No dia da padroeira do Brasil aconteceram 3 missas solenes em nossa Paróquia de S. Sebastião em Itaipu, para a comemoração deste dia tão especial. Na parte da amanhã foram duas missas celebradas nas capelas de La Salle e da Fonte. E a noite a última missa do dia na Matriz. Que N.S Aparecida Interceda sempre por nós e pelo nosso Brasil!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
MÊS DO ROSÁRIO
As leituras da Palavra de Deus do 28º Domingo do Tempo Comum trazem, de um lado, o convite para entrarmos no Banquete definitivo do Reino de Deus, que é prefigurado e já antecipado, no nosso tempo, pela Eucaristia. Há, no entanto, o perigo de trocarmos, como diz o Pe. Cantalamessa, o “importante” pelo “urgente”.
Como nos dispormos a garantir que quando o Senhor vier, nos encontrará revestidos da veste nupcial da graça baptismal e não despidos no pecado mortal? Um meio que a Igreja sempre incentivou para ajudar a nos revestir de Cristo, da sua graça e da sua Vida é o santo Rosário, do qual estamos a viver o seu mês. Vale a pena citar a palavra de alguns papas:
“ A dar maior actualidade ao relançamento do Rosário temos algumas circunstâncias históricas. A primeira delas é a urgência de invocar de Deus o dom da paz. O Rosário foi, por diversas vezes, proposto pelos meus Predecessores e mesmo por mim como oração pela paz. No início de um Milénio, que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de Setembro de 2001 e que regista, cada dia, em tantas partes do mundo novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o Rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d'Aquele que « é a nossa paz », tendo feito « de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava » (Ef 2, 14). Portanto não se pode recitar o Rosário sem sentir-se chamado a um preciso compromisso de serviço à paz…
Análoga urgência de empenho e de oração surge de outra realidade crítica da nossa época, a da família, célula da sociedade, cada vez mais ameaçada por forças desagregadoras a nível ideológico e prático, que fazem temer pelo futuro desta instituição fundamental e imprescindível e, consequentemente, pela sorte da sociedade inteira. O relançamento do Rosário nas famílias cristãs, no âmbito de uma pastoral mais ampla da família, propõe-se como ajuda eficaz para conter os efeitos devastantes desta crise da nossa época”. (João Paulo II)
“Para levar a cabo empresa tão difícil como é reconduzir a família à lei do Evangelho, um dos meios mais eficazes é a reza do terço em família.” (Papa Pio XII)
“… “É a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como para afastar para bem longe os iminentes perigos do mundo.” (Sisto IV)
“O terço é a minha oração predilecta.” (João Paulo II)
Isso sem falar na própria palavra da Mãe de Deus que recomendou insistentemente o Rosário quando apareceu em Fátima:
13 de Maio: “Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz no mundo e o fim da guerra.”
13 de Junho: “Quero que rezem o terço todos os dias.”
13 de Julho: “Quero que continuem a rezar o terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para alcançar a paz no mundo e o fim da guerra, porque só ela vos poderá valer. Quando rezais o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem.”
19 de Agosto: Quero que continueis a rezar o terço todos os dias.
13 de Setembro: “Continuem a rezar o terço para alcançarem o fim da guerra. “
13 de Outubro: “Sou a Senhora do Rosário. Quero que continuem sempre a rezar o terço todos os dias.”
Porque tal insistência? São quatro as razões principais:
1- A Salvação. No terço dizemos: Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte.” Nossa Senhora é tão boa que não pode deixar de ouvir quem lhe pede, 50 vezes por dia durante toda a vida, uma boa morte. Ou como diz São João: “Esta é a plena confiança que nele temos: se lhe pedimos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele ouve-nos.” (1 Jo 5,14)
2- Graças temporais - Na terceira aparição de Fátima, Lúcia pediu para curar alguns doentes. Nossa Senhora respondeu que deviam rezar o Terço para alcançarem as graças durante o ano.
3- Paz no mundo e na célula da sociedade que é a família: Disse Nossa Senhora em Fátima: “Rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo.
