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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Belém - Outubro de 2012, nº 73


Encontro Internacional dos Coordenadores da Formação – SAC
  
Nos dias 23 a 28 de julho de 2012, realizou-se em Roma, no Centro Internacional de Formação Palotina, “CENÁCULO”, o Encontro dos Coordenadores da Formação das Províncias e Regiões da Sociedade do Apostolado Católico. Dezessete confrades participaram do evento, dos quais, treze eram responsáveis pela formação, provenientes de onze Províncias e Regiões, e três membros do Secretariado Geral para a Formação. O Encontro tinha como objetivo avaliar a Formação Palotina na nossa Sociedade e a sua unificação à luz da Ratio Institutionis da SAC.
Durante o Encontro de quatro dias, os relatores nos ajudaram a compreender o espírito e o conteúdo da Ratio Institutionis. Segundo nosso Santo Fundador, São Vicente Pallotti, o objetivo da formação dos membros é edificar e fazer crescer a santidade na vida do candidato. Para se chegar a esta santidade, os educadores devem ajudar os candidatos a viverem sempre a imitação mais perfeita da vida de nosso Senhor Jesus Cristo. Pallotti pede isso nos seguintes termos: “Aos Reitores, Confessores e Diretores Espirituais das nossas Casas de Formação cabem guiar os candidatos segundo o espírito de Jesus Cristo, doce, humilde, sereno, acolhedor, forte e amável” (Ratio Institutionis, n. 54). A finalidade da formação dos nossos jovens candidatos deve seguir essa perspectiva, apresentada pelo nosso Santo Fundador.
Os meios preconizados para esse objetivo palotino de formação são os de formar os membros segundo a espiritualidade e o carisma palotino. De maneira geral, há certa crise de identidade nas nossas Casas de Formação e na vida dos palotinos. Esta crise de identidade é interior, está na pessoa, como também há uma crise exterior, aquela proveniente de famílias desestruturadas, que também influencia os membros. Cada um procura a sua comodidade. Para confrontar essa crise de identidade, somos chamados a renovar nossa Sociedade a partir da Formação, favorecendo a cultura veiculada pela Ratio Institutionis.
Por isso, o Encontro recomendou a promoção da espiritualidade palotina em todas as etapas da Formação. Em todos os períodos formativos, inclusive acadêmicos, devem ser inseridos cursos sobre a espiritualidade e o carisma palotino, segundo as orientações contidas na Ratio Institutionis da SAC.
Os participantes sugeriram, ainda, que a Formação seja feita de acordo com o espírito da UAC. Durante o Encontro, constatou-se também que a Fundação de Vicente Pallotti teve como início a União do Apostolado Católico. A Sociedade do Apostolado Católico nasceu na União do Apostolado Católico. Ela se revela como a realização plena de São Vicente Pallotti e da sua fundação. No Capítulo II da Ratio Institutionis, nota-se que um dos aspectos constatados na nossa espiritualidade palotina e o quinto aspecto constante, é a União do Apostolado Católico.
No Postulado, os candidatos admitidos para essa etapa devem ser introduzidos, desde o início, segundo o espírito de colaboração apresentado pela União, e que sejam usados os meios espirituais e temporais oportunos para prepará-los para esse estilo de vida (cfr. Art 225, Ratio Institutionis).
No Noviciado, o papel principal da Formação é a preparação para a vida e para as atividades da Sociedade e da União (cfr. Art 240, Ratio Institutionis). O fundamento da Formação, de modo geral, é a formação cristã e, de modo específico, é o de assumir, desde o início, os conhecimentos de base sob a finalidade, a natureza, as tradições e as leis da nossa Sociedade e da União (cfr. Art 250, Ratio Institutionis).
Preparação para a consagração perpétua e para o ministério ordenado. O elenco essencial da nossa formação, nessa etapa, é a inserção e o empenho na União, por meio da experiência comunitária. O programa formativo, nesse período, deve levar em conta essa experiência e favorecer a abertura dos membros em formação a todos os fiéis da Igreja (cfr. Art, 278 Ratio Institutionis).
Formação permanente. Um palotino na SAC não pode deixar de ser um palotino na UAC. Há um elo de pertença entre SAC e UAC. Para promover esta identidade plena entre padres e irmãos palotinos se faz necessária a efetiva participação nas iniciativas organizadas pelos Conselhos de Coordenação e pelos grupos da União já constituídos. Isso deve entrar na programação da Formação Permanente (cfr. Art 316 e 329, Ratio Institutionis).
A finalidade dessa formação é poder moldar o futuro religioso com o perfil autenticamente palotino. O Secretariado Geral para a Formação deverá coordenar essa renovação formativa palotina e unificar as atividades da Formação na nossa Sociedade, à luz da Ratio Institutionis da SAC. O referido Secretariado elaborará os programas comuns de formação de cada etapa da Formação e unirá as Casas de Formação através dos meios de comunicação social (Internet, Boletim Informativo, etc.).
Pe. Gilbert  KAZINGUFU, SAC
Responsável pela Formação Permanente da Região – SF

