e da infinita misericórdia com que  me tendes criado e me conservais. Dessa forma, como ficou deformada a minha alma por inumeráveis sujeiras e por uma  vida tão impura quanto distante daquela sublime pureza a que, por natureza de criação, com  a ajuda da vossa graça, podia e devia aspirar!
Todos: Será que, por isso, ides querer abandonar-me, ides querer açoitar-me, ides querer punir-me como mereço?
Ah!, meu Deus, eu sei que o certo, o infinitamente certo seria estar eu perdido para sempre! Mas vós sóis pureza por essência, infinitamente  misericordiosa! Por essa vossa infinita misericórdia, pelos méritos e intercessão de Maria santíssima e de todos os anjos e santos, confio firmemente, tenho certeza de que agora mesmo, me considereis a perfeita contrição de todos os meus pecados!
Todos - Confio que destruireis toda a minha vida impura, que me dareis a vossa pureza e a graça de me valer sempre do livre árbitro, para lançar mão de todos os meios necessários e úteis para aperfeiçoar meritoriamente, sempre mais, a minha alma, viva imagem da vossa pureza por essência.  Amém.
Refletir juntos: Quais são os meios que nos ajudam a viver a pureza por essência? ( pequenos grupos e depois partilhar no grande grupo)
OFERECIMENTO
Eterno Pai, com os corações santíssimos de Jesus e de Maria, ofereço-vos sangue preciosismo do imaculado Cordeiro, nosso divino Redentor em agradecimento, como se a mim e a todos, agora e sempre, já tivésseis concedido todas as graças que implorei. Amé