sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Beata Elisabetta Sanna, uma deficiente que se tornou apóstola

"Todos os fiéis cristãos são, pois, convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado” (Lumen Gentium, nº 41). Esse ensinamento da Igreja reforçado pelo Concílio Vaticano II é testemunhado na vida da Beata Elisabetta Sanna, que mesmo na condição de vida em que se encontrava como esposa, mãe, viúva, leiga empenhada no Apostolado Católico, analfabeta, deficiente desde a infância, levou uma vida de santidade e de vivência da sua vocação ao apostolado de Cristo e da Igreja.
          Elisabetta Sanna nasceu num lar católico em 23 de abril de 1788, sua mãe Maria Domenica e seu pai Salvatore Sanna eram pessoas de profunda vivência cristã. Empenhados na vida da pequena comunidade de Codrongianos, na ilha italiana da Sardenha. No final do século XVIII, a Itália sofreu uma forte epidemia de varíola que atingiu gravemente a pequena Elisabetta com apenas 3 meses de vida. Ela passou por um “procedimento cirúrgico” que lhe retirou os nervos dos braços, travando-os na altura do peito, só tinha o movimento dos pulsos e dos dedos. Apesar desta grave deficiência, ela nunca lamentou, dizia que era obra da misericórdia de Deus na sua vida.
          Elisabetta queria consagrar totalmente sua vida a Deus. Pensava em ser monja, no entanto, seus pais e seu diretor espiritual a proibiu. Ela sempre obediente acatou suas ordens e buscou a vida matrimonial. Com 19 anos veio a casar-se com Antônio Maria, homem bom e temente a Deus, com quem teve sete filhos dos quais sobreviveu apenas cinco. Levavam uma vida familiar exemplar, num lar onde reinava o amor a Deus e ao próximo. Seu marido dizia com frequência aos amigos“minha mulher não é como as vossas. Elisabetta tem todas as características de uma mulher santa...”. Com certeza, na vida matrimonial, Elisabetta tinha tudo para ser santa, no entanto, Deus tinha outros planos para a sua vida. Seu esposo veio a falecer no ano de 1825, caindo sobre ela toda a responsabilidade de sustentar e cuidar dos filhos. Deficiente, ela não conseguia muitos serviços para ganhar o necessário para o sustento de sua família. Seu irmão que era padre, Pe. Antonio Luís, passou a ajudá-la no sustento de sua família e na educação de seus filhos. Estabilizando um pouco a sua vida e a de sua família, surgiu no coração de Elisabetta uma inquietação quase incontrolável de “arriscar tudo pelo Tudo”. Durante as pregações quaresmais sentiu-se atraída para conhecer os “lugares banhados pelo sangue do Redentor” e decidiu partir em peregrinação para a Terra Santa. Acompanhada de seu diretor espiritual Pe. José Valle partiram de Codrongianos até a Ilha de Chipre onde foram barrados por falta de visto no passaporte, decidiram esperar a resolução do problema em Roma, a viagem da Ilha de Chipre para Roma durou cerca de 15 dias em carroça e a pé, entre fome, sede e o sol quente do verão europeu. Uma verdadeira aventura, sobretudo para uma deficiente.
Chegando a Roma, Elisabetta conseguiu um quartinho para morar e o Pe. José Valle se tornou capelão do hospital de Santo Espírito. Elisabetta não sabia falar italiano, somente o dialeto da sua terra natal, o sardo. Apesar disso, ela mantinha sua vida de católica zelosa participando de missas e procissões, fazendo adorações ao Santíssimo Sacramento, novenas, via sacra, a reza do santo rosário, obras de caridade e visitas aos doentes e aos pobres. Por várias vezes, tentou voltar para a Sardenha, no entanto, sempre caía enferma nas vésperas da viagem até que foi proibida pelo médico que cuidava dela de empreender tal viagem. Ela entendeu que sua estadia em Roma, terra dos mártires, não era por acaso e sim que Deus tinha um plano para sua vida nesta cidade.
          Na cidade de Roma existia um padre com grande fama de santidade, seu nome era Pe. Vicente Pallotti, seu encontro com a Beata se deu do seguinte modo: Elisabetta estava num certo dia seguindo uma procissão que partia da Basílica de São Pedro, em profundo espírito de oração e de contemplação, não se deu conta de que a procissão já havia acabado, quando percebeu viu-se sozinha e perdida. Ela não sabia como se comunicar, pois ninguém compreendia o dialeto sardo naquele local, foi então que caiu em prantos diante de uma certa igreja. De repente aparece um padre na frente da igreja, que foi até ela e fixou o seu olhar nos olhos dela e aquele olhar lhe transmitiu tranquilidade e coragem, sem dizer nada, ele a conduziu até a Praça de São Pedro e foi embora. Aquele encontro não foi por acaso, a Providencia Divina tem suas maneiras de agir e levou Elisabetta até São Vicente Pallotti, pois ela teria um grande papel na União do Apostolado Católico. Logo Pe. Vicente Pallotti se tornou seu diretor espiritual e confessor, e lhe deu grande ajuda no discernimento de sua vocação.
          Em 1835, Pe. Vicente Pallotti fundou a União do Apostolado Católico (UAC) e Elisabetta de imediato se tornou membro desta fundação. Fez do Apostolado Católico sua vida de tal modo que não era mais Elisabetta que vivia, mas era Cristo que vivia nela. Foi importante cooperadora nas missões da UAC e também na comunidade dos padres e irmãos da Sociedade do Apostolado Católico (SAC). Para Pallotti, Elisabetta deveria buscar a sua santidade no quotidiano da vida, não há movimento fantástico e místico sobrenaturais em sua vida. A santidade não se faz com espetáculos e sim com o amor que silenciosamente se dá no dia-a-dia.
          A beata Elisabetta Sanna veio a falecer no dia 17 de fevereiro de 1857, sete anos depois da morte de seu diretor espiritual São Vicente Pallotti (†1850) e foi enterrada na Igreja Mãe dos palotinos, Igreja Santíssimo Salvador in Onda. Morreu com fama de santidade e seu processo de beatificação e canonização deu início pouco tempo depois de sua morte. No dia 17 de setembro de 2016, ela foi beatificada e seu processo de canonização ainda está em andamento.
          Uma pobre leiga que se tornou apóstola. Uma mãe de família que se ergue como luz de contemplação. Uma deficiente que se torna santa, é certamente um dom precioso de Deus, justamente para a nossa sociedade contemporânea, envolta em um paroxismo hedonístico, que destrói a vida e pratica o culto do eu. Em uma sociedade que vê o sofrimento como uma maldição e uma deficiência como um fato intolerável e procura a libertação através da eutanásia e do suicídio; para uma sociedade, na qual a destruição dos não nascidos se torna um direito, a Beata Elisabetta Sanna, deficiente e sofredora a vida inteira, que vive para a alegria dos outros, é um raio de luz, que se abre como caminho para o desespero dos deficientes, dos marginalizados, dos abandonados. Para todos os sofredores, Elisabetta é um farol. Aquilo que pareceu uma condenação com esta camponesa, pode tornar-se instrumento de ressurreição, uma escada para o céu, através de uma privilegiada participação na redenção oferecida por Jesus Cristo, Filho de Deus, Redentor do Mundo, exatamente através de sua adorável Paixão.
Elson Carvalho SAC