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Encontro das formadoras e formadores palotinos em Wadowice

Os formadores e formadoras palotinos das três províncias polonesas, todos os anos, se reúnem para uma formação em conjunto e refletir sobre as várias etapas da formação. Neste ano de 2010, o encontro aconteceu nos dias 24 a 27 de fevereiro em Wadowice, Polônia. Antes da chegada dos formadores, o Secretariado Geral para a Formação realizou o seu encontro anual, no mesmo local, nos dias 21 a 24 de fevereiro.Participaram do referido encontro, seis irmãs da Província Polonesa das Irmãs Missionárias do Apostolado Católico, doze palotinos da Província Cristo Rei e seis da Província da Anunciação do Senhor, com seus respectivos provinciais. O encontro tinha como tema: A dinâmica do processo de amadurecimento vocacional palotino: a formação nas mudanças para a continuidade e na continuidade para as mudanças. Neste encontro, aconteceram palestras, trabalhos em grupo e individuais, orações e recreações comunitárias.
Na manhã do dia 25 de fevereiro, a Ir. Jolanta Wagner SAC e D. Derry Murphy SAC falaram sobre o tema: Formação na etapa do discernimento vocacional. Nesta temática, foi apresentado o papel do formador enquanto acompanhador de um jovem no processo de discernimento vocacional. Isto consiste em ajudar a pessoa a compreender tudo aquilo que acontece no seu coração e no saber confrontar a própria vida e a própria história, a partir de Deus, descobrindo o projeto que ele tem para cada um. Os relatores afirmaram que as atitudes mais importantes dos acompanhadores deveriam ser: capacidade de partilhar a experiência de Deus de maneira unívoca, levando em conta a identidade palotina.
Na parte da tarde, Pe. Romualdo e Pe. Valdeci de Almeida desenvolveram o tema sobre o Período Introdutório. Eles afirmaram que se espera, neste período, uma mudança no formando e que a formação deve conduzir a isso. Não se trata, porém, de uma produção em série dos novos membros, mas, no processo de acompanhamento, trata-se de saber guiar um vocacionado a fim de que possa tomar consciência das suas fragilidades, limites e pecados, e saibam colaborar com Deus e com os formadores, para que aconteça a verdadeira mudança. Tal processo tem um caráter individual e único, como o é a pessoa que de Deus recebe a vida e a vocação.
A temática da manhã do dia 26 (sexta-feira) foi sobre a formação para a consagração perpétua. Esta parte foi apresentada pelo Pe. Jacob Nampudakam e Pe. Stanislaw Stawicki, que colocaram uma pergunta: Como assegurar uma formação unitária e coerentemente progressiva? (ou seja, assegurar uma certa homogeneidade na formação, respeitando todos os seguintes aspectos: humano, cristão, espiritual, intelectual, profissional, teológico, etc.). A resposta foi conforme o pensamento do Pe. Josù Mirena Alday, reitor do Claretianum, que, reforça a necessidade de um tríplice esforço nesta área, em um dos seus cursos publicados no manual intitulado: “A vocação consagrada, aborda aspectos antropológicos, psico-sociológicos e formativos”.
Primeiro: realizar uma programação global, seguindo os princípios da Ratio Institutionis, cuja aplicação deve estar sob a responsabilidade de uma equipe que possa ajudar na motivação da mesma. Segundo: organizar encontros regulares entre os responsáveis das várias etapas da formação para verificar, na prática, como cada uma delas está sendo preparada, para que haja sempre uma continuidade. Terceiro: é importante que os formadores comunguem de uma mesma visão do carisma do instituto, e que a transmitam através de uma formação sistemática.
Após o almoço, o Ir. Stephen Buckley e Thomas Lemp falaram sobre a formação permanente, ou seja, aquela de toda a vida. Ela acontece na vida cotidiana, nas relações interpessoais. A vida fraterna deve proporcionar um ambiente formativo.

