sexta-feira, 30 de abril de 2010

SEMANA LITÚRGICA

A liturgia nos conduz a celebrar o céu aqui na terra.

O corpo da Igreja, que somos todos nós, unido à cabeça que é o Cristo, abraçados pelo Espírito Santo, eleva um grande louvor de oração e de adoração ao Pai celeste.

Para que a comunidade de São Roque pudesse compreender um pouco mais este mistério das celebrações litúrgicas, especificamente da Santa Missa, e participar efetivamente dos benefícios concedidos por Deus nestas celebrações, nosso pároco Pe. Tadeu Domanski, SAC, em conjunto com a Pastoral da Liturgia, organizou a Semana Litúrgica em nossa paróquia, aberta a todo o povo de Deus.

Foram elaborados diversos temas, acontecendo sempre após a Santa Missa das 19h, com a seguinte programação:

 

- 12/04/10Tema: Liturgia Geral

                     Palestrante: Pe. Tadeu Domanski, SAC

- 14/04/10Tema: Ano Litúrgico

                     Palestrante: Ir. de Belém, Lúcia

 

- 15/04/10Tema: Normas Gerais e Objetos Litúrgicos

                     Palestrante: Diácono Cezar Bahia

 

- 16/04/10Tema: Música na Liturgia

                     Palestrante: Pe. Gilmar

- 19/04/10Tema: A Liturgia na História da Salvação

                     Palestrante: Pe. Sérgio Muniz

Tendo em vista a riqueza da liturgia da Igreja, podemos afirmar que o tempo foi curto para explorarmos tantos assuntos, até porque a liturgia atualiza-se inesgotavelmente, a partir da fonte da qual ela se origina.

Houve uma expressiva frequência dos paroquianos, que a todo momento esclareciam suas dúvidas mais recorrentes.

A pretensão desta iniciativa não foi a de formar liturgistas, mas sim a de despertar nas pessoas a necessidade de estar em contato e compreender mais profundamente o sentido destes momentos divinos e de buscar sempre mais mergulhar neste mistério de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Silvio Bento

SOMOS HUMANOS

Senhor, no Evangelho de hoje dás-nos o mandamento novo: “Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros;”… Mas como sabíeis que éramos “muito humanos”, e que por isso deveríamos aprender por ver, tocar e sentir, dissestes-nos: “que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” (Jo13,34) Quando estáveis entre nós visivelmente, éreis o modelo vivo para os seus. Quando partistes, do alto da Cruz, olhastes com Misericórdia para nós, e vendo que ainda éramos “muito humanos”, quisestes deixar-nos ainda um modelo visível de amor. Dissestes a vossa mãe: “«Mulher, eis o teu filho!» Depois, dissestes ao discípulo: “«Eis a tua mãe!»” (Cf. Jo 19, 26-27) Era como se dissésseis a João e nele a cada um de nós: “Olha pra Ela e espera por mim….” (W. Al.)


Quando, acabada a Vossa Missão subistes ao Pai na ascensão, sabias que ainda éramos “muito humanos”, e por isso confiastes mais uma vez a Vossa Igreja nascente aos cuidados Daquela que vos gerou neste mundo segundo a carne. Sim Aquela que Vos gerou para esta vida, deveria também ajudar a gerar o Vosso Corpo que é a Igreja com o seu exemplo, a sua presença e a sua oração. Assim Nossa Senhora tornou-se a Rainha dos Apóstolos. O Sol da Justiça tinha-se posto, mas deixastes, na nossa noite, uma lua na pessoa de Maria a reflectir poderosamente a Vossa luz. Sempre que os Apóstolos contemplavam Nossa Senhora, viam a Vossa imagem. Era inclusive a Vossa Carne e o Vosso Sangue, pois Dela o recebestes. Mas um dia também Nossa Senhora subiu para o Pai. Imaginemos os sentimentos dos Apóstolos: Aquela que era imagem viva do Amor Infinito também os deixava. Não nos admiremos que logo os artistas começassem a pintar as imagens Vossa e de Vossa Mãe. Perdão Senhor. Somos “muito humanos”. Precisamos ver, tocar… Mas conheceis-nos, pois assim nos fizestes.

Mas ainda bem que dissestes: “«Não vos deixarei órfãos; Eu voltarei a vós!... «Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada.” (Jo14,18.23) E ainda: “«Se me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos, e Eu apelarei ao Pai e Ele vos dará outro Paráclito para que esteja sempre convosco, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; vós é que o conheceis, porque permanece junto de vós, e está em vós.»” (Jo 14,15-17)

Sem o consolo da Vossa Presença visível, sem o consolo da Presença visível da Vossa Mãe, quereis dar-nos o Consolador por excelência, O Espírito Santo. Obrigado Senhor.

Porém, Senhor, já ia me esquecendo de algo tão importante… Como sabias que éramos “muito humanos” quisestes dar a cada um de nós também uma consoladora, que podíamos ver, tocar, sentir…. Deixastes a cada um de nós o primeiro canal concreto do Vosso Amor infinito e da Vossa ternura na pessoa de nossas mães daqui da terra. Lembramos hoje delas, uns com gratidão pela presença, outros com saudades pela distância física ou pela morte corporal. Nós vos louvamos pelas Vossas invenções, dentre elas a última da lista da criação, e por isso mesmo, talvez a mais aperfeiçoada na Vossa semelhança que é Amor: a mulher. Por vós provida de uma grande capacidade de amor e de acolhimento. Neste mês de Maio, queremos honrar as nossas mães. As nossas mães da terra e a Nossa Mãe do Céu, Nossa Senhora. A Ti, Senhora, que tanto se preocupa connosco e com a nossa salvação, confiamos as nossas crianças, os nossos jovens, os nossos adultos, as nossas famílias, os nossos idosos, os nossos sacerdotes, e hoje, de modo especial, Nossa Mãe, confiamos o Vosso filho predilecto, o Papa Bento XVI. Que a sua visita para confirmar mais uma vez a Tua aparição na Cova da Iria seja coroada de graças e de bênçãos para ele e para todo o povo português e porque não dizer, para o todo o mundo.

A Sua Bênção Mãe.

Para as Células de Evangelização.

1-      Que importância teve em sua vida, na transmissão dos valores humanos e cristãos, a presença e a palavra da vossa mãe?


Pe. Marcelo

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Noticiário da UAC

Queridos irmãos e irmãs da União

Estamos contentes de poder referir neste boletim uma nota sobre a causa de beatificação da Venerável Elisabetta Sanna preparada pelo Pe. Jan Korycki, SAC, Postulador Geral da Sociedade do Apostolado Católico, além de outras notícias da UAC.

CAUSAS DE BEATIFICAÇÃO DOS MEMBROS DA UAC A NÍVEL APOSTÓLICO

A Venerável Elisabetta SANNA admitida na UAC  por São Vicente Pallotti

Ela nasceu em 1788 na Sardenha, morreu com fama de santidade em Roma no dia 17/02/1857 e foi enterrada na Igreja do “SS. Salvatore in Onda”. Logo após a sua morte, sua fama de santidade se manifestou assim grandemente que, somente quatro meses mais tarde, dia 15 de Junho de 1857, iniciou a Causa de Beatificação. São Vicente Pallotti foi por 18 anos o seu orientador espiritual e a estimou muito.

Elisabetta, sofreu a varíola três meses após o seu nascimento e não pode mais levantar os braços. Movia os dedos e os pulsos mas não podia levar com as mãos a comida à boca; não podia fazer o sinal da cruz e nem passar o pente nos cabelos, nem lavar o rosto, nem trocar a roupa, mas podia fazer o pão, enfornar e desenfornar o pão e  criou e educou cinco filhos. 