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Nova coordenação nacional da União do Apostolado Católico

Em assembleia realizada no Seminário Mãe do Divino Amor, em Curitiba (PR), foi eleita a nova coordenação nacional da União do Apostolado Católico para os anos 2017-2020.
A União do Apostolado Católico, dom do Espírito Santo, é uma comunhão de pessoas e comunidades que, segundo o carisma de São Vicente Pallotti, promovem a co-responsabilidade de todos os batizados para reavivar a fé e reacender a caridade na Igreja e no mundo e levar todos à unidade em Cristo. Por isso, a União, em comunhão com os Pastores competentes, promove a colaboração entre todos os fiéis na abertura a novas formas de comunidade e de evangelização.
Assim ficou composta a nova coordenação da União do Apostolado Católico no Brasil:
Presidente: Pe. Gilberto Orsolin, SAC
Vice-presidente: Dayse da Conceição
Secretária: Daniele da Silva Carvalho
Vicesecretária: Ir. Marinês Pivatto
Tesoureiro: Leossandro Adiminsky

Conselheiros
Vera Regina Tavares dos Santos - RJ
Ir. Maria Avani da Silva - MA
Pe. Valdeci Almeida, SAC - PR
Julio Lourenço - SP

Membros Ex-oficio
Ir. Adelesia Coldebella (Formação)

Ir. Salete Cargnin (Roma)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Apóstolos Hoje - Fevereiro de 2016

Introdução Geral

Com esta edição, estamos começando uma série de reflexões - que continuaremos nos próximos meses - sobre o tema do diálogo, à luz do carisma doado à Família Palotina, através de São Vicente Pallotti.
            A comunhão é o centro do nosso carisma, e São Vicente é justamente considerado o profeta da espiritualidade de comunhão. O dialogo é expressão de comunhão e - ao mesmo tempo - um meio para promovê-la; um meio para aprofundá-la onde já existe, e para cuidá-la onde foi ofendida.
            Trata-se de um meio que nos consente de entrar em relação com os outros, de condividir profundamente a verdade da nossa experiência de vida e de fé, de abrir-nos a escuta profunda da experiência do outro, de ser tocado e transformado por esta experiência.
Trata-se de um meio para construir e aprofundar as relações de amor e de respeito recíproco, na justiça e na verdade entre nós, como família Palotina, e mais amplamente com a Igreja e com a sociedade.
O diálogo é também uma característica particular da Igreja de hoje, no sentido amplo, é também o convite constante do Papa Francisco. Somos chamados de uma forma particular, através do nosso carisma, a realizar a nossa parte na promoção da cultura do diálogo, nas multíplices dimensões da nossa vida e do nosso mundo.
A Secretaria Geral

DIÁLOGO ENTRE AS DIFERENTES VOCAÇÕES

[A União do Apostolado Católico] é como uma trombeta evangélica, que chama a todos, que convida a todos, que desperta o zelo, e a caridade de todos os Fiéis de cada estado, grau e condição... (OOCC, I, pp. 4-5)

