domingo, 9 de janeiro de 2011

Despedida do Pe. André Gladysz SAC


No dia 5 de Janeiro a nossa paróquia reuniu-se para se despedir do Sr. Pe. Andrzej Gladysz SAC que durante 22 anos prestou um dedicado serviço sacerdotal em Portugal, e em particular na nossa paróquia.
Estiveram presentes na missa solene o representante do Patriarcado de Lisboa, bem como sacerdotes da vigararia e amigos do Pe. Andrzej. A comunidade Palotina em Portugal também se fez presente.


O Pe Andrzej pertence ao grupo de sacerdotes Palotinos que colocaram Portugal acima de todas as suas aspirações religiosas. Permaneceram por puro amor a este País e em particular à nossa paróquia. Reputado músico (violoncelista) abdicou da sua paixão pela música pois as obrigações paroquiais eram incompatíveis com o tempo de ensaios.

Foi coordenador nacional das Famílias de Nazaré. Foi reitor dos Palotinos em Portugal por 20 anos. Fundou a pastoral dos Polacos e foi seu capelão até partir para a sua Polônia amada.

Sacerdote de sorriso tímido, de educação e formação acima da média, viveu sempre discretamente, sem alardear os seus dons.


Escreveu, ensaiou e apresentou a peça teatral - " Segundo Caifás" que é sem dúvida uma maravilhosa imagem do homem de cultura e saber que se esconde por trás do sacerdote Andrzej.


No passado dia 27 de novembro levou à cena a peça " Anjos e Magos" de Monsenhor A.M. Rouguet que foi  mais um sucesso. Resultado de todo este trabalho e dedicação foi fundado o grupo de teatro Pe. ANDRZEJ GLADYSZ.


Permaneceu discretamente durante todos estes anos, mas é um ponto de referência para todos quantos tiveram o privilégio de privar com ele e de o conhecer profundamente.

Com o Pe. Andrzej fecha-se um ciclo. O ciclo dos que amaram e se dedicaram a Portugal de forma apaixonada e permanente.

- Bem Haja pela forma profundamente Palotina com que colocou os seus dons ao serviço desta grande comunidade que é a paróquia de Odivelas.

 Raquel Xavier
 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A GRANDEZA E A HUMILDADE DO SENHOR