Não obstante o seu problema físico, foi pedida em casamento. O matrimônio foi muito feliz. Os esposos tiveram sete filhos dos quais dois morreram muito cedo. Junto aos próprios filhos Elizabetta educou crianças do seu município ensinando a elas o catecismo e preparando-as aos sacramentos. A sua casa era aberta a todas as mulheres desejosas de aprender os cantos e as orações. No início de 1825, isto é, depois de 17 anos de matrimônio, morreu o marido. Ela assumiu toda a responsabilidade da família e da administração da casa.

Crescendo na vida espiritual, Elisabetta, sob o influxo das homilias quaresmais, decidiu-se partir, como peregrina, junto ao seu confessor Pe. Giuseppe Valle para a terra Santa. Prevendo uma breve ausência, deixou os filhos com sua mãe e o irmão sacerdote. Pediu também ajuda a um sobrinho e à algumas vizinhas. Mas, por motivo das dificuldades de receber o visto para o Oriente, em Genova, os dois peregrinos foram obrigados a interromper a viagem programada e depois ir para Roma, como peregrinos.

Sobrevindo graves dificuldades físicas, Elisabetta não pode voltar para Sardenha. Ela confiou a Vicente Pallotti a sua direção espiritual, o qual se colocou em contato com o irmão Pe. Antonio Luigi para informar-lo que a irmã, no momento, não poderia retornar para casa via  mar, mas o faria apenas se sentisse melhor. 

Ela, não podendo retornar à própria família, sofria e chorava muito, mas não desanimou; soube confiar-se a Deus, aceitar a nova situação e servir os outros, permanecendo sempre fiel às indicações do Evangelho e da Igreja. Estava muitas vezes no Hospital dos que não tinham cura e nas casas privadas para dar assistência aos doentes e confortá-los. Fazia malhas (blusas) e o dinheiro ou os diversos presentes que recebia dava aos pobres ou ajudava os órfãs nas duas casas fundadas por Pallotti; procurava levar a paz às famílias, a converter os pecadores, preparava os doentes aos sacramentos e provia os paramentos para a Igreja do “SS. Salvatore in Onda”. Ao mesmo tempo, cada dia participava de algumas Santas Missas, fazia adoração ao Santíssimo e rezava com os hospedes na própria habitação, onde numerosas pessoas buscavam os seus conselhos. Também Pe. Vicente e os primeiros palotinos se aconselhavam com ela.

Pallotti sublinhava muitas vezes os méritos de Elisabetta no que dizia respeito a UAC. Pe. Vaccari assim se refere: “Dois são aqueles que mandaram para frente o nosso Instituto; uma pobre que é Elisabetta Sanna, como muitas vezes entendemos através de Pe. Vicente Pallotti, o outro é o Cardeal Lambruschini” (Summarium, Roma 1910, p. 145, par. 33). Ela foi testemunha da fundação da UAC e acompanhou o seu desenvolvimento por 22 anos, até a morte.

A Causa de Beatificação continua. Esperamos com confiança um claro sinal de milagre, obtido por interseção da Venerável que responda a todos os critérios pedidos pela Santa Sé. Recentemente está sendo examinada uma cura que possui certos sinais de milagre. Numerosas pessoas rezam com confiança para possa ser reconhecida como miraculosa ou que o Senhor possa dar um outro sinal. O importante também é divulgar entre as pessoas o conhecimento objetivo da vida e das virtudes da Serva de Deus. 


Argentina – O Conselho de Coordenação Nacional da Argentina reuniu-se na Capela São Pedro, Lomas de Zamora no dia 15 de Março, e no encontro os membros reelegeram o presidente, Senhor Miguel Angel Della Villa e a vice presidente, Ir. Marivone Basso, CSAC, por mais um mandato de três anos; também os outros membros da equipe nacional foram reconfirmados nos cargos.

Desejamos a benção do Senhor sobre o Conselho e confiamos a São Vicente Pallotti e a Maria, Rainha dos Apóstolos o seu contínuo serviço em favor da União.

II Congresso Geral

O Congresso Geral aconteceu em “Rocca di Papa” do dia 8 à 13 de Abril com o tema: “Da visão à missão em comunhão com Maria”. Foi uma experiência de Cenáculo, do Cenáculo vivente do início ao fim. 195 pessoas participaram de modo estável e outros membros de Roma e dos arredores participaram alguns dias, segundo permitiam os seus empenhos. Os participantes vieram de 24 nações e de todas as faixas de idade e de todas as expressões da vida da União a nível mundial. Escutava-se conversações em tantas línguas e isto levou a desejar o dom de compreender e de interpretar cada língua! Mas, não obstante a grande diversidade lingüística reinava uma atmosfera de fraternidade e de comunhão palotina.

Certamente cada participante tem a sua impressão particular para sublinhar e partilhar mas, acredito que a nossa peregrinação em Roma, domingo, dia 11 de Abril, foi uma experiência especial para todos. Os membros do Congresso se transferiram de “Rocca di Papa” para Roma de manhã cedo e logo passaram pelos lugares de São Vicente Pallotti na “Via Giulia”. O reitor da Igreja do “Spirito Santo dei Napolitani”, Mons. Natalino Zagotto, afetuosamente deu as boas vindas a todos naquela Igreja tão significativa para a nossa União e pronunciou palavras de amor pelo nosso santo Fundador referindo-se ao seu exemplo de santidade sacerdotal, modelo para todos os sacerdotes, especialmente neste ano a eles dedicado. Ainda falou do seu caráter romano e do seu grande amor à Igreja, expresso na sua intuição da União.

Depois da Igreja “Spirito Santo dei Napolitani” os participantes partiram a pé até a praça São Pedro onde se encontraram com mais de 500 membros, colaboradores e amigos da UAC vindos à Roma de diversas partes para estarem presentes na Praça, para cantar o canto “Regina Coeli” com o Papa e receber a sua benção. O Papa Bento XVI nos saudou dizendo: “Saúdo com afeto os peregrinos presentes seja aqui (em Castelgandolfo), seja na Praça São Pedro: a União do Apostolado Católico fundada por um grande sacerdote romano, São Vicente Pallotti”. Logo após entramos todos na Basílica para participar da celebração da Santa Missa presidida pelo Bispo Séamus Freeman, SAC, concelebrada por Pe. Friedrich Kretz, SAC, Reitor Geral,  Pe. Derry Murphy, SAC, Presidente da UAC e por numerosos sacerdotes palotinos e sacerdotes amigos. Os participantes repetiram que a Santa Missa foi a celebração da nossa pertença à Igreja, uma afirmação da nossa profunda adesão a Igreja e nela, a realização da sua missão evangelizadora no mundo. A Santa Missa foi animada pelo coro da União, um grupo internacional que, composto de membros de muitas nações diversas, canta em outras línguas, querendo assim ser um sinal de unidade no comum carisma. O Coral se reúne no centro espiritual da UAC, na Igreja “SS. Salvatore in Onda”. Na parte da tarde os participantes continuaram o caminho sobre os passos de São Vicente.   

O Congresso concluíu-se na terça feira de manhã, logo após os participantes começaram o seu caminho de retorno para casa levando consigo a energia e o entusiasmo vividos nestes dias, não obstante que alguns deles foram impedidos de viajar a causa da bem notável nuvem de cinzas vulcânicas suspensas sobre a Europa. Logo após, aconteceu em Grottaferrata, do dia 13 à 17 de Abril o encontro do Conselho de Coordenação Geral. Proximamente enviaremos o material do Congresso para partilhar com todos a riqueza deste evento tão significativo na história da nossa União.