            É vital para nós continuarmos a crescer na consciência que a União do Apostolado Católico é composta de “todos os fiéis de todas as classes, posição e condição”. Tal composição requer um contínuo diálogo entre as diferentes vocações, porque a proposta ao apostolado - e por isso a imitação de Cristo na nossa vida - será diferente de uma e outra vocação.
            É óbvio que a vida de um leigo, confrontada com a de um sacerdote, terá desafios diferentes, como também diferente estilo de vida. Bem como a pessoa solteira e a pessoa com família enfrentaram a vida de diferentes pontos de vista, dependendo da estrutura e dos deveres que pertencem a cada pessoa. A forma de vida contemplativa e de vida ativa são diferentes uma da outra. Quando levamos em consideração a universalidade da pertença, torna-se claro que, para reforçar as relações entre os membros, o diálogo é fortemente necessário. Este diálogo entre as várias vocações não é importante só para reforçar a compreensão recíproca, mas também para uma maior eficácia no chamado comum ao interno da União. Então se console cada Católico... se com os seus Talentos, Ciência, Erudição, Estudos, Poderes, Nobreza, Relações, Profissões, Arte, Palavra, Substâncias, Bens Terrenos, e Orações fará quanto puder, para que venha reavivada a Fé, e reascendida a Caridade..., adquirirá o mérito do Apostolado (Cfr. OOOO, IV, p. 326).

            Quando estudamos a origem do carisma, que foi dado ao nosso fundador São Vicente Pallotti, em termos de ampla visão de pertença ao Corpo de Cristo, nos recorda que as atividades cotidianas de cada pessoa podem ser uma fonte de apostolado - a vida mesma de Jesus Cristo, Apóstolo do Pai - que continua mediante a força do Espírito que age em nossa vida. Este chamado a uma profunda compreensão recíproca e do nosso papel no empenho de evangelização é para dar nova vida à fé. Nova faísca para o amor e novo impulso à unidade. Em que modo podemos unir esta consciência essencial do “Corpo” se não dialogamos?
            Qual a melhor maneira para “ligar” cada parte ao corpo, se não trabalhar em unidade na resposta apostólica, ao qual Deus esta chamando a União do Apostolado Católico?

A idéia de Apostolado, e o nome de Apóstolo na linguagem correta das Sagradas Escrituras não é tal que não possa distinguir-se da jurisdição eclesiástica... de tal forma que não possa de qualquer modo honrar-se do nome de Apostolo também aquele que não é sacerdote, e por isso pode o seu trabalho dizer-se Apostolado. (OOCC, III, p. 140)

            O diálogo e a colaboração efetiva estão interligados. Quando São Vicente elenca as vocações, os talentos e as atividades das pessoas, o faz tendo uma visão que abraça o único Corpo e as suas multíplices partes. Ele olha o trabalho de cada um, como parte do todo.          Portanto, não respondemos ao chamado de Deus isoladamente, mas em comunhão uns com os outros. Se cada pessoa é parte de um corpo único, então cada atividade torna-se parte do empenho universal para a salvação do mundo. Este é o carisma que temos herdado e depende de nós desenvolvê-lo de modo eficaz no nosso tempo, através o diálogo e a colaboração. Jesus enviou o Espírito para nos ensinar como realizar isso. Depende de  comunicar-nos uns com os outros de modo a assumir a lógica de Cristo, para poder crescer como único Corpo de Cristo.

Perguntas para a reflexão:
  • Como podemos crescer como único corpo na União do Apostolado Católico e na compreensão das nossas diferentes vocações através o uso do dialogo?
  • De que modo o diálogo e a colaboração são associados entre eles como meios importantes para o desenvolvimento da União do Apostolado Católico?
  • Em quais modos o diálogo pode ajudar-nos para reconhecer melhor o papel essencial dos leigos na União e na Igreja?
  • O que podemos fazer para aprofundar a nossa experiência de Corpo de Cristo e ampliar nosso conhecimento das diferentes vocações ao interno da União para utilizar as ações da vida cotidiana, como meios para um apostolado mais frutuoso?

            Sr. Carmel Therese Favazzo CSAC
            USA

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Vigília em honra de São Vicente Pallotti

A vigília em honra de São Vicente Pallotti - a pedido direto dos próprios jovens da Juventude palotina Odivelas - realizou no último dia do tríduo ( no sábado dia 21 jan.) a Pallotti preparado pela União do Apostolado Católico.




Os Jovens rezaram juntos com a relíquia (2º grau) de São Vicente Pallotti e a veneraram para prepararem suas vidas logo a seguir, com a Adoração ao Santíssimo Sacramento! Havia alguns dos paroquianos palotinos que quiseram também viver esta noite de vigília.




E no dia 22 de janeiro foi celebrado, de modo solene, no horário das 18:30h, a vida de São Vicente Pallotti com o prior pe Zeca SAC na paróquia de Odivelas.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O primeiro bispo palotino indiano