A formação permanente pode ser considerada uma “viagem”, que envolve toda a pessoa nas suas dimensões humana (a personalidade e as relações consigo mesma, com a comunidade e com os outros), espiritual (carismática), apostólica e intelectual.

O encontro terminou no dia 27 com a celebração da Eucaristia. Em seguida, os formadores das Províncias Cristo Rei e Anunciação do Senhor, juntamente com seus respectivos provinciais e com a presença do Secretariado Geral para a Formação, se reuniram para discutir alguns assuntos comuns. As Irmãs Missionárias do Apostolado Católico também se reuniram à parte, para partilhar como está acontecendo a própria formação.
Ir. Monika Jagiello SAC
Poznan, Polônia

terça-feira, 28 de abril de 2009

Encontro dos formadores palotinos em Wadowice

Do dia 05 ao dia 08 de fevereiro de 2009, os formadores e formadoras palotinos da Polônia e países vizinhos, ligados às Unidades polonesas, participaram de um encontro, em Wadowice – Noviciado da Província Cristo Rei, nossa casa mãe. Esse encontro acontece uma vez por ano e está se tornando uma tradição.

Além dos dois Superiores Maiores: Pe. Kazimierz Czulak SAC, Provincial da Província da Anunciação do Senhor e o Pe. Jozef Lasak SAC, Provincial da Província Cristo Rei, vinte e um confrades e cinco irmãs palotinas missionárias de diversas localidades participaram do encontro, a saber: Polônia, Ucrânia, Eslováquia e República Tcheca – todos empenhados nas diversas etapas do trabalho formativo: pastoral vocacional e formação permanente.

Os primeiros dois dias do encontro foram coordenados pelo Pe. Jan Miczynski, professor de espiritualidade da universidade Católica de Liubliana e padre espiritual do seminário da arquidiocese de Liubliana. Ele desenvolveu o tema sobre os fundamentos da formacão, isto é, o anúncio do kerigma e a formação humana.
Estava previsto, para os dois primeiros dias do encontro, momento de formação para os formadores, mas foi inserido no programa momentos prolongados de leitura orante da Palavra de Deus, adoração ao Santíssimo, oração comunitária e momentos de partilha em pequenos grupos. A recreação comunitária foi também o ponto alto do encontro, pois possibilitou maior entrosamento entre os participantes e contribuiu para uma maior colaboração.

No último dia, foi programado um trabalho específico sobre a realidade concreta da formação palotina na Polônia. Conforme a recomendação dos dois superiores maiores e das conclusões do encontro anterior, de 2008, em Wrzosow, foi discutido o tema da atualização da dinâmica do postulado e do período introdutório na província polonesa da SAC. À luz da Ratio Institutionis e com base na experiência dos responsáveis por esta etapa da formação, foram formuladas algumas observações interessantes, que servirão para ulterior trabalho de atualização.

Para concluir, além da experiência que cada encontro proporciona: conteúdo, discussões e conclusões comuns, foi de grande valia o fato de estarmos reunidos. Independente do período de formação do qual somos responsáveis, esse tipo de encontro ajuda-nos a sentirmos parte integrante e indispensável de toda obra formativa; daquela formação que fala a Ratio Institutionis – seguindo os documentos da Igreja – como “um modo teológico de pensar a mesma vida consagrada, que é em si uma formação nunca terminada, participação na ação do Pai que, mediante o Espírito, plasma no coração os sentimentos do Filho” (Ratio, n. 317).

Pe. Mariusz Malkiewicz, SAC
Konstancin-Jeziorna, Polônia