segunda-feira, 31 de julho de 2017

Encontro dos Casais da Pastoral Familiar na Paróquia Sant´Ana em Guidoval

No dia 30 de julho aconteceu na Paróquia Sant´Ana de Guidoval o Encontro dos Casais da Pastoral Familiar. Participaram 67 casais. Para pregar e guiar o Encontro, foi convidado um casal missionário da Comunidade Canção Nova: Paulo Sérgio Eleutério e Edvânia Eleutério.






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Pe.Paulo Kowalczyk,sac

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Apóstolos hoje, Julho de 2017

DIÁLOGO ENTRE OS CARISMA NA IGREJA


Partilhada e apreciada é a iniciativa de colocar em diálogo as várias realidades existentes na Igreja e no mundo; o diálogo hoje não é apenas útil, mas urgente. Exige lealdade, transparência, busca da verdade e do bem por parte dos interlocutores.


No princípio era a Palavra, a Palavra era Deus, ... O Filho é Palavra de Verdade, enviada por Deus mesmo aos homens, revestida de carne (cf. Jo, 1); e é o Cristo em pessoa que liberta o homem e o leva ao Pai. E Cristo, revelador do Pai, nos dá o seu Espírito e entra em diálogo com a humanidade.
Em Pentecostes, Jesus irradia o Espírito, revelando a Santíssima Trindade, como comunhão de Pessoas divinas. A missão de Cristo e do Espírito torna-se a missão da Igreja enviada para anunciar e difundir o mistério da comunhão trinitária. E é o Espírito que doa aos batizados o carisma para as múltiplas funções, a fim de que vivam em comunhão na Igreja e no mundo e manifestem os frutos do Espírito. (cf. CCC 144; 148)
Mas como colocar em diálogo os carismas? Somente o Senhor pode ajudar-nos a colocar em diálogo e harmonizar de modo prático os carismas, realidade sobrenatural presente na edificação do corpo místico de Cristo e fazer unidade na caridade, valorizando a riqueza da multiforme variedade dos dons. A unidade é desejo do próprio Jesus Cristo: Ut unum sint, o maior de todos os carismas é a caridade que leva à unidade.
Hoje parece muito difícil a simplicidade relacional humana, o diálogo. Devemos partir de Jesus Cristo, olhar Jesus na Eucaristia. Da Eucaristia nasce aquela espiritualidade de comunhão tão necessária para estabelecer o diálogo de caridade no qual o mundo de hoje tanto necessita. A relação, o diálogo, a fraternidade são frutos do amor recebido do Pai e partilhado com os irmãos.
Eis a urgência da comunidade cristã de por-se sempre como sinal de diálogo, de uma comunhão de carismas capaz de harmonizar as diversidades. É esta abertura de acolhida das várias realidade carismáticas que testemunham com a vida os valores da fraternidade cristã e a força transformante do evangelho, que nos faz reconhecer filhos do único Pai, e impele ao amor oblativo para com todos, especialmente os últimos.
No dom do carisma há sempre uma vocação expressa em várias formas ou maneiras de seguir Jesus e para servir a Igreja. Cada comunidade da Igreja tem o objetivo de fazer crescer a espiritualidade de comunhão, principalmente na comunidade eclesial e além, realizando constantemente o diálogo da caridade, sobretudo onde o mundo de hoje é dilacerado pelo ódio étnico e pela violência homicida.
O Carisma é também memória vivente, aberta ao futuro. Tendo viva a memória nos abrimos aos grandes desafios de hoje. Entrando nos desafios, experimentamos a dinâmica e a força profética do carisma, fazendo-nos perceber a sua providencial atualidade e as possibilidades que se abrem para avançar. O diálogo entre os carismas é também uma questão de estilo, de animação de pessoas e de processos. Mais que definì-lo o carisma é um dom a acolher e ao qual responder, mas ninguém pode apropriar-se, dele, porque é dom para os outros.