 

SEGRETARIATO UAC

Piazza S.V. Pallotti, 204 – 00186 Roma

Tel./Fax: (39) 06 68194623

E-mail: uac@uniopal.org

sábado, 24 de abril de 2010

Aniversário de São Vicente Pallotti – 11° Encontro Regional da UAC

No dia 21 de abril em que comemoramos o nascimento do nosso Santo Fundador, Vicente Pallotti, os Palotinos da Região Mãe da Misericórdia se reuniram na casa do Noviciado em Guapimirim para o Encontro Regional.

Logo cedo todos iam chegando de diversas paróquias da Região. E éramos recepcionados com delicioso café da Manhã.

Logo após o café todos se reuniram e começou a apresentação. Com uma pequena acolhida e apresentação do Pe. João Pedro, superior regional, e depois também o Joaquim Accioly apresentou slides do congresso geral da UAC em Roma. Os membros da UAC que neste iriam fazer o ato de empenho, e todos que lá estavam puderam se apresentar, dizendo de onde vinham e o qual trabalho exercem em suas paróquias.

Vieram para o encontro pessoas das paróquias do Rio de Janeiro, Niterói, Cachoeiras de Macacu, Itaperuna, Minas Gerais, Manaus, dois representantes do Peru e também as Irmãs Palotinas e os seminaristas e noviços Palotinos.

Depois das apresentações, iniciou-se a Santa Missa. Neste dia especial durante a santa missa tivemos a admição pelo ato de empenho apostólico na UAC 11 novos membros, e a renovação dos já empenhados. E com grande alegria também celebramos a Eucaristia na intenção do jubileu de 40 anos de vida sacerdotal do Pe. Stefan, 25 do Pe. Cristovão e 20 do Pe. Marcos.

Após a Santa Missa seguimos para o almoço. E tivemos a tarde livre para aproveitar as belezas do local, com riachos e piscina.

Foi um dia de muita alegria, confraternização e principalmente convivência na qual sentimos forte o carisma palotino, que é estar sempre unidos e dispostos a servir na diversidade dos dons e vocação. Éramos uma grande família comemorando a festa de aniversário do seu pai fundador com grande sorriso nos lábios.

Camille Santos

sexta-feira, 23 de abril de 2010

PÁSCOA, TEMPO DE LOUVOR

Assim como o tempo quaresmal, tempo de penitência e preparação, é uma imagem desta nossa vida presente, cheia de tantas tentações e percalços, assim também o tempo Pascal, em que nos entregamos de modo mais abundante ao louvor de Deus, é o símbolo da vida eterna.  Assim, na segunda leitura de hoje, adequada ao tempo Pascal, São João, em uma visão, contempla a multidão dos eleitos: “Depois disto, apareceu na visão uma multidão enorme que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé com túnicas brancas diante do trono e diante do Cordeiro, e com palmas na mão.  Então, um dos seres viventes tomou a palavra e disse-me: «Estes, que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e donde vieram?» Eu respondi-lhe: «Meu senhor, tu é que sabes.» Ele disse-me: «Estes são os que vêm da grande tribulação; lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,9. 13-14) A visão do Apocalipse  confortava e conforta os fiéis que passam por tribulações na sua vida presente, para incentivá-los à perseverança, pois como diz o texto, a vida neste mundo, buscando a santidade é  “uma grande tribulação”.  Por exemplo, é incómodo ter que desviar os olhos de certas cenas que aparecem na TV à luz do dia para conservar a pureza do coração…; é incômodo ter de desviar a conversa quando o vizinho quer fazer fofoca…; é incômodo para um cristão se negar ao uso de preservativos e contraceptivos artificiais em uma sociedade permissiva…; é incômodo ser honesto no meio de estruturas financeiras corrompidas…; é incômodo suportar com paciência as imperfeições alheias….; é incômodo confessar os próprios pecados a um irmão ordenado, para receber o perdão de Nosso Senhor…. Sim é incómodo buscar a santidade, mas a recompensa é esta: “«Estes, que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e donde vieram?» Eu respondi-lhe: «Meu senhor, tu é que sabes.» Ele disse-me: «Estes são os que vêm da grande tribulação; lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,9. 13-14) Como alguém certa vez disse: é melhor passar este pequeno incómodo, e ser feliz para sempre, do que passar uma vida “cômoda” a eternidade no supremo incômodo  do inferno.


Quem busca a santidade e a prega, acaba sendo incômodo também para os que não a buscam. Não é o que está a acontecer ao Santo Padre actualmente? Embora não seja isso que o texto queira dizer, é obvio, estas vestes brancas bem lembram as vestes do Papa. Estamos a reviver, nos nossos dias, em Portugal, “ipsis litteris” (ao pé da letra) o que dizem as leituras da Palavra de Deus deste Domingo. Assim como Paulo e Barnabé na primeira leitura de hoje, atraíram uma grande multidão para ouvir a Palavra de Deus, também o Santo Padre de certo que atrairá uma grande multidão; Boa parte dos católicos de Portugal, cerca de 88,3 por cento, isto é, “9,36 milhões de católicos para uma população de 10,6 milhões de pessoas. Assim como no tempo de Paulo e Barnabé, os judeus ao ver a grande multidão que ouvia os Apóstolos, roeram-se de inveja, e atentaram contra eles, é o que estamos a contemplar nos ataques maciços dos “mass midea” ao Papa Bento XVI. Impressionante como a mensagem de Fátima é actual e é uma profecia para os nossos tempos. Dizia Jacinta Marto, vidente de Fátima: “Eu vi o Santo Padre numa casa muito grande, de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos que pedir muito por ele!”

Porém não desanimemos, pois parecemos poucos, pois o mal faz grande barulho. Já dizia alguém que o tambor faz um grande barulho justamente por ser oco. Mas a verdade é que somos uma multidão, como diz a segunda leitura do livro do Apocalipse de São João. E nesta visita do Santo Padre seremos uma vez mais uma multidão, porque queremos ser do rebanho de Jesus cuja característica vem bem claro no Evangelho: “As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me.” (Jo 10, 27) Mas alguém poderia objectar que os que realmente ouvem o Santo Padre dessa multidão são um pequeno rebanho. Pois bem, queremos fazer parte deste pequeno rebanho, pois Jesus disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve é a mim que ouve, e quem vos rejeita é a mim que rejeita; mas, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.» (Lucas 10,16)


Para partilhar.

Cada vez mais nota-se a actualidade e a veracidade da mensagem de Fátima, à qual a visita do Santo Padre vem mais uma vez confirmar. Também estamos a nos aproximar do mês de Maio. Que aspecto da mensagem de Fátima torna-se mais necessário pôr em prática em nossos dias?

Pe. Marcelo

Internoviciado Palotino-Schönstatt, em Butare – Ruanda

Aconteceu entre os dias 17 a 22 de janeiro de 2010, em Butare – Ruanda, um encontro entre os noviciados palotinos das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico (duas de Ruanda), dos Padres de Schoenstatt (três da República Democrática do Congo e quatro de Burindi) e dos Palotinos (seis de Camarões, cinco de Ruanda, dois do Congo, dois da Nigéria e um da Costa do Marfim). Este período de formação em conjunto foi motivado pelo princípio da colaboração mútua entre os filhos e filhas de São Vicente Pallotti, Fundador da União do Apostolado Católico, e do Pe. José Kentenich, Fundador do Movimento de Schönstatt.

Este encontro foi preparado pelos seguintes formadores: Pe. Felicien Nimbona (Mestre de Noviços dos Padres de Schöntatt, em Bujumbura – Burundi), Ir. Ana Kot (Mestra de Noviças Palotinas Missionárias, em Ruhango, Ruanda), e pelos padres Jean Baptiste Mvukiehe e Romualdo Uzabumwana (formadores do noviciado palotino, em Butare – Ruanda).