Neste tempo de Natal ficamos sempre como que estupefactos diante da humildade de Deus. No Natal vemos Jesus Menino nascido em palhas. Diz o Pe. Cantalamessa que a humildade não consiste em ser pequeno, mas em fazer-se pequeno por amor. Isso vemos em Nosso Senhor Jesus Cristo: a sua “descida” voluntária por amor a nós. No Baptismo de Nosso Senhor, vemos mais um gesto da humildade de Deus. Comentando este facto, São Vicente Pallotti dirá nos seus célebres “33 pontos” da vida de Cristo: “Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo embora sem pecado, contudo, para animar-nos à vida humilde e penitente, pôs-se no meio da turba dos pecadores, como se fora um deles, e humilhou-se ao se fazer baptizar publicamente por seu santo precursor. Assim, por amor a nosso Senhor Jesus Cristo e para pôr freio em nosso amor próprio e em nossa soberba, devemos esforçar-nos e humilhar-nos não só interiormente mas também exteriormente, com os actos de humilhação, que, de acordo com as nossas constituições, se pratiquem em nossa congregação, que nunca poderá produzir frutos de vida eterna, se lhe faltar a verdadeira humildade interna e externa.” O Pai diante deste acto de humilhação do Filho envia-lhe o Espírito Santo em forma de uma pomba.
Poderíamos nos perguntar por que o Espírito Santo assumiu a forma de pomba. Certa vez falei com um criador dessas aves e ele falou-me do senso de direcção extraordinário e quase inexplicável destas aves. Elas são capazes de, após serem soltas de uma distância de 800 Km, regressarem ao local onde nasceram. Por isso existem os pombos-correios.  Não é sem razão que o Pai quis que o Espírito Santo tomasse a forma visível de uma pomba. Nós, normalmente, nas coisas de Deus, somos muito míopes, ou seja, só vemos quando muito, o que está pertinho de nós. Isto quando o egoísmo não nos cega totalmente, fazendo com que vejamos somente o nosso interesse. O Espírito Santo nos é dado para arrancar-nos desta miopia e irmos na direcção de Deus, nossa origem e fim. Diz a oração Eucarística IV: “E a fim de não mais vivermos para nós próprios, mas para Ele que por nós morreu e ressuscitou, de Vós, Pai Misericordioso, enviou aos que n’Ele crêem o Espírito Santo, como primícias dos seus dons,…” Nesta passagem do ano novo, houve uma cidade dos Estados Unidos em que aconteceu uma grande mortandade de aves de uma determinada espécie. Os cientistas explicaram que, provavelmente, foi devido aos fogos. As aves morreram de medo. Como esta espécie tem um fraco senso de direcção à noite, com o barulho dos fogos da passagem de ano elas fugiram desorientadas e bateram em prédios e vidros, vindo a falecer. Podemos dizer que sem a luz do Divino Espírito Santo, também o homem moderno tem dificuldade de guiar-se bem em meio a tantos “ruídos”.
E para onde, em primeiro lugar, o Espírito Santo direccionou Jesus? Sabemos que o Espírito Santo ungiu Jesus para a missão, mas em primeiro lugar este mesmo Espírito orientou o Senhor para o deserto, onde ele viveu a oração e a penitência. Quem está cheio do Espírito Santo aponta também para esta direcção. Segundo o relato de Irmã Lúcia, naqueles tempos da primeira guerra mundial, em 1916, antes das aparições de Nossa Senhora, apareceu-lhes o Anjo de Portugal com a seguinte mensagem: “─ Que fazeis? Orai! Orai muito! Os corações de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.
─ Como havemos de sacrificar? ─ perguntei.
─ De tudo o que puderes, oferecei a Deus sacrifícios, em acto de reparação dos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre a vossa pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar.”
Como sabemos, Portugal não entrou na segunda grande guerra. Será que diante dos conflitos actuais da humanidade, tanto os conflitos armados como os que estamos a assistir nos telejornais, como os domésticos, dentro das famílias, Nossa Senhora não pediria algo semelhante?
Esta penitência deve ser sobretudo um abrir-se à graça do perdão sacramental. Depois que Jesus se sujeitou a entrar na fila dos pecadores e a ser baptizado por alguém que, nas próprias palavras de João Baptista, não era digno sequer de desatar a correia de suas sandálias, ninguém tem o direito de recusar-se a receber a Divina Misericórdia pelas mãos de um ministro sagrado alegando que este é mais pecador do que ele.
O tempo do Natal que agora termina deixa-nos gravado no coração a humildade de Deus. Obrigado Senhor, pela Sua grandeza infinita e também pela grandeza do Seu rebaixamento por amor e misericórdia de nós pecadores. Amém.

Para as células de Evangelização:
Como mostram as aparições de Fátima, e outras, Nosso Senhor não está alheio aos factos da história humana. Contudo Ele actua através dos humildes.  Partilha um facto que conheces em que Deus venceu através dos humildes.
Pe. Marcelo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Belém - Dezembro de 2010, nº 56

Apresentação do subsídio da Ratio para os Irmãos


Onze – dez – vinte – dez. Estou começando este número de “Belém”, de modo crítico. Os que leem estes números não terão a garantia de ganhar na loteria (mas, pode usá-los se quiserem, e avizem-me, se ganhar!). Estes números não são também os números do telefone da Casa Geral de Roma (que tem sete dígitos). Se você escrever em forma numérica terá 11/10/2010. Uma data. Para os que usam uma agenda, é muito importante recordar as datas, os aniversários de familiares e amigos, compromissos importantes e compromissos a serem observados, e até mesmo a oportunidade de dizer, as datas das férias! Para mim, o dia 11 de outubro de 2010 foi uma data muito importante, porque naquele dia eu estava escalado para falar na Assembleia Geral da Sociedade do Apostolado Católico sobre os Irmãos na Sociedade.