Muitas vezes a dimensão da caridade passa pela mesa. Também Jesus durante as refeições ensinou sobre o valor do perdão, da amizade, da acolhida de todos, Ele que se fez nosso “alimento” na Eucaristia. A refeição se torna o lugar em que se exprime a gratuidade da comunhão e, de alguma forma, se cria o clima para um diálogo livre e sereno. A humanidade não foi capaz de fazer verdadeira comunhão até o Pentecostes, quando com a graça do Espírito, recebe dons e carismas e os organiza, para realizar o Corpo eclesial de Cristo que reúne seus membros dispersos, num só Homem novo.
Um dos “locais” onde, é quase natural que os carismas sejam unidos e complementares, é na vida consagrada, vivida em comunidade. No documento Mutuae Relationes (MR 11) se descreve “o Carisma dos fundadores (ET11) como uma experiência do Espírito transmitida aos próprios discípulos para ser vivida, conservada, aprofundada e constantemente desenvolvida em sintonia com o corpo de Cristo em constante crescimento”.
A comunidade religiosa com a variedade dos carismas e das instituições, ativas em sinergia na Igreja e com a sociedade, especialmente com as suas comunidades multinacionas, multi-étnicas, oferece à humanidade experiências preciosas de diálogo, de comunhão e de colaboração. Por muito tempo não foi simples e nem fácil a abertura dos Institutos e colocá-los em diálogo entre eles. Mantinham-se fechados e separados, apesar de terem sido apostolicamente eficazes. O Vaticano II oferece convites para criar abertura, diálogo e comunhão mais consciente entre os Institutos de vida consagrada, porém sem ofuscar ou enfraquecer a originalidade e identidade de cada carisma. O Concílio exorta também a associar-se em Conferências dos Superiores e Superioras Maiores, a nível nacional, continental e mundial. Assim, as relações e o diálogo entre os Institutos se abriram gradativamente e com bons resultados, particularmente através de estudos comuns, reflexões, pesquisas e troca de experiências.
Este diálogo sucessivamente se abriu também aos carismas doados às novas realidades eclesiais: movimentos, associações, comunidades, ... que incluem leigos animados pelo fogo do Espírito, desejosos de partilhar, de comunhão espiritual, de diálogo, gradualmente também levando a colaboração na gestão junto as obras de grande mérito eclesial e social.
Este crescimento, certamente inspirado pelo Espírito de caridade, de unidade, de diálogo e de comunhão sincera, tornaram visível na Igreja e ao mundo aquela “Primavera do Espírito” tanto desejada também pelos Fundadores de ordens religiosas e de pastores da Igreja, mas não menos do povo de Deus, desejoso de viver numa Igreja e numa sociedade na qual a comunhão, a fraternidade, a partilha não são uma utopia, mas um dom do alto e também uma conquista de pessoas de boa vontade.
O Espírito sopra onde e como quer. Em cada tempo ele age e envolve pessoas abertas ao seu sopro por uma renovada e regenerada eclesiologia de comunhão. A atitude é necessária para mover-se ao diálogo íntimo disposto a receber e saber colher  os “verbos semeados” presentes em cada cultura, encontrar valores preciosos também humanos, culturais e traduzí-los em verdadeiro culto a Deus, doador de todos dons e consumador de tudo.
É o Espírito que une em comunhão e unidade. O Carisma, portanto, como dom do Espírito, capacita a pessoa escolhida pela divina Providência para que realize uma missão particular, e chama também outras pessoas que, por vocação, seguem a mesma missão. É o amor de Cristo no Espírito que nos reuniu para viver a fraternidade.
E agora é justo referir-se ao carisma de São Vicente Pallotti
Deus lhe concedeu o dom de uma profunda experiência de seu amor infinito e de sua infinita misericórdia. Vicente contemplava este amor em ato nela criação do mundo e particularmente do homem criado a sua imagem e semelhança; bem como na redenção do homem pecador, realizada por Jesus Cristo. Seguindo a moção do Espírito, Vicente se sente encorajado a fundar uma instituição de Apostolado universal, para reavivar e reacender a fé e a caridade entre os católicos e propagá-las em todo o mundo. Foi este em síntese o carisma que o Espírito concedeu a São Vicente, foi Cristo Apóstolo o modelo, o ideal, o guia, e a fonte de onde continuamente ele alimentava seu ser, mas também a finalidade pela qual ele desejava ser transformado em Cristo e continuar sua missão apostólica.