4- Indulgências: Além do aumento da graça e do Amor de Deus que é o principal, o terço tem também estas indulgências: “Concede-se indulgência plenária a quem rezar o terço na Igreja, ou em Capela pública ou em família, em comunidade religiosa ou em piedosa associação. Nas outras circunstâncias concede-se indulgência parcial.
Modo de rezar:
Antes de tudo com uma cadência ritmada e não como uma metralhadora até comendo palavras. “Dá pena como reza o terço a maior parte da gente; rezam com uma pressa vertiginosa e às vezes comem-se palavras. Não se atreveriam a falar deste modo ao último dos homens”. (São Luís de Montfort)
Em segundo contemplar os mistérios. “Sem esta contemplação dos Mistérios, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas”. (Paulo VI)*
Para as células de evangelização:
1- Qual a tua experiência da recitação do Santo Rosário em família? Que sentimentos e disposição de alma experimentou-se após a recitação do mesmo?
2- Qual o maior inimigo, hoje, da oração em família?
Pe. Marcelo
Nota: Citações sobre o Rosário tirado do livro: “Santos de cada dia”, Editorial A. O.- Braga, Vol. III e WWW.paginaoriente .com
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
05 de outubro - dia de Santa Faustina
No dia em que a Igreja celebra a memória de Santa Faustina Kowalska, uma das pessoas mais importantes na Devoção a Jesus misericordioso, em nossa paróquia palotina de Nossa Senhora de Glória em Manaus foi preparada uma programação especial. A Santa Missa em honra da Santa foi presidida pelo pároco Pe. Stanislaw Krajewski SAC e concelebrada pelo Pe. Artur Karbowy SAC. Durante a procissão de entrada foram trazidas relíquias de Santa Faustina. Pe.Stanislaw lembrou a importância da pessoa de Santa Faustina na propagação do culto e o apostolado da divina misericórdia para preparar a humanidade para o encontro definitivo com Cristo. No fim da Santa Missa todos receberam a benção com relíquias da Santa e puderam beijá-las.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
São Francisco de Assis e são Vicente Pallotti
Homilia do Pe. Franco Todisco, SAC, Vice- Geral da SAC, na Basílica inferior de São Francisco, em Assis, durante a concelebração eucarística da XVIII Assembléia Geral junto ao túmulo do Santo.
Caríssimos irmãos em Cristo e em São Vicente Pallotti!
Este lugar recorda-nos a pessoa, a obra e sobretudo a santidade de São Francisco, daquele que, como ninguém até agora, pela pobreza se identificou com Cristo.
Cada santo teve uma palavra bíblica como chave da sua história com Deus e os irmãos, a partir da qual tudo iniciou e sobre a qual tudo construiu. Fundamento perene da espiritualidade e santidade de São Francisco foi a pobreza, tão intensa, tão radical, tão perene em sua vida, que ele a via e a vivia como um esponsalício, captando em sua imagem conjugal a perenidade e a continuidade da condição. A pobreza manifesta-se externamente como um redimensionamento da realidade material, o qual é expressão do desprendimento e da pobreza interior.
A primeira e fundamental pobreza nasce da descoberta de Deus como centro de todas as coisas; da descoberta que o mundo material não é estranho, embora diverso, daquele espiritual, porque o mesmo Criador os sustenta e cada vida faz parte da história que Ele teceu nos séculos com as suas criaturas.