O dia 8 de janeiro de 2017 será uma data importante para a história dos palotinos indianos: dia em que Pe. Thomas Thennat, SAC foi consagrado bispo da diocese de Gwalior – o primeiro de nossa Sociedade na Índia. Ele é membro da Província Epifania do Senhor, natural do estado de Kerala.
A presença palotina na Índia foi estabelecida em 1951 com a chegada dos dois primeiros missionários da Província alemã Sagrado Coração. O começo humilde – “como uma semente de mostarda” – tornou-se, com o passar dos anos, uma frondosa árvore. Atualmente, a Índia é o único país no mundo palotino com cinco províncias, 3 da Sociedade e duas, uma de cada, das Congregações das Irmãs Palotinas. Além disso, há o instituto secular das Khristevikas, uma recente fundação chamada “Cenáculo das Irmãs do Sagrado Coração” e um grande número de leigos, membros da União, que fizeram seu empenho apostólico. Os palotinos indianos, ainda, não só estabeleceram várias missões estrangeiras, como Zâmbia, Taiwan e Filipinas, mas também, trabalham em colaboração com muitas outras entidades ao redor do mundo. Estes fatos são mencionados não para ostentar suas realizações, mas sim, para apresentar como Deus tem sido bom e generoso para conosco.
Não obstante todas essas bênçãos, faltava ainda um bispo palotino indiano! Ter um bispo não para a glória humana, mas para ter a voz de um palotino também no nível da hierarquia. Eu sempre disse “sim” toda vez em que minha opinião foi requisitada a respeito de um dos meus confrades se tonar bispo – dada, é claro, que o candidato fosse digno – porque, afinal, todos nós estamos a serviço da Igreja. Nós não somos para nosso próprio Instituto religioso. Todo o carisma é um dom do Espirito Santo para a edificação da Igreja e sua missão. Alguns de nossos melhores provinciais foram nomeados bispos, principalmente, no Brasil. Em julho de 2016, o provincial da Província de Santa Maria, Pe. Edgar Xavier Ertl, foi nomeado bispo; Dom Julio Akamine, recentemente nomeado Arcebispo, foi provincial da Província São Paulo Apostolo, no Brasil. Eles foram excelentes confrades e daí o porquê de eles terem sido escolhidos para serem bons pastores da Igreja. Não é uma perda, como alguns podem dizer, mas um benefício para a Igreja e para nossa família Palotina.
Dom Thomas foi consagrado na presença de 21 bispos, numerosos membros da família Palotina, padres, religiosos e leigos. No pequeno agradecimento que me foi permitido dar como representante da família Palotina, eu destaquei duas qualidades do recém-consagrado bispo: a naturalidade de seu ser pastor e  de seu ser palotino.
Eu conheço D. Thomas muito bem desde o tempo de seminário, clérigo sempre humilde e generoso que amava o povo. Deus exaltou este homem humilde, como a serva do Senhor, Maria. Ele foi e continuará um Palotino com um profundo amor por nosso Fundador e seu carisma. Sua longa experiência em trabalhar com os leigos e as famílias, inspirada em São Vicente, o fará um autêntico representante da família Palotina em toda a Igreja.
A Diocese de Gwalior tem aproximadamente 5000 católicos. Seu principal apostolado está ligado à educação: são aproximadamente 13 escolas com não menos de 3000 estudantes cada uma. Isto significa que nosso confrade terá que lidar principalmente com pessoas de outras religiões como o Hinduísmo e o Islamismo. Felizmente, ele não é estranho a essa realidade já que trabalhou por anos em regiões predominantemente não-cristãs no norte da Índia.
Frequentemente, em minhas visitas a outros países, sou perguntado sobre a perseguição dos cristãos na Índia. Eu certamente reconheço que tem havido injustiças em relação aos cristãos em algumas áreas. Mas há mais por detrás destas questões. Para quem vive em um ambiente predominantemente cristão e católico, a simples menção de um mulçumano ou hindu pode provocar receio ou mesmo antipatia. Alguns católicos demasiadamente zelosos resistem em vê-los como pessoas também criadas à imagem e semelhança de Deus. Este é o lugar onde o carisma palotino tem que entrar. Como frequentemente ouvimos, para Pallotti, a visão de igualdade de todo o povo de Deus vai além do batismo; para ele, ela está enraizada no mais profundo fundamento antropológico da realidade humana: todos nós somos criados à imagem e semelhança de Deus.
Talvez, valha a pena mencionar aqui que a Índia é o único país onde nós temos um colaborador, totalmente empenhado na União, hindu. Quantos hindus e mulçumanos maravilhosos trabalham conosco na escola de engenharia e nas outras 30 ou mais grandes escolas dirigidas por nós em todo o país.
Apesar das muitas viagens ao redor do mundo, eu nunca fui capaz de ver se uma criança era cristã ou não-cristã só de olhar em seu rosto. No rosto de cada pessoa, nós vemos Deus em seu grande esplendor e beleza.
Este é o meu desejo para o novo bispo: que ele se torne um instrumento da paz e harmonia entre o povo de Deus, independentemente, de sua casta ou religião. Esta é a necessidade do momento. Quanto sangue tem sido derramado em nome da religião através dos séculos. Por que todas essas guerras e violência no mundo de hoje? Como o Papa Francisco frequentemente tem dito, elas nada têm a ver com religião ou verdadeira liberdade. Ultimamente, elas têm muito mais a ver com o deus dinheiro, que, por sua vez, está intimamente relacionado com o poder e a dominação.
Felicitando, ainda, Dom Thomas, desejo também que ele reflita, em seu ministério, este importante aspecto da visão profética de São Vicente Pallotti, precisamente, o chamado a ser instrumento de unidade não somente entre as denominações cristãs, mas também entre as pessoas de todas as religiões. Nossa oração sempre acompanhá-lo-á.

Como celebramos a solenidade de nosso fundador em 22 de janeiro, que todos vocês se sintam felizes e orgulhosos de serem palotinos. Vamos reavivar nosso entusiasmo e compromisso ser “trombetas evangélica”.

Feliz dia de festa!