Vicente tinha bem claro que na Igreja todos temos a unção do Espírito com a mesma dignidade, todos somos incorporados em Cristo pelo batismo, participamos do seu sacerdócio real e profético, portanto todos apóstolos e continuadores da sua missão. E é por meio do Filho, enviado do Pai, que recebemos o dom do Espírito Santo que capacita os que acreditam a proclamarem o evangelho de salvação a todas as criaturas. Por isso, a Igreja com os múltiplos carismas, está preparada para qualquer obra de evangelização e de caridade. Os carismas individuais manifestam um dos infinitos rostos de Cristo, os sentimentos, as ações e as missões. Os seguidores do Fundador assumem o mesmo projeto, o partilham com outras pessoas que vivem em comunidade, numa instituição religiosa.
São Vicente Pallotti escreve: “Quero possuir aquele espírito que cada Fundador teve ao fundar a sua instituição religiosa, mas como tal espírito perfeitíssimo se encontra em Jesus Cristo Crucificado, assim procurarei com a graça divina de buscá-lo no próprio Jesus, no qual se encontra Amor, Humildade, Caridade, Pobreza... e todas as prerrogativas de Cristo Apóstolo” (OOCC X, 126-7). Em Cristo Apóstolo Vicente encontra todos os carismas.
Vicente não só se colocou em diálogo com os carismas existentes, mas também participou de todas as confrarias da época, participava e partilhava dons de graça e de caridade e sabia acolher numa atitude de comunhão cristã pessoas de cada classe, condição e situação, promovendo-as e animando-as a serem apóstolas, segundo as próprias condições.
Jesus disse: “vim trazer fogo sobre a terra e como queria que fosse acesso”!(Jo, 12,47): é esta a Palavra evangélica que encarnou Vicente e de onde partiu para acender em tantos corações o ardor que jorrava do Coração sacratíssimo de Cristo, e para unir em comunhão espiritual as pessoas disponíveis à graça e à missão de Jesus Cristo. De fato Vicente se move sempre e somente com a intenção de procurar a infinita glória do Pai e a salvação de todas as almas.
Vicente procura sempre unir todos; o encontro, o diálogo, a comunhão são passos indispensáveis para fazer a verdadeira União e chegar a fazer de todos os povos um só rebanho sob um só pastor. O diálogo é a porta, a unidade é a meta de um cansativo e fascinante caminho. Todos destinatários da salvação, todos enviados para colaborar “numa obra santa e divina”, que Cristo continuará em nós até o fim dos tempos.
Maria está presente na Igreja e na obra confiada a São Vicente como Rainha dos Apóstolos, mas é também a mãe da Igreja e de todos os povos. Maria disse poucas palavras, mas seu diálogo com Deus e com a humanidade é perene, eficaz e correndentor, um diálogo no qual convida cada um de nós, inspirado pelos próprios carismas, a entrar e participar sempre mais profundamente a serviço da edificação do Reino de Deus na Igreja e no mundo.
                                                                            Sr. Lilia Capretti, CSAC.
                                                                            Roma
Perguntas para a reflexão:
1.        “Mais que definí-lo o carisma é um dom a seguir e ao qual responder”. Como temos experimentado o poder do carisma de São Vicente Pallotti em nossa vida pessoal e comunitária? Peçamos ao Espírito Santo, doador de todos os carismas, em oração contínua, de conceder-nos – membros, amigos e colaboradores da União – uma experiência espiritual mais profunda e dinâmica deste dom maravilhoso a fim de que seja sempre mais uma verdadeira e própria força motriz na nossa vida pessoal e comunitária.