A pobreza é a descoberta existencial de Deus como bem único e absoluto, como fim único de cada pensamento, palavra e ação; é a descoberta do senhorio de Deus na própria vida e na história. Se Deus é o centro de todas as coisas, então se toma distância do que nos circunda, que parece indispensável mas não o é: “Não quero nada que não agrade a Deus, mas tudo o que agrada a Deus” “Meu Deus, meu tudo!”- dizia São Vicente Pallotti. E isto sem esquecer ou desprezar o mundo: “Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão sol, pelo irmão fogo, pela irmã água, pela irmã lua e as estrelas...”; a pobreza verdadeira não é privação mas descoberta de uma nova beleza e dignidade da realidade que passa da consideração de instrumento àquela de criatura, como nós, de Deus e à de nossa companheira de viagem na existência. E não é somente contemplação e poesia, mas atenção aos pobres e partilha com os mesmos. “Irmão menor”, na Idade Média, queria dizer “último” em todo sentido; irmão para ser enviado aos últimos, aos pobres e aos fracos a fim de identificar-se com eles. Sabemos que São Francisco, durante as suas viagens, não dormia em casa de amigos ou em hospedarias mas nos leprosários ou nos lazaretos (os hospitais daquele tempo confiados à caridade completa das pessoas), para cuidar dos doentes e assisti-los, até à sua derradeira escolha de morrer nu sobre a terra nua. São Vicente Pallotti, desde jovem, teve uma grande devoção a São Francisco de Assis; quis ser capuchinho, mas a sua débil saúde, as oposições do pai e do confessor convenceram-no a entrar no clero secular. Sorte para nós. O resto da história nos é conhecido. Mas ele fez o propósito de viver como capuchinho no clero secular; até 1839 dormiu cada noite vestido com o hábito capuchinho, no chão, sobre um cobertor, tendo uma pedra como travesseiro. Por ordem médica suspendeu este costume, mas todos puderam ver no seu quarto como era a sua cama.Esta opção pela pobreza franciscana começara antes. No dia 29 de novembro de 1816, festa de todos os santos Franciscanos, recebera o hábito de terciário franciscano e, no dia 15 de fevereiro de 1818, fizera a “profissão”. Tudo isto pouco antes de sua ordenação sacerdotal.
Em 1816 escrevera sobre a pobreza interior: “...o meu inimigo capital: o que não é total despojamento do intelecto e da vontade” e sobre a pobreza exterior “...tendo eu necessidade de um palmo de terra para descansar, de ar para respirar, de água para matar a sede, de alimento para sustentar-me, de um trapo para cobrir-me, que eu não encontre nada, inclusive me seja dado o mais tormentoso sofrer!”.
Causam espanto em São Vicente, desde jovem, a clareza da meta e a força das decisões. A sua pobreza é logo doação total de si mesmo aos irmãos mais necessitados; quisera ser “...luz para os cegos, voz para os mudos, ouvido para os surdos, pena macia para dar repouso aos membros cansados dos fatigados”. Sabemos que ele dedicou a sua vida a todos, mas sobretudo aos pobres. Era pobre e por isso compreendia a situação dos pobres. Sempre os amou, os acolheu, os compreendeu e escusou; não deu a eles somente esmolas, mas, nos limites do seu tempo, os educou, os instruiu e procurou trabalho para eles, ajudou-os de todos os modos até ser chamado, ao morrer, o pai dos pobres.
Ele pessoalmente comia pouco e frugalmente. Nunca se queixava do alimento nem dizia que estava bem preparado ou temperado; não comia fora de hora e, se comia, muitas vezes comia o pão dormido ou as sobras. Teria podido viver folgadamente, pois a sua família estava economicamente bem; mas ele quis fazer-se e ser pobre no vestuário e na alimentação, privando-se sempre de toda mínima comodidade.
Também no nosso Fundador as criaturas têm todas um valor e uma função positiva. Um texto entre muitos: “Procurai Deus em todas as coisas e o encontrareis em tudo: procurai-o sempre e encontrá-lo-eis sempre”. Somente quem é enormemente pobre pode entrever Deus nas coisas e nos acontecimentos.
Uma pobreza franciscana que ele queria presente na sua obra.
Nas casas para os sacerdotes e os leigos que pelas missões se consagravam a Deus com os votos, pedira o hábito dos Capuchinhos, as sandálias sem meias e a regra e o estilo de vida de São Francisco, e pedira que se considerassem não como possuidores mas como mendicantes. Também para as irmãs da Sociedade quis o hábito de São Francisco e por regra uma fusão daquelas de São Francisco com as dos sagrados retiros.
As casas da sua mínima Congregação deviam ter a forma e o estilo dos conventos dos Padres Capuchinhos: “Também as igrejas deverão resplandecer a santa pobreza, conforme a forma das igrejas dos RR. PP. Capuchinhos”.