A minha reação à tarefa de dirigir-me a Assembleia Geral foi dupla: eu me senti honrado, mas também nervoso! Honrado, porque me foi oferecida a oportunidade de dirigir aos delegados presentes, diante daquilo que constitui o mais alto órgão legislativo da nossa Sociedade, sobre um assunto que me é muito caro, os Irmãos na nossa Sociedade e a mais recente iniciativa do Secretariado para a Formação, isto é, o projetado subsidio para a Ratio Institutionis sobre a visão e a vocação dos Irmãos. Estava apreensivo porque queria estar a altura do tema, inserido no contexto da União do Apostolado Católico. Foi proposto que este documento, uma vez aprovado pelos delegados, deveria ser inserido apenas como complemento na Ratio Instituionis. No entanto, o antigo Conselho Geral decidiu que, após a aprovação da Assembleia Geral, o documento seria parte integrante da Ratio.
Cada participante recebeu uma cópia do texto a ser apresentado nas diversas línguas oficiais da Sociedade. Em seguida, após o cafezinho, os delegados discutiram sobre o conteúdo, em seus grupos linguísticos. A primeira sessão da tarde foi dedicada a ouvir os relatórios dos secretários dos grupos linguísticos e as contribuições individuais dos delegados. Na segunda sessão da tarde, houve votação e os comentários finais.
Falei cerca de 40 minutos. Expliquei o contexto em que o documento se originou, como ele foi preparado e apresentei uma rápida visão da situação atual dos irmãos na Sociedade. Apresentei as razões pelas quais o documento deveria fazer parte da Ratio Institutionis. Como observação final, pedi aos delegados que avaliassem a situação atual da vocação dos irmãos na nossa Sociedade e que apresentassem algumas sugestões a este respeito. Depois da minha apresentação, houve ainda tempo para ouvir a opinião de quatro irmãos, que estavam presentes, como delegados da Assembleia.

Por tudo isso, gostaria de demonstrar a minha alegria e gratidão a todos os participantes, pela acolhida e atenção. Prova disto, foi a votação dos delegados, em que a maioria votou a favor da proposta de incorporar o documento na Ratio, porém com alguns ajustes e modificações. Minha lembrança mais viva daquele dia foi a experiência visível do afeto e a consideração demonstrados pelos confrades sacerdotes da nossa Socidade a todos os irmãos. Alguns delegados deram testemunho pessoal de suas memórias acerca irmãos, no período do seminário e do ministério sacerdotal.
Hoje, devemos reconhecer que, numericamente, nossos irmãos são poucos. Também seria justo dizer que não é mais possível ver o mesmo número de irmãos como membros da Sociedade, como a cem anos atrás. No entanto, o Irmão Palotino é uma expressão única de uma vocação especial, dentro da União do Apostolado Católico e como tal merece ser promovido e cultivado em todas as partes da sociedade.
Para concluir, em nome dos membros do Secretariado pela Formação, eu gostaria de desejar a todos os leitores do “Belém”, meus votos de Feliz Natal, repleto das bênçãos de Deus. Que o Deus da misericórdia infinita encha os nossos corações de alegria e de paz, para que possamos ser testemunhas do seu amor aos nossos irmãos, familiares, amigos e todos aqueles que encontrarmos durante este Natal e Ano Novo.


Ir. Stephen Buckley, SAC
São Silvestre – Roma.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Noticiário UAC Dezembro 2010