Os temas tratados foram: “A vida de São Vicente Pallotti e do Pe. José Kentenich; as espiritualidades palotina e schönstatiana; a história das fundações palotina e schönstatiana, e, por fim, tratou-se sobre a questão da pertinência do carisma palotino e schönstatiano, para o mundo de hoje. Cada tema teve a duração de um dia e foram apresentados pelos mestres de noviços, com a participação dos mesmos.

Como na família de Nazaré, as atividades diárias eram alternadas com momentos de oração (Orações Palotinas; meditação; Eucaristia; três conferências por dia e discussões; esporte: {futebol, vôlei e basquete}; adoração e meditação com pensamentos de Pallotti; noite cultural, conforme as culturas).

O encontro foi concluído com a festa de São Vicente Pallotti, juntamente com palotinos e palotinas, membros do Conselho Local da União (Zona Sul) e alguns vizinhos formadores com quem temos uma estreita colaboração no âmbito formativo em Butare.

A Eucaristia foi presidida pelo Pe. François Harelimana (Reitor Regional da Região Sagrada Família) que, na sua homilia, explicou o sentido do convite feito pelo Pe. Kentenich: “Escavar na profundidade”. No final da missa, o Pe. Felicien Nimbona (Mestre de Noviços de Schönstatt) deu um emocionante testemunho e presenteou o Regional com uma cruz da unidade (cruz de Schönstatt), pedindo que esta experiência continue e que traga muitos frutos, no futuro.

Após a confraternização, os jovens palotinos e schönstatianos alegraram os convidados com seus diversos talentos (cantos, danças, poemas, partidas de vôlei entre os jovens e os mais velhos). Sem dúvida, esta experiência de estarmos juntos foi muito rica. A alegria estava estampada do rosto de cada pessoa e no testemunho de três representantes dos noviços:

a)      Como sempre diz nosso formador, não se pode falar de Pe. José Kentenich sem falar de São Vicente Pallotti. Agora conheço aquilo que motivou Pallotti na sua obra do Apostolado Católico, isto é, o desejo de reavivar a fé, reacender a caridade dos cristãos e conduzir todos à unidade em Cristo [...]. Isto me faz pensar no carisma de nosso Movimento de Schönstatt, de formar o homem novo na comunidade nova, vivendo a aliança do amor, em união com Maria Três Vezes Admirável em Schönstatt. Tudo isto mostra, suficientemente, que Pe. Kentenich entendeu muito bem a mensagem de Pallotti (Rafael, em nome dos noviços de Schönstatt).

b)      Como noviça, já tinha uma noção e conhecimento a respeito da vida do nosso pai Vicente Pallotti, mas quanto ao Pe. Kentenich, não conhecia nada e não me interessava pela história de Schönstatt, mas, neste encontro, aprendi que sua obra é a fecundidade da obra de São Vicente Pallotti, como tinha confessado Pe. José Kentenich, em 22 de maio de 1916: “Tive uma visão semelhante àquela de São Vicente Pallotti”. Com as conferências, compreendi o que queria dizer São Vicente Pallotti, quando dizia que o apostolado diz respeito hoje aos aspectos da vida, e isto foi realizado pelo Pe. José Kentenich por meio dos diversos grupos que compõem o Movimento Apostólico de Schönstatt [...]. Não posso concluir sem sublinhar os momentos de partilha com os meus colegas noviços, a propósito das suas motivações para servir a Cristo, por causa do amor de Cristo que os impele e pelo testemunho dos coirmãos e coirmãs maiores (Adeline, em nome das noviças palotinas).

c)      Antes de tudo, gostaria de agradecer a Deus por nos ter criado e colocado nos corações de São Vicente Pallotti e do Pe. José Kentenich seu destino de amor e de unidade. Iluminados pelo Espírito do Senhor, eles puderam superar as dificuldades sociopolíticas e também familiares do seu tempo. Viveram em seu tempo sem se deixar influenciar pelas ideologias da época. Gostaria também de agradecer a equipe dos formadores. A teoria sem a prática é vazia, e a prática sem a teoria é cega, dizia Kwame Nkrumah [...]. As palavras “unidade”, “colaboração” e “contribuição” não são para mim expressões vãs. Não basta fazer especulações, mas é preciso dar testemunho. Enfim, o meu último agradecimento é para meus colegas noviços. Hoje, tenho orgulho de dizer: nossa união atesta que, de certo modo, começamos a conhecer a Deus. Vocês são para mim presentes, são para mim a Igreja. Como dizia Pe. Kentenich: “Um sacerdote que não ama Maria é um sacerdote perigoso. Eu sempre digo a mim mesmo: “Jerônimo, esteja atento, se não ama Maria pode também se tornar um noviço perigoso. A Ti, Maria, Mãe Três Vezes Admirável e Rainha dos Apóstolos, não tenho nada para dizer-lhe. Permita-me, simplesmente, colocar em seu seio materno a minha pequena cabeça cheia de idéias insanas. E você saberá o que fazer” (Jérôme Styve Djagueu, em nome dos noviços palotinos).

Pe. Romualdo Uzabumwana, SAC

                                                                                       Butare – Ruanda

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eventos na Paróquia São Roque

CELEBRAÇÃO DA SEMANA SANTA / 2010

No Domingo de Ramos as celebrações específicas da Semana Santa iniciaram, às 7h e 19h, com a bênção dos ramos na praça próximo à igreja, e depois seguindo em procissão para dar continuidade à celebração da Santa Missa.

Na Quarta-feira Santa, às 16h, houve a celebração para os doentes de nossa comunidade. Sempre é um momento diferente, mesmo que seja tradição de todos os anos, porque a mobilização da comunidade, desde a ajuda para transportar os doentes até a preparação de um lanche para eles, é a expressão da caridade que nos comunica São Vicente Pallotti, cuja fonte é o próprio Jesus Cristo.

Na Quinta-feira Santa, foram celebradas duas Missas do Lava-Pés. Uma para as crianças, às 17h e outra para os adultos, às 19h. Após a Missa das 19h, a comunidade preparou-se para a vigília, que iniciou com a transladação do Santíssimo para o salão paroquial, no qual foi preparado o ambiente, com todas as honras ao Nosso Senhor Jesus Cristo. As pastorais e movimentos se organizaram, distribuindo-se numa escala de horários para a adoração, que se estendeu até às 15h da Sexta-feira Santa.

Na Sexta-feira Santa, às 15h, expressamos nossa solidariedade ao sofrimento e nosso respeito ao sacrifício do Cristo, celebrando a Via-Sacra, onde percorremos as ruas do bairro, em que algumas casas serviram de referência para as estações.

Retornamos à igreja para celebrarmos a Paixão do Senhor Jesus, e logo em seguida aconteceu a procissão do Senhor morto. Chegando ao fim desta Sexta-feira Santa, nossos corações silenciaram para esperarmos pelo grande momento do Sábado Santo.

A celebração da Missa do Sábado Santo iniciou na casa das Irmãs de “Foucauld”, nossas vizinhas, com a bênção do fogo, e em seguida saímos em procissão para a igreja, que se encontrava fechada e escura, a espera do Senhor Jesus Ressuscitado, que é luz para todos os homens. Após a Santa Missa os padres celebrantes, coroinhas e ministros permaneceram na porta principal da igreja, desejando a todos, individualmente, uma Feliz Páscoa! Foi um momento de fraternidade e de unidade.