Considerava a pobreza como um dos sinais de reconhecimento do divino em nosso meio. O espírito de pobreza começava com a escolha do lugar e do ambiente mais pobre; pobreza nos móveis, nos quartos e na mesa, sempre unida à frugalidade e à temperança. A mínima Congregação devia ser considerada por todos como a primeira dos pobres e a comunhão de bens como o instrumento livre para que as eventuais diferenças econômicas ou sociais iniciais dos membros desaparecessem no dom total de si mesmos a Deus, aos irmãos e ao apostolado e por isso na igualdade.
Alguém disse: o catolicismo de amanhã ou será pobre ou não existirá.
A pobreza tem duas faces distintas, mas não separadas: uma interior, aquela do espírito, e a outra voltada para a sociedade e para a história.
A pobreza de espírito é o fundamento. Ela revela logo se optamos por Deus e que opção fizemos, opção esta que deve externar-se em atitudes concretas.
A pobreza é, antes de tudo, disponibilidade. É ter colocado em Deus toda segurança, ter-lhe dado ao menos a possibilidade de agir na nossa vida. Ser pobre significa ter renunciado a tantas certezas e seguranças; a fé não pode ser hoje uma apólice de uma companhia divina de seguros. Pobreza, em vez disso, quer dizer ter tantos pontos de interrogação que, na tradição hebraica, quando encontram uma resposta, se abrem para outra pergunta. Tudo isto não em contraste com o dever de anunciar a boa notícia do Evangelho. A pobreza diz respeito somente ao modo justo.
A pobreza, enfim, se refere também aos meios; são necessários, mas não o são todas as implicações e as alianças que, por exemplo, o dinheiro procura. Abundância, consumismo e desperdício não convêm a quem escolheu a pobreza; porque ser e viver como pobre é também cada dia dar-se conta dos irmãos necessitados para partilhar a sua condição.
Sobre a pobreza somos todos incentivados ou desafiados a andar contra a corrente pela palavra admoestadora de Jesus: “É mais fácil que um camelo passe pelo fundo de uma agulha que um rico entre no reino dos céus”.
Que São Francisco e São Vicente nos ajudem a ser pobres e a viver todas as nossas opções pessoais e apostólicas no espírito da Santa Pobreza, para assemelhar-nos mais Àquele que era rico e se fez pobre por nós. Amém.
Tradução do
Pe. João Baptista Quaini
Apóstolos Hoje – outubro 2011
Deus, Amor Infinito
Meditação 25 (OOCC XIII, pág. 152-156)
Deus, nos dando o seu Filho Divino, feito homem por nós, como irmão Primogênito, deu-nos também Maria como mãe, a própria Mãe de seu Filho Divino, e como irmãos, deu-nos todos os Santos. Assim, nos assegurou também o cuidado dos anjos.
Oração
Acender-se-á o amor em vós,
Acender-se-á o grande fogo de Deus.
Recebereis o Espírito Santo, diz o Senhor.
E gozareis de uma paz profunda,
E gozareis de uma paz sem precedentes.
Recebereis o Espírito Santo, diz o Senhor.
Entendereis e amareis a minha Palavra,
E entendereis o meu Evangelho de Amor ...
Recebereis o Espírito Santo, diz o Senhor.
Pai Misericordioso, nós te agradecemos por nos enviar o teu Filho Jesus Cristo para que fosse anunciado a todos os homens o Evangelho da Salvação. Agradecemos-te pelo dom da vida, da fé, de teu amor e particularmente por nos ter chamado, na Igreja, a seguir o ideal de São Vicente Pallotti.
Reflexão
Caros irmãos e irmãos seguindo a seqüência de reflexões, nós meditaremos o amor infinito e misericordioso de Deus, que nos deu Maria como Mãe e seu Filho, Jesus, como irmão. Foi por causa de seu amor que Ele nos deu dons, nos concedeu favores e graças; tantas que, é certo, jamais compreenderemos de verdade! É pela fé que sabemos que Jesus é nosso Irmão e que Maria é nossa Mãe! É por estes dons e graças, concedidas sempre e por toda a eternidade, que somos todos irmãos em Cristo e por isso, por sua vez, Ele sempre escuta as nossas orações e as responde com seu amor misericordioso.