Queridos Irmãos e Irmãs da União,
Sentimo-nos contentes em apresentar-lhes neste boletim algumas informações sobre a causa de Beatificação do  Irmão Paweł KRAWCEWICZ SAC, preparadas pelo P. Jan Korycki, SAC, postulador Geral da Sociedade do Apostolado Católico, juntamente com outras noticias vindas da UAC.
1. Causas de Beatificação dos Membros da UAC a nível Diocesano (continuação)
O irmão Paweł  (Paulo) KRAWCEWICZ SAC, membro da Província Polonesa, nasceu no dia 20 de
Agosto de 1907, e morreu no campo de concentração – em Ohrdruf no dia 11 de março de 1945.  A causa de Beatificação foi iniciada oficialmente em Varsóvia, juntamente com outros mártires , no dia  17 de Setembro de 2003. O papel do postulador, a nível Diocesano foi realizado por Don Henryk Kietliński SAC.
O irmão Paweł (Paulo) Krawcewicz nasceu de uma família polonesa na Alemanha, em Bohum. Entrou  com os palotinos na Polônia e emitiu a primeira consagração no dia 31 de Março de 1929. Como Palotino trabalhou na tipografia e na Livraria em Varsóvia. Era muito  zeloso na vida religiosa  e comunitária. Durante a segunda Guerra mundial de 1942 partiu  voluntariamente para  a Alemanha embarcado em um transporte de poloneses levados para trabalhos naquele território. Desejava acompanhar as pessoas no seu difícil destino, ajudá-los, apoiá-los moralmente e materialmente. Quando os nazistas descobriram a sua ação em 29 de Abril de 1944, a Gestapo o prendeu. Foi batido de forma selvagem e levado para a prisão, primeiramente  em Brauweiler, depois no campo de concentração de  Buchen­wald e finalmente  naquele de Ohrdruf na Turingia.
No cárcere, durante o interrogatório foi batido de forma tão violenta a tal ponto que os próprios carrascos tiveram que levá-lo três vezes para a enfermaria, para poder depois de alguns dias, iniciar a mesma “atividade” por ódio à Fé. Do cárcere foi transferido para o campo de concentração de Buchenwalde e  dali, para aquele  de Ohrdruf. Já ao extremo das forças, pela fome, trabalhos forçados e os maus tratos, adoeceu de tuberculose e após duas semanas de ser internado  na enfermaria do campo de concentração, morreu no dia 11 de março de 1945. Pe. Józef Nowak S.J., companheiro de Paulo no campo de concentração de Buchenwalde seu confessor, sublinha que ele era sempre calmo, sereno e absorto na oração. Nunca se arrependeu de sua corajosa decisão de servir os que sofriam, mesmo que desde o inicio  tinha consciência do perigo eminente de ser preso e condenado à morte.
Don Andrzej Bardecki, também ele companheiro de Paulo no campo de concentração, recordando-o faz a seguinte reflexão: “Tenho convicção que um homem que, com clara consciência  se expõe, por Deus à morte e depois morre, é um mártir” (Carta do dia 19/11/1946).
Paulo morreu com a idade de 37 anos, viveu 16 anos na Congregação dos Palotinos. Ele é um modelo  heróico de amor para com o próximo, amor realizado plenamente por motivos de fé. Numerosas pessoas e de maneira particular os irmãos da Sociedade do Apostolado Católico, rezam com assiduidade para a sua beatificação.
Konstancin-Jeziorna, Polônia
No final da semana,  nos dia 27 e 28 de Novembro, realizou-se o sexto simpósio da UAC em Konstancin-Jeziorna organizado pelo instituto Vicente Pallotti, cujo título era -   ”Cooperação – o dom da missão pallottina”.
O diretor do Instituto, Pe. Mariusz Małkiewicz SAC, convidou três palestrantes  para refletir sobre diversos aspectos  do tema:  P. Mariusz Małkiewicz SAC, apresentou uma reflexão sobre “ A Igreja como a Casa e a Escola de comunhão;  Pe. Stanisław Stawicki SAC, apresentou uma reflexão sobre a Cooperação na visão de S. Vicente Pallotti e a Senhora  Izabela Owczaruk UAC, fez uma  apresentação muito interessante sobre “Cooperação no processo humano para o  desenvolvimento”. O número de participantes  superou o número dos participantes dos simpósios precedentes: participaram mais de 180 pallottinos e membros leigos da UAC. Todos os participantes sentiram a presença do Espírito Santo; o encontro foi um forte momento de debates e partilha entre as pessoas movidas pelo mesmo espírito!
Ruanda: Congresso sobre a Misericórdia Divina
Um evento eclesial de grande valor foi realizado em Ruanda – o tema do Congresso foi: A Misericórdia Divina” este foi preparado e coordenado pelos palotinos com espírito de uma participação ativa junto com os padres diocesanos, leigos  e religiosos, no espírito da União do Apostolado Católico.
O Congresso foi realizado de 18 à 24 de Outubro de 2010 junto ao Santuário da Divina Misericórdia em Kabuga. O tema tratado pelos oradores foi todo muito atual e concreto como expressão da situação espiritual e sócio-politica da assim chamada Região dos Grandes Lagos: “A Misericórdia divina como remédio ao mal que estraga a nossa sociedade”. Estavam presentes diversas personalidades como o Cardeal Barbarin, Arcebispo de Lyon na França, ainda o Pe. Daniel Ange, e duas  Irmãs da Comunidade de Santa Faustina na Polônia.  O Arcebispo de Kigali junto ao presidente da Conferência Episcopal da Ruanda e bispo de Kabgayi participaram a todo o desenrolar do Congresso. A conclusão ocorrida em Kabuga e presidida pelo Cardeal Barbarin, juntamente a outros bispos, sacerdotes, religiosos e muitos leigos, demonstrou quanto este Congresso foi um evento eclesial de grande valor que responde às expectativas e que traça um novo paradigma de evangelização. Procura-se agora um meio eficaz para difundir seus frutos nas diversas paróquias.
Berlim – Seul: a comunidade Palotina de Berlim escreveu-nos informando sobre a preparação de um “tour” de pesquisa junto à Igreja “Yoido Full Gospel Church” em Seul, na Coréia do Sul.
O motivo de tal tarefa é adquirir novas idéias e o estudo de novos aspectos da vida da Igreja para ajudar  o trabalho pastoral em uma zona muito difícil de Berlim. Por esta razão, a Comunidade participará da Conferência Internacional Mundial para o Crescimento como Comunidade – que se realizará em Seul de 11 à 17 de Outubro de 2011. O fundador da  maior paróquia cristã do mundo, Dot. David Yonggi Cho, animará o Congresso. Para maiores informações pode-se consultar o web-site http://chgrint.homestead.com/index.html.  Se alguém tiver  interesse em participar a esta conferência pode inscrever-se diretamente junto aos organizadores. Na Comunidade de Berlim  poderemos constatar quanto podemos aprender deste fenômeno de uma Igreja  pentecostal forte e em crescimento, isto para tornar mais eficaz o nosso trabalho.
Mercedes, Argentina: no dia 29 de Novembro de 2010, treze pessoas  provenientes  de Mercedes e Suipacha, lugares onde trabalham os Palotinos desde 1886 e 1897 respectivamente, emitiram o Ato de Empenho Apostólico, tornando-se  os primeiros membros leigos da UAC daquela região. A Santa Missa foi celebrada pelo Pe.  Derry Murphy SAC, Presidente da UAC  e pelo Pe. Tomas O’Donnell SAC. Entre os presentes, encontrava-se também o Senhor Miguel Della Villa, Presidente do CdCN e outros membros do Conselho Nacional.
Piazza S.V. Pallotti, 204 – 00186 Roma
Tel./Fax: (39) 06 68194623
E-mail: uac@uniopal.org