Além do nosso pároco, Pe. Tadeu, Pe. Francisco (Reitor do Sem. Maior Palotino) também presidiu, alternadamente, as celebrações litúrgicas, revesando, também, no atendimento das confissões, enquanto era possível atendê-las. Nas celebrações houve, ainda, o auxílio do Sem. Palotino Denis, de todos os coroinhas, ministros e ministérios de música. Neste Domingo de Páscoa, também tivemos a alegria de comemorarmos e agradecermos a Deus pelo aniversário natalício do nosso pároco Pe. Tadeu Domanski, SAC.

Após toda a riqueza que estes momentos nos proporcionaram, as celebrações do Domingo da Ressurreição foram não mais que a nossa resposta a tudo que Jesus Cristo nos falou e nos ensinou neste período de Paixão, Morte e Ressurreição, em que consiste a certeza de que Ele está vivo e reina no meio de nós.

Silvio Bento

Tríduo a Madre Anastasie e são Vicente Pallotti

Por uma coincidência feliz dia 21 de abril é uma data especial para as duas congregações que atuam em Novo Airão. Neste dia a família palotina celebra o nascimento de são Vicente Pallotti – fundador da Sociedade e União do Apostolado Católico a qual pertence Pe. José Maslanka e Pe. Artur Karbowy. Neste mesmo dia Madre Anastasie, fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils da qual pertence Irmã Sandra, nasceu para céu.

Por esta oportunidade durante três dias a comunidade de Novo Airão reuniu-se para juntos rezar, refletir e conhecer um pouco mais a sobre a vida e obra desses fundadores. Cada dia a comunidade se reunida em outra igreja onde neste dia normalmente é celebrada a Santa Missa.

Na segunda-feira dia 19 reunimos-se na capela Jesus Misericordioso. Neste dia refletimos sobre o tema: sementes da Boa Nova – breve biografia de são Vicente e Madre Anastasie. Vicente Pallotti nasceu em Roma, na Itália, no dia 21 de abril 1795. Foi ordenado padre em 1818 aos 23 anos. Desde pequeno, distinguiu-se pela piedade que aprendeu principalmente com sua mãe. Sempre queria ajudar os outros. A generosidade era tão grande, que muitas vezes chegava em casa sem os sapatos porque os dava aqueles que não tinham. Ainda como aluno ensinava os mais jovens a rezar e cantar.

São Vicente Pallotti morreu no dia 22 de janeiro de 1850. Vicente Pallotti foi beatificado em 1950 e canonizado em 1963 durante Concílio Vaticano II. Alexandrine Conduché, como religiosa recebeu o nome Anastasie, é a Fundadora da Congregação das Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils. Tendo nascido em Compeyre, situada nas gargantas do rio Tarn, de uma família pobre e de fé sólida, recebe uma educação escolar precoce e relativamente longa para sua época:"ela era completamente tudo"relatam-nos as crônicas. Aos treze anos, para não permanecer mais tempo a cargo dos seus pais, ela sai de Compeyre para ir ao presbitério do seu tio Artières em Tizac. O padre Artières, consciente das qualidades intelectuais da sua jovem sobrinha, decide abrir uma escola para os iletrados da aldeia da qual ela se torna responsável.

No Segundo dia do Tríduo foi celebrado na igreja matriz de santo Ângelo, com o tema discípulos fiéis – marcas do discipulado. Neste dia foram apresentadas para a comunidade as principais características dos trabalhos feitos pelos fundadores que marcaram não só a vida deles, mas também pessoas que se apaixonaram com exemplo que eles deixaram. São Vicente Pallotti ficou conhecido em toda Roma como um trabalhador incansável, que estava atuando na universidade, hospitais, presídios, confessionário. Pallotti confrontava-se com os problemas que dificultavam a vivência da fé e o crescimento das tarefas ligadas ao anúncio do Evangelho nas terras de missão. Diante de tais problemas que a Igreja devia afrontar, Pallotti voltava sua atenção sobre a necessidade urgente de reavivar a fé e de reacender a caridade entre os católicos para anunciar a todos os homens a boa notícia da salvação. No território da cidade de Roma ele, com um grupo de colaboradores, desenvolveu uma notável célula de atividades apostólicas e ao mesmo tempo ocupou-se em unir e coordenar tais atividades. Disto nasceu a idéia de fundar uma nova instituição, ou seja, a “União do Apostolado Católico”, para unir todas as iniciativas apostólicas. Nos múltiplos escritos Pallotti desenvolveu a visão global da obra na Igreja, a fim de que a boa notícia pudesse ser levada a todos os homens de maneira ordenada e sistemática.

Madre Anastasie é uma ótima professora que sabe limitar o seu ensinamento às necessidades dos seus alunos. Mas o que a motiva mais ardentemente, é transmitir aos seus alunos "o amor do Senhor Jesus". Nesse primeiro serviço de Igreja, ela compreende a perfeita unidade entre profissão e apostolado. E Deus interpela-a. E sem reserva, ela responde “Sim”. A sua atração mais intensa era para com uma vida religiosa de tipo contemplativo. No noviciado de Saint Julien d´Empare, dão-lhe o sobrenome de "noviça despreocupada", de tal forma ela é feliz na paz daquele convento. Mas a fundação de Bor começa... Ela "deixa portanto Deus para Deus", tornando-se diretora da nova escola de Bor. Aos dezoito anos, já mestra das noviças e responsável pela comunidade que está surgindo.

Dia 21 de abril foi celebrado na capela Nossa Senhora Auxiliadora, neste dia Pe. José foi visitar as comunidades ribeirinhas que vivem na margem do Rio Negro. Nossa comunidade estava reunida para refletir o tema: Discípulos e missionários de Jesus – A fundação – o carisma – o apostolado. Todos tiveram oportunidade conhecer um pouco mais a União do Apostolado Católico e trabalho das irmãs Dominicanas de Monteils. As origens da União do Apostolado Católico remontam ao dia 9 de Janeiro de 1835, data em que, por inspiração divina, São Vicente Pallotti decidiu fundar uma obra em que todos os membros do Povo de Deus pudessem participar unidos na missão evangelizadora da Igreja. São Vicente Pallotti estava imbuído da idéia de que todos os batizados, em resposta ao "mandamento novo" da caridade, são chamados a empenhar-se ativamente em prol da salvação do próximo e de si mesmos, e considerava também que as iniciativas apostólicas pessoais seriam mais eficazes, se fossem realizadas de forma associada e orientadas para a tarefa comum de vida e de propagação conjunta do Evangelho. Desde o início, a União do Apostolado Católico foi composta por leigos, clérigos e religiosos, com um desenvolvimento constante ao longo dos anos, e subdividiu-se em várias comunidades de fiéis de todos os estados de vida e condições, desejosos de plasmar a sua vocação em conformidade com os ideais apostólicos do Fundador. Esta partilha do mesmo carisma pressupõe a distinção e a complementaridade necessárias entre os diversos estados de vida na comunhão eclesial.

Irmãs Dominicanas de Monteils são conhecidas pela sua abertura social das primeiras comunidades, estreitamente ligada ao objetivo primordial de promover a inteligência da fé. É esta fidelidade à sua tradição que orienta ainda hoje as Irmãs de direção de um apostolado comunitário, num serviço de verdade e de bondade. Chamadas por Cristo para viverem com Ele, ele as envia, com os apóstolos, para anunciar a Boa Nova aos homens, vivendo em total comunhão com eles.

Três dias é pouco para conhecer vida e a obra de grandes pessoas, mas esses três dias com toda certeza ajudaram a perceber que sempre podemos trabalhar mais e melhor para maior glória de Deus e salvação do próximo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Encontro do Instituto S. Vicente Pallotti - Abril de 2010

No dia 15 de abril de 2010, aconteceu o segundo dos Encontro anuais promovidos pelo Instituto S. Vicente  Pallotti de Roma no qual foi apresentado o tema: "A formação sacerdotal segundo as conferências para o clero promovidas por  Pallotti".