2.       Quando e onde temos experimentado diálogo frutuoso, comunhão e colaboração com carismas de outras famílias religiosas? Como, discípulos de Cristo inspirados pelo carisma de São Vicente, podemos ajudar a promover tal experiência para a edificação do Corpo de Cristo e para dar uma resposta apostólica mais unida, eficaz e frutuosas às múltiplas exigências e desafios do nosso tempo?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Apresentação do Coral Polonês

No dia 23 de julho, domingo, a paróquia de São Sebastião de itaipu, abriu as portas para receber o coral internacional de meninos cantores.
O coral de meninos cantores que cantam no santuário nacional da padroeira da Polônia, em Czestochowa, estavam participando no Rio de Janeiro desde o dia 18, do congresso internacional “Pueri Cantores”. Que contou com corais da Alemanha, México, Polônia, Coreia do Sul e diversos coros do Brasil.
A vontade de cantar em Itaipu, partiu do Padre Arnold, que é o guia espiritual do grupo de 16 cantores que vieram com ele ao Brasil. O padre Arnold, que também é polonês, participou em 2013, da pré – JMJ Rio 2013 em nossa paróquia, e por isso quis trazer o coral para se apresentar para nossa comunidade paroquial, pedindo o auxílio da Pallottitour, que se prontificou a ajudar no contato com  a paróquia.  
Durante a santa missa, eles cantaram o Salmo, especialmente preparado em português, o Aleluia e o Agnus Dei.
E ao final da missa, apresentaram ainda mais algumas músicas sacras, e deixaram todos que estavam assistindo muito emocionados.
Agradecemos ao nosso Paróco, padre José pela acolhida. E ao coral por ter vindo de tão longe cantar tão bonito para nossa comunidade.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

I CONGRESSO CONTINENTAL DA MISERICÓRDIA

Aparecida do Norte, 22-25.06.2017
Depois de três anos de preparativos tivemos nestes dias uma experiência inesquecível da presença de Deus no meio de nós. Só assim posso definir tudo o que vivemos neste I Congresso Continental da Misericórdia realizado em Aparecida do Norte nos dias 22-25 de junho de 2017, que reuniu 500 pessoas de 11 países do continente americano e alguns representantes de Europa, porque contamos com o representante do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e alguns missionários europeus. A maior representatividade de estrangeiros veio de Argentina.

Contamos com a presença de várias congregações religiosas, seminaristas, padres, bispos e cardeais. Além de presença marcante de cardeal Dom Orani, arcebispo do Rio de Janeiro, vieram para nos visitar os cardeais Dom Odilo Scherer de São Paulo e Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB. Os dois cardeais deixaram umas calorosas mensagens para todos os participantes do Congresso.
                Entre os palestrantes tivemos o Pe. Dante, Mariano de Argentina, Pe. Zezinho, que veio apesar da sua idade e doenças, Pe. Wagner Ferreira da Silva da Canção Nova e a Ir. Lina Boff, da PUC do Rio de Janeiro. Cada uma das palestras contribuiu para a riqueza do Congresso.
                Cada palestra tinha também o apoio dos grupos musicais da Canção Nova, do Ir ao povo do Pe. Zezinho de Taubaté, do Pe. Rodrigo Natal como também do grupo dos pastores acompanhando o Izaias Carneiro da comunidade Coração Novo. Tivemos também os músicos argentinos na pessoa do Pe. Dante e um jovem Nico Fernandes.
                Outro elemento essencial eram os testemunhos da presença de Deus na vida particular ou no trabalho da comunidade. A Sónia Borlot Chiesa, iniciou com o testemunho da divulgação da Divina Misericórdia desde anos 80, apoiando o Pe. André Krzymyczek. Sobre a experiência particular ainda falaram: Neiva Echer de Caxias do Sul, que comoveu todos os congressistas; Emanuel Stênio e Gabrielle Sanchotene da Canção Nova, Ir. Solange da Congregação da Mãe da Misericórdia que passou 20 anos no convento das irmãs em Cracóvia e que agora fica como superiora da primeira comunidade destas irmãs no Rio de Janeiro.