Diante de Deus somos todos acolhidos com amor. Pallotti se pergunta: ‘Como serei recebido na corte celeste de meu irmão Jesus Cristo e de minha Mãe Maria, Rainha dos Apóstolos? Oh, meu Deus, eu não entendo! ... Oh, Amor Infinito, Amor Incompreensível, Misericórdia Infinita de minha Alma! Ilumina-me para que consiga descobrir o quanto sou ingrato! O quanto abusei de vossos dons e o quanto fui culpado por tudo isso! Eu sempre fiz o contrário daquilo que gostaria de ter feito para corresponder com amor, com humildade, com um coração realmente grato ao vosso amor infinito e à vossa misericórdia. Até que ponto fui louco por não ter aproveitado da intercessão dos Anjos e dos Santos! De não ter desfrutado da potente intercessão de minha cara Mãe, Maria: tudo para que obtivesse a graça de imitá-los todos em todas as virtudes, como vós quereis, oh meu Deus. Por causa de vossa infinita misericórdia, tenho a certeza que me ajudarás, agora e sempre!” (OOCC XIII, pág. 154-155).
Sugestões para a reflexão e para a partilha
O que Pallotti gostaria de dizer-me com esta reflexão?
O que poderia mudar em minha vida para que o Amor infinito e misericordioso de Deus frutifique em mim?
Quais os valores de Cristo, de Maria e de Pallotti eu deveria imitar para que o meu ser e o meu agir fecundassem em minha missão?
Oração final
Oh, Senhor, tu que se fizeste pão para nutrir-me com a tua sabedoria e com a tua santidade, destrua com a tua presença a minha ignorância e os meus pecados, de um modo que só reste em mim a tua sabedora e a tua bondade.
Oh, Senhor, que sois a imagem substancial do Pai, tu que se fizeste meu alimento para nutrir-me com a tua Essência Divina, destrua em mim tudo o que te ofende de um modo que resplandeça sempre mais vivamente em mim a Imagem de Deus, imagem esta que me deste como dom, fazendo-se homem!
Oh, Senhor, que sois o Amor Infinito, tu que se fizeste alimento para nutrir-me com o amor do Espírito Santo, destrua com a tua presença todos os amores que me distanciaram de ti, de um modo que não seja mais eu a te amar, mas o mesmo Espírito Santo que em mim, ame a ti e a todas as criaturas. Amém”.
Oferta
Meu Deus, rendo-te graças pelos benefícios recebidos durante a minha vida, particularmente pelo dom deste dia.
Unido aos Corações Santíssimos de Jesus e Maria, ofereço-te as intenções e os afetos, as orações e o trabalho desta jornada; ainda, entrego-te os atos de virtude e de amor realizados por mim e por todas as criaturas, no tempo e na eternidade, para a tua glória infinita e para o bem das almas. Amém.
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sábado, 1 de outubro de 2011
O EMPENHO MISSIONÁRIO DE SÃO VICENTE PALLOTTI
São Vicente Pallotti foi uma pessoa possuída, animada e impelida pelo espírito missionário de Cristo, o Apóstolo do Pai eterno. Embora não tenha trabalhado numa frente missionária propriamente dita, foi um grande incentivador da evangelização dos que não conhecem Jesus Cristo e não crêem nEle. Da inquietação e da preocupação missionária de Pallotti nos fala Pe. Bruno Bayer, um dos grandes conhecedores de Pallotti e editor das cartas de Pallotti. Este texto é a tradução de uma entrevista concedida à revista palotina “Katholisches Apostolat”, em abril de 1995.
Pergunta: No século passado refloresceu na Igreja a inquietação missionária. Cogitou Vicente Pallotti em trabalhar como missionário num país de missão?
Resposta: O florescimento do espírito e da inquietação missionária, no século XIX, foi sobretudo forte durante o pontificado do Papa Gregório XVI (1831-1846). Seus esforços missionários suscitaram um profundo eco em Pallotti. Um companheiro de Pallotti, Pe. Mélia, diz que Pallotti, ao ouvir falar das Missões, se tornava logo fogo e chama. O bispo Wiseman, em 1846, queria que Pallotti fosse à Inglaterra para pregar retiros. Pallotti não quis tomar uma decisão sozinho. Quis ouvir o parecer do seu confessor. Este disse-lhe que não. No dia 26 de fevereiro de 1846, escrevendo a Mélia, lhe dizia que não pensava mais em ir à Inglaterra. Não consta que tivesse outros planos de ir a um país distante.