Oitavaria de Epifania de São Vicente Pallotti

São Vicente Pallotti nasceu em Roma, no dia 21 de abril de 1795, na rua Via del Pellegrino, perto do edifício da Chancelaria. Se tivesse dependido só de si mesmo, ter-se-ia tomado Capuchinho, mas era muito frágil de saúde e foi-lhe aconselhado tornar-se padre diocesano.
Em 1816, para controlar sua fidelidade aos propósitos que fazia, começou a escrever as suas meditações e aspirações. Assim podemos conhecer as suas primeiras aspirações. Dentre elas, as mais expressivas eram as seguintes: “Ah, se me fora dado amar ao infinito, sofrer ao infinito e ser infinitamente desprezado por Ti, Senhor!” Duas eram as fundamentais certezas entre as quais se fazia a sua vida espiritual: “O nada e o pecado é toda a minha vida!” e: “Vicente, não creias nunca que tu não possas fazer aquilo que fizeram os maiores santos; pensa, ao contrário, que Deus tenha te dado já tal graça e, a todo instante, verifica o aumento dela em ti”.
Tomou-se padre a 16 de maio de 1818 e, apenas uma semana depois, escreveu a São Gaspar del Bufalo, que já fora ordenado havia dez anos: “Guerra, guerra ao pecado! Ao fogo, ao fogo com todas as figuras que possam ser de estímulo ao pecado!”
O trabalho com associações juvenis, a direção espiritual do Seminário Romano e da Academia de Teologia, ocuparam os anos da sua juventude e, em 1832, a grande Mãe de Misericórdia tomou-o como seu esposo e lhe trouxe como dote tudo que possuía e lhe ofereceu seu Menino Jesus Cristo, para que o reconhecesse como seu. Desde então, ele viveu com esta melodia na alma: A Mãe de Deus é minha Esposa e Jesus Cristo é o meu Menino!
Três anos após, em 1835, pediu que, à custa de sofrimentos sem tamanho e sem medida, lhe fosse concedida a graça de destruir todo pecado e de promover todo bem, em todo o mundo. Foi quando Deus lhe sugeriu a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No ano seguinte, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”