Jacob Nampudakam sac – RomeITALY

19.01.17

sábado, 21 de janeiro de 2017

Dia de São Vicente Pallotti

22 de janeiro é dia de São Vicente Pallotti. Nasceu em Roma no dia 21 de abril de 1795 e santamente morreu no dia 22 de janeiro de 1850. A experiência de Deus Amor infinito abriu os olhos de Vicente às necessidades da Igreja do seu tempo e o estimulou a lhes dar resposta. No dia 9 de janeiro de 1835, em uma inspiração, o Espírito Santo o faz intuir uma obra em que os batizados participam da missão da Igreja enquanto se unem e cooperam na realização de um objetivo comum. Vicente Pallotti exprime essa sua intuição com estas palavras: “O apostolado, isto é, universal, como pode ser comum a toda classe de pessoas, é fazer o que cada um pode e deve fazê-lo para a maior glória de Deus e para a salvação própria e a do outro”.
A União do Apostolado Católico, já no seu primeiro núcleo, era constituída por sacerdotes, religiosos e fiéis leigos. Hoje a União conserva substancialmente a mesma fisionomia e permanece aberta a todos os membros do Povo de Deus, porque o seu fim é o de chamar todos, de fazer cooperar todos, com todos os meios para a salvação do mundo.
Segundo Pallotti, a unidade da União se funda sobre o empenho de amor vivido e de zelo apostólico; por isso o seu vínculo é antes de tudo a caridade. Alma, motor e substancial constitutivo de toda a União do Apostolado Católico é o espírito da mais perfeita caridade.
O corpo místico de Cristo (Igreja) nos ajuda a entender o que significa caridade como substancial constitutivo da União.
Os membros são muitos e diversos, os dons são diferentes, mas um só é o corpo de Cristo. Na missa própria da festa de hoje nós lemos o hino à caridade que para nós ressoa como um convite urgente. Paulo disse aos coríntios e diz hoje de novo: “Ensinarei a via melhor”. O esplendido hino a caridade suscita a nossa admiração, o nosso entusiasmo e também um profundo sentimento de reconhecimento e de agradecimento. Devemos, com efeito, agradecer porque esse texto existe e nos apresenta um ideal tão belo, o mais belo que a nossa vida pode ter. E podemos também agradecer porque a caridade existe realmente entre nós (os dons de Deus são irrevocáveis) e nos dá alegria tomar consciência deles.

Hoje o convite de S. Paulo e de S. Vicente Pallotti é mais do que nunca atual: “Aspirai aos carismas melhores”. A esse convite corresponde o nosso desejo mais profundo: viver em plenitude a caridade que Deus nos deu, a Caridade que é Deus. Podemos cooperar para a salvação se amamos a caridade, se somos unidos pela caridade.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

SEMANA DO OITAVÁRIO DA EPIFANIA

SEMANA DO OITAVÁRIO DA EPIFANIA DE 2017 REALIZADO NA PAROQUIA DO SANTISSIMO NOME DE JESUS – ODIVELAS, PORTUGAL

Durante o Oitavário da Epifania, todos os dias, um membro da UAC da Paróquia de Odivelas, fazia a leitura de um texto de S. Vicente Pallotti – pois  Deus inspirou no coração de Pallotti  a instituição de um APOSTOLADO UNIVERSAL DE TODOS OS CATÓLICOS, para reavivar a fé entre os Católicos e propagá-la em todo o mundo.
No início do ano seguinte, de 1835, viu, na Estrela dos Magos, um convite a todos os homens a se tomarem mensageiros do grande acontecimento: “Deus se fez um de nós, Deus nasceu em Belém e nos espera a todos!”
E, foi neste espírito é que foram realizados esses oito dias frutuosos em partilhas no qual várias congregações religiosas  apresentaram o modo de manifestar a LUZ do Menino Deus - conforme o carisma de cada família religiosa (e serem mensageiras desta grande Luz)  - para o mundo actual. E para concretizar o modo de apresentar a luz de cada carisma das oito congregações presentes, os membros da UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO (UAC) preparam uma lanterna (um luzeiro), a indicar às famílias religiosas a ir em missão levando a Luz do nascimento do Messias Salvador a todos os povos, a exemplo dos santos reis Magos! E no final de cada Eucaristia do Oitavário a assembleia presente recebia uma bênção especial: aos doentes, aos idosos, aos desempregados, aos pais, aos filhos, etc..


1º Dia: Profecia – Jesus, Luz Verdadeira
As Irmãs Dominicanas falaram da oração, da sua vida fraterna em comunidade, estudo e apostolado, do seu carisma – actuar nas situações missionárias onde a Igreja mais necessita.

2º Dia:  O Chamamento E A Resposta dos Magos;
Estiveram presentes as Irmãs Missionárias do Espírito Santo. Foi em França, há 96 anos, no dia da Epifania, que nasceu a Congregação das Irmãs Missionárias do Espírito Santo.

Foi fundada por uma jovem de 31 anos, Maria Eugénie Caps, em 6 de Janeiro de 1921, em Lorraine, França. Eugénie Caps descobre nos escritos do Padre Libermann, (fundador dos Padres Espiritanos) a espiritualidade que deve animar as suas Irmãs “A vida apostólica não é outra coisa senão, a vida toda de amor e de santidade que o Filho de Deus viveu na terra e pela qual Se sacrificou continuamente para glória de Seu Pai e para salvação do mundo”. E ela afirma para as suas Irmãs: “Eu não posso conceber uma vida activa, que não seja baseada numa vida muito íntima com Deus”. O Espírito Santo impele-as para a salvação do Mundo. Ele é o Espírito Missionário. Trabalham no apostolado, na educação, na promoção feminina, no acolhimento, na saúde, tudo dando prioridade á primeira evangelização. Têm a vocação própria de serem enviadas, no seguimento de Jesus Cristo, ao serviço da evangelização “dos povos cujas necessidades são muito grandes e que são os mais abandonados da Igreja de Deus.” O carisma das Irmãs do Espírito Santo é viver segundo o Espírito em oração e ação apostólica, isto é, contemplar para evangelizar à luz do Espírito Santo, e, movidas pelos seus dons espirituais, frutificar em boas obras e sair a serviço dos irmãos onde e quando for necessário".