P: Que lugar ocupou a idéia das Missões, quando Pallotti pensou em fundar a União do Apostolado Católico?
R: No dia 9 de janeiro de 1835, Pallotti escreveu um texto espiritual, considerado por Faller como “oração de fundação”. Nele fala de uma tríplice obra. A primeira é claramente uma obra missionária. Chama-a “apostolado universal de todos os católicos para propagar a fé e a religião de Jesus Cristo entre todos os que não crêem em Cristo”. Ele considera a obra não como uma fundação sua, mas como dom da misericórdia de Deus. Sua atividade sacerdotal já o prepara para um trabalho missionário. Desde 1833 trabalhava no Colégio da Propaganda Fide como confessor dos seminaristas provenientes dos países de Missão. Graças ao contato com eles tem um conhecimento pessoal do mundo das Missões e dos seus problemas. Além disso, através de um professor, Thomas Alkusci, que ensinava no Colégio da Propaganda Fide, conheceu a Igreja caldaica unida e suas necessidades e iniciou uma obra de ajuda à mesma. Escreve Pallotti: No ano de 1835, algumas pessoas de Roma, movidas pela caridade cristã, ansiavam por imprimir em árabe, para proveito dos católicos das partes do Oriente, onde se fala tal idioma, o livrinho das ‘Máximas Eternas’, compilado por S.Alfonso Maria de Liguori.
Um sacerdote romano resolveu então apelar para o zelo de um leigo, no sentido de que este angariasse donativos capazes de cobrir as despesas da edição. Referido leigo recolheu, em poucas horas, soma não pequena. Diante do acontecido, na preocupação de não expor obras santas à murmuração de malévolos, pensou-se na conveniência de constituir uma pia sociedade, que, nas atuais necessidades da Igreja, tivesse por objetivo procurar multiplicar os meios espirituais e temporais necessários e oportunos para reavivar a fé e reacender a caridade entre os católicos e propagá-la em todo o mundo”.
P: Pensou Pallotti em enviar colaboradores para o trabalho missionário da Igreja, por exemplo, na África e na Ásia?
R: Pallotti é suficientemente realista para perceber que somente poderia oferecer colaboradores para o trabalho missionário, quando os tivesse e fossem também devidamente preparados e formados. Já no ano de 1837, isto é, dois anos após a fundação da União do Apostolado Católico, procurou abrir um Colégio para as Missões e acolheu os primeiros candidatos na reitoria da igreja do Espírito Santo dos Napolitanos. No dia 2 de outubro de 1837 pede ao Cardeal Vigário, Carlo Odescalchi, que abençoe o colégio já iniciado, para que como pequena semente de um santo colégio forme zelosos e doutos sacerdotes, cheios do espírito de Jesus Cristo, que o anunciem com fruto aos que ainda não o conhecem e não crêem nele. No mesmo dia o Cardeal Vigário lhe respondeu afirmativamente, concedendo-lhe “toda aprovação e toda bênção”.
Noutro pedido feito à Congregação da Propaganda Fide para a ereção de um colégio missionário central em Roma, Pallotti coloca humildemente à disposição “a Sociedade fundada já em 1835 para aumentar, defender e propagar a piedade e a fé católica sob a especial proteção de Maria, Rainha dos Apóstolos”. Pallotti não está muito interessado em liberar um ou vários padres para as Missões, mas quer formar solidamente o maior número possível de zelosos missionários. Entre os primeiros companheiros, na reitoria do Espírito Santo, encontra-se Mélia, enviado por Pallotti em 1844 a Londres com o fim de atender aos imigrantes italianos, cuja fé num ambiente não católico estava fortemente ameaçada. Em 1846 Pallotti enviou a Londres também José Faà di Bruno. A contribuição de Pallotti para a África e a Ásia está no cultivo espiritual dos estudantes teólogos do Colégio da Propaganda Fide, provenientes daquele continente. Quanto à Ásia Pallotti trabalhou sobretudo em favor da Igreja caldaica unida. No fim do século XIX, os seus filhos irão trabalhar como missionários na África e mais tarde na Ásia.