A primeira celebração popular do sentido e significado da Epifania aconteceu na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, na rua Via Giulia. Como a festa da Epifania tinha oitava litúrgica, isto é, durava oito dias, durante oito dias foi feita a solene celebração: foi o primeiro Oitavário da Epifania. O primeiro anúncio – cartaz impresso – tinha a data de 13 de dezembro de 1835, e levava o título de ‘Sagrado Oitavário para a Propagação da Fé’; ostentava o emblema do Apostolado Católico e era assinado pelo Cardeal Vigário. Fato especial foi que, durante o primeiro Oitavário, o prussiano Tiago Knarner resolveu renunciar ao protestantismo, para filiar-se à Igreja Católica.
A primeira celebração foi realizada na Igreja do Espírito Santo dos Napolitanos, da qual era Reitor o padre Vicente. No ano seguinte, entretanto, foi preciso recorrer à grande Igreja de San Carlo al Corso e, nela, pregou o Cardeal Vigário. Da mesma forma, no ano seguinte. Depois, as celebrações se transferiram para a Igreja de Sant’Andrea della Valle, mais ampla e mais central.

A tabela das celebrações de 1898 pode nos dar uma ideia da intensidade e amplitude das mesmas, no Oitavário. Abria-se a Igreja às 5h 30min com o Santo Rosário e a celebração da Santa Missa. Às 6h, havia a pregação em Italiano; às 8h30min, Missa cantada em Rito Latino; às 9h30min, Celebração em um Rito Oriental; às 15h, leitura de uma reflexão sobre a Epifania, Rosário, pregação e Bênção Eucarística presidida por um Cardeal; às 17h, novamente: leitura, pregação e Bênção presidida por um Bispo. A Missa das 8h 30min estava confiada, alternadamente, às várias famílias religiosas, e, por sua vez, seminários e colégios intervinham nas grandes celebrações da parte da tarde. Havia sempre grande disponibilidade de confessores e as ofertas que se recolhiam na igreja eram encaminhadas para as missões.
Pe. Valdeci Antonio de Almeida, SAC

sábado, 1 de janeiro de 2011

MISSA DAS FAMÍLIAS PALOTINAS EM VILA VALQUEIRE

No dia 29 de dezembro de 2010, aconteceu a tão esperada Missa das famílias, tão tradicional na Paróquia de São Roque e que neste ano, por iniciativa dos padres palotinos, foi realizada em comunhão com o Santuário da Divina Misericórdia, reunindo assim os fiéis do bairro da Vila Valqueire.
Os Padres palotinos trabalham a mais de 50 anos neste bairro e pela primeira vez uniram as comunidades para uma celebração, viva, dinâmica e em clima de ação de graças oravam pelas famílias.
Esta celebração deveria ter sido realizada na Praça Saiqui, praça limite das duas paróquias, mas devido ao mal tempo, ela foi realizada no Santuário. O povo se fez presente! O Santuário estava repleto. O Presidente da Celebração foi o Pe. Tadeu, Pároco da Paróquia de São Roque, que com muito entusiasmo, conduziu povo a oração. Pe. João Sopicki fez a preleção, e manifestou a sua alegria de ver a quantidade de fiéis presentes e pela iniciativa desta unidade católica do bairro. Pe. Francisco, conduziu junto com a banda as músicas e as orações espontâneas. Participaram também o Pe. Cristovão, que ao final da celebração deu a benção aos enfermos, e o Diác. Adenilson.
Ao final da Santa Missa, realizou-se a Adoração ao Santíssimo Sacramento, onde o Pe. Tadeu fez a consagração das famílias a Jesus Sacramento e deu a benção ao povo.
A alegria de todos era manifestava pelos sorrisos e pelas manifestações de fé que ao final da celebração pediam que esta celebração se tornasse uma tradição.
Esperamos então o próximo ano para poder reviver este momento de Unidade Católica no bairro de Vila Valqueire.
Pe. Francisco Marques SAC