3º Dia: Inquietação Em Jerusalém E Inércia De Sua Gente;
Estiveram presentes as Irmãs Consolatas. As Irmãs Missionárias da Consolata é determinado pela expressão: “Mulheres consagradas a Deus para a Missão Ad Gentes” = aos povos e ad Vitam = por toda a vida, o que exclui qualquer condicionamento.
São sustentadas pela espiritualidade missionária específica: a da “Consolação”. O Pe. José Allamano, sacerdote diocesano, nascido em Itália, em 1851, deu vida a este Instituto, em 1910 Participando do Carisma do Fundador, as Irmãs seguem Jesus Cristo no seu ministério público com a doação total da própria vida para a Glória de Deus, mediante a profissão dos Conselhos Evangélicos na vida em comunidade e na Evangelização dos não cristãos. São, portanto, um Instituto  Internacional e Intercultural, testemunhando assim a universalidade da Igreja e do Evangelho. O Objetivo é ir ao encontro dos que necessitam do primeiro anúncio; mas, também dos batizados que, por muitas razões se afastaram de Deus e que necessitam de um reencontro com Jesus Cristo Todos, Padres, Irmãos, Irmãs e Leigos, têm como padroeira: Nossa Senhora, sob o título de CONSOLATA = Consoladora O Pe José Allamano, por causa da sua grande devoção a Maria sob este título, quis colocar a obra da sua fundação sob a sua proteção. Lema: “Anunciarão a minha Glória aos Povos e Nações”. (Is. 66, 19). Por este lema, são chamadas a anunciar, por onde forem, Jesus Cristo, a única e verdadeira glória de Maria. O Fundador, Pe José Allamano, propôs a ‘santidade’ como sendo o alicerce da Missão. Ele dizia: “Antes santos, depois missionários”; sendo que este ‘antes’ e este ‘depois’ não são cronológicos... os dois se entrelaçam. Por isso, para enfrentar e vencer os desafios da Missão, Ele deixou uma espiritualidade sólida: Grande amor à Eucaristia, fonte da Missão. Ele escreveu: “Especialmente nas Missões, Jesus Sacramentado seja o vosso conselheiro, conforto e ajuda” Filial amor e devoção a Maria, sob o título de Consolata. O Fundador ao assumir a reitoria do Santuário, em Itália, tornando-o “um fervoroso Centro de irradiação Missionária”. Ele dizia às suas missionárias: “ Foi olhando para a Consolata que eu vos idealizei. Ela ama-vos como a pupila dos seus olhos”. Profundo espírito de família. Ele queria que vivessem em grande comunhão entre eles, e com o povo com o qual trabalham. Ele dizia: “Lembrem-se sempre que o Instituto é uma família: Irmãos e Irmãs que aprendem a conviver juntos, para depois trabalharem juntos na Missão”. Amor e dedicação ao trabalho, também o trabalho manual. Ele ecreveu: “Na Missão, com a obediência e a caridade recíprocas é preciso grande amor ao trabalho; porque a Missão necessita”.

4º Dia : Os Magos Adoravam O Menino;
Estiveram presentes as Irmãs Nossa Senhora de Fátima. Fundado em 1964, no Brasil, este é mais um Instituto que revela no nome toda a sua missão. A difusão da Mensagem de Fátima é o ponto de partida para a evangelização que quer levar em missão a toda a humanidade.
O padre Menceslau Valiukevicius sempre foi um fiel devoto de Nossa Senhora de Fátima. Para difundir pelo mundo a mensagem que Nossa Senhora comunicou em 1917 aos Pastorinhos da Cova da Iria, fundou o Instituto das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima, em 1964, com a colaboração da Madre Lúcia de Souza. Conforme a indicação do fundador, o fim específico e natural do Instituto é o combate ao materialismo ateu, nas suas variadas formas, perpetuando as exortações da Virgem Maria aos videntes de Fátima. O fim geral é a santificação das irmãs pela prática dos conselhos evangélicos, realizados pela profissão dos votos de castidade, pobreza e obediência. Com o lema “abraçadas à cruz, servir ao Senhor na alegria”, as Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima prosseguem o carisma da Instituição de “evangelizar, exercendo a tarefa missionária difundindo a mensagem de Fátima”. Encarnam as mensagens de Fátima, através de orações, penitências e mortificações. Tomando Cristo como origem de toda a santidade, a resposta de amor definitivo é expresso pela profissão religiosa, unidas com Cristo, na Igreja, marcadas com o sinal do Espírito Santo que é penhor da herança e testemunhando a primazia do amor de Deus na vida e na fidelidade ao Instituto. A espiritualidade do Instituto é caracterizada, desde as origens, pelo culto da Eucaristia e da Virgem de Fátima, donde as irmãs tiram o alimento para a sua vida espiritual e apostólica. Procurando atualizar o carisma inicial, vivem para a difusão da Mensagem de Nossa Senhora de Fátima pela penitência e conversão, que é o retorno a Cristo por Maria. Dedicam-se em especial à assistência aos idosos e à catequese.