P: Pallotti teve bons contatos com os seminaristas dos países de Missão. Manteve ele esses contatos?
R: Para Pallotti era algo natural manter contato com os seminaristas dos países de Missão. Conhece a muitos como confessor no Colégio da Propaganda. Além disso, é chamado pelo Colégio Grego, Inglês, Irlandês, Escocês e por muitas comunidades religiosas. Seu interesse pelas Missões aprofunda e estreita esses contatos. Conforme o parecer de um amigo, em cada aluno Pallotti vê um futuro sucessor dos Apóstolos a serviço do trabalho missionário entre os pagãos. Nem todo contato com os antigos seminaristas dos países distantes se encontra documentado. Mas há claros indícios de que, apesar dos seus muitos trabalhos, sabia tirar tempo para manter contato com seus ex-dirigidos espirituais. Existe uma carta do dia 21 de julho de 1837, vinda de Cincinnati, na qual um ex-aluno da Propaganda, chamado Ferdinand Kühr, pede ajuda a Pallotti para construir uma igreja. Chama-o seu “querido pai” e “confessor”. De Bagdad lhe escreve várias vezes o vigário do Patriarca Peter Bartatar, cujo diretor espiritual fora Pallotti no Colégio da Propaganda. Em 1840 lhe faz uma detalhada prestação de contas da importante ajuda recebida. Em 14 de julho de 1848, Pallotti escreve uma carta em latim ao sacerdote inglês Hardinge Ivers, que conhecera Pallotti, durante seus estudos em Roma, e com o qual se manteve em contato.
A melhor informação a respeito dos contatos de Pallotti com as Missões nos é dada pelo relatório que Pallotti apresentou ao Papa Gregório XVI em 1838. Nele escreve: “Fundada a Sociedade, ela não cessou de prover aqueles missionários dos quais tinha notícias e os que partiram para as Missões estrangeiras...Quase todos os missionários receberam a faculdade de agregar membros à Sociedade do Apostolado Católico. Esta agregação dá-se na China, na Índia, na América Central, na Coréia, no Tibet, na Pérsia, na Caldéia, na Mesopotâmia, na Síria, na Palestina, no Egito, na Ásia Menor, na Grécia, na Bulgária, na Polônia, na Suíça, na Alemanha, na Albânia, na França, na Espanha, na Inglaterra, na Irlanda, na Escócia, na África e em vários estados da Itália”.
P: Diz-se, hoje, que também os países cristãos se tornaram “terra de missão”. Fala-se da necessidade de uma “nova evangelização” da Europa. Como era no tempo de Pallotti?
R: Na sua carta escrita ao Pe. Gaspar del Búfalo, no dia 26 de maio de 1818, dez dias portanto após sua ordenação sacerdotal, Pallotti tem uma observação que projeta um raio de luz sobre a situação religiosa dos anos posteriores à Revolução Francesa. Ele escreve: “A fé está quase morta em muitos cristãos do nosso tempo”. Ele tem em vista os cristãos do Estado Pontifício. Aconselha Gaspar del Búfalo, que estava pregando missões naquela região, a pregar sobretudo sobre a fé. No primeiro Apelo de Maio de 1835, Pallotti fala dos “escândalos de todo gênero de que foi e ainda é testemunha nossa época...Faltam muitas vocações. Muitas vezes não há o número necessário de operários evangélicos para manter a religião onde se encontra. Muito menos ainda é possível conseguir homens apostólicos para levar a religião aonde não é conhecida”. O que tenta Pallotti no seu tempo é muito semelhante ao que nós chamamos hoje “nova evangelização”. Isso aparece até na sua linguagem. Gosta das palavras Evangelho e evangélico para caracterizar a sua obra. Ele escreve: “a Sociedade chama-se Apostolado Católico porque ela deve ser na Igreja de Jesus Cristo como uma corneta evangélica que chama todos, que convida todos e desperta o zelo e o amor de todos os fiéis de qualquer estado, condição e posição”.
Tradução do
Pe. João B. Quaini
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