No início, o conferencista - Jan Kupka SAC  - sublinhou que a formação sacerdotal precisa ser contínua por causa dos desafios da sociedade moderna. A reflexão sobre esse tema é ainda mais atual por causa do ano sacerdotal, no qual são promovidas várias iniciativas de estudo e de oração. Toda a conferência foi articulada em três pontos: a formação sacerdotal de Pallotti, as suas iniciativas em favor da formação do clero romano e os elementos fundamentais do pensamento de Pallotti sobre a formação sacerdotal. Vicente Pallotti, sacerdote romano - afirmou o conferencista - representava a figura do padre romano e pertencia a um grupo  de padres bem formados da primeira metade do séc. XIX. Doutor em filosofia e em teologia, exerceu por dez anos o ofício de mestre acadêmico na Universidade Sapienza.  Aprofundou a cultura teológica participando ativamente dos debates sobre casos morais. Ele estava convencido de que uma boa formação sacerdotal eral o fundamento para a santidade dos sacerdotes e para a eficácia de sua solicitude pastoral. De fato ele disse:  "não  basta que o clero seja santo, deve ser também douto" (OOCC I,171). Instruir-se e se fazer instruir era para ele o modo de imitar Jesus Cristo que "crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria" (Lc 2, 40). Pallotti, desde o início de sua atividade sacerdotal, se esforçou mutito em dar continuidade à formação do clero. Nesse sentido, entre as iniciativas que podem ser mencionadas, estão o Mês de maio para os eclesiásticos e as conferências semanais de quinta-feira para os sacerdotes promovidos em 1839 na igreja "Spirito Santo dei Napoletani". Estas duas iniciativas tinham a finalidade de aprofundar a doutrina eclesial e a renovar o espírito dos sacerdotes. O que se destaca nas propostas de Pallotti é o sólido fundamento cristológico da formação sacerdotal, ou seja, o esforço em se instruir para imitar Jesus Cristo, e o envolvimento ativo dos outros sacerdotes na realização das mesmas iniciativas.

http://www.pallotti-sac.org

terça-feira, 20 de abril de 2010

Arquidiocese acolhe os novos missionários

Aconteceu na Arquidiocese de Manaus um encontro para acolher os missionários que trabalham nas diversas paróquias. Abaixo temos a noticia que foi divulgada no site da arquidiocese de Manaus, dando um destaque para os missionários que já trabalham a há algum tempo em nossa paróquia palotina de S. Ângelo em Novo Airão.

Desde dia 13, a Coordenação de Pastoral da Arquidiocese de Manaus está realizando um Encontro de Introdução à Realidade da Arquidiocese de Manaus para missionários e missionárias recém chegados. O Encontro termina amanhã, dia 15 de abril, na sala A do CEFAM – Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus.

Segundo a Ir. Rosana, PIME, que faz parte da Coordenação de Pastoral, o objetivo do Encontro é “introduzir as pessoas recém chegadas à realidade pastoral da arquidiocese”. Participam do encontro 18 religiosos de diversas congregações religiosas.

Os temas trabalhados vão desde: com que atitude um missionário deve se aproximar da realidade; conjuntura sócio-pólítica-econômica e religiosa; diretório pastoral e administrativo; Plano de Evangelização da Arquidiocese de Manaus – PEAM; papel da Vida Religiosa na arquidiocese de Manaus. No encerramento do encontro, dom Mário Pasqualotto, bispo auxiliar, terá uma conversa com os novos missionários falará sobre as expectativas da Igreja de Manaus para com eles no apoio à evangelização. Em seguida será feito o envio desses novos missionários para que tenham as bênçãos e graças de Deus no cumprimento de sua missão.

  Durante o Seminário sobre a Vida Religiosa Inserida, realizado em Recife-PE, no ano passado, foi feito um convite aos religiosos e religiosas presentes para a abertura de uma comunidade intercongregacional na paróquia de Novo Airão. A Ir. Sandra Ede, nascida no Rio de Janeiro, da congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, afirmou que o convite “bateu tanto o sonho da congregação de ter uma comunidade na Amazônia, como com o carisma da própria congregação”.

Para a Ir. Sandra participar desse encontro é muito interessante, porque é um “espaço de partilha, de conhecimento e integração”. Disse, ainda, que o que a chamou a atenção no encontro foi “o espírito de comunhão”.

Há muito tempo os padres palotinos, que trabalham na paróquia de Novo Airão, vinham convidando as religiosas a trabalharem lá. A comunidade intercongregacional conta com 4 religiosas: duas irmãs azuis; uma salesiana e uma dominicana.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

2º CONGRESSO GERAL DA UNIÃO DO APOSTOLADO CATÓLICO (4)

Como prometido queremos fazer chegar a cada um as idéias desenvolvidas por Maria Damke, da Austrália, em sua conferência no Congresso da União do Apostolado Católico, quando desenvolveu o tema:  A VISÃO DO HOMEM EM SÃO VICENTE PALLOTTI”.

Dizia ela que as várias biografias de Pallotti nos falam de suas atividades na cidade de Roma onde ensinou na “Universidade Sapienza”; foi diretor espiritual e confessor de seminários, de religiosos, bispos e cardeais, capelão de presídios, e de hospitais, reitor da Igreja  do Espírito Santos dos Napolitanos, atendeu às órfãs após o cólera, passou muitas horas no confessionário, orientou retiros  e pregou missões populares. Toda a sua vida foi gasta a serviço dos outros.

Vê-se que não há dúvida quanto a importância que teve para Pallotti a descoberta da pessoa humana, e ao estudá-lo não podemos deixar de observar o quanto isso, se constitui em objetivo central de sua vida e da sua obra.

Para ele servir não era conseqüência de um notável e filantrópico humanismo. Para São Vicente, o homem transcende o tempo e o espaço, é criatura do Eterno e o caminho de cada pessoa não é um vagar sem sentido, mas tem uma destinação certa: - que é Deus Eterno.


Mas, justamente por que Deus permeia todos os aspectos de Pallotti e condiciona todas as suas  ações , é difícil procurar descrever de modo adequado a visão e a missão de Deus na sua vida. Assim, a conferencias escolheu focalizar estas reflexões sobre o elementos central da existência: O mistério de Deus.

MISTÉRIO - No dicionário quer dizer: “algo que não é/não pode ser conhecido, entendido e explicado” ou, ainda, “uma verdade que pode ser conhecida apenas através da revelação divina e que não pode ser conhecida em plenitude pelos homens”.

O mistério, porém, contém em si, também, um outro aspecto sobre o qual muitas vezes negligenciamos, porque nos concentramos no aspecto incompreensível: o mistério, indica a existência de uma realidade, de uma realidade imensa.


PALLOTTI E O MISTÉRIO DE DEUS – Para são Vicente, Deus é, sem dúvidas, mistério.

Pallotti sabe que não poderá alcançar em plenitude o conhecimento de Deus, qual é a sua essência e qual seja o seu agir. E, no entanto, aceita que Deus seja, e coloca-se diante deste grande mistério em atitude de estupor, alegria, adoração e serviço. Coloca-se  disponível  a seu serviço.  Assim São  Vicente afirma: Iluminado pela Santa fé, creio na existência de Deus Uno, Eterno,  Infinito, imenso, incompreensível, infinitamente bendito por toda a eternidade (Vicente Pallotti – Deus amor Infinito, p. 1).