A Ir. Maribel Perez testemunhou a evangelização nas ruas do projeto Thalita Kum e o trabalho da misericórdia entre as pessoas perdidas na vida por causa de drogas. O trabalho da comunidade Betânia foi testemunhado pelo Pe. Lúcio é um jovem recuperado das drogas. Enfim foi uma apoteose com o Pe. João Henrique da Aliança da Misericórdia e, também, confirmado pelo testemunho de um jovem recuperado.
                Outro momento eram os dois eventos culturais – da Maíra Jaber com um grupo de teatro e do músicas Cia. Artes Luz do Mundo que veio do Rio de Janeiro e dos pastores evangélicos que cantaram e deram seu testemunho na noite de sábado. Foi emocionante o pedido de perdão dirigido aos católicos da parte do Pastor Efigênio por causa de ter atrapalhado as celebrações das Missas com os cultos barulhentos nas portas das igrejas.
                A parte litúrgica contou com três celebrações de santas Missas no Santuário de Nossa Senhora Aparecida presididas pelo Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida; Dom Milton Antônio dos Santos, arcebispo de Cuiabá e Dom Orani João Tempesta que celebrou no Domingo e depois fez o encerramento do Congresso.
                Outros momentos que foram profundamente comoventes foram as duas celebrações da hora da Misericórdia com a oração do terço da Misericórdia diante do Santíssimo Sacramento. 
Principalmente a celebração de sexta-feira com a presença de Dom José Antônio Peruzzo, arcebispo de Curitiba e do Pe. Sandro da Congregação dos Padres Marianos de Curitiba marcou profundamente todos os participantes. Para mim pessoalmente, foi a mais linda adoração em que participei na minha vida. No sábado contamos com a presidência de Dom Guillermo Ortiz Mondragon, bispo de México.
                Ficamos muito gratos ao Pe. Joãozinho de Almeida, famoso cantor e teólogo de Taubaté. Foi ele que assumiu a responsabilidade pela organização das palestras e dos palestrastes como, depois, a coordenação dos trabalhos. O Izaias Carneiro ficou muito entusiasmado que às vezes precisamos acalmar um pouco o seu empenho.
                Tudo isso seria impossível sem o trabalho de voluntários das diversas comunidades da vida apostólica e outros entusiastas jovens. É difícil enumerar todos porque a lista é grande. O apoio dos Padres Marianos e da equipe do santuário nacional da Misericórdia em Curitiba foi extraordinário. Contamos com a presença de cinco padres Marianos no Congresso. Foi lindo testemunho e a presença do Pe. Jan Glica, veterano da divulgação da Misericórdia no Brasil e construtor do Santuário em Curitiba. Em Aparecida além do apoio de diversas pessoas do Santuário quero destacar a ajuda do Pe. Leo, pároco de Potim que deu todo apoio aos nossos jovens organizando os lugares para dormir e alimentação para eles.
                Contamos também com a presença do Mons. Alejandro Diaz Garcia do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização de Roma. Ele participou em todas as atividades. Ele também levou a candidatura de três países para organizar o II Congressso da Misericórdia em 2020: Honduras, Paraguai e Panamá. Depois das respectivas consultas este Conselho deve anunciar oficialmente o Congresso.
                Notamos também a discreta, mas perseverante presença dos bispos: Dom Héctor Felipe Villa, enviado pela conferência dos Bispos de Canadá como seu representante; Dom Tarcísio do Nascimento, bispo de Duque de Caxias e Dom Emanuel, bispo de Caratinga – MG.