Apóstolos Hoje - Janeiro

“São Vicente Pallotti – Deus, Amor Infinito”
Meditação XVI
Da Obrigação que temos de aperfeiçoar a nós mesmos meritoriamente enquanto somos viva imagem da santidade por essência”.
Oração
“Oh, homem, te foi ensinado aquilo que é bom e aquilo que pede o Senhor de ti é: praticar a santidade e a justiça, amar a piedade, caminhar humildemente com teu Deus” (Miquéias 6,8).
Senhor, tu resistes aos soberbos, mas és misericordioso com os humildes. Dá-nos verdadeira humildade sob o exemplo do teu Filho Unigênito. Afasta de nós o orgulho porque não venhamos a conhecer a tua indignação; dá-nos  a verdadeira humildade, a virtude que nos obtém a tua graça.  Isto te pedimos por Cristo Nosso Senhor. Amém. (Orações Comunitárias Palotinas, Oração da tarde de terça feira).   
Reflexão
Esta reflexão nos oferece a oportunidade de refletir sobre a maneira bíblica de entender a justiça como “relacionamentos justos”. Para viver os relacionamentos justos, a pessoa é solicitada a colocar-se adequadamente em relacionamento com Deus e com o próximo. Pallotti, nesta meditação e em todos os seus escritos, expressa o desejo de permanecer em um “relacionamento justo” com Deus e com o próximo. A sua continua aspiração em relação à perfeição compreende a necessidade profunda de combater o orgulho e viver  uma vida de humildade. A soberba que coloca uma pessoa em uma área geográfica ou uma cultura sobre  a outra, é uma escolha feita de quem é orgulhoso. A escolha que uma pessoa faz por orgulho, freqüentemente comporta injustiça.  Pallotti acreditou no fato que o caminho para a justiça era o caminho da humildade, sob o exemplo de Jesus Cristo que livremente e humildemente se sacrificou na Cruz por nós. Mediante este ato Salvifico, pessoas foram conduzidas e orientadas a terem um “relacionamento correto”com Deus. A nossa resposta a este ato de Cristo, é viver uma vida justa e rica de amor.
Pallotti compreendeu que não se pode separar a justiça do amor. 
O nosso amor a Deus se manifesta com o nosso amor ao próximo. O Papa Bento XVI na sua Encíclica “Deus caritas est”, explica esta ligação entre o amor a Deus mediante o amor ao próximo como um amor vivo e vivenciado que, espera, possa  contribuir para a vivência de um mundo mais justo.
“O amor do próximo enraizado no amor de Deus, è, antes de tudo uma missão para cada fiel, mas é também uma responsabilidade para a inteira comunidade eclesial, e isto, em todos os níveis: desde a comunidade local a Igreja particular até a Igreja universal, em sua globalidade.
Também a Igreja como comunidade deve praticar o amor. Como conseqüência daquilo que é o amor, ela tem necessidade de organização, para um melhor serviço comunitário.
A consciência de tal missão, tem tido uma relevância constitutiva na Igreja desde os seus inícios: “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum, vendiam as suas propriedades e os seus bens, e divididiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um” (At 2, 44-45).
Lucas nos conta isto em conexão com uma espécie de definição da Igreja, entre os elementos constitutivos que torna nova a adesão ao “ensinamento dos Apóstolos”, à “comunhão” (Koinonia), à “fração do pão” e à oração (cfr At 2, 42).
O elemento da “comunhão” (Koinonia), que inicialmente não é especificado, vem concretizado nos versículos acima citados: essa consiste exatamente no fato que os fiéis tinham tudo em comum e que,  entre eles, a diferença entre ricos e pobres não existe mais (cfr At 4, 32-37).
Com o crescimento da Igreja, esta foram de radical comunhão material não pode na verdade ser mantida. O núcleo essencial, todavia ficou: no interior da comunidade dos fiéis não existe uma forma de pobreza tal que a algum seja negados os bens necessários para uma vida digna (n.20).”
O Estatuto Geral do UAC no  artigo 1 afirma que a União