DEUS AMOR INFINITO -  Pallotti percebe a natureza desta realidade do infinito, no misério ainda maior  do amor. Adverte e experimenta misticamente que a essência de Deus Infinito é o seu amor infinito: o infinito de Deus é o infinito do Amor.  

Pallotti entendeu a criação como extensão do amor de Deus. Se Deus se doa totalmente a cada coisa que cria, então toda a criação reflete em si a bondade de Deus e o seu amor. A  criação é sinal do Amor infinito de Deus. E é este divino Amor Infinito que nos doa o sentido do ato criador de Deus e a existência do universo.


O MISTÉRIO DO HOMEM - O universo, isto é, a criação retorna ao amor de Deus no seu existir, no desenvolver as funções pelas quais foi criado, glorificado e honrado  e assim faz presente a majestade do seu criador.  O salmista no salmo 148 e Daniel no capítulo III exorta toda a criação a dar louvor ao Deus onipotente e Criador.

Este amor, portanto, é o fundamento da nossa identidade e dignidade de seres humanos. A autenticidade de  cada um está em ser e tornar-nos pessoas  que amam. Foi para isso que fomos criados.; não somos, portanto, swer4es simplesmente transmissores de fu7nções porque somos ancorados e entrelaçados no Amor Infinito de Deus.  

No acolher este amor divino, somos chamados  a nos tornar colaboradores responsáveis a revelar o ato criador de Deus; isto inclui uma continua redenção e uma contínua encarnação que une Deus à humanidade. Jesus é a causa ativa da nossa redenção., n’Êle o amor de Deus se faz um com a humanidade e Maria é o elemento recept6ivo que representando todos os homens, acolhe o amor de Deus.

Joaquim Accioly

sábado, 17 de abril de 2010

Festa da Divina Misericórdia na Paróquia de São Sebastião de Itaipu

Toda a comunidade da Paróquia estava se organizando para juntos irem ao Rio de Janeiro festejar o dia da Misericórdia e comemorar a criação do Santuário da Divina Misericórdia. Estávamos com dois ônibus reservados para ir. Mas na segunda-feira de Páscoa um forte temporal caiu sobre nossa cidade, chovendo sem parar até a quarta-feira. A tempestade que se abateu sobre nossa cidade causou grandes estragos, interditando quase todas as vias e estradas no nosso município pelas quedas e deslizamentos de encostas. Por conta desta catástrofe, nossa ida ao Santuário da Divina Misericórdia teve que ser cancelado.

Mas, nossa festa, em meio ao tulmulto da cidade alagada, foi rapidamente organizada.

Todos os Paroquianos foram convidados para participar na tarde de domingo da Festa da Misericórdia.

Às 14:30h a comunidade foi acolhida na igreja, com cantos e louvores a Deus preparando o espírito para dar inicio a oração do Terço da Divina Misericórdia.

Então às 15h todos rezaram o terço, pedindo á Deus especialmente por todas as pessoas falecidas no desastre em nossa cidade e em todo estado do Rio de Janeiro, e também por todas as famílias da comunidade que perderam suas casas e todos seus pertences nas enchentes e deslizamentos.


Depois do terço aconteceu um momento catequético, explicando e contando a história da Divina Misericórdia, com relatos da vida de Santa Faustina e dos pedidos que Jesus fez para ela no propósito da instituição desta grande festa e da divulgação da Divina misericórdia para todo o mundo. Também pudemos saber mais sobre o movimento da Divina Misericórdia em nossa paróquia, com as capelinhas de Jesus misericordioso que percorrem vários lares de nossa região, e dos momentos de encontros que acontecem para a oração do terço da misericórdia.

Houve também um momento onde foi aberto um espaço para que os fiéis que estavam ali participando pudessem dar seu testemunho sobre a Divina Misericórdia em suas vidas. Foram muitos testemunhos, e a cada intervalo, cantamos diversas músicas louvando a Deus.


Após este momento de oração, todos desceram para o salão paroquial, onde foi preparado um delicioso lanche para a confraternização de todos. Um momento de partilha, visto que tudo foi preparado pelos Adolescentes do EAC, membros das pastorais e movimentos da nossa matriz.

Terminado o lanche, seguimos novamente para a igreja, e tivemos mais um testemunho. Seguindo a programação, nosso Pe. João Francisco expos o Santíssimo Sacramento e leu o evangelho que conta a parábola do filho pródigo, ele meditou sobre esta parábola falando da misericórdia de Deus, que esta sempre de braços abertos esperando nossa volta pra Ele. Com cantos e momentos de silêncio, diante do santíssimo, rezamos pelas tragédias em nossa cidade e estado, também pelo acidente com avião e a morte do Presidente da Polônia e toda sua comitiva, e também agradecemos a Deus pela criação do Santuário da Divina Misericórdia, fruto do trabalho incansável dos nossos queridos padres palotinos.

Pe. João Francisco deu a Benção com o Santíssimo Sacramento e logo iniciamos a Santa Missa.

A celebração foi muito bonita, na procissão de entrada recebemos todas as capelinhas missionárias de Jesus misericordioso e suas zeladoras. 

A Santa missa foi celebrada pelo nosso Pároco Pe. Casimiro e nosso vigário Pe. João Francisco, e auxiliada pelo diác. Valdir que rezaram nas intenções de todos os falecidos nos desastres causados pelas chuvas e pela queda do avião.

A festa da Divina Misericórdia em nossa Paróquia foi um momento de grande reflexão e fé para todos nós.

Camille Santos

PASCOELA OU FESTA DA PARTILHA DO PÃO DA COMUNIDADE UCRANIANA EM PORTUGAL

A Pastoral dos Brasileiros foi convidada a participar na Celebração da Pascoela da Comunidade Católica Ucraniana de Rito Bizantino. As Festividades tiveram inicio com a celebração da Divina Liturgia, seguido de almoço partilhado e uma exposição de artesanato, bem como apresentação de folclore das diversas comunidades residentes em Portugal. O Pe. Ivan Hudz, Coordenador da Capelania Nacional dos Imigrantes Ucranianos de Rito Bizantino em Portugal, esta iniciativa pretende, "para além da celebração em conjunto da comunidade com os demais convidados, aproveitar a oportunidade para dar a conhecer a importância que a celebração deste Domingo assume para todos os Ucranianos, celebrando a festa do Pão da Páscoa".

É um facto que existe uma grande comunidade de Ucranianos em Portugal, partilhando com os portugueses não apenas o espaço geográfico mas, acima de tudo, a pertença aos valores universais do Cristianismo. A organização desta iniciativa é feita em colaboração entre a Capelania Nacional dos Imigrantes Ucranianos de Rito Bizantino, a Associação dos Imigrantes Ucranianos e a Obra Católica Portuguesa de Migrações.

Assistimos a uma celebração de cerca de 3 horas, em que se fizeram representar o sr. Patriarca de Lisboa, bem como estiveram presentes diversas individualidades Ucranianas (sr. Embaixador e Bispo Ucrania).Um celebração plena de tradição e Fé! Foi um dia de grande alegria e muito entusiasmo, para todos nós, que admiramos a forma como as tradições religiosas e culturais são mantidas vivas entre todos os Ucranianos.

Bem hajam pelo convite!
  Raquel Xavier e Carlos Silva

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Domingo da Divina Misericórdia no Rio de Janeiro

O Domingo da Divina Misericórdia no Rio de Janeiro foi celebrado com alegria e ao mesmo tempo com profunda tristeza e reflexão. Alegria porque foi a segunda vez que o nosso Santuário da Divina Misericórdia recebeu o arcebispo do Rio de Janeiro Dom Orani João Tempesta. E tristeza por causa do desastre que fez que tantas pessoas no Rio de Janeiro e Niterói perdessem suas vidas. Tristeza também por causa do acidente com avião que caiu em Smolensk, na qual o Presidente da Polônia, o Senhor Lech Kaczynski e muitas importantes pessoas perderam suas vidas.