5º Dia: O Que Teria Conversado Maria Com Os Magos;
Estiveram presentes as Irmãs de São Pedro Claver É uma Congregação religiosa e missionária fundada na Áustria, em 1894, por Maria Teresa Ledochówska. A Beata Maria Teresa Ledochowska nasceu a 29 de Abril de 1863 em Loosdorf, Áustria. Oriunda de nobre família polaca, distinguiu-se por uma rara inteligência, vontade férrea, génio lúcido e prático, sensibilidade a fugir-lhe para os mais pobres. As Irmãs de São Pedro Claver têm como carisma consagrarem-se totalmente ao Senhor e ao serviço da Igreja missionária, com os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência. Dão a conhecer o Evangelho a todos os homens. Apoiam os missionários e as Igrejas locais facilitando o anúncio do Evangelho. Vivem em pequenas comunidades composta por membros de diferentes países, partilhando o ideal missionário: rezando e trabalhando pelo Reino de Deus ao serviço do Evangelho e dos mais pobres. Dedicam-se à Animação e formação missionária; Catequese e formação de catequistas; Pastoral da Juventude; Liturgia; Promoção da Mulher; Apoio aos missionários…


6º Dia : As Prendas Dos Magos;
Estiveram presentes as Irmãs Servas do Espírito Santo.  A Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo foi fundada no dia 08 de Dezembro de 1889, em Steyl, na Holanda, pelo Pe. Arnaldo Janssen, por Maria Helena Stollenwerk e Hendrina Stenmanns, conhecidas respectivamente por Madre Maria e Madre Josefa.
É uma congregação missionária internacional, espalhada pelos cinco continentes. O objetivo é anunciar o Evangelho em todas as situações onde as pessoas ainda não conhecem Jesus Cristo e onde as comunidades ainda não estão suficientemente organizadas e precisam de sua presença para crescer na fé. As suas atividades missionárias abrangem pastoral e catequese, educação, assistência aos doentes, trabalho social, Justiça e Paz, comunicação e formação de lideranças. Dedicam-se, sobretudo, às pessoas excluídas pela sociedade, minorias e povos ameaçados, refugiados, migrantes... Pe. Arnaldo Janssen (1837-1909) foi também o fundador dos Missionários do Verbo Divino, padres e irmãos e das Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua. A espiritualidade missionária está profundamente ligada à Santíssima Trindade, origem e fonte de toda a vi da, do amor e da comunhão. São especialmente consagradas ao Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, que é a força transformadora do amor, simbolizado pelo vento e pelo fogo. Na espiritualidade trinitária, centrada no relacionamento entre o Pai, o Filho e Espírito Santo, encontram o modelo de comunidade e de sociedade que são chamadas a construir a partir do diálogo, da partilha e da comunhão. Viver o amor e a comunhão trinitária é cuidar para que todos os seres humanos possam viver com dignidade e com os seus direitos respeitados, de acordo com a Vontade de Deus. Relação viva com o Espírito Santo e com a Eucaristia O lema do Pe. Arnaldo Janssen era: Viva Deus uno e trino nos nossos corações e nos corações de todas as pessoas.

7º Dia: José, Esposo De Maria E Pai Da Casa De Nazaré;
Estiveram presentes as Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Estiveram connosco as Irmãs Maria de Lurdes e Eduarda, portuguesas, Maria da Conceição e Eliane, brasileiras. Aceitaram o convite de Jesus para O seguir e a apresentar ao mundo a Sua Luz, a Salvação. Jesus veio ao mundo, tornou-se um de nós, veio viver a nossa vida para nos dar a conhecer que Deus nos ama, que Deus caminha sempre connosco, que Deus é Amor é Misericórdia e quer que tenhamos uma vida em plenitude. No Século XIX, no palácio da Quinta do Bosque, na Amadora, bem perto de Lisboa, nasce Libânia do Carmo Galvão Mexias de Moura Telles e Albuquerque a 15 de Junho de 1843 de uma família distinta.
A vida de sociedade não a satisfaz e quando conhece o Pe. Raimundo dos Anjos Beirão os seus conselhos iluminam-lhe o caminho, mas não é fácil segui-lo. A sua posição social traz-lhe obstáculos, mas ela rompe com tudo e consagra-se a Deus e ao serviço dos necessitados. Troca a vida mundana pelo hábito pobre de serva, deixa o seu nome ilustre e passa a ser Irmã Clara do Menino Jesus. Funda a 3 de Maio de 1871,  no convento de S. Patrício, bem perto da Sé Patriarcal de Lisboa, a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Em 1883 Irmãs vão para Angola e depois Índia, Guiné e Cabo Verde. A 1 de Dezembro de 1899 é arrebatada da terra, é a sua Páscoa. A 21 Maio de 2011 foi beatificada no Estádio do Restelo, em Lisboa, e está em processo de canonização. Vida transformada, a gerar vida noutras vidas. Grão de trigo, a dar fruto pela força do Espírito Santo. Seiva interior, a pulsar generosamente nos que seguem o seu ideal… Pegadas profundas do viver de Mãe Clara fazem, hoje, caminho para muitos, continuando a sua acção. O que significa ser hospitaleira? Aproximar-se e acolher a todos, amigos e inimigos, ricos e pobres, bons e menos bons, com alegria e simplicidade, com delicadeza, ternura, com amor e misericórdia, isto para mostrar, para dar a conhecer às pessoas que Deus as ama, que Deus nos ama, que Deus é Misericórdia através das palavras, através dos gestos, sobretudo através da nossa vida, isto é ser hospitaleira praticar as Obras de Misericórdia. Esta é a forma de manifestar ao mundo de hoje a Luz do Menino de Belém, Ele que se fez um de nós, desceu do seio do Pai veio viver a nossa vida para nos dizer quanto o Pai, quanto Deus nos ama, como nos quer felizes e caminha sempre connosco O Pe. Raimundo Beirão escrevia assim à Irmã Maria Clara: “Nesta época em que Jesus Cristo tem tantos e tantos inimigos escolheu-vos para serdes os apóstolos e apostolas de Sua Misericórdia e Caridade para com os pobres e ricos.” Nestas palavras este homem, o fundador Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição, Pe. Raimundo Beirão, apresenta o carisma da Congregação: Ser apóstolos da Ternura e Misericórdia de Deus, revelar ao mundo essa Ternura, esse Amor de Deus por cada um de nós. Como e onde é concretizado, na prática, este carisma? Na Catequese, nas escolas, nas creches, cuidando dos doentes e velhinhos, acolhendo com cuidando e cuidando nos internatos as crianças órfãs, deficientes, as crianças de famílias desestruturadas e também em comunidades, nos bairros de periferia vivendo no meio do povo e exercendo as mais diversas actividades pastorais, na pastoral carcerária e muitas outras actividades. Pe. Raimundo e Ir. Maria Clara apresentaram a Luz da Salvação, o Menino de Belém, ao mundo do seu tempo. E nós como o podemos apresentar hoje? Concluiu-se pedindo à beata Maria Clara do Menino Jesus a sua intersecção junto de Deus por cada um de nós, pelas nossas famílias, pelas nossas intenções, pela nossa paróquia, pelos nossos vizinhos…