                Fico grato ao Juan Carlos Saucedo, de Panamá, fundador da Casa de lá Misericórdia e editor da lectio Divina na sua revista Misericórdia dia a dia, editada bimensalmente em 140 mil exemplares e enviada para 21 países da língua espanhola. Ele fez uma edição portuguesa com a programação do nosso Congresso. Os momentos de lectio Divina enriqueceram as nossas atividades. Esperamos que devem contribuir muito no lançamento desta revista no Brasil.
                No sábado tivemos também uma espontânea apresentação de dança folclórica de Paraguai.
                Fico muito grato para todos que acolheram o meu pedido e assumiram a organização do I Congresso Continental da Misericórdia. Foi muito emocionante notar o entusiasmo de todos os congressistas que levaram para os seus países e comunidades. Ficamos ainda mais convictos de que precisamos ser discípulos e missionários da Divina Misericórdia, que não é simplesmente uma devoção, mas uma forma de viver a missão da Igreja com equilíbrio em a ação e a oração manifestando o rosto misericordioso do Pai e sendo misericordiosos como Jesus. Contamos com uma especial proteção de Nossa Senhora Aparecida, porque tudo aconteceu debaixo do sem manto materno no subsolo do santuário de Aparecida.
Pe. Jan Sopicki SAC, Secretário Geral do Congresso

Rio de Janeiro – Lisboa, 28.06.2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Corpus Christi em Guidoval