“é una communio de fiéis que, unidos a Deus e entre eles” se empenham a “reavivar a fè, reacender a caridade na Igreja e no mundo”.  Como “Communio” de fièis não existe distinção alguma entre nós enquanto pessoas. Vicente Pallotti nesta meditação nos diz que “Deus que é Justiça por essência” nos chama  a viver uma vida em solidariedade com os nossos irmãos e irmãs de maneira particular com aqueles que estão unidos a nós na UAC. Não podemos permanecer indiferentes às necessidades das pessoas próximas a nós, não podemos permitir que o nosso orgulho nos afaste do viver uma verdadeira solidariedade, justiça e amor. Vicente Pallotti observa “para ser justo em relação ao meu próximo, devo amá-lo como a mim mesmo por amor a Deus”.
O nosso cuidado em relação às necessidades e a dignidade do outro, segundo a justiça, nos conduzirá por um caminho de maior humildade e de um amor mais profundo.
Como membros da União do Apostolado Católico não vivemos simplesmente para nós mesmos, mas vivemos para Deus e para o próximo sob o exemplo de S. Vicente Pallotti. O nosso agir na caridade e com justiça, aprofunda e alarga o nosso relacionamento de “communio” com  Deus Trindade e com o nosso próximo. O Documento da  UAC  “Juntos um pelo outro” – sintetiza as características e o pensamento de S. Vicente Pallotti sobre este ponto quando declara:
“Na perspectiva de Pallotti toda a espécie humana, criada e redimida constitui uma comunidade solidária: cada pessoa é uma imagem única de Deus e é chamada ao apostolado. Deus Trindade vive e age em cada pessoa. Todos são “sócios e companheiros de trabalho”, mutuamente vinculados na realização do desígnio da criação e da redenção com responsabilidade recíproca, num caminho comum em direção ao Pai Celestial. Todos tem a capacidade de responder ao amor de Deus e de condividi-lo reciprocamente. Ninguém é tão pobre que não possa enriquecer o seu próximo, ninguém è tào rico que não tenha necessidade da ajuda dos outros (n.8)
S. Vicente, na meditação XVI, com relação à obrigação “que temos de aperfeiçoar a nós mesmos meritoriamente enquanto somos viva imagem da santidade por excelência” refletiu como ele viveu esse chamado sob três aspectos e nos oferece três pontos de reflexão de como vivemos a ‘justiça’ e a ‘fidelidade’;
Reflitamos sobre aquilo que escreveu e respondamos:
“Para ser justo em relação a Deus ...”,
“ Para ser justo em relação ao meu próximo...”;
“Para ser justo comigo a mim mesmo...”.
Textos sugeridos para a reflexão e partilha.
Isaias 58, Oséias 2, 19-21, Miquéias 6, 8; Salmo 7; Mt 25, 31-46; Lc. 10, 25-37; 16, 19-31, Tg 1, 19-25.
Oração final
“Meu Deus, meu Pai, meu Amor infinito, justiça e santidade por essência, sou uma viva imagem vossa, mas pela minha grandíssima ingratidão, tenho deformado  essa imagem em mim tornando-me réu de inumeráveis pecados que cometi e contribui para que  outros também os cometessem e isso,  por não haver aproveitado, aliás por ter agido em oposição ao amor infinito, e misericórdia infinita, com a qual me tendes criado à vossa imagem e semelhança, portanto, mereci todas as penas do tempo e da eternidade tantas vezes multiplicadas quantos são os pecados que cometi, e contribui para serem cometidos, mas pela vossa infinita Misericórdia, pelos méritos de Jesus Cristo, pelos méritos e intercessão de Maria Santissima, e de todos os Anjos e Santos, tenho total confiança e creio por certo que me concedereis a perfeita contrição de todos os meus pecados e a graça de usar todos os meios para ser justo em relação a Vòs e em relação à Vossa Bondade infinita, igualmente em relação ao meu próximo, e comigo mesmo, a fim de que no momento de minha morte passa encontrar-me disposto a ser semelhante a Vós na glória por toda a eternidade. Amém” (Iddio l’Amore Infinito, med. XVI)