No sábado a noite, no último dia da novena antes da festa da Divina Misericórdia, a missa no santuário foi celebrada pelo superior dos Palotinos do Rio de Janeiro Pe. João Pedro Stawicki SAC, na intenção das 224 pessoas que faleceram na última semana por causa das chuvas no Rio de Janeiro e Niterói e pelo Presidente da Polônia e sua comitiva. Durante a Missa entrou a bandeira da Polônia e um cartaz com os 96 nomes das pessoas que faleceram na queda do avião.

No Domingo, na Hora da Misericórdia duas mil pessoas estavam no santuário para celebrar a grande festa da Misericórdia Divina. Junto com Dom Orani a Missa foi concelebrada pelos padres Pe. João Pedro superior dos Palotinos, monsenhor Gilson e monsenhor Jan Kaleta, vigários episcopais do Rio de Janeiro e o Pe. João Sopicki SAC, pároco do santuário. O Pe. João Pedro deu as boas vindas ao Arcebispo: “ -Seja bem-vindo pela segunda vez neste Templo da Divina Misericórdia! Nesta última semana foi  para nós um tempo marcado com tragédias: enchentes em todo o Estado! Mais uma vez a Cidade Maravilhosa, Niterói e São Gonçalo foram palcos de tanto sofrimento, mortes e desespero do Povo de Deus. E ontem o mundo inteiro chocou-se com a queda do avião com quase todo o governo Polonês. Numa hora como esta, estamos muito sentidos e cheios de dúvidas como Tomé no Evangelho de hoje. Mas Jesus sai ao nosso encontro para fortalecer a nossa fé! Jesus atende nossa prece e manda CONFIAR NELE!”. Pe. João Pedro agradeceu também pela criação do santuário e a grande confiança que nosso Arcebispo tem pelos Palotinos deixando o templo da Divina Misericórdia a nossos cuidados.  “Agradecemos por ter confiado o zelo deste Santuárioma nossa Congregação dos Padres Palotinos. Faremos tudo o que for possível para atender os peregrinos, e de acordo com a frase do Seu brasão Arquiepiscopal: Ut omnes unum sint! (Para que todos sejam um), que foi a prece principal de São Vicente Pallotti, faremos maior nosso esforço para que todos os que vierem aqui, se sintam atendidos e confortados. Há um ano, Vossa Excelência tomava posse nesta Arquidiocese, não foi exatamente esta data, mas foi na Festa da Divina Misericórdia. Nós todos sentimos uma providencia neste acontecimento, pois foi a Divina Providencia que o escolheu para ser instrumento do Amor Misericordioso”. Depois foi lido o decreto da instituição do santuário que foi acolhido com uma salva de palmas e fogos. Dom Orani falou que a criação do Santuário da Divina Misericórdia um ano depois que chegou ao Rio de Janeiro é o melhor presente que poderia dar para o povo tão sofrido, pois nesse lugar o povo poderá reconciliar-se com Deus e recuperar as forças para a vida cotidiana. O Arcebispo olhou para o sofrimento das pessoas que perderam a vida e suas casas por conseqüência da chuva e lama. Olhando para os poloneses, ele falou sobre a grande dor de perder o Presidente da Polônia e tantas pessoas importantes para o país. Ele agradeceu aos padres poloneses pelo cuidado do Santuário, pois exatamente na Polônia Jesus Misericordioso falou com a Irmã Faustina. Dom Orani recebeu uma casula com a imagem de Jesus Misericordioso e com a frase: “Jezu ufam Tobie” (Jesus eu confio em vos). Ele lembrou que nesta língua Jesus falou sobre a misericórdia à Irmã Faustina.

Pe. Artur

SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Estamos a iniciar a semana de oração pelas vocações. Neste ano sacerdotal, tal oração reveste-se de uma particular importância.  Os textos que a liturgia de hoje nos traz, proporcionam-nos uma óptima reflexão sobre o ministério sacerdotal, tomando por base a pessoa de Pedro. O Evangelho começa com Pedro, depois da Ressurreição de Cristo, mas ainda não muito consciente se sua missão a dizer: “Vou pescar”. Era o que ele sabia fazer no mundo. E era um bom pescador. Quis voltar à sua actividade normal. Mas naquela noite não pegou nada absolutamente. Pedro já não era o mesmo. Jesus já o tinha chamado para pescar em “outros mares”. “Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada.” (Jo 21,3) “Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.» Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.» (Jo 21,4-6) Tiveram de experimentar na prática o que Nosso Senhor já lhes tinha dito antes, pois na nova dimensão do Reino e na Nova pesca que é o Apostolado: “Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer.” (Jo 15,5) E como dizia Dom Azcona Bispo do Marajó: “E nada é nada….”  Mas com Cristo, escutando a sua voz, que beleza: “Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar.” (Jo 15,6) Pedro teve de aprender isso dolorosamente mas aprendeu a lição. Na noite da paixão, Jesus mandou vigiar e orar, pois o espírito estava preparado, mas a carne era fraca.

Não escutando a exortação do Senhor, teve que constatar a sua fraqueza, negando-o três vezes, ele que dizia que morreria por Cristo. Mas agora parece que tinha já aprendido a lição. No auge do trabalho, quando as redes estavam cheias, quando ele ouviu dizer que era o Senhor, vestiu suas roupas (sinal de dignidade) e lançou-se no mar para ir a nado ter com o Senhor deixando os outros apóstolos com o trabalha da pesca. Aprendeu que o lugar do líder é aos pés do seu Senhor. Porém não se furtou preguiçosamente ao trabalho. Ele que tinha estado aos pés do Senhor, quando os Apóstolos aportaram com as barcas, foi ele sozinho e retirou os 153 grandes peixes para a terra. Não se nega ao trabalho mas aprendeu as prioridades. Mais tarde em outra questão, quando queriam que os Apóstolos se dedicassem ao serviço das viúvas, soube discernir as prioridades: “«Não convém deixarmos a palavra de Deus, para servirmos às mesas. Irmãos, é melhor procurardes entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria; confiar-lhes-emos essa tarefa. Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra.»” (Actos 6,2-4)

Certas realidades se expressam melhor com a poesia. Foi o que fez Dom Alberto Taveira, Bispo do Tocantins: “Quem és tu, sacerdote? Tudo e nada! Nada, para te fazeres vazio de ti mesmo e deixar-te plenificar pelo teu Senhor, que inunda teu ser. Nada, se te reconheces frágil como teus irmãos e irmãs, solidário da fraqueza e caminheiro da esperança. Mas és tudo, pois tua pequenez é posta à disposição do Senhor dos senhores, Rei dos reis. Agindo na pessoa de Cristo, poderás ter a ousadia de dizer? “Isto é o meu Corpo, isto é o meu Sangue…”; ou ser instrumento do perdão proclamando: Eu te absolvo dos teus pecados…. Tua vida é graça, ó Sacerdote!”

(Cf. http://www.rccbrasil.org.br/noticia.php?noticia=589)

Para as Células de Evangelização.

1-      Lembramos que mesmo entre os doze Apóstolos tivemos um Pedro arrependido, mas posteriormente santo, junto com os outros onze, e teve também um “Judas”. Diante das actais avalanches de notícias, negativas sobre os sacerdotes, algumas reais, outras tendenciosas e mesmo falsas, qual é a posição de um católico maduro?


Pe. Marcelo