O Dia de Corpus Christi — 15 de junho - em Guidoval - MG







sábado, 10 de junho de 2017

Apóstolos Hoje, Junho 2017

DIALOGICIDADE NA MISSÃO
Para falar da dialogicidade na missão, é necessário considerar alguns aspectos do processo missionário. O primeiro é o diálogo conosco mesmo e com Deus, ambos são inseparáveis. Um segundo, entrelaçado com o primeiro, é o diálogo com a cultura, as pessoas que a vivem e suas consequências. Um terceiro seria o aspecto do diálogo inter-religioso. E consequentemente alguns escritos de Pallotti e de Papa Francisco sobre a Caridade no processo da dialogicidade como tal.
Toda missão nasce da paixão por Jesus que se traduz no desejo de servi-lo servindo os outros. A Missão é antes de tudo, estarmos onde Deus nos quer e fazer o que Ele nos pede. Nesse sentido podemos dizer que a Missão é um longo caminho para dentro do coração de Deus que toma completamente conta de nossa vida, e nos conduz por novos caminhos.
Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, abrir-se para deixar-se conduzir, deixar que o Coração de Deus nos leve a um serviço maior. Isso exige, do missionário, maturidade, constante diálogo consigo mesmo, para entrar no processo. Necessita uma intensa busca de si numa nova realidade para descobrir o novo de Deus e crescer na vida espiritual.
O verdadeiro missionário caminha com o Senhor, fala com Ele, trabalha com Ele. Percebe o Deus vivo independente da própria ação.
Ser missionário é deixar “que a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo seja a minha vida”. É abrir-se sem temor a ação do Espírito e anunciar com a vida que foi transfigurado na presença de Deus vivo e ressuscitado. O ser humano é essencialmente “enviado”, ou seja, alguém que recebeu uma missão. A transformação em Jesus Cristo conduz necessariamente a participação na sua missão redentora.
Um segundo aspecto de fundamental importância é saber, que o missionário é um hóspede, estrangeiro que estabelece sua morada na casa do outro. Isso exige a capacidade de dar e receber constantemente. Desloca-se como um peregrino e vive permanentemente como estranho, testemunhando a provisoriedade e a contínua busca de uma morada definitiva. É convidado a levar somente uma túnica, isto é, estar revestido de Cristo. É alguém que busca um tesouro escondido no seio dos povos e das culturas, ao mesmo tempo leva o tesouro da compaixão de Deus, num processo de inter-ajuda e de procura do Absoluto.
Ser hóspede significa viver situação de dependência, sua casa é a casa do outro, é uma casa sagrada, um chão sagrado, no qual se faz necessário “tirar as sandálias” para situar-se na nova cultura. E nessa situação, são estabelecidos novos relacionamentos e ocupados os espaços permitidos.
A missão sempre nos move, desestrutura, desinstala e impulsiona a ir além de onde estamos e do que somos. Permite superar a rotina que leva a fechar-se na própria identidade e impede a reconhecer o dom da alteridade. A fé na Trindade e a vivência da missão como atitude fundamental manifesta a alegria de saber-se em comunhão com Deus e com os demais, nos permite celebrar a festa do amor com os outros, especialmente com os mais pobres e excluídos. (cf. Paleari, Giorgio, Espiritualidade e Missão, pg. 61-62. Paulinas, 2005).
A primeira atitude que acompanha o missionário é a do silêncio e da escuta diante do mistério, porque aquela terra é sagrada. É terra da revelação de Deus que ao mesmo tempo gera ansiedade e alegria pelo novo. Se busca conhecer as pessoas, seus costumes, suas histórias e suas dificuldades. É uma escuta que vai além das palavras. É o lugar da revelação de sua identidade.
O diálogo e o contato com as pessoas, aprofunda a possibilidade de mergulhar no mais íntimo do seu próprio ser, de descobrir as raízes, de viver a profunda experiência de Deus. O missionário é sempre um discípulo em busca do tesouro e do rosto de Deus.
O missionário é aquele que está sempre aprendendo com o Outro e com os outros e ao mesmo tempo é o mestre que partilha o presente que recebeu de Deus. Ensina e aprende ao mesmo tempo. Aconselha e recebe conselhos. Partilha o que sabe e partilha do saber do outro. Reconhece que cada pessoa é digna de sua entrega (cf. EG. 274)
Aprender uns com os outros, trata-se de recolher os dons que o Espírito nos deu através deles. O diálogo implica dar e receber, falar e escutar, ensinar e aprender. É a palavra sendo gestada, a palavra que se faz carne na morada da vida de cada um. Partilha aquilo que transborda do coração, da experiência de Deus. Descobre a semente do Verbo, “recolhe a misteriosa sabedoria que Deus quer comunicar através deles” (EG. 198).
O diálogo com a cultura implica escutar os clamores, prestar atenção nas fragilidades, reconhecer o Cristo sofredor e cuidar da dignidade da pessoa. É carregar sobre si os sofrimentos, as ansiedades e as limitações humanas. É ser solidário com os pobres e excluídos e ao mesmo tempo comprometer-se com sua causa, sendo uma voz profética onde é necessário.
O missionário é alguém profundamente comprometido contra as injustiças e contribui na elaboração de projetos de resgate da vida. Vive a utopia do Reino na proximidade e solidariedade, numa compaixão pessoal e silenciosa, na esperança que o mundo se transforme e se torne mais fraterno, sempre apontando para um reino de justiça e de fraternidade para todos.
Como Pallotti se pode dizer que: “Todos somos chamados a observar o preceito da caridade e, porque todos, segundo a realidade da criação, uma imagem da caridade por essência. Eis porque Deus ordenou que cada um se interesse também pelo seu próximo, como dele se interessa o próprio Deus. (OOCC IV, 132, 310, 451)
Antes de ser uma atividade, o diálogo é um encontro e uma exigência cristã. Está enraizado profundamente no mistério trinitário, num Deus que é amor e comunhão. Como dizia Santo Agostinho: Sua missão se origina no amor, se sustenta por amor e comunica amor, criando assim comunhão.
O amor de Deus se torna amor do próximo “Caristas Christi urget nos” – é a alma do seu apostolado. O amor deve ser vivido de tal modo que realize o mandato de Cristo, quando nos convida a amar-nos uns aos outros como Ele nos amou (cf. OOCC I,8).
O missionário além dialogar consigo mesmo, com Deus e com a cultura em seu caminhar como estrangeiro e peregrino, entra em contato com povos de outras crenças, isso exige dele uma clara identidade religiosa, e também uma firme convicção de que Deus quer a salvação de todos (cf. ITm 2,4); que sua graça vai além dos limites visíveis da Igreja; bem como a de que Jesus Cristo é o único Salvador de toda a humanidade, sendo a Igreja o lugar em que se encontram em plenitude os meios de salvação. O diálogo está sempre associado ao anúncio; ambos são inter-conexos, pois, sempre se deseja conhecer claramente quem se está encontrando.
O missionário é uma pessoa de compaixão, solidária, capaz de olhar o diferente não como ameaça, mas com respeito. A salvação é sempre um grande dom de Deus, oferecida a todos, segundo os critérios e métodos do próprio Senhor. Portanto, abertura a outras religiões, bem como o respeito que deve acompanhar a aproximação, exige uma disposição constante à ação do Espírito Santo (cf. Rm 8,29)
O diálogo na experiência religiosa acontece, quando pessoas de diferentes crenças comunicam o próprio caminho para Deus. Quando se busca a paz num esforço conjunto de construir unidade e de superar conflitos. Também o diálogo de intercâmbios teológicos, na qual adeptos de várias religiões refletem e comparam os dados da própria fé. Na experiência de escuta e de comunicação com o outro, se pode dizer que o missionário se transforma, pois daí surge o desejo profundo de busca de unidade em Deus e de respeito profundo pela diversidade.
O diálogo inter-religioso, se sustenta e se anima numa espiritualidade baseada numa fé viva num Deus que é criador e Pai de toda a humanidade; numa convicta e aberta esperança que não busca os resultados imediatos e,numa caridade efetiva e dialógica como dom gratuito de Deus.
O missionário vive na fronteira e cruza todas as fronteiras, sua espiritualidade enraíza-se na universalidade, encontra seu melhor chão na abertura além-fronteiras. O objetivo principal da ação missionária é chegar à comunhão das pessoas com Deus e com elas mesmas.
O dinamismo da comunhão de vida, leva à caridade, à solidariedade, ao encontro e escuta do outro, à cooperação missionária, ao diálogo ecumênico, inter-religioso e social, a trabalhar naquilo que nos une, promovendo assim a reconciliação e a comunhão universal. “Unidade no necessário, liberdade na dúvida, caridade em tudo” (GS, 92).
A Comunhão é um dos objetivos mais importantes da missão; e ao mesmo tempo um dos meios de testemunho mais eficaz para a evangelização: “Como tu Pai, estás em mim e eu em ti, que eles também sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste(Jo 17,21). Uma Igreja em comunhão (Koinonía) se torna um sinal e instrumento da União com Deus e da unidade de todo o gênero humano. (cf. GS 92)
“O compromisso não consiste exclusivamente em atuar, o que o Espírito mobiliza, impulsiona não é um ativismo, mas antes de tudo uma atenção colocada no outro, considerando-o como um consigo. Esta atenção amante é o início de uma verdadeira preocupação por sua pessoa, a partir da qual deseja buscar efetivamente seu bem. Isso implica valorizar a pessoa no que ela tem de próprio, com sua forma de ser, sua cultura, seu modo de viver a fé. O verdadeiro amor sempre é contemplativo, nos permite servir ao outro, não por necessidade, ou por vaidade, senão porque ele é belo, mais além de sua aparência” (EG 199).
O amor pelos irmãos, é autentico se nos compromete a fazer com que Jesus seja amado “conhecido” (cf. OOCC I).
A missão além fronteiras sempre foi uma preocupação de São Vicente Pallotti, poderíamos dizer que foi o princípio da UAC, sua razão de existir e seu fim.
  1. O que eu faço individual e comunitariamente para ajudar a atividade missionária “ad gentes”?
  2. Estamos numa cultura de constante mudança. O que faço para promover o diálogo na realidade atual, com tantos desafios dos meios de comunicação que levam a uma indiferença cultural, religiosa, social e individualista?
  3. O que como UAC podemos colaborar para a paz, num mundo que promove a constante violência?

                                                                 Irma Maria Neide Sibin, CSAC
                                                                  Bolívia