8º Dia : A Mensagem De São Vicente Pallotti;
Esteve presente uma Irmã Consagrada de Schoensttat. Irmã Rosana pertence ao Instituto Nossa Senhora de Schoensttat.
É um Instituto Secular, onde vive e proclama esta Nossa Senhora no meio do mundo. Não usa hábito. Há 8 anos veio para Portugal trabalhar com a juventude de Nossa Senhora do Santuário. Vive ao lado do Santuário e entrega cada pessoa que Nossa Senhora está a acompanhar e é pela oração que mais pessoas se encontram com Cristo. Deus necessita de pessoas que estejam no mundo. A comunidade (Instituto Nossa Senhora de Schoensttat) nasceu em 1946, na Alemanha. São filhas de S. Vicente Pallotti, porque o sacerdote que fundou Schoensttat, Pe. José Kentenich, em 18 de Outubro 1914, era palotino. Depois de se encontrar com Nossa Senhora e uns jovens nasceu Schoensttat. Sem S. Vicente Pallotti não haveria Shoensttat. Cada um de nós, como católicos, temos de estar no meio do mundo, ao lado uns dos outros e levar Deus, levar a Luz ao mundo. Na Comunidade todos são profissionais. Parte da comunidade está 100% ao trabalho apostólico com Nossa Senhora a outra parte está com a sua profissão. Em S. Paulo, a Irmã Rosana trabalhou para a Comunidade e trabalhou na sua profissão. Como decoradora de interiores, Rosana era uma grande ajuda, pois, muitas vezes, não sabiam o que queriam e ao conversar com os casais, no contacto com as famílias, partilhavam muitas coisas e apercebia-se de algumas tensões. Depois do trabalho feito as casas eram abençoadas. A superiora da Rosana, como médica, além de exercer a sua profissão, reza pelos doentes e ajuda-os espiritualmente, sem estes saberem que ela é uma pessoa consagrada. Há sempre uma possibilidade de levar Deus nas coisas que fazemos. Há muitas profissões na Comunidade cada uma delas não só faz Nossa Senhora presente como também acompanha as pessoas. Assim se espalha pelo mundo o Amor de Jesus. Qual a missão mais profunda do Instituto de Nossa Senhora de Schoensttat? Ser como Nossa Senhora foi no mundo, no Seu tempo. Ela trabalhava muito, era uma Rainha do trabalho, cuidava do Seu Menino Jesus e vivia totalmente à disposição de Deus, fazia sempre a Sua Vontade. A Comunidade quer introduzir no mundo essa presença de Nossa Senhora e essa presença significa que todos os dias quando vão trabalhar levam Nossa Senhora para o seu trabalho. O trabalho apostólico de um ajudar o outro. Há, aqui em Lisboa, no Restelo, um Santuário onde Nossa Senhora vive, onde mora, onde espera cada pessoa, recebe cada coração, cada problema, cada aflição, cada alegria… Maria está presente como a grande educadora, com a missão de gerar novamente Cristo no coração de muitas pessoas. Ali ela oferece especialmente a graça do abrigo espiritual, da transformação interior e da frutuosidade no apostolado. IRMÃ ROSANA FINALIZOU DIZENDO QUE AGRADECER A S. VICENTE PALLOTTI É UMA OBRIGAÇÃO, PORQUE É UM HOMEM SANTO QUE ACENDEU MUITAS LUZES E AS LUZES QUE ACENDEU PERPETUOU DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO E É POR ISSO QUE ESTAMOS AQUI HOJE.
E no encerramento do Oitavário da Epifania, os membros presentes da União do Apostolado Católico renovaram  o empenho apostólico na UAC na consciência de que tudo do que já se faz na vida pastoral na Igreja, é para a maior Glória de